A presente pesquisa teve como objetivo analisar, à luz da Teoria Institucional, a visão e a percepção dos servidores da Justiça do Trabalho acerca do processo de isomorfismo institucional decorrente de uma agenda recente de atualização normativa às normas internacionais de auditoria e controle interno, como a Instrução Normativa nº 84/2020 do TCU, as Resoluções nº 308 e nº 309/2020 do CNJ e a Resolução nº 282/2021 do CSJT. Tal agenda tem imposto às organizações públicas novas exigências normativas e comportamentais, voltadas à conformidade com padrões e diretrizes internacionais, demandando adequações estruturais e procedimentais que impactam diretamente o cotidiano institucional. Metodologicamente, a investigação foi conduzida por meio de uma pesquisa quantitativa, de natureza descritiva, utilizando a técnica de survey aplicada aos servidores das Secretarias de Auditoria dos Tribunais Regionais do Trabalho. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado e analisados com o auxílio do software R Studio (versão 4.5.2), empregandose técnicas de estatística descritiva e inferencial, incluindo Análise Fatorial Exploratória e testes não paramétricos para comparação entre grupos. Como contribuição teórica, a pesquisa avança ao aplicar empiricamente os três mecanismos do isomorfismo institucional ao contexto da auditoria interna governamental no Brasil, evidenciando que esses mecanismos operam de forma simultânea, porém com diferentes intensidades e incidindo sobre distintas dimensões das práticas organizacionais. Como contribuição prática, os resultados revelam um diagnóstico que aponta fragilidades na estruturação da segunda linha de defesa, na consolidação da cultura de gestão de riscos e no engajamento em redes profissionais, além de evidenciar a heterogeneidade entre tribunais. Esses achados configuram uma agenda relevante de ações para o CSJT e para os gestores das unidades de auditoria, no sentido de promover maior convergência e fortalecimento das práticas institucionais.