O envelhecimento humano é marcado por alterações fisiológicas, funcionais e celulares que impactam a saúde e a qualidade de vida. A prática regular de esportes coletivos tem sido apontada como fator protetor, por promover aptidão física, equilíbrio emocional e estímulos cognitivos, podendo modular marcadores biológicos do envelhecimento, como os telômeros. Entretanto, há lacuna científica sobre os efeitos dessa prática em atletas master de handebol, especialmente sobre o comprimento telomérico. Objetivo: investigou a relação entre histórico esportivo, aptidão física e comprimento dos telômeros em atletas master, buscando compreender contribuições para a longevidade funcional. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de abordagem mista, realizado no Brasil Master Cup 2024, Natal-RN. A amostra incluiu 61 atletas master (35 homens e 26 mulheres; 42,5 ± 8,3 anos) e 28 sedentários (41,8 ± 7,9 anos). Critérios de inclusão: idade ≥30 anos, prática esportiva contínua ≥6 meses, frequência ≥2 sessões/semana. Participantes foram recrutados via lista de inscritos, dirigentes e divulgação digital, assinando TCLE aprovado pelo Comitê de Ética da UFPI (parecer no 6.984.075). Resultados: Inicialmente, foram aplicados questionários via Google Forms sobre qualidade de vida (WHOQOL-Bref), nível de atividade física (IPAQ) e histórico esportivo. Em seguida, coletaram-se medidas
antropométricas, pressão arterial, frequência cardíaca, composição corporal e testes físicos: força (dinamometria e arremesso de medicine ball), potência (saltos vertical e horizontal), flexibilidade (sentar e alcançar) e agilidade (teste hexagonal). O comprimento telomérico foi avaliado por qPCR a partir de swab bucal. Análise estatística: média ± DP, testes t de Student ou Kruskal-Wallis, correlações de Pearson ou Spearman, regressão múltipla, p < 0,05. Atletas apresentaram melhor desempenho físico (força, potência e flexibilidade; p < 0,01) e qualidade de vida superior, mas não houve diferença significativa no comprimento telomérico (p = 0,12). Observou-se correlação negativa entre comprimento telomérico, IMC e frequência semanal de treino (r = -0,32, p = 0,02). Conclusão: A prática esportiva sistemática em atletas master oferece benefícios funcionais e psicossociais, porém a preservação telomérica parece depender de múltiplos fatores, incluindo composição corporal e carga de treinamento, reforçando a relevância de estratégias de atividade física ao longo da vida para um envelhecimento saudável.