A prática de exercícios físicos em ambientes quentes compromete o desempenho e eleva riscos à saúde devido ao estresse térmico. Este estudo investigará a influência da temperatura ambiente e do cronotipo nas respostas fisiológicas de corredores, propondo um modelo algorítmico híbrido para predizer o tempo de exaustão térmica. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, transversal e experimental a ser realizada na cidade de Teresina-PI. Participarão corredores de rua adultos, de ambos os sexos, submetidos a um protocolo de corrida, em diferentes turnos (manhã, tarde e noite). Serão coletados dados antropométricos (massa corporal e estatura), frequência cardíaca (FC), temperatura da pele, tempo de exposição e variáveis ambientais (temperatura e umidade). A inovação reside na aplicação de uma planilha estruturada que integrará um modelo mecanicista, baseado na física das trocas de calor por convecção, radiação e evaporação, a um ajuste fisiológico derivado das variações reais de FC e temperatura da pele do indivíduo. O cronotipo será identificado pelo Questionário de Matutinidade- Vespertinidade e a percepção de esforço pela Escala de Borg. Os dados serão analisados por meio de estatística descritiva e testes de correlação. Para a validação do algoritmo, será aplicada uma regressão linear múltipla, utilizando os erros do modelo mecanicista como variável dependente e os deltas fisiológicos como preditores, visando determinar os coeficientes de ajuste (Betas). Espera-se que o modelo híbrido apresente maior precisão na estimativa da fadiga térmica em relação a modelos isolados, demonstrando como o cronotipo modula a eficiência termorreguladora sob clima tropical. O estudo visa contribuir para o desenvolvimento de tecnologias vestíveis e prescrições de exercícios mais seguras.