Introdução: A imobilização prolongada em pacientes críticos internados na UTI está associada a complicações hemodinâmicas, respiratórias e neurológicas. O ortostatismo passivo com prancha ortostática surge como estratégia de mobilização precoce capaz de mitigar esses efeitos. Objetivo: Avaliar os efeitos do ortostatismo sobre variáveis neurológicas, respiratórias e hemodinâmicas, comparando parâmetros fisiológicos e funcionais antes, durante e após a intervenção. Metodologia: Estudo clínico quase-experimental realizado com 36 pacientes submetidos a protocolo de ortostatismo progressivo (30°, 45° e 60°). Foram avaliadas variáveis hemodinâmicas (FC, PAM), respiratórias (FR, Vt, Cest, DP, SpO₂) e neurológicas (ECG, RASS). Resultados: Foram avaliados 36 pacientes, dos quais 25 (69,4%) eram do sexo masculino. A frequência cardíaca apresentou aumento significativo (p<0,0001), com valores mais elevados na posição de 60º. O volume corrente aumentou de forma significativa junto com a complacência estática. A escala de Coma de Glasgow apresentou melhora significativa (p<0,0001), com aumento dos escores após elevação do decúbito. A pressão arterial média também variou significativamente (p=0,0081) e a driving pressure reduziu significativamente (p=0,0045). Conclusões: O ortostatismo passivo com prancha ortostática demonstrou ser seguro e eficaz, promovendo benefícios agudos respiratórios e neurológicos sem comprometer a estabilidade hemodinâmica. Esses achados reforçam seu potencial como recurso relevante nos protocolos de mobilização precoce em pacientes críticos e apontam para a necessidade de estudos futuros sobre seus efeitos ao longo prazo na recuperação funcional e nos desfechos em UTI.