Dissertações/Teses

2018
Descrição
  • SILMARA KARINE MENDES DOS SANTOS
  • AS IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS E ÉTICAS DA CIÊNCIA MODERNA EM JEAN LADRIÉRE
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 24/05/2018
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  • O presente trabalho pretende realizar uma investigação sobre a relação entre filosofia e ciência na perspectiva do filósofo Jean Ladrière. Para tanto, torna-se necessário que apresentemos brevemente o ponto de partida do filósofo que redefine as diretrizes de ambas partindo de uma crítica as concepções de ciência e filosofia tais como foram desenvolvidas na tradição moderna pelo filósofo Descartes (1596-1650) e posteriormente posta por Husserl (1859- 1938), que segundo ele, desenvolveram a filosofia como fundamentação da ciência e a ciência dita positiva como ciência da exterioridade (espaço). Esta concepção de ciência, segundo Ladrière, não pode ser mais considerada na modernidade, isso porque, restringi o papel da ciência e entrelaça-o com o da filosofia, pois a ciência deixou de ser apenas o conhecimento dos objetos de um domínio da experiência para direcionar-se também ao conhecimento das próprias operações pelas quais tal domínio pode ser reconhecido. Desta forma, se a fundamentação da ciência não está mais pautada na filosofia e sim dentro de seu próprio eixo, resta, segundo Ladrière, refazermos suas diretrizes, alcançando um “saber radical”, no qual, cada uma entenderia a singularidade e a totalidade do mundo de forma simultânea em seu próprio âmbito, o que consiste em um desafio a ser trabalhado pelo filósofo.

  • RAFAEL SILVA SOUSA
  • A RESPOSTA POPPERIANA PARA AS TESES HOLÍSTICAS DE DUHEM E QUINE
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 27/04/2018
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  • O presente trabalho pretende abordar – através dos pensamentos de Duhem (1861- 1916), Quine (1908-2000) e Popper (1902-1994) – importantes considerações na área da filosofia da ciência. Por meio da apresentação das teses holísticas elaboradas por Duhem e Quine, que consideram não uma hipótese tomada individualmente o elemento necessário para a realização de um teste de uma teoria, mas a conjunção dessa hipótese com uma grande variedade de hipóteses auxiliares muitas vezes implícitas, faremos uma distinção entre o holismo introduzido por Duhem e Quine. Popper surgirá nessa dissertação em consequência dos desafios que o holismo coloca em seu critério de falseabilidade das teorias científicas; portanto, esse trabalho também envolverá a tese falsificacionista de Popper como critério de demarcação entre ciência e as chamadas pseudo-ciências, além de problemas no tocante da condição empírica de enunciados singulares e o modo como são testados. Por último, a partir do que foi visto em Duhem, Quine e em Popper, será realizado um confronto entre a tese falsificacionista de Popper com as teses holísticas apresentadas por Duhem e Quine para apontar que Popper esteve ciente das dificuldades implantadas pelo holismo.

  • EDUARDO JOSÉ DA SILVA OLIVEIRA
  • O PROBLEMA DA DEMARCAÇÃO NO PENSAMENTO DE KARL POPPER
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 26/04/2018
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  • O presente trabalho, se presta ao papel de traçar de maneira que fique claro, ao observador mais desatento, aquilo que Popper pensou, ao desenvolver sua teoria, acerca de um critério que pudesse demarcar, os limites da ciência de um lado, e o que ele chamou de pseudociência do outro. Para tanto, nossa tarefa de esclarecer por onde nos conduz o pensamento de Karl Popper, rumo a esta pretendida tarefa, começa por situar este pensador e suas ideias num cenário adverso, rodeado por amigos que se mostraram contrários ao seu pensamento. Traçar este cenário histórico é de suma importância, para situar em que contexto se desenvolve sua teoria, e que influências sofreu para que chegasse a esse momento. Feito isso caminhamos por uma via que certamente nos levará ao coração da teoria Popperiana acerca da demarcação, que critérios metodológicos, ou que procedimentos são por ele adotados e sugeridos, para o atingimento da meta pretendida; a tarefa, que já foi objeto de interesse e empenho de tantos pensadores, agora é pretendida por este Austríaco, certo ele está, de que seu critério, é sem dúvida o que há de mais apropriado para tanto.

  • JOSÉ ROBERTO CARVALHO DA SILVA
  • DA DIFERENÇA ENTRE DOMESTICAÇÃO E CULTIVO EM NIETZSCHE: Novos horizontes para a formação do homem.
  • Data: 29/03/2018
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  • O propósito desta dissertação é distinguir dois tipos de formação no pensamento de Friedrich Nietzsche. Trata-se da diferença entre domesticação e cultivo. São diferentes maneiras de lidar com o elemento bárbaro e animalesco do humano – suas pulsões, paixões e instintos, cujo substrato é o corpo. Para Nietzsche, como mostram as teses da Genealogia da Moral, domesticação não é superação da barbárie, mas seu adoecimento, por meio do qual as pulsões do corpo são castigadas para obedecerem à moral da negação de si e do mundo. Esta negação, por sua vez, não é ação livre, mas reação produzida pelo ressentimento dos fracos, que desejam se vingar dos danos sofridos pela ação dos fortes. Os fracos desejam dominar a barbárie, mas são impotentes diante de sua força hierárquica, então com ressentimento eles a anarquizam, até ficar totalmente fraca e submetida aos seus valores, como Deus, pecado, resignação, culpa e além-mundo. Por outro lado, o cultivo e a cultura, ao contrário da domesticação e da civilização, são a verdadeira superação da barbárie, na qual as pulsões do corpo não são negadas e oprimidas, mas devidamente orientadas para a criação. Ou seja, o que distingue o cultivo é precisamente sua habilidade com as próprias pulsões, ao contrário da reação ressentida, violenta e despreparada da domesticação. Desse modo, é preciso pensar o cultivo não só como educação diferente e libertadora, mas como proposta que deve ser levada a sério com a crise da domesticação e dos seus valores na modernidade, crise que Nietzsche chama de niilismo ou “morte de Deus”. Como superação do niilismo, o cultivo é associado ao estabelecimento de novos valores, que deverão afirmar e gratificar tudo o que foi caluniado pela domesticação, como a vida, o corpo, o devir, a autoafirmação, o orgulho, a terra e o mundo. Por fim, demonstra-se como essa afirmação conduz alguém a “tornar-se o que se é”. Isso deve iniciar com o cultivo de uma perspectiva capaz de hierarquizar as pulsões para o acúmulo de forças; esta hierarquização, por sua vez, não se diferencia de um processo seletivo por parte do “indivíduo”, que deve incorporar tudo o que for significativo para alimentar a força organizadora da própria potência criativa, como também saber negar tudo que deseja dissipá-la. Ou seja, o cultivo não pretende a negação das pulsões, mas o domínio sobre elas, um Sim e um Não, para que sirvam à criação. No entanto, sua hierarquia é diferente daquela bárbara e violenta, pois não prejudica – como a que ensejou o ressentimento nos fracos – mas sim dar o benefí- cio, de modo que seu acúmulo de forças busca a própria dissipação em proveito dos outros, numa demonstração de generosidade e riqueza. Em suma, o cultivo busca a nobreza de espírito que se doa, cujo efeito sobre os outros não é o ressentimento, mas seu contrário, a gratidão.

  • GENIVALDO DO NASCIMENTO PEREIRA
  • A FUNDAMENTAÇÃO ONTOLÓGICA DO PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS E A QUESTÃO DA FALÁCIA NATURALISTA
  • Data: 26/03/2018
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  • Este trabalho constitui uma investigação da contraposição de Jonas ao legado moderno em matéria de fundamentação da ética. Para Jonas, na modernidade se deu o estabelecimento de dois dogmas, a saber: o de que não há nenhuma verdade metafísica e a impossibilidade de se estabelecer um caminho válido do ser ao dever. De acordo com sua visão, esse segundo dogma ainda não havia sido enfrentado seriamente. Em oposição a ambos, de modo mais específico ao segundo, é proposto um caminho de superação do dualismo mediante uma ontologia geral do ser real, lançando mão da metafísica e postulando um caminho plausível do ser ao dever. Ao tomar esse caminho, além de se opor ao legado moderno, Jonas assumiu o risco de incorrer na falácia naturalista, risco iminente para todos que se aventurarem a fazer o mesmo trajeto. Com esta investigação, busca-se evidenciar a plausibilidade da proposta jonasiana.

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