O presente estudo visa analisar a dinâmica de intervenção dos assistentes sociais nos Centros
de Referência de Assistência Social (CRAS) da Região Sul de Teresina, entre 2005 e 2025,
período que corresponde à consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A
pesquisa parte da compreensão da Assistência Social como política pública territorializada,
marcada por contradições estruturais, disputas hegemônicas e desafios decorrentes do
financiamento e da conjuntura macroeconômica. O trabalho busca identificar como se
estruturou a Proteção Social Básica em Teresina, considerando os impactos da Emenda
Constitucional nº 95, que instituiu o Novo Regime Fiscal, e da pandemia da Covid-19, que
reconfigurou práticas profissionais e ampliou vulnerabilidades sociais. A investigação
fundamenta-se no método histórico-dialético, permitindo apreender os fenômenos sociais na
perspectiva da totalidade, articulando singularidades territoriais às determinações mais amplas
da política social. O estudo pretende compreender as estratégias de organização e gestão
adotadas pelos assistentes sociais nos CRAS, revelando limites, possibilidades e respostas
profissionais diante das contradições vivenciadas. Ao abordar tanto áreas urbanas quanto
rurais, a pesquisa contribui para evidenciar especificidades locais, lacunas na cobertura da
rede socioassistencial e sobrecarga de trabalho dos profissionais, oferecendo subsídios para o
fortalecimento da política de assistência social e para a qualificação das práticas de
intervenção.