O envelhecimento está associado a alterações sensoriais, motoras e cognitivas que comprometem o controle postural e aumentam o risco de quedas em pessoas idosas. Evidências recentes indicam que a fadiga mental pode agravar essas alterações, interferindo tanto no desempenho motor quanto nos processos de aprendizagem motora. Assim, o presente estudo tem como objetivo investigar os efeitos da fadiga mental na aprendizagem motora de uma tarefa de equilíbrio em pessoas idosas, considerando medidas de desempenho ao longo das fases de pré-teste, aquisição (pós-teste imediato) e retenção. Trata-se de um estudo experimental controlado, com delineamento entre grupos e medidas repetidas (2×2), envolvendo aproximadamente 20 a 30 idosos, alocados aleatoriamente em Grupo Fadiga Mental, submetido à indução de fadiga por meio do Stroop Test incongruente, e Grupo Controle, exposto a uma atividade neutra. Após a condição experimental, os participantes executarão a Toe Touch Task, uma tarefa de equilíbrio dinâmico realizada em suspensão parcial de peso. A aprendizagem motora será mensurada por meio do desempenho motor, avaliado pelo número de toques corretos no alvo e pelo número de erros de execução. O pré-teste permitirá caracterizar o desempenho inicial, a fase de aquisição avaliará as mudanças imediatas decorrentes da prática, e o teste de retenção, realizado após 24 horas sem exposição à fadiga mental, permitirá inferir a aprendizagem motora consolidada. Espera-se que a fadiga mental comprometa tanto o desempenho imediato quanto a retenção da habilidade, contribuindo para a compreensão dos mecanismos neurocognitivos do equilíbrio em idosos e subsidiando estratégias de prevenção de quedas.