Notícias

Banca de DEFESA: IASMIN MARIA RODRIGUES DE SALES VIEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IASMIN MARIA RODRIGUES DE SALES VIEIRA
DATA: 14/09/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório Museu de Arqueologia e Paleontologia e Plataforma GMeet
TÍTULO: Arte rupestre e cosmologia indígena: proposta de análise interpretativa para sítios arqueológicos do município de Castelo do Piauí (PI)
PALAVRAS-CHAVES: Arte rupestre. Cosmologia indígena. Agência.
PÁGINAS: 199
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Arqueologia
RESUMO:

A arte rupestre enquanto materialidade é uma importante fonte para o conhecimento e construção da história das sociedades humanas que as elaboraram. Desde sua descoberta, as preocupações em torno dessas expressões simbólicas trouxeram questionamentos persistentes que levaram a diversas interpretações na tentativa de entender qual teria sido a função atribuída pelo indivíduo, ou grupo, que as produziu, seu significado, o material utilizado e/ou as razões pelas quais elas foram feitas. Ao longo dos anos, essas tentativas de entender o que são e os motivos que deram origem a estes grafismos acabaram abrindo margens para diversas interpretações. Enquanto resultado de expressões culturais de sociedades pretéritas que possuíam um mundo próprio de crenças específicas, nesta pesquisa, os sítios de arte rupestre são pensados do ponto de vista de um agrupamento de propriedades humanas e não-humanas, contestando a ideia de que as pinturas e as gravuras parietais compreendem apenas uma dimensão passiva e unidirecional que atribui a/ao artista que as produziu toda a agência. Por meio do estudo de caso de dois sítios distintos localizados no município de Castelo do Piauí (PI) definimos como nosso objetivo geral identificar aspectos socioculturais do grupo, ou grupos, que esteve, ou estiveram, nos locais em que se encontram os vestígios arqueológicos investigados. Para tanto, estabelecemos etapas in situ e ex situ que buscaram compreender o conteúdo da arte rupestre estudada, os contextos arqueológicos dos quais essas fazem parte e o sentido por trás das informações adquiridas como um todo ao longo desses processos. Ao todo, foram executadas 13 etapas metodológicas que englobaram levantamento bibliográfico, documentação fotográfica dos painéis, tratamento de imagens, vetorização dos grafismos, análises químicas da arte rupestre por meio de Espectrometria de Fluorescência de Raios X (FRX) e Raman, coleta, preparo e análise de amostras sedimentológicas, prospecção e coleta de superfície e curadoria e análise de materiais arqueológicos encontrados. Como resultado de todas essas etapas pudemos observar que, provavelmente, os grupos que ocupavam o território onde hoje está situado o município de Castelo do Piauí possuíam em sua estrutura social espaços e momentos específicos reservados para realização de práticas simbólicas coletivas, além de haver indícios de uma possível liderança espiritual designada para orientação e realização destas práticas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2266305 - ANA LUISA MENESES LAGE DO NASCIMENTO
Interno - 2232128 - ANGELO ALVES CORREA
Interno - 2350685 - BENEDITO BATISTA FARIAS FILHO
Interno - 423453 - MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
Interno - 423455 - SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
Externo à Instituição - ANDREI ISNARDIS HORTA - UFMG
Externo à Instituição - LIZETE DIAS DE OLIVEIRA - UFRGS
Notícia cadastrada em: 07/09/2022 03:58
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.sigaa 22/05/2024 02:50