Doenças gastrointestinais, como úlceras pépticas (UP) e gastrites, representam um desafio significativo para a saúde pública. A UP afeta até 10% da população mundial, sendo caracterizada pela erosão da mucosa gástrica, que pode resultar em dor, hemorragia e, em casos graves, perfuração. Fatores como o uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroides, etilismo, tabagismo e a presença de Helicobacter pylori contribuem para essa incidência. Embora os Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs) sejam eficazes na cicatrização das úlceras em mais de 85% dos casos, eles não estão isentos de efeitos colaterais, como diarreia, dor de cabeça e desconforto abdominal, além de poderem aumentar o risco de infecções ao suprimir a secreção de ácido gástrico. O Pilocarpus microphyllus (jaborandi), nativo da região amazônica, é amplamente reconhecido pela pilocarpina, mas contém outros alcaloides imidazólicos de interesse farmacológico, como a epiisopilosina (EPIIS). A EPIIS tem sido estudada por seu potencial anti-inflamatório, antinociceptivo e perfil de segurança favorável, com baixa toxicidade aguda em camundongos. O objetivo do estudo é avaliar o potencial gastroprotetor da epiisopilosina no modelo experimental de lesão gástrica induzida por etanol em camundongos. O estudo experimental empregou camundongos Swiss distribuídos em cinco grupos: Grupo Sham (Controle Salina), Grupo Etanol (EtOH) e grupos pré-tratados por gavagem com EPIIS nas doses de 50 mg/kg (EPI50), 100 mg/kg (EPI100) e 200 mg/kg (EPI200). Uma hora após o pré-tratamento, a lesão gástrica foi induzida pela administração oral de etanol 50% (0,5 mL/25 g) nos grupos Etanol e EPIIS, enquanto o grupo Sham recebeu solução salina. Uma hora após a indução do dano, os animais foram eutanasiados e seus estômagos removidos. Aspectos morfológicos como a análise macroscópica e histopatológica e parâmetros bioquímicos como MPO, MDA, SOD e GSH serão analisados e comparados entre os grupos. Espera-se que o tratamento atenue a lesão gástrica e inflamação induzidos pelo etanol.