Dissertações/Teses

2020
Descrição
  • AYRTON SENNA DA SILVA DAMASCENO
  • Uma nova abordagem para monitoramento nutricional de boro em floresta de Eucaliptus spp. utilizando simulação de bandas multiespectrais do sistema sensor MSI(Sentinel-2) a partir de observações hiperespectrais
  • Orientador : CACIO LUIZ BOECHAT
  • Data: 31/07/2020
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  • A detecção de deficiência em plantios de eucalipto pode ser catastrófica e irreversível, uma vez que muitos sintomas se manifestam em longo prazo, como o micronutriente boro. Além de limitar o crescimento e aporte de biomassa, a falta de boro provoca superbrotações laterais e perda da dominância apical. O uso de produtos de sensores remotos orbitais pode prever a deficiência ou toxidade do elemento antes mesmo de manifestar sintomas visuais na planta e remediar tais efeitos. Com isso, objetivou- identificar sintomas de deficiência e toxidade de boro foliar em povoamentos comerciais de Eucalyptus spp. utilizando o método de classificação SAM (Mapeador de Ângulo Espectral) para mapeamento com sensores multiespectrais. Para isso, o trabalho foi divido em duas etapas, consistindo a primeira na coleta dos espectros de onda em mudas de eucalipto submetidas a diferentes doses de boro ( T1 - 0 mg/dm-3, T2 - 1 mg/dm-3 ,T3 - 10 mg/dm-3 , T4 - 20 mg/dm-3 e T5 - 40 mg/dm³). As bandas espectrais foram organizadas e simuladas conforme as faixas espectrais do sensor orbital MSI do satélite Sentinel 2, sendo obtidos os índices de vegetação NDVI, NDRE, EVI, CI, PRSI, CCCI, MTCI e HMSSI. Para validar dos dados radiométricos de deficiência e toxidade de B, procedeu-se coletas de folhas em uma área dividida em 70 quadrantes com eucalipto plantado, localizado na zona rural de Baixa Grande do Ribeiro – Piauí. Os dados espectrais referente as imagens obtidas a partir do sensor MSI do satélite Sentinel 2 da área de campo foram coletadas com o software ENVI, após a classificação com algoritmo SAM. Os dados foram submetidos a análise multivariada de variáveis canônicas e análise discriminante, sendo realizadas no software livre R com auxílio dos pacotes ggplot2, candinsc e MASS. Os valores médios das bandas 11 e 12 foram superiores nas plantas sob nível adequado de boro. Apenas o índice NDVI apresentou valor médio superior no nível de boro adequado em relação a deficiência. Os demais índices obtiveram maiores valores no nível de boro deficiente. Houve uma clara distinção entre os níveis adequado e deficiência de boro ao analisar os scores canônicos. A banda B12 foi a que mais contribuiu para discriminar o nível adequado. O uso do sensor orbital MSI possibilita a discriminação dos níveis de deficiência e adequado de boro em plantios de eucalipto, como também a aplicação de índices de vegetação aprimora o monitoramento nutricional. A aplicação do NDVI aprimora a identificação dos níveis adequados de boro.
  • EDINEIA DA SILVA ARAUJO
  • DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE) COM SEUS PARASITOIDES ASSOCIADOS A PLANTAS HOSPEDEIRAS
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 30/04/2020
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  • As moscas-das-frutas, constituem o grupo de insetos de maior importância para a fruticultura, não só pelos danos diretos, no campo, em determinadas regiões, mas também em decorrência das barreiras quarentenárias impostas pelos países importadores da fruta in natura. Pesquisas sobre sistemas de informações geográficas (SIG), permitem o conhecimento sobre o padrão de distribuição e a diversidade das espécies de moscas-das-frutas numa região. Essa pesquisa foi conduzida para caracterizar a distribuição espaçial e associações das moscas-das-frutas com seus parasitoides e plantas hospedeiras no município de Bom Jesus-PI. As moscas foram obtidas por meio de coletas de frutos maduros ou em fase de amadurecimento, aleatoriamente em diferentes alturas no período de julho de 2018 a maio de 2019. Os materiais coletados foram levados para o laboratório de proteção de plantas da Universidade Federal do Piauí (UFPI/CPCE) para posterior identificação das moscas-das-frutas, parasitoides e das plantas hospedeiras. Para verificar os padrões de distribuição espacial da praga foram realizadas análises utilizando o método de Diagrama de Voronoi para delimitar as áreas representativas dos pontos de coletas. Foram avaliados a riqueza de espécies, a abundância, bem como a composição de espécies de mosca-das-frutas. Foram coletados 1.711 indivíduos, nestes representantes das espécies Anastrepha obliqua, Anastrepha fraterculus, Anastrepha alveata, Anastrepha sororcula, Anastrepha zenildae e Ceratitis capitata. As espécies de Anastrepha estão distribuídas de forma agregada. Anastrepha obliqua foi a espécie que apresentou uma maior distribuição em toda área de ecótono. Ceratitis capitata está distribuída apenas no perímetro urbano. A relação tritrófica ocorreu entre Asobara Anastrephae e An. obliqua associado a Spondias mombin e S. tuberosa. Opius sp. e An. alveata em Ximenia americana, Spondias mombin e S. tuberosa. A área de ecótono apresentou a maior riqueza de espécies, indicando que por ser uma área mais úmida pode fornecer mais recursos para a manutenção desses insetos. A associação de As. Anastrephae foi restrito a An. obliqua coletada em plantas de cajá e umbu. Ceratitis capitata é registrada pela primeira vez no estado do Piauí em Inga laurina. Registra-se a primeira ocorrência de Spalangia sp. em An. obliqua no Piauí. A moscas-das-frutas estão associadas a frutíferas nativas (umbu, cajá, ciriguela, araçá, ingá, ameixa silvestre) e cultivadas (acerola, carambola, goiaba).
  • FRANCISCO EDUARDO DOS SANTOS GOMES
  • Biofertilizante caprino e nitroênio fertirrigado na goiabeira ‘Tailandesa’ e no híbrido tolerante ao nematoide BRS Guaraçá
  • Data: 31/03/2020
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  • Objetivou-se avaliar desenvolvimento da goiabeira ‘Tailandesa’ e do híbrido BRS Guaraçá em função da fertirrigação com biofertilizante caprino e nitrogênio no semiárido brasileiro. Para o experimento foram estudadas separadamente a variedade Tailandesa e o híbrido tolerante ao nematóide de galhas BRS Guaraçá, ambos sob o delineamento experimental em blocos casualizados com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial (5 × 2) referentes às concentrações de biofertilizantes (0; 2,5; 5,0; 7,5 e 10%) e ferilizante mineral com N (adubação com 50% e 100% do N recomendado segundo a demanda da cultura), com três repetições e duas plantas por parcela. Realizou-se a coleta e análises de folhas e raízes para determinação da influência dos tratamentos sobre as variáveis fisiológicas, nutricionais e a distribuição radicular. Os dados obtidos pelas análises foram submetidos à análise de variância e, quando significativas, as médias do fertilizante N foram comparadas pelo teste de Tukey e as médias das variáveis para as doses de biofertilizante foram submetidas à análise de regressão. O esterco caprino líquido fermentado aplicado via fertirrigação estimula os índices de clorofila foliar, transpiração e fotossíntese líquida da goiabeira tailandesa e híbrido BRS Guaraçá. A redução da adubação nitrogenada em 50% não exerce efeito nas trocas gasosas e nos índices de clorofila foliar da goiabeira. Constatou-se também que o estado nutricional para N, P e K da variedade Tailandesa e do híbrido BRS Guaraçá é afetado pela fertirrigação com biofertilizante; o biofertilizante caprino promove teores foliares adequados de N, P, K, Ca, Mg, B, Mn, Zn, Cu e Fe Tanto na ‘Tailandesa’ quanto no híbrido BRS Guaraçá; o biofertilizante aplicado via fertirrigação não é capaz de reduzir 50% de utilização do fertilizante nitrogenado em nenhum dos materiais genéticos estudados e; Para o sistema radicular, observou-se a fertirrigação com nitrogênio e biofetilizante caprino melhora o desenvolvimento radicular dos materiais estudados e, a maior dose do biofertilizante ocasionou melhores resultados quando usada dentro da dose 50% do nitrogênio.
  • ANA KAROLINA DE OLIVEIRA SÁ ACEVEDO
  • Parâmetros genéticos e associação de caracteres de interesse ornamental em pimenteiras
  • Orientador : ARTUR MENDES MEDEIROS
  • Data: 20/02/2020
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  • A variabilidade genética, associações entre características e seleção de acessos/genótipos superiores por meio de índices de seleção são os métodos mais utilizados em programas de melhoramento, em que, visam melhorar características de interesse para que atendam as necessidades do mercado. A pimenteira ornamental é uma das culturas que mais agregam valor devido as suas características estéticas. Pensando nisso, o objetivo do trabalho foi avaliar os parâmetros genéticos e associação de caracteres de interesse ornamental em pimenteiras entre 16 acessos de diferentes estados brasileiros. O experimento foi conduzido em telado, localizado no Departamento de Fitotecnia, do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal do Piauí, no período de fevereiro a novembro de 2017, no qual os acessos foram delineados inteiramente ao acaso, com quatro repetições, com uma planta por parcela, e caracterizados com base em 9 descritores quantitativos. Foram realizadas análises de variância, a estimação dos parâmetros genéticos, coeficiente de correlação de Pearson, análise de trilha e comparação dos índices de seleção de Mulamba e Mock e distância genótipo-ideótipo. De acordo com a análise de variância foi possível observar diferença significativa entre as características avaliadas. As associações das características foram avaliadas por meio da correlação em que, foi possível observar que as características que apresentaram maior correlação fenotípica e genotípica foram o comprimento do fruto e o comprimento da folha (0,8162 e 0,8634, respectivamente). O conhecimento dos efeitos diretos e indiretos foi por meio da análise de trilha, sendo que o comprimento da folha foi a característica que apresentou maior efeito direto em relação ao número de frutos por planta (-0,6815). Para as demais variáveis o efeito direto foi considerado baixo, sendo inferior ao valor do efeito da variável residual (0,5998), o que reduz a importância dessas variáveis no modelo. Com o intuito de selecionar acessos superiores, o índice Mulamba e Mock selecionou os acessos que apresentaram as melhores características ornamentais, entre eles estão o BAGC 236, 207, 199 e 228. Conclui-se que estes acessos são os mais indicados para os programas de melhoramento e que a característica comprimento da folha tem maior influência no número de frutos por planta.
  • AGNES CARDOSO DA CRUZ
  • Diversidade genética em progênies de meio irmãos de Khaya senegalensis A. Juss
  • Orientador : PRISCILA ALVES BARROSO
  • Data: 19/02/2020
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  • Khaya senegalensis (Desr.) A. Juss, é uma das espécies do gênero Khaya mais cultivadas no território brasileiro por apresentar alta tolerância a déficit hídrico, no entanto, não há recomendações de quais as progênies/procedências seriam as mais indicadas para a região. Assim, por meio de um teste de progênies/procedências da espécie K. senegalensis no Estado do Piauí, objetivou-se estudar a dispersão fenotípica de progênies meios-irmãos de mogno africano utilizando o algorítmo de Gower e a técnica de escalonamento multidimensional não métrico, com base em caracteres qualitativos e quantitativos e avaliar a variabilidade genética, por meio de marcadores microssatélites. Foram avaliadas 22 progênies de mogno africano (Khaya senegalensis) na fase juvenil, em delineamento de blocos casualizados, com 30 repetições e uma planta por parcela. Os caracteres avaliados foram de ordem qualitativa e quantitativa, onde, a partir desses, foram construídas matrizes com base na distância de Mahalanobis e algoritmo de Gower, representando posteriormente as progênies no plano bidimensional com o auxilio do escalonamento multidimensional não métrico. Após a avaliação fenotípica, foram selecionados 46 indivíduos de acordo com as características de interesse e posteriormente foi avaliado a variabilidade genética com o auxílio 11 pares de iniciadores microssatélites. As análises foram realizadas com base na matriz de distância obtida a partir da distância de Jaccard. Sendo produzido um dendograma a partir das similaridades genéticas pelo método de agrupamento de médias aritméticas não ponderadas, utilizado o método de Tocher e posteriormente, aplicado um dimensionamento multidimensional não métrico (nMDS) para a representação gráfica da matriz de distância no plano bidimensional. A técnica utilizada para representar os dados morfológicos apresentou a distância entre as progênies de K. senegalensis na forma gráfica, evidênciando dispersão e permitindo selecionar indivíduos com base nas características de interesse. Foi possível observar melhor discriminação entre as progênies estudadas quando utilizou-se a análise simultânea dos dados qualitativos e quantitativos (dados mistos), obtendo a formação de maior número de agrupamentos. A análise dos dados moleculares foi eficiente para separar as progênies em grupos distintos. Existe variabilidade genética entre os indivíduos da população de Khaya senegalensis, verificada por descritores moleculares. Os métodos de agrupamento foram eficientes para representar a distância genética entre os indivíduos e descrever semelhanças morfológicas entre as progênies.

  • FRANCISCO ALMIR CAMPELO MONTE JUNIOR
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE ACEROLEIRA COM POTENCIAL DE CULTIVO PARA A MESORREGIÃO SUDOESTE PIAUIENSE – PI
  • Orientador : GUSTAVO ALVES PEREIRA
  • Data: 14/02/2020
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  • A aceroleira Malpighia emarginata (DC.), é uma espécie frutífera originaria da América do Sul, América Central e ilhas caribenhas, que se adaptou bem as condições edafoclimáticas brasileiras, em especial na região nordeste. O potencial adaptativo da cultura, associado ao uso das técnicas corretas de cultivo, possibilita vários ciclos produtivos durante o ano. No meio cientifico tem-se buscado, por intermédio do melhoramento genético, a seleção de novos genótipos de aceroleira, visando, principalmente, as maiores concentrações de ácido ascórbico (vitamina C) e maior produtividade por área cultivada, além de plantas que apresentem arquitetura estrutural satisfatória, de forma a facilitar as ações de manejo e tratos culturais. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar o desempenho de 26 genótipos de aceroleiras, afim de selecionar os mais adaptados as condições de cultivo do semiárido piauiense. O trabalho foi conduzido na Fazenda Escola Alvorada do Gurgueia (FEAG), localizada no município de Alvorada do Gurgueia – PI. O delineamento adotado foi em blocos casualizados, com três repetições, vinte e seis tratamentos e três plantas por unidade amostral. Foram analisados parâmetros de crescimento e morfologia da planta, bem como soma térmica (graus-dia), produção e produtividade.
  • ANA CRISTINA BARBOSA DA SILVA
  • BIOESTIMULANTES NA PRODUÇÃO DE MILHO EM DUAS ALTITUDES DO SEMIÁRIDO PIAUIENSE
  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 31/01/2020
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  • Objetivou-se nessa pesquisa avaliar os efeitos de diferentes doses e fontes de bioestimulantes sobre os componentes de produção de milho cultivado em duas altitudes do semiárido piauiense. O experimento foi desenvolvido simultaneamente em dois locais em que um foi montado na área experimental da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Professora Cinobelina Elvas (CPCE) em Bom Jesus-PI, (09º04’28” S, 44º21’31”W e altitude média de 277 m), e na Fazenda Vô Desiderio, (9º 17’ 00” S; 45º 00’ 00” W e altitude média de 700 m) no município de Monte Alegre-PI. Adotou-se o delineamento em blocos ao acaso, com esquema fatorial 2 x 4 (altitude x doses). Foram aplicados 4 produtos com funções de reguladores vegetais, sendo eles: Stimulate aplicado em dose única no estádio V4; ExpertGrow aplicado duas vezes, uma entre os estádios V6-V8 (44 DAE) e outra entre V8-V9; Fertleader, aplicado entre os estádios V6/V8 e o Biozyme no estádio V6; ambos aplicados com pulverizador costal nas doses de 0, 125, 250 e 375 mL/ha-1. As variáveis analisadas foram: peso das espigas colhidas na área útil; número de espigas; peso médio; número de fileiras; comprimento das espigas; diâmetro das espigas; peso dos grãos; peso de mil sementes; produtividade; massa seca da planta e partes reprodutivas. Os dados foram analisados por meio da análise de variância utilizando o teste F a 5% de probabilidade, utilizando o programa estatístico R. O Ambiente 1, com 700 m de altitude, apresentou os melhores resultados em todas as variáveis analisadas, para todos os produtos. As doses foram significativas para os produtos Stimulate, Fertleader e Biozyme, quando avaliada a produtividade. Somente o produto Biozyme apresentou interação (A x D) significativa para a produtividade, em que o Ambiente 1 foi melhor quando não aplicado, com produtividade de 12533.87 kg/ha-1 e no Ambiente 2 a melhor dose foi de 125 ml/ha-1, com 4880.90 kg/ha-1. Conclui-se que, de forma geral, o melhor produto foi o Fertleader na dose de 325 ml/ha-1. A altitude afeta diretamente a produtividade de milho.

  • HINGRID RAIANY SANTOS TEIXEIRA
  • Eficácia de fungicidas após a lavagem no controle da antracnose da soja
  • Orientador : EDIVANIA DE ARAUJO LIMA
  • Data: 31/01/2020
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  • A antracnose é uma das doenças que mais afetam a soja, podendo causar perda total da produção. Dentre os métodos de controle, está a utilização de fungicidas sistêmicos, com destaque para os pertencentes aos grupos das estrobilurinas, triazóis e benzimidazóis, no entanto, há pouca informação sobre a eficácia dos fungicidas após a lavagem pela chuva ou pela água de irrigação no controle da antracnose da soja. Assim,objetivou-se com a execução do presente trabalho, avaliar a eficácia de fungicidas de diferentes grupos químicos, após os tempos de lavagem, no controle da antracnose, bem como os reflexos na produção da soja. Para isso foram desenvolvidos dois experimentos. O experimento 1 foi conduzido em ambiente protegido em parcelas subdivididas, com adicional (3 x 5 + 1), em delineamento de blocos casualizados (DBC), com três repetições. As parcelas foram três fungicidas (tebuconazol, azoxistrobina e tiofanato metílico), as subparcelas os cinco tempos de lavagem após a aplicação do fungicida (0, 30, 60, 120, 180 minutos) e a testemunha sem aplicação de fungicida. O experimento 2 foi executado em laboratório e consistiu na obtenção de dados para o cálculo da área abaixo da curva de progresso da doença, para tanto foram destacadas do terço médio de cada planta do experimento 1 três folhas trifoliadas (uma por repetição), completamente expandidas e com aproximadamente a mesma idade, utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado (DIC), com 3 repetições.A análise de variância apontou efeito significativo para a interação entre fatores apenas para as variáveis folhas contaminadas da primeira avaliação e folhas abortadas da segunda avaliação, e efeito isolado do fungicida no tamanho da lesão e vagens abortadas, e do tempo para praticamente todas as variáveis. Quanto às variáveis de produção da planta de soja, houve efeito apenas do tempo de lavagem para o número de vagens e grãos por vagem. Para a área abaixo da curva de progresso da doença, não houve efeito significativo para a interação entre os fungicidas e o tempo de lavagem, apenas o efeito isolado de cada fator. Conclui-se que otebuconazol e o tiofanato metílico proporcionam maior controle da antracnose da soja, não havendo diferença entre si. O tempo de 120 minutos de lavagem após a aplicação do tebuconazol e do tiofanato metílico proporciona o maior controle da doença. Os fungicidas não diferem entre si quanto as variáveis de produção, mas apresentam efeito significativo comparados à testemunha.
2019
Descrição
  • FRANCISCO DOS SANTOS FARIAS
  • CRESCIMENTO E ACÚMULO DE SOLUTOS ORGÂNICOS EM GENÓTIPOS DE CAJUEIRO ANÃO-PRECOCE SUBMETIDOS AO ESTRESSE SALINO
  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 12/08/2019
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  • O nordeste brasileiro possui uma flora rica em espécies frutíferas de grande potencial econômico e, com grande destaque, o cajueiro (Anacardium occidentale) é uma planta nativa com considerável capacidade adaptativa a solos de baixa fertilidade bem como a temperaturas elevadas e ao estresse hídrico. No entanto, o excesso de sais pode perturbar as funções fisiológicas e bioquímicas das plantas, provocando estresse osmótico, o que resulta em distúrbios das relações hídricas, alterações na absorção e utilização de nutrientes além do acúmulo de íons tóxicos. Para enfrentar o estresse salino moderado ou intenso, as plantas desenvolveram mecanismos complexos que contribuem para a adaptação aos estresses osmótico e iônico. Entre esses mecanismos, o mais usual é o ajustamento osmótico, que é acompanhado pela absorção de íons inorgânicos, bem como pela acumulação de solutos orgânicos compatíveis, ou seja, os osmoprotetores. O objetivo dessa pesquisa foi análizar o comportameno de mudas de genótipos de cajueiro anão precoce sobre condição de estresse salino. O experimento foi conduzido em estufa no Centro de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Piauí, na cidade de Teresina-PI. O delineamento experimental foi inteiramente cazualizado, em esquema fatorial 5 x 2, sendo cinco doses de salinidade na água de irrigação (0, 25, 50, 75 e 100 mmol L-1) e dois genótipos de cajueiro anão precoce (CCP76 e EMBRAPA51), utilizando três repetições sendo uma planta por parcela. Quando as mudas tinham 30 DAE elas foram submetidas ao estresse durante 12 dias e, em seguida, foram avaliadas as variáveis biométricas (Número de Folhas, Diâmetro do Caule, Massa Seca de Raiz e Massa Seca da Parte Aérea) e bioquímicas como compostos de carbono (Carboidratos Solúveis Totais, Sacarose, Açúcares Redutores e Amido), compostos nitrogenados (Aminoácidos Solúveis Totais e Prolina Livre) e pigmentos fotossintéticos (clorofilas A e B, Carotenoides e Antocianinas). O experimento foi conduzido utilizado arranjo fatorial 2 x 5, sendo dois genótipos de cajueiro anão precoce o (CCP76 e o EMBRAPA51) e 5 doses de água salinizada (0, 25, 50, 75 e 100 mm). Foi utilizando o software R modelo 3.5.2, a 5% de probabilidade para analisar os dados obtidos.

  • JASMINE PEREIRA DE SENA
  • Estratégias de adubação com fontes de cálcio no cultivo da mangueira cv. Kent na região do Vale do São Francisco
  • Orientador : GABRIEL BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 31/07/2019
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  • O cálcio é um nutriente fundamental para o desenvolvimento das plantas, atuando principalmente na forma estrutural como integrante da parede celular, incrementando a resistência dos tecidos por ligação a fosfolipídios e proteínas na superfície da membrana, refletindo no crescimento radicular e na qualidade dos frutos. Pode ser aplicado via solo, ou pulverizado diretamente nas folhas e frutos, e a deficiência localizada de Ca pode se tornar um problema em várias culturas frutíferas, com o risco de grandes perdas econômicas. Diante do exposto, objetivou-se com esse experimento, avaliar a eficiência de absorção do cálcio em função da forma do nutriente na solução. O delineamento experimental adotado em campo foi em blocos casualizados com seis tratamentos, quatro repetições, e cinco plantas por parcela. Os tratamentos foram aplicados na fase de desenvolvimento e crescimento dos frutos, logo após a 1° e 2° queda fisiológica e aos 30 antes da colheita. Para determinação dos efeitos dos tratamentos foram realizadas coletas para avaliações dos teores de cálcio nos frutos e folhas (jovens e maduras). Na ocasião da colheita foi coletado material vegetal para análise de carboidratos solúveis totais, aminoácidos totais, e nitrogênio foliar. Os frutos colhidos por planta foram pesados e contados, para posterior determinação da produção (kg planta-1) e produtividade (t ha-1). Os dados foram submetidos à análise de variância para avaliação dos efeitos significativos pelo teste “F”, e os tratamentos comparados entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, por meio do programa estatístico R versão 3.5.2, e as figuras geradas no software SIGMAPLOT.

  • MARIA DE FÁTIMA MARQUES PIRES
  • Atividade microbiológica do solo e marcha de absorção de nutrientes da soja sob plantas de cobertura e preparo do solo
  • Orientador : JOAO CARLOS MEDEIROS
  • Data: 31/07/2019
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  • A expansão do cultivo da soja, trás consigo várias consequências para os atributos, físicos, químicos e biológico do solo, além de aumentar o uso de fertilizantes muitas vezes de forma irracional. Assim o presente estudo foi conduzido objetivando-se avaliar o manejo do solo e plantas de cobertura na absorção de nutrientes e produtividade da soja, além da alteração dos atributos biológicos do solo em condições do Cerrado piauiense.O estudo foi realizado nos anos agrícola 2016/2017 e 2017/2018. O delineamento experimental foi em blocos casualizados em parcelas subdivididas com 3 repetições.No primeiro ano ,nas parcelas foram alocados os sistemas de manejo do solo: semeadura direta (SD) e cultivo mínimo (CM) e nas subparcelas, as plantas de cobertura: Pennisetum glaucum, Braquiaria ruziziensis, Crotalaria spectabilis, Crotalaria ochroleuca, consórcio de Pennisetum glaucum + Crotalaria spectabilis e vegetação espontânea. Avaliou-se produção de massa seca (MS) e acúmulo de nutriente das plantas de cobertura. No segundo ano a soja foi cultivada sob palhada remanescente de Crotalaria spectabilis e de milheto e as subparcelas passam a corresponder aos dias após a emergência (DAE) de plantas de soja  que foram: 31, 38, 45, 52, 59, 66, 73, 80, 87, 94, 101, 108 e 115.Na soja foi avaliado  crescimento das plantas, produção de massa seca (MS),acúmulo de nutrientes e produtividade de grãos . Após a colheita avaliou-se no solo carbono e nitrogênio da biomassa microbiana (C-BMS e N-BMS), respiração basal (RBS), quociente metabólico (qCO2), atividade enzimática desidrogenase, diacetato de fluoresceína (FDA). A soja sob Crotalaria spectabilis em SD apresentou maior altura. Até os 94 DAE as folhas foram os órgão que contribuíram em maior acúmulo da MS seca total. Até 66 DAE maior acúmulo de macronutrientes foi propiciado pelas condições da SD. Em SD a ordem de acúmulo foi: N >K >Ca >P> Mg >S e N >K >Ca >S> P >Mg , sob Crotalaria spectabilis e milheto, respectivamente.Em CM  sob ambas as coberturas a ordem foi: N> K> Ca> P> S> Mg.Para os micronutrientes a ordem foi: Fe> Mn> Zn >B> Cu.Os nutrientes exportados pela soja  em maior e menor quantidade foram: N  e Ca, respectivamente. A vegetação espontânea apresentou baixo C-BMS e N-BMS, baixa atividade enzimática e alto qCO2. A soja aumentou a produtividade de grãos em sucessão a milheto+Crotalaria spectabilis. A vegetação espontânea não favoreceu a biologia do solo.

  • DÉBORA MACÊDO ARAUJO DA SILVA
  • FENOLOGIA DE FIGUEIRA CV. ROXO DE VALINHOS SUBMETIDA A PODA DRÁSTICA UTILIZANDO ANÁLISES DE MODELOS MISTOS, EM BOM JESUS-PI
  • Orientador : GABRIEL BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 30/07/2019
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  • Na pesquisa agronômica, o pesquisador se depara, não raramente, com situações nas quais os dados obtidos não apresentam distribuição normal. Com a utilização dos modelos lineares generalizados, os problemas com escalas foram grandemente reduzidos. O estudo foi realizado com plantas de figueira em que seus ramos foram submetidos a poda drástica (10, 20 e 30 cm) em setembro de 2018, onde os 3 tratamentos continham 9 repetições, marcando-se os três ramos de cada planta. A avaliação fenológica foi realizada anotando-se os seguintes dados: período decorrido da segunda poda ao início da brotação e até 50% das plantas atingirem 2 brotos; data de início e final da colheita; e duração do período de colheita. Assumiu-se no modelo que as variáveis resposta, podem ser afetadas pelos fatores fixos: tamanho do ramo no momento da poda (10, 20 e 30 cm); tempo após a poda (30, 60, 90 e 120 dias); e a interação entre os fatores estudados (tamanho do ramo no momento da poda X tempo após a poda); e como fator aleatório o efeito de cada planta. Os dados das variáveis resposta foram analisados com um modelo de análise de variância usando distribuição normal e Poisson no procedimento GLIMMIX e as médias foram ajustadas com o comando lsmeans (least-squares means), contidos no programa Statistical Analysis Systems (versão University Edition). As significâncias foram observadas pelo teste  e LSD (Fisher’s Protected Least Significant) e as médias foram comparadas usando a diferença dos quadrados mínimos de Fisher. Em todas as análises a significância foi declarada a p ≤ 0,05. Foi calculado o coeficiente de correlação de postos de Spearman com auxílio do procedimento CORR do programa SAS. Os efeitos sistemáticos são linearizados por uma função de ligação adequada dos valores esperados, permitindo aos valores ajustados variarem dentro da amplitude real das respostas. O tamanho do ramo em função do tempo não influenciará no desenvolvimento da figueira para as características avaliadas.

  • THAMYRES YARA LIMA EVANGELISTA
  • CULTIVO DE FIGUEIRA SOB SISTEMA DE PODA INTENSIVA NA MESORREGIÃO DO SUDOESTE PIAUIENSE
  • Orientador : GABRIEL BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 05/07/2019
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  • A figueira, Ficus carica (L.) é uma das frutíferas de clima temperado que mais se destacam quando cultivada em regiões de clima tropical. O potencial adaptativo da cultura possibilita a colheita precoce dos frutos, principalmente em função das condições edafoclimáticas e práticas de manejo adotadas, que influenciam diretamente a brotação. No decorrer dos anos, a fruticultura tem passado por diversas modificações quanto as formas de cultivo. Neste sentido, o presente estudo teve por objetivo, avaliar o cultivo da figueira sob sistema de poda intensiva em duas épocas, afim de obter resultados que maximizem o conhecimento adaptativo da cultura. O trabalho foi conduzido na área experimental do Grupo de Estudos em Fruticultura (FRUTAGRO) no Campus Professora Cinobelina Elvas, Universidade Federal do Piauí (CPCE-UFPI), Bom Jesus Piauí, onde foram cultivadas 48 plantas de figueira cultivar ‘Roxo de Valinhos’. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, com 4 repetições compostas por 12 plantas em cada parcela experimental, em função das duas épocas de poda (abril e dezembro de 2018). Foram analisados parâmetros de fenologia, crescimento e desenvolvimento da planta, produção e soma térmica da figueira.

  • ASSUSSENA CARVALHO MIRANDA
  • PRODUÇÃO E QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE FRUTOS DE FIGUEIRA, CULTIVAR “ROXO DE VALINHOS”, NO SUDOESTE PIAUIENSE
  • Orientador : GUSTAVO ALVES PEREIRA
  • Data: 05/07/2019
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  • A figueira (Ficus carica L.) é uma espécie que apresenta ampla adaptação às diferentes condições edafoclimáticas. No Nordeste brasileiro, essa cultura vem apresentando potencial produtivo, por conta das altas temperaturas e da radiação solar reduzirem o ciclo da planta e produzirem frutos de qualidade. Assim, objetivou-se avaliar a produção, produtividade e qualidade pós-colheita de frutos da figueira, cultivar “Roxo de Valinhos”, nas condições edafoclimáticas do Sudoeste Piauiense. Os tratamentos consistem em três estádios de maturação dos frutos, determinados pela cor da casca, (verde-amarelado, verde-arroxeado e arroxeado) e duas épocas de poda (abril e dezembro de 2018). Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado (DIC), com 4 repetições de 5 frutos para as análises físicas, e as análises físico-químicas foram realizadas em triplicata. As características avaliadas foram peso, cor, tamanho (físicas), sólidos solúveis, pH, acidez titulável e relação sólidos solúveis/acidez titulável (físico-químicas). Ao término de cada época de cultivo foi estimada a produtividade (Kg/planta) e a produção (t/ha) das 48 plantas avaliadas. Os dados foram submetidos a análise de variância, e, quando significativo, foi utilizado o teste de Tukey para os tratamentos qualitativos e regressão para os quantitativos.

  • LAILLA SABRINA QUEIROZ NAZARENO
  • Estratégias de estimativa de volume de madeira para árvores de área de transição Cerrado/Caatinga
  • Orientador : ANTONIO CARLOS FERRAZ FILHO
  • Data: 01/07/2019
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  • O trabalho objetivou avaliar estratégias de estimativas de volume de madeira de árvores através do uso de fator de forma e aplicação de modelos volumétricos em área de transição entre os biomas Caatinga e Cerrado. Foram cubadas de forma destrutiva e não destrutiva 351 árvores na microrregião piauiense do Alto Médio Gurgueia. Em cada árvore foram realizadas determinações de altura total, diâmetro medido a 1,3 m de altura do peito, volume do fuste, volume total e descrição da espécie. Afim de testar diferenças nas estimativas, foram aplicados os tratamentos: T1: Fator de forma médio; T2: Fator de forma por espécie; T3: Fator de forma por classe diamétrica; T4: Fator de forma baseado em mínimos quadrados (regressão linear); T5: Fator de forma da literatura para Caatinga; T6: Fator de forma da literatura para Cerrado; T7: Modelo volumétrico de Schumacher e Hall; T8 a T21: Modelo volumétrico ajustado por técnicas mistas (considerando espécie e classe diamétrica como efeito aleatório, testando todas combinações nos parâmetros dos modelos); T22: Modelo volumétrico obtido de literatura para Caatinga; T23: Modelo volumétrico obtido de literatura para Cerrado. Entre todas as estratégias, a utilização de modelos mistos usando a classe diamétrica como efeito fixo demonstrou-se melhor, apresentando menor erro médio absoluto percentual, de 15,39%.

  • JEISSICA TALINE PROCHNOW
  • Aplicação de silício, cobre e fungicida no controle da antracnose na soja
  • Orientador : GUSTAVO ALVES PEREIRA
  • Data: 01/03/2019
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  • Dentre as medidas de controle para a antracnose na soja, causada pela espécie
    Colletotrichum truncatum, o uso de fungicidas comerciais é o que se destaca, porém, há
    preocupação com os impactos ao meio ambiente e a saúde humana, além do aumento da
    resistência dos patógenos. Com isso, utilização de produtos com efeito de indução de
    defesa, vem como uma alternativa no controle de patógenos, no qual ativam
    mecanismos de defesas latentes da planta. Assim, objetivou-se avaliar a aplicação de
    fertilizantes foliares a base de silício (Si) e cobre (Cu) com efeito protetor, aplicados
    isoladamente e associados com fungicida no controle da antracnose na soja. O primeiro
    experimento foi desenvolvido em casa de vegetação e o segundo no laboratório de
    Fitotecnia ambos na Universidade Federal do Piauí – Campus Professora Cinobelina
    Elvas. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, constituído de 7 blocos
    com 7 tratamentos (testemunha, cobre, silício, cobre + silício, fungicida, fungicida +
    silício e fungicida + cobre). Foram retiradas amostras de folhas para análise foliar. O
    comprimento da lesão nas plantas de soja foi menor nos tratamentos com a adição de Si
    e sua associação com o Cu e o fungicida. Para a severidade e área abaixo da curva de
    progresso da doença os tratamentos com Cu, Cu + Si e Fungicida + Cu se diferiram dos
    demais por apresentarem os maiores valores, e nenhum dos tratamentos alterou as
    variáveis número de vagens, produtividade por planta e peso de cem grãos. A aplicação
    de quelato de Cu EDTA, causa fitotoxidez em dosagem de 750 g/ha, no qual favoreceu
    o desenvolvimento da antracnose. O fertilizante foliar a base de Si aplicado
    isoladamente, pode ser uma opção para diminuir os danos causados pelo
    desenvolvimento da antracnose.

  • DAYANE GABRIELA DE LIMA RIBAS
  • TIPOS DE PODA E FISIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO NA QUALIDADE DE FRUTOS DE Anonna squamosa L.
  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 28/02/2019
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  • A Anonna squamosa L, pinha, é uma fruta bastante conhecida e apreciada pelos consumidores, devido as suas características sensoriais. Sua produção pode ser influenciada pelo manejo da planta, técnicas como podas, influenciando na translocação dos carboidratos, visando a qualidade e agregação de valor do fruto. Objetivou-se com este trabalho avaliar os efeitos da poda de renovação ou de limpeza sobre os teores de carboidratos em flores, frutos e folhas de pinha, coletados em diferentes estádios de desenvolvimento e a qualidade pós-colheita dos frutos de pinha colhidos em três estádios de maturação sob os diferentes tipos de poda. O experimento foi realizado no pomar de A. squamosa da Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus onde metade do pomar (20 plantas) receberam a poda de renovação e a outra metade a poda de limpeza. Em cada tipo de poda, amostras compostas de flores, folhas e frutos foram colhidos em diferentes estádios de desenvolvimento para determinar as análises de açúcares solúveis totais (AST), açúcares redutores (AR) e não redutores, (ANR) e amido. Para a colheita, utilizou-se o delineamento inteiramente casualisado, com 3 repetições, em esquema fatorial 2x3, dois tipos de poda (renovação e limpeza) e três estádios de maturação (de vez E1, semi maduro E2, maduro E3). Os atributos de qualidade pós-colheita avaliados nos frutos foram: comprimento, diâmetro, peso, teor de sólidos solúveis, pH, acidez total, relação sólidos solúveis/acidez total e coloração da casca (L, Hue, Croma). Para as variáveis carboidratos foram calculados os valores médios e estes discutidos seguindo a estatística descritiva. Para as variáveis físico-química, os valores foram submetidos a análise de variância e, quando significativo, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. As flores e folhas de pinha apresentaram, com exceção do amido, comportamento semelhante no tratamento tipos de poda para os teores de AST, AR e ANR. Já os teores de AST nos frutos, verifica-se que a poda de renovação apresentou maiores valores, enquanto que o inverso aconteceu nos teores de AR nos frutos com poda de limpeza, este tipo de poda promoveu maiores valores. Nos teores de ANR nos frutos houve diferença entre os estádios de desenvolvimento 2 a 6 entre os tipos de poda e ainda comportamento diferente para os teores de amido nos frutos de pinha. Para os atributos de pós-colheita, houve interação entre os fatores tipos de poda e estádios de maturação para as variáveis sólidos solúveis (SS), acidez total (AT) e relação SS/AT. Resultados significativos para os fatores isolados, poda de limpeza maiores valores, e estádio de maturação E3, com maiores valores obtidos.. Desta forma, conclui-se que os tipos de poda alteram os níveis de carboidratos nos frutos, flores e folhas de pinha, bem como os atributos físico-químico dos frutos nos diferentes estádios de maturação.

     

  • JOAQUIM MARTINS DE SOUSA FILHO
  • Resistência de Digitaria insularis ao glifosato e inibidor de ACCase em área de produção de grãos
  • Orientador : LARISSA DE OLIVEIRA FONTES
  • Data: 28/02/2019
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  • O capim amargoso é uma importante planta daninha que tem adquirido resistência aos diferentes princípios ativos de herbicidas, dificultando o seu controle químico. Objetivou-se avaliar a resistência múltipla de Digitária insularis ao glifosato e inibidor de ACCase por meio de curva de dose resposta. O experimento foi conduzido em casa de vegetação no período de agosto a dezembro de 2018, utilizando o delineamento experimental em blocos casualizados, com quatro repetições, em arranjo fatorial 2 x 6 constituído por 2 locais de coleta de sementes de capim amargoso com e sem suspeitas de resistência múltipla ao glifosato e inibidor de ACCase e por 6 níveis referentes a dose dos herbicidas. Aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos (DAT) avaliaram-se a percentagem de controle e a massa seca da parte aérea. Para comprovação de herdabilidade da resistência, todo o experimento foi repetido para a segunda geração (F2) com sementes obtidas de plantas submetidas a aplicação da dose recomendada do herbicida glifosato. Para o herbicida glifosato, o controle de 50% da população em biótipo resistente foi obtido com dose 2,77 vezes maior do produto para se obter o mesmo efeito em biótipo sensível. Ao mesmo tempo, os resultados da segunda geração sugerem herdabilidade da resistência do capim amargoso ao glifosato. Baixa sensibilidade ao fluazifope (controle de 50, 80 e 90% da população) dos biótipos de capim amargoso nas duas gerações foi observada com aplicação de doses menores que a recomendada.

  • JOACIR MORAIS
  • FITORREMEDIAÇÃO DE CHUMBO POR Vernonia polyanthesou INOCULADA COM FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES
  • Orientador : CACIO LUIZ BOECHAT
  • Data: 27/02/2019
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  • O chumbo (Pb) é um metal pesado que devido a sua persistência no meio e seus efeitos deletérios, tanto ao homem como ao meio ambiente, precisa ser estudado. A associação entre plantas e fungos micorrízicos arbusculares vem sendo bastante estudada por ser um processo eficiente e de baixo custo para o tratamento de solos contaminados por metais pesados. Espécies vegetais nativas podem ser utilizadas nesse processo principalmente por ser adaptadas a condições adversas como excesso de alumínio, pH baixo, seca, entre outras. Este estudo teve como objetivo avaliar a absorção do chumbo e o potencial fitoextrator da Vernonia polyanthes em associação com fungos micorrízicos arbusculares. O desenho experimental foi o de blocos casualizados em esquema fatorial (4 x 3), com três repetições. Os tratamentos foram doses crescentes de Pb (0,0; 70; 180 e 300 mg de Pb Kg) e duas estirpes de fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) com um tratamento sem fungo. O chumbo ficou acumulado nas folhas e nas raízes, sendo nestas as maiores concentrações. O FT ficou abaixo de 1, indicando pouca eficiência na translocação do metal pesado das raízes para a parte aérea. Não houve interferência negativa na nutrição da Vernonia polyanthes sob a influência do chumbo e dos fungos. Através dos resultados obtidos, há fortes indicações de que a espécie acumula chumbo nas folhas e especialmente nas raízes, demonstrando tolerância às doses avaliadas nesse trabalho.

  • AUGUSTO MATIAS DE OLIVEIRA
  • TRATAMENTOS ALTERNATIVOS NA QUALIDADE SANITÁRIA E FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA
  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 25/02/2019
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  • A qualidade das sementes de soja pode ser afetada por diversos fatores, entre eles tem-se os danos ocasionados por patógenos, destacando-se os de origem fúngica que são os principais alvos dos tratamentos químicos utilizando principalmente os fungicidas comerciais. Porém, os produtos químicos comerciais podem afetar negativamente à saúde humana e ao ambiente, inibir a formação de compostos secundários que podem vir atuar como mecanismo de defesa, além de promover o surgimento de espécies resistentes na área. Assim, é importante avaliar medidas alternativas de controle, como subprodutos orgânicos e óleos essenciais, que possam atuar na qualidade sanitária e fisiológica de sementes de soja. O estudo foi desenvolvido no laboratório de fitotecnia da Universidade Federal do Piauí/Campus Professora Cinobelina Elvas. Com os subprodutos orgânicos foram realizados testes de sanidade, indução de fitoalexina e qualidade fisiológica das sementes, conduzidos em delineamento inteiramente casualizado (DIC). O teste de sanidade foi montado em esquema fatorial 3 x 5 (dois subprodutos: vinhaça-V, manipueira-M e a junção entre estes - V+M, em cinco concentrações: 0, 25, 50, 75 e 100%), com 8 repetições/tratamento. Na indução de fitoalexina adotou-se esquema fatorial (3 x 4) + 1 – dois subprodutos e sua junção, já descritos, com quatro concentrações (25, 50, 75 e 100%), mais uma testemunha adicional - com cinco repetições/tratamento, e para a qualidade fisiológica das sementes esquema fatorial 3x5, descrito acima, com quatro repetições/tratamento. Com os óleos essenciais avaliou-se a sanidade e a qualidade fisiológica das sementes, ambos conduzidos em DIC. O teste de sanidade foi montado em esquema fatorial 2x5, constituído de dois óleos essenciais extraídos dos híbridos Eucalyptus grandis x tereticornis (HEgt) e Eucalyptus grandis x urophylla (HEgu), com cinco doses (0; 0,5; 0,75; 1,0 e 2,0 μl.mL-1), utilizando oito repetições/tratamento, e os de qualidade fisiológica em esquema fatorial 2x4+1, constituído por dois óleos essenciais supracitados, em quatro doses (0,5; 0,75; 1,0 e 2,0 μl.mL-1), mais uma testemunha adicional, usando quatro repetições/tratamento. A vinhaça aplicada isoladamente apresentou maior capacidade de indução de fitoalexina e inibição dos gêneros Aspergillus, Cladosporium e Penicillium, principalmente nas concentrações de 75 e 100%, não prejudicando a qualidade fisiológica das sementes. Ambos os óleos mostram-se eficientes no controle dos gêneros Fusarium e Cladosporium com melhores resultados nas doses de 1,0 e 2,0 μl.mL-1. Apesar de maior eficiência no controle sanitário, o óleo do HEgu afeta negativamente a qualidade fisiológica das sementes. O uso do óleo do HEgt na dose de 2,0 μl.mL-1, além de eficiente no controle fitossanitário, não altera a qualidade fisiológica das sementes. A vinhaça e o óleo essencial do HEgt são indicados como tratamentos alternativos no controle fitossanitário de sementes de soja.

  • LUAN DOS SANTOS SILVA
  • Ácidos fúlvicos e aminoácidos livres na potencialização de absorção e efeito de paclobutrazol em mangueira ‘Keitt’
  • Data: 15/02/2019
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  • O Vale do São Francisco destaca-se na produção de manga pelo uso de paclobutrazol, fitorregulador de crescimento vegetal que juntamente com outras práticas de manejo, proporciona o florescimento mais uniforme e em qualquer época do ano. Todavia, a eficiência dele é muito instável, devido à pouca mobilidade da molécula no solo. Insumos de fontes orgânicas têm mostrados promissores na otimização de absorção de íons e moléculas, principalmente pelo efeito complexante. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade de ácido fúlvico e aminoácidos livres sobre a absorção e efeitos do paclobutrazol na mangueira cv. Keitt em região semiárida. O experimento foi conduzido em pomar comercial em Cabrobó-PE, entre novembro de 2017 e setembro de 2018. O delineamento experimental foi feito em faixa, com 4 tratamentos e 5 repetições de 4 plantas cada. Os tratamentos foram; T1: PBZ + água (testemunha); T2: PBZ + ácidos fúlvicos; T3: PBZ + aminoácidos livres; T4: PBZ + ácidos fúlvicos + aminoácidos livres. O experimento foi realizado em duas condições distintas de solos. Foram avaliadas as seguintes variáveis: Resíduo de PBZ em raiz, folha e solo; Comprimento e diâmetro de ramos; Fotossíntese líquida; Transpiração; Carbono interno; Condutância estomática; Atividade da enzima catalase; Aminoácidos livres; Proteínas solúveis totais; Giberelinas totais; Carboidratos solúveis totais; Florescimento; Malformação floral e; Produtividade. A aplicação de ácidos fúlvicos conjunta ao paclobutrazol aumentou a eficiência de absorção deste, conferindo maior eficiência das trocas gasosas e atividade de enzimas antioxidativas, inibindo a biossíntese de giberelina no momento mais apropriado, mantendo os níveis de carboidratos, proteínas e aminoácidos, gerando uniformidade da floração e, consequentemente, proporcionando maior produtividade em mangueira cv. ‘Keitt’, e, portanto, pode ser recomendado para manejo da cultura em condições semiáridas tropicais. Todavia o uso de aminoácido e aminoácidos com ácidos fúlvicos diminui a eficiência na planta, comparado ao uso isolado de paclobutrazol.

  • RAIMUNDO HENRIQUE FERREIRA RODRIGUES
  • Preferência de Bemisia tabaci biótipo B. (Gennadius) em cultivares de soja
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 08/02/2019
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  • A redução do número e frequência das aplicações de inseticidas em lavouras Bt, têm favorecido surtos populacionais de Bemisia tabaci em soja Bt. Conciliando este fato a premissa de que plantas apresentam diferentes níveis de atratividade a insetos. A identificação de cultivares de soja Bt resistentes a mosca-branca representa uma alternativa viável e eficiente de controle. O objetivo deste estudo foi identifcar cultivares de soja Bt de menor atratividade a B. tabaci e caracterizar a distribuição vertical dos insetos na planta. Os insetos utilizados no presente estudo foram coletadas em lavouras de tomate, e a população de mosca-branca foi mantida em plantas de couve-folha. Foram avaliados 15 cultivares de soja, para determinar a atratividade dos cultivares a B. tabaci. Inicialmente, foi realizado um bioensaio com chance de escolha com todos os cultivares, avaliando-se a preferência para pouso e oviposição dos adultos e colonização por ninfas. Posteriormente foi conduzido o bioensaio sem chance de escolha, onde foi avaliado o número de adultos e ovos de mosca-branca nos 15 cultivares. De posse desses resultados foram selecionados 10 cultivares para um novo bioensaio com chance de escolha, foram repetidas as avaliações referentes ao número de adultos e ovos, além da colonização por ninfas. Afim de observar a distribuição vertical da B. tabaci nas plantas, efetuou-se o estudo por estratos, onde todas as avaliações nos bioensaios foram feitas dentro de cada terço da planta (superior, médio e inferior). Também foi feita a caracterização dos tricomas dos 15 cultivares quanto à densidade e comprimento, seguindo a estratificação mencionada anteriormente. Os dados foram submetidos a análises estática com teste de agrupamento de médias e análise multivariada de agrupando hierárquico. De acordo com os resultados obtidos, foi observado que no cultivar FTR 4183 IPRO registrou-se o maior número de adultos e ovos nos bioensaios com e sem chance de escolha. Nos cultivares BRS 9180 IPRO e FTR 1186 IPRO ocorreu um número elevado de adultos por folíolo com uma considerável colonização por ninfas. O cultivar BRS 9180 IPRO possui maior densidade de tricomas e o FTR 1186 IPRO o maior comprimento. Dos cultivares avaliados no M 8644 IPRO observou-se níveis baixos de infestação por Bemisia tabaci, para adultos, ovos e ninfas, resultado que foi comprovado no segundo bioensaio com chance de escolha. O cultivar M 8644 IPRO e TMG 132 RR (resistente a mosca-branca) pertencem ao mesmo grupo segundo as análises de agrupamento. Dentre as correlações, vale ressaltar a forte correlação negativa entre comprimento e densidade de tricomas, e a correlação forte e positiva entre comprimento, pouso, oviposição e colonização por ninfas. O terço superior foi o mais atrativo para pouso dos adultos e colonização por ninfas. O presente estudo fornece informações substancias referentes a atratividade dos cultivares a mosca-branca, bem como a distribuição vertical dos insetos nas plantas de soja nos bioensaios em casa de vegetação.

  • KELLEM ÂNGELA OLIVEIRA DE SOUSA
  • MANEJO FLORAL DA PEREIRA COM PACLOBUTRAZOL NO SUBMÉDIO DO VALE DO SÃO FRANCISCO
  • Data: 15/01/2019
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  • O cultivo de peras no Brasil é pouco expressivo, o que impossibilita atender a elevada demanda pela fruta. Dessa maneira, a exploração da cultura da pereira em áreas não tradicionais de cultivo constitui oportunidade de expansão e mercado. A região do Submédio do Vale do São Francisco com seu potencial econômico para as áreas irrigadas tem demonstrado possibilidade de cultivo, assegurando bom desempenho agronômico e colheita em épocas de menores ofertas. Sob condição semiárida tropical, a pereira apresenta crescimento vegetativo vigoroso, considerado um dos principais fatores que ocasiona baixa produtividade, pois influencia negativamente na diferenciação e formação de gemas florais. Diante do exposto, o presente trabalho teve por objetivo avaliar doses de paclobutrazol aplicadas via solo e foliar no controle vegetativo de pereira das cultivares ‘Santa Maria’ e ‘Housui’ no Submédio do Vale do São Francisco. Os experimentos foram desenvolvidos em um pomar experimental na Fazenda Sereníssima, localizada no município de Lagoa Grande - PE, durante o período de Março de 2017 a Fevereiro de 2018. Foram conduzidos dois experimentos independentes, uma para cada cultivar ‘Santa Maria’ e ‘Housui’. O delineamento experimental foi blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 2 x 4, consistindo cinco doses de paclobutrazol (0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 g de i.a.m-1 linear de copa), duas vias de aplicação (solo e foliar) e quatro períodos de avaliação (30, 60, 90 e 120 dias após aplicação); com quatro repetições e três plantas por parcela. As variáveis avaliadas foram: comprimento e diâmetro da brotação, índices de clorofila a, b e total, carboidratos solúveis totais em folhas e determinação e quantificação de giberelinas. Os dados foram submetidos à ANAVA pelo teste F e ao teste de Tukey (p<0,05) para comparação das médias, e quando significativo aplicou-se regressão; e para concentração de GAs totais, os resultados foram expressos por equivalência de μg ácido giberélico (EGA3) por g de amostra. A aplicação de PBZ via solo e foliar, promoveu reduções no crescimento das brotações para ambas cultivares, resultando em plantas mais compactas. Contudo, o efeito da aplicação do PBZ via solo foi efetivo para pereiras cv. ‘Santa Maria’ que obteve maior incremento nos índices de clorofila foliar e no teores de carboidratos solúveis totais foliares; e menor concentração nos níveis de GAs totais equivalente a GA3 comparado a cv. ‘Housui’.

2018
Descrição
  • ADRIANA MARIA DE SOUZA
  • MANEJO DE Frankliniella schultzei (TRYBOM) (THYSANOPTERA: THRIPIDAE) EM VIDEIRA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
  • Data: 02/10/2018
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  • vitivinicultura na região do Submédio do Vale do São Francisco tem ganho mais espaço a cada dia no cenário brasileiro. O aparecimento de problemas fitossanitários ocasionados pela expansão das áreas cultivadas, e a alteração do agroecossistema provocada pela intensidade do manejo, podem propiciar condições favoráveis á incidência do ataque de pragas como o tripes. A espécie Frankliniella schultzei é uma das mais agressivas em áreas de produção de uvas no Semiárido brasileiro. Contudo, até então, o único método utilizado pelos produtores para o controle de F. schultzei, têm sido através da utilização do controle químico, com utilização de produtos químicos sintéticos. Nesse contexto, com a preocupação de atender mercados exigentes com uvas isentas de resíduos químicos, os produtores tem demandado ferramentas eficazes e isentas de moléculas, seja ela a qual for. Diante disso, surge a necessidade em se buscar novas estratégias para o manejo eficaz e sustentável de F. schultzei, através da liberação de ácaros predadores Neoseiulus barkeri e da utilização do atrativo alimentar á base de óleo essencial de Asteraceae. As liberações do ácaro predador N. barkeri para controle de F. schultzei foram realizadas no estágio de floração da videira. As liberações eram realizadas sempre que era atingido o número de cinco tripes, foram realizadas três liberações em cada área. O percentual de infestação de F. schultzei diminuiu consideravelmente. Partindo de uma infestação inicial de cem por cento na primeira amostragem, sendo que, na sequência a medida que foram realizadas as liberações, já ocorreu redução considerável na infestação, chegando a ausência total de tripes com até três liberações de N. barkeri. Para utilização do atrativo alimentar para atração dos tripes foram adaptadas armadilhas com pisos adesivos e iscadas com o atrativo em seu interior. Os resultados de atração de tripes foram satisfatórios, chegando a atingir um número de 400 tripes/armadilha no período de uma semana. As estratégias de liberações do ácaro predador N. barkeri, bem como o uso do atrativo alimentar, demonstram-se promissores no manejo de tripes em videira.

  • EUDINETE RIBEIRO DE SOUSA
  • Caracterização de Plantas Daninhas e Produtividade de Feijão-Caupi em Sistemas de Plantio Direto e Convencional
  • Orientador : LARISSA DE OLIVEIRA FONTES
  • Data: 31/08/2018
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  • Entre as principais grandes culturas destaca-se o feijão-caupi, também conhecido popularmente por feijão macassar ou feijão-de-corda, uma leguminosa de ciclo curto com ampla distribuição mundial, encontrando-se distribuída nas regiões tropicais e subtropicais. O Piauí se destaca como um dos principais estados produtores e está entre os maiores consumidores de feijão-caupi da Região Nordeste. Contudo apresenta participação relativamente modesta quando a variável é produtividade, consequência do baixo nível tecnológico empregado no cultivo, irregularidades pluviométricas, entre outros, como o manejo adequado de plantas daninhas, que estão entre os fatores que afetam o crescimento, desenvolvimento e a produtividade do feijão-caupi. Deve-se considerar o manejo que antecede a instalação da cultura como estratégia para reduzir o nível de interferência inicial imposto pelas plantas daninhas na cultura. Evidencia-se que no sistema de plantio direto, a maior concentração de sementes de plantas daninhas que ocorre próximo à superfície do solo, devido à ausência do revolvimento do solo, que, por sua vez, reduz a distribuição de sementes no perfil. A manutenção de resíduos vegetais na superfície do solo, quando comparada com sua incorporação, apresenta diversas vantagens, dentre elas pode-se destacar, a proteção do solo contra os agentes erosivos, aumento da infiltração e retenção de água no solo, controle de plantas daninhas e a decomposição mais lenta e gradual da matéria orgânica.

  • JÚLIO FERREIRA DE SOUZA FILHO
  • CULTIVO DE CENOURA ADUBADA COM PALHA DE CARNAÚBA E ESTERCO OVINO
  • Orientador : ADRIANA URSULINO ALVES
  • Data: 31/08/2018
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  • A adubação é um dos fatores que influenciam na qualidade final da produção agrícola. Para a cultura da cenoura (Daucus carrota L.) há uma carência de estudos com a recomendação de adubação no sistema orgânico de produção. Desta forma, objetivou-se com este  trabalho avaliar o efeito de doses crescentes de esterco ovino (EO) e do uso ou não da palha de carnaúba sobre a produção e classificação de raízes de cenoura do cv Brasília. O delineamento experimental adotado foi o de bloco casualizado em arranjo fatorial (5x2), referentes a cinco doses de esterco de ovino (0, 10, 30, 50 e 80 t ha-1 de EO), dois níveis de palha de carnaúba (sem e com 15 t ha-1 de PC). Foram utilizados quatro repetições de cada tratamento, num total de 40 unidades experimentais. Neste estudo, observou-se que a palha de carnaúba não apresentou efeito significativo na produção de cenoura. Já na dose de 50 t ha-1 de EO, a produção foi de 88 g/raiz e o comprimento atingiu os 12,4 cm. A produtividade comercial (31,48 t ha-1) não teve diferença significativa, chegando a produzir 55% da produção total (56,47 t ha-1) na dose de 30 t ha-1 de esterco ovino.

  • MANOEL EMILIANO LOPES DE SOUZA
  • Potencial de Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. na fitorremediação de ambientes contaminados por cádmio e chumbo
  • Orientador : CACIO LUIZ BOECHAT
  • Data: 31/08/2018
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  • A fitorremediação é uma técnica de biorremediação que consiste da utilização de plantas no tratamento in situ de água e solos contaminados. Esta tecnologia tem se mostrado viável tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. A contaminação por metais pesados é motivo de preocupação para a saúde ambiental e humana devido à elevada toxicidade, mutagenicidade, carcinogenicidade e permanência destes elementos no solo. Neste sentido é promissora a ideia de utilização das leguminosas na fitorremediação de solos contaminados por metais pesados. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar o potencial da espécie Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. na fitorremediação dos metais pesados cádmio (Cd) e chumbo (Pb). Para isto foram realizados três experimentos. No primeiro estudo foi avaliado o efeito de tratamentos de quebra da dormência física na germinação das sementes de leucena. Obtendo-se os melhores resultados de germinação e vigor com a escarificação química por imersão em ácido sulfúrico Pa (90%) por 15 minutos. Portanto este tratamento foi utilizado para a superação da dormência das sementes nas etapas seguintes deste estudo. Na segunda etapa, após escarificação para avaliar a viabilidade do plantio de sementes na reabilitação de solos contaminados por Cd e Pb, as sementes foram submetidas a outro teste de germinação utilizando as doses zero e as de intervenção agrícola, residencial e industrial estabelecidas pelo CONAMA sendo para Cd (3, 8 e 20 mg kg-1) e Pb (180, 300 e 900 mg kg-1). Verificando-se que as doses de Cd e Pb não afetam os parâmetros de germinação de sementes de Leucaena leucocephala. No entanto os padrões de crescimento das plântulas foram afetados em todas as doses dos metais, sendo acentuada com a elevação das concentrações. Na terceira etapa mudas de leucena foram cultivadas em sistema hidropônico contendo as mesmas concentrações de metais do teste de germinação. Avaliou-se a tolerância da planta, bem como seu potencial de absorção de Cd e Pb. As mudas de leucena apresentaram elevada sensibilidade ao Cd apresentando baixa produção de biomassa mesmo nas menores doses do metal. Todavia esta espécie apresenta uma elevada capacidade de fitorremediação de Pb apresentando produção satisfatória de biomassa e índices satisfatórios de absorção deste metal da solução.  

  • MARISTELA CAETANO GOMES
  • Adubação com vinhaça e sistemas de cultivo para a rúcula
  • Orientador : ADRIANA URSULINO ALVES
  • Data: 30/08/2018
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  • Objetivou-se com este estudo avaliar a associação entre sistemas de cultivo e adubação com vinhaça e a sua influência no desempenho agronômico, rendimento comercial e teor de potássio em plantas de rúcula. O experimento foi realizado de fevereiro à março de 2018, em área experimental localizada em 09º 04’ 28’’S, 44º 21’ 31’’W, com altitude de 277 m. O delineamento empregado foi de blocos casualizados em esquema de parcelas subdivididas 6x3 (sistemas de cultivo x doses de adubação com vinhaça) com cinco repetições. Nas parcelas foram alocados os sistemas de cultivo: controle; consórcio de rúcula + coentro; consórcio de rúcula + hortelã-pimenta; rúcula + cobertura morta de maravalha; rúcula + cobertura morta de casca de arroz; rúcula + cobertura com tecido-não-tecido-TNT e nas subparcelas as doses de adubação com vinhaça (0, 30 e 40 m3 ha-1). As avaliações foram divididas em duas partes: 1) capítulo I- avaliações de desempenho agronômico; 2) capítulo II- avaliações de rendimento comercial e teor de potássio. Não há efeito da associação entre sistemas de cultivo e adubação com vinhaça para a cultivar rúcula ‘Cultivada’. Quanto ao desempenho agronômico, entre os sistemas de cultivo, o consórcio com coentro apresentou maior média para o número de folhas e de folhas comerciais.  A casca de arroz promoveu maior número de folhas, massa fresca total e área foliar. Entre as doses de adubação, a dose 40 m3 ha-1, promoveu maiores médias para número de folhas totais e comerciais, bem como de fitomassa fresca e seca e área foliar. Quanto ao rendimento comercial e teor de potássio, o consórcio com coentro promove maior número de folhas comerciais, o tratamento com uso de cobertura com casca de arroz apresentou maior número de folhas comerciais, altura, massa fresca e seca e produtividade. Entre as doses de adubação, a dose 40 m3 ha-1 contribuiu com maior incremento de todas as características avaliadas, além de ter proporcionado maior teor de potássio nas folhas. O consórcio de rúcula com coentro e o uso da casca de arroz como cobertura morta de solo aumentam o desempenho agronômico da cultura e o rendimento comercial de rúcula ‘Cultivada’. A adubação com uso de vinhaça é eficiente para a cultura da rúcula, aumentando o desempenho agronômico e rendimento comercial e o teor de potássio em plantas de rúcula ‘Cultivada’.

  • FERNANDA MASCARENHAS LOPES
  • Sorção e dessorção de atrazina, e frações de carbono em solo com diferentes plantas de cobertura.
  • Data: 30/08/2018
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  • O presente estudo objetivou avaliar a cinética de sorção e dessoção da atrazina em solo cultivado com plantas de cobertura. Utilizou-se amostras obtidas de um experimento conduzido a campo em um Latossolo Vermelho Amarelo (LVA), no ecótono Cerrado-Amazôna. O experimento foi instalado em esquema de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram compostos pelo cultivo de soja em sistema convencional (testemunha), soja em sistema de semeadura direta e mais quatro tratamentos de soja ou milho em rotação com plantas de cobertura, formando as seguintes combinações: soja e milheto; soja e braquiária; milho e braquiária; soja e crotalária. A metodologia de Batch Equilibrium foi utilizada nos ensaios de sorção e dessorção da atrazina. Avaliou-se também carbono orgânico total (COT), carbono lábil (CL), teor de carbono nas frações humificadas da matéria orgânica do solo (ácido fúlvico, ácido húmico e humina), coeficiente de partição do carbono orgânico (Koc) e o pH. Em todos os tratamentos a isoterma de Freundlich ajustou-se adequadamente ao descrever a cinética de sorção da atrazina. A utilização de plantas de cobertura nos sistemas de rotação propiciou aumento da sorção (Kf) e redução da dessorção da atrazina; esse efeito é atribuído ao acréscimo dos teores de COT, CL e Koc, proporcionado pelo cultivo das plantas de cobertura. Houve correlação positiva entre o Koc e o Kf, admitindo a importância do compartimento orgânico do solo no processo de sorção da atrazina. O aumento da sorção e redução da dessorção indica que a utilização de plantas de cobertura em rotação de cultura é uma alternativa viável para a mitigação da lixiviação de atrazina no solo.

  • MAISA DE SOUSA VERAS
  • Seletividade de inseticidas a Trichogramma pretiosum Riley (Hymenoptera: Trichogrammatidae) em Helicoverpa armigera (Hübner) (Lepidoptera: Noctuidae)
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 22/08/2018
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  • O objetivo foi avaliar os efeitos de inseticidas sobre Trichogramma pretiosum em ovos de Helicoverpa armigera. Para isso foram utilizados os inseticidas: Bacillus thuringiensis, clorantraniliprole, clorpirifós, espinosade, indoxacarbe, lambdacialotrina e metomil. Foram individualizadas fêmeas de T. pretiosum em placas de Petri, com discos foliares de soja tratados com os inseticidas. A mortalidade dos parasitoides foi avaliada nos intervalos de 1, 3, 6, 12 e 24 horas após exposição aos inseticidas. Cartelas contendo ovos de H. armigera foram imersas nas caldas dos diferentes tratamentos e posteriormente expostas ao parasitismo por 24 horas. Foram avaliados na geração F0 o percentual de parasitismo e redução do parasitismo, e na F1 o percentual de emergência, redução da emergência, duração do ciclo, nº de indivíduos emergidos por ovo, longevidade das fêmeas e razão sexual. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com vinte repetições por tratamento. Para sobrevivência apenas B. thuringiensis foi seletivo, em relação ao parasitismo foram classificados como inócuos B. thuringiensis, indoxacarbe e lambdacialotrina. Além desses inseticidas, clorantraniliprole foi seletivo a emergência. Espinosade, clorpirifós e metomil ocasionaram 100% de mortalidade após 24 h de exposição. Os parasitoides expostos a clorpirifós obtiveram o menor tempo de sobrevivência 11,86 h. Com exceção de B. thuringiensis que foi similar a testemunha todos os inseticidas afetaram as características biológicas da geração F1. Nesse sentido, o inseticida B. thuringiensis apresentou maior seletividade dentre os inseticidas avaliados e pode ser utilizado em compatibilidade com uso de T. pretiosum para o manejo de H. armigera em cultivos de soja.

  • GERSON NASCIMENTO DA SILVA
  • ÍNDICES ECOLÓGICOS DE ARTRÓPODES ASSOCIADOS A AGROECOSSISTEMAS FRUTÍCOLAS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
  • Data: 12/07/2018
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  • A videira, pereira e caquizeiro, dentre outras culturas de clima temperado, começou a ser cultivada na região do semiárido brasileiro, que devido às condições edafoclimáticas e características agronômicas das cultivares, vêm alcançando uma boa produtividade. Os pomares enfrentam problemas fitossanitários relacionados ao ataque de várias pragas, que dependendo da infestação, pode provocar depreciação na qualidade e redução no valor comercial do fruto. A introdução destas culturas na região semiárida, provavelmente tornarão hospedeira de um novo complexo de artrópodes. Assim, o objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento da entomofauna associada à videira, pereira e caquizeiro no semiárido brasileiro, visando obter informações acerca da diversidade de insetos, além de ampliar os estudos nesses agroecossistemas e gerar subsídios para o desenvolvimento ou adoção de práticas agrícolas sustentáveis voltados ao manejo e controle de pragas. O levantamento foi realizado em área de produção de uva, pera e caqui, sendo que no caqui foi feito em duas áreas, (A1) e (A2), na região do Submédio do Vale do São Francisco. As coletas foram feitas no período de agosto a dezembro de 2017, realizadas por armadilha de Malaise, com periodicidade de 15 dias. Os insetos coletados, após triagem e conservação em álcool 70%, foram identificados no Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da Videira da Embrapa Semiárido em nível de família. A dominância, abundância, frequência e constância das espécies foram obtidas por meio do software Anafau. A frequência relativa (F. R.) foi calculada para cada família identificada pela fórmula FR (%) = n / N x 100. Na videira, foi coletado um total de 5416 indivíduos, pertencentes a 5 ordens e 29 famílias, as quais pertenciam aos grupos dos parasitoides, predadores e fitófagos. Na pereira, foi identificado uma diversidade de insetos no total de 4233 indivíduos distribuídos em 6 ordens e 38 famílias, dentre os insetos foram coletados parasitoides, predadores e fitófagos. No caquizeiro, na (A1), foi coletado um total de 1682 insetos distribuídos em 6 ordens e 29 famílias. E na (A2) foram coletados 509 indivíduos distribuídos em 6 ordens e 28 famílias. De acordo com os dados obtidos, fica evidenciado que na cultura da videira, pereira e caquizeiro no semiárido brasileiro, mesmo cultivados em sistema convencional, apresenta um grande complexo de insetos durante todo o ciclo das culturas, onde desempenham diferentes funções ecológicas.

  • ANGÉLICA DA SILVA OLIVEIRA
  • Doses e fontes de fósforo sobre a incidência dos principais insetos pragas na cultura da soja
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 04/05/2018
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  • O suprimento equilibrado de fósforo (P) pode influenciar diretamente na produtividade das culturas, como afetar indiretamente incidência de insetos-pragas na cultura da soja, pois as plantas que se desenvolvem recebendo diferentes quantidades de nutrientes podem apresentar certa tolerância ao ataque de insetos. A quantidade de um nutriente pode favorecer ou não a incidência dos insetos na cultura. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar se fonte e dose de fósforo afeta a ocorrência de insetos-pragas na cultura da soja e a produtividade. Para isso, foi realizado um experimento na Fazenda São João no município de Currais, Piauí a 9° 3’25.69” latitude Sul e 44°33’12.89” longitude Oeste. Foram utilizadas duas fontes de fósforo, Superfosfato Simples (SS) e Mono-Amônio-Fosfato (MAP) em cinco doses de P2O5 (0, 100, 200, 300, 400 kg ha-1) com quatro repetições, em delineamento de blocos casualizados, com duas abordagens estatísticas, a primeira abordagem procedeu com a análise em esquema fatorial duplo para fontes e doses de fósforo (2 x 5) a segunda abordagem se caracterizou por tipos de fatores mistos (qualitativos e quantitativos) caracterizando um fatorial triplo (2x5x1) (duas fontes, cinco doses P e ocorrência dos insetos). Foram realizadas amostragens dos insetos semanalmente a partir do estádio V5 da cultura, utilizando-se o método do pano de batida. Foram avaliados também os componentes de rendimento e os teores de P, N, Cu, K, Ca, Mg, S, Fe, Mn, Bo e Zn nas folhas. De acordo com os resultados, a adubação fosfatada afeta a incidência de C. includens, H. armigera, E. lignosellus e E. heros. Para os teores de nutrientes da folha, a adubação com superfosfato simples proporcionaram maiores concentrações de Mg, S, Fe e Mn. Em relação aos componentes de rendimento, a fonte de superfosfato simples proporcionou maior produtividade, na dose de 300 kg.ha-1 com média de 2.531 kg.ha-1. Dos dados da análise de trilha observa-se que Cobre, Ferro e Manganês afetaram a incidência dos insetos, cobre e Ferro afetaram negativamente e manganês positivamente. A ocorrência de E. lignosellus afeta diretamente a produtividade da soja. Nesse sentido, a adubação equilibrada pode ser utilizada dentre as táticas de manejo de insetos pragas em cultivos de soja.

  • ROSILENE DE MORAIS DA SILVA
  • Eficiência agronômica do fósforo em diferentes saturações de base na produtividade da soja em solos do cerrado
  • Orientador : FABIO MIELEZRSKI
  • Data: 05/04/2018
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  • A disponibilidade do fósforo junto à semente proporciona uma lavoura mais uniforme, garante um estande mais vigoroso, com maior potencial produtivo. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar a eficiência agronômica do fósforo em diferentes saturações por base na produtividade de soja. Foram conduzidos dois experimentos na safra 2016/2017. O primeiro experimento foi desenvolvido em casa de vegetação e o segundo em campo, ambos realizados na área experimental da Universidade Federal do Piauí. Para os dois experimentos foram aplicadas quatro doses de fósforo (recomendada pela análise, 25% e 50% acima da dose recomendada pela análise e o controle), em três saturações por base (50%, 60% e 70%), o delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com quatro repetições. Foram feitas análises do número de vagens por planta, número de grãos por planta, altura da inserção da primeira vagem, massa de mil grãos e produtividade. Os resultados dos experimentos indicaram que não houve interação significativa entre os tratamentos. E para o experimento em campo apenas as doses de fósforo apresentaram resultados satisfatórios, com aumento na produtividade, explicada pelo aumento do número de vagens por planta e o número de grãos por planta. Para o experimento em casa de vegetação o fósforo e a saturação por base apresentaram efeitos de forma isolada com resposta satisfatória também para as variáveis avaliadas. A saturação por base de 70% proporcionou resultados satisfatórios para o experimento em casa de vegetação. E o crescente aumento das doses de fósforo proporcionou os melhores resultados nas variáveis avaliadas. Conclui-se com esses trabalhos que a aplicação de fósforo em solos do Cerrado apresenta uma eficiência agronômica de 14,7 e 17,30 kg de grãos de soja por quilograma de fósforo aplicado, dentro dos padrões de altos rendimentos.

  • KÁTHIA RAQUEL LOPES FONSECA
  • Soja em sucessão a culturas anuais e de cobertura na produtividade de grãos, produção de fitomassa e ciclagem de nutrientes
  • Data: 26/03/2018
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  • A utilização de sistemas de produção de soja utilizando em sucessão plantas de cobertura pode influenciar na produção de soja e ocasionar desbalanceamento dos nutrientes no solo, afetando principalmente as formas de P. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos dos sistemas de produção na produtividade da soja e nos atributos planta e solo, e a influência do uso de sistemas de cultivo nas formas e na disponibilidade de Pi em solos de Cerrado. O experimento foi realizado na Estação Experimental da Universidade Federal do Mato Grosso-Campus Rondonópolis, em delineamento de blocos ao acaso, em nove sistemas de produção. Foram avaliados: produção de fitomassa seca das plantas de cobertura, acúmulo de nutrientes da parte área das plantas de cobertura, produtividade de grãos de soja, os atributos químicos e frações de P do solo na safra de 2015/2016. As amostras de solo foram coletadas em pleno florescimento da soja nas profundidades de 0,0-0,5 m, 0,5-0,10 m, e 0,10-0,20 m, em Latossolo Vermelho distrófico, com histórico de uso e manejo (culturas em safrinha). Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott a p<0,05. O uso de Urochloa ruzizienses solteira proporcionou maior produção de fitomassa seca (FS), e foi o sistema que apresentou melhor resultado no acúmulo de nutrientes. O N e o P são os nutrientes mais acumulados em todos os sistemas de produção. O aumento de MO elevou os teores de Ca, Mg, P e K na camada superficial do solo. A produtividade de grãos de soja apresenta melhor desempenho com uso de Crotalaria spectabilis. O manejo do solo de forma geral afeta as formas e a disponibilidade de P. Nos sistemas de cultivo que utilizaram culturas em safrinha proporcionaram elevação nos teores de P-solúvel. A utilização de crotalária aumentou as frações de P-Fe. Não houve efeito dos sistemas de cultivo nas frações de P-Ca.

  • EUVALDO DE SOUSA COSTA JUNIOR
  • Rhaphiodon echinus Schauer(Lamiaceae): disposição de estacas, período de indução e concentrações de AIB pra produção de mudas
  • Data: 26/03/2018
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  • Uma das tendências no setor da floricultura seja no paisagismo moderno ou na arte floral, está relacionada à inserção novidades no setor, principalmente de origem nativa, para isso faz-se necessário estabelecer estratégias que favoreça introdução desses materiais. Dentre as espécies que apresentam potencial ornamental, a Raphiodon echinus Schauer tem se destacado para forração, no entanto faz-se necessário estabelecer o protocolo de propagação adequado a espécie. Neste sentido, objetivou-se avaliar o processo de propagação vegetativa desta espécie considerando o período de cultivo, tipos de estaca e concentrações de AIB para a formação de mudas. O experiemento foi realizado na área experimental do Setor de Floricultura do Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Instalado em esquema de parcelas subsubdivididas, avaliando-se o tempo de propagação nas parcelas (30 e 60 dias), a disposição das estacas (horizontal e vertical) nas subparcelas e as concentrações de AIB (0, 1.000, 2.000 e 4.000 ppm) nas subsubparcelas. Foram avaliadas as seguintes variáveis para os dois períodos de cultivo: sobrevivência de estacas, porcentagem de estacas enraizadas, número de brotos por estacas, comprimento médio da maior raiz, massa seca da parte aérea e massa seca da raiz. Para as variáveis sobrevivência de estacas e estacas enraizadas, ocorreu interação entre o período de cultivo e tipo de estaca, em relação a interação período de cultivo e concentrações de AIB, ocorreu interação para variável massa seca da parte aérea, já para a interação disposição da estaca e concentrações de AIB, houve significância para as variáveis estacas enraizadas, número de brotos por estaca e massa seca de raiz. Para as variáveis comprimento médio da maior raiz e volume radicular, ocorreu efeito significativo para período de cultivo e concentrações de AIB individualmente. Assim, segundo os dados o período de cultivo de 30 dias é o mais indicado para o enraizamento das estacas. Em consideração a

    disposição da estaca, a mais indicada é a na vertical. Por fim, a concentração de AIB indicada para a propagação de R. echinus pelo processo de estaquia a partir de 1000 ppm de AIB.

  • SOISLAN SOUSA REIS
  • TOXICIDADE DE INSETICIDAS AO PARASITOIDE DE OVOS Trichogramma pretiosum (Hymenoptera: Trichogrammatidae)
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 27/02/2018
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  • O objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos de inseticidas recomendados para a cultura da soja sobre os diferentes estágios de Trichogramma pretiosum. Neste sentido os inseticidas metomil, indoxacarbe, fipronil, metoxifenozida, teflubenzurom, espinosade, clorpirifós e lambda-cialotrina+clorantraniliprole, foram testados nas concentrações recomendadas para a cultura da soja. A espécie/linhagem de T. pretiosum foi criada e multiplicada em ovos de Anagasta kuehniella por ser considerado o hospedeiro alternativo mais adequado para criação desses parasitoides em condições de laboratório. Ovos de A. kuehniella foram expostos ao parasitismo por 24 horas em tubos de ensaio contendo em cada tubo uma fêmea de 24h de idade. Após 72h e 168h as cartelas com ovos parasitados, foram imersas nas caldas de inseticidas por cinco segundos para testar o efeito dos referidos inseticidas nas fases de larva e pupa, respectivamente. Para avaliar o efeito dos inseticidas na fase adulta fêmeas de T. pretiosum linhagem N3, receberam ovos de A. kuehniella previamente imersos nas caldas inseticidas de cada produto. Avaliou-se a mortalidade de adultos, ciclo, longevidade número de ovos parasitados, redução no potencial de parasitismo, viabilidade para a geração F1, a emergência, individuo por ovo e a razão sexual. Lambda-cialotrina+clorantraniprole, teflubenzuron e metoxifenozida foram classificados como seletivos em relação à sobrevivência de adultos de T. pretiosum linhagem N3. Já para o parasitismo na fase adulta, os inseticidas metomil, clorpirifós, indoxacarbe, espinosade, fipronil e metoxifenozida foram os menos seletivos ao parasitoide. Para o ciclo de vida, longevidade de adultos e viabilidade o teflubenzuron foi considerado seletivo para todas as fases de vida do parasitoide. Quanto à emergência de T. pretiosum, indoxacarbe, lambda-cialotrina+clorantraniprole, teflubenzuron e metoxifenozida foram seletivos. O número de indivíduos por ovos foi significativamente afetado pelos os produtos espinosade, indoxacarbe, metomil e clorpirifós. Na razão sexual os produtos espinosade, indoxacarbe, metomil, clorpirifós, fipronil e lambda-cialotrina+clorantraniprole não foram seletivos a T. pretiosum. Nesse sentido, todos os inseticidas afetam negativamente o ciclo de vida do parasitoide T. pretiosum sendo necessários mais estudos e testes em casa de vegetação para a compreensão do comportamento deste importante parasitoide frente aos inseticidas utilizados para o controle de diferentes pragas.

2017
Descrição
  • TALINE CUNHA SILVA
  • CULTIVO DE MELANCIEIRA EM MODELO DE PRODUÇÃO ORGÂNICA NA MESORREGIÃO NORTE PIAUIENSE PARNAÍBA-PI 2017
  • Orientador : WIARA DE ASSIS GOMES
  • Data: 18/12/2017
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  • Ao longo do tempo a agricultura vem passando por diversas transformações que tem modificado a maneira de como as culturas estão sendo cultivadas. Principalmente em função do manejo, emprego de novas tecnologias e modelos de produção agrícola. Visto que tais mudanças no cenário podem ser ou não benéficas, sobretudo quando se leva em conta a realidade vivenciada pelos pequenos e médios agricultores. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar o cultivo de melancieira em sistema orgânico com aplicações de praticas que permitissem obter resultados satisfatórios, maximizando o aproveitamento de insumos orgânicos. O trabalho foi conduzido em área experimental da Embrapa Meio-Norte na Unidade de Execução e Pesquisa, UEP-Parnaíba, onde foram plantadas 3 sementes por cova da melancia cultivar Crimson Sweet cujo ciclo de desenvolvimento dura entre 55 a 85 dias aproximadamente. Foram utilizados espécies de adubos verdes na confecção de composto orgânico e cobertura morta das parcelas. Os biofertilizante foram aplicadas via injetor tubo de Venturi na irrigação por gotejamento 3 vezes/semana durante o ciclo da cultura. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados distribuídos em esquema fatorial 2 x 2 x 2, com 4 repetições, correspondendo as variáveis : duas coberturas vegetais: FP + CJ (Feijão de porco + Crotalária juncea) e VE (Vegetação Espontânea); duas adubações de plantio: Com composto (Composto orgânico com resíduos de FP + CJ + Napiê + esterco bovino) Sem composto (Esterco bovino); COM e SEM aplicação biofertilizante. Foram analisados parâmetros de produtividade, crescimento do vegetal, relações com os indicadores de qualidade do solo, bem como os principais parâmetros de qualidade dos frutos.

  • THIAGO FERREIRA RODRIGUES
  • O uso de inseticidas no tratamento de sementes afeta a dinâmica populacional de pragas e a produtividade da soja?
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 13/10/2017
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  • No decorrer do processo produtivo da soja podem ocorrer inúmeros insetos pragas que podem reduzir o estande de plantas, área foliar e produção. Dentre as medidas empregadas no manejo de pragas, busca-se conciliar o aumento da população de plantas com o tratamento de sementes com inseticidas. O objetivo foi avaliar o efeito do tratamento de sementes com inseticidas em diferentes populações de plantas em comparação com a utilização da soja geneticamente modificada (soja Bt), sobre a dinâmica populacional das principais pragas de ocorrência no Cerrado piauiense. O experimento foi realizado na área experimental da Fazenda Celeiro Sementes, durante as safras 2015/2016 e 2016/2017. O experimento foi montado e conduzido em delineamento em blocos casualisados em esquema fatorial 4x3+1+1x3 [quatro princípios ativos de inseticidas (Abamectina, Clorantraniliprole, Fipronil e Imidacloprido + Tiodiocarb); três doses (D1 75% da dose recomendada, D2 dose recomendada e D3 125% da dose recomendada; mais duas testemunhas, sendo um Cultivar de soja Bt (intacta) e a outra Cultivar de soja RR tratada com agua; e três populações de plantas (P1:14 plantas/metro; P2:17,5 plantas/metro; P3:21 plantas/metro)], com 42 tratamentos e quatro repetições. A partir de V3 foi realizada a amostragem da densidade populacional de pragas através do método do pano de batida. Também foram feitas analises referentes as características agronômicas da cultura: teste de germinação, emergência das plântulas em campo, redução de estande de plantas, produtividade e peso de 1000 sementes. Ao analisar os resultados obtidos foi constatado que durante o ciclo de desenvolvimento da cultura ao longo dos dois anos as principais pragas que ocorreram foram: Anticarsia gemmatalis, Chrysodeixis includens, Spodoptera sp., Helicoverpa armigera, Elasmopalpus lignosellus e o percevejo-marrom, Euschistus heros.  Chrysodeixis includens foi o inseto-praga com maior nível de infestação durante as duas safras.   Sendo que os inseticidas utilizados no tratamento de semente não apresentaram eficiência no controle de pragas, bem como não afetaram a germinação, emergência, redução de estande e produtividade. Mesmo que o tratamento de sementes com Abamectina proporcione maior PMS, indica-se a utilização da soja Bt por diferenciar-se de todos os tratamentos de sementes utilizados, com resultados satisfatórios em relação a ocorrência de lagartas e produtividade.

  • ANA PAOLA PIETA RAMBO
  • CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE DE SOJA SOB IRRIGAÇÃO EM DIFERENTES ÉPOCAS DE SEMEADURA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 09/10/2017
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  • O Brasil possui potencial para expansão do cultivo da soja irrigada, no entanto, ainda não existem estudos quanto ao desempenho e viabilidade da cultura neste sistema nas regiões de baixa latitude, Nordeste do país. O objetivo deste trabalho foi caracterizar o crescimento, desenvolvimento e a produção da cultivar de soja COODETEC 2730 IPRO em uma época de semeadura (março a junho - 2016) e a avaliar o crescimento, produção e viabilidade da cultivar BRASMAX Bônus IPRO em distintas épocas de semeadura (época1: junho a setembro - 2016; época2: dezembro a março – 2016/2017), ambas sob cultivo irrigado em baixa latitude. O experimento foi realizado na Fazenda Nossa Senhora de Fátima, no Município de Redenção do Gurguéia – PI. As avaliações foram realizadas ao longo do ciclo da cultura, entre os estádios fenológicos V4/V5 (vegetativo com 4 a 5 nós na haste principal) até R7 (início da maturação) nas três diferentes épocas. Para as duas cultivares foram avaliados: altura de planta, diâmetro do caule, clorofila a/b e total, número de folhas, teor relativo de água, umidade do solo, massa seca da parte aérea, área foliar, índice de área foliar, taxa assimilatória líquida, taxa de crescimento relativo, taxa de crescimento absoluto, taxa de crescimento da cultura e razão de área foliar, produtividade, número de vagens, altura de inserção de primeira vagem e número de grãos por vagem. As principais conclusões foram: a) houve redução no ciclo total da cultura de 30 dias, havendo redução no porte das plantas e demais características de produção para a cultivar COODETEC 2730 IPRO. Contudo a cultivar obteve uma boa produtividade, 2. 652,00 kg ha-1, comparada ao ano de cultivo avaliado (ano atípico), possuindo alta capacidade de transformar a matéria seca acumulada em produtividade de grãos; b) A cultivar BÔNUS IPRO irrigada em baixa latitude teve um adequado crescimento vegetativo e uma boa produção quando cultivada no período de dezembro a março; c) A cultivar BÔNUS IPRO sob sistema irrigado obteve maior capacidade de transformar a matéria seca acumulada em produtividade de grãos na Ep2, época que corresponde a recomendada para a região (Novembro a Março).

  • HIGOR MCARTER SENRA ALMEIDA
  • CRESCIMENTO DE ROSAS DE CORTE SOB APLICAÇÃO DE PRODUTOS DE EFEITO FISIOLÓGICO
  • Data: 31/08/2017
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  • As roseiras de corte são espécies de clima temperado, logo o seu cultivo torna-se desfavorecido no semiárido. Entretanto, para estimular o seu desenvolvimento nessa região a adoção de produtos com ação fisiológica pode ser uma alternativa viável. Diante disso, almejou-se investigar os benefícios desses produtos no crescimento de roseiras de corte cv. Carola implantadas no Setor de Floricultura da Universidade Federal do Vale do São Francisco em Petrolina, Pernambuco. As roseiras foram cultivadas em ambiente telado e irrigado, no período de fevereiro a dezembro de 2016. Os produtos empregados como tratamentos foram: T1) testemunha (água); T2) boscalida (Cantus®, 500g.kg-1 do P.A.); T3) piraclostrobina (Comet®, 250g.L-1 do P.A.); T4) T2 e T3; T5) fluxopiroxade e piraclostrobina (Orkestra®, 167 + 333 g.i.a/L) e T6) ácido indolilbutírico. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso contendo quatro repetições. Os produtos foram aplicados via foliar a cada 15 dias, exceto a primeira aos 40 dias após o transplantio (DAT) das mudas. Aos 280 dias após o cultivo (DAC) das mudas, foram registrados: altura da planta, diâmetro dos ramosnúmero de folhasárea foliarmassa seca das folhas, caules, ramos com flor e massa seca total (somatório), clorofila foliar total e contabilizado o número de flores por planta. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5%. Para altura, diâmetro dos ramos, área foliar, massa seca dos ramos com flores, clorofila total e número de flores por planta não houve diferença estatística, no entanto, verificou-se que os maiores valores são atribuídos quando foi aplicado fungicida de efeito fisiológico.. O número de folhas foi semelhante estatisticamente entre T2, T3 e T5 e as maiores massas secas de folhas, caule e total foram superiores quando aplicou-se a piraclostrobina (T3).  A aplicação de fungicidas de efeito fisiológico é promissora na cultura das roseiras, porém, há necessidade de mais estudos para resultados mais concretos

     

  • JOSÉ ALVES PESSOA NETO
  • CULTIVO E QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE GIRASSOL ORNAMENTAL EM FUNÇÃO DE SEMEADURA E REGULADORES VEGETAIS
  • Data: 20/07/2017
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  • O girassol ornamental (Helianthus annuus L.) é uma alternativa de cultivo como flor de corte, para uso em arranjos e ornamentações em geral, principalmente para os pequenos produtores que fazem parte da agricultura familiar. Visto que o vigor da semente e a desuniformidade da semeadura interferem nos parâmetros agronômicos da cultura do girassol e que os reguladores presentes no Stimulate® podem atenuar os problemas relacionados com a qualidade fisiológica das sementes e, consequentemente no estabelecimento das plantas em campo, objetivou-se avaliar a produção de girassol ornamental de corte sob efeito de bioestimulante vegetal e formas de implantação da cultura em condições semiáridas. O experimento foi desenvolvido na área experimental do Setor de Floricultura do Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), localizado na cidade de Petrolina-PE. O delineamento experimental utilizado foi em esquema de parcelas subsubdivididas no tempo.  Nas parcelas principais foram avaliadas das formas de implantação da cultura (semeadura direta no solo e produção de mudas); nas subparcelas aplicação do bioestimulante vegetal Stimulate® (controle – sem nenhum tratamento; pré-embebição das sementes com Stimulate®; pré-embebição das sementes com Stimulate® + pulverização foliar com Stimulate®); e, nas sub-subparcelas as épocas de cultivo (E1 - amena, 14 de junho até 08 de agosto de 2016 e, E2 - quente, 05 de setembro  a 21 de novembro de 2016. Os tratamentos foram distribuídos em quarto blocos ao acaso com 28 plantas cada. O girassol ornamental de corte pode ser cultivado tanto na época com temperaturas mais amenas quanto mais elevadas. A aplicação do bioestimulante vegetal Stimulate® permite que as plantas e girassol ornamental tenham melhor desempenho em campo. A semeadura direta é indicada para implantação da cultura do girassol em campo, embora a produção de mudas permita uma emergência de plântulas maior.  

  • MARIA LÚCIA TIBURTINO LEITE
  • SUPRESSIVIDADE DE NEMATOIDES DAS LESÕES E DAS GALHAS COM VINHAÇA NA CULTURA DA SOJA
  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 31/05/2017
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  • Nas últimas décadas, é crescente a busca por métodos alternativos que possibilitem o controle de diferentes pragas agrícolas, como os fitonematoides. Entre as alternativas, a vinhaça, subproduto resultado do processo da destilação e fermentação da cana-deaçúcar na produção do etanol, se destaca pela alta disponibilidade nutricional e fonte alternativa no controle de pragas. Objetivou-se com este estudo, avaliar o potencial de vinhaça aplicada ao solo, visando ao controle de Pratylenchus brachyurus Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica, na cultura da soja. Foram realizados dois experimentos em condições de casa de vegetação e Laboratório de Fitopatologia, no Campus Professora Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí, no período de março a agosto de 2015. O primeiro ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial (2 x 11), constituído por duas formas de aplicação de vinhaça (única e dividida), em dez concentrações de vinhaça (10%, 20%, 30%, 40%, 50%, 60%, 70%, 80%, 90% e 100%), mais uma testemunha água, com cinco repetições, totalizando em cento e dez parcelas. Para ambos os ensaios, as plantas de soja foram inoculadas com suspensão de 4.000 ovos/juvenis de P. brachyurus, M. incognita e M. javanica, separadamente. Aos 60 dias após a primeira aplicação da vinhaça, foram avaliadas as variáveis agronômicas e do parasitismo dos ensaios. A aplicação única de vinhaça promoveu maior crescimento e desenvolvimento radicular das plantas infestadas com P. brachyurus. Enquanto que, no parasitismo a aplicação dividida foi mais eficiente na redução de juvenis na raiz e no solo, onde as concentrações de vinhaça suficientes para reduzir a população de 50% (CL50) dos nematoides foram de 10,22% e 16,64%, respectivamente. Já para as demais variáveis, nematoides por grama de raiz (73,97%), ovos na raiz (86, 62%) e nematoides total na raiz e no solo (67,90%), a maior redução foi observada nas concentrações a 20%, 20% e 30% de vinhaça, respectivamente. Para o segundo ensaio, foi avaliado o comportamento de parasitismo dos nematoides de galhas, empregando um delineamento experimental inteiramente ao acaso, com cinco repetições, em esquema fatorial (2 x 6), totalizando em 60 parcelas, sendo duas espécies de nematoides (M. incognita e M. javanica), sob aplicação de vinhaça em cinco concentrações (20; 40; 60; 80 e 100%) e uma testemunha (água). A vinhaça assegurou as maiores médias para volume radicular e massa fresca de raiz, em plantas inoculadas com M. incognita, com respectivos ganhos de 24,33% e 14,92%, em relação às plantas inoculadas com M. javanica. A concentração superior a 60% influencia negativamente em todas as variáveis agronômica da soja. Quanto ao parasitismo, observou-se interação entre os fatores, com efeito significativo (p<0,01) para a maioria das variáveis analisadas, com exceção apenas do número de ovos no solo. A concentração equivalente a 60% de vinhaça promoveu redução acentuada do parasitismo dos nematoides de galhas na soja. Dessa forma, a vinhaça demonstra potencialidade como nematicida, bem como, um excelente adubo orgânico.

  • TANIRA RIBEIRO MIRANDA
  • ACAROFAUNA DE VIDEIRA: TOXICIDADE E SELETIVIDADE COM PRODUTOS NATURAIS
  • Data: 04/04/2017
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  • Entre as pragas de importância agrícola, destacam-se os ácaros da família Tetranychidae, dentre eles o ácaro Tetranychus urticae e o Oligonychus mangiferus são responsáveis por causar prejuízos a cultura da videira no polo agrícola do Submédio do Vale do São Francisco. Em algumas situações, falhas de controle tem sido detectadas com o uso frequente de moléculas utilizadas nos produtos químicos. Contudo, isso pode ser acelerado mediante condições climáticas, como também devido ao alto potencial reprodutivo desses ácaros e a rápida adaptabilidade a novos hospedeiros. Outro problema é a baixa seletividade dos produtos químicos aos inimigos naturais. Diante dessa situação, esse trabalho visou estabelecer uma nova prática de controle de ácaros fitófagos encontrados em videira, através de testes de toxicidade de produtos naturais derivados de plantas sobre T. urticae e O. mangiferus e seletividade ao predador Neoseiulus idaeus. Foram estabelecidas curvas de concentração resposta para os ácaros, utilizando-se os produtos Azamax®, Azact®, Matrix® e Orobor®. Além do controle foi acrescentado o tratamento com a dose de campo da abamectina. As avaliações foram realizadas após 24h, 48h e 72h. As concentrações estimadas para ocasionar mortalidade de 50% e 90% indicou que o Matrix® foi o produto mais tóxico para as populações de O. mangiferus e N. idaeus no período de 72h. Já para T. urticae em até 72h, as estimativas da CL90 indicaram o Azamax® como mais tóxico. As formulações à base de Azadiractina (Azamax®, Azact®) apresentaram menor toxi­cidade sobre a população de N. idaeus. Os produtos Matrix®, Azamax® e Azact® mostraram ser promissores para o controle das populações de T. urticae e O. mangiferus, enquanto o Orobor® foi o produto menos tóxico.


  • LARISSE PINHEIRO SCHMID
  • Adubação nitrogenada tardia em soja para produção de sementes
  • Orientador : FABIO MIELEZRSKI
  • Data: 10/01/2017
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  • O nitrogênio é um dos nutrientes minerais mais requeridos pelas culturas agrícolas e, em se tratando da soja, demandado em quantias consideráveis na fase de enchimento de grãos, estádio esse em que os rizóbios já entraram em senescência no solo. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar o desempenho produtivo e a qualidade fisiológica das sementes de plantas de soja submetidas a diferentes doses de nitrogênio e fontes de adubo nitrogenado, aplicados tardiamente, no período reprodutivo. Foram conduzidos dois experimentos, em anos distintos. O primeiro experimento, em blocos casualizados constou de tratamentos com seis doses de nitrogênio (0, 30, 60, 90, 120 e 150 kg ha-1), com a aplicação de ureia, em blocos casualizados, com 4 repetições, na safra 2014/2015. O segundo experimento, conduzido na safra 2015/2016, também em blocos casualizados, com 4 repetições, com a aplicação de cinco doses de nitrogênio (0, 30, 60, 90 e 120 kg ha-1), um ensaio com aplicação de ureia e outro com aplicação de sulfato de amônio, como fonte de nitrogênio. Foram feitas análises de teor de clorofila, número total de vagens, número de vagens no terço superior, comprimento de vagens, massa seca de caule, massa seca de vagens, produtividade. Posteriormente as sementes foram submetidas aos testes de qualidade fisiológica, em laboratório: germinação, comprimento de plântulas e condutividade elétrica. Os resultados do experimento do primeiro ano indicaram que não houve resposta à adubação nitrogenada na produtividade, entretanto as variáveis de qualidade de sementes, massa seca de parte aérea e de raiz e condutividade elétrica, indicaram dose ótima em torno de 4 kg de nitrogênio por hectare. No experimento de segundo ano, a ureia apontou respostas significativas em produtividade, explicada pelo aumento do número de vagens, e em termos de qualidade de sementes, tanto os teste de germinação quanto a massa seca de raiz de plântulas apontaram resposta entre 56,5 e 69 kg ha-1 de nitrogênio. Já com o uso da fonte sulfato de amônio os resultados foram mais substanciais para as variáveis de qualidade fisiológica, condutividade elétrica e proveniente do teste de germinação, com doses ótimas variando de 69,9 e 77,3 kg ha-1 de nitrogênio. A análise de viabilidade econômica aplicada ao experimento de segundo ano apontou que o sistema de produção de sementes com o uso da ureia apresentou menor risco e maior lucro líquido. Conclui-se com esse trabalho que a aplicação de nitrogênio de forma tardia promove rendimentos substanciais no sistema de produção de sementes e geram lucro líquido, com uso da ureia como fonte.

2016
Descrição
  • JOELMA FRANCISCA DE MOURA LIMA
  • Qualidade fisiológica e potencial de armazenamento de sementes de soja cultivadas em baixa latitude
  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 15/12/2016
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  • A qualidade fisiológica das sementes é determinada tanto na pré-colheita, durante sua maturação, como na pós-colheita, durante seu armazenamento, sendo influenciada por fatores genéticos, ambientais e pela interação entre estes. Objetivou-se avaliar cultivares de soja quanto a qualidade fisiológica inicial das sementes produzidas em área de Cerrado de baixa latitude e seu potencial de armazenamento em dois ambientes. Sementes de treze cultivares de soja (Pampeana 30 RR; Pampeana 20 RR; BRS Carnaúba; Pampeana 10 RR; BRS 333 RR; FT Paragominas RR; M 9350; BRS Sambaíba; M 9144 RR; P 99R03; P 99R09; FT Campo Novo RR e M 8766 RR), cultivadas em Currais, PI, Brasil (9º1’59’’ S, 44º41’18’’ O, 590 m), foram avaliadas quanto a qualidade fisiológica (germinação e vigor) após a colheita e após o armazenamento por 180 dias em dois ambientes(A1: Não controlado 27±2 °C/40±5% UR e A2: Controlado 9±2 ºC/80±5% UR). Seguiu-se delineamento inteiramente casualizado, com esquema de parcelas subdivididas e quatro repetições. As cultivares BRS Carnaúba; M 9350; FT Campo Novo RR; P 99R09; BRS Sambaíba e P 99R09 apresentam maior germinação e vigor após a colheita. As cultivares BRS Carnaúba; M 9350; FT Campo Novo RR; P 99R03; BRS Sambaíba; P 99R09; BRS 333 RR; FT Paragominas RR; M 8766 RR; M 9144 RR e Pampeana 30 RR, indicaram potencial de armazenamento adequado nos dois ambientes estudados. Os melhores valores médios de germinação e vigor após armazenamento foi obtido no ambiente 2 (9±2 ºC/80±5% UR).

     


     

  • FRANCISCO JOSÉ LINO DE SOUSA
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE CULTIVARES DE CENOURA NO SUDOESTE DO PIAUÍ
  • Orientador : ADRIANA URSULINO ALVES
  • Data: 24/11/2016
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  • A cenoura é considerada como uma das principais hortaliças em ordem de importância econômica e dentre as olerícolas em que a parte comestível é a raiz, ela se enquadra como a principal. Considerando a importância de se verificar os melhores genótipos para uma dada região, objetivou-se avaliar a performance agronômica de oito cultivares de cenoura no sudoeste do Piauí em um assentamento rural do INCRA na cidade de Alvorada do Gurgueia no período de maio a setembro de 2016. Foram avaliados: altura de plantas; comprimento da raíz; diâmetro das raízes; massa média das raízes comerciais; massa média das raízes refugo; produtividade total e comercial; percentual de raízes refugadas e percentual de raízes segundo sua classificação em comprimento. O delineamento foi em blocos ao acaso e quatro repetições, com 08 cultivares (BRS Planalto; Kuronan; Alvorada; Esplanada; Suprema; Brasília; Nova Kuroda e Tropical). Verificou-se que só houve diferença estatística para as variáveis: diâmetro da raiz, sendo as com maior diâmetro as cultivares Nova Kuroda e Kuronan,  comprimento médio da raiz representado pelas maiores com as cultivares (Tropical; Planalto; Esplanada; Suprema e Brasília); incidência de ombro verde/roxo na qual a que aprensentou menor incidência foi a Nova Kuroda, e  percentual de raízes por classes para raízes classe 10; classe 18 e classe 26. O maior percentual de raízes por classe se concentrou na classe 14 (raízes maiores ou igual a 14 cm e menor que 18 cm), na qual se enquadra dentro da preferência do mercado brasileiro. A produtividade total variou entre 45,05 a 68,37 t ha-1 e  produtividade comercial de 34,70 a 54,93 t ha-1. Os resultados mostram que as cultivares estudadas apresentaram bom desempenho na região, com produtividade acima da média nacional.

  • TIAGO AUGUSTO DREWS
  •  Inoculação mista de Bradyrhizobium  e Azospirillum  na cultura da soja em condição normal e de déficit hídrico no solo
  • Data: 22/11/2016
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  • O uso de Azospirillum brasilense tem sido utilizado em conjunto com Bradyrhizobium a fim de melhorar o desenvolvimento agronômico das plantas e proporcionar maior tolerância a estresses ambientais. Neste sentido, o presente trabalho desenvolvido no Campus Profª Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí, localizado no município de Bom Jesus, na safra 2015/2016 teve os seguintes objetivos: i) avaliar o efeito da inoculação mista de Bradyrhizobium japonicum com Azospirillum brasilense via semente no desempenho agronômico e nodulação em cultivares de soja sob condição normal e de déficit hídrico em solo do cerrado piauiense; ii) avaliar as respostas fisiológicas da soja e o suprimento de nitrogênio em função da inoculação mista de B. japonicum com A. brasilense via semente, em condição normal e de déficit hídrico do solo. Foram avaliados os parâmetros morfofisiológicos das plantas. Não houve efeito da inoculação mista para os parâmetros biométricos na cultivar de ciclo tardio, no entanto, houve efeito positivo na altura de plantas, área foliar, massa seca da parte aérea, número e peso fresco de nódulos para as cultivares de ciclo médio e precoce. Os melhores resultados foram verificados para as concentrações de 200.000 a 300.000 células por semente e sendo esse efeito mais evidente em condições de déficit hídrico do solo. A inoculação mista de B. japonicum e A. brasilense não interfere nas respostas fisiológicas (fotossíntese líquida, taxa de condutância estomática de CO2 foliar, taxa de transpiração foliar, déficit de pressão de vapor, concentração intercelular de CO2, eficiência de uso da água, conteúdo hídrico foliar), concentração de prolina e acúmulo de N foliar e não atenua o efeito deletério do déficit hídrico sobre esses parâmetros. Os efeitos da limitação hídrica nos processos fisiológicos e acúmulo de N se manifestaram com maior intensidade em cultivares de ciclo menor. 

  • ERIVAN DOS SANTOS SOUSA
  • MANEJO DO FLORESCIMENTO DE ACEROLEIRAS (Malpighia emarginata D.C.) SUBMETIDA À DIFERENTES DOSES DE PACLOBUTRAZOL.

  • Data: 30/09/2016
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  • A aceroleira é uma planta de crescimento rápido, com safra prolongada entre os meses de Outubro a Abril caracterizada por florescimento e frutificação concomitante e ininterruptos sempre após surtos de crescimento vegetativo com flores e frutos em diferentes estágios, exigindo mão-de-obra contínua durante a colheita. Nesse sentido, o presente trabalho tem objetivo de avaliar os efeito de diferentes doses de paclobutrazol (PBZ) nos atributos de crescimento, florescimento, frutificação e de qualidade físico-química dos frutos de aceroleiras Junko e Flor Branca na região de Petrolina-PE. O experimento foi desenvolvido na área experimental do campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), localizado na cidade de Petrolina-PE, situado às coordenadas geográficas 09° 21’ de latitude Sul, 40° 34’ de longitude oeste, durante Junho de 2015 a Maio de 2016. Adotou-se o delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial 5 x 2, Com três repetições e três plantas por parcela, totalizando 90 plantas. Os tratamentos foram aplicados às plantas em 27 Janeiro de 2016, compreenderam a testemunha zero de PBZ e quatro diferentes doses de PBZ, Consistindo em:  T1 = Testemunha [(Dose zero de PBZ)]; T2 = [Dose de PBZ (0,4 g i. a. / m linear de diâmetro de copa)]; T3 = [Dose de PBZ (0,8 g i. a. / m linear de diâmetro de copa)]; T4 = [Dose de PBZ (1,2 g i. a. / m linear de diâmetro de copa)]; T5 = [(1,6 g i. a. / m linear de diâmetro de copa)] e; Duas [variedades de acerola (Junko e Flor Branca)]. Avaliou-se: a) comprimento do ramo (cm); contagem de: números de flores, c) números de frutos b) produção (kg/planta), produtividade (t/ha-1). Determinou-se ainda qualidade físico-química: C) massa dos frutos, diâmetro transversal dos frutos, diâmetro longitudinal dos frutos, pH, sólidos solúveis, acidez titulável, ácido ascórbico, e a relação sólidos solúveis/ acidez titulável. Houve interação significativa entre as doses de PBZ e variedade para crescimento ramo, números de flores, números de frutos e produtividade. Para os atributos de qualidade físico-química o fator variedade apresentou diferença significativa para os diâmetros transversal e longitudinal, massa dos frutos e para as variáveis ácido ascórbico e sólidos solúveis/ acidez titulável.

  • TIAGO DE OLIVEIRA SOUSA
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE CULTIVARES DE SOJA NO CERRADO DO SUDOESTE DO PIAUÍ

  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 16/09/2016
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  • O estudo de cultivares de soja cultivada no Cerrado do Sudoeste do Piauí é de suma importância, uma vez que os resultados servirão de base para programas futuros de melhoramento genético, além de fornecer informações para os produtores quanto a cultivar a ser utilizada em sua lavoura. Objetivou-se avaliar o comportamento de cultivares de soja cultivada no Cerrado do Sudoeste do Piauí e identificar genótipos promissores para hibridações. Para tal, treze cultivares de soja foram cultivadas na região e avaliadas quanto a caracteres de desenvolvimento vegetativos e reprodutivos durante os estádios V4 a R6. No estádio R8, foi realizada a colheita analisando-se a produtividade de sementes e seus componentes, bem como índices biométricos importantes para garantir a produtividade. Seguiu-se o delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições. Das cultivares avaliada, as que mais se destacaram em ralação às características de crescimento vegetativo foram: Pampeana 10 RR, 20 RR, e 30 RR, com potencial para serem utilizadas em programa de melhoramento. Para peso de mil sementes a cultivar P99R 09 apresentou maior destaque. As cultivares BRS 333 RR, FT Campo Novo RR, P99R 03, M9144 RR, BRS Sambaíba, M8766 RR e P99R 09 maiores valores de razão de área foliar, área foliar especifica e teor relativo de água até os 74 dias após a semeadura. Todas as cultivares proporcionaram maiores valores de razão de área foliar e taxa assimilatória liquida no inicio de desenvolvimento das cultivares. As cultivares BRS Carnaúba, BRS Sambaíba, M9350, P99R 09, P99R 03 e FT Paragominas RR apresentam maior potencial produtivo para a região. Nas condições estudadas, de acordo a variabilidade genética constatou que as hibridações entre as cultivares Pampeana 10 RR x FT Campo Novo RR, BRS Sambaíba, M9350, M9144 RR, P99R03 ou P99R09; entre M8766 RR x Pampeana 20 RR, Pampeana 30 RR ou P99R09; e entre P99R09 x Pampeana 20 RR ou Pampeana 30 RR, demonstram-se promissoras. 

  • JOANA D'ARC MENDES VIEIRA
  • BIOESTIMULANTE NA FENOLOGIA DO TOMATEIRO ‘SWEET HEAVEN’ E NA QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE FRUTOS SOB REFRIGERAÇÃO
  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 16/09/2016
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  • Os reguladores vegetais tem sido estudados, pois podem influenciar o crescimento e desenvolvimento de plantas, além da frutificação e qualidade de frutos. Objetivou-se neste trabalho avaliar o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, a produtividade e a qualidade pós-colheita dos frutos na cultura do tomateiro ‘Sweet Heaven’ sob aplicação de bioestimulante vegetal a base de três reguladores vegetais. Conduziu-se o experimento de setembro de 2015 a janeiro de 2016, em ambiente protegido, sombrite com 50% de sombreamento, localizado na Universidade Federal do Piauí (UFPI), Bom Jesus - PI, Brasil. Os tratamentos utilizados foram as doses do bioestimulante (0,0; 2,5; 5,0; 7,5; 10,0 e 12,5 mL de bioestimulante por litro de água) as quais foram aplicadas quinzenalmente nas plantas por pulverização foliar a partir dos 52 dias após a semeadura (DAS). Para os caracteres altura de plantas; diâmetro do caule; número de entrenós, folhas, inflorescências, flores e frutos; índices dos conteúdos de clorofila a, b, e total adotou-se o delineamento em blocos completos cazualizados com parcelas subdivididas no tempo. Nas parcelas foram alocadas as doses do bioestimulante e nas subparcelas foram alocados os períodos de avaliação, com 6 repetições. Para o caractere produtividade foi adotado delineamento em blocos completos casualizados, sendo contituído por 16 colheitas e a unidade experimental composta por 6 plantas. Na pós-colheita adotou-se o delineamento em blocos completos casualizados e esquema em parcelas subdivididas, com as parcelas sendo as doses de bioestimulante e nas subparcelas os dias de armazenamento dos frutos, com 3 repetições. A cada período, os frutos foram avaliados quanto a perda de massa da matéria fresca, sólidos solúveis, potencial hidrogeniônico, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável e coloração da casca por meio dos caracteres luminosidade (L*), CROMA e ºHUE. Houve incremento da produtividade e, efeito positivo da interação entre doses e DAS, tendo influenciado na altura de plantas; número de entrenós, folhas, flores e frutos. Na pós-colheita houve influência de dias de armazenamento e também de doses do bioestimulante para o caractere ºHUE, ajustando-se ao modelo linear crescente. Porém a perda de massa da matéria fresca, L*, CROMA, sólidos solúveis, potencial hidrogeniônico, acidez titulável e relação sólidos solúveis/acidez titulável foram influenciadas apenas por dias de armazenamento. Portanto, concluiu-se que a dose de 10,0 mL de bioestimulante por litro de água promoveu maior produtidade; e o DAS influenciou todos os caracteres de crescimento e desenvolvimento das plantas. Para o desdobramento doses de bioestimulante e DAS, as doses estimadas entre 2,96 e 3,08 mL de bioestimulante por litro de água aos 108 e 115 DAS promovem incrementos na altura de plantas, bem como a dose estimada de 3,83 mL de bioestimulante por litro de água no número de flores. Além disso, doses crescentes do bioestimulante elevam os valores de ºHUE e retardam o aparecimento da coloração vermelho intenso nos frutos.

  • PRISCILA SANTOS BARROS
  • Desempenho agronômico e produtivo do milho-verde em resposta à aplicação de dejetos líquido da suinocultura no solo

  • Orientador : CARLOS JOSE GONCALVES DE SOUZA LIMA
  • Data: 10/06/2016
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  • A aplicação de dejeto líquido suíno em solos caracteriza-se como maneira eficiente de redução do uso de fertilizantes, além de ser alternativa para destino do resíduo. Porém, nem sempre as aplicações são feitas de forma parceladas, em doses que consideram a sua composição e as necessidades das culturas. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o desempenho agronômico e produtivo do milho-verde cultivado em solo sob aplicação de doses e parcelamentos de dejeto líquido da suinocultura na cultura do milho-verde (Zea mays L.) em condições de sequeiro. Para isso foi conduzido experimento, na área experimental do departamento de Engenharia Agrícola e Solos da UFPI, em Argissolo Vermelho Amarelo eutrófico. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso no esquema fatorial 5 x 3, sendo os tratamentos cinco doses de dejeto líquido de suíno (0, 25, 50, 75 e 100 m3 ha-1) e três formas de parcelamento das doses (uma aplicação, duas aplicações e três aplicações) com quatro repetições. As variáveis avaliadas foram, taxa de crescimento absoluto, índice de área foliar, diâmetro de colmo e índice de clorofila total, massa fresca e seca das folhas e massa fresca e seca do colmo, comprimento e diâmetro de espiga com e sem palha, peso de espiga com e sem palha, produtividade de espigas. O efeito da aplicação de DLS teve influência significativa nas variáveis avaliadas, havendo interação entre as doses aplicadas e os parcelamentos. A dose mais alta de dejeto líquido de suíno aplicada aqui (100 m3 ha-1), foi a dose que favoreceu os melhores resultados, combinada com o parcelamento P1 mostrando-se superior em todas as avaliações.

  • CARLA MICHELLE DA SILVA
  • Época de semeadura versus grupo de maturação nos componentes de rendimento da soja em microclima do cerrado piauiense

     

  • Orientador : FABIO MIELEZRSKI
  • Data: 02/05/2016
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  • Já consolidada a importância econômica mundial da cultura, ensaios para verificação da melhor época de semeadura para o ganho em rendimento de cultivares são constantemente demandados. Objetivou-se nesse trabalho analisar o efeito da época de semeadura em cultivares com grupos de maturação diferentes. O ensaio foi conduzido na localização geográfica 9º1’59’’ S 44º41’18’’ W; 590 m e foram avaliados 12 tratamentos resultantes da interação entre os fatores épocas de semeadura e grupos de maturação. O primeiro fator constituía seis épocas de semeadura: 22/11/2014; 29/11/2014; 06/12/2014; 13/12/2014; 20/12/2014 e 27/12/2014. O segundo por dois cultivares com grupos de maturação 8.2 e 8.6. O experimento foi instalado em delineamento de blocos completo ao acaso, com quatro repetições. Observou-se efeito significativo da interação para as variáveis: número de vagens, comprimento de vagens, massa seca do caule, massa seca de vagens e número de grãos por planta, exceto para produtividade e peso de mil grãos. Sendo assim, atribui-se que os elementos climáticos afetaram diretamente os componentes de rendimento da soja.


  • ALEXANDRE MARTINS DOS SANTOS
  • BIOLOGIA DE Diadiplosis multifila (DIPTERA: CECIDOMYIIDAE) EM Planococcus citri (HEMIPTERA: PSEUDOCOCCIDAE) SOB DIFERENTES TEMPERATURAS

  • Data: 21/03/2016
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  • A cultura da videira (Vitis spp.,) apresenta diversas espécies consideradas pragas que reduzem sua produção e rentabilidade. Entre essas estão as cochonilha-farinhentas Planococcus citri (Risso, 1813) (Hemiptera: Pseudococcidae) é uma praga de importância econômica, devido os danos diretos e indiretos causados na cultura da videira. Recentemente no Submédio do Vale São Francisco Diadiplosis multifila (Felt, 1907) (Diptera: Cecidomyiidae) foi observada predando P. citri na cultura da videira, sendo uma opção para o controle biológico dessa praga. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar a biologia de D. multifila em P. citri sob temperaturas constantes, bem como determinar seu padrão de oviposição. Os experimentos foram conduzidos no Laboratório de Entomologia da Embrapa Semiárido em câmaras climatizada. O padrão de oviposição de D. multifila foi avaliado em potes plásticos contendo substrato (papel filtro) e cochonilhas com ovissacos. Em seguida, 10 adultos de D. multifila recém-emergidos e alimentado com honeydew foram liberados em potes contendo 1, 5 e 10 cochonilhas com ovissaco. Cada densidade correspondeu a um tratamento, formado por 10 repetições. Os insetos liberados em potes ficaram confinados por 24h em câmara climatizada a 25°C, 70±10% de UR e fotoperíodo de 12L:12E, após esse período foi verificado onde ocorreu a oviposição. Para estudos da biologia de D. multifila foram analisadas sob temperatura constantes de 22, 25, 28 e 31°C, UR (70±10%) e fotoperíodo (12L:12E). Para cada temperatura foram avaliados os aspectos biológicos de pelo menos 50 indivíduos. Inicialmente, em potes plásticos dez cochonilhas com ovissacos foram colocadas sobre papel. Em seguida, cinco fêmeas e cinco machos de D. multifila foram liberadas em cada pote, ficando mantidas durante 24h e posturas foram realizadas sobre o papel e ovissacos. Após a eclosão, três larvas de D. multifila foi transferida para uma placa de Petri e colocadas sobre ovissacos repletos de ovos, que serviram como alimento. Assim, foram avaliados o período embrionário, período de larva e pupa, bem como a longevidade, ciclo total, número médio de ovos por fêmea e razão sexual. No primeiro experimento verificou-se que as fêmeas depositaram ovos tanto no substrato (papel filtro) quanto sobre ou dentro de ovissacos. Todas as temperaturas influenciaram significativamente a duração do período embrionário, das fases de larva e pupa, bem como o ciclo total (período de ovo-adulto) de D. multifila. Em todas as fases avaliadas a duração média de desenvolvimento do inseto em dias foi inversamente proporcional ao aumento da temperatura, com a maior duração observada a 22°C e menor duração a 28°C.

  • VILMAR BUENO DOS SANTOS
  • PARÂMETROS BIOLÓGICOS E EFICIÊNCIA DE SOJA Bt NO CONTROLE DE Helicoverpa armigera (Lepidoptera: Noctuidae)


  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 29/02/2016
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  • Objetivo foi avaliar a eficiência de cultivares de soja Bt no controle de Helicoverpa armigera e determinar parâmetros biológicos das plantas sobre a praga. Na primeira etapa realizou-se o experimento para determinar a atratividade e preferência de oviposição em diferentes cultivares de soja Bt e não-Bt, conduzido em delineamento em blocos ao acaso, com 12 tratamentos e quatro repetições. A atratividade e a preferência para oviposição foi avaliada em testes com chance de escolha, um casal de mariposas de H. armigera foi liberado por vaso de soja, avaliando-se o número de indivíduos atraídos por cultivar após 6, 12, 24 e 48 horas. A oviposição foi avaliada 72 horas após a liberação dos insetos, contando-se o número de ovos. Após análise dos dados, verificou-se que H. armigera não apresentou diferença na preferência e oviposição entre cultivares de soja Bt e não-Bt utilizadas. A cultivar M 8330 IPRO apresentou maior preferência para pouso e oviposição por H. armigera. Na segunda etapa avaliou-se a atratividade e preferência alimentar,  o consumo e a mortalidade de H. armigera para cultivares de soja Bt e não-Bt. Para determinar a atratividade e preferência alimentar em teste com chance de escolha, foram liberados 2 indivíduos por cultivar no interior de arenas circulares plásticas, contendo discos foliares dos diferentes tratamentos. Para o teste sem chance de escolha, utilizou-se  um disco de folha de soja e dois indivíduos por placa de Petri, com 10 repetições por tratamento. Ao final das analises observou-se que as cultivares Campo Novo RR e a M 9144 RR apresentaram maior média de lagartas atraídas em 12 h. Para índice de preferencia após 6 h HK 8514 IPRO e M 9144 RR foram atraentes, HK 8314 IPRO, AS 3820 IPRO, M 9350, TMG 2183 IPRO, M 8210 IPRO e FTS Paragominas RR se apresentaram repelentes e as demais foram neutras apresentando índice igual ao padrão. Para área foliar consumida no teste com chance de escolha verificou-se que cultivar FTS Campo Novo RR apresentou maior área consumida. As diferentes cultivares de soja que expressam a proteína Bt Cry1AC foram eficientes no controle de H. armigera.

  • WEVERSON LIMA FONSECA
  • Toxicidade de manipueira sobre nematoides de galhas na soja

  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 25/02/2016
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  • A cultura da soja é parasitada por nematoides do gênero Meloidogyne que podem se tornar um fator limitante à produção caso não seja realizado o manejo adequado. Na busca de alternativas para o controle de fitonematoides, tem sido estudado o efeito nematicida de metabolitos secundários ou resíduos vegetais. Assim, a manipueira, resíduo liquido da industrialização da mandioca, apresenta alta toxicidade a grande diversidade microbiana. Nesse sentido, objetivou-se avaliar o potencial da manipueira aplicada no solo no controle de Meloidogyne incognita e M. javanica na cultura da soja. Este estudo consistiu de dois experimentos em casa de vegetação e Laboratório de Fitopatologia, no Campus Professora Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí, no período de março a agosto de 2015. O ensaio consistiu-se com a seguinte implantação: a semeadura foi realizada diretamente nos vasos em delineamento experimental inteiramente casualizado, em arranjo fatorial (2x10) + 1, constituído por duas formas de aplicação de manipueira (total e parcial), dez concentrações (10, 20,30, 40, 50, 60, 70, 80, 90 e 100%), mais uma testemunha (água), com cinco repetições. A manipueira foi aplicada ao solo no total de 100 mL por vaso. Aos sessenta dias após a aplicação dos tratamentos foram avaliadas as características agronômicas: comprimento radicular, volume de raiz e massa fresca do sistema radicular de plantas de soja além, das características do parasitismo: número de galhas, massa de ovos, juvenis na raiz, ovos na raiz, juvenis no solo, ovos no solo e fator de reprodução de M. incognita e M. javanica. As plantas de soja apresentaram maior crescimento e desenvolvimento do sistema radicular quando efetuou-se a aplicação total de manipueira, sendo a maior dose (100%) a que proporcionou maiores percentuais de aumento em todas as variáveis analisadas. A eficiência do controle de M. incognita foi potencializada com aplicação total de manipueira, sendo que a dose (20%) já foi promissora na redução do fator de reprodução (FR = 1,58) da espécie proporcionando a planta um menor grau de suscetibilidade. Enquanto que, para M. javanica os melhores resultados de controle foram obtidos com aplicação parcial de manipueira, sendo que a dose de 70% foi eficiente na redução do fator de reprodução (FR = 0,91) da espécie, contribuindo à planta um grau moderado de resistência ao nematoide. Assim, a manipueira além de ser eficiente no controle das espécies de nematoides, influência de forma positiva no desenvolvimento da cultura da soja, podendo ser recomendada como nematicida e também como adubo orgânico.

  • ADANIEL SOUSA DOS SANTOS
  • MORFOFISIOLOGIA DA SOJA SUBMETIDA A DIFERENTES FONTES DE CALCÁRIO E FÓSFORO NO CERRADO PIAUIENSE

  • Data: 24/02/2016
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar características morfofisiológicas da cultura da soja sob diferentes fontes de calcário no Cerrado sudoeste do Piauí. O experimento foi realizado na Serra do Quilombo, no município de Bom Jesus-PI. Foi implantado um experimento utilizando calcário no qual se avaliou o efeito residual durante duas safras (2013/14 a 2014/15). O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com arranjo fatorial (4x2)+1, com quatro tratamentos, constituídos por quatro fontes de calcário e duas safras agrícolas, mais uma testemunha sem calcário, com quatro repetições, sendo distribuídos em 20 parcelas (25m x 12m). Os tratamentos foram: Minasul (MSUL); Ibitirama (IBIT); Cincal (CINC) e Ceará (CEAR). As fontes de calcário influenciaram positivamente nas características morfofisiológicas da soja. Todas as fontes foram eficientes no incremento da eficiência da radiação fotossintética ativa e do estande de plantas nas duas safras agrícolas, bem como do peso de mil grãos na segunda safra. O efeito residual das fontes foi observado para o peso de mil grãos. As fontes Cear e Ibitirama apresentaram efeito residual proporcionando maior estande de plantas nas duas safras.

2015
Descrição
  • HELANNE SILVA DOS SANTOS
  • Diversidade e eficiência simbiótica de bactérias diazotróficas oriundas da região sub-média da bacia do Rio São Francisco

  • Orientador : RAFAELA SIMAO ABRAHAO NOBREGA
  • Data: 31/08/2015
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  • Objetivando autenticar e avaliar a eficiência simbiótica de bactérias diazotróficas nodulíferas de feijão caupi oriundas da região sub-média da bacia do Rio São Francisco, foi implantado um experimento de campo na área do perímetro irrigado Mandacarú na estação da Embrapa Semiárido, em Juazeiro-BA. O experimento consistiu no cultivo de duas variedades de feijão caupi, BRS Pujante e Acauã. Foram realizadas as análises de caracterização fenotípica de cada isolado: Tempo de aparecimento das colônias, pH do meio; tamanho da colônia; forma, elevação; transparência; aparência; cor da colônia; elasticidade; presença de muco e tipo de muco. As estirpes de referência controle utilizadas foram BR 322 (Rhizobiumtropici) e BR 5609 (Bradyrhizobiumjaponicum). Todos os isolados obtidos foram submetidos à reação de Duplex PCR para a amplificação simultânea de fragmentos dos genes nifH e nodC, como estratégia de autenticação das bactérias. Para avaliação da eficiência dos isolados em fixar nitrogênio em simbiose com feijão-caupi instalou-se um experimento  em casa-de-vegetação da Embrapa Semiárido, sendo estes com 26 isolados selecionados aleatoriamente dentro do grupo dos que amplificaram os genes nifH e ou nodC. Foram realizadas as seguintes avaliações: massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca das raízes (MSR), massa seca dos nódulos (MSN), número de nódulos (NN), teor de N da parte aérea (TNPA). Após os procedimentos de isolamento e purificação foram obtidos 92 isolados bacterianos. Dentre estes isolados, 66% apresentaram crescimento rápido e 35% neutralizaram o meio de crescimento. No que se refere ao tamanho e forma da colônia, 46% foram colônias com dimensões entre 1 a 2 mm e 72% com formato circular. A maioria apresentou colônias homogêneas (67%), grande quantidade de muco (80%) e coloração branca (73%). Quanto à elevação e presença de muco, todos os isolados apresentaram respostas positivas para estes parâmetros. Já para as características elasticidade, 48% dos isolados são de colônias elásticas, 30% não elástica e 29 % apresentaram pouca elasticidade. Houve uma predominância de 67% de colônias com o tipo de muco viscoso e 38% butírico. Dos 96 isolados obtidos de nódulos de feijão-caupi cultivado em solos do semiárido do Nordeste, 49 isolados apresentaram amplificação positiva para, pelo menos, um dos genes alvos na reação de duplex-PCR. Os isolados que apresentaram amplificação para os dois genes (nifH e nodC) foram:1.16 /29.5 /29.6, oriundos de nódulos da variedade BRS Acauã e 4.19 /15.5, oriundos de nódulos da variedade BRS Pujante. No estudo de eficiência o maior NN foi observado nos tratamentos 15.5, 17.17, 23.19 e BR3262. Para a variável TNPA foi observado maiores valores para os tratamentos inoculados com os isolados estirpes 4.14, 10.8, 15.16, 17.16, 17.17, 23.16, 23.18, 23.8 e para o controle nitrogenado todos esses tratamentos foram superiores a estirpe de referência BR 3262 e a testemunha absoluta. As estirpes 10.8, 15.16 e 23.16 mesmo apresentando um baixo número de nódulos obtiveram um alto teor de N, indicando elevada eficiência simbiótica dos rizóbios inoculados. Conclui-se que 31,3% das bactérias coletadas de nódulos de feijão caupí cultivado em solos da região do sub-médio da bacia do Rio São Francisco, amplificam um dos genes funcionais nifH e/ou nodC, e que possuem em sua maioria, características fenotípicas semelhantes em mais de 50% de similaridade com bactérias do gênero Rhizobium eBradyrhizobium. A maioria dos isolados estirpes proporcionou teores de N na parte aérea iguais ao observado por plantas inoculadas com a estirpe de referência (BR 3262) ou suplementadas com N mineral, indicado o potencial destes isolados para estudos avaliando a sua eficiência agronômica

  • JOSÉ GIL DOS ANJOS NETO
  • Produção de mudas e potencial no uso do resíduo da soja na cultura do pimentão

     

  • Orientador : ADRIANA URSULINO ALVES
  • Data: 29/08/2015
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  • O pimentão é bastante exigente no que diz respeito às características química e física do meio de cultivo, e responde muito bem à adubação orgânica, sendo que excelentes produtividades podem ser obtidas por meio da associação de adubos orgânicos e minerais (SOUZA & BRUNO, 199. O objetivo do trabalho foi avaliar a produção e produtividade do pimentão, comparando as diferentes doses de resíduo orgânico de soja no munícipio de Palmeira do Piauí. O experimento foi conduzido a céu aberto no sítio Salina situado no município de Palmeira do Piauí – PI. Com latitude 08º43'37"s, longitude 44º14'08” w, e altitude 270 m. No presente estudo, observou-se que o aumento da concentração de adubo orgânico (resíduo de soja) influenciou diretamente na produção dos frutos. Observou-se diferença significativa entre as doses do resíduo de soja em relação aos tratamentos, no qual houve efeito significativo para todas as variáveis. A produtividade de pimentão variou entre os tratamentos 1 a 6 respectivamente de 3,21 t/ha a 7,15 t/ha. A variável diâmetro de fruto obteve seu pico máximo na dose de 50 t/ha cujo valor foi de 44 mm. O comprimento de frutos obteve um elevado crescimento ótimo, passando aproximadamente de 5,5 cm da testemunha (0 t/ha), para aproximadamente 6,5 cm com a dose final de 50 t/ha. A produção de frutos por plantas também foi crescente em relação às doses aplicadas do resíduo de soja, para a testemunha a produção ficou em torno de 1,2 kg/planta, e para a última dose (50 t/ha) a produção ficou em torno de 1,6 kg/planta. Enquanto a dose de 0 t/ha de resíduo de soja respondeu a um total de aproximadamente 8,5 frutos colhidos por planta, a dose maior que foi a de 50t/ha obteve um número total de aproximadamente 16 frutos colhidos por planta. O peso médio dos frutos foi crescente, tendo como aproximadamente 110 g com a dose de 0 t/ha, crescendo com o aumento das dosagens chegando em torno de 270 gramas de pimentão na dosagem de 50t/ha. Conclui-se que a adubação orgânica tem efeito significativo para a produção e produtividade do pimentão casca dura Ikeda, e todas as doses do resíduo de soja responderam significativamente em relação às variáveis estudas no experimento. A dose de 50 t/ha foi a mais adequada para a produção de pimentão, porém a tendência seria se houvesse uma dose maior a planta poderia ter respondido melhor do que a última dose aplicada no experimento.

  • FIRMINO NUNES DE LIMA
  • MANEJO DE FERTIRRIGAÇÃO NITROGENADA E POTASSICA NA CULTURA DA MAÇÃ CV. ‘JULIETA’ EM CONDIÇÕES SEMIARIDAS

  • Data: 28/08/2015
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  • A macieira (Malus domestica Borkh.) por ser originaria de região de clima temperado apresenta importância econômica para o Brasil, sendo cultivada principalmente no Sul do país região de clima mais ameno. Porem, com o desenvolvimento de novas variedades com baixa exigente em frio, o cultivo da macieira está expandindo-se para outras regiões do país. Neste sentido, as pesquisas sobre adubação mineral da macieira nas condições edafoclimáticas do semiárido brasileiro são incipientes. Diante do exposto, objetivou-se avaliar os atributos nutricionais, fisiológicos, qualitativos e a produtividade da macieira cultivar ‘Julieta’ em função de fertirrigação nitrogenada e potassica na região de Lagoa Grande-PE. O experimento foi conduzido em um pomar experimental da Fazenda Sereníssima localizada no município de Lagoa Grande-PE, nas coordenadas geográficas 09°21’ de latitude Sul, 40°34’ de longitude oeste, na altitude média de 375 m, durante o período de Novembro de 2014 a Abril de 2015. Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial 2 x 4, correspondentes a: i) Doses de nitrogênio (30, 60, 90 e 120 g de N por planta), ii) Doses de potássio (30, 60, 90 e 120 g de N por planta), distribuídos em blocos ao acaso, com três repetições e três plantas por parcela, totalizando 180 plantas avaliadas. As variáveis avaliadas foram: massa média de frutos (MF); diâmetro longitudinal (DL) e transversal (DT); firmeza da polpa (FP); acidez titulável (AT); teor de sólidos solúveis (SS); relação SS/AT (ratio); produtividade (prod.); numero de frutos (NF); produção por planta (PP); índices de clorofila a, b e total, alem dos teores de N e K na polpa de frutos. As doses de Fertirrigação nitrogenada e potassica influenciam os atributos qualitativos, produtivos, fisiológicos e nutricionais de macieira. Nas as condições onde foi realizado o experimento, o fornecimento das doses via fertirrigação, 75 g/planta de N + 51,56 g/planta de K2O, se adéquam ao cultivo da macieira ‘Julieta’.

  • ALCILANE ARNALDO SILVA
  • PRODUÇÃO DE HELICÔNIAS SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO

  • Orientador : MARKILLA ZUNETE BECKMANN CAVALCANTE
  • Data: 27/08/2015
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  • A floricultura apresenta alta rentabilidade por área e retorno rápido do investimento. As plantas ornamentais tem se destacado na região Nordeste, principalmente as do gênero Heliconia pela sua aparência exótica de suas inflorescências. Por se tratar de uma planta que evoluiu em ambiente úmido, a helicônia é muito sensível à falta de umidade no solo, por isso em locais secos e de temperatura elevada recomenda-se irrigações diárias. O estudo de diferentes lâminas de irrigação constitui uma maneira bastante prática para se determinar as necessidades hídricas de uma espécie, portanto, o conhecimento da evapotranspiração da cultura é fundamental em projetos de irrigação, podendo ser estimada por vários métodos e dentre eles se destaca o Tanque Classe A, em que se mede o efeito integrado da radiação solar, vento, temperatura e umidade do ar sobre a evaporação de uma superfície livre de água, e a planta responde às mesmas variáveis climáticas. O objetivou do trabalho foi avaliar o efeito de diferentes lâminas de irrigação na produção de espécies de helicônias cultivadas em vaso. O experimento foi conduzido no Campus Profa. Cinobelina Elvas-UFPI. Para as avaliações diárias e semanais o experimento foi instalado em blocos ao acaso com a avaliação em parcelas subdivididas, sendo as cultivares nas parcelas (Heliconia psittacorum cv. Golden Torch e Heliconia bihai cv. Humilis) e lâminas de irrigação nas subparcelas [50, 75, 100, 125 e 150% da evaporação do tanque classe A (ECA)] com quatro repetições e duas plantas por repetição. Para as avaliações em função do tempo realizou-se análise de blocos ao acaso com a avaliação em parcelas sub-subdivididas, sendo as cultivares nas parcelas; lâminas de irrigação nas subparcelas e épocas de amostragem nas sub-subparcelas [30, 60, 90, 120, 150, 180 e 210 dias após o transplante (DAT)]. Foram realizadas as seguintes avaliações: Número de dias para emissão dos perfilhos, Número de dias para emissão da inflorescência, Número de dias para a colheita da inflorescência, CICLO,Comprimento da inflorescência,Comprimento da haste floral, Diâmetro da haste, Produtividade de hastes florais, Presença/ausência de flores, Altura de planta, Número de perfilhos emitidos por rizoma, Clorofila e Área foliar. Adotou-se metodologia de modelos mistos para análise de variância considerando as variáveis cultivar e lâminas como aleatório e repetições como fixo. Houve influência do tratamento Dias nas variáveis A, NP, CLOROFILA e AF a 1% de probabilidade. A cultivar não causou efeito significativo na variável A, mas causou efeito significativo a 1% de probabilidade nas variáveis NP, CLOROFILA e AF. Houve diferença estatística entre os tratamentos referentes as lâminas de irrigação para a cultivar 1, tendo como destaque as lâminas 1 e 4 na produção de perfilhos. A variável CICLO também foi influenciada tanto pela cultivar quanto pela lâmina de irrigação, ambas exercendo efeito significativo. NDEI, CICLO, NDCI, CI, CH, DH e PHF. O NDEI foi afetado significativamente em função da cultivar e da lâmina de irrigação. O tempo pode causar influência nas variáveis de crescimento. A Helicônia bihai apresenta melhor desempenho na fase vegetativa. A Helicônia psittacorum apresenta melhor desempenho na fase reprodutiva. As lâminas com 100, 125 e 150% da evapotranspiração oferecem melhor rendimento.

  • GABRIEL DOS SANTOS CARVALHO
  • POTENCIAL DE Trichogramma pretiosum Riley, 1879

    (Hymenoptera: Trichogrammatidae) VISANDO O CONTROLE DE Helicoverpa armigera (Hübner) (Lepidoptera: Noctuidae)


  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 14/08/2015
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  • Este trabalho teve como objetivo selecionar linhagens de Trichogramma pretiosum sobre ovos de H. armigera, por meio do estudo dos parâmetros biológicos, em condições de laboratório bem como, avaliar a biologia e exigências térmicas sob diferentes temperaturas. Na primeira etapa realizou-se o experimento de seleção, onde foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com vinte repetições e três tratamentos (três linhagens de T. pretiosum) contendo vinte repetições. Foram oferecidos 20 ovos de H. armigera, com 24 horas de desenvolvimento embrionário para cada fêmea e mantidos em câmaras BOD a 25 ± 2C°, UR 60 ± 10% e fotofase de 14 horas. Após as análises dos dados, verificou-se os seguintes resultados.  As maiores taxas de emergência e número de indivíduos emergidos por ovo do parasitoide foram observados para as linhagens T.M e T.MC (89% e 73%) e o número de indivíduos por ovo com 1,19 e 0,98 respectivamente. A linhagem T.MC apresentou a maior proporção para razão sexual com 0,85 de fêmeas. A longevidade da linhagem T.M foi superior em relação às demais com 12,35 dias. A duração do ciclo não variou entre as três linhagens com média de 10 dias. Na segunda etapa, avaliou-se a biologia e exigências térmicas, utilizando a linhagem com melhor desempenho no experimento de seleção, com T. pretiosum linhagem TM considerada a mais adequada. O experimento foi conduzido sobre ovos de H. armigera, nas temperaturas pré-selecionadas (18, 20, 22, 25, 28, 30 e 32°C). Após as análises, constatou-se os seguintes resultados; a duração do ciclo do parasitoide sofreu interferência em função das temperaturas,  variando  entre 5,90 a 14,78 dias. A temperatura ótima para o parasitismo foi verificado na temperatura de 25C°. As maiores taxas de emergência foram observadas nas temperaturas de 22, 28 e 25C° com 71, 76 e 100% respectivamente. A maior proporção de indivíduos por ovo foi observada na temperatura de 18C° com 1,84. A menor proporção para a razão sexual foi obtido na temperatura de 18C°. O maior percentual de viabilidade do parasitismo foi observado na temperatura de 28C° com 94,34%. A maior longevidade dos adultos  foi observada na temperatura de 18 C°. Em relação a temperatura base (Tb) e constante térmica (K) de T. pretiosum TM desenvolvidos em ovos de H. armigera, os valores observados foram 10,82 e 134,55 respectivamente. O número estimado de gerações de T. pretiosum TM nas temperaturas médias dos últimos dez anos  de Bom Jesus-PI foi em média 4/mês. O desempenho satisfatório de T.pretiosum TM sobre ovos de H armigera indica um excelente potencial de controle  H. armigera.

  • GLAUCIANY SOARES LOPES BATISTA
  • ATIVIDADE INSETICIDA E ALELOPÁTICA DO EXTRATO ETANÓLICO DE Anadenanthera macrocarpa (BETH) BRENAN

  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 14/08/2015
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  • Os vegetais apresentam metabólitos secundários com moléculas aleloquímicas das quais têm sido usados, como, uso de herbicidas, inseticidas, nematicidas (defensivos agrícolas), diminuindo a contaminação ambiental e o risco à saúde humana causada pelos inseticidas. Além disso esses metabolitos podem também atuar de forma alelopática, estimulando o crescimento ou desenvolvimento das plantas de forma favorável ou antagônico. No Cerrado Brasileiro encontram-se espécies arbóreas relatadas na cultura popular como fontes de princípios ativos com potencial inseticida e alelopático, como é o caso da Anadenthera macrocarpa, relatada com amplo uso também na medicina popular. Nesse sentido, objetivou-se com essa pesquisa investigar a existência de atividade alelopática de extratos etanólicos das folhas e da casca de angico preto (Anadananthera macrocarpa) sobre a germinação e desenvolvimento de plântulas de tomate (Lycopersicum esculentum L.), pimentão (Capsicum Annuum L.) e milho (Zea mays L.) e avaliar o potencial inseticida do extrato das folhas e da casca do angico preto (Anadenanthera macrocarpa), na mortalidade e desenvolvimento de Spodoptera frugiperda, Spodoptera cosmioide e Helicoverpa armigera. Os extratos foram preparados a partir da casca do caule e das folhas de angico preto coletadas na cidade de Angical (PI). No bioensaio de alelopatia o extrato da casca e das folhas nas concentrações 0, 250, 500 e 1000mg/L-1 foram utilizados avaliar a germinação, crescimento da radícula e do hipocótilo. O delineamento foi inteiramente casualizado e as médias comparadas pelo teste de tukey a 5% de probabilidade. O crescimento da radícula de milho foi estimulado na concentração de 250 mg mL do extrato da folha e na presença do extrato da casca o crescimento foi linear. Já o IVG e o PG aumentaram na concentração de 615,8 e 724,4 respectivamente. A concentração 654,9 aumentou o crescimento do hipocótilo e 628,1 mg mL da radícula de pimentão. O crescimento da radícula de tomate foi influenciado pelas concentrações, sendo reduzida com o aumento da concentração.  Portanto, concluímos que o efeito do extrato etanólico da folha e da casca, interferiram, no perfil de germinação e crescimento das espécies vegetais utilizadas, atuando de forma diferente em cada uma das espécies. Para avaliar o potencial inseticida foram realizados dois bioensaios: tópico e ingestão de discos foliares tratados com extrato da casca e da folha de angico preto. O extrato da casca e da folha foram bioensaiados nas concentrações de 500ppm, 1000ppm, 2500ppm, 4000ppm, 5000ppm, 10000ppm e 15000ppm. No bioensaio tópico o extrato foi aplicado no dorso de cada lagarta e no bioensaio de ingestão discos de folhas de milho foram tratadas com o extrato e oferecidas como alimento. Foi utilizado 10 lagartas de cada espécie com três repetições em cada bioensaio. Os parâmetros biológicos observados foram: mortalidade, duração do período larval e pupal, viabilidade larval e pupal e peso das pupas. Delineamento foi inteiramente casualisado e as médias comparadas pele teste de tukey a 5% de probabilidade. O extrato da casca e da folha de angico preto em todas as concentrações causou mortalidade em Spodoptera frugiperda. Nas concentrações de 4000 e 5000 ppm causou mortalidade em Helicoverpa armigera, no bioensaio de aplicação tópica. Quanto ao desenvolvimento, houve efeito significativo na duração do ciclo de vida, alterando o desenvolvimento no período lagarta a adulto.  Conclui-se, portanto, que o extrato etanólico de angico preto possui moléculas que são importantes para o crescimento das plantas estudadas e também com ação na mortalidade e no desenvolvimento de lagartas, porém mais estudos são necessários.

  • JOÃO BATISTA DA SILVA OLIVEIRA
  • PLANTAS DE COBERTURA NA SUPRESSÃO DE Eleusine indica e Amarnthus deflexus.

  • Data: 13/08/2015
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos das fitomassas de plantas de cobertura em superfície e parte incorporada ao solo em diferentes níveis de fitomassa, sobre a emergência e o desenvolvimento inicial de Eleusine indica (L.) e Amaranthus deflexus. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação no período de setembro de 2013 a abril de 2014, no município de Bom Jesus-PI. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com quatro repetições, em esquema fatorial (8x4)+1, com o fator A constituído por 8 espécies de  plantas de cobertura: Pennisetum glaucum (milheto cv. ADR300), Crambe abyssinica, Brachiaria brizantha, Estilosantes campo grande (Stylosanthes capitata, Stylosanthes macrocephala), Sorghum bicolor L, Vigna unguiculata L Walp, Crotalaria Juncea e Crotalaria ocroleuca, e o fator B com quatro níveis de fitomassa (4,0; 12,0; 8,0 e 16,0 t ha-1), em que metade foi disposta sobre a superfície e a outra parte (1/2) incorporada ao solo, mais um tratamento sem cobertura do solo (controle). As unidades experimentais foram constituídas por um vaso com volume de 8 dm-3, totalizando 132 unidades experimentais. A presença de 4,0 t ha-1 de palhada das plantas de cobertura foram suficientes para promover a redução no número total de plantas emergidas, índice de velocidade de emergência, área foliar, massa seca da parte aérea, volume de raiz e massa seca de raiz. O P. glaucum resultou em controle total de E. indica a partir de 8,0 t ha-1 de fitomassa no solo. As plantas de cobertura foram eficientes, com destaque para B. brizantha, S. bicolor e P. glaucum na emergência e crescimento de A. deflexus.

  • LEONARDO PEREIRA DA SILVA BRITO
  • ÍNDICES DE GERMINAÇÃO DE LOTES DE SEMENTES DE BARAÚNA E PRODUÇÃO DE MUDAS EM PÓ DE COCO VERDE SOBRE DOSES CRESCENTES DE OSMOCOTE®

  • Data: 13/08/2015
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  • A baraúna (Schinopsis brasiliensis Engler) é uma árvore típica da Caatinga, apresentando sementes de difícil germinação tanto em condições naturais e/ou controladas.  Sendo que temperatura é um importante fator na germinação, exercendo forte influência na velocidade e uniformidade de germinação. Neste sentido o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar distintos períodos de armazenamento e temperaturas no comportamento germinativo de sementes de baraúna. O experimento foi conduzido no Laboratório de Análises de Sementes do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga na Universidade Federal do Vale do São Francisco. O delineamento experimental adotado foi inteiramente casualizado, com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial 5x5, referentes a cinco lotes de sementes de baraúna armazenados em períodos distintos e cinco temperaturas constantes. Foram utilizados lotes de baraúna com período de armazenamento de 0, 12, 60, 72 e 84 meses, onde as mesmas eram contidas em embalagem plástica e acondicionadas em câmera fria (± 5°C e 60% UR). O teste de germinação foi conduzido com quatro repetições de 25 sementes, distribuídas sobre duas folhas de papel germitest. A avaliação da germinação foi diária, com término no 20° dia. Com os dados coletados calculou-se a percentagem de germinação, tempo médio de germinação, índice de velocidade de germinação, velocidade média de germinação, índice de Timson e o índice de Timson modificado. Todos os parâmetros germinativos avaliados foram afetados significativamente. Sementes de S. brasiliensis com período de armazenamento igual a 0 foram as que apresentaram melhores médias para todos os índices, seguida pelas sementes armazenadas há 12 meses. As sementes expostas a temperatura de 25°C apresentaram, maior porcentagem de germinação, maior velocidade de germinação e menor tempo médio de germinação. A temperatura e o tempo de armazenamento são fatores que influência diretamente o desenvolvimento inicial de sementes de baraúna.

  • RANYELLSON PIRES BARBOSA
  • Biometria, qualidade tecnológica e rendimento de variedades de cana-de-açúcar em União-PI

  • Orientador : FRANCISCO DE ALCANTARA NETO
  • Data: 10/08/2015
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  • Nos últimos anos, a produção de cana-de-açúcar vem ganhando destaque no estado do Piauí, em virtude da ampliação de novas áreas, do uso de novas tecnologias de produção e da utilização de variedades mais adaptadas às condições edafoclimáticas da região. O cultivo da cana-de-açúcar em diferentes faixas de latitude permite diferenças no comportamento produtivo, uma vez que as expressões das características intrínsecas de uma variedade são em função do clima, solo e práticas culturais. As estimativas dos índices de crescimento podem fornecer subsídios para o entendimento das adaptações experimentadas pelas plantas sob diferentes condições de meio, tais como, luz, temperatura, umidade e fertilidade do solo. O presente estudo objetivou avaliar o comportamento morfológico, o desempenho produtivo e tecnológico de doze variedades de cana de açúcar (RB036066, RB9438, RB935744, RB021764, RB021754, RB021534, RB966229, RB977540, RB863129, RB987935, RB92579 e RB867515) para as condições edafoclimáticas do município de União – PI, no período de junho de 2013 a junho de 2014.  O experimento foi conduzido no delineamento em blocos completos casualizados com arranjo experimental em parcelas subdivididas, com três repetições. As parcelas foram constituídas por 4 sulcos de 5m, com espaçamento de 1,4 m entre sulcos, 1,4 m entre parcelas e 2,0 m entre blocos. Para a determinação das análises morfológicas foram avaliados o número de perfilhos por metro linear (NP), área foliar (AF), diâmetro do colmos (DC), comprimento do colmo (CC), número de internódios (NI), massa seca total (MST) e índice de área foliar (IAF). Nas análises tecnológicas e de produção foram avaliados o brix, fibra, pureza (PUZ), pol do caldo de cana (PCC), açúcares redutores (AR), e Megagrama de colmo por hectare (MgCH). A variedade RB935744 apresentou maior desempenho entre as análises morfológicas. A variedade RB987035 apresentou menor desenvolvimento morfológico. A variedade RB021534 obteve o maior desempenho diante para características morfológicas. A maior produtividade de colmos foi obtida pela variedade RB92579.

  • FARLEY SILVA SANTANA
  • Extratos de Cyperus rotundus (L.) no desenvolvimento germinativo e no metabolismo enzimático de espécies cultivadas.

  • Orientador : DANIELA VIEIRA CHAVES
  • Data: 30/07/2015
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  • Alelopatia é o efeito direto ou indireto, benéfico ou maléfico, de uma espécie sobre outra. Objetivou-se identificar possíveis efeitos alelopáticos dos extratos etanólico e aquoso de tubérculos e da parte aérea de Cyperus rotundus sobre a germinação e crescimento de plântulas, assim como sobre a atividade enzimática de sementes de Lactuca sativa, Solanum lycopersicum, Zea mays e Glycine max. Seguiu-se o delineamento inteiramente casualizado, com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial 2x2x4, sendo os fatores tipo de solvente (etanol e água), estrutura vegetativa (tubérculos e parte aérea) e concentrações do extrato (0; 25; 50 e 100%). Os tratamentos foram aplicados no substrato do teste de germinação, conduzidos em câmara tipo B.O.D. com fotoperíodo de 12h e temperatura de 25 °C. Avaliou-se a percentagem de germinação (%G), índice de velocidade de germinação (IVG), comprimento radicular (CR), comprimento do hipocótilo (CH) para alface tomate e comprimento da parte aérea (CPA) para milho e soja, além da atividade enzimática da polifenoloxidase (PPO) e peroxidase (POD). Em sementes de alface os extratos reduziram a percentagem de germinação. O índice de velocidade de germinação sofreu estímulo de 21,51% ao utilizar etanol, as concentrações causaram aumento no IVG. O extrato aquoso dos tubérculos foi o que mais aumentou o comprimento da radícula. O comprimento do hipocótilo foi alterado positivamente em 48,14% ao utilizar água como solvente. Não houve atividade de peroxidase, e a polifenoloxidase foi ativada com o aumento da concentração dos extratos. Em sementes de tomate nenhum dos fatores alteraram a percentagem de germinação. O índice de velocidade de germinação foi afetado positivamente pelos extratos da parte aérea independentemente dos solventes. A radícula foi inibida pelo extrato etanólico da parte aérea nas maiores concentrações. O comprimento do hipocótilo foi estimulado pela parte aérea quando o extrato foi preparado com água. A atividade de ambas as enzimas variaram em função dos extratos e das concentrações. Em sementes de milho, observou-se redução da percentagem de germinação. Aumento no índice de velocidade de germinação nas maiores concentrações dos extratos, como também nos extratos preparados com água. A radícula desenvolveu-se melhor nos extratos produzidos com água, assim como a parte aérea que apresentou-se 16,99% maior do aqueles submetidos nos extratos etanólicos. Os extratos da parte aérea também favoreceram o crescimento da parte aérea, apresentaram-se 7,79% superiores àqueles que desenvolveram nos extratos dos tubérculos. A atividade da polifenoloxidase foi maior nos últimos dias de germinação, com tendência a cair na concentração de 100%. A peroxidase teve a atividade estimulada principalmente no extrato etanólico da parte aérea nas maiores concentrações e no ultimo dia de avaliação. Em sementes de soja a percentagem de germinação foi maior quando as sementes foram germinadas nos extratos aquoso dos tubérculos. No índice de velocidade de germinação observou que os extratos aquosos aceleraram a germinação ao serem comparados com os extratos etanólicos. O comprimento da radícula variou em função do solvente e da concentração. Na parte aérea verificou-se maior comprimento nos extratos produzidos com água. Tanto a atividade da polifenoloxidase como da peroxidase foi reduzida principalmente pelo extrato etanólico do tubérculo. Foram observados efeitos alelopáticos que variaram em função do tipo de solvente, estrutura vegetativa e concentração dos extratos.

  • TAMARA SANTOS FERREIRA DE FARIAS
  • SORÇÃO E DESSORÇÃO DE DIURON EM SOLOS DE CERRADO SOB APLICAÇÃO DE BIOCHAR.

  • Orientador : FABIANO ANDRE PETTER
  • Data: 09/06/2015
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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar a sorção e dessorção do diuron em Latossolo Vermelho-Amarelo (Experimento I) e Plintossolo Háplico (Experimento II), com diferentes concentrações de biochar em longo prazo de aplicação. Ambos experimentos foram conduzido a campo em Nova Xavantina-MT, no qual, foram instalados em delineamento de blocos casualizados, composto pela combinação de níveis de adubação de base (NPK) e doses de biochar, ambos com quatro repetições. O experimento I, instalado em 2006, teve a aplicação de 0 e 400 kg ha-1 da fórmula 00-20-20 de adubo NPK, e três doses de biochar (0, 8 e 16 Mg ha-1). Já no experimento II, instalado em 2008, aplicou-se 0 e 300 kg ha-1, de fertilizante NPK da fórmula 05-25-15 e três doses de biochar (0, 16 e 32 Mg ha-1). Os ensaios de sorção e dessorção foram conduzidos no Laboratório de Química da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Sinop- MT. Na avaliação da sorção e dessorção utilizou-se o método Batch Equilibrium, que consistiu na utilização de 10,0 ml da solução em CaCl2 0,01 mol L-1. Essas soluções foram adicionadas a amostras de 2g de solo, permanecendo sob agitação orbital ate atingir o tempo de equilíbrio (12 horas). Após centrifugação e filtração, a concentração do diuron no sobrenadante foi determinada por cromatografia liquida de alta eficiência (CLAE), com detector UV A 245 nm. A dessorção foi avaliada utilizando as amostras contidas nos tubos, após os ensaios de sorção, que inicialmente continham 8 mg L-1 de herbicida.  A isoterma de Freundlich ajustou-se adequadamente para descrever a sorção do diuron nos dois solos estudados. A sorção do diuron foi diretamente relacionada aos teores de carbono orgânico, humina (HUM) e acido húmico (AH). Visto que os tratamentos que possuíam maior teor de biochar foi também os que apresentaram maiores coeficientes de sorção (Kf) e menor taxa de dessorção em ambos os solos. Portanto o processo de dessorção do diuron foi inverso ao da sorção. Esse efeito pode ser atribuído às características do biochar em tornar mais reativas as frações AH e HUM presentes na matéria orgânica do solo.

  • FRANCISCA GISLENE ALBANO
  • Aproveitamento de materiais regionais para produção de mudas de mamoeiro e maracujazeiro sob adubação foliar

  • Orientador : ITALO HERBERT LUCENA CAVALCANTE
  • Data: 09/04/2015
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  • O sucesso da atividade agrícola depende de vários fatores, dentre eles o uso de mudas de alta qualidade e para isso é imprescindível garantir a utilização de bons substratos, os quais devem permitir a formação de mudas com qualidade fitotécnicas e nutricionais. Nesse sentido, o presente trabalho teve o objetivo de avaliar a caracterização biométrica e o acúmulo de nutrientes de mudas de mamoeiro em função de diferentes substratos alternativos contendo bagana em comparação ao substrato comercial utilizado na região, bem como a importância da aplicação de adubo via foliar. O experimento foi conduzido de 01 de setembro de 2014 a 01 de novembro de 2014, na Estação Agrometeorologica do Departamento de Engenharia Agrícola do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará, no município de Fortaleza, Ce, com coordenada geográfica 03º45'S , 38º33’W e altitude média de 19,6m. O delineamento experimental adotado foi inteiramente casualizado, com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial 5x2, referentes a cinco materiais utilizados como substratos e presença ou ausência de adubação foliar. Os materiais usados como substratos foram: 1) Húmus de minhoca; 2) resíduo de carnaúba (Copernicia prunifera) + casca de arroz (Oriza sativa) in natura (RCCA); 3) resíduo de carnaúba semi-decomposto; 4) resíduo de carnaúba em pó (RCP); e 5) mistura de resíduo de carnaúba (Copernicia prunifera) + casca de arroz (Oriza sativa) in natura (RCCA) + resíduo de carnaúba semi-decomposto + resíduo de carnaúba em pó (RCP) 1:1:1. Foram utilizadas cinco repetições com cinco mudas por parcela, totalizando 250 mudas. O substrato composto por resíduo de carnaúba em pó influenciou positivamente a produção de mudas de mamoeiro. A aplicação do adubo via foliar proporcionou incremento para variável volume radicular e proporcionou aumento do teor foliar para o nutriente enxofre das mudas de mamoeiro.

  • ELIANE CARNEIRO BUENO DOS SANTOS
  • Caracterização bioquímica e comportamental de Helicoverpa armigera (Hubner) (Lepidoptera: Noctuidae) exposta a  diferentes inseticidas


  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 18/03/2015
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  • RESUMO: A lagarta Helicoverpa armigera (Hubner) (Lepidoptera:Noctuidae) considerada uma das principais pragas polífaga de muitas culturas. O sucesso desta praga pode ser relacionado a diversidade de hospedeiro, capacidade de sobrevivência em ambientes e condições adversas, alta mobilidade e fecundidade, principalmente pela capacidade de desenvolver resistência aos inseticidas. A resistência metabólica é freqüentemente consequência do excesso de enzimas de destoxificação, que são capazes de metabolizar os inseticidas. O presente trabalho objetivou estudar  a atividade das enzimas acetilcolinesterase, alfa e  beta-esterase em H. armigera expostas a CL50 de diferentes inseticidas. A toxicidade dos inseticidas com a determinação das concentrações de mortalidadee a resistência comportamental de H. armigera expostas a CL50, CL95 e  a dose de campo de inseticidas, além dos efeitos subletais de inseticidas sobre o desenvolvimento larval e reprodução de H. armigera. As atividade AChE, alfa e beta-esterase  variaram entre os inseticidas testados e também houve variação para o tempo de exposição das lagartas. O tratamento com B. thuringiensis teve aumento das atividades acetilcolinesterase, alfa-esterase e beta- esterase, apresentando potencial risco de resistência metabólica, pois sofre ação das principais enzimas ligadas a destoxificação. Clorpirifos aumentou as atividades acetilcolinesterase e alfa-esterase, lambdacialotrina e clorantraniliprole aumentaram as atividades alfa e beta-esterase. Spinosad e indoxacarb tiveram aumento apenas da atividade alfa-esterase, apresentando-se como opções no manejo de H. armigera com menor tendência em obter resistência metabólica. O comportamento de caminhamento em área tratada é variável entre os tratamentos, verificado através da distancia caminhada, velocidade do caminhamento, tempo sem caminhar e proporção de permanência na área tratada.  As características comportamentais observadas estão diretamente ligada ao modo de ação do inseticida e a pressão de seleção pode resultar em maior tolerância a ação destes produtos. O bioensaio de toxicidade demonstrou diferença entre os tratamentos testados quanto a mortalidade de H. armigera.  Dentre os tratamentos, spinosad foi o produto que apresentou maior toxicidade, causando uma mortalidade 95% (CL95) dos indivíduos na concentração de 0,05 L/ha-1, quando comparado com clorantraniliprole e Bacillus thuringiensis, que necessitaram de concentrações maiores 0,36 e 1,5L/ha-1 respectivamente, para causar 95% de mortalidade.

  • TARCIANA SILVA DOS SANTOS
  • REAÇÃO DE GRAMINEAS NO MANEJO A Meloidogyne incognita, M. Javanica E Pratylenchus brachyurus 

  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 27/02/2015
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  • Cultivares resistentes aos nematoides em sistema de rotação de culturas se apresentam como uma das estratégias mais eficientes na redução da população em níveis aceitáveis. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a reação de 13 materiais vegetais, destes oito gramíneas forrageiras e cinco genótipos de milho comercial a Meloidogyne incognita. Em vasos foram semeados os materiais, que logo após germinação, inoculou-se 5.000 ovos/juvenis de M. incognita, cultivadas durante 50 dias. Logo após, toda parte aérea foi eliminada, permanecendo apenas o sistema radicular no solo. Mudas de pimentão cv. Ikeda foram transplantadas como indicadoras para cada vaso. Aos 50 dias de cultivo, foram avaliadas as características agronômicas e de parasitismos nas raízes. Todos os materiais influenciaram positivamente no desenvolvimento vegetativo da cultura em relação a testemunha. O genótipo Dow 2B710 e as gramíneas: Andropogon gayanus, Brachiaria brizantha e Panicum maximum, reduziram o número de galhas. Para ovos nas raízes, a redução ocorreu com 2B604 e as Bachiaria brizantha, Andropogon gayanus, Brachiaria brizantha, Panicum maximum, Panicum maximum (cv. Tanzania) e Panicum maximum (cv. Massai). Com exceção do 2B688 e Panicum maximum (cv. Aruna), as demais reduziram juvenil nas raízes. Assim como na testemunha, Andropogon gayanus (cv. Planaltina), Panicum maximum (cv. Tobiatã), Panicum maximum (cv. Tanzania) e Panicum maximum (cv. Massai), não tiveram eficiência aos nematoides presentes no solo. 

  • ANANDA ROSA BESERRA SANTOS
  • Agentes microbianos no manejo de Pratylenchus brachyurus, Meloidogyne incognita e M. javanica na cultura da soja

  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 25/02/2015
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes espécies de fungos no manejo a P. brachyurus, Meloidogyne incognita e M. javanica na cultura da soja. Foram empregados os fungos (Beauveria bassiana IBCB 66 (1x109 UFC/g), Trichoderma harzianum IBLF006 (1x1010 UFC/g), Metarhizium anisopliae IBCB 425 (8x109 UFC/g) e Paecilomyces lilacinus Pae 10 (7,5x109 UFC/g), sob diferentes aplicações em vasos com soja cv Soy Tech 820 RR, com nível de inoculo inicial de 5000 espécime/planta. Após 60 dias da aplicação dos tratamentos, foram realizadas avaliações nematológicas e de características voltadas ao desenvolvimento da cultura da soja. Os agentes biológicos influenciaram positivamente em quase todas as características vegetativas das plantas, promovido pela redução acentuada do número de juvenis na raiz, no solo e principalmente pela diminuição no número de ovos das raízes. As formas de aplicação não influenciaram diretamente a ação dos agentes biológico.

  • JORDÂNIA MEDEIROS SOARES
  • CRESCIMENTO E ESTADO NUTRICIONAL DO FIGO DE POMBO (Macroptilium lathyroides) EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO COM MACRONUTRIENTES EM LATOSSOLO AMARELO DO SUL DO PIAUÍ

  • Orientador : JULIO CESAR AZEVEDO NOBREGA
  • Data: 24/02/2015
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  • O figo de pombo (Macroptilium lathyroides) da família fabacea é uma espécie com potencial forrageiro para alimentação animal na região semiárida do Nordeste. Devido a falta de informação para cultura no que diz respeito ao efeito da adubação com macronutrientes sobre as características morfológicas e estado nutricional e produtivo da espécie foi conduzido este estudo em Latossolo Amarelo do sul do Piauí. O estudo foi realizado em casa de vegetação da Universidade Federal do Piauí, Campus Bom Jesus, na cidade de Bom Jesus – PI. O arranjo dos tratamentos foi obtido pela matriz Baconiana e consistiram das combinações de três doses de cada macronutriente e dois tratamentos adicionais, um como dose de referência e outro sem adição de nutrientes. Em três seqüências de cortes foram feitas avaliações das seguintes variáveis: índice de clorofila, altura de plantas, número de folhas e números de galhos, diâmetro de caule, índice de área foliar, massa fresca e seca de folhas e caule, volume de raiz, massa seca das raízes, número e massa seca dos nódulos. Os resultados obtidos demonstraram que o figo de pombo responde à adição de macronutrientes, proporcionando melhores índices produtivos e estado nutricional para o adequado crescimento e aumento da produção de biomassa, nos intervalos de cortes.

2014
Descrição
  • JODEAN ALVES DA SILVA
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    ATENUAÇÃO DA RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA (RFA) NO DOSSEL DE PLANTAS DE SOJA EM DIFERENTES DENSIDADES DE CULTIVO NO CERRADO PIAUIENSE


  • Orientador : FABIANO ANDRE PETTER
  • Data: 11/08/2014
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    O aproveitamento da RFA pelas plantas é altamente influenciado pela disposição foliar, em que a quantidade de luz num determinado nível reduz exponencialmente com o aumento do índice de área foliar governado pelo coeficiente de extinção, podendo ser alterado pela densidade de plantio, influenciando a distribuição da RFA no dossel. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atenuação da RFA, eficiência de interceptação da RFA, índices de crescimento, componentes de produção e produtividade da soja cultivada em diferentes adensamentos (dossel) no Cerrado piauiense. Adotou-se o delineamento experimental em blocos casualizados com os tratamentos distribuídos em arranjo fatorial (3 x 5) referente os cultivares de soja (P98Y12 RR, TMG 132 RR e M-Soy 9056 RR) e densidades de plantio (20, 30, 40, 50 e 60 plantas m-2) com quatro repetições. Avaliaram-se as variáveis: altura, massa seca da parte aérea, Área foliar superior e baixeiro, Índice de área foliar superior e baixeiro, radiação fotossinteticamente ativa (RFA) da parte superior e baixeiro, intercepção da RFA (%), taxa de crescimento da cultura e taxa de crescimento relativo, taxa de assimilação líquida, eficiência de uso da radiação, coeficiente de extinção luminosa, número de vagens por planta e número de grãos por vagem, índice de colheita de grãos, peso de 1000 grãos e produtividade (kg ha-1). Os cultivares de soja tiveram seus caracteres fenológicos e morfológicos alterados de maneira diferenciada em função do aumento da densidade de plantio. As plantas de soja não manifestam efeito compensatório nos componentes de produção e rendimento de grãos a partir de 40 plantas m-2. O cultivar TMG 132 RR obteve o maior rendimento potencial com 2536.22 kg ha-1 com 20 plantas m-2. Densidades elevadas oneram os custos totais de produção, tornando o sistema muitas vezes ineficiente.


  • REZANIO MARTINS CARVALHO
  • "Reação de cultivares de soja a Pratylenchus brachyurus, Meloidogyne incognita e M. javanica"

  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 18/07/2014
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  • A soja se tornou uma das principais culturas explorada no mundo. No Brasil, se tornou nos últimos anos, o principal produto agrícola para exportações. Diversos fatores bióticos e abióticos interferem no cultivo, a destacar os problemas fitossanitários pela ação dos fitonematoides de galhas nas raízes (Meloidogyne javanica e M. incognita) e das lesões (Pratylenchus brachyurus). Diante da ação agressiva desses gêneros, aliando a inexistência de informações dos cultivares explorados nas áreas de plantio no Sul do Piauí, objetivou-se avaliar a reação de diferentes cultivares (FTS TRIUFO RR, COODETEC CD 215 RR,TMG 1288 RR, TMG 1182 RR, P98Y12 RR, P98Y70 RR, SAMBAIBA FTS BALSAS RR, 99R03, ST 820 RR, P98Y51 RR, ST815 RR, P98Y30 RR, TMG133 RR, M7908 RR, FTS CAMPO NOVO RR, GB 874 RR, TMG 1188 RR, TMG 1187RR, M 9144 RR, NIDERA 7100 RR, M-SOY 9350 RR, 8766 RR, TMG 132 RR, M 9056 RR, COODETEC CD 202 RR,  COODETEC CD 250 RR, AN 89109, FTS 4188, FT 106, AN 93101, BRS SAMBAIBA, MILIONARIA, DM 4898, NIDERA NS 4823 e AN 83022) de soja ao ataque de nematoides causadores de galhas e lesões radiculares. Esse estudo constitui de três experimentos em casa de vegetação do Campus Profa Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí-PI, no período compreendido de dezembro de 2012 a julho de 2013. Os cultivares foram inoculados no primeiro experimento com suspensão (2.000 espécimes de P. brachyurus) e para os demais ensaios (2.500 ovos de juvenis de M. javanica e M. incognita) respectivamente, com as avaliações realizadas após 60 dias da inoculação. As características avaliadas no primeiro experimento constituíram: estimativa de juvenis na raiz e no solo, nematoides por grama de raiz e fator de reprodução. Para os demais experimentos foram avaliados além desses o número de galhas por raiz e massa de ovos. Para os três experimentos foram analisados ainda as seguintes características agronômicas: altura de planta, diâmetro de caule, fitomassa fresca de parte aérea, fitomassa fresca de raiz, volume radicular. No primeiro experimento todas os cultivares foram parasitados pelo nematoide porém, 33 desses reduziram acentuadamente a densidade populacional em diferentes graus de parasitismo. Em contrapartida, os cultivares FTS Triunfo RR e FT 106 se mostraram altamente susceptíveis com FR superior a 1. Nos demais experimentos os cultivares apresentaram fator de reprodução (FR) variando entre 0,04 a 0,17 e 0,02 a 0,67 para M. incognita e M. javanica, respectivamente demonstrando resistência. Mesmo com todos os cultivares influenciando na redução da densidade populacional das espécies de nematoides, os parâmetros agronômicos foram afetados diretamente.

  • RAFAELA RIBEIRO DE SOUZA
  • CRESCIMENTO E PRODUÇÃO DE HELICÔNIAS EM DIFERENTES AMBIENTES DE SOMBREAMENTO

  • Orientador : MARKILLA ZUNETE BECKMANN CAVALCANTE
  • Data: 21/03/2014
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    A luz tem sido relatada como um dos fatores que mais influenciam no crescimento,  desenvolvimento e produtividade das culturas. A utilização do sombreamento artificial tem sido utilizada com o objetivo de minimizar os efeitos negativos do excesso de radiação luminosa. No entanto, não há certeza quanto à tolerância das espécies de Heliconia psittacorum cv. Golden Torch e Heliconia bihai cv. Humilis ao sombreamento. Nesta pesquisa foram estudados os efeitos de diferentes ambientes com sombreamento [0% (pleno sol), 35%, 50% e sobreposição de 35% + 50%] sobre os seus aspectos fisiológicos referentes ao conteúdo de clorofilas, a caracterização do crescimento, florescimento e produtividade, visando estabelecer o sombreamento mais adequado para o seu cultivo, possibilitando ainda um melhor manejo do ambiente de produção. O experimento foi conduzido na Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Professora Cinobelina Elvas, Bom Jesus-PI, no período compreendido entre os meses de agosto de 2012 a julho de 2013. No primeiro experimento, os resultados mostraram diferença significativa para o sombreamento em todas as variáveis. Ambientes sombreados incrementaram significativamente a área foliar. Ao analisar a produção de pigmentos fotossintéticos verificou-se que o sombreamento proporcionou um incremento no conteúdo de clorofilas a, b e total. As plantas de H. bihai cv. Humilis apresentaram maior área foliar comparada com a H. psittacorum cv. Golden Torch no tratamento correspondente à sobreposição de telas, indicando que as duas espécies possuem diferentes mecanismos morfológicos de adaptação ao estresse provocado pelo ambiente sombreado. As plantas submetidas ao pleno sol (0% de sombra) apresentaram diminuição no crescimento e no conteúdo de clorofilas. No segundo experimento, com relação ao florescimento e produtividade para as plantas de H. psittacorum cv. Golden Torch, o número de dias para emissão da inflorescência e o ciclo das plantas foram reduzidos pelo sombreamento, onde o tratamento com 50% de sombra favoreceu a obtenção de plantas mais precoces. As plantas cultivadas em pleno sol (0% de sombreamento) apresentaram inflorescências de baixa qualidade, apresentando queimaduras nas pontas das brácteas. Os tratamentos com maiores porcentagens de sombreamento (50% e sobreposição de telas de 35%+50%) obtiveram maior produção de inflorescências. As observações sugerem que o sombreamento é necessário para o crescimento e estabelecimento de helicônias cultivadas em vaso. Enfim, para obtenção de alta produtividade da cv. Golden Torch, nas atividades agrícolas, recomenda-se a utilização de 50% ou sobreposição de telas de 35%+50%.


  • KAREN OLIVEIRA DE MENEZES
  • Coccidoxenoides perminutus (Hymenoptera: Encyrtidae) como agente de controle biológico de Planococcus citri (Hemiptera: Pseudococcidae) em videira

  • Data: 26/02/2014
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    A cochonilha-farinhenta Planococcus citri (Hemiptera: Pseudococcidae) é uma praga de importância econômica, devido os danos diretos e indiretos causados por esse inseto. No Submédio do Vale São Francisco, essas cochonilhas vêm sendo motivo de preocupação para os produtores de uvas finas de mesa. Atualmente, foi observada nos parreirais a presença de Coccidoxenoides perminutus parasitando P. citri, tornando-se uma opção para o controle biológico dessa praga. Diante do exposto, se fez necessário à realização de estudos relacionados com o potencial do C. perminutus parasitando P. citri, para o entendimento da dinâmica desse inseto. Assim, neste trabalho foi avaliado o parasitismo de C. perminutus sobre diferentes estágios de desenvolvimento da cochonilha-farinhenta. Além disso, foi determinado o tipo de curva de resposta funcional de C. perminutus em ninfas de P. citri e a taxa de emergência do parasitoideObservou-se que C. perminutus parasita cochonilhas em todos os estágios de desenvolvimento, exceto ovos. A maior taxa de parasitismo e de emergência ocorreu em ninfas de 2º instar. O tipo de curva de resposta encontrado para C. perminutus exposto às densidades 2, 4, 8, 14, 28, 40 e 50 ninfas de P. citri, caracteriza-se como tipo III, sendo o tempo de manipulação igual a 0,9824h e taxa de ataque igual a 0,00718h-1. Contudo, conclui-se que as informações contidas neste trabalho contribuem para o conhecimento sobre o potencial de C. perminutus como agente de controle de P. citri.


  • RITA DE CÁSSIA NUNES MARINHO
  •  INTERAÇÃO ENTRE CULTIVARES DE FEIJÃO-CAUPI E INOCULANTES CONTENDO BACTÉRIAS DIAZOTÓFICAS SIMBIÓTICAS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO


  • Orientador : RAFAELA SIMAO ABRAHAO NOBREGA
  • Data: 26/02/2014
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  • A inoculação de bactérias diazotróficas em feijão-caupi é considerada um recurso tecnológico sustentável, não só para o Semiárido, mas para todos os ecossistemas brasileiros, e a capacidades das bactérias realizarem simbiose eficazmente com variedades comerciais é fundamental para o sucesso dessa tecnologia. Neste contexto, os objetivos do presente trabalho foram: avaliar a contribuição da inoculação com estirpes de rizóbios no desenvolvimento e rendimento de grãos de quatro novas cultivares de feijão-caupi para o Semiárido e avaliar a eficiência de estirpes de rizóbios isoladas no semiárido brasileiro em fixar nitrogênio em simbiose com feijão-caupi. Para execução do primeiro objetivo, foram conduzidos dois experimentos em campo para avaliação da interação de novos genótipos de feijão-caupi com as estirpes diazotróficas, autorizadas para a produção de inoculante.. Os tratamentos de inoculação nos dois cultivos mostraram um incremento na nodulação, no acúmulo de nitrogênio da parte aérea e na proteína dos grãos. As novas variedades foram responsivas à inoculação com as estirpes de rizóbio. Para avaliar a eficiências de novos isolados foram conduzidos um experimento de casa de vegetação e outro em condições de campo. os delineamentos utilizados foram, respectivamente, o inteiramente casualizados e em bloco ao acaso com quatro repetições. O gene 16S rRNA dos isolados foi amplificado e as sequências obtidas foram compradas no banco de germoplasma. No experimento realizado em casa de vegetação os tratamentos de inoculação com os novos isolados influenciaram em todas as características avaliadas, de forma significativa. Para a eficiência nodular, observou-se diferença entre os tratamentos de inoculação, sendo que as estirpes recomendadas BR 3267 e BR 3262 apresentaram menor eficiência quando comprado com as isolados 240 e 282. No experimento realizado em campo os isolados 240 e 282 se destacaram por apresentar médias significativamente superiores ou iguais ao tratamento nitrogenado e aos tratamentos com as estirpes BR 3267 e BR 3301, em todas as variáveis analisadas. Com destaque para a produção de grãos, que quando inoculado com o isolado 240, a variedade BRS Pujante proporcionou rendimento de grãos de 30%, e na BRS 17 Gurguéia, quando inoculado com o 282 obteve aumento de 27%, ambos comparado com a testemunha absoluta. Os isolados em teste apresentaram capacidade de fixar N suficiente para promover o desenvolvimento das plantas de feijão-caupi podendo ser utilizados em teste posteriores em outros solos do semiárido.

     

  • MAYRA LAYRA DOS SANTOS ALMEIDA
  •  “PRODUTOS NATURAIS COMO AGENTE ALTERNATIVO NO MANEJO DE Heterotermes sulcatus (MATHEWS, 1977) ISOPTERA: RHINOTERMITIDAE”

  • Data: 21/02/2014
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  • Os cupins são insetos sociais comumente conhecidos pelos danos que provocam tanto no setor agrícola como em áreas urbanas. Eles são responsáveis por perdas significativos em diversas culturas como: cana-de-açucar (Saccharum officinarum L), arroz (Oryza sp), milho (Zea mays L.), soja (Glycine max L.) e eucalipto (Eucalyptus globulus Labill). Entre os cupins considerados praga encontra-se os do gênero Heterotermes, sendo no Brasil encontradas cinco espécies, as quais todas são consideradas pragas agrícolas e/ou urbanas. Na região nordeste, H. sulcatus ,Mathews, 1977 (Isoptera, Rhinotermitidae)  foi recentemente encontrado infestando troncos de cajueiros (Anacardium occidentale Linn), o que provavelmente contribuiu com a queda de produção na região sul do Piauí.  A principal estratégia utilizada no controle de cupins é o tratamento do solo com inseticidas químicos que embora eficientes, geram danos ao meio ambiente e a saúde do homem. Como alternativa, pesquisas vêm sendo realizadas com o intuito de encontrar substâncias bioativas presentes nos metabólitos secundários das plantas para serem utilizadas em iscas de controle. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial termiticida de Croton urucurana Baill e monoterpenos presentes em óleos essenciais de diferentes plantas sobre H. sulcatus. O experimento foi desenvolvido no Laboratório de Zoologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Profa. Cinobelina Elvas (CPCE). Os bioensaios foram realizados em placas de Petri, com 100 operários forrageiros e observados por 15 dias. Foi avaliada a eficiência de diversas concentrações do extrato bruto e fracionado C.urucurana assim como, dos óleos essenciais (monoterpenos) extraídos de Schinus terebinthifolius Raddi. (Anacardiaceae), P Pittosporum undulatum , L. sidoides  , Origanum vulgare L., (Lamiaceae), Mentha piperita L., e Croton cajuçara Benth. (Euphorbiaceae). Os dados foram analisados pelo teste de Log-rank (Graph-Pad Prism 4) e Probit por intermédio do procedimento PROC PROBIT do programa Systen of Statistical Analyses (SAS), para estimar a concentração letal-CL e tempo letal -TL. Como resultado foi obtido que o extrato bruto de C. urucurana Baillon.(Euphorbiaceae) e as fração etanol-água causaram 100% de mortalidade com 4 e 7 dias na concentração de 5000 ppm. A fração etanol-água obteve os menores valores de CL50 e CL95. Esta mesma concentração apresentou a menor estimativa de TL 50 e TL95. Já os monoterpenos limoneno e carvacrol apresentaram os menores valores de TL50 (TL50=4,6 e 3,5) e foram considerados os mais tóxicos para H. sulcatus. Mentol, timol e β pineno, mostraram efeito lento com 100% de mortalidade dos cupins no final do experimento (15 dias). A partir dos resultados é possível constatar que algumas substâncias bioativas presente no extrato de C. urucurana e nos monoterpenos dos óleos essenciais possuem grande potencial para o desenvolvimento de métodos alternativos para o controle de H. sulcatus.

  • KELLEN MAGGIONI
  • COMPORTAMENTO DE Spodoptera frugiperda (J. E. SMITH, 1797) (LEPIDOPTERA: NOCTUIDAE) ALIMENTADA COM MILHO TRANSGÊNICO

  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 10/02/2014
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  • A lagarta-do-cartucho do milho é uma das principais pragas da cultura, vem apresentando resistência às plantas transgênicas com as toxinas Bt. O objetivo foi avaliar os parâmetros nutricionais de Spodoptera frugiperda frente as toxinas Cry1F, Cry1A105-Cry2Ab2 e Vip3A20 durante seleção para resistência, em condições de laboratório. A população inicial de insetos foi coletada em áreas com plantio comercial de milho transgênico na Região do Alto Médio Gurguéia na safra de 2012/13. As lagartas ficaram em dieta artificial até o terceiro instar, após esse período foram subtidas aos tratamentos com as folhas de milho. Uma das linhagens foi mantida na ausência de pressão de seleção (controle), sendo alimentada apenas com folhas de milho convencional (CONV), outra linhagem foi submetida à pressão de seleção com folhas de milho de diferentes variedades transgênicas contendo as proteínas Cry1F (BT1), Cry1A105/Cry2Ab (BT2) e Vip (VIP1, VIP2 e VIP3) durante 4 dias na fase larval, a cada geração, por cinco gerações. Os insetos sobreviventes após esse período voltavam para a dieta artificial até completarem o ciclo, e estes eram separados de acordo com as toxinas que foram submetidos. Para determinação dos índices de nutrição quantitativa da fase larval, adotou-se a metodologia proposta por Waldbauer (1968) e modificada por Scriber e Slansky Jr. (1981). Nos resultados observou-se que a mortalidade dos insetos foi diminuindo com o passar das gerações, indicando o aumento da resistência na população. Em relação aos índices nutricionais observou-se uma evolução com o passar das gerações, principalmente na eficiência de conversão do alimento digerido e assimilado, índices estes que poderiam ser considerados importantes como parâmetro na classificação de nível de resistência de diferentes variedades por ser mais fácil de se medir.

2013
Descrição
  • ANDREA CRISTIANE BAPTISTEL
  • PRODUÇÃO DE MUDAS DA ESPÉCIE FLORESTAL NATIVA DA CHAPADA DAS MANGABEIRAS Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan COM USO DE CALAGEM, ADUBAÇÃO FOSFATADA E APLICAÇÃO DE ISOFLAVONÓIDE

  • Orientador : JULIO CESAR AZEVEDO NOBREGA
  • Data: 07/11/2013
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  • A Mesorregião da Chapada das Mangabeiras, localizada entre os estados do Piauí, Maranhão e Tocantins é constituída por uma grande biodiversidade, resultado do ecotóno Cerrado/Caatinga de grande importância sociocultural local.  Dentre as espécies que compõem a vegetação da região pode ser encontrada a espécie Anadenanthera macrocarpa (Benth) Brenan, o Angico Preto, pertencente à família Fabaceae utilizada pela população rural local para fins medicinal e madeireira. O solo encontrado sob a vegetação da região possui como características pH baixo e pouca disponibilidade nutricional principalmente do fósforo. Esses fatores influenciam diretamente na variedade botânica local por estar correlacionada com as adaptações adquiridas pela flora.  Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar o uso da calagem, adubação fosfatada e aplicação do isoflavonóide na produção de mudas das espécies Anadenanthera macrocarpa (Benth) Brenan .O experimento foi realizado no período de dezembro de 2012 a março de 2013, em viveiros com sombrite a 50%, no Campus Universitário Professora Cinobelina Elvas na Universidade Federal do Piauí (UFPI-CPCE), localizado na cidade de Bom Jesus – PI. O substrato utilizado foi o Latossolo Amarelo distrófico, coletado a uma profundidade de 90 a 120 cm de profundidade e submetido aos tratamentos realizados com duas doses de calcário dolomítico PRNT 91% (0 e 3,22 g), cinco doses de adubo fosfatado misto  (super simples + super triplo) 0, 200, 400, 600 e 800 mg dm-3 e duas doses de isoflavónoide (0 e 1,0 g). O delineamento utilizado foi o inteiramente casualisado (DIC) cujo esquema fatorial foi 2x5x2 totalizando 20 tratamentos e 10 repetições. Avaliou-se as variáveis morfológicas da parte aérea e radicular, nutricional (P, N, K Mg+2 e Ca+2) e também a colonização com fungos micorrizicos arbusculares (FMAs). Devido à diferença na especificidade nutricional a espécie Anadenanthera macrocarpa (Benth) Brenan, apresentou preferência por solo com ausência de calcário (C), ou seja, solos ácidos, presença de isoflavónoide (I) nas doses de 400 a 600 mg dm-3 de P. Foi constatado através da aplicação do isoflavonóide  que a espécie é micotrófica e nodolífera espontânea, sugerindo assim, associação tripartite. Os resultados obtidos neste estudo apontam que a espécie florestal nativa está apta para ser usada em projetos que envolvam a recuperação de áreas degradadas e de reflorestamento.

  • MARINETE MARTINS DE SOUSA MONTEIRO
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    PLANTAS DE COBERTURA NA CICLAGEM DE NUTRIENTES E PRODUÇÃO DE FITOMASSA EM SISTEMAS DE ROTAÇÃO DE CULTURAS COM SOJA, MILHO E ARROZ NO SUL DO PIAUÍ


  • Orientador : LEANDRO PEREIRA PACHECO
  • Data: 23/09/2013
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    O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de plantas de cobertura, semeadas em diferentes sistemas de cultivo, quanto à produção de fitomassa e acúmulo de nutrientes, no Cerrado piauiense. O experimento foi instalado no ano agrícola 2010/2011 na Serra do Quilombo, município de Bom Jesus (Piauí). O arranjo utilizado foi em parcelas subdivididas, com os sistemas de manejo do solo: preparo convencional e plantio direto avaliados nas parcelas, e nas subparcelas, os sistemas de produção: S1- Soja no verão em monocultura; S2 - Soja no verão e Penissetum glaucum na safrinha; S3P. glaucum pré-soja de verão e sobressemeadura de Urochloa ruziziensis na soja no estádio R5.4; S4 - Soja de verão e sobressemeadura de P. glaucum na soja no estádio R5.4; S5 - Milho verão + U. ruziziensis simultâneo. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. Os sistemas com a sobressemeadura do P. glaucum e U. ruziziensis na soja e o consórcio de milho + U. ruziziensis destacaram-se na produção de fitomassa seca, cobertura do solo e acúmulo de nutrientes durante a entressafra no Cerrado piauiense. Os nutrientes com maior taxa de acúmulo pelas plantas de cobertura foram o nitrogênio e o potássio.


  • ELIDA BARROS TORRES
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    Comportamento de Callosobruchus maculatus (Fabr., 1775) em grãos de feijão-caupi oriundos de plantas cultivadas com Bacterias Diazotróficas

     

  • Orientador : RAFAELA SIMAO ABRAHAO NOBREGA
  • Data: 16/08/2013
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    O caruncho Callosobruchus maculatus (Fabr.) é considerado a principal praga durante o armazenamento de grãos de feijão-caupi, Vigna unguiculata (L.) Walp. Em vista, da necessidade de desenvolvimento de estratégias de controle mais eficientes e menos agressivas ao meio ambiente, diferentes fontes de nitrogênio em leguminosas como adubação mineral, ou a inoculação com bactérias diazotróficas simbióticas podem resultar em grãos com distintas concentrações de metabólitos nitrogenados; podendo estes atuar nos mecanismos de defesa dos grãos às pragas, durante o armazenamento. Assim, avaliou-se os índices nutricionais, a atividade de enzimas do metabolismo energético dos insetos e o crescimento populacional de C. maculatus quando alimento com grãos de quatro cultivares de feijão-caupi adubadas com diferentes fontes de nitrogênio. Além disso, determinou-se o teor de amido dos grãos. Verificou que a interação entre cultivares de feijão-caupi e fontes de nitrogênio afeta os índices nutricionais de C. maculatus. A interação do tratamento BRS Tapaihum inoculado com a estirpe UFLA 03-84 proporcionaram maior taxa de crescimento relativo, maior taxa de consumo relativo e maior atividade enzimática para C.maculatus. As maiores médias da atividade enzimática de amilase do homogenato dos insetos foram observadas nos cultivares BRS Tapaihum e BRS Acauã. C. maculatus quando alimentados com grãos de feijão-caupi ricos em amido apresenta baixa eficiência de conversão do alimento ingerido. Os cultivares BRS Tapaihum e BRS Acauã foram caracterizados como portadores de resistência do tipo antixenose para o crescimento populacional de C.maculatus. O cultivar BRS Acauã quando inoculado com a bactérias diazotróficas BR 3299 proporciona maior mortalidade a C. maculatus. O cultivar BRS Tapaihum quando inoculado com as bactérias diazotróficas BR3267, BR 3262 e BR 3299 e também a adubação nitrogenada proporciona maior mortalidade a C. maculatus.


  • REJANE TEIXEIRA DO NASCIMENTO
  • Seleção massal e resistência à Sitophylus zeamais  em variedades de milho criolo no sul do Piauí

  • Orientador : BRUNO ETTORE PAVAN
  • Data: 11/07/2013
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  • Muitas variedades de milho são cultivadas por comunidades indígenas e pequenos agricultores há décadas, sendo denominadas de milho crioulo ou landraces. De maneira geral, essas populações são menos produtivas que os cultivares modernos, embora apresentem uma complexa estrutura genética. A variabilidade genética é o fator primordial para o sucesso de um programa de melhoramento, sendo que em milho, grande parte dos esforços estão concentrados nos caracteres quantitativos. O Sitophilus zeamais (Motschulsky) ou gorgulho-do-milho, é considerado uma das pragas mais importantes de grãos armazenados de regiões tropicais. Assim sendo, o uso de variedades resistentes pode ser uma alternativa de controle dessa praga. Este trabalho teve como objetivo realizar a seleção massal de duas variedades de milho crioulo tropical no sul do Piauí, sendo uma com duas procedências, disponibilizando-se populações melhoradas para que possam ser utilizadas em programas de melhoramento, bem como avaliar a qualidade e resistência dos grãos dessas variedades, com relação ao ataque de Sitophylus zeamais. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Federal do Piauí, Campus Prof. Cinobelina Elvas, junto ao Colégio Técnico Agrícola, na cidade de Bom Jesus-PI, localizada na latitude 9º04’26” sul e longitude 44º21’32” oeste, a uma altitude de 277 metros. Utilizou-se o método de seleção massal dentro de populações onde foram aplicados dois ciclos de seleção, no período 2011/2013, sendo as populações trabalhadas oriundas de duas variedades de milho crioulo: milho roxo peruano e milho palha roxa (procedência Espírito Santo e procedência São Paulo). As características avaliadas foram: altura da planta (AP), altura da espiga (AE), massa da espiga (ME) e produção (PR). Os bioensaios com insetos (preferência, índice nutricional e crescimento populacional) e análise nutricional dos grãos foram realizados no laboratório de Zoologia e Nutrição Animal da referida universidade. Os indivíduos adultos de S. zeamais utilizados foram obtidos a partir da população estoque do laboratório. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 4 repetições. Os dados de cada variável-reposta foram submetidos à análise de variância, aplicando-se o teste F (p ≤ 0,05) e, quando observada diferença significativa, realizou-se a comparação de médias pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05). As análises estatísticas foram feitas utilizando o programa computacional SAS® versão 9.0 e o procedimento de análise foi o PROC GLM. De acordo com os resultados obtidos verifica-se que a seleção massal para as variedades de milho crioulo foi eficiente pelas altas variabilidades encontradas para os caracteres estudados. Em relação aos dados de nutrição, crescimento populacional, índice nutricional e o teste de preferência alimentar observa-se que há diferenças entre as variedades de milho em relação ao ataque de S. zeamais, sendo que a variedade milho palha roxa procedência São Paulo se destaca como o mais resistente e as demais variedades se mostraram susceptíveis ao ataque do inseto.

  • GABRIEL BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
  • Manejo da adubação nitrogenada no cultivo do mamoeiro formosa cv. caliman 01

  • Orientador : ITALO HERBERT LUCENA CAVALCANTE
  • Data: 31/05/2013
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  • O mamoeiro é uma planta de crescimento rápido e contínuo, com floração e frutificação  concomitantes e ininterruptas, necessitando de adubações constantes em todo o seu ciclo, com destaque para o nitrogênio, elemento requerido em maior quantidade pela cultura. Entretanto, a ureia, uma das fontes de adubos nitrogenados mais comercializadas e utilizadas no Brasil é  susceptível à perdas de N para o ambiente por apresentar rápida solubilidade no solo. Desse
    modo, uma das alternativas para aumentar o aproveitamento do N no solo é o uso de fertilizantes de liberação controlada, com ureia revestida com polímeros, para evitar a rápida transformação do N no solo. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os atributos fitotécnicos, nutritivos, fisiológicos e produtividade do mamoeiro Formosa cv. Caliman 01 em função de diferentes fontes e doses de adubação nitrogenada aplicadas em cobertura na região de Bom Jesus-PI.
    O experimento foi desenvolvido na área experimental de fruticultura do Campus Profa. Cinobelina Elvas (CPCE), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), localizado no município de Bom Jesus Piauí, situado às coordenadas geográficas “09º04’28” de latitude Sul, “44º21’31” de longitude Oeste com altitude média de 277 m, durante o período de 30/11/2011 à 30/11/2012. Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial 2 x 4, correspondentes a: i) duas fontes de nitrogênio (ureia
    protegida e ureia convencional) e ii) quatro doses de nitrogênio (350, 440, 530 e 620 g de N por planta), distribuídos em blocos ao acaso, com quatro repetições e quatro plantas por parcela, totalizando 128 plantas avaliadas. Aos 120 dias após o transplantio avaliou-se: a) os
    teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre na massa seca foliar; b) Radiação fotossinteticamente ativa interceptada (RFAint.); c) eficiência de interceptação da radiação (Ef.RFA) e c) índice de área foliar (IAF). Aos 275 dias após o transplantio foram analisadas: a) altura de planta e b) diâmetro do caule. Determinou-se ainda, por ocasião da colheita, a produtividade (t há-1). O aumento das doses de N na fonte nitrogenada protegida, promove maiores teores de N, K e Ca quando comparada à ureia convencional. A fonte nitrogenada de liberação controlada no solo, promove maior crescimento e produtividade do mamoeiro formosa em relação à ureia convencional.
    Para o cultivo do mamoeiro Formosa é possível recomendar a dose de 498,12 g/planta de N via ureia protegida, ou 510,19 g/planta de ureia convencional aplicadas em cobertura, nas condições da região de Bom Jesus-PI.

  • JOÃO MARCOS DE SOUSA MIRANDA
  • Fertirrigação nitrogenada no cultivo das macieiras Eva e Princesa em Petrolina-PE

  • Orientador : ITALO HERBERT LUCENA CAVALCANTE
  • Data: 29/04/2013
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  • O cultivo da macieira (Malus domestica Borkh.) no Brasil concentra-se na região Sul, pois o clima é o principal limitante para produção de espécies de clima temperado em outras regiões. Mas esse paradigma está mudando, pesquisas realizadas nas áreas irrigadas do semi-árido brasileiro têm demonstrado que existe possibilidade de cultivo da macieira, pereira, caquizeiro e ameixeira, por meio do uso de tratamentos químicos para quebra da dormência das brotações, seleção de cultivares de baixa exigência em frio hibernal e do desenvolvimento de um sistema de manejo para região Nordeste. Nesse sentido, esse experimento pretende avaliar os atributos produtivos, nutricionais e dendométricos de diferentes variedades de macieira irrigada em função da fertirrigação nitrogenada no município de Petrolina – PE. O experimento será conduzido durante os anos de 2011 a 2013 (janeiro), no delineamento experimental em blocos casualizado com os tratamentos dispostos no esquema de faixa com dois fatores 3 x 5 referentes as variedades de macieira (Julieta, Eva e Princesa) e doses de nitrogênio em cobertura (120, 180, 240, 300 e 360 Kg ha-1 de N), com cinco repetições e oito plantas por parcela, sendo avaliadas as 6 (seis) plantas centrais como úteis. As características da planta avaliadas serão: altura da planta, diâmetro da copa, diâmetro do caule, comprimento do ramo do ano, período do transplantio ao início de florescimento e de colheita, duração do tempo de colheita, determinação da composição mineral das folhas, o índice de clorofila foliar, o índice área foliar e a radiação fotossinteticamente ativa. Na época de colheita será determinada a produção por plantas (Kg) e produtividade (t ha-1). Nos frutos será determinada a firmeza da polpa, o teor de sólidos solúveis, a acidez titulável, o teor de vitamina C e o pH da polpa. Os dados serão submetidos à análise de variância para diagnóstico de efeitos significativos entre as variedades de macieira estudadas. Quanto às doses de nitrogênio serão submetidos à análise de regressão simples.

  • JODSON MORAES DOS SANTOS
  • Efeito de fungos entomopatogênicos sobre o cupim praga dos cajueiros Heterotermes sulcatus (Dictyoptera, Isoptera, Rhinotermitidae)”.

    Heterotermes sulcatus (Dictyoptera, Isoptera, Rhinotermitidae)”
  • Data: 21/03/2013
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  • O cajueiro, Anacardium occidentale Linn., planta dicotiledônea pertencente à família das Anacardiaceae é uma espécie tropical nativa do Brasil. O cajueiro ou cajucultura tornou-se uma cultura de grande importância econômica, principalmente, devido a exportação da amêndoa da castanha de caju processada, o que aumenta o montante recebido pela venda. Além disso, os produtos do pedúnculo, ou falso-fruto, agregam valores ao negócio e gera milhares de empregos, nas zonas urbana e rural, sendo o suco concentrado o principal produto desta atividade (NEHMI et al, 2006). A cajucultura no Brasil concentra-se na região nordeste, sendo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí os maiores produtores, com 95% da produção nacional e uma área cultivada de 650 mil hectares (SILVA et al, 2004; ARAÚJO et al, 2008; CAVALCANTI et al, 2008). O Piauí é o segundo maior produtor de caju (SEBRAE-Ce 2005), perdendo apenas para o Ceará em volume de produção. Em 2007, com uma que  chegou próximo a 64 mil toneladas, em uma área de 172,5 mil hectares. Os objetivos deste trabalho é avaliar, a eficiência de fungos entomopatogênicos incorporados em iscas para o controle do cupim subterrâneo Heterotermes sulcatus Mathews (Isoptera, Rhinotermitidae) presente nos cajueiros. serão usadas para testar em campo formulações comerciais de fungos entomopatogênicos para o controle biológico dos cupins praga dos cajueiros. Além disso, por meio de coletas mensais, a biomassa de cupins presente nos cajueiros nas estações seca e chuvosa.  A área será dividida em três partes iguais, e em cada uma será testado um dos três ingredientes ativos descritos a seguir. Essas iscas serão monitoradas e o número de cupins forrageiros coletados será contabilizado assim como o consumo, para verificar a eficiência de cada produto utilizado, durante 3 meses. Posteriormente, as estações de monitoramento continuaram a serem monitoradas com armadilhas de papelão corrugado somente, durante os próximos 2 meses.

  • ZILMAR FERNANDES XAVIER
  • Desempenho de populações de Sithofilus zeamais (Motsch) Coleoptera curculionidae, alimentados com diferentes variedades de milho

  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 21/03/2013
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  • O gorgulho do milho Sithofilus zeamais é uma das principais pragas de grãos armazenados. Isso acontece devido ao elevado potencial biótico, capacidade de penetração na massa de grãos e infestação cruzada, ou seja, se desenvolve tanto no campo como em armazéns, ocasionando danos, sobretudo, nas sementes e grãos de milho, o que diminui o poder germinativo das sementes e a massa seca dos grãos. O uso de pesticidas em grãos deixa resíduos muitas vezes acima do permitido pela legislação vigente. Com a finalidade de reduzir o uso de pesticidas, necessita-se de variedades de milho resistente ao ataque de Sithofilus zeamais que atenda aos parâmetros de qualidade e produtividade. Portanto, o objetivo deste trabalho será comparar populações de Sithofilus zeamais, observando-se parâmetros metabólicos (enzimas), coletadas nas cinco diferentes regiões do Brasil, alimentados com cinco genótipos de milho. O projeto será desenvolvido no Laboratório de Zoologia/Entomologia/ Bioquímica da Universidade Federal do Piauí, campus Professora Cinobelina Elvas, Bom Jesus - PI. Para isto, serão utilizados grãos de milho produzidos na safra 2010/2011, não submetidos a tratamentos fitossanitários de cinco variedades cultivadas no Sul do Piauí e que são indicados à região. Serão utilizados testes com e sem chance de escolha, onde será analisado preferência, taxa de desenvolvimento, crescimento populacional, perda do grão e conteúdo enzimático de cada população de Sithofilus zeamais.

  • RAPHAEL REIS DA SILVA
  • BIOECOLOGIA DE Planococcus citri (RISSO, 1813) (HEMIPTERA: PSEUDOCOCCIDAE) EM VIDEIRA

  • Data: 13/03/2013
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    As cochonilhas-farinhentas (Hemiptera: Pseudococcidae) têm sido relatada como um importante grupo de pragas associadas um crescente número de culturas de importância econômica. Na videira, estes insetos são responsáveis por provocar danos diretos (perdas na produção) e indiretos (transmissão de viroses). Nesta pesquisa, conduzida em laboratório e em condições de semicampo foi estudado o desenvolvimento, a longevidade, o tipo de reprodução de fêmeas e o crescimento populacional de Planococcus citri (Risso, 1813), oriundas de parreirais do Submédio do Vale do São Francisco. A determinação da biologia e da forma de reprodução de P. citri (Risso, 1813) foi realizada em folhas de videira (Vitis vinifera L.) da cultivar Syrah em câmaras climatizadas do tipo B.O.D., nas condições de 25±1 °C, 60±10% de U. R. e fotoperíodo de 12L:12E. A duração dos dois primeiros ínstares ninfais foram de 8,06±0,13 e 6,73±0,27 dias, com viabilidade de 70±5,77% e 71,48±3,12%, respectivamente. O terceiro e quarto ínstares do macho duram 3,17±0,27 e 5,21±0,42 dias, enquanto que em fêmea o terceiro ínstar dura 7,72±0,25 dias. Machos e fêmeas de P. citri completaram  o seu desenvolvimento em períodos semelhantes, respectivamente, 22,52±0,46 e 23,5±0,29 dias. A longevidade das fêmeas foi de 63,68±5,45, enquanto que nos machos foi de apenas 2,07±0,25 dias. A viabilidade do período ninfal foi de 39±4,82%. Grande parte da população de P. citri é composta por fêmeas, com cerca de 64% de indivíduos. Os resultados desta pesquisa mostram que esta população de P. citri apresenta apenas uma forma de reprodução, sexuada, portanto, o macho desempenha um papel fundamental no sucesso reprodutivo da espécie. Contudo, as fêmeas não copuladas conservam as suas características morfológicas e apresentam maior longevidade. Foi observado também que a cópula não interfere no processo de construção de ovissacos, contudo não registrou-se posturas. P. citri se desenvolve e se distribui em diferentes estruturas vegetativas da videira, contudo na raiz o seu desenvolvimento é fortemente influenciado pelo porta-enxerto.


  • ZILMAR FERNANDES XAVIER
  • Desempenho de populações de Sithofilus zeamais (Motsch) Coleoptera curculionidae, alimentados com diferentes variedades de milho

  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Data: 08/03/2013
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  • O gorgulho do milho Sithofilus zeamais é uma das principais pragas de grãos armazenados. Isso acontece devido ao elevado potencial biótico, capacidade de penetração na massa de grãos e infestação cruzada, ou seja, se desenvolve tanto no campo como em armazéns, ocasionando danos, sobretudo, nas sementes e grãos de milho, o que diminui o poder germinativo das sementes e a massa seca dos grãos. O uso de pesticidas em grãos deixa resíduos muitas vezes acima do permitido pela legislação vigente. Com a finalidade de reduzir o uso de pesticidas, necessita-se de variedades de milho resistente ao ataque de Sithofilus zeamais que atenda aos parâmetros de qualidade e produtividade. Portanto, o objetivo deste trabalho será comparar populações de Sithofilus zeamais, observando-se parâmetros metabólicos (enzimas), coletadas nas cinco diferentes regiões do Brasil, alimentados com cinco genótipos de milho. O projeto será desenvolvido no Laboratório de Zoologia/Entomologia/ Bioquímica da Universidade Federal do Piauí, campus Professora Cinobelina Elvas, Bom Jesus - PI. Para isto, serão utilizados grãos de milho produzidos na safra 2010/2011, não submetidos a tratamentos fitossanitários de cinco variedades cultivadas no Sul do Piauí e que são indicados à região. Serão utilizados testes com e sem chance de escolha, onde será analisado preferência, taxa de desenvolvimento, crescimento populacional, perda do grão e conteúdo enzimático de cada população de Sithofilus zeamais.

  • ADELFRAN CAVALCANTE PIAUILINO
  • Desempenho agronômico de cultivares de soja sob diferentes densidades populacionais e épocas de semeadura em Bom Jesus, Piauí

  • Orientador : FRANCISCO DE ALCANTARA NETO
  • Data: 01/03/2013
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  • A soja (Glycine max (L.) Merrill) é uma das mais importantes culturas no Cerrado piauiense, com área de cultivo em amplo processo de expansão, contribuindo  para o desenvolvimento socioeconômico da região. Por suas condições ambientais favoráveis (latitude, altitude, chuva, topografia, textura e estrutura do solo), este bioma, localizado na região sul do Estado do Piauí, têm ocupado posição de destaque no cenário nacional. Neste contexto, o município de Bom Jesus, localizado na microrregião do Alto Médio Gurguéia, destaca-se como um dos principais pólos de produção de soja do cerrado sul piauiense. Não há atualmente referências de natureza científica sobre densidade populacional e épocas de semeadura da soja para esta região, no entanto, tradicionalmente os produtores têm conduzido o plantio na época compreendida pelo final do mês de novembro até a primeira quinzena de dezembro, utilizando densidades de plantas altamente variáveis. Em virtude do grande potencial apresentado pela cultura da soja para a produção de grãos e geração de divisas para o estado do Piauí e para o Brasil, é de extrema relevância que um estudo formal e aprofundado de uma cultura tão importante seja conduzido em uma instituição de ensino e pesquisa localizada dentro da região produtora do estado. Além disso, é válido considerar que o presente projeto preconiza uma investigação detalhada sobre época e estande, que é uma das fontes graves de limitação da produtividade na cultura da soja. O ensaio trás como objetivos, verificar a influência de diferentes densidades populacionais, em duas épocas de semeadura, sobre o desenvolvimento vegetativo e rendimento de grãos de genótipos de soja cultivados no município de Bom Jesus-Piauí, estabelecer densidades mais adequadas, em função da época de semeadura, ao cultivo da soja no município de Bom Jesus; quantificar as características agronômicas dos genótipos de soja nas diferentes densidades em estudo.

  • WENDELL REZENDE MOREIRA RIBEIRO
  • Características morfofisiológicas da soja submetida ao tratamento com fungicidas no Cerrado piauiense


     

  • Orientador : LEANDRO PEREIRA PACHECO
  • Data: 28/02/2013
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    Além do efeito no controle de doenças, estudos destacam que alguns fungicidas também podem promover efeitos fitotônicos nas plantas, resultando em incrementos no crescimento e produtividade. Com o objetivo de avaliar o desempenho de diferentes fungicidas no tratamento de sementes e parte área no desenvolvimento na cultura da soja e seus efeitos fisiológicos, realizou-se um experimento de campo entre novembro de 2011 e abril de 2012. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com nove tratamentos, constituído por oito grupos de fungicidas + testemunha com quatro repetições. Os benefícios das estrobilurinas puras e associadas à triazóis atuaram em diferentes estádios da cultura: enraizamento de plântulas, fitomassa radicular inicial, altura de plantas, fitomassa seca e no controle de doenças de final de ciclo. Parâmetros que favoreceram a redistribuição de fotoassimilados para os grãos confirmado pelos maiores pesos de grãos observados nos tratamentos 1 e 8 decorrente de uma melhor relação na transformação de água, luz e nutrientes em maior qualidade e produtividade de grãos nas plantas tratadas com fungicidas contendo moléculas de estrobilurinas piraclotrobina + tiofanato metílico, piraclostrobina + epoxiconzole e/ou metconazole. A aplicação de estrobilurina interfere no conteúdo de clorofila na planta, principalmente após o florescimento. Com a aplicação de piraclostrobina no tratamento de sementes, de forma isolada no estádio vegetativo e associada à triazol no reprodutivo observou-se maior incremento no índice de área foliar, maior crescimento e desenvolvimento da cultura, incrementando taxa de crescimento absoluto, taxa de crescimento relativo, taxa de crescimento da cultura e taxa assimilatória líquida. A piraclostrobina incrementou no aproveitamento da radiação fotossinteticamente ativa interceptada, aumentando a produtividade de grãos, cerca de 31,11% e 28,26%,  respectivamente, em relação a testemunha; sendo superior também aos demais tratamentos que não contém aplicação piraclostrobina no vegetativo. Os resultados indicam que a estrobilurina pura ou associada ao triazol, aplicados desde o tratamento de sementes até R5.3, promove efeitos fisiológicos positivos na cultura da soja. Esta atua na assimilação de carbono e nitrogênio, assim como na redução do gasto de energia através da respiração de manutenção e ação direta no sistema hormonal. Além disso, proporciona um maior desenvolvimento da cultura, tendo reflexo direto na produtividade de grãos.

  • ALAN MARIO ZUFFO
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    Desempenho Agronômico, Atributos Microbianos e Nodulação da Soja Submetida à Aplicação de Glyphosate em Condição de Déficit Hídrico no Cerrado Piauiense

  • Orientador : FABIANO ANDRE PETTER
  • Data: 27/02/2013
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    Com a introdução das cultivares de soja RR®, aumentou-se de forma
    considerável a utilização do herbicida glyphosate. Apesar da soja RR®
    ser tolerante ao herbicida, na literatura alguns estudos relatam que
    podem ocasionar desbalanço nutricional, diminuindo a fotossíntese.
    Outro possível problema é o fato da sensibilidade dos microrganismos
    no solo este herbicida. Portanto, o uso contínuo e descontrolado pode
    acarretar futuros problemas, necessitando de estudos com a finalidade
    de orientar aplicações em doses de forma racional e ambientalmente
    viáveis. Neste sentido, o presente trabalho desenvolvido no Campus
    Profª Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí, localizado no
    município de Bom Jesus-PI, na safra 2011/2012 teve os seguintes
    objetivos: i) avaliar o desempenho agronômico de cultivares de soja
    quando submetidas à aplicação do herbicida glyphosate em condições de
    déficit hídrico no cerrado piauiense; e ii) avaliar os possíveis
    efeitos deletérios desse herbicida na atividade microbiana do solo em
    condições adequadas e de déficit hídrico. Houve influência das doses
    de glyphosate e da condição de umidade do solo nas características
    morfofisiológicas da planta e na atividade microbiana do solo. O
    tratamento com glyphosate alterou os parâmetros morfofisiológicos: o
    teor de clorofila, altura de plantas, número de trifólios, número de
    nós, volume radicular, fitomassa seca da raiz, e fitomassa seca da
    parte aérea, bem como os indicadores de qualidade biológica do solo:
    respiração basal, carbono biomassa microbiana, quociente metabólico,
    quociente microbiano, e número de nódulos. Os cultivares de soja
    comportaram-se fisiologicamente de forma diferenciada aos tratamentos,
    sendo que os cultivares RR®, apresentaram maior sensibilidade às
    condições de déficit hídrico. O cultivo de cultivares de soja RR®, com
    aplicação de glyphosate na dose de 1.080 e 1.800 g e.a. ha-1, resulta
    em maior atividade microbiana representada pela maior respiração basal
    e maior quociente metabólico. A estabilidade da microbiota do solo foi
    favorecida pela não aplicação de herbicida glyphosate e pela condição
    de umidade do solo.

  • LUANA MARIA ALVES DA SILVA
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    EXTRATOS VEGETAIS NO MANEJO DE FITONEMATÓIDES

     

     NA CULTURA DO PIMENTÃO

     

  • Orientador : FERNANDES ANTONIO DE ALMEIDA
  • Data: 26/02/2013
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  • A ocorrência de patógenos nas diversas culturas agrícolas exploradas em todo mundo vem aumentando ao longo dos anos, efeito provocado por vários microrganismos de plantas, causados por um desequilíbrio ecológico ou pelo uso desordenado de produtos químicos. (HALFELD-VIEIRA, 2005).  Dentre os principais fitonematóides, o gênero Meloidogyne, está entre os grupos de maior importância, devido incluir espécies que causam grandes danos à produção agrícola em nível mundial (FERRAZ & MENDES, 1992). Devido à grande importância dos fitonematóides na agricultura, vários métodos de controle são empregados, o que não se faz facilmente, pois a eficiência desses contra os nematóides tem se comportado relativamente variado, o que faz com que adquiram grande resistência à agentes físicos e químicos (ALCANFOR et al., 2001). Em vista de todos esses problemas que podem influenciar negativamente a produtividade agrícola, meios alternativos vêm sendo estudados, buscando formas de controle, de maneira equilibrada e eficiente, além de viável às condições econômicas e sociais da maioria dos produtores.  O objetivo deste trabalho será avaliar diferentes extratos vegetais sobre diferentes formas de preparo e aplicação na cultura do pimentão no controle de Meloidogyne incógnita na cultura do pimentão. Dessa forma avaliar-se-á a eficiência das diferentes formas de preparo dos extratos; os extratos vegetais com efeito nematicida e nematostático, o melhor modo de aplicação dos extratos sobre os nematóides; além das características agronômicas do pimentão depois de tratado com extratos vegetais. Serão desenvolvidos dois ensaios, ambos em condições de casa de vegetação e Laboratório de Fitossanidade, no Campus Profa Cinobelina Elvas-CPCE, da Universidade Federal do Piauí, situado no município de Bom Jesus, onde serão avaliados em casa de vegetação, altura e diâmetro de planta, massa fresca e seca da parte aérea e do sistema radicular, número de galhas e de massa de ovos por 10g de raízes e contagem do número de juvenis no solo de cada tratamento. Em laboratório será avaliado o efeito nematicida e nematostatico dos produtos. Os ensaios serão desenvolvidos em delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial distintos.

  • MARLUCE PEREIRA DAMASCENO LIMA
  • Características Morfológicas e Qualidade Pós-Colheita de Helicônia cv. Golden Torch Influenciada Sob Adubação Nitrogenada e Potássica

  • Orientador : MARKILLA ZUNETE BECKMANN CAVALCANTE
  • Data: 25/02/2013
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  • O cultivo de flores no Brasil, inicialmente uma atividade restrita aos Estados do Sudeste, se apresenta com um mercado continuamente aquecido, ampliando fronteiras e incrementando a economia de outras regiões, como o Nordeste, que apresenta condições edafoclimáticas favoráveis para o cultivo de uma grande diversidade de espécies tropicais. Para as helicônias, assim como para outras flores de corte, as informações sobre a utilização de tratamentos pós-colheita para a manutenção da qualidade de hastes florais cortadas são importantes para o aumento da produção e consumo destas plantas, necessitando-se de estudos para manter sua longevidade pós-colheita. O presente trabalho tem como objetivo geral avaliar o efeito de práticas de manejo na conservação pós-colheita de inflorescências de helicônias cultivadas sob adubação nitrogenada e potássica. Serão utilizados tratamentos de renovação da solução de manutenção em vaso, composta por: 1) água destilada, sem renovação (a solução será mensurada, não renovada e completada quando necessário); 2) água destilada, com renovação (a solução será mensurada, descartada e renovada a cada dois dias). O experimento será conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 4 x 2, correspondentes à: i) doses de N (0, 120, 180 e 240 g de N planta-1); ii) doses de K (0, 120, 180 e 240 g de K2O planta-1); e, iii) soluções de renovação (sem e com renovação). Serão utilizadas três repetições, com uma haste cada uma. Para o segundo experimento, as hastes recém colhidas também serão imediatamente conduzidas ao laboratório, para padronização e corte e serão submetidas a tratamentos de soluções de “pulsing” e armazenadas em diferentes temperaturas “a seco”. O experimento será conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 4 x 3 x 3, correspondentes à:  i) doses de N (0, 120, 180 e 240 g de N planta-1); ii) doses de K (0, 120, 180 e 240 g de K2O planta-1); iii) soluções de “pulsing” (sem “pulsing”, sacarose à 5% por 6 horas e sacarose à 5% por 12 horas); e, iv) temperaturas de armazenamento “a seco” (15oC, 20oC e 25oC). Serão utilizadas três repetições, com três hastes cada uma. Serão realizadas as seguintes avaliações pós-colheita: durabilidade pós-colheita, massa fresca das inflorescências, massa seca das inflorescências,  bsorção de água pelas inflorescências, conteúdo relativo de água (CRA) das brácteas,  determinação de açúcares totais e redutores nas brácteas. Os dados serão submetidos à análise de variância, pelo teste “F”, para diagnóstico de efeito significativo e os tratamentos serão comparados entre si pelo teste de Tukey para avaliação de diferença significativa. O projeto em apreço pretende promover impactos significativos na cadeia produtiva da floricultura na região, principalmente das helicônias, na região Sul do Estado do Piauí.

  • TAMNATA FERREIRA ALIXANDRE
  • Produção e produtividade de pimentão, em função de fonte alternativa de matéria orgânica em Bom Jesus, Piauí.

  • Orientador : ADRIANA URSULINO ALVES
  • Data: 22/02/2013
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    O pimentão está entre as dez hortaliças mais consumidas no Brasil, o que faz com que seu cultivo tenha grande importância para os produtores de hortaliças. Essa olerícola apresenta grande exigência nutricional que é suprida rotineiramente com adubações minerais, o que torna o custo elevado. Faz-se necessário o uso de fertilização racional no solo, com a manutenção dos teores de matéria orgânica. Neste sentido, objetivou-se avaliar os parâmetros de produção e produtividade da cultura do pimentão, cv. Casca Dura Ikeda em condições de campo, com diferentes doses de paú de buriti, no município de Bom Jesus, Piauí. O Experimento foi conduzido no Setor de Horticultura do Campus Professora Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí (CPCE/UFPI). O delineamento experimental adotado foi em blocos ao acaso, com os tratamentos distribuídos em parcelas, referentes à adubação orgânica. Foram cinco (5) doses de paú de buriti (0, 10, 20, 30 e 40 t ha-1) mais um tratamento adicional (esterco bovino curtido e adubo mineral NPK), com quatro repetições, sendo a unidade experimental composta de 20 plantas. Foram analisadas as seguintes variáveis: número de frutos por planta; comprimento médio dos frutos; diâmetro basal; espessura média da polpa dos frutos; massa média dos frutos; produção e produtividade. Conclui-se que os atributos de rendimento são influenciados pela adubação orgânica, sendo que as doses de paú de buriti incrementam a produção.




Dissertações/Teses Antigas
2015
Descrição
  • ELIANE CARNEIRO BUENO DOS SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO BIOQUÍMICA E COMPORTAMENTAL DE HELICOVERPA ARMIGERA (HUBNER) (LEPIDOPTERA: NOCTUIDAE) EXPOSTA A DIFERENTES INSETICIDAS
  • Orientador : LUCIANA BARBOZA SILVA
  • Ano: 2015
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  • A lagarta Helicoverpa armigera (Hubner) (Lepidoptera:Noctuidae) considerada uma das principais pragas polífaga de muitas culturas. O sucesso desta praga pode ser relacionado a diversidade de hospedeiro, capacidade de sobrevivência em ambientes e condições adversas, alta mobilidade e fecundidade, principalmente pela capacidade de desenvolver resistência aos inseticidas. A resistência metabólica é freqüentemente consequência do excesso de enzimas de destoxificação, que são capazes de metabolizar os inseticidas. O presente trabalho objetivou estudar a atividade das enzimas acetilcolinesterase, alfa e beta-esterase em H. armigera expostas a CL50 de diferentes inseticidas. A toxicidade dos inseticidas com a determinação das concentrações de mortalidadee a resistência comportamental de H. armigera expostas a CL50, CL95 e a dose de campo de inseticidas, além dos efeitos subletais de inseticidas sobre o desenvolvimento larval e reprodução de H. armigera. As atividade AChE, alfa e beta-esterase variaram entre os inseticidas testados e também houve variação para o tempo de exposição das lagartas. O tratamento com B. thuringiensis teve aumento das atividades acetilcolinesterase, alfa-esterase e beta- esterase, apresentando potencial risco de resistência metabólica, pois sofre ação das principais enzimas ligadas a destoxificação. Clorpirifos aumentou as atividades acetilcolinesterase e alfa-esterase, lambdacialotrina e clorantraniliprole aumentaram as atividades alfa e beta-esterase. Spinosad e indoxacarb tiveram aumento apenas da atividade alfa-esterase, apresentando-se como opções no manejo de H. armigera com menor tendência em obter resistência metabólica. O comportamento de caminhamento em área tratada é variável entre os tratamentos, verificado através da distancia caminhada, velocidade do caminhamento, tempo sem caminhar e proporção de permanência na área tratada. As características comportamentais observadas estão diretamente ligada ao modo de ação do inseticida e a pressão de seleção pode resultar em maior tolerância a ação destes produtos. O bioensaio de toxicidade demonstrou diferença entre os tratamentos testados quanto a mortalidade de H. armigera. Dentre os tratamentos, spinosad foi o produto que apresentou maior toxicidade, causando uma mortalidade 95% (CL95) dos indivíduos na concentração de 0,05 L/ha-1, quando comparado com clorantraniliprole e Bacillus thuringiensis, que necessitaram de concentrações maiores 0,36 e 1,5L/ha-1 respectivamente, para causar 95% de mortalidade.
2013
Descrição
  • ALAN MARIO ZUFFO
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO, ATRIBUTOS MICROBIANOS E NODULAÇÃO DA SOJA SUBMETIDA À APLICAÇÃO DE GLYPHOSATE EM CONDIÇÕES DE DÉFICIT HÍDRICO NO CERRADO PIAUIENSE
  • Orientador : PROF. DR. FABIANO ANDRÉ PETTER
  • Ano: 2013
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  • Com a introdução das cultivares de soja RR®, aumentou-se de forma considerável a utilização do herbicida glyphosate. Apesar da soja RR® ser tolerante ao herbicida, na literatura alguns estudos relatam que podem ocasionar desbalanço nutricional, diminuindo a fotossíntese. Outro possível problema é o fato da sensibilidade dos microrganismos no solo a este herbicida. Portanto, o uso contínuo e descontrolado pode acarretar futuros problemas, necessitando de estudos com a finalidade de orientar aplicações em doses de forma racional e ambientalmente viáveis. Neste sentido, o presente trabalho desenvolvido no Campus Profª Cinobelina Elvas da Universidade Federal do Piauí, localizado no município de Bom Jesus-PI, na safra 2011/2012 teve os seguintes objetivos: i) avaliar o desempenho agronômico de cultivares de soja quando submetidas à aplicação do herbicida glyphosate em condições de déficit hídrico no cerrado piauiense; e ii) avaliar os possíveis efeitos deletérios desse herbicida na atividade microbiana do solo em condições adequadas e de déficit hídrico. Houve influência das doses de glyphosate e da condição de umidade do solo nas características morfofisiológicas da planta e na atividade microbiana do solo. O tratamento com glyphosate alterou os parâmetros morfofisiológicos: o teor de clorofila, altura de plantas, número de trifólios, número de nós, volume radicular, fitomassa seca da raiz, e fitomassa seca da parte aérea, bem como os indicadores de qualidade biológica do solo: respiração basal, carbono biomassa microbiana, quociente metabólico, quociente microbiano, e número de nódulos. Os cultivares de soja comportaram-se fisiologicamente de forma diferenciada aos tratamentos, sendo que os cultivares RR®, apresentaram maior sensibilidade às condições de déficit hídrico. O cultivo de cultivares de soja RR®, com aplicação de glyphosate na dose de 1.080 e 1.800 g e.a. ha-1, resulta em maior atividade microbiana representada pela maior respiração basal e maior quociente metabólico. A estabilidade da microbiota do solo foi favorecida pela não aplicação de herbicida glyphosate e pela condição de umidade do solo.
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