Dissertações/Teses

2017
Descrição
  • PAULO THIAGO ALVES SOUSA
  • Hermenêutica e Retórica em Gadamer: uma abordagem das ciências humanas a partir da relação entre compreensão e persuasão
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 12/07/2017
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  • RONALDO PIZZATTO DO NASCIMENTO SILVA
  • Schopenhauer e a Ética da Compaixão: As consequências da ação compassiva para a "formação" do caráter
  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 11/07/2017
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  • DANNIEL RODRIGUES OLIVEIRA
  • A RELIGIÃO COMO RECURSO MOTIVACIONAL MORAL EM HABERMAS
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 28/06/2017
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  • RICARDO AVALONE ATHANÁSIO DANTAS
  • NATUREZA E HISTÓRIA: a fenomenologia de Heidegger e a crítica de Derrida
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 12/06/2017
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  • O presente trabalho visa discutir a relação entre história e natureza segundo uma perspectiva calcada na fenomenologia, tendo como ponto de partida as reflexões ontológicas de Heidegger e como ponto culminante as elaborações teórico-desconstrutivas de Derrida a respeito do tema. Entre os dois extremos, encontra-se uma análise crítica da perspectiva heideggeriana em relação a uma possível permanência de elementos metafísico-humanistas em seu pensamento ontológico. Por fim, os resultados da investigação efetuada pela via fenomenológica sobre a problemática relação entre natureza e história servirão de suporte para uma interpretação do cenário ambiental-ecológico contemporâneo diante da emergência do Antropoceno.

  • VITURINO RIBEIRO DA SILVA
  • RICHARD RORTY E A RUPTURA COM A EPISTEMOLOGIA: DO DESLOCAMENTO DA COMENSURAÇÃO À CONVERSAÇÃO.
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 25/04/2017
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  • A presente dissertação de Mestrado tem por objetivo investigar a crítica que Richard Rorty (1931-2007) fez à epistemologia clássica, oriunda da tradição cartesiana e kantiana, que estabeleceu uma noção de mente como espelho da realidade. Rorty apresentou uma descrição da realidade que difere da visão de conhecimento da tradição cartesiano-kantiana, bem como da tradição analítica, as quais pretendiam, respectivamente, representar a mente como grande espelho da realidade e reduzir o conhecimento filosófico à análise da linguagem do discurso científico. A pesquisa intitula-se: “Richard Rorty e a Ruptura com Epistemologia: do deslocamento da comensuração à conversação” e se fundamentará nas seguintes obras de Rorty: A filosofia e o espelho da natureza (1979), Objetivismo, relativismo e verdade (1999) e Contingência, ironia e solidariedade (1989). Pretende-se analisar porque Richard Rorty abandonou a epistemologia tradicional, adotando a hermenêutica e, por conseguinte, a conversação como forma de descrição da realidade e não mais a objetividade como critério de chegar à verdade. A investigação busca compreender como Rorty se opõe ao objetivismo da comensuração e oferece possibilidades de diversos vocabulários apresentarem descrições menos equivocadas sobre a realidade. Pretende-se investigar como ocorre, em Rorty, a ruptura com uma epistemologia fundada na comensuração e porque, nos moldes neopragmatista, Rorty adota a conversação e a hermenêutica como “método” apropriado a uma melhor e mais interessante descrição da realidade. A pesquisa articulará o pensamento de Rorty ao de autores como Dewey e Quine considerados pelo neopragmatista como holistas, antifundacionistas do conhecimento e do significado que, contudo, abandonaram a busca da comensuração. Na esteira desta análise, a pesquisa discutirá a forma como Rorty rompe com a objetividade enquanto fundamento empirista da realidade para indicar o caminho da conversação como atividade edificante da filosofia que mudará a relação entre os seres humanos e os objetos, bem como os novos padrões de justificação da realidade. Por fim, se analisará a solidariedade como um tema mais apropriado ao fazer filosófico do que a epistemologia.

  • LUCAS VIANA SILVA
  • ÉTICA E LITERATURA EM SARTRE: entre a subjetividade dos valores e a relação com o outro
  • Data: 25/04/2017
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  • Leitura da ontologia fenomenológica de Jean-Paul Sartre e suas consequências para a discussão ética, na interface entre filosofia e literatura. Aponta uma leitura da literatura do Sartre, especificamente: A náusea, a trilogia romanesca Os caminhos da liberdade e a peça Entre quatro paredes, em diálogo com O ser e o nada, para pensar a relação entre os valores construídos subjetivamente pela escolha que cada um faz de si mesma, e a intricada relação com o outro. Toma como ponto de partida a reflexão a partir da contingência, como indicada por Sartre em A náusea. Indica o valor moral como tendo sua existência a partir da escolha que o indivíduo faz a partir de sua absoluta liberdade, e o conflito que marca a relação com o outro. Discute, ao final, o balanço instável inferido do pensamento sartreano entre a livre escolha que cada um faz de si mesmo, e a proposta de engajamento da humanidade inteira nesta escolha, como aparece em O existencialismo é um humanismo.

     

  • CLAUDINEI REIS PEREIRA
  • PARA ALÉM DA ÉTICA: a relação dialética entre fé e razão e a angústia silencial de Abraão em Temor e tremor de 1843.
  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 28/03/2017
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  • Este trabalho aborda o problema filosófico-existencial da obra Temor e tremor [Fryght og Boeven] de Søren Aabye Kierkegaard (1813-1855), publicada em 1843. Faz uma análise da perspectiva ética ou para além da ética, isto é, o conflito ético-religioso [den ethiske - den religieuse] em Kierkegaard. Além disto, discute a relação dialética entre fé e razão e angústia silencial de Abraão na obra Temor e tremor. Para tal, faz uma conexão entre obra Temor e tremor e a obra Os lírios dos campos e as aves do céu [Lilien paa Marken og Fuglen under Himlen] de 1849, ao qual enfatiza o problema do silêncio nas duas obras. Ademais, apresenta o olhar kierkegaardiano, que na voz do pseudônimo Johannes de Silentio expõe os limites do pensamento racionalista e especulativo, para tanto, verifica a fé como reconhecimento deste limite e como elemento de restituição do pensamento teórico. A análise feita por Silentio afirma que diante do paradoxo e do absurdo a resposta de Abraão, figura paradigmática da fé narrada em Genesis 22, 1-19 é o silêncio. Silêncio este que não corresponde a conformidade daquilo que não se pode compreender, mas o silêncio da sabedoria diante dos limites da compreensão racional diante da magnanimidade da existência. Para isso, faz um breve relato de algumas das principais obras de Kierkegaard tendo como pretensão, a problematização das categorias ética, religiosa e do silêncio em Temor e tremor, utilizando como técnica a revisão bibliográfica sobre temas e o tema central. Ao chegar a conclusão deste trabalho, afirmamos que a existência enquanto condição paradoxal compreende-se a partir da ligação entre finito e infinito, isto é, a relação absoluta com o telos absoluto, ou seja, do indivíduo com Deus. Esta por sua vez, pode ser vivenciada a exemplo dos lírios do campo e as aves do céu, pois a exemplo de Abraão, aprende-se que diante do paradoxo do absurdo o indivíduo deve-se calar. Ademais, aprende-se que tal silêncio expressa sabedoria, expressa a liberdade de escolha diante do telos absoluto, visto que ele é quem decide e só a ele eis a sabedoria e a inteligência infinita.

  • DENISFRAN CARDOSO SOARES
  • Poder e Responsabilidade: Hans Jonas e a política da prudência
  • Data: 07/03/2017
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  • A natureza modificada do agir humano, resultado do exponencial crescimento do poder tecnológico da era moderna, configurou-se um horizonte totalmente novo com o qual a ética, a moral e a política de hoje devem se confrontar. A partir deste contexto, este trabalho empreende uma pesquisa de natureza filosófica, acerca da relação entre poder, responsabilidade e política no pensamento de Hans Jonas, tendo como recorte bibliográfico central as ideias defendidas pelo autor no livro O princípio responsabilidade: ensaio de ética para a civilização tecnológica (2006[1979]). Tem como objetivo dois prismas, um negativo em que reconhece não ser prioridade apontar uma alternativa sistemática, enquanto proposta efetiva de ação política, para a solução dos problemas decorrentes da tecnologia aqui debatidos; e um positivo que subentende que a nova perspectiva da prudência, nos moldes como a define Jonas, torna-se o caminho mais viável para qualquer sistema político que objetive tal missão. Para alcançar tal fim, o presente trabalho foi divido em três partes específicas que juntas possibilitam a conclusão de que a preocupação primeira do autor não é oferecer uma saída concreta enquanto projeto político propriamente dito, mas tão somente apresentar as novas bases para se fundamentar um princípio que se faça impreterível e sob o qual se possa edificar toda e qualquer proposta política real posterior, ou mesmo adaptar as já existentes. Eis o seu a priori. Assim, recomenda-se a não aproximação do pensamento do autor de nenhum dos regimes aqui citados, por entender-se que ambos não possuem a qualificação necessária, que segundo Jonas, se faz indispensável diante da realidade concreta da sociedade nos dias atuais. Defende-se por consequência, que somente com uma guinada nos rumos dos valores coletivos e a edificação de novas bases axiológicas, pode-se pensar a ação política de modo adequado e compatível com as exigências atuais que os parâmetros da ação tecnológica impõem.

2016
Descrição
  • LAYANE DE PAULA VELOSO
  • A Crítica de Albert Camus à Violência Totalitária: uma análise a partir d'o homem revoltado
  • Orientador : ALESSANDRO RODRIGUES PIMENTA
  • Data: 18/11/2016
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  • LENISE MOURA FÉ DE ALMEIDA
  • Por uma política da responsabilidade segundo Hans Jonas

     

     

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 27/06/2016
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  • THIAGO RÊGO ALVES
  • Foucault: A parresía, a verdade e a exigência da vida

  • Data: 16/06/2016
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  • NATHALIA GLEYCE DOS SANTOS SALAZAR
  • A Falseabilidade como critério de caráter científico
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 30/05/2016
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  • RAFAEL DE SOUSA PINHEIRO
  • ÉTICA SEM PRINCÍPIOS E LITERATURA EM RICHARD RORTY

  • Data: 23/05/2016
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  • WILKER DE CARVALHO MARQUES
  • Etnocentrismo e Diálogo Intercultutal no pensamento filosófico de Richard Rorty

  • Data: 23/05/2016
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  • ARYANE RAYSA ARAUJO DOS SANTOS
  • O conceito de firmeza de alma nas cartas a Lucílio de Sêneca

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 06/05/2016
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2015
Descrição
  • ELISÂNGELA AMARAL SOARES OSÓRIO
  • História e Filosofia Moral em Alasdair MacIntyre

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 24/10/2015
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  • A temática da História é um tema central na filosofia de Alasdair MacIntyre, no entanto, esta questão tem sido deixada em segundo plano pelos interpretes desse filósofo. Isso se justifica por MacIntyre ter ganhado visibilidade no cenário da filosofia mundial como critico da situação de relativismo moral da atualidade, assim, After Virtue foi visto por muitos como uma alternativa que possibilitaria restabelecer a racionalidade no debate moral e essa questão se tornou determinante na discussão sobre o trabalho de MacIntyre. Mas, neste trabalho temos como objetivo mostrar como a História participa da construção dessa alternativa construída por MacIntyre, ou melhor, como ela, é fundamental para o seu entendimento. Adotamos como método a construção de uma narrativa do pensamento de MacIntyre, apresentando as questões como elas aparecem em cada fase de sua obra e ao mesmo tempo visando reconstruir a racionalidade presente nelas. Em A Short History of Ethics (1966) e After Virtue (1981) MacIntyre evidencia a necessidade de considerar a historicidade dos conceitos morais, pois eles só se tornam inteligíveis quando consideramos o momento histórico e a comunidade na qual surgiu. MacIntyre conclui em After Virtue que existem diferentes tradições morais e cada uma delas possui uma racionalidade interna. Essa ideia foi melhor desenvolvida em Whose Justice? Which rationality? Nesta obra MacIntyre desenvolve sua concepção de racionalidade constitutiva de uma tradição e dela constituída. Mostrando que eles mudam de acordo com a tradição na qual foram constituídos e são constitutivos. Por esta razão, o julgamento moral só pode ser justo se feito internamente a cada tradição. A ideia da incomensurabilidade das tradições é talvez a ideia mais controversa e questionada de MacIntyre. Sendo incomensuráveis as tradições possuem telos diferentes e não existiria um padrão de julgamento fora de cada tradição especificamente. MacIntyre procura exemplificar que é possível o debate racional entre as diferentes tradições em Three rival versions of moral enquiry (1990).

    A pesquisa desenvolvida em torno do percurso intelectual de MacItnyre tem a intenção mostra a relação entre o reconhecimento de MacIntyre da historicidade e a sua concepção de filosofia moral. Mostrando que para ele o exercício da pesquisa moral deve ser feito historicamente.

  • DANILLO MORETTI GODINHO LINHARES
  • O conceito do Florecismento Humano na Ética das virtudes de Alasdair MacIntyre

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 13/10/2015
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  • MARIA GOMES FERNANDES
  • Sobre as Contribuições do Pensamento Oriental na Teoria  Ética de Arthur Schopenhauer

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 22/09/2015
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  • Este trabalho analisa o fundamento da ação moral na filosofia de Schopenhauer, voltando-se mais especificamente para as possíveis contribuições ou influências que esse autor recebeu das leituras que fez de algumas obras de (reverendos) sábios da Índia que o modificaram profundamente, tanto no pensamento como em sua vida. De modo que, partiremos da análise das leituras que constituem o “Oriente schopenhaueriano” para que em seguida possamos identificar semelhanças de teorias ou conceitos orientais com a filosofia de Schopenhauer. Como este estudo está voltado para os fundamentos que constituem a ética schopenhaueriana e suas associações com a sabedoria indiana, analisaremos, portanto, mais detalhadamente a expressão védica “Tat tvam asi” (Tú és isto) que, segundo o próprio autor, seria a origem metafísica da compaixão, a qual fundamenta a ação moral em sua teoria ética. É importante ressaltar que não se trata de uma análise histórica comparativa entre as filosofias do Oriente e o sistema filosófico de Schopenhauer, mas sim de uma análise compreensiva de sua ética e os conceitos ou teorias provenientes da sabedoria oriental que o próprio pensador incorporou ou associou à sua fundamentação moral.

     

     

  • SÉRGIO LUÍS BARROSO DE CARVALHO
  • Sorte Epistêmica e aquisição de conhecimento segundo Duncan Pritchard

  • Orientador : EMERSON CARLOS VALCARENGHI
  • Data: 18/09/2015
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  • FRANCISCO EDUARDO LEITE
  • A QUESTÃO DO TEMPO EM SÊNECA: SUA RELAÇÃO COM O ÓCIO E A EDUCAÇÃO DO CARÁTER

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 18/09/2015
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  • FABIO CARVALHO FERNANDES
  • O conceito de mundo 3 no pensamento de Karl Popper

  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 02/06/2015
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  • GABRIEL KAFURE DA ROCHA
  • A ética da liberdade em Kierkegaard: Uma contraposição entre as teses do juiz Wilhelm e de Johannes Sedutor

  • Orientador : DANIEL ARRUDA NASCIMENTO
  • Data: 17/04/2015
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  • JOSE LUIS DE BARROS GUIMARAES
  • DA TRAGICIDADE DA VIDA AO SUBLIME DA EXISTÊNCIA: SCHOPENHAUER E O PAPEL DA ARTE NA FORMAÇÃO DO CARÁTER

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 17/04/2015
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  • No livro III de O mundo como vontade e representação Arthur Schopenhauer afirmou que o sublime e o belo, embora sejam conceitos usados para caracterizarem respectivamente os fenômenos da natureza e os objetos artísticos produzidos pelo gênio, também podem ser atribuídos ao caráter dos indivíduos. Acreditamos que por trás da filosofia da arte schopenhaueriana existe uma proposta clara de educação do caráter a partir do contato direto que os indivíduos podem ter com as Belas Artes, haja vista que Schopenhauer discorreu sobre o caráter sublime nas suas considerações sobre estética. Essa proposta de modelação da personalidade mediante a educação da sensibilidade foi explorada pelos Idealistas-românticos sob a luz do conceito de Bildung. De acordo com o exposto, aspiramos apontar os pressupostos estéticos schopenhauerianos que podem exercer influência na formação do caráter humano.


  • TARCITO RAIDAN DE SOUSA SILVA
  • A DESCENTRALIZAÇÃO DO SUJEITO SOB A ÓTICA DE MICHEL FOUCAULT

  • Orientador : DANIEL ARRUDA NASCIMENTO
  • Data: 17/04/2015
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  • DIOGO FILIPE SANTOS MOURA
  •  Ereignis: Historicidade, verdade e copertencialidade no pensamento de Heidegger.

  • Data: 16/04/2015
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  • Este trabalho apresenta a filosofia de Heidegger pôs Ser e Tempo(1972), periodo em que ocorreram mudanças conceituais e terminológicas em sua filosofia no tocante ao tratamento de sua questão principal, a questão do ser, que culminou no pensamento Ereignis. Essa mudança ficou conhecida como a "viragem" do pensamento heideggeriano. Efetivamente a partir dos anos de 1930, a viragem ditou os rumos da temática do ser no sentido de sua historicidade e da verdade (alétheia) como desvelamento. A mudança detreminante para a concepção da historicidade e da verdade do ser foi o pensamento do Ereignis. Por meio de uma pesquisa textual, aqui caracterizou o Ereignis objetivando conhecer os caminhos oferecidos por Heidegger para o velho questionamento sobre o ser na história da ontologia, caracterizada como história da metafísica, bem como a crítica e a resposta do filósofo alemão a ela. Por meio do entendimento da historicidade e da copertencialidade foi almejado um caminho que conduzisse à verdade sdo ser e ao Ereignis. Essa análise mostra o pensamento de Heidegger como uma filosofia da consagração do ser deferenciadamente das filosofias da consumação da metafísica.

     

  • JOAO BATISTA FARIAS JUNIOR
  • VIDA E LIBERDADE: OS PRESSUPOSTOS ONTOLÓGICOS DA ÉTICA DA RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 15/04/2015
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  • O objetivo deste trabalho é investigar, no seio da ética da responsabilidade de Hans Jonas, aqueles que seriam seus pressupostos ontológicos: o conceito de vida e de liberdade desenvolvidos por Jonas em sua filosofia da biologia. A ética da responsabilidade é amplamente conhecida como uma das principais teorias morais para a era atual, a era da civilização tecnológica. O princípio moral desenvolvido por Jonas intenciona guiar as ações humanas no cenário distópico em que a tecnologia vem sendo desenvolvida, tendo como plano de fundo o reconhecimento do valor de bem em si que a vida teria, agora entendida em um sentido mais amplo, rompendo as barreiras antropocêntrica. Nesse sentido, o conceito de vida e a liberdade atribuída a esta atuam como pressupostos ontológicos na fundamentação de uma teoria ética para a era tecnológica. Destacaremos o trabalho de Jonas em explicar como a liberdade vai pouco a pouco manifestando-se nos fenômenos do organismo chegando, ao final, a servir de ponto de suporte para a ética da responsabilidade.

  • MARCIO MORAIS SILVA
  • A concepção de pessoa na justiça como equidade de John Rawls

     

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 15/04/2015
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  • John Rawls, em sua justiça como equidade, objetivou especificar princípios de justiça que pudessem ordenar uma sociedade caracterizada pelo pluralismo de valores. Esses princípios teriam que oferecer uma concepção de justiça que estabelecesse uma relação satisfatória entre os valores de igualdade e liberdade. Para eleger tais princípios o filósofo se utilizou de uma situação inicial de igualdade (posição original) em que as partes (representantes hipotéticos das pessoas), sob um “véu de ignorância”, não teriam conhecimento acerca de suas possíveis características pessoais. Desse modo, as pessoas não seriam caracterizadas como seguidoras de alguma concepção específica do bem, mas apenas como pessoas morais (livres e iguais) possuidoras de um senso de justiça e de uma concepção de bem. Vários críticos, entre eles os comunitaristas, apontaram essa concepção de pessoa como uma debilidade da teoria rawlsiana, alegando que a mesma não refletia o modo como os cidadãos se concebem em suas vidas normais. Tais críticas se reportam em especial a Uma teoria da justiça, escrito no qual o próprio Rawls considera que estaria elaborando uma doutrina moral abrangente, o que gerou algumas inconsistências. Para sanar tais inconsistências, Rawls, em escritos posteriores, renuncia à pretensão universalista de seu primeiro grande escrito assumindo um projeto estritamente político voltado para as sociedades democráticas culminando com a publicação de O liberalismo político. Nessa obra, o caráter político da justiça como equidade é posto em evidência de forma mais clara e a concepção de pessoa pressuposta pela teoria – agora política – fica restrita também ao âmbito do político, sendo caracterizada como livre, igual, racional e razoável. Tendo a concepção de pessoa como um aspecto necessário para a construção de um sistema social justo e estável, o presente estudo objetiva analisar tal concepção no desenvolvimento da justiça como equidade e sua importância para uma concepção de justiça adequada para uma sociedade democrática moderna.

  • MARIA DOS SANTOS SILVA LOPES
  • A SOLIDARIEDADE COMO PRÁXIS HERMENÊUTICA EM GADAMER

  • Data: 09/04/2015
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  • A presente pesquisa tem como propósito a reflexão acerca dos elementos que constituem a experiência da solidariedade como práxis hermenêutica em  Hans-Georg Gadamer(1900 – 2002). Nesse sentido, interroga sob que medida é possível, mediante à  hermenêutica filosófica, em sua reflexão sobre a práxis, reivindicar a relevância da solidariedade como um objeto de especulação da mesma e como modo de vida em comum, no contexto da racionalidade ocidental.  Apresenta-se, não como uma proposta universal, tampouco como uma teoria ético-política, mas, sobretudo como  razão prática que questiona a ciência moderna  em sua redução do significado da filosofia e,  consequentemente da instrumentalização do saber, com o método científico.  É solidariedade porque práxis hermenêutica e, enquanto tal,  correlata  a amizade grega como “morada em comum”, no sentido de familiaridade e de pertencimento do “saber-de-si”  no  “saber-com-os-outros” . A solidariedade  é modo de vida mediante o qual se atua e se comporta; é a condição decisiva e a base de toda razão social, porquanto, alternativa ou até mesmo  corretivo  às práticas racionalizadas e de auto alienação humana. Eis porque a hermenêutica da solidariedade nos conduz à  reflexão sobre a possibilidade de  uma experiência de finitude, realizada em comunidades linguísticas, cujo testemunho questione e ultrapasse a competência da ciência como  acontecer  da verdade.

  • SOLANGE ALVES SOBREIRA
  • Amizade cívica em Aristóteles

  • Orientador : ZORAIDA MARIA LOPES FEITOSA
  • Data: 09/04/2015
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  • A amizade possui um espaço significativo na filosofia aristotélica, integrando o que ele denomina ‘filosofia das coisas humanas’. Muito além de um simples vínculo afetivo, Aristóteles coloca a amizade como elemento indispensável para o alcance de uma vida feliz. Dentre as várias espécies de amizade apontadas pelo Estagirita, há uma, em especial, que concerne à política. Essa amizade pode ser compreendida como uma espécie de concórdia entre os cidadãos acerca dos assuntos da cidade. A ‘concórdia’ é a amizade que harmoniza os vários interesses existentes na pólis por um bem comum e, por isso, é a amizade cívica. Porém, esta amizade apresenta algumas aporias, as quais se resumem no fato de não ser uma amizade por virtude. Sendo a virtude, segundo Aristóteles, o que nos conduz à felicidade. Este trabalho versará, portanto, sobre como a amizade cívica pode conduzir os cidadãos à vida feliz.

  • CRISTIANO LEONARDO DE ALAN KARDEC CAPOVILLA LUZ
  • HERMENÊUTICA E CIÊNCIAS HUMANAS:

    A reabilitação da tradição humanista como experiência de verdade em Hans-Georg Gadamer.

  • Data: 09/04/2015
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  • O trabalho parte da investigação de Gadamer sobre as condições teóricas que levaram as ciências humanas (Geisteswissenschaften) a se considerarem autônomas e particulares frente à antiga tradição das humanidades que já existia e se fazia valer enquanto conhecimento prático e compreensão da sociedade. É frente a essa abertura a uma tradição de conhecimento que a hermenêutica filosófica realiza uma “arqueologia” dos conceitos humanistas. Sua intenção é desvelar o quanto de verdade ficou fora da abordagem das ciências humanas ao se fundamentarem na metodologia oriunda das ciências naturais. É na impossibilidade de escapar dos pressupostos ontológicos e metafísicos do compreender que reside a abertura para tratar das ciências humanas mesmo além dos paradigmas epistemológicos da modernidade. É pela ótica dos problemas filosóficos que as ciências humanas devem ser abordadas. Assim, é perante essa milenar tradição que as ciências humanas ganham um aspecto histórico, associando-se as escolhas teóricas e decisões práticas que levaram nossa sociedade a tratar como objeto particular elementos fundamentais da nossa existência. Os que hoje são tratados na forma de objetos de um sujeito epistêmico, sempre existiram como componente básico da vida social e histórica. Ambos, sociedade e história, formam o campo ontológico sob o qual se debruça a hermenêutica da compreensão. A hermenêutica vem justamente argumentar que há verdade nas humanidades para além da jurisdição epistemológica da ciência moderna. Esse encobrimento das verdades históricas não seria somente uma questão do conhecimento puro, mas diz respeito, em grande medida, a nossa atual crise ética e de valores. A crise das ciências humanas seria, pois, uma crise da nossa própria civilização. O tecnicismo social, a busca pela eficácia dos meios e uma aporia sobre a finalidade do nosso agir, não estariam dissociados desse tratamento dado às humanidades. Diante das questões acima apresentadas, o objetivo geral da dissertação é: analisar a proposta de retomada dos conceitos humanistas como condição para uma abordagem hermenêutico-filosófica das ciências humanas, ou, dito de outra forma, retomar a questão da verdade nas ciências humanas como uma experiência que está para além dos constrangimentos metodológicos impostos pela epistemologia moderna.

  • SEBASTIÃO LINHARES BEZERRA JUNIOR
  • Consciência, intersubjetividade e a questão moral em Jean-Paul Sartre

  • Orientador : ALESSANDRO RODRIGUES PIMENTA
  • Data: 26/03/2015
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  • O filósofo existencial Jean-Paul Sartre é conhecido por sua visão ácida dos
    relacionamentos interpessoais, como manifesta em sua filosofia e em suas obras
    literárias. Conhecido por sua análise da natureza opressiva do “olhar” e pela
    declaração “o Inferno são os outros”, Sartre ressaltou a existência do conflito que os
    nossos relacionamentos com outras pessoas produzem e o modo como esses
    relacionamentos podem inibir a autonomia pessoal. Embora considere as relações
    interpessoais tremendamente fonte de conflito e preocupação, ele também enfatiza
    que essas relações são, por outro lado, essenciais para o nosso ser. As relações
    concretas com o outro foram transmitidas principalmente em duas obras filosóficas,
    La transcendance de l’égo (1936) e L’être et le néant (1943). Para Sartre a
    consciência é um ser paradoxal, ambíguo e indeterminado, que nunca é um Em-si,
    que nunca é idêntica a si, pois não vive o presente. Ela é um nada em si, no
    presente. Ela existe como um perpétuo movimento temporal, uma transcendência
    do passado em direção ao futuro. Sendo assim, ela não está condicionada à
    causalidade do mundo, ela é pura transcendência da facticidade. Diante disso, da
    constatação sartriana de que “o Inferno são os outros”, o problema de pesquisa
    proposto à presente dissertação, expressa-se através da seguinte questão: na
    descrição onto-fenomenológica da consciência, do conflito intersubjetivo, da
    alteridade, qual a justificativa oferecida por Sartre de sua proposta de um
    compromisso ético diante da ausência de qualquer imperativo teológico ou
    ideológico? Partindo da compreensão de que a teoria da liberdade sartriana é muito
    mais uma teoria da responsabilidade pessoal, a pesquisa objetivou analisar a
    conceitualização de conflito, alteridade, responsabilidade e existência na obra L’être
    et le néant, e a partir daí, colocar em discussão a constatação sartriana de que é
    possível uma vida de responsabilidades máximas e desculpas mínimas, opção esta
    que se mostra facilmente ao conhecimento intuitivo atual, como uma exceção dentro
    dos relacionamentos humanos. Mais precisamente, a pesquisa se propôs: a
    analisar, em Sartre, a necessidade ontológica da promoção de uma autenticidade de
    nossos juízos identitários, evitando a inautenticidade, também chamada de Má-fé; a
    compreender, a despeito de todo esforço, luta, superação e sacrifícios demandados
    pela transcendência de nossa facticidade, por que se deve optar pela autenticidade,
    por que rejeitar a Má-fé e aceitar a ideia de que o homem nasce sem finalidade e
    morre sem significado e também, por que a angústia da autenticidade deve substituir
    o sofrimento de assumirmos uma vida de significados e propósitos.

     

2014
Descrição
  • PABLO CAMARÇO DE OLIVEIRA
  • A TEORIA DE JUSTIÇA PROCEDIMENTAL DE JOHN RAWLS:
    Uma tensão entre o procedimentalismo puro e o procedimentalismo perfeito

  • Data: 25/09/2014
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  • Rawls sustentou, em sua teoria da “justiça como equidade”, o objetivo de
    apresentar uma proposta de justiça declarada como procedimentalmente pura, assim
    entendida a proposta de justiça que não apresenta um critério prévio que defina o
    conteúdo da justiça. Nesta proposta, o resultado justo decorre apenas de o próprio
    procedimento – uma deliberação entre sujeitos hipotéticos preocupados em eleger
    princípios de justiça – ser seguido tal como delimitado. Há regras e restrições
    presentes na própria situação hipotética de discussão, que objetivam apenas assegurar
    as condições equitativas do próprio procedimento, mas sem impor um resultado prévio.
    Com isso, ele quis se afastar da postura veiculada em teorias de justiça
    procedimentalmente perfeitas, que impõem, previamente, uma noção prévia de justiça,
    que já interfere, decisivamente, no próprio resultado final do procedimento, vinculando
    o próprio conteúdo dos princípios de justiça. Tanto em Uma teoria da justiça (1971)
    quanto em O liberalismo político (1993), Rawls declarou expressamente a pretensão de
    veicular uma proposta de procedimentalismo puro, em vez de uma proposta de
    procedimentalismo perfeito. Tal opção se justifica pela preocupação ralwsiana com a
    autonomia e com a imparcialidade. As duas obras são significativamente diferentes
    entre si, o que sugere que o procedimentalismo efetivamente presente em cada uma
    delas pode ser também distinto. Muitas críticas foram dirigidas às duas obras, havendo
    controvérsias sobre o sucesso (ou insucesso) da proposta rawlsiana, em cada uma das
    duas obras. Essas críticas também repercutem na controvérsia quanto ao êxito (ou
    fracasso) de realização do pretenso objetivo de se aproximar do procedimentalismo
    puro e de se afastar do procedimentalismo perfeito. Assim, apenas o exame dos
    argumentos ralwsianos e dos argumentos dos comentadores e críticos permitirá trazer
    alguma conclusão, ainda que provisória, dado o estatuto aberto da discussão filosófica,
    no âmbito da controvérsia sobre o enquadramento da sua proposta, tanto em Uma
    teoria da justiça quanto em O liberalismo político, como um modelo de
    procedimentalismo puro.

  • ANA PAULA DE ARAUJO LIMA
  • "A Compaixão como uma ética do reconhecimento em Schopenhauer"

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 06/06/2014
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  • Nosso objetivo é discutir o pensamento ético de Schopenhauer, tendo em vista o que o filósofo concebe como uma ética genuína, uma ética que abre as portas para a total possibilidade de aplicação prática. Primeiro faremos uma breve exposição sobre o cenário histórico de Schopenhauer, passando pelos movimentos idealismo e romantismo Alemão. No segundo momento, discutiremos seu pensamento único e seus desdobramentos. Trataremos do princípio da razão suficiente e suas quatro raízes, bem como pela explicação dos livros o Mundo como vontade e representação e Sobre o Fundamento da Moral. No primeiro capítulo, mostraremos a discussão dos filósofos Nietzsche e Horkheimer e seus pressupostos sobre o fundamento da moral, ou seja, a compaixão. No segundo capítulo, abordaremos os aspectos gerais da ética kantiana, os caracteres: inteligível, empírico e adquirido e como eles se enquadram na filosofia de Schopenhauer. Em seguida trataremos das motivações antimorais e a virtude da justiça. No terceiro capitulo, abordaremos a compaixão e seus desdobramentos, dialogando com comentadores que podem ajudar a embasar a pesquisa. Nossa pretensão é atualizar a compaixão, dando-a o devido reconhecimento para a atual crise porque passa a modernidade, na medida em que a razão não mais apresenta uma saída para tal crise. O reconhecimento e a atualidade de Schopenhauer vem primeiramente pela via dos sentimentos para só depois passar a uma reflexão apurada e assim chegarmos a nossa tese central. Desse modo, a problemática de nossa pesquisa é analisar de que modo o pensamento de Schopenhauer, mais especificamente a compaixão, pode ser apontada como uma saída para a crise da razão na modernidade filosófica.

  • ALINE GALVAO RASECH LANDIM
  • A Suspensão teleológica da ética em Kierkegaard: Uma análise a partir de Temor de Tremor.

  • Orientador : DANIEL ARRUDA NASCIMENTO
  • Data: 24/04/2014
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  • O trabalho que segue procura elucidar a questão: "Há uma suspensão teleológica da
    moralidade?” Na proposta desenvolvida por Kierkegaard em Temor e Tremor. Para
    introduzir o problema da pesquisa partiremos da releitura da passagem bíblica na qual
    Deus pede a Abraão que sacrifique seu filho Isaque, apresentada pelo pseudônimo de
    Johannes de Silentio, em que o hebreu não reluta em obedecer ao pedido divino.
    Primeiramente buscaremos fazer uma breve apresentação da obra, expondo algumas
    informações sobre o autor e sua contemporaneidade. No segundo momento, a
    pesquisa se delimita através de algumas referências colocadas por Kierkegaard, a uma
    tentativa de compreender racionalmente Abraão, no objetivo de encontrar, dentro dos
    limites da razão, um motivo lógico que justifique o ato do pai de Isaque. Pois, se
    assumirmos a moral como horizonte de análise para atitude do patriarca, ele está em
    falta, visto que age de maneira contrária a ela, e em função de uma realização
    particular. Além disso, qualquer um que queira matar seu filho é um criminoso diante da
    moral. Em sequência, tentaremos identificar como a dimensão da ética e da fé se
    revela no decorrer da obra. Pois, geralmente, quando falamos sobre ética, somos
    remetidos a inúmeras considerações que dificultam caracterizar de maneira objetiva
    esse ponto. Também trataremos da fé que, em Temor e Tremor é ao mesmo tempo
    falar do absurdo, ou seja, aquilo que está além do alcance do discurso racional, que
    segundo Kierkegaard para a pessoa da fé, já não é mais absurdo. Enfim, tentaremos
    então, situar, na própria problemática filosófica proposta pelo autor, a discussão da
    conflituosa relação entre a moral e a suspensão da moral. Assim, será nesta atmosfera
    paradoxal que esse trabalho se desenvolverá na tentativa de responder a nossa
    questão fundamental: como o Indivíduo é capaz de suspender a moral, a fim de
    assumir um novo telos.

  • LUIS GOMES DA SILVA
  • O EXAME: UMA TÉCNICA DE SABER E UMA ESTRATÉGIA DE PODER, SEGUNDO MICHEL FOUCAULT

  • Data: 23/04/2014
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  • Até o início do século XIX havia uma sociedade em que o poder ainda assumia a forma visível do suplício, em que o corpo era dilacerado ao extremo pelo poder infinito do soberano. Mas mesmo nessa sociedade, definida por Foucault como propriamente penal, o poder não estava absolutamente sob o jugo do monarca, pois as chocantes imagens provocadas pelo cerimonial do suplício geravam na população não somente a obediência a que se propunham, mas, sobretudo causavam repugnância e revolta. O corpo, ainda que disforme e sem vida, manifestava-se como instrumento de questionamento sobre a fragilidade do “superpoder” soberano. Aos poucos essa sociedade, movida pela constante relação de forças, vai se transformando e dando lugar a outra, em que a suntuosidade da punição não é mais exigida, visto que se tornara muito onerosa e pouco eficiente. Banido o direito de causar a morte, interessa agora o direito de causar a vida. Surge a sociedade disciplinar. Nela, segundo Foucault, o poder assume a forma insidiosa, cotidiana da norma e, desse modo, se oculta enquanto poder e se oferece como sociedade. De todos os mecanismos de que dispõe a sociedade disciplinar, um é extremamente importante para efetivá-la enquanto controladora da vida moderna. Trata-se do exame. É este exame, enquanto técnica de saber e estratégia de poder, o objeto desta pesquisa.

  • BENEDITO SULLIVAM LOPES
  • "LIBERDADE EM JOHN RAWLS".

  • Orientador : ELNORA MARIA GONDIM MACHADO LIMA
  • Data: 14/04/2014
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  • O presente trabalho pretende demonstrar de que forma a teoria de Rawls inspira-se diretamente na teoria ética kantiana, mais precisamente nos conceitos de liberdade e autonomia desenvolvidos por Kant. Rawls utiliza-se desses conceitos para fundamentar as ações dos indivíduos dando uma fundamentação que está diretamente voltada para um caráter político. Tal posicionamento de Rawls fica evidenciado em vários de seus textos, e pode ser percebido ao longo da evolução de seus escritos. Pretendemos demonstrar também que os critérios de suas justificativas encontram-se subjacentes à construção da sua teoria da justiça como equidade expressas pelas seguintes ideias: (i) só um critério de escolha racional e autônoma, nos moldes kantianos, pode livrar os indivíduos sociais das contingências que influenciam das crenças e escolhas que esses indivíduos fazem dos princípios de justiça; (ii) a liberdade é o único princípio de justiça que é capaz de evitar os sacrifícios de uma parcela da sociedade, impostos pelo utilitarismo ou pelo perfeccionismo. Dessa forma, pretende-se defender que a justificação para o princípio da liberdade como fundamental pode ser considerada como garantia das ações livres dos indivíduos, sem que se tenha que cair no vão do relativismo ou da ditadura da maioria. Rawls apresentou este aspecto em suas obras por meio (i) do método da posição original; (ii) do caráter racionalista traduzido pelo não-intuicionismo e não-utilitarismo das suas obras; (iii) do seu próprio percurso teórico quanto aos aspectos metodológicos e de conteúdos relativos ao construtivismo de um aspecto fundamentalmente kantiano; (iv) da corroboração teórica tendo como fonte as diversas influências sofridas, dentre elas, o Contratualismo baseado principalmente em Locke, Rousseau e Kant; a ruptura com o transcendentalismo kantiano; e a retomada dos conceitos de liberdade dos antigos e dos modernos.

  • RAMON LIMA DOS SANTOS
  • Conhecimento Científico: as exigências que lhe atribuímos em uma contraposição entre Karl Popper e Paul Feyerabend

  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 14/04/2014
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  • Realizaremos no presente trabalho um exame do problema da relação linguagem-mundo. A nossa abordagem consistirá em realizar uma análise da tentativa de utilização, por Popper, da concepção semântica da verdade de Tarski como uma concepção que justificasse uma perspectiva correspondentista. Em seguida, abordaremos o posicionamento epistemológico de Feyerabend diante da prática do desenvolvimento do conhecimento científico. Com a contraposição entre os dois posicionamentos, realizaremos uma defesa deste último  - o anarquismo epistemológico de Feyerabend - e, com isso, esperamos expor um exame crítico da criação científica a partir daquele problema. Com o objetivo de abrir caminho para essa defesa, entretanto, realizamos uma apresentação das críticas desenvolvidas por Quine em Dois Dogmas do Empirismo e as implicações das mesmas. Como resultado da exposição e rejeição dos dois dogmas do empirismo, Quine adota uma visão extensionalista quanto à aquisição da linguagem e significado de seus objetos. Como não há um fundamento para a definição de termos ou redução de enunciados observacionais, não há porque buscarmos significados intencionais de objetos e adotarmos linguagens intencionais. É a partir disso que emerge um posicionamento pragmático, anunciado pelo autor em seu artigo. Esses pontos levantados e desenvolvidos por Quine nos servem como pressupostos e compõem parte do suporte de um ponto de vista pragmático-anarquista, tal como o defendemos. 

2013
Descrição
  • CARLOS ALBERTO MEDINO DA ROCHA
  • A formação do HOMEM moral: UM ESTUDO sobre o estoicismo e o “CUIDADO DE SI” EM SÊNECA

     

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 29/10/2013
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  • Esta proposta de estudo é fundamentada no pensamento de Lucius Anaeu Sêneca (4  a.C  –  65  d.C.), filósofo, político, orador, educador da corte romana e preceptor de Nero, cujos escritos estão voltados para a reflexão sobre a vida marcada por conflitos, vícios, incertezas e uma série de inquietações que envolvem a vida humana como um todo.  A proposta de estudo é compreender a seguinte problemática: como se dá a partir do estoicismo de Sêneca a formação do homem moral, aquele que se tornou “um homem de bem”, que alcançou o domínio das inquietações e se lançou de forma virtuosa em busca do viver bem, ou seja, como Sêneca elabora ao seu modo, a noção de “cuidado de si”. Para esse pensador o processo de formação do homem dar-se-á pela via da razão em detrimento dos instintos, tendo como condição o conhecimento de si mesmo. Deste modo, aquilo que poderíamos chamar de uma “educação do caráter” supõe em primeira instância a figura do mestre, aquele que intervém na formação do indivíduo enquanto mediador, de forma indispensável. Assim, para um melhor desenvolvimento da pesquisa, partimos das seguintes hipóteses: a partir de uma educação do caráter mediada pelo mestre, a qual permite o homem elaborar a si próprio, é possível alcançar uma vida ética; o homem, ao passar do estado de estulto ao “cuidado de si”, adquire de maneira mais clara o entendimento das coisas que dependem de nós e quais não estão ao nosso alcance, assegurando um viver bem e por fim, a passagem por esse modo de ser (“cuidado de si”) contribui para um processo de autoconhecimento e construção da sua existência em direção ao homem moral.

  • THIAGO COSTA SANTOS CARRILHO SIQUEIRA
  • FOUCAULT: INQUÉRITO, VERDADE E GOVERNAMENTALIDADE

  • Orientador : DANIEL ARRUDA NASCIMENTO
  • Data: 31/08/2013
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  • Este trabalho dedica-se ao estudo de algumas das observações feitas por Michael Foucault acerca do seu modelo de verdade, do dujeito e de sua relação com os mecanismos de controle dos Estados, Através da desconstrução das teorias propostas pelo autor sobre a apropriação da produção da verdade pelos sistemas de governo e seu aparato jurídico. Dentro desta perspectiva, adentra-se no contexto da  formação de modelo de sociedade iniciado após a Idade média, tendo-se como essencial a utilização do inquérito, ou método inquisitivo como forma administrativo padrão, e sobre de como esta levou ao desenvolvimento de uma estrutura de controle extremamente complexo; pretende-se demonstrar como esta evolução levou ao desenvolvimento de uma cada vez maior racionalidade por parte dos Estados, culminando com a emergência dos conceitos de governamentalidade e model de sociedade biopolítica.

  • FRANCISCO DAS CHAGAS SILVA REIS
  • A Emancipação em Horkheimer e Adorno e a crítica de Habermas

  • Orientador : JORGE ADRIANO LUBENOW
  • Data: 29/08/2013
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  • Esta dissertação tem como objetivo apresentar a ideia de emancipação delineada pela tradição intelectual denominada “Teoria Crítica” a partir dos dois textos centrais “Teoria Tradicional e Teoria Crítica” (1937) de Max Horkheimer, e Dialética do Esclarecimento (1947), de Max Horkheimer em parceria com Theodor Adorno, bem como a crítica de Jürgen Habermas à compreensão clássica da teoria crítica de Horkheimer e Adorno. Para Horkheimer e Adorno uma sociedade livre da opressão e da exploração impostas pelo modo de produção capitalista resultaria da mudança do método tradicional de reprodução material e intelectual da sociedade para o método dialético, cujo centro é ocupado pela relação sujeito e objeto como elementos intrinsecamente dependentes. O trabalho era o elemento social no qual se efetivaria o potencial do sujeito depositário da emancipação – o proletariado. Com a ampliação do foco para além da estrutura ideológica do capitalismo, a crítica de Horkheimer e Adorno se radicaliza e alcança todo o processo histórico de formação da consciência e da civilização; com isso a ideia de emancipação também se altera, e o que antes era incumbência dos grupos avançados da sociedade passa a ser uma conclamação de toda a civilização – resgatar a relação de unidade não totalitária entre humanidade e natureza. Para Habermas, em contrapartida, seus antecessores elaboraram uma crítica de tal modo radical e totalizante que inviabilizou o cumprimento da promessa original da teoria crítica – identificar e apresentar os potenciais emancipatórios encontrados na própria sociedade. Ao empreender sua crítica radical da sociedade, a tradição intelectual da teoria crítica não hesita em incluir-se como objeto da própria crítica que exerce; embora radical e totalizante a crítica orienta-se pelo governo da razão e,com isso, permanece sempre como comportamento crítico em vista da emancipação. Este parece ser o núcleo permanente que continua a servir de âncora para as gerações posteriores da teoria crítica.

  • DIOGO SILVA CORREA
  • Liberdade e Linguagem, Um estudo sobre a individulidade como valor no pensamento de Habermas.

  • Data: 28/08/2013
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  • Esta pesquisa expõe o tema da liberdade por meio do pensamento de Jürgen Habermas. Para o referido autor, este problema surgiu primeiro com a ascensão de uma esfera pública burguesa na modernidade. A liberdade se manifestava por meio do indivíduo mediante a sua autonomia privada. Com a ampliação do público na esfera pública burguesa e após a análise sobre a interpenetração da mídia na cultura culminando em uma maior exploração humana, Habermas inseriu a linguagem como mediação entre os homens para resolver este problema de desigualdade social que prejudicava a possibilidade de livre e igual condição de atuação do indivíduo. Aliado à teoria dos atos de fala surgiu a questão do agir comunicativo no pensamento de Habermas. A liberdade do sujeito passou a ser entendida como liberdade comunicativa. Mas esta última não deixou de se desenvolver, no pensamento habermasiano, tendo como um dos focos a intenção racional do indivíduo que se tornou um falante competente. Nesse sentido, a possibilidade de manifestação da intenção racional do sujeito, em Habermas, teve influência de uma axiologia humanista no tocante à ideia de individualidade que emergiu do cultivo por uma intimidade privada na esfera pública burguesa.

  • FRANCÍLIO VAZ DO VALE
  • BIOCENTRISMO NA ÉTICA DA RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 28/08/2013
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  • Hans Jonas na obra O Princípio Responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica (2006 [1979]) apresenta o diagnóstico de uma civilização debilitada e perecível, constantemente ameaçada pelos poderes do homem tecnológico. De posse desta análise, constrói uma proposta no sentido de novas fundações para o edifício ético a partir de uma responsabilidade. Jonas constata o caráter antropocêntrico de uma ética que não abrangia as consequências dos impactos oriundas da ação humana sobre o homem e a vida na biosfera. Em seu ideário filosófico sobre a civilização tecnológica, estende as atitudes dos homens para além do agir próximo, reconhecendo um direito próprio da natureza. A recolocação conceitual da natureza, dotada de finalidade própria, expressa que o poder tecnológico promove os desafios morais da contemporaneidade, visto que há a possibilidade certa (causas) e incerta (consequências) de os efeitos acumulativos desta mesma tecnologia pôr em perigo a continuidade futura da vida sobre o planeta. O imperativo da responsabilidade resulta do poder do homem contemporâneo sobre si e sobre o planeta. Caracteriza-se por ser uma responsabilidade perante a natureza e perante o próprio homem. A concepção de responsabilidade em Jonas está em conformidade com uma nova exigência axiológica de fundamentação ontológica presente na obra O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica (2004[1966]). É uma responsabilidade que se firma com a preservação da vida em um futuro distante e com a continuidade da vida tal como conhecemos. O que justifica um pretenso biocentrismo no princípio responsabilidade é o fato de que a continuidade da existência gera uma obrigação com a vida, porque dizer sim a ela é ser. O grande objetivo de uma nova abordagem biocêntrica, como o imperativo de Jonas, é de manter a existência da humanidade futura, em um futuro que existam candidatos a um universo moral em um mundo concreto – o autêntico objetivo da responsabilidade.

  • FRANCISCO VALE LIMA
  • NATUREZA E ETHOS DA RESPONSABILIDADE EM HANS JONAS

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 24/08/2013
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  • Uma vez posto em evidência os aspectos metafísicos da ética jonasiana e sua leitura ontológica da natureza, encontramo-nos aptos a proceder com nossa análise acerca de qual seja a natureza e o ethos da responsabilidade em Hans Jonas, demonstrando que os fundamentos para uma moralidade na sociedade tecnológica sedimentam-se na conexão ontológica entre Ser e dever-ser. Para atingir tal objetivo, procedemos primeiro, com uma análise acerca de qual seria a natureza da responsabilidade segundo Jonas, alocando tal natureza na metafísica e na valorização do Ser. Para atingir tal objetivo, primeiro apresentaremos as causas que impossibilitaram que a reponsabilidade assumisse caráter central nas éticas anteriores; em seguida, procederemos com a análise jonasiana acerca da ameaça hodierna procedente do avanço tecnológico, poder que exige uma responsabilidade que lhe seja correspondente; deste avanço tecnológico desembocaremos na forma contemporânea de niilismo. Dado os argumentos apresentados nos capítulos precedentes, observa-se que tal niilismo configura-se enquanto uma negação tácita ao Ser, o que requer que se busquem fundamentos metafísicos para que tal problema seja dirimido. Isto posto, estaremos aptos a afirmar que a natureza da responsabilidade encontra-se na conexão ontológica acima citada. Para tanto, procederemos com a análise jonasiana acerca da auto-afirmação do Ser e de sua consequente negação ao não-Ser; e, em seguida procederemos com a análise jonasiana que associa dever e querer (associando assim os aspectos objetivos e subjetivos de sua moralidade).

  • ANDRÉ HENRIQUE MENDES VIANA DE OLIVEIRA
  • DOS FENÔMENOS AO NADA: UM ESTUDO SOBRE A LIBERDADE EM SCHOPENHAUER

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 27/06/2013
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  • O presente trabalho propõe fazer um exame sobre a noção de liberdade a partir da obra de Arthur Schopenhauer. Nesta investigação tentamos preservar o caráter “orgânico” de sua filosofia estudando a noção de liberdade a partir das relações que esta estabelece com os âmbitos epistemológico, metafísico e ético do conjunto geral de sua obra, dando ênfase, todavia, à definição de liberdade enquanto negação de toda necessidade. Neste sentido, partiremos da crítica que Schopenhauer faz à resolução kantiana da antinomia liberdade versus necessidade, presente na Crítica da razão pura, para em seguida mostrar como a resposta dada por Schopenhauer a esta antinomia se baseia na sua concepção metafísica do mundo, ou seja, do mundo como objetivação da Vontade. Tal metafísica dará suporte à sua formulação de uma ética descritiva, que refuta qualquer possibilidade de um melhoramento do caráter dos indivíduos a partir de doutrinações morais. Por fim, apresentamos nossa interpretação do que Schopenhauer chama de “aparição da liberdade no fenômeno”, de acordo com sua definição de liberdade enquanto negação de toda necessidade.

  • NAYARA BARROS DE SOUSA
  • Contribuições rortyanas para uma filosofia feminista -(re) leituras a partir da autocriação

  • Data: 31/05/2013
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  • Essa dissertação tem por objetivo apresentar a discussão ocorrida a partir do ensaio Feminismo e Pragmatismo de Richard Rorty, no ano de 1990, bem como algumas das possibilidades a partir de seus desdobramentos. Primeiramente foi feito um breve resgate do histórico do feminismo, especialmente no que diz respeito à tradição estadunidense, em seguida, um breve resumo do neopragmatismo com suas principais características. No primeiro capítulo a proposta de Rorty é apresentada, destacando a importância das posições de Catherine MacKinnon, bem como a perspectiva de Sabina Lovibond, esta última como crítica do pensamento rortyano. No segundo capítulo, temos algumas das principais críticas sofridas pela proposta de Rorty, especialmente aquelas feitas por Nancy Fraser ou nela inspiradas. No terceiro capítulo, são desenvolvidas algumas das possibilidades percebidas a partir das sugestões feitas por Rorty, como resultado da interlocução com o feminismo. Essas possibilidades residem especialmente na idéia da criação poética, que resultaria na autocriação da mulher. Por fim, foi incluído um tópico para reflexão sobre a criação poética de Emily Dickinson e Adrienne Rich, como exemplos do processo redescrito por Rorty. A autocriação, a poesia e a redescrição são algumas das metáforas utilizadas pelo neopragmatista para desenvolver seu pensamento neste diálogo com o feminismo. E por fim, conclui-se que, apesar da resistência de parte das teóricas feministas à proposta de Rorty, a interlocução do neopragmatismo deste com o feminismo pode ser bastante eficiente.

2012
Descrição
  • LORENA MARIA DE MOURA SANTOS
  • Comunidade  e Moralidade na filosofia de Alasdair MacIntyre

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 18/10/2012
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  • Esta dissertação busca apresentar o conceito de comunidade na
    filosofia moral de Alasdair MacIntyre, analisando seu desenvolvimento
    nas obras After Virtue (1981), Justiça de Quem? Qual racionalidade?
    (2008) Three Rival Versions of moral Enquiry (1990) e Dependent
    Rational Animals (1999). A análise desses livros visa explicitar a
    articulação entre a comunidade e conceitos importantes em sua ética:
    as virtudes, práticas, tradição e unidade narrativa da vida humana. A
    presença da comunidade proporciona o contexto fundamental para o
    desenvolvimento e compreensão da moralidade. MacIntyre, em sua crítica
    à moralidade contemporânea, defenderá a restruturação das comunidades
    como uma alternativa aos males encontrados na modernidade, que foi em
    parte causados pelo abandono da tradição teleológica e pelo fracasso
    do Iluminismo, como também pelo advento do Estado Nação e das
    economias de mercado. MacIntyre insiste que as virtudes só poderão ter
    um desenvolvimento eficaz em comunidades locais e pequenas que estão
    nas margens do moderno Estado Nação. Para tanto, apresentaremos o
    modelo de sociabilidade que MacIntyre pensa ser ideal para a aquisição
    e o exercício das virtudes. Essas comunidades devem estar pautadas no
    bem comum, na deliberação racional compartilhada, nas relações de
    reciprocidade, desenvolvimento das virtudes da justa generosidade, e
    no reconhecimento da vulnerabilidade e incapacidade humanas. Com isso,
    MacIntyre deseja pensar numa alternativa contrária ao Estado Nação
    moderno e suas ordens liberais, e assim priorizar uma política mais
    participativa e consciente.
  • ALEXANDER ALMEIDA MORAIS
  • O SELF NARRATIVO EM CHARLES TAYLOR E SHAUN GALLAGHER

  • Orientador : JOSE SERGIO DUARTE DA FONSECA
  • Data: 08/10/2012
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  • Em seu livro, As fontes do self (1989), Taylor desenvolve uma narrativa sobre as fontes de constituição do self moderno, o que também, sintomaticamente, desembocará em uma abordagem narrativista sobre selves dos indivíduos. Para Taylor, nós adquirimos essa capacidade narrativista por estarmos desde já inseridos em uma comunidade que possui um background (pano de fundo) de valores e papéis sociais, e é através deles que nós compreendemos os outros e a nós mesmos. Eles formam um horizonte ou estruturas morais inescapáveis para nós. Entretanto, Taylor explica isso rejeitando qualquer recurso a aspectos sociobiológicos e fisicalistas da animalidade humana per se, postura essa que ele chama de naturalismo. Parece-nos que Taylor, ao tentar explicar como adquirirmos as configurações morais a partir das quais nos autodescrevemos narrativamente, não nos fornece uma explicação de como se constitui a nossa intersubjetividade (a relação do self com o outro). Esta é a postura assumida pelo filósofo da mente Shaun Gallagher para explicar como nós chegamos a obter a habilidade narrativista. Gallagher, também pretende estabelecer uma teoria narrativista sobre o self humano levando em conta uma abordagem que trata também das questões biológicas de como esses seres humanos alcançaram essa habilidade narrativa através das capacidades incorporadas (embodied) do indivíduo humano, que Gallagher definirá como Intersubjetividade primária. Gallagher pretende compreender as “condições de possibilidade” que permitem ao homem compreender-se a si mesmo de forma narrativista. Nosso alvo nesta dissertação é explicitar e confrontar os dois modelos alternativos de self narrativo, o de Taylor e de Gallagher para vermos até que ponto a posição de Gallagher (fenomenologia e ciências cognitivas) poderia ou não complementar a posição de Taylor (centrada em uma postura hermenêutica), respondendo as questões que parecem serem deixadas sem resposta (ou pelo menos, não atendida nas preocupações de Taylor em seu modelo narrativista de self). Nossa hipótese é que uma descrição mais completa do self deve levar em consideração não só o processo de constituição social, mas também explicar nossa capacidade de interagir compreensivamente com o outro (o fenômeno da empatia), pois, do contrário, ficaríamos com um conceito muito abstrato e distorcido do self.

  • ANTONIO MARCOS VAZ DE LIMA
  • MITLEID, A COMPAIXÃO COMO FUNDAMENTO DA MORAL NO PENSAMENTO DE ARTHUR SCHOPENHAUER

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 28/09/2012
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  • Segundo Arthur Schopenhauer o egoísmo e amor-próprio são entendidos enquanto motivações antimorais, pois delas originam-se outras aptidões de gozo pessoal. E, a única e genuína motivação moral nasce da compaixão que difere das compreensões conceituais teológicas, deontológicas ou teleológicas por trazer em sua essência a marca da análise da natureza humana em sua forma mais objetiva e inteligível. Este trabalho visa compreender a compaixão schopenhaueriana enquanto fundamento da moral e como esta afigura-se como uma tentativa de pensar o problema da origem e do lugar da moralidade no universo humano de maneira sóbria e coerente, de maneira a enaltecer a forma e o método analítica filosófico. Desta feita, uma abordagem mais demorada sobre a descrição do fenômeno moral em Arthur Schopenhauer tornar-se-á um porto seguro para as reflexões atuais, e por que não, para as futuras, acerca da ética e da moral de uma forma mais apropriada e coerente. O objetivo deste trabalho é tentar compreender se há ou não um fundamento para a moral no pensamento de Schopenhauer. E se há, onde ele se encontra e como ele é apresentado pelo autor. Outro objetivo deste trabalho é também apresentar nosso autor de forma consistente, sóbria e filosoficamente viável para a pesquisa científica, para que partindo nossas reflexões dos estudos e das análises éticas e morais deste pensador tão maduro e intenso, possamos redimensionar nosso modo de entender e de viver a eticidade bem como a moralidade em nossos dias.

     

  • ADAILSON ARAGAO DOS SANTOS
  • A VONTADE DE PODER: UMA PROPOSTA ÉTICA PARA UMA FILOSOFIA DA VIDA A PARTIR DO NIILISMO ATIVO DE NIETZSCHE

  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 27/09/2012
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  • Este trabalho busca analisar um dos conceitos centrais da filosofia nietzscheana, a Vontade de Poder. Tendo Nietzsche uma profunda identificação com a filosofia da vontade schopenhaueriana, ocuparemos em deslindar sobre as leituras que interpretam a vontade de poder sob o viés biológico e psicológico no sentido de esclarecer o fundamento que tem como base o corpo e não um plano metafísico. Assim, partindo da premissa que Nietzsche valora a vida e é contra tudo aquilo que a nega, sua filosofia aponta para uma dimensão ética dos instintos e para a formação do grande homem diante de uma condição niilista que vivia o homem moderno. 

  • ISABEL CRISTINA ROCHA HIPÓLITO GONÇALVES
  • O LUGAR DA VIRTUDE E DO SUJEITO MORAL NA FILOSOFIA DE ALASDAIR MACINTYRE

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 26/09/2012
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  • Neste trabalho nos debruçamos sobre a filosofia moral de Alasdair MacIntyre e sua proposta
    de reconstrução da ética das virtudes, tendo em vista a tradição aristotélico-tomista.
    Pretendemos apresentar e discutir os conceitos de virtude e sujeito moral no interior de sua
    proposta de uma ética teleológica em detrimento das éticas deontológicas prevalecentes na
    filosofia moral moderna e iluminista. O projeto filosófico de MacIntyre parte do diagnóstico
    de desordem da moralidade contemporânea e das críticas que ele endereça à moralidade e a
    filosofia moral modernas, assim como ao Liberalismo. Em resposta à crise da moralidade
    contemporânea e ausência de padrões racionais na moralidade, ao individualismo liberal, à
    compartimentalização da vida humana, e à ausência de uma concepção de bem comum no
    interior dos estados liberais, MacIntyre propõe a retomada da ética das virtudes como forma
    de devolver a coerência à moralidade e a racionalidade à ética, tendo em vista o
    desenvolvimento do conceito de tradição de pesquisa racional e o reconhecimento da
    condição animal do homem e sua realidade de vulnerabilidade e dependência. Nossas
    discussões estão organizadas em três momentos nos quais apresentamos: 1) o diagnóstico de
    MacIntyre acerca da moralidade contemporânea, sua crítica à filosofia moral e política
    modernas, a delimitação do conceito de tradição e o retorno à tradição aristotélico-tomista; 2)
    a defesa e a justificativa de uma ética das virtudes por MacIntyre e sua posição no debate
    entre Liberalismo e Comunitarismo, assim como sua crítica ao ethos emotivista e à moral e
    política liberais; 3) a delimitação do conceito de virtude a partir do resgate histórico e
    conceitual de seus elementos na tradição clássica, assim como a caracterização do sujeito
    moral que a ética das virtudes exige e a estrutura do raciocínio prático que este tem de
    desenvolver a partir do conceito de florescimento e do reconhecimento de sua identidade
    animal e sua condição de vulnerabilidade e dependência.

     

  • MARCOS ROBERTO ALVES OLIVEIRA
  • O confronto entre Thomas Kuhn e Imre Lakatos sobre a racionalidade cientifíca

  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 24/09/2012
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  • Este trabalho tem por objetivo evidenciar algumas divergências entre o pensamento de Thomas Kuhn e Imre Lakatos no que se refere ao progresso da ciência. Estando organizado em cinco tópicos, onde inicialmente é caracterizada a contextualização histórica do debate científico, enfatizando a metodologia indutivista moderna.  Em seguida, apresenta as teorias de Thomas Kuhn e Imre Lakatos, caracterizando os seus pensamentos e destacando  a influência de Karl Popper nos trabalhos desenvolvidos por estes autores. No que se refere a Kuhn enfatizou-se o conceito de paradigma e no que se refere a Lakatos, a noção da  sua Metodologia dos Programas de Investigação Científica. Finalmente são apresentadas as principais divergências entre Lakatos e Kuhn, a respeito do progresso científico, decorrentes sobretudo da maneira diferenciada que cada um concebe a história da ciência. Em Kuhn, ela parece ser o resultado de todos os tipos de interferências humanas; enquanto que para Lakatos, é considerada como atividade ideal (lógica), distanciada de todo contágio com a realidade sócio-psico-cultural.

     

  • LEONARDO BRUNO VIEIRA SANTOS
  • “TWO DOGMAS OF EMPIRICISM E A "GUINADA CIENTÍFICA" NA FILOSOFIA ANALÍTICA"

  • Orientador : MARIA CRISTINA DE TAVORA SPARANO
  • Data: 24/09/2012
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  • O presente trabalho tem como objetivo mostrar como ocorreu uma “guinada científica” na Filosofia Analítica a partir do artigo Two Dogmas of Empiricism de W. V. Quine. Neste artigo Quine demonstra que não há como fundamentar uma suposta divisão entre enunciados que são verdadeiros unicamente por causa do significado de seus termos e enunciados que necessitam dos fatos para serem tidos como verdadeiros, ou seja, não há como sustentar a divisão analítico/sintético. Assim, sobre os escombros deste dualismo Quine edifica seu holismo semântico, exemplificado pela ideia de um campo de força que está em contato com a experiência apenas nas extremidades. Essa imagem da ciência campo de força foi desafiada por filósofos como Dummett. O presente trabalho, portanto, se concentra na revolução iniciada por Quine na Filosofia Analítica, demonstrando que seus argumentos contra a analiticidade alcançam todas as formas em que se concebam essa noção.

  • DANIEL RAMOS DOS SANTOS
  • A EPISTEMOLOGIA NATURALIZADA DE QUINE E SUA RELAÇÃO COM A NORMATIVIDADE EPISTEMOLÓGICA

     

  • Orientador : MARIA CRISTINA DE TAVORA SPARANO
  • Data: 21/09/2012
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  • A presente dissertação tem como objetivo investigar a relação da epistemologia naturalizada de Willard Quine como a normatividade epistêmica. O projeto epistemológico quiniano surge como um resultado das críticas que Quine direciona contra o que podemos chamar de ‘posição epistemológica tradicional’. As críticas de Quine sugerem que o projeto da epistemologia tradicional, com sua pretensão, dentre outras, de fundamentar as ciências naturais, deve ser abandonado. Um dos aspectos fundamentais da posição tradicional, além do fundacionismo, é a normatividade. Aceitar a sugestão de Quine, de abandonar as pretensões da epistemologia tradicional, como sendo impossíveis de serem alcanças – como defenderá Quine – em favor de uma posição mais modesta, que se encontra dentro do contexto da própria ciência natural, parece obviamente implicar o abandono dos elementos ou noções que caracterizam a epistemologia tradicional, como as descritas acima, e além daquelas, a ideia de uma filosofia primeira e a concepção apriorística. Com isso, a epistemologia passaria apenas a fazer descrições, já que nesta nova perspectiva, o conhecimento é entendido como algo natural, bastando apenas descrevermos como ele ocorre. Isso levaria, claro, a uma extinção da separação entre ciência e epistemologia. A epistemologia se tornaria uma ‘epistemologia científica’. O problema aqui pode ser formulado na seguinte pergunta: por que continuar a chamar esse projeto naturalista de epistemologia, já que não são mais consideradas as características que constituem aquilo que podemos chamar propriamente de epistemologia? Uma resposta seria a de que Quine, de modo surpreendente, a despeito de suas críticas a toda tradição epistemológica, irá defender a manutenção em seu projeto naturalista, daquilo que ele chama de elemento característico da epistemologia, a saber, a normatividade. Portanto, nossa investigação consistirá em saber como Quine pretende responder aos críticos e conciliar duas concepções que a princípio são antagônicas, naturalismo e normatividade. O texto terá a seguinte estrutura: no primeiro capítulo será feita uma breve apresentação do que seria a epistemologia tradicional e qual seria, dentro desta, o alvo das crítica quiniana; no segundo, apresentaremos a epistemologia naturalizadas com suas principais teses; no terceiro e último, investigaremos como Quine pretende sustentar a manutenção da relação entre epistemologia naturalizada e normatividade.

  • JOEDSON DE SANTANA OLIVEIRA
  • O NOVO REPUBLICANISMO DE PHILIP PETTIT: A RECUSA DO PROJETO HABERMASIANO DE CONCILIAÇÃO ENTRE LIBERALISMO E REPUBLICANISMO 

  • Orientador : JORGE ADRIANO LUBENOW
  • Data: 21/09/2012
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  • Este trabalho tem como ponto de partida o debate entre as tradições liberal e republicana, que figuram como duas correntes de pensamento político de grande notoriedade. O alcance e o poder de convencimento destas tradições tem sido objeto de debates acalorados nas últimas décadas. Habermas retoma este debate e aponta falhas tanto no liberalismo como no republicanismo e propõe uma alternativa ao debate, qual seja, a política procedimental deliberativa, que tem a pretensão de unir aspectos do liberalismo e do republicanismo resultando em uma proposta nova de política normativa. O ponto fulcral deste trabalho é uma discussão sobre a justeza da caracterização que Habermas faz do republicanismo. Nosso questionamento surge porque analisando o republicanismo de forma mais ampla, perceberemos que Habermas ignora uma vertente significativa desta tradição, ou seja, a leitura que Habermas faz do republicanismo é muito simplista abarcando no máximo o republicanismo neoateniense. Existe, portanto outra vertente do republicanismo que é ignorada por Habermas, o republicanismo neorromano. Philip Pettit representa hoje uma das vozes que mais defendem o que se vem chamando de revival republicano. Analisando o republicanismo pela perspectiva de Pettit, nos vemos confrontados com a questão de se realmente o ideal conciliatório de Habermas é necessário. Dada a relevância do novo republicanismo, aqui representado na figura de Pettit, nos inclinamos a dizer que se até a metade do século passado ela foi ignorada hoje isso já não é mais possível.

  • JAAZIEL DE CARVALHO COSTA
  • A EPISTEMOLOGIA DE LEWIS: UM ESTUDO DO TRATAMENTO DE DAVID LEWIS AO PARADOXO DA LOTERIA

  • Orientador : EMERSON CARLOS VALCARENGHI
  • Data: 17/09/2012
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  • O presente trabalho é um estudo acerca do Paradoxo da Loteria e da proposta de solução de David Lewis ao mesmo. Buscar-se-á explicitar a natureza deste puzzle, expondo quais as principais dificuldades de tratar deste problema e quais suas implicações para a epistemologia, limitando nosso tema à justificação epistêmica. Exporemos também a proposta contextualista de Lewis para resolver tal paradoxo, a qual está em xeque em nosso trabalho, uma vez que esta tem sido alvo de diversas críticas. Por fim, objetivamos expor a teoria de Lewis a uma bateria de testes argumentativos a fim de avaliá-la.

  • IVAN JORGE SOUSA PESSOA
  • O CONCEITO EXISTENCIAL DE CIÊNCIA SEGUNDO MARTIN HEIDEGGER: UMA HERMENÊUTICA DAS CIÊNCIAS NATURAIS.

  • Data: 14/09/2012
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  • Este estudo objetiva abordar a filosofia de Heidegger em sua compreensão acerca da gênese ontológica do comportamento científico, buscando especificamente em Ser e Tempo, uma tematização existencial sobre as ciências naturais. Para tanto se faz necessária uma abordagem prévia sobre a constituição fundamental do existente humano, doravante Dasein, ente com respectivo privilégio ontológico no tocante ao conhecimento. Nesse sentido, a referência ao § 69 da obra em destaque, torna-se decisiva, almejando-se desse modo, uma leitura hermenêutica das ciências naturais que, vinculará a temporalidade do ser-no-mundo à descoberta científica dos entes intramundanos, na relação fundamental entre ocupação e circunvisão. Mobilizando a questão do conhecimento para os limites metodológicos da mundaneidade temporal do Dasein, Heidegger desloca o foco para o âmbito de uma ontologia fundamental, a despeito de uma teoria do conhecimento propriamente. Relacionar a finitude humana com o conhecimento científico, eis o que se objetiva nos meandros dessa pesquisa.

  • VIRNA DE BARROS NUNES FIGUEIREDO
  • Reavalição da Crítica de Peter Singer ao Especismo Moral

  • Data: 04/09/2012
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  • As relações entre os membros da espécie humana e demais animais permanecem estagnadas em uma situação de exploração e objetificação daqueles que não demonstram características próprias da espécie humana, a cujos interesses atribuem-se um peso maior. A valoração da vida e do interesse de um sujeito tomando por critério a espécie a qual pertence não parece justificável, de modo que ao longo dos últimos anos, surgiram importantes indagações e críticas a tal pensamento. Neste sentido, a presente pesquisa toma por base as considerações tecidas pelo filósofo australiano Peter Singer, ao promover uma reavaliação de sua crítica à tese especista, isto é, aquela que estabelece um círculo moral baseado apenas na própria espécie e segundo a qual, interesses humanos triviais têm prioridade sobre interesses vitais de seres não humanos.

  • CLAUDIA RAQUEL MACEDO
  • O sentido existencial de outro na ontologia fundamental de Heidegger

  • Data: 10/08/2012
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  • A dissertação, a seguir, busca apresentar o caráter de ser-outro e o seu papel na proposta de Heidegger, em “Ser e Tempo”, de discutir a significação do ser a partir de uma ontologia fundamental. Porquanto, o objetivo principal desse trabalho é explicitar o sentido existencial de outro sob o contexto do esquecimento do ser provocado pela metafísica tradicional. Para introduzir o problema da pesquisa buscamos identificar a questão do sentido do ser no contexto da fenomenologia hermenêutica de Heidegger; no passo seguinte exploramos a ontologia fundamental comentando seus principais momentos, para enfim, situar, no interior da analítica existencial, a discussão do Mitsein (ser-com), expressão que Heidegger usa para caracterizar o modo como o Dasein vive em um mundo com os outros entes. Ao explorar o fenômeno do ser-com na preocupação com os outros desde a impropriedade para a propriedade do ser do Dasein, observamos o nexo fundamental com o fenômeno da morte. Foi assim, portanto, que chegamos à conclusão de que o aspecto prático da filosofia de Heidegger não constitui uma moral, em vez disso trata apenas da necessidade de colocar novamente a questão esquecida do sentido do ser.

  • GADAFY DE MATOS ZEIDAM
  • GEOMETRIA E CIÊNCIA, UMA CORRELAÇÃO RELEVANTE: ESTUDO ACERCA DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS MUDANÇAS NO STATUS DA GEOMETRIA E AS INFLEXÕES NA CIÊNCIA

  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 06/07/2012
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  • O presente trabalho tem o objetivo de indicar a relevância da correlação entre geometria e

    ciência. O cumprimento deste objetivo requer que se destaque não apenas o protagonismo da

    geometria especulativa de Tales na gênese de uma

    episteme especial, caracterizada por leis

    gerais, preditivas e verdadeiras, a qual ocorreu entre os gregos, mas, principalmente,

    destacando-se que as mudanças no

    status dos axiomas geométricos correspondem a inflexões

    na ciência. Portanto, após dividir a ciência em três grandes concepções teóricas, pode-se

    estabelecer a correspondência entre cada concepção da ciência (antiga

     moderna 

    contemporânea) e sua geometria peculiar (dedutiva

     descritiva  convencional). A

    relevância não pode ser desprezada, posto que as duas inflexões na ciência apresentam uma

    similitude assombrosa, marcada por três etapas distintas: o Esforço Geométrico, a Inflexão e a

    Virada Física.

2011
Descrição
  • OSVALDINO MARRA RODRIGUES
  • Ateísmo, liberdade e angústia em Sartre – uma abordagem fenomenológica

  • Data: 25/11/2011
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  • Tendo como fio condutor a obra L’être et le néant (EN), esta dissertação tem como objetivo primordial demonstrar as correlações entre ateísmo, liberdade e angústia no período fenomenológico de Jean-Paul Sartre. Para tal, busca-se, inicialmente, compreender o advento do ateísmo enquanto característica da subjetividade, e de que maneira Sartre, radicalizando o idealismo alemão por meio da fenomenologia, é herdeiro dessa tradição. Posteriormente, procuramos demonstrar como a subjetividade é a fonte das noções de liberdade e angústia. Fechando o périplo, tendo em vista os princípios adotados por Sartre, indicar a coerência do seu ateísmo.

  • MARIA DE JESUS DOS SANTOS
  • A FILOSOFIA DA CIÊNCIA DE THOMAS KUHN: INTERFACES COM A EPISTEMOLOGIA DE W. O. QUINE.

  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 03/10/2011
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  • Este trabalho consiste num estudo da filosofia da ciência de Thomas Kuhn, a partir da revisão das principais categorias que lhe compõe, do confronto de sua teoria com as ideias dos filósofos da ciência que vigoram em sua época e de aproximações entre seu empreendimento e a epistemologia de W. O. Quine. Pretendemos demonstrar o caráter revisional presente no pensamento kuhniano tendo como ponto de partida a análise de sua obra prima de 1962: A estrutura das revoluções científicas. Esperamos evidenciar que Thomas Kuhn ao construir e revisar sua filosofia perpetrará elementos relevantes que indicam um afastamento das teorias da ciência de seu tempo e, ao mesmo tempo faz aparecer subsídios que sugerem uma proximidade com a epistemologia quineana. Demonstraremos a partir desta apreciação como ocorrem estas aproximações, que serão apresentadas aqui sob a forma de interfaces filosóficas. Ambicionamos confirmar a relevância da filosofia da ciência de Thomas Kuhn, que deve aparecer neste trabalho como uma iniciativa substancialmente influente em nossos dias. Esperamos com essa iniciativa atualizar o debate epistemológico da segunda metade do século XX.

  • JOÃO CAETANO LINHARES
  •  

    O TESTE HISTÓRICO-DIALÉTICO DAS TRADIÇÕES DE PESQUISA MORAL NA FILOSOFIA DE ALASDAIR MacINTYRE

     

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 23/09/2011
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  • Atualmente basta assistir a qualquer programa televisivo de debates que logo percebemos que o conflito entre as crenças dos debatedores não tem meio de terminar e que é difícil nos decidir entre as diversas posturas que fazem parte do debate. Não raro nos perguntamos: "como chegamos a este ponto?". É esta a mesma pergunta que o filosofo escocês Alasdair MacIntyre fez em 1981, quando publicou a sua obra

    After Virtue. Mais do que simplesmente levantar a questão MacIntyre inicia um projeto para tentar fornecer uma explicação sistemática do "porquê" da discordância endêmica de nossa época e de como podemos resolver nossos desacordos de uma maneira que possa ser considerada racional. Neste trabalho nos focaremos no elemento central formulado por MacIntyre para a resolução dos conflitos entre pontos de vista (standpoints) rivais. Tal elemento conceptual recebe o nome de teste histórico-dialético. Pretendemos evidenciar quais os fatores que levaram à formulação do teste e como ele chega a ser formulado e aplicado por MacIntyre. Para isto, se fez necessário expormos o contexto do qual nasce a reflexão macintyreana, que é um contexto de enfrentamento das posturas relativistas e perspectivistas. Evidenciamos no que consiste a teoria da racionalidade das tradições, pois é no âmbito das tradições morais de pesquisa racional que ele aplica o teste histórico-dialético. Evidenciamos, também, os elementos constitutivos do teste, ou seja, no que consiste sua historicidade e sua dialeticidade. No segundo capítulo, mostramos como MacIntyre aplica o teste no conflito com duas tradições de pesquisa moral rivais, a genealogia e a enciclopédia. Por fim, destacamos algumas conseqüências da aplicação do teste tais como: a reabilitação da tradição aristotélica e a utilização dos conceitos legados por esta tradição para a compreensão adequada de nossa consciência ética contemporânea.

  • LUIS FERNANDO SANTOS SOUZA
  • UM EXAME DA TEORIA DAS ALTERNATIVAS RELEVANTES NA EPISTEMOLOGIA CONTEMPORÂNEA

  • Orientador : EMERSON CARLOS VALCARENGHI
  • Data: 06/09/2011
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  • Esta dissertação visa fazer um exame da Teoria das Alternativas Relevantes. Buscar-se-á compreender e analisar como o conceito de alternativa relevante vem sendo tratado na epistemologia contemporânea, bem como avaliar as vantagens e percalços da incorporação de tal elemento na análise do conceito de conhecimento. A presente pesquisa tem por objetivo observar se as soluções inovadoras para os problemas clássicos da epistemologia propostas pelos teóricos das Alternativas Relevantes repousam em bases sólidas ou se carecem de fundamentação. Para tanto este texto adotará o seguinte itinerário: no capítulo inicial serão apresentados os precursores da teoria das alternativas relevantes, suas principais ideias e propósitos. Para tal finalidade serão discutidas as teorias de Fred Dretske e Alvin Goldman. No segundo capítulo se examinará as alternativas relevantes através da teoria contextualista do filósofo David Lewis. A intenção desse capítulo será a de investigar se os refinamentos teóricos oferecidos por Lewis, tais como as regras de relevância, conseguem fornecer ferramentas para uma análise correta do conceito de conhecimento. Adicionalmente, buscar-se-á examinar se o resultado de tal análise é suficiente para o enfrentamento com o cético. O último capítulo buscará constatar, através dos argumentos de Jonathan Vogel, se a teoria das alternativas relevantes se configura como uma estratégia epistemológica legítima ou se ela é Ad Hoc.

  • DAYVIDE MAGALHAES DE OLIVEIRA
  • UMA AVALIAÇÃO DA RESOLUÇÃO DE PETER KLEIN AO CETICISMO DE INSPIRAÇÃO CARTESIANA A PARTIR DE UMA CRÍTICA DA TESE ANTICÉTICA DE FRED DRETSKE

  • Orientador : EMERSON CARLOS VALCARENGHI
  • Data: 05/09/2011
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  • Nosso trabalho de pesquisa consiste, essencialmente, em discutir propostas anticéticas contemporâneas. De modo mais específico, o foco de nossa pesquisa é voltado para o tratamento anticético elaborado por Peter Klein referente ao argumento cético de inspiração cartesiana. Partindo de tal pressuposto, podemos citar aqui alguns objetivos importantes para a efetivação de nosso trabalho: investigar e discutir os argumentos anticéticos de Peter Klein apresentados principalmente no livro “Certeza: uma refutação do ceticismo” e nos artigos “Ceticismo e fechamento: porque o argumento do Gênio Maligno falha” e “A questão do fechamento: ceticismo acadêmico e conhecimento fácil”; investigar e discutir a crítica de Fred Dretske ao princípio de fechamento (principalmente nos textos “Operadores epistêmicos”, “Conhecimento como base de informação”, e “A dimensão pragmática do conhecimento”) e ainda verificar se a crítica apresentada por Peter Klein é necessária e suficientemente capaz de dar conta do problema do ceticismo.

2010
Descrição
  • ALEX MYLLER DUARTE LIMA
  • Justiça e Feminismo em Nancy Fraser

  • Orientador : JOSE SERGIO DUARTE DA FONSECA
  • Data: 01/10/2010
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  • O presente trabalho objetiva apresentar a teoria da justiça da filósofa norteamericana

    Nancy Fraser, historiando suas alterações em cotejo com as principais

    críticas a ela endereçadas. Para tanto, foi realizado um exame de suas obras

    desde meados da década de 1990 até hoje. Inicialmente bidimensonal, com

    vistas a identificar e reparar as injustiças econômicas da estrutura de classe e as

    culturais da ordem de

    teórica, sua concepção de justiça foi ampliada para incorporar uma dimensão

    política, englobando as questões de representação e dos processos decisórios. A

    seguir, foi esboçado o estado atual de sua teoria, atualmente voltada para o

    projeto da justiça anormal, expressão usada por Fraser para caracterizar nossa

    época de disputa em torno da própria gramática das reivindicações por justiça.

    Além disso, foram apresentadas as principais críticas realizadas a seu arcabouço

    teórico e as refutações por ela delineadas. Ao final, concluiu-se que Fraser

    manteve-se fiel ao seu compromisso de elaborar uma teoria crítica democrática

    apropriada a nossa época de um mundo globalizante.

    status, eixos de subordinação social apontados pela

  • PAULO CESAR OLIVEIRA VASCONCELOS
  • UMA PROPOSTA PARA UM EMPIRISMO SEM DADO A PARTIR DE EMPIRICISM AND THE PHILOSOPHY OF MIND DE WILFRID SELLARS

  • Orientador : MARIA CRISTINA DE TAVORA SPARANO
  • Data: 24/09/2010
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  • Os rumos da epistemologia têm-se voltado bastante para a filosofia analítica, sobretudo do princípio do século XX até os dias atuais. Disciplinas filosóficas como Filosofia da Linguagem, Filosofia da Ciência, Filosofia da Mente, Ética, etc., encontram no método analítico ferramenta fundamental para o trabalho filosófico. O presente texto busca oferecer uma discussão em filosofia analítica no campo da epistemologia, sobretudo no que diz respeito ao empirismo, e sua forma amadurecida – a ciência, e a filosofia da mente. A filosofia de Wilfrid Sellars, filósofo americano e com pouca divulgação no Brasil, constitui o principal objeto de exposição. Empiricism and the Philosophy of Mind, seu trabalho mais conhecido, contém todos os principais elementos para a compreensão de seu projeto filosófico, que se configura como uma crítica a epistemologia tradicional, centrada no modelo cartesiano e lockeano. Sellars propõe a superação desse modelo a partir de uma concepção de conhecimento desligada da ideia de representação e vinculada a uma noção de conhecimento como justificação de proposições. As teorias dos dados dos sentidos são postas em questão pela famosa crítica ao Mito do Dado. Para promover uma alternativa à crença no dado, Sellars oferece a tese do Nominalismo Psicológico, que pensa o conhecimento a partir da linguagem como fenômeno público. Em filosofia da mente, apesar do forte teor desconstrutivo em relação a epistemologia tradicional, Sellars mantém a noção de episódios internos, bem como a possibilidade de uma linguagem “privada”. Trata-se de demonstrar como é possível ser naturalista sem ser behaviorista, pois nem pressupõe o Mito do Dado, nem nega que existam experiências “imediatas”. Uma conciliação da imagem científica sobre o que seja a mente com sua imagem intuitiva. Partindo da proposição de que se busca uma superação da epistemologia tradicional, o texto pretende chegar a uma concepção de empirismo sem dado.

  • EDINALVA MELO FONTENELE
  • POR QUE NÃO SER CRUEL? -

    a redescrição rortyana da crueldade

  • Data: 27/08/2010
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  • Esta dissertação tem como tema primeiro o conceito de crueldade

    assumido e redescrito por Richard Rorty: “crueldade é a pior coisa que podemos

    praticar”. Por meio desse conceito, fizemos uma breve incursão pela proposta

    rortyana de substituição da filosofia tradicional por uma cultura literária e

    passamos por considerações acerca da metodologia redescritiva e da eleição do

    romance como o principal veículo do progresso moral. Acompanhamos também,

    através da leitura de dois romances:

    chamamos de

    sugestões rortyanas de como evitar e combater a crueldade, redundadas numa

    utopia liberal — a utopia da solidariedade social. Sem pretensões de cotejo entre

    as interpretações de Rorty e as inúmeras idéias dos pensadores com quais ele

    conversa, nos limitamos a entremostrar a sua extensa tentativa de abandono dos

    principais cânones da história do pensamento ocidental. Com proposições

    conceituais como ironismo liberal, redescrição, antiantietnocentrismo, distinção

    público/privado e solidariedade como “intenções-nós”, Rorty apresenta posições

    controversas e bastante profusas, traz um vocabulário novo, constrói versões

    alternativas sobre as possibilidades e usos da razão, da sensibilidade, do

    conhecimento, da arte e da moralidade.

    Lolita e 1984, a redescrição do quea pequena e a grande crueldade. E, finalmente, chegamos às

  • GILCELENE DE BRITO RIBEIRO
  • A PRIORIDADE DO JUSTO SOBRE O BEM NA ÉTICA

    DISCURSIVA DE JÜRGEN HABERMAS

  • Orientador : JORGE ADRIANO LUBENOW
  • Data: 09/08/2010
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  • Esta dissertação trata da prioridade do

    Ética do Discurso de Jürgen Habermas em questões de avaliação de normas

    morais. A pesquisa investiga como essa prioridade se sustenta diante das críticas

    comunitaristas à pretensão universalista das filosofias morais deontológicas, para

    as quais as normas morais não podem ter um conteúdo válido se o forem apenas

    para um grupo específico de pessoas. Analisa-se o programa de fundamentação

    da ética discursiva apresentando-o no contexto da transformação trazida pela

    Virada Linguística para os estudos filosóficos, transformação que estabelece o

    paradigma da linguagem, do qual a reflexão ética se vê obrigada a partir na tarefa

    de fundamentar suas teorias a respeito de normas e ações. Em seguida, estudase

    a fundamentação da ética discursiva por meio de um princípio de

    argumentação moral, o Princípio de Universalização (U). Estabelecido esse

    princípio, parte-se para a distinção entre as questões éticas, relativas ao bem

    viver, e as questões morais, relativas à justiça, distinção que leva ao estudo da

    prioridade do

    das normas morais que devem regular a ação entre os indivíduos de uma

    sociedade. Em seguida, é feito um exame das críticas apresentadas por autores

    como Charles Taylor e Alasdair MacIntyre à prioridade defendida por Habermas,

    relacionando-a com elementos do debate entre universalismo e contextualismo.

    Por fim, examinam-se algumas respostas de Habermas às críticas apresentadas

    e é feita uma breve análise sobre o impacto dessas críticas na ética do discurso.

    Justo sobre o Bem estabelecida pelajusto sobre o bem como critérios a serem usados para a avaliação

  • JOSE ELIELTON DE SOUSA
  • AS ALTERNATIVAS À CONDIÇÃO MORAL MODERNA SEGUNDO
    NIETZSCHE E MacINTYRE: UM CONFRONTO ENTRE GENEALOGIA DA
    MORAL E DEPOIS DA VIRTUDE

  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 01/06/2010
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  • Este trabalho consiste num estudo das alternativas à condição moral moderna segundo
    Friedrich Nietzsche e Alasdair MacIntyre, a partir do confronto entre as obras
    Genealogia da moral e Depois da virtude. O que se pretende mostrar é que há posições
    convergentes que se evidenciam ao confrontarem-se as alternativas éticas apresentadas
    por ambos, face às suas análises da condição moral moderna. Dentre essas semelhanças,
    além do diagnóstico da situação em que se encontra a moralidade moderna, destaca-se
    especialmente o modo como ambos tratam o lugar que ocupa a reflexão moral
    contemporânea com ênfase no processo de florescimento humano, no cultivo de
    virtudes que permitam esse florescimento e num conceito de homem como ser em
    constante processo de formação. Estes temas e problemas comuns tornam essas
    alternativas, ocasionalmente, semelhantes entre si, para além das posições teóricas que
    separam os autores estudados.

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