Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • ZULMIRA BARREIRA SOARES NETA
  • ESPAÇOS PÚBLICOS DE LAZER PARA PRÁTICAS CORPORAIS: UM OLHAR SOBRE O TERRITÓRIO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA
  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 30/10/2019
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  • Resumo: Este estudo se propôs a fazer uma investigação dos espaços públicos de lazer e atividade física nos territórios de atuação do Núcleo Ampliado à Saúde da Família na Atenção Básica (NASF-AB), da zona norte do município de Teresina, Piauí. Caracteriza-se por ser do tipo quantitativo, descritivo, transversal, realizado em três etapas. A primeira por meio de análise documental dos espaços existentes na Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) e Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL), na segunda etapa foi realizada pesquisa de campo junto aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), matriciados pelo NASF-AB, e por fim, visitas in loco dos espaços identificados na primeira etapa anterior. O público alvo deste estudo foram os agentes comunitários de saúde (ACS) que atuam na ESF e esta amostra totalizou 42 profissionais. Para o mapeamento dos espaços relacionados a atividades físicas e práticas corporais, disponíveis no território, foi utilizada uma ficha de investigação, contendo questões relativas à localização/identificação: localização/endereço, atividades desenvolvidas, dias e turnos com realização de atividades, público alvo, profissionais envolvidos e caracterização do espaço físico. Os dados identificados foram digitados em planilha Excel, para posterior inserção e análises estatísticas no software SPSS, versão 22.0. Foram identificados 20 espaços públicos de lazer. A pesquisa mostrou que a maior parte dos espaços (40%) têm condições de uso, contudo, falta algum tipo de equipamento ou estrutura para a prática de atividades físicas, além da presença em grande quantidade de atributos que tornam estes espaços inseguros e mal conservados. Surge a necessidade de investimentos pelo poder público na inserção destes espaços, de forma ordenada, nas diversas regiões de seu controle fiscal. Por fim, a pesquisa tem o intuito de munir as equipes de ESF na compreensão da dinâmica das orientações e indicações da prática de atividade física para os usuários assistidos.

  • JOAQUIM JOSÉ MARQUES DA SILVA
  • PERCEPÇÃO DOS MÉDICOS SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
  • Orientador : VIRIATO CAMPELO
  • Data: 30/10/2019
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  • A violência contra a mulher é um fenômeno complexo que tem raízes na desigualdade de gênero. Apesar dos números crescentes desse tipo de violência, muitas mulheres procuram atendimento nos serviços de saúde para tratar de seus sintomas físicos, mas não relatam aos profissionais como eles foram desencadeados, omitindo as agressões. Neste aspecto, objetivou avaliar a percepção dos médicos da Atenção Primária de Teresina sobre à tolerância social de violência contra as mulheres. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa do tipo transversal, desenvolvido com 158 médicos da ESF de Teresina- Piauí. A coleta de dados aconteceu de março a abril de 2019, por meio de questionário baseado em perguntas pré-formuladas e adaptadas do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SISP) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), composta por 16 frases relacionadas à Tolerância à Violência Contra Mulher. Para verificar a associação entre as variáveis qualitativas foi usado o teste Qui-quadrado de Pearson e o teste Exato de Fisher. Os dados foram tabulados em planilha eletrônica Microsoft Office Excel e analisados no programa IBM Statistical Package for the Social Sciences versão 20.0. O nível de significância adotado foi de α = 0,05. Predominou sexo feminino (64,6%), a faixa etária de 30 a 59 anos (63,3%), casados (69%), católicos (93%), com menos de 5 anos de formado (28,2%), oriundos de universidades públicas (62,7%), sem especialização (53,8%) e atendendo em postos de saúde da zona sul (34,2%) da cidade. Observou-se que a percepção dos médicos sobre a violência perpetrada por parceiro íntimo é influenciada pela categoria de gênero, idade, tempo de formação, estado civil, especialização e local aonde atendem. Os resultados apontam que os médicos do sexo masculino, especialistas, com mais de 25 anos de formação e com mais de 60 anos são menos tolerantes a violência contra as mulheres. O resultado do estudo contribui para que os médicos possam refletir sobre a condução de uma prática assistencial à mulher em situação de violência, dando-lhes um acolhimento orientado pelo modelo de saúde social.

  • SAMUEL MOURA CARVALHO
  • VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO ENTRE USUÁRIAS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
  • Orientador : MARCIO DENIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Data: 30/10/2019
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  • A Violência por Parceiro Íntimo (VPI) é um problema de saúde pública de grande magnitude e complexidade; além dos seus efeitos danosos à saúde da mulher. Analisar a prevalência de VPI entre usuárias da Atenção Primária à Saúde e fatores associados. Estudo transversal analítico, com abordagem quantitativa, realizado com 350 mulheres com idade entre 18 e 49 anos, cadastradas na Estratégia Saúde da Família (ESF) num município do Estado do Piauí, que estavam em atendimento de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e que tenham ou tiveram parceiro íntimo alguma vez na vida. A coleta de dados ocorreu no período de maio a julho de 2019, por meio de aplicação de questionário sociodemográfico, para traçar o perfil da amostra; e o formulário sobre Violência por Parceiro Íntimo (Adaptação transcultural para o português do instrumento “Revised Conflict Tactics Scales - CTS2), para analisar a ocorrência de VPI contra mulheres e fatores associados. Os dados foram tabulados em planilha do software Microsoft Office Excel, mediante processo de dupla digitação e analisados no pacote estatístico Stata® versão 12. A análise da associação entre VPI com as variáveis explicativas ou independentes foi feita utilizando-se o teste Qui-quadrado de Pearson (c²) ou teste exato de Fisher, quando apropriado. A razão de prevalência (RP) foi calculada para quantificar a magnitude das associações entre variáveis independentes e a VPI. Todas as estimativas e intervalos de confiança de 95% (IC95%) foram calculados utilizando modelo de regressão de Poisson com variância robusta. Foram aceitos como estatisticamente significativos os testes com valor de p<0,05. O desenvolvimento do estudo ocorreu em conformidade com as exigências das diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos, regidas pelas Resoluções n.º 466/2012 e n.º 510/2016. Entre as 350 entrevistadas, foi detectado prevalência de 83,71% de violência por parceiro íntimo (VPI), 82,0% para a violência psicológica, 38,6% para a violência sexual e 30,9% para a violência física. A maioria das mulheres tinham entre 30 a 49 anos de idade, autodeclaradas não-brancas, casadas, com 9 anos ou mais de escolaridade. Quanto à situação econômica, a maioria das mulheres não estavam trabalhando (inativas) e declararam renda familiar mensal de um a mais de um S.M., quanto à religião, 70,3% das mulheres declararam seguir a religião católica. Dentre as relações entre variáveis, houve associação significativa de VPI com as características sociodemográficas: localização da eSF (rural/urbana) (p= 0,002), cor da pele (p= 0,007) e ocupação (p= 0,008). Os dados mostraram alta prevalência de VPI. Dessa forma, se faz necessário maior investimento em capacitações com os profissionais das unidades básicas de saúde, para que possam reconhecer as situações de VPI e lidar com esse fenômeno tão complexo e que abrange grande número de mulheres.

  • MANOELLA BASTOS SOUSA CASTELO BRANCO
  • CONHECIMENTO E CONDUTAS DOS CIRURGIÕES- DENTISTAS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE À HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR-INCISIVO
  • Orientador : TERESINHA SOARES PEREIRA LOPES
  • Data: 30/10/2019
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  •  Introdução: A Hipomineralização Molar-Incisivo (MIH) é uma condição de origem sistêmica, caracterizada por defeitos qualitativos do esmalte dentário, que pode afetar os primeiros molares e incisivos permanentes. Sua etiologia não está completamente definida, estudos apontam que seja multifatorial. A prevalência mundial apresenta taxa entre 13,1% e 14,2%. Em Teresina, a prevalência de MIH é 18,4%. O diagnóstico precoce é importante para limitação dos danos e redução dos custos do tratamento, porém estudos realizados em diversos países demonstram dificuldades do cirurgião-dentista em diagnosticar corretamente a MIH. No Brasil há escassez de informações sobre o conhecimento e práticas clínicas dos cirurgiões-dentistas diante desta condição. Objetivo: Analisar o conhecimento e as condutas dos cirurgiões-dentistas da Estratégia Saúde da Família (ESF), da cidade de Teresina-PI, com relação a MIH. Método: Trata-se de estudo transversal. Um questionário eletrônico, adaptados de estudos anteriores, foi enviado a 220 cirurgiões-dentistas do quadro efetivo da Estratégia Saúde da Família do município de Teresina. O questionário investigou o perfil sociodemográfico dos participantes, conhecimento e condutas dos cirurgiões-dentistas sobre MIH incluindo questões sobre etiologia, prevalência, convivência clínica, características clínicas, tratamento e necessidade de treinamento adicional sobre MIH. Foi realizada análise descritiva dos dados com os valores apresentados em frequências absolutas e porcentagens. O teste Exato de Fisher foi realizado. Considerou-se valor de p< 0,05 como significante. Resultados: Obteve-se uma taxa de resposta de 79,1% (n=174). A maioria dos cirurgiões-dentistas estava familiarizados com o termo MIH (97,1%) e já haviam encontrado em sua prática clínica (77,6 %), porém desconheciam dados sobre etiologia, características clínicas, prevalência e tratamento adequado. Apenas 32,8% dos cirurgiões-dentistas relataram segurança para diagnosticar dentes com MIH. Conclusão: Os cirurgiões-dentistas   apresentaram conhecimento limitado sobre MIH e relataram necessidade de treinamento clínico específico sobre esta condição para que possam realizar diagnóstico precoce e oferecer tratamento adequado a seus pacientes.

  • ADRIANA LIMA BARROS
  • PROMOÇÃO DE SAÚDE MENTAL DAS MULHERES: A EXPERIÊNCIA DO TRABALHO COM GRUPOS NO NASF – PARNAÍBA/PI
  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 25/10/2019
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  • Resumo: A saúde mental é espaço ainda norteado pelos estigmas e preconceitos. Na Atenção Primária(AP) é uma das prerrogativas de trabalho para a Estratégia de Saúde da Família (ESF). A partir da inserção do trabalho dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) ampliou-se a perspectiva do trabalho em saúde mental na AP, com o desenvolvimento do trabalho com grupos, estratégia importante para fortalecer o cuidar de si e dos outros, no sentido de promover a saúde mental e o fortalecer vínculos com a comunidade e com as equipes de saúde. Os grupos representam espaços de fortalecimento mútuo e de construção de significados aos processos de vida no território para os participantes, sendo a maioria desses mulheres que enfrentam diversas situações de vulnerabilidade. Esta pesquisa tem como objetivo compreender as práticas de cuidado para promoção de saúde mental das mulheres acompanhadas pelo NASF, enfatizando a perspectiva do profissional de serviço social do NASF, no município de Parnaíba. A pesquisa utiliza a narrativa das mulheres usuárias das ESF de um módulo de saúde onde existe grupo de promoção de saúde mental. Identificou - se que as mulheres constroem diversas práticas de promoção de saúde tanto individual como coletivamente e associam as atividades do grupo ao cuidado e fortalecimento de sua saúde mental, pela via da socialização, trocas de energias e afeto. Entendendo que o processo saúde e doença também se definem na relação dos indivíduos e grupos com os determinantes psicossociais de seu território, terreno de atuação dos profissionais e terreno de vida dos usuários, abre-se perspectiva de atuação para o campo do Serviço Social.

     

  • CLAUDIA DA PAZ PINHEIRO
  • PROJETO VALE SORRISO: CONDIÇÕES DE SAÚDE BUCAL E EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO DE CRIANÇAS EM UMA CAPITAL DO NORDESTE BRASILEIRO
  • Orientador : MARCOELI SILVA DE MOURA
  • Data: 24/10/2019
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  • Resumo:

    Introdução: O cuidado com a saúde bucal da população tem repercussão na saúde integral e, consequentemente na qualidade de vida de toda a sociedade. A melhoria da saúde se dá por meio de ações de promoção, prevenção e recuperação, abrangendo também a educação. Objetivo: Analisar a condição de saúde bucal e as experiências de cuidado de crianças participantes do Projeto Vale Sorriso (PVS) no município de Teresina, Piauí. Método: Estudo do tipo método misto explanatório sequencial, que foi desenvolvido em duas dimensões: quantitativa e qualitativa. A coleta de dados ocorreu de dezembro/2018 a julho/2019. Na dimensão quantitativa foi realizado estudo transversal no qual foram considerados exames clínicos de 235 crianças que participaram de atividades educativo/preventivas do PVS, serviço de saúde bucal para bebês de 0 a 36 meses. Foi realizada regressão de Poisson com variância robusta bivariada e multivariada. Na dimensão qualitativa foram realizadas entrevistas semiestruturadas com nove mães participantes do PVS, selecionadas a partir da dimensão anterior. A análise esteve fundamentada na hermenêutica de Paul Ricoeur sem a utilização de software profissional. Resultados: Os valores dos índices ceod/CPOD das crianças participantes do projeto estiveram no intervalo entre 0 a 1,1, considerados pela OMS como muito baixos. A experiência de cárie dentária das crianças participantes do projeto (N=179) esteve associada com sexo da criança (p=0,020), escolaridade da mãe (p<0,001) e assiduidade ao projeto (p=0,027). Da análise temática, formularam-se três unidades de significado que evidenciaram a compreensão das experiências de cuidado em saúde bucal: ‘construindo o conceito de cuidado em saúde bucal’, ‘acesso às ações e serviços de saúde bucal’ e ‘experiências no Projeto Vale Sorriso’. Conclusão: A atenção odontológica precoce como parte da atenção básica foi capaz de controlar a cárie dentária em uma população assistida dentro da Estratégia Saúde da Família. A maioria das crianças com dentadura decídua ou mista estava livre da doença.  As experiências de cuidado observadas nas narrativas foram além do risco biológico, evidenciando forte dimensão moral.

  • LARA MARIA FERREIRA MENDES
  • CONHECIMENTO E PRÁTICA DE CIRURGIÕES-DENTISTAS NO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA
  • Orientador : MARCOELI SILVA DE MOURA
  • Data: 24/10/2019
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  • Resumo:O Programa Saúde na Escola (PSE) propõe uma nova abordagem da política de educação em saúde. A saúde bucal está entre as ações do componente I (avaliação clínica e psicossocial) executadas no âmbito do PSE. Na literatura pesquisada são escassas as publicações na área de saúde bucal sobre as ações do PSE e o impacto do investimento nesse setor. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento e prática dos Cirurgiões-Dentistas (CD) da Estratégia Saúde da Família (ESF) no PSE. Foi realizado estudo transversal incluindo todos os CD, que atuam na ESF no município de Teresina, Piauí, Brasil. Os dados foram coletados no período de março a julho de 2019 por meio de questionário autoaplicável, enviado aos CD pelo aplicativo WhatsApp®. Foram coletados dados sócio demográficos e questões relacionadas a atuação e conhecimento dos CD sobre o PSE. Foram realizadas análises descritivas e dos testes Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher (p<0,05). Dos 219 elegíveis para este estudo, 175 participaram (79,9%). Esses são predominantemente do sexo feminino (72%), com idade entre 31-50 anos (66,3%), 11 a 20 anos de formado (66,3%), em instituição pública (89,9%) com especialização (68%) em área clínica (73,1%). Dos 175 CD pesquisados, 164 (94,3 %) realizam atividades no PSE. As ações mais realizadas foram levantamento epidemiológico (40,6%), escovação supervisionada (63,4%), aplicação tópica de flúor (10,9%) e palestras educativas (11,4%). Apesar de realizarem levantamentos epidemiológicos os CD desconhecem a prevalência e severidade da carie dentária nos escolares. Há pouco conhecimento dos CD sobre o PSE e não houve associação do conhecimento com outras variáveis. A partir dos resultados obtidos, observou-se que os profissionais apresentam dificuldades em relação ao conhecimento sobre PSE e apesar de executarem atividades importantes, negligenciam suas metas e a necessidade de avaliações, o que pode ocasionar impacto negativo entre a articulação da saúde e da educação e por consequência na qualidade de vida dos escolares.

  • NAIANY LIMA ROCHA
  • AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 23/10/2019
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  • Resumo: O Diabetes Mellitus é uma condição crônica que exige um acompanhamento de longo prazo e requer cuidados para a prevenção de complicações agudas e crônicas. Entre as complicações crônicas, a Neuropatia Diabética destaca-se como uma das mais comuns, tornando os pés uma das regiões do corpo mais vulneráveis em pessoas com a doença. A educação do indivíduo é fundamental e deve englobar os aspectos relacionados aos cuidados gerais com os pés e unhas, uso de calçados adequados, higiene e inspeção diária dos pés e dos sapatos. Dessa forma, esse estudo objetivou analisar o conhecimento dos usuários com diabetes na Estratégia Saúde da Família acerca da prevenção do pé diabético, após estratégia educativa. Trata-se de estudo de intervenção do tipo antes e depois. A coleta de dados aconteceu de janeiro a maio de 2019, nas Estratégias Saúde da Família no município de Monsenhor Hipólito-PI. Participaram do estudo 82 pessoas com diabetes de 18 a 59 anos, cadastrados e acompanhados na estratégia. Foram realizados três encontros de intervenção educativa acerca da temática. O nível de conhecimento dos participantes foi avaliado em três momentos distintos: pré-teste (antes da primeira intervenção), pós-teste imediato (um dia após o término da última intervenção) e pós-teste tardio (sessenta dias após o término da última intervenção). Os dados foram coletados nos Postos de Saúde e dispostos em planilha no Excel, em seguida transportados para o Statistical Package for the Social Sciences, versão 23.0. Realizou-se o teste Kolmogorov-Smirnov, a correlação de Spearman, o teste de McNemar, o teste de Mann Whitney e o teste do Qui quadrado. Utilizou-se o nível de significância de 0,05 em todos os testes. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Seres Humanos da Universidade Federal do Piauí, sob parecer 3.062.525, atendendo à Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Conforme os resultados predominaram pessoas com diabetes do sexo feminino (61%), na faixa etária de 50 a 59 anos (70,7%), de cor parda (64,6%), entre as classes econômicas D-E (68,3%), agricultor (59,8%), de 1 a 4 anos de estudo (39%). Com Diabetes tipo 2 (86,6%), tempo de diagnóstico de 1 a 5 anos (46,3%), sem história pregressa de lesão nos pés (86,6%). Apresentaram média de IMC 27,9 (DP=4,5) e de glicemia capilar 215 mg/dl (DP=111). Houve aumento na pontuação média dos escores de conhecimento (pré-teste=10,9; pós teste imediato=13,1; pós-tardio=12,5). Existiu melhora significativa no conhecimento após as intervenções educativas nas questões referentes cuidados específicos com os pés entre avaliação prévia e pós imediata (p=0,000) e prévia e pós tardia (p=0,001). A faixa etária e a escolaridade associaram-se ao conhecimento prévio, mas isso não ocorreu após as intervenções educativas. Conclui-se que houve aumento do conhecimento dos participantes após as intervenções educativas, contudo, é necessário que estas sejam realizadas de forma contínua, de maneira compreensível a todas as faixas etárias e escolaridade, bem como que sejam enfatizados os cuidados específicos com os pés para que se possa gerar resultados positivos na prevenção do pé diabético a longo prazo.

  • KELLYA RHAWYLLSSA BARROS LUZ
  • QUALIDADE DO SERVIÇO DE PUERICULTURA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM UM MUNICIPIO DO NORDESTE BRASILEIRO
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 23/10/2019
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  • Resumo:A puericultura consiste em um conjunto de regras e noções sobre a arte de cuidar fisiológica e higienicamente das crianças, visando a uma assistência individualizada. O objetivo geral foi avaliar o serviço de puericultura ofertado na APS. Estudo de caráter transversal, descritivo com abordagem quantitativa. Participaram 261 cuidadores das crianças menores de dois anos, os dados foram coletados de fevereiro a junho/2019 nas Unidades Básicas de Saúde, na cidade de Picos-PI, utilizando-se do Instrumento de Caracterização das Famílias e do Instrumento do PCATool-Brasil, versão criança. Os dados foram tabulados e organizados no Microsoft Excel 2016 e analisados utilizando o software Statistical Package for the Social Sciences-SPSS, versão 22. A pesquisa seguiu todos os preceitos éticos e bioéticos obedecendo à Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, com parecer nº 3.086.566. A maioria dos entrevistados foram mães (80,1%), na faixa etária de 25 a 59 anos (67,8%), do sexo feminino (91,2%), da raça parda (65,5%), com ensino médio (50,19%), católico (66,28%), do lar (40,6%), casado ou união estável (74,3%), e classe econômica DE, com média de R$ 768,00 (38,7%). Todos os entrevistados referiram existir um serviço de saúde que geralmente leva o seu filho, 99,6% referem que existe um serviço de saúde que conhece melhor seu filho e que seja mais responsável pelo atendimento da criança. Os atributos: Acesso de Primeiro Contato-Utilização, Coordenação-Integração de Cuidados e Integralidade-Serviços disponíveis pontuaram escores satisfatórios acima de 6,6, enquanto Acesso de Primeiro Contato-Acessibilidade escores insatisfatórios, abaixo de 6,6 e os demais atributos escores próximos da média. A longitudinalidade foi o atributo que se demonstrou com maior normalidade e na comparação de variáveis socioeconômicas com escore essencial e geral, tem-se como evidência estatística que existe diferença entre os grupos das classes econômicas (p = 0,008). As ESFs com escores mais elevados estão localizadas nas comunidades de melhores condições socioeconômicas, melhores condições de habitação, saneamento e educação. Pode-se concluir que os cuidadores das crianças menores de dois anos entendem a APS como porta de entrada do Serviço de Saúde, porém identificam barreiras no acesso. Os cuidadores referem que os profissionais realizam escuta, respondem de forma clara, disponibilizam tempo suficiente, deixando-os à vontade, porém se mantêm distante no que se refere a conhecer as famílias e suas dificuldades, sejam financeiras ou pessoais.

  • ANA PAULA MOURA PONTES NUNES
  • ESTRESSE OCUPACIONAL EM PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 22/10/2019
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  • Introdução: A literatura aponta que o estresse ocupacional é frequentemente presente entre os profissionais de saúde. O estresse ocupacional relaciona-se à percepção do profissional frente às demandas de trabalho e, os profissionais de saúde, por lidarem com o cuidado e sofrimento do outro, são expostos a situações que propiciam a sobrecarga emocional. Objetivo: Avaliar o estresse ocupacional em profissionais que atuam na Estratégia Saúde da Família, nos municípios de Santa Luz e Bom Jesus-PI. Método: Trata-se de estudo transversal, com amostra censitária, desenvolvido com 112 profissionais que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) das cidades de Santa Luz e Bom Jesus, por meio da aplicação de questionário de identificação sociodemográfico, hábitos de vida e ocupacional e da Escala de Estresse no Trabalho (EET). Os dados foram submetidos a processo de dupla digitação, e posteriormente exportados e analisados no software Statistical Package for the Social Science versão 20.0. Os resultados foram analisados na forma de estatísticas descritivas de média, desvio padrão, amplitude e frequências absolutas e relativas. Resultados: 67% dos profissionais apresentaram nível de estresse alto, relacionado a deficiência de treinamentos para capacitação profissional, deficiência na divulgação de informações organizacionais, déficit na comunicação entre a equipe e poucas perspectivas de crescimento. Maiores percentuais de nível de estresse alto foram encontrados em profissionais do sexo masculino, com idade de 20 a 39 anos, com escolaridade de ensino pós-graduação, separados, possuem filhos, possuem moradia própria, que não praticam atividade física, fumam e usam bebida alcóolica. Quanto às variáveis ocupacionais, maiores percentuais de estresse alto foram encontrados entre os profissionais enfermeiros, tempo de profissão entre 6 a 10 anos, vínculo empregatício comissionado e que possuem outro vínculo empregatício. Verificou-se associação significativa entre nível de estresse com as variáveis idade e uso de bebida alcoólica. Conclusão: Considera-se importante a implementação de estratégias que possam contribuir para o apoio social na prevenção do estresse ocupacional. Acredita-se que medidas efetivas devem incluir estratégias individuais de mudanças de comportamento, e principalmente, mudanças organizacionais, voltadas para proporcionar maior satisfação no ambiente de trabalho. Essas medidas podem colaborar para a prevenção do estresse ocupacional nos profissionais que atuam na Estratégia Saúde da Família, promovendo crescimento pessoal e profissional, beneficiando a instituição e a qualidade dos serviços prestados à população.

  • RODOLFO XAVIER DA COSTA CARVALHO
  • CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS DE ADOLESCENTES UNIVERSITÁRIOS SOBRE SÍFILIS
  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 21/10/2019
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  • INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença causada pelo Treponema pallidum, sendo transmitida principalmente pela via sexual e vertical. OBJETIVO: Analisar os conhecimentos, atitudes e práticas de adolescentes universitários sobre a sífilis. MÉTODO: Estudo transversal, analítico, desenvolvido por meio de inquérito de Conhecimentos, Atitudes e Práticas (CAP), com o universo de adolescentes (n=598) de 18 e 19 anos matriculados em curso presencial das três instituições de ensino superior do município de Piripiri-PI A coleta de dados ocorreu de março a maio de 2019 a partir de um questionário adaptado da PCAP 2013, do Ministério da Saúde. As variáveis conhecimento, atitude e prática foram classificadas por escores. Após a análise descritiva, realizaram-se análises bivariadas por meio do teste de Qui-quadrado de Pearson e Odds Ratio. As variáveis que apresentaram valor de p ≤ 0,20 foram incluídas no modelo multivariado de Regressão Logística - foward stepwise, com estimativa de Odds Ratio Ajustada, Intervalo de Confiança de 95%, e p<0,05. RESULTADOS: A maioria era do sexo feminino (56,4%), com 19 anos (54%), solteiros (95,2%), morando com os pais (63%).  66,7% eram amarelos/indígenas; 81,1% não exercia atividade remunerada e 70,8% possuía renda familiar maior que 01 salário mínimo. Observou-se que 64,7% possuíam conhecimento adequado/regular, 75,4% atitude muito positiva/positiva, enquanto 73% apresentaram prática inadequada. O modelo multivariado revelou que o sexo masculino possui menores chances de ter conhecimento adequado/regular (p=0,008), enquanto as maiores chances estão associadas a “morar sozinho, com outros parentes e amigos” (p=0,011) e a ter atitude muito positiva/positiva (p=0,001). Menores chances de prática adequada estão associadas ao sexo masculino (p=0,002) e a menor escolaridade do pai (p=0,008). CONCLUSÃO: O conhecimento e a atitude demonstrados pela maioria dos participantes do estudo não foram suficientes para favorecerem a adoção de prática sexual adequada, revelando a necessidade de se investigar outras variáveis que possam estar implicadas nesta incoerência cognitiva.

     

     

  • PAULO CESAR DE MOURA LUZ
  • EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO À SAÚDE DE ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS DO PIAUÍ
  • Orientador : FABIO SOLON TAJRA
  • Data: 18/10/2019
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  • INTRODUÇÃO: a temática do cuidado à saúde do adolescente é central na discussão realizada, somada à reflexão produzida sobre o acesso aos cuidados na Atenção Básica à Saúde. As concepções de adolescência/adolescente e cuidado são situadas como desafios teórico-práticos no campo da saúde, representados em suas complexidades e pluralidades de sentidos e significações. OBJETIVO: analisar as experiências de cuidado à saúde do adolescente no município de Campinas do Piauí. MÉTODO: pesquisa qualitativa, desenvolvida em duas dimensões, uma por meio da metodologia de história de vida, a outra consistiu na elaboração de uma revisão integrativa; foi realizada no município de Campinas do Piauí, Piauí. Os participantes foram nove adolescentes de realidades socioculturais diversificadas; a análise dos dados foi desenvolvida por meio da hermenêutica de Ricoeur. Com relação à revisão integrativa, foi utilizada a base de dados Biblioteca Virtual de Saúde para subsidiar a busca pelos estudos incluídos. RESULTADOS: a partir das narrativas dos adolescentes, três unidades de significado foram reconhecidas: o “ser-adolescente”, concepções de saúde e cuidado e, também, redes de cuidado. Foram reconhecidos vários aspectos que constroem a identidade do adolescente no município e marcam as transformações inerentes a essa fase, entre elas, a felicidade. Os adolescentes desenvolveram um olhar crítico direcionado às situações de saúde, todavia lançaram proposições sob a perspectiva do cuidado em rede, que podem contribuir para a consolidação de uma atenção integral à saúde dos adolescentes no município. Na revisão integrativa os achados evidenciaram fragilidades na atenção à saúde do adolescente, com ações que não refletem as suas necessidades e a infraestrutura dos serviços da atenção básica que não favorece o acesso à saúde ao adolescente. CONSIDERAÇÕES: o adolescente reclama a integralidade no cuidado, com maior consideração, visibilidade e o seu reconhecimento como sujeito singular. Suas histórias de vida contribuem com a noção de que o cuidado se materializa em práticas cotidianas, relacionais, formais e não-formais, institucionalizadas ou não, a depender das singularidades de cada sujeito.

  • RODRIGO ARAGÃO DA SILVA
  • ITINERÁRIO TERAPÊUTICO DA POPULAÇÃO TRANS EM UM MUNICÍPIO DO NORDESTE BRASILEIRO
  • Orientador : FABIO SOLON TAJRA
  • Data: 16/10/2019
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  • INTRODUÇÃO: apesar de ser inegável que importantes conquistas sociais foram alcançadas pela população LGBTQ+, ainda há muito que se discutir, em especial, no que tange ao acesso aos serviços de saúde no Brasil. Esse contexto torna-se ainda mais complexo quando essa discussão está relacionada à população transexual. OBJETIVO: compreender os itinerários terapêuticos percorridos pela população trans em um município do nordeste brasileiro, Timon – Maranhão, e investigar as nuances relacionadas ao contato com cada um destes equipamentos e serviços. MÉTODO: pesquisa qualitativa sobre os itinerários terapêuticos percorridos pela população trans no município de Timon, Maranhão. Foram realizadas entrevistas individuais e semi-estruturadas com oito pessoas trans (dois homens e seis mulheres). A análise dos dados deu-se a partir do referencial teórico da hermenêutica de Paul Ricoeur. RESULTADOS: a partir dos discursos dos sujeitos da pesquisa foram reconhecidas três unidades de significado: “a construção do ser-tras”, “o acesso à saúde da população (trans)tornada” e também “itinerários terapêuticos (trans)formados”. Foi possível identificarmos diversos aspectos que interferem no processo de construção do “ser-trans”, como discriminação e preconceito, violências sofridas no ambiente familiar e no espaço da rua também; quanto ao acesso observamos que este é consideravelmente prejudicado devido a questões institucionais o que define o intinerário percorrido por esta população, em especial, na perspectiva da busca pelos espaços informais de cuidado à saúde, a exemplo das bombadeiras e clínicas clandestinas. CONSIDERAÇÕES: a população trans sofre preconceito e violência em quase todos os espaços que transitam. Violência essa, muitas vezes velada e tantas outras expressada de forma clara por parte daqueles que a praticam, como resultado, encontramos uma população segregada, diversas vezes esquecida e tantas outras prejudicada quanto aos direitos constitucionais de saúde, educação, trabalho, dentre outros.

  • MARIANA PORTELA SOARES PIRES GALVÃO
  • CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS DE ADOLESCENTES SOBRE O HPV
  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 09/10/2019
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  • .INTRODUÇÃO: A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) representa uma estratégia de prevenção extremamente relevante no controle de infecções provocadas pelos principais sorotipos do vírus, no entanto, a manutenção de elevadas coberturas vacinais se configura como um desafio no Brasil. Objetivo: analisar conhecimentos, atitudes e práticas de adolescentes estudantes de escolas públicas do município de Teresina-PI sobre o HPV. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal, do tipo Conhecimentos, Atitudes e Práticas (CAP), realizado em 12 escolas da rede pública do município de Teresina, as quais foram aleatoriamente selecionadas. A população foi composta por uma amostra aleatória de 472 adolescentes de 15 anos. Todos os participantes responderam a um questionário que avalia as características sociodemográficas, o nível de conhecimento sobre o HPV, atitudes relacionadas à vacinação e o status vacinal. Os níveis de conhecimento e atitude foram classificados por meio de escores padronizados e a prática através da situação vacinal. Os dados sociodemográficos e os níveis de conhecimento, atitude e prática foram analisados por meio de estatística descritiva. As análises foram realizadas com o uso do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 21.00. Foi utilizada a análise bivariada, por meio do teste de Qui-quadrado, para identificar as associações entre as características sociodemográficas e o conhecimento, atitude e prática, bem como entre o conhecimento e atitude com a prática de prevenção contra o HPV por meio da imunização. As variáveis que na análise bivariada apresentaram valor de p ≤ 0,20 foram submetidas ao modelo multivariado de regressão logística. A significância estatística foi fixada em p<0,05. RESULTADOS: Dentre os participantes, 27,3% apresentaram conhecimento suficiente, 34,1% atitudes positivas e 74,6% prática adequada. Houve associação estatisticamente significativa na análise multivariada entre o sexo feminino (p < 0,001), conhecimento suficiente (p = 0,015) e atitudes positivas (p= 0,019) e a prática adequada através da vacinação. CONCLUSÃO: Os resultados evidenciam a importância de intervenções educativas e políticas de saúde mais efetivas e direcionadas, que sejam capazes de ampliar o conhecimento dos adolescentes, gerando atitudes positivas e promovendo a imunização.

  • LÍVIA AUGUSTA CÉSAR DA SILVA PEREIRA
  • CONSUMO DE ÁLCOOL ENTRE ADOLESCENTES DE ESCOLAS MUNICIPAIS ATENDIDAS PELO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA
  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 07/10/2019
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  • INTRODUÇÃO: O álcool é a substância psicoativa mais utilizada no mundo e seu uso abusivo é capaz de causar transtornos no campo individual e coletivo, desde doenças sistêmicas, agravos à saúde e custos com a prevenção do uso e tratamento aos dependentes. Objetivo: avaliar os fatores associados e o padrão de consumo de bebidas alcoólicas entre adolescentes estudantes de escolas municipais de uma zona rural, no município de José de Freitas-PI. MÉTODO: o estudo foi do tipo descritivo transversal, realizado em duas escolas da área adscrita da Unidade Básica de Saúde, na comunidade Graciosa e cobertas pelo Programa Saúde na Escola. A amostra foi censitária, com 151 alunos, com idade entre 10 e 19 anos. Utilizou-se um questionário, elaborado pela autora para coleta de informações sociodemográficas, série escolar, repetência escolar, antecedentes familiares com uso de bebidas alcoólicas e envolvimento com situação de risco (furtos, acidentes, violência). Para o levantamento do padrão de consumo do álcool foi aplicado oAlcohol Use Disorders Identification Test, instrumento já validado no Brasil, que avalia os problemas relacionados ao consumo de álcool. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí e aprovado com o número do parecer 3.131.086. Os dados foram submetidos a processo de dupla digitação e, posteriormente exportados e analisados no software Statistical Package for the Social Science versão 20.0. A amostra foi caracterizada por meio de estatísticas descritivas, de frequências absolutas e relativas. RESULTADOS: A maioria dos jovens estava na faixa etária de 10 a 14 anos, sexo masculino e 40% já havia repetido o ano. Houve o consumo de bebida alcoólica por 13,2% dos jovens e“uso em binge” em 7,3%. Predomínio do consumo pelo sexo feminino e entre alunos que cursavam o 9o ano escolar. CONCLUSÃO: Com o estudo, foi possível elencar pontos voltados para a realidade social como maior consumo de bebida alcoólica entre adolescentes de 10 a 14 anos de idade, sexo feminino, que cursam o 9o ano escolar e com familiares que fazem o uso de álcool. Características que devem ser trabalhadas por uma rede de apoio voltada para esses jovens.

     

  • ANA PAULA BRITO RODRIGUES
  • SINAIS E SINTOMAS DEPRESSIVOS SOB A ÓTICA DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
  • Orientador : JAQUELINE CARVALHO E SILVA SALES
  • Data: 30/09/2019
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  • Os sinais e sintomas depressivos têm impacto sobre o humor ou sentimentos das pessoas afetadas. São descritos como sentimento de tristeza e de culpa, perda de interesse ou prazer, baixa autoestima, alterações no sono e na alimentação, dificuldade de concentração e sensação de cansaço. Os Agentes Comunitários de Saúde, por meio das visitas domiciliares, desenvolvem o trabalho de acompanhar todos os indivíduos e famílias de sua responsabilidade territorial, estabelecem vínculos, acolhem e dialogam, o que torna possível o conhecimento da realidade na qual estas pessoas estão inseridas, o que tem possibilitado a identificação precoce de diversos problemas. Objetiva-se nesse estudo analisar o conhecimento do Agente Comunitário de Saúde sobre a identificação de pessoas com sinais e sintomas depressivos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou o método da pesquisa-ação, na qual seguiu três fases: exploratória, desenvolvimento e conclusão. Foi desenvolvida em uma Unidade Básica de Saúde, no município de Teresina, Piauí, Brasil. Participaram do estudo quinze agentes comunitários de saúde, da referida unidade. Para a produção de dados, foram realizados seminários temáticos pautadas no Método Criativo Sensível, que consiste em dinâmicas de criatividade e sensibilidade, as falas foram gravadas e as produções artísticas fotografadas. Ao final de cada seminário temático houve uma devolutiva de saberes formais aos participantes, através do desenvolvimento de atividades educativas. Após transcrição dos dados foi realizado o mapeamento e agrupamento destes, e em seguida a análise, interpretação, argumentação e discussão dos dados em categorias temáticas. A pesquisa-ação se finalizou com divulgação interna e externa dos resultados.Evidenciou que o agente comunitário de saúde identifica os sinais e sintomas depressivos pelas características expressadas, principalmente isolamento, perda de interesse por atividades antes realizadas com prazer, tristeza, choro e solidão. Os limites apontados por estes profissionais foram: o acesso aos usuários; o estigma e preconceito com a depressão e sua sintomatologia; além da deficiência no conhecimento sobre essa problemática. Quanto as possibilidades expressadas o estudo apontou o acesso à informação sobre a temática pela mídia; o diálogo/conversa estabelecido por meio do contato entre usuário e profissional; e o acesso a rede de apoio, seja por meio da família ou pelos colegas profissionais. Após aplicação da pesquisa-ação observou-se sensibilidade quanto a temática, em especial, na identificação de usuários com sinais e sintomas depressivos. Acredita-se que essa sensibilidade esteja relacionada a ação inserida no processo de investigação do estudo, que concerniu em miniexposições sobre a temática ao fim de cada seminário. Assim, torna-se relevante que os gestores ofertem oportunidades de ações de educação permanente a essa categoria profissional, visto suas potencialidades e a fragilidade na formação e durante o exercício profissional.

  • KELLY DE HOLANDA E SILVA
  • SABERES E PRÁTICAS DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE SOBRE PREVENÇÃO DO COMPORTAMENTO SUICIDA
  • Orientador : FERNANDO JOSÉ GUEDES DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 30/09/2019
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  • Introdução: Comportamento suicida é fenômeno complexo e influenciado por fatores pessoais, sociais, psicológicos e culturais. Constitui-se em qualquer ato por meio do qual o indivíduo causa lesão em si mesmo, independentemente do grau de intenção letal. A discussão sobre prevenção do comportamento suicida exige medidas urgentes e indica a necessidade de desenvolvimento de ações na Atenção Básica em Saúde eficazes para enfrentar esse fenômeno multidimensional. Objetivo: Analisar saberes e práticas de Agentes Comunitários de Saúde sobre prevenção do comportamento suicida. Método: Trata-se de estudo qualitativo apoiado pelo referencial da pesquisa-ação, que compreende as seguintes fases: exploratória, tema de pesquisa, colocação dos problemas, hipóteses, seminário, coleta de dados, plano de ação e divulgação externa. Foram realizados dois Seminários Temáticos, nos dias 31 de janeiro e 14 de fevereiro de 2019, precedido de reunião de negociação, na sala de reunião de uma Unidade Básica de Saúde, área urbana da zona leste de Teresina, com 13 Agentes Comunitários de Saúde. A produção dos dados foi realizada por meio da técnica dos seminários temáticos, fundamentados nos pressupostos do método criativo e sensitivo que incorpora a filosofia crítica reflexiva Freireana. As falas dos participantes foram gravadas e transcritas posteriormente. Para a análise, foi utilizado o método da Análise de Conteúdo e as falas foram agrupadas em categorias. Resultados: A partir dos discursos emergiram duas categorias de análise: “Saberes de ACS sobre comportamento suicida” e “Práticas do ACS na prevenção do comportamento suicida”. O conhecimento dos ACS sobre comportamento suicida envolve seus fatores desencadeadores, associado a uma situação de perda e em decorrência dela, traumas emocionais, motivadores para o isolamento e o comportamento suicida, forma mais rápida encontrada para a resolução desses conflitos. As ações práticas direcionadas a prevenção do comportamento suicida incluem a identificação de sinais de alerta e monitoramento da pessoa com comportamento suicidae em orientações sobre a importância da rede de apoio: família, lazer, esporte e ciclo de amizades. Considerações finais: As atividades e educação continuada para ACS pode servir de subsídios para qualificar o atendimento prestado a usuários em situação de risco. Por meio desse saber, os ACS estarão mais capacitados para a realização de atividades preventivas do comportamento suicida de forma mais resolutiva.

  • CARLA NAYARA DOS SANTOS SOUZA VERAS
  • CONHECIMENTO DE ENFERMEIROS SOBRE SINTOMAS DEPRESSIVOS EM IDOSOS E INSTRUMENTOS DE RASTREIO
  • Orientador : JAQUELINE CARVALHO E SILVA SALES
  • Data: 28/09/2019
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  • A proporção de pessoas com 60 anos ou mais tem crescido mundialmente, em comparação à outras faixas etárias. No Brasil, esta realidade não é diferente. Embora o envelhecimento seja um processo fisiológico e universal, sua vivência pode está relacionada ao surgimento de algumas doenças e sua sintomatologia, em destaque a depressão. Este estudo objetiva analisar o conhecimento de enfermeiros sobre sintomas depressivos em idosos e instrumentos de rastreio. Trata-se de estudo descritivo com abordagem qualitativa, desenvolvido com doze enfermeiros, do município de Batalha. A coleta de dados ocorreu de dezembro de 2018 a março de 2019, sendo utilizado um roteiro de entrevista com questões abertas relativas à caracterização do participante e o conhecimento deles sobre sintomas depressivos em idosos e instrumentos de rastreio. Para análise dos dados utilizou-se a análise de conteúdo, fundamentando-os na Teoria Holística de Myra Estrin Levine, além dos conceitos e concepções sobre a temática. O conhecimento de enfermeiros sobre sintomas depressivos em idosos foi expresso por sintomas clássicos; estes profissionais confundem sintomas depressivos com depressão e/ou outros transtornos mentais, bem como mostraram-se com dificuldades em diferenciar sintomas depressivos dos fatores que predispõe ou determinam a depressão. Em relação ao uso de escalas para rastreamento da sintomatologia depressiva, a exemplo da Escala de Depressão Geriátrica, os enfermeiros não as têm aplicado na sua prática ou não tinham conhecimento sobre esse instrumento. Entretanto, estes profissionais utilizaram outras estratégias como ouvir, olhar atento, conversa/diálogo nas consultas, nas visitas domiciliares e atividades educativas, o apoio da família, além dos encaminhamentos a outros profissionais ou serviços. Porém, constatou-se que os profissionais enfermeiros da Atenção Básica necessitam ampliar seus conhecimentos sobre essa temática, que devem considerar importante, e devem saber rastrear os sintomas relacionados à depressão em idoso, para que os encaminhamentos sejam realizados de forma precoce e adequada, o que reduzirá os danos provocados pela depressão.

  • MARA DALILA LEANDRO DE SOUSA BRITO
  • CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DE PROFESSORES ACERCA DO COMPORTAMENTO SUICIDA E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO
  • Orientador : FERNANDO JOSÉ GUEDES DA SILVA JÚNIOR
  • Data: 28/09/2019
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  • INTRODUÇÃO: O comportamento suicida engloba a ideação suicida, o planejamento, a tentativa de suicídio e, pode culminar, no próprio suicídio. Têm-se identificado alta prevalência deste comportamento em adolescentes. Em decorrência do contato mais próximo às famílias, em especial dos adolescentes, as escolas em associação às Unidades Básicas de Saúde, por meio do Programa Saúde na Escola, são consideradas essenciais na prevenção do comportamento suicida, tendo o professor como elo entre os serviços, por estes se localizarem em posição estratégica dentro do ambiente escolar, para atuarem como provedores da prevenção do comportamento suicida. OBJETIVO: Analisar conhecimentos e práticas de professores de ensino fundamental sobre comportamento suicida e estratégias de prevenção. MÉTODO: Estudo qualitativo apoiado na pesquisa-ação, desenvolvido em escola pública do município de Teresina, Piauí, Brasil. A amostra era constituída por nove professores de ensino fundamental. O estudo foi dividido em fases operacionais, a saber: introdutória ou de negociação; de desenvolvimento (seminários), de mapeamento e categorização dos dados; e os resultados, que foram apresentados em forma de artigo. Utilizaram-se técnicas pautadas no Método Criativo e Sensível. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) conforme aspectos éticos da Resolução nº. 466/2012 e nº. 510/16, regulamentada pelo Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: O conhecimento dos professores baseava-se na identificação dos sinais de alerta em sala de aula, recomendando-se para prevenção a identificação do aluno em risco, a observação, o diálogo, o monitoramento e a utilização de redes de apoio. Em relação à prática, citou-se a aproximação professor-aluno e a identificação e prevenção do bullying. CONCLUSÃO: Observa-se a necessidade de ações voltadas para a capacitação e educação permanente desses profissionais, tendo em vista sua posição privilegiada para a promoção de ambientes saudáveis e intervenções de resiliência bem como para a prevenção e identificação dos adolescentes em risco, com manejo adequado e encaminhamento compartilhado aos serviços de saúde

  • RISOCELLY DOS SANTOS ANDRADE LUZ
  • SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: DA TEORIA À PRÁTICA
  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 06/09/2019
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  • No sentido de consolidar a prática profissional e ofertar assistência sistematizada com respaldo legal garantido pela legislação do Conselho Federal de Enfermagem, o enfermeiro deve realizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem nos serviços de saúde que atua. Com essa prática, estruturam-se as unidades que oferecem assistência de enfermagem para que os profissionais atuem de forma integral e com qualidade técnico-científica. Os entraves existentes para implantar e implementar a sistematização estimulou traçar como objetivos deste estudo: analisar conhecimentos e práticas dos enfermeiros sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem; descrever limitações e oportunidades dos enfermeiros na prática da Sistematização da Assistência de Enfermagem e elaborar, em conjunto com os enfermeiros da Estratégia Saúde da Família de Inhuma-PI, uma proposta para implantar a Sistematização da Assistência de Enfermagem no município. Estudo qualitativo, baseado na metodologia da Pesquisa Convergente-Assistencial por sua peculiaridade em enlaçar pesquisa e prática assistencial. O local do estudo foi o município de Inhuma-PI. Os participantes foram sete (07) enfermeiros atuantes na Atenção Básica. A produção dos dados aconteceu de dezembro de 2018 a março de 2019 através de entrevista semiestruturada e grupo focal, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) com parecer nº 3.000.759. Os dados foram analisados pela técnica de conteúdo proposta por Bardin e discutidos com base na literatura pertinente dos quais emergiram as seguintes categorias: (des)conhecimento e práticas na sistematização da assistência de enfermagem e limitações e oportunidades no cotidiano da estratégia saúde da família. Os resultados mostraram que os profissionais baseiam suas práticas nos protocolos do Ministério da Saúde, Política Nacional da Atenção Básica, em conhecimentos da graduação, e conhecem superficialmente a sistematização. Ressaltam a necessidade de aprofundar cientificamente na temática para realizá-la conforme orientação legal. As limitações elencadas foram demanda excessiva, falta de conhecimento, desinteresse da equipe e questões de gerenciamento que precisam ser superadas. Visualizam treinamentos, capacitações, busca de informações em meios virtuais, resultados exitosos em outros município e esta pesquisa como oportunidades à implantação da sistematização. O grupo focal possibilitou a construção conjunta da proposta para implantar a sistematização no município. Como produto, foram descritas atividades a serem realizadas previamente à implantação da sistematização. O envolvimento e interesse dos profissionais e gestores é fundamental para que a unificação da linguagem na enfermagem aconteça, a profissão seja reconhecida e legitimada cientificamente e a qualidade dos serviços ofertados evidenciada, situações estas imprescindíveis ao processo de construção e consolidação das práticas na enfermagem.

2016
Descrição
  • CARLOS HENRIQUE FERREIRA
  • ANÁLISE DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR EM USUÁRIOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 06/09/2016
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  • ntrodução: A nutrição enteral domiciliar é fundamental na assistência à saúde de indivíduos com necessidades nutricionais e consiste em tratamento eficaz e seguro para pacientes com carência nutricional e incapazes de alimentar-se por via oral. Objetivo: Investigar a adequação da nutricional enteral domiciliar realizada nos usuários do Sistema Único de Saúde de Teresina-PI considerando o acesso aos insumos e a resposta nutricional dos pacientes. Casuística e métodos: Fez-se uma revisão da literatura com recorte temporal entre 2011 e 2016 sobre nutrição enteral domiciliar utilizando-se descritores provenientes do DeCS e MeSH nas bases de dados Scielo, Lilacs e PubMed, com o objetivo de avaliar os efeitos sobre a qualidade de vida, perfil nutricional e clínico, técnicas e equipamentos utilizados em programas de nutrição enteral domiciliar em adultos. Em um segundo momento, foi realizada pesquisa documental no setor responsável pela dispensação de nutrição artificial enteral na Fundação Municipal de Saúde e em domicílios de pacientes beneficiários destes insumos na abrangência do município de Teresina-PI, no período de dezembro de 2015 a maio de 2016. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI através do protocolo 1.412.110. Resultados: Na revisão foram encontrados 230 artigos, dos quais após triagem e exclusão de artigos, apenas 11 foram incluídos. 05 eram do tipo retrospectivo documental, 05 estudos de coorte longitudinal e 01 estudo transversal observacional. No estudo documental foram analisados 132 indivíduos sob nutrição enteral domiciliar com idade média de 70.83 ± 19.46 anos, sendo 56.8 do sexo feminino. As desordens neurológicas apresentaram prevalência de 78.8%, a gastrostomia foi adotada como via de acesso em 62.1%, houve diminuição 6.7% nos indivíduos com baixo peso e aumento 10% nos indivíduos eutróficos após a nutrição enteral domiciliar. Conclusões: Segundo a revisão aqui realizada a nutrição enteral domiciliar é uma alternativa segura, com bons resultados referentes às características nutricionais e qualidade de vida. Os dados práticos mostram que a nutrição enteral domiciliar foi efetiva no ganho de peso, sendo que a principal indicação e via de nutrição enteral foram doenças neurológicas e gastrostomia, respectivamente.

  • ANA CLARA LUCENA SILVA
  • CONHECIMENTO E PRÁTICA DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE SOBRE PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E SAUDÁVEL

  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 26/08/2016
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  • Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) se constitui em um lócus privilegiado para se avançar na promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional. Neste cenário, o Agente Comunitário de Saúde (ACS) evidencia-se, enquanto importante motivador da Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, na comunidade onde atua. Objetivo: Analisar o conhecimento e a prática dos ACS acerca da Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (PAAS). Metodologia: Estudo com abordagem quantitativa e delineamento transversal, descritivo e analítico, desenvolvido com 225 ACS da ESF de Teresina, Piauí. A coleta de dados foi realizada entre Dezembro de 2015 e Fevereiro de 2016, por meio da aplicação de questionário, elaborado especificamente para este estudo, e uma Escala de Conhecimento Nutricional adaptada. Os dados foram duplamente digitados, para verificação de inconsistências, e analisados através da utilização do software SPSS, v.20.0. Na interpretação dos dados, foram utilizadas análises descritivas, utilizando-se medidas de frequência, tendência central e dispersão. As associações entre as variáveis foram testadas utilizando o Teste Qui-quadrado de Pearson ou o Teste Exato de Fisher. Para os testes estatísticos, adotou-se o nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: A amostra estudada foi constituída em sua maioria por ACS do sexo feminino (74,7%); 68,4% eram casados ou com companheiro; 80,0% declararam-se pardo ou preto, com faixa de renda per capita superior a 0,5 salários-mínimos (73,3%), 72,4% concluíram o ensino médio e 27,6% tinham nível superior; 79,7% relataram participação em até dois cursos/capacitações sobre PAAS e 84,8% destes ocorreram a partir do ano de 2006. Em relação às temáticas abordadas nestas capacitações, verificou-se que houve predominância dos temas “aleitamento materno”, “higiene e conservação dos alimentos” e “alimentação complementar”, contemplando grupos específicos, dentre eles, gestantes, crianças menores de seis meses, crianças de seis meses a dois anos, diabéticos e hipertensos. Constatou-se que 71,1% dos ACS apresentaram nível de conhecimento moderado em alimentação e nutrição e 56,4% relataram que realizaram ações de PAAS algumas vezes. Um melhor nível de instrução, o número de participações em capacitações e a realização de práticas de PAAS sempre/quase sempre se associaram, significativa e positivamente, com o nível de conhecimento em alimentação e nutrição. Quanto à realização de práticas de PAAS, observou-se que a sua execução está diretamente associada à participação em capacitações sobre alimentação e nutrição e o número de vezes que os ACS participam destas. Conclusão: Sendo a ESF um espaço anteposto para o desenvolvimento de ações de PAAS, é fundamental que o ACS se aproprie de conhecimentos para bem exercer a sua função de assistir integralmente o usuário. Assim, a educação permanente de ACS é uma estratégia imprescindível para potencializar este conhecimento e incitar a realização das práticas que promovam a alimentação adequada e saudável da população, contribuindo para a promoção da saúde e consolidação da segurança alimentar e nutricional.

  • HAYRA CORRÊA LIMA ALBUQUERQUE
  • IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA ODONTOLÓGICO PREVENTIVO PARA CRIANÇAS MENORES DE 1 (UM) ANO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

  • Orientador : MARCOELI SILVA DE MOURA
  • Data: 23/08/2016
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  • A atenção odontológica em idade precoce é uma importante estratégia para o controle dos principais problemas que afetam a saúde bucal da população. Este estudo teve por objetivo avaliar a implantação de um programa odontológico preventivo para crianças na Estratégia Saúde da Família (ESF). Foi realizado estudo transversal na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Poti Velho em Teresina-PI onde atuam três ESF, totalizando uma população adstrita de 9.036 habitantes. A população do estudo compreendeu 141 pais/responsáveis e suas respectivas crianças menores de um ano assistidas pelas Equipes de Saúde Bucal (ESB). Eles foram convidados por carta convite entregue pelos Agentes Comunitários de Saúde a comparecerem à primeira consulta de puericultura odontológica, seguido de retorno trimestral para acompanhamento. Ao final de 11 meses da implantação do programa foram coletados dados relativos ao perfil sociodemográfico dos pais/responsáveis, saúde bucal das crianças e adesão ao programa. E ainda, foi aplicado um questionário com objetivo de avaliar a percepção dos profissionais da ESF envolvidos no programa. A adesão ao programa foi de 66,7% e a prevalência de assiduidade 66%. As variáveis idade de ingresso ao programa, convivência com pai e mãe, escolaridade do pai, quem cuida da criança e consulta odontológica da mãe durante a gravidez apresentaram associação com assiduidade (p<0,05). Os profissionais da ESF mostraram-se aptos a colaborarem com o programa. Concluiu-se que houve uma boa taxa de adesão e assiduidade dos pais/responsáveis pelas crianças ao programa, e estas não desenvolveram cárie dentária e apresentaram baixa taxa de hábitos bucais deletérios.

  • EDNA ALBUQUERQUE BRITO
  • SABERES E PRÁTICAS DOS ENFERMEIROS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE O CONSUMO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS POR PESSOAS IDOSAS

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 22/08/2016
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  • O envelhecimento da população cresce em meio a diferentes demandas, a exemplo do consumo de álcool e outras drogas, considerado um grave problema de saúde pública. Para desvendar esta problemática foram elaborados os seguintes objetivos: Discutir os saberes e as práticas do Enfermeiro da Estratégia Saúde da Família (ESF) em relação à pessoa idosa usuária de álcool e outras drogas; Analisar as estratégias utilizadas e os entraves enfrentados por esses Enfermeiros na promoção da saúde desses idosos, bem como, Elaborar folder educativo com abordagens e ações do Enfermeiro da ESF na atenção ao idoso com essas dependências. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo com abordagem qualitativa, realizado com 17 Enfermeiros da ESF em Teresina-PI. A coleta de dados foi realizada com a técnica de entrevista, utilizando um roteiro semiestruturado, seguindo as etapas do método de análise de conteúdo temática e a elaboração de um folder educativo para os Enfermeiros considerando as demandas identificadas.A análise dos dados permitiu a caracterização sociodemografica dos participantes e a formulação de três categorias temáticas: Saberes e Práticas do Enfermeiro da ESF referentes ao consumo de álcool e outras drogas por idosos,Estratégias utilizadas pelo Enfermeiro na atenção ao idoso nesse contexto, e Entraves enfrentados pelos Enfermeiros na atenção a esses idosos. Entre as características sociodemograficas, a totalidade das participantes era do sexo feminino, a faixa etária variou entre 33 e 62 anos, com predomínio de casadas (9), com graduação de 08 à 37 anos, tempo de serviço na ESF variou entre 08 e 19 anos, a qualificação profissional de 10 Enfermeiras com pós-graduação latu sensu e 07 strictu sensu e ainda 11 das participantes não fizeram capacitação específica sobre a temática. Os resultados evidenciaram que os saberes dos Enfermeiros sobre o uso de álcool e outras drogas pelos idosos são frágeis e empíricos, pautados em conhecimentos do senso comum, o que dificulta a identificação dos idosos dependentes, bem como, os tipos, a frequência e a quantidade de substâncias utilizadas. As práticas são assistemáticas e não seguem os protocolos das políticas de enfrentamento ao uso de álcool e outras drogas, se dão vinculadas a outros programas de saúde e atividades da equipe. As estratégias utilizadas para realização dessas ações são concretizadas em ações educativas, visita domiciliar e consulta de Enfermagem. Os entraves enfrentados para o cuidado a esta clientela estão relacionados a estrutura organizacional e institucional, obstáculos educacionais e falta de apoio do núcleo familiar.Assim, conclui-se a necessidade de capacitação do Enfermeiro, por meio de programas de educação permanente, na perspectiva de ampliar o conhecimento sobre a problemática do uso abusivo de álcool e outras drogas por idosos e ainda a implantação e implementação de práticas articuladas na equipe, com destaque para os ACS, e o apoio de familiares, amigos e vizinhos, além da utilização da rede de apoio psicossocial nos níveis de atenção a saúde.

  • ADRIANA SÁVIA DE SOUZA ARAÚJO
  • MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO DA TUBERCULOSE

     

  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 17/08/2016
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  • A tuberculose (TB), pelas graves implicações sociais que acarreta, constitui-se em um grave problema de saúde pública e pode estar relacionada ao trabalho. A vulne-rabilidade ao adoecimento está relacionada ao conhecimento sobre a doença, às medidas de prevenção e de biossegurança, diagnóstico e transmissão da doença. A TB é sensível à ação dos profissionais, portanto estes devem estar qualificados para fazer o atendimento e acompanhamento dos portadores da doença, adotando um comportamento seguro sem comprometer a sua saúde. Assim, objetivou-se analisar o conhecimento, atitude e prática dos profissionais de enfermagem relacionados com as medidas de biossegurança da TB na estratégia saúde da família (ESF). Tra-ta-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa do tipo transversal, desenvolvido com 158 profissionais de enfermagem da ESF de Teresi-na- Piauí. A coleta de dados aconteceu de janeiro a abril de 2016, por meio de ques-tionário adaptado do modelo de inquérito CAP-TB (Conhecimento, Atitudes e Práti-cas – Tuberculose). Os dados foram digitados e analisados através do SPSS, ver-são 21, e do software estatístico livre R, versão 3.3.1 e resumidos em tabelas de fre-quência. A associação entre as variáveis e de igualdade entre proporções foram tes-tadas através do teste qui-quadrado de Pearson com nível de significância (p<0,05). A força das associações entre as variáveis foi aferida pela razão de prevalência (RP) e intervalos de confiança (IC=95%). A amostra foi constituída por 158 profissionais de enfermagem, na sua maioria (33,5%) na faixa etária de 31- 40 anos, com predo-minância do sexo feminino (93,7%). Sendo 83 (52,5%) enfermeiros; 81 (51,9%) refe-riram a participação em capacitação para TB e 65 (41,1%) tinham mais de 10 anos de experiência na ESF. O conhecimento relacionado à biossegurança para TB foi inadequado. A análise da associação entre conhecimento, atitude e prática adequa-da entre os profissionais de enfermagem da ESF demonstrou que, o profissional que não tem conhecimento adequado está mais propenso a adotar práticas inadequadas e não houve diferença significativa dos que foram classificados com atitudes ade-quadas, de se referir a práticas adequadas. A indisponibilidade da máscara, porque ninguém adota, a falta de orientação, a falta de cobrança, para não causar constran-gimento ao paciente, porque a máscara é desconfortável ou inapropriada, foram atribuídos como motivos para não adesão às medidas de biossegurança. Diante do exposto, com vistas à redução da exposição dos profissionais aos riscos oriundos da sua atividade laboral, é imprescindível reforçar, através de educação permanente e continuada, a importância da biossegurança para a garantia de práticas seguras no ambiente de trabalho que protejam a si mesmos e aos pacientes.

  • DANIELLE YASMIN MOURA LOPES DE ARAÚJO
  • CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DIANTE DE SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA FAMILIAR À PESSOA IDOSA, EM TERESINA, PIAUÍ

  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 12/08/2016
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  • A violência contra a pessoa idosa no âmbito familiar é um problema que se agrava e se estende nos dias atuais. É um fenômeno complexo por sua multiplicidade de causas e consequências. A Estratégia Saúde da Família possibilita não apenas a prevenção e identificação de casos, como também o seguimento e acompanhamento dos idosos vítimas, sendo o Agente Comunitário de Saúde (ACS) o responsável pela articulação entre a comunidade e o serviço de saúde. Este é um estudo transversal, de abordagem quantitativa com o objetivo de investigar conhecimentos, atitudes e práticas dos ACS diante de situações de violência familiar à pessoa idosa, em Teresina, Piauí. A coleta de dados se deu com a aplicação de um questionário a 308 ACS selecionados de forma aleatória simples, onde foram levantadas as seguintes variáveis: idade, sexo, número da equipe da ESF, tempo de atuação, escolaridade e participação em treinamento, além das variáveis conhecimentos, atitudes e práticas dos ACS no que se refere à violência familiar contra os idosos. O questionário foi estruturado com base na escala de Likert e contou com 45 afirmações, distribuídas em 10 questões. Para cada resposta dos agentes foi atribuído um valor de 1 a 5, segundo o grau de concordância e o tipo de afirmação, cujo somatório ao final do questionário gerou um escore total para cada profissional. O estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí, sob o Processo Nº 1346100. Na pesquisa prevaleceu profissionais do sexo feminino (79,2%), da faixa de 37 a 45 anos (39,6%) e com ensino médio completo (59,1%). Verificou-se que o sexo, o tempo de serviço e o treinamento não influenciaram significativamente o resultado. Já quanto maior a idade pior o desempenho no questionário. Além disso, observou-se que a maior escolaridade e o conhecimento prévio do manual influenciaram positivamente e significativamente o desempenho destes profissionais. Concluiu-se que os conhecimentos desses profissionais são limitados, envolvendo questões básicas da violência familiar contra idosos, por vezes, insuficientes para a abordagem junto à população alvo, favorecendo atitudes inadequadas. Além disso, muitos profissionais discordaram das práticas recomendadas pelo Ministério da Saúde.

  • ROSE DANIELLE DE CARVALHO BATISTA
  • PARTICIPAÇÃO SOCIAL E SOFRIMENTO MENTAL COMO INDICADORES DE ESTIGMAS EM PESSOAS ACOMETIDAS PELA HANSENÍASE

     

     

  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 12/08/2016
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  • A hanseníase está entre as doenças negligenciadas e relacionadas à pobreza, que afeta predominantemente indivíduos mais vulneráveis, contribuindo para a desvalorização individual, a validação de estigmas e a construção de uma identidade deteriorada. No Piauí, em 2014, o coeficiente de prevalência da hanseníase foi de 2,49 casos por 10.000 habitantes (quase 3 vezes maior que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde) e coeficiente  de detecção de 33,74 casos por 100.000 habitantes, considerado muito alto. A cidade de Floriano, no mesmo ano apresentou coeficiente de detecção de 85,18 casos por 100.000 habitantes, considerada, portanto, um município hiperendêmico no estado. Nessa perspectiva de (re)conhecimento da doença e de seus aspectos psicossociais, o presente estudo, como parte integrante do macroprojeto IntegraHans/PI, pretende investigar participação social e sofrimento mental como indicadores de estigmas em pessoas acometidas pela hanseníase, identificando e classificando o grau de participação social e de sofrimento mental dos casos referência e analisando a relação entre estigma em  hanseníase e seus indicadores psicossociais. Trata-se de estudo quantitativo transversal, com 177 participantes, constituído por meio de amostragem casual simples dos casos identificados no campo e referenciados no SINAN, a partir da série histórica de 2001 a 2014. Os dados foram coletados por questionário socioeconômico e demográfico e Escalas de Restrição à Participação Social e de Sofrimento Mental (SRQ-20). Para análise estatística, utilizou-se o programa SPSS versão 20.0. A análise dos dados socioeconômicos e demográficos foi obtida por medidas de frequência absoluta. Foram realizadas associações univariadas com a participação social e o sofrimento mental; correlação de Pearson entre ambas e associações bivariadas entre as mesmas e suas variáveis preditoras. Nas análises de associações foi aplicado o teste Qui-quadrado e utilizado nível de significância de 5%. Considerando os aspectos éticos, esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI, sob o Parecer: 1.115.818. Como resultados houve predomínio de pessoas do sexo feminino, com idade entre 31 e 67 anos, pardas, católicas, aposentadas, com ensino fundamental incompleto e renda média familiar entre 1 e 3 salários mínimos. A maioria dos participantes não apresentou nenhuma restrição significativa à participação social, nem indicativo de sofrimento mental. Contudo, numa correlação moderada entre estas variáveis pôde-se perceber a influência do sofrimento mental na participação social por meio de sentimentos de inutilidade, desinteresse e ansiedade. Mesmo não sendo mensurado diretamente, o estigma se mostrou imbricado com o ambiente vivido, as condições de saúde e sociais, fatores educacionais e autoimagem. Espera-se, desse modo, que esta pesquisa embase estudos posteriores para aprofundamento do estigma em hanseníase, norteie condutas diferenciadas dos profissionais de saúde acerca da doença e contribua para que esta seja de fato compreendida como uma doença que não se limita aos sintomas físicos, mas se agrava pelas questões psicossociais e as singularidades de cada pessoa acometida. 

  • ANAIDE MARY BARBOSA SANTOS
  • EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO PRÁTICA DIALÓGICA E EMANCIPATÓRIA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 04/08/2016
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  •  Como prática social humana, a educação é um processo histórico, contínuo, que emerge da dialética entre homem, mundo, história e circunstâncias. A sua finalidade na área da saúde é promover patamares mais elevados de autonomia, de corresponsabilização por meio da reflexão crítica, para os sujeitos identificarem e intervirem sobre as questões de saúde e meio ambiente. O presente estudo tem como objetivos, primeiramente, analisar a Educação em Saúde como prática do processo de trabalho da Estratégia Saúde da Família, sob a ótica de um referencial dialógico e emancipatório, a Educação Popular em Saúde; depois, descrever as práticas de Educação em Saúde realizadas pelos profissionais da ESF de Teresina e, por fim, discutir a articulação entre elas e o referencial supracitado. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, descritivo e exploratório realizado no município de Teresina em uma Unidade Básica de Saúde da Família, localizada na regional sul, selecionada aleatoriamente, sendo identificados médicos, enfermeiros, dentistas, agentes comunitários de saúde, auxiliares de enfermagem, técnicos em higiene dental da unidade, para participarem da pesquisa segundo critérios específicos de inclusão como o fato de o profissional ser da ESF há no mínimo um ano, ter atividades educativas no seu cronograma de atuação e de exclusão, estar afastado das funções de trabalho por período superior a trinta dias úteis. A técnica utilizada para a coleta de dados foi a pesquisa-ação por meio de círculos de cultura, realizados nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2016.Para os registros dessas atividades utilizou-se o diário de campo para anotação das sínteses no final de cada sessão. Esses registros ocorreram com o consentimento livre e esclarecido dos participantes, de acordo com a resolução 466/2012. A análise dos dados ocorreu através do método hermenêutico-dialético, que gerou as categorias: Educação em Saúde como momento de troca; percepção do profissional acerca do seu papel e do usuário na Educação em Saúde: dificuldades e possibilidades; prática educativa e seus caminhos; Educação Popular: diálogo e emancipação dos sujeitos. O estudo contribui para o fomento de discussões e problematizações entre os trabalhadores da ESF, suscitando a construção de uma prática educativa dialógica e emancipatória.

  • ANDREA VIEIRA MAGALHÃES COSTA
  • PERCEPÇÃO DE MULHERES ASSISTIDAS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 11/07/2016
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  • A violência contra as mulheres constitui fenômeno cercado pelo silêncio, apresenta-se de forma multifacetada e muitas vezes, inicia-se na infância. As mulheres que a vivenciam apresentam mais problemas de saúde, que vão desde lesões físicas até aquelas relacionadas aos aspectos psicoemocionais, além do impacto sobre a economia. O objeto da pesquisa é a percepção das mulheres sobre a violência contra a mulher e os objetivos são caracterizar as participantes do estudo quanto aos aspectos socioeconômicos e demográficos e discutir como a violência contra a mulher é percebida pelas participantes. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa e a estratégia metodológica é a pesquisa-ação. O local do estudo será o Centro de Saúde Planalto Ininga e a população será constituída por um grupo de 12 mulheres assistidas pela estratégia saúde da família da unidade de saúde, que serão abordadas na consulta de enfermagem. A coleta e a produção dos dados será através de reuniões e seminários, nos quais serão utilizadas metodologias ativas, dinâmicas e cartazes. As participantes serão ativas em todo o processo e suas falas serão gravadas e transcritas para analise pelas pesquisadoras. Para análise dos dados será utilizado todo o material que for produzido nos seminários. Assim, o desenvolvimento da pesquisa irá proporcionar uma melhor percepção para as mulheres assistidas pela estratégia saúde da família sobre os sinais e sintomas da violência contra a mulher e, a partir disso, desenvolver estratégias para enfrentar esse evento nas famílias e na comunidade, minimizando assim os danos que podem ser gerados bem como despertar nos gestores a necessidade de reforçar ações para prevenção da violência no âmbito da atenção básica.

  • POLYANNA CAMPOS GONÇALVES DE SOUSA
  • ANÁLISE ESPACIAL DA ENDEMIA HANSÊNICA EM UMA CAPITAL DO NORDESTE

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 27/06/2016
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  • Introdução: A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica, com alto poder incapacitante, com elevada magnitude e transcendência. Para o controle da endemia são recomendadas ações de controle como, por exemplo, utilização de dos Sistemas de Informação Geográfica. Objetivo: O presente estudo teve por objetivo analisar o padrão espacial da ocorrência de hanseníase em Teresina, Piauí, relacionando-o com indicadores socioeconômicos. Metodologia: Utilizou-se a malha dos bairros de Teresina, obtida na Empresa Teresinense de Processamento de Dados (Prodater); dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi realizado o georreferenciamento dos casos novos de hanseníase, em seguida foi calculada taxa de detecção em menores de 15 anos, taxa de detecção por faixa etária, bem como taxa de detecção geral da doença por bairro e realizada suavização das taxas e calculado Índice de Moran Global. Realizou-se o cálculo do Índice de Carência Social (ICS), estratificando-o em quartis. O ICS e os indicadores que o compõe foram relacionados com a taxa de detecção da hanseníase por meio do Coeficiente de Correlação de Spearman. Foram gerados mapas para análise. Resultados: A distribuição espacial evidenciou que o padrão de hiperendemicidade predomina nos bairros teresinenses e que na maior parte do período estudado, a hanseníase apresentou autocorrelação espacial positiva, sugerindo dependência espacial entre os bairros. A análise da taxa de detecção geral juntamente com o ICS mostra que nos estratos de alta e muito alta carência social encontram-se as maiores taxas de detecção da hanseníase, a qual variou de 67,4/100.00 a 76,9/100.000. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre a taxa de detecção e ICS (p=0,006), bem como com a proporção de chefes de família com renda mensal de até um salário mínimo e/ou sem rendimento (p=0,002) e com média de moradores por domicilio (p=0,029). Conclusão: Os resultados desse estudo evidenciam que o processo de adoecimento da hanseníase ultrapassa o campo biológico e perpassa por outros condicionantes, como fatores socioeconômicos. Espera-se que, para além do conhecimento da distribuição espacial da hanseníase em Teresina, este estudo traga contribuições para o direcionamento de ações efetivas de vigilância, com vistas ao diagnóstico precoce e controle da hanseníase e ainda que possa fomentar outras pesquisas.

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