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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCOS HENRIQUE DO NASCIMENTO SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS HENRIQUE DO NASCIMENTO SILVA
DATA: 17/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: CCN2
TÍTULO: Entre Fios Indígenas e Tramas Coloniais: a produção algodoeira na Ribeira do Itapecuru (1620–1750)
PALAVRAS-CHAVES: Arqueologia Histórica; Algodão; Povos Indígenas; Itapecuru; Projeto Resgate
PÁGINAS: 56
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Arqueologia
RESUMO:

A presente pesquisa investiga a formação da produção algodoeira na Ribeira do Itapecuru, na Capitania do Maranhão, entre os anos de 1620 e 1750, sob a perspectiva da Arqueologia Histórica, buscando compreender as interações estabelecidas entre os saberes indígenas, a ocupação colonial e a organização da economia algodoeira na região. Parte-se da hipótese de que a produção do algodão na América Portuguesa não constituiu uma atividade exclusivamente introduzida pelos colonizadores, mas resultou da apropriação e reorganização de conhecimentos técnicos e práticas produtivas desenvolvidas por diferentes povos indígenas muito antes da chegada dos europeus. Para alcançar esse objetivo, a pesquisa adota uma abordagem interdisciplinar, articulando dados provenientes da arqueologia, da documentação histórica, da cartografia histórica e da historiografia especializada. Metodologicamente, fundamenta-se no levantamento e análise de documentos preservados no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), disponibilizados pelo Projeto Resgate Barão do Rio Branco, além de cartas de sesmaria, requerimentos administrativos, relatos de cronistas e bibliografia especializada sobre a ocupação do Maranhão e a produção algodoeira colonial. Os resultados preliminares permitiram identificar importantes evidências arqueológicas relacionadas ao cultivo, beneficiamento e uso do algodão nas Américas e no Brasil, bem como reconhecer agentes históricos diretamente envolvidos na consolidação da produção algodoeira na Ribeira do Itapecuru, entre os quais se destacam Diogo Manem, Manuel de Albuquerque, Antônio Pinheiro Vasconcelos e Lucas Raposo. A documentação levantada evidencia que a expansão da economia algodoeira esteve associada à concessão de terras, à implantação de unidades produtivas, à utilização da mão de obra indígena e à ocupação progressiva do território. Embora a pesquisa ainda esteja em desenvolvimento, o conjunto documental reunido demonstra o potencial das fontes históricas para compreender a dinâmica da produção algodoeira maranhense e reforça a importância da Arqueologia Histórica como campo de investigação capaz de integrar evidências materiais e documentais na interpretação das transformações ocorridas na paisagem colonial da Ribeira do Itapecuru.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2297796 - GREGOIRE ANDRE HENRI MARIE GHISLAIN VAN HAVRE
Interno - 1222853 - FERNANDA CODEVILLA SOARES
Interno - 2153338 - MARIA DO AMPARO ALVES DE CARVALHO
Interno - 1106129 - VINICIUS MELQUIADES DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 10/07/2026 10:43
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