Introdução: O envelhecimento populacional tem sido acompanhado pelo aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, destacando-se o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), condição associada a maior risco de fragilidade, perda funcional e pior qualidade de vida em pessoas idosas. A fragilidade constitui uma síndrome multidimensional caracterizada pela redução de reserva fisiológica e maior vulnerabilidade a desfechos adversos, sendo influenciada por fatores clínicos, nutricionais, metabólicos e comportamentais. Nesse contexto, torna-se relevante compreender as inter-relações entre DM2, fragilidade, estado nutricional e indicadores de saúde em idosos, especialmente em cenários regionais com particularidades socioeconômicas e assistenciais, como o estado do Piauí. Objetivo: avaliar e comparar o estado de fragilidade, o estado nutricional, o nível de atividade física, a qualidade de vida e indicadores metabólicos de idosos com e sem DM2 residentes em Teresina-PI, bem como analisar associações entre essas variáveis. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, analítico e transversal, com idosos acompanhados na Atenção Primária à Saúde, nos quais serão avaliados critérios de fragilidade, medidas antropométricas, consumo alimentar, níveis de hemoglobina glicada, atividade física, qualidade de vida, ansiedade e depressão. Resultados esperados: Espera-se identificar maior prevalência de fragilidade entre idosos com DM2, associação entre fragilidade e padrões nutricionais inadequados, pior controle glicêmico e menor nível de atividade física, além de impacto negativo sobre a qualidade de vida.