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Banca de DEFESA: PAULO GILSON CARVALHO JUNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO GILSON CARVALHO JUNIOR
DATA: 23/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Prodema/UFPI
TÍTULO: Batalha por um Legado Vivo: uma Análise do Discurso de Pertencimento Quilombola da Comunidade Manga Ius
PALAVRAS-CHAVES: Pertencimento Quilombola. Territorialidade. História Oral. Análise Crítica do Discurso. Manga Iús
PÁGINAS: 142
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

O presente trabalho investiga como os discursos dos moradores da Comunidade Manga Iús,

 

situada em Batalha (PI), constroem sentidos de pertencimento étnico, territorial e ambiental

 

em um contexto marcado por conflito fundiário, invisibilidade institucional e disputas

 

simbólicas por reconhecimento. A motivação científica decorre da necessidade de

 

compreender como identidades coletivas se estruturam quando há tensionamento entre

 

documentos oficiais contestatórios e saberes orais, especialmente em territórios tradicionais

 

onde memória, ambiente e ancestralidade se entrelaçam. A pesquisa busca, assim, contribuir

 

para o campo dos estudos socioambientais, oferecendo subsídios teóricos e empíricos para

 

políticas públicas de reconhecimento e regularização territorial. A partir de uma abordagem

 

qualitativa articulam-se História Oral e Análise Crítica do Discurso, com ênfase na prática social

 

do discurso em Fairclough, para compreender como narrativas comunitárias legitimam modos

 

de vida, vínculos socioterritoriais e racionalidades ambientais não hegemônicas. O corpus

 

empírico é composto por oito entrevistas semiestruturadas, observação participante, análise

 

documental e mapas afetivos elaborados com os moradores. A sistematização das narrativas

 

levou à identificação de cinco eixos temáticos: História Pessoal e Familiar; Reconhecimento

 

Quilombola; Memórias de Antepassados; Antigas Formas de Vida e Trabalho; e Conexão

 

Territorial e Unidade Comunitária. O referencial teórico articula memória coletiva

 

(Halbwachs), ressemantização do quilombo (Arruti), Modo de ser quilombola (Antônio Bispo),

 

territorialidade (Haesbaert) e identidade étnica (D’Adesky). Esse arcabouço possibilita

 

compreender a identidade quilombola como processo relacional, situado e ambientalmente

 

ancorado. As narrativas evidenciam que o pertencimento ultrapassa a dimensão genealógica

 

e se funda em práticas sociais, vínculos afetivos, espiritualidade, trabalho comunitário e no

 

manejo sustentável do cerrado, configurando um discurso ambiental próprio, enraizado em

 

saberes tradicionais e na experiência cotidiana com o bioma. Conclui-se que os discursos da

 

Manga Iús operam como formas de resistência, agência socioambiental e afirmação

 

identitária em uma disputa contínua por legitimidade, território e justiça ambiental.



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1048799 - KARY EMANUELLE REIS COIMBRA
Interno - 423657 - DALTON MELO MACAMBIRA
Interno - 423405 - JAIRA MARIA ALCOBACA GOMES
Externo à Instituição - 956.***.***-68 - JOSÉ NATANAEL FONTENELE DE CARVALHO - UFDPar
Externo à Instituição - 412.***.***-82 - LUCINEIDE BARROS MEDEIROS - UESPI
Externo à Instituição - 030.***.***-07 - NATASHA KARENINA DE SOUSA REGO - UESPI
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 11:48
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