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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA HORTENCIA BORGES DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA HORTENCIA BORGES DOS SANTOS
DATA: 27/09/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Reunião TROPEN
TÍTULO: MERCADOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE PARNAÍBA COMO DIFUSORES ETNOBOTÂNICOS NO PIAUÍ
PALAVRAS-CHAVES: Saber tradicional, Medicina popular, Plantas comercializadas
PÁGINAS: 94
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Os mercados são ambientes públicos designados para a comercialização de inúmeros produtos, entre eles as plantas, que devido às características associadas ao uso, como eficácia e baixo custo, resultam no extenso consumo de produtos à base de plantas. Objetivou-se em Mercados Públicos Municipais de Parnaíba, Piauí, analisar o conhecimento botânico tradicional de permissionários associados às espécies ritualísticas, medicinais nativas, especialmente para o tratamento do sistema respiratório. Os dados foram coletados após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisas (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) sob o N° 2.975.850 e com o parecer do cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SISGEN), sob o N° ABB2F8B, e do Instituto Chico Mendes (ICMbio) N° 70722-9. Foram selecionados os mercados públicos (Quarenta, Nossa Senhora de Fátima, Caramuru e Guarita).  Nestes locais entrevistou-se todos os permissionários (n:34) por meio de formulário semiestruturado. Para identificação das espécies vegetais realizou-se Turnê guiada. As plantas foram coletadas, herborizadas e incorporadas no Herbário Graziela Barroso (TEPB) da UFPI. Identificou-se 89 espécies vegetais, pertencentes a 54 famílias, com maior representatividade para Fabaceae (22,91%), seguidas de Malvaceae/ Rubiaceae com 6,25%, respectivamente. Os sistemas corporais que apresentaram maior alocação por plantas mencionadas foram: Sinais e sintomas gerais com (168 citações), e Doenças do aparelho respiratório (89). Verificou-se que tanto plantas nativas (54,24%), quanto exóticas (45,76%) são vendidas na forma de planta inteira (32,52%), casca (20,99%), folha/fruto (16,21%, cada) e semente (14,07%). As formas de preparo mais citadas pelos permissionários foram: infusão (42,92%), garrafada (16,96%), decocção (16,96%), decocção/garrafada (12,99%) e in natura (10,17%). Os hábitos das plantas evidenciaram que as árvores foram as mais representativas (44,55%), ervas (30,65%), arbusto (15,44%), subarbusto/ trepadeira (4,68%, cada). As espécies vegetais encontradas com mais frequência foram: aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão.); jucá (Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L. P.Queiroz.) jatobá (Hymenaea  stigonocarpa  Mart. ex Hayne.). Os resultados revelaram 70 espécies medicinais e 19 ritualísticas, destas, 47 são nativas. As plantas usadas para tratar doenças respiratórias obtiveram destaque com 89 citações. Assim, nos Mercados Públicos de Parnaíba, Piauí, as espécies listadas contribuem na manutenção da cultura no uso de plantas para tratar enfermidades e na renda dos permissionários.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1167785 - ROSELI FARIAS MELO DE BARROS
Interno - 423676 - ANTONIO CARDOSO FACANHA
Externo ao Programa - 393.999.233-04 - LÚCIA GOMES PEREIRA - SEMEC-TERESI
Notícia cadastrada em: 26/09/2019 09:39
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