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Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • IRIANE DO NASCIMENTO ROSA
  • Personalidade e saúde mental em estudantes universitários: o papel mediador da Iniciativa de Crescimento Pessoal
  • Orientador : EMERSON DIÓGENES DE MEDEIROS
  • Data: 13/12/2019
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  • De acordo com o levantamento realizado pelo Fórum Nacional de Pró-reitores de
    Assuntos Comunitários e Estudantis em suas pesquisas realizadas em 2003,
    2011 e 2014 e 2018 estresse, ansiedade e depressão estiveram presentes na
    população universitária. Ademais a literatura a ponta que tais sintomas são
    recorrentes, afetando de forma consistente a saúde mental dos alunos. A
    vulnerabilidade pode ser explicada por diversas variáveis a qual expõe os alunos
    a condições de risco, dentre as variáveis mencionadas estão questões
    relacionadas a personalidade bem como fatores ambientais. Recentemente
    Iniciativa de Crescimento Pessoal vem sendo foco de diversas pesquisas,
    incluído a população universitária. Este construto tem se revelado como um
    fator de impacto, pois há evidências associando tal construto como preditor
    em saúde mental. Neste sentido, o objetivo da pesquisa consistiu em verificar o
    papel mediador de Iniciativa de Crescimentos Pessoal nas variáveis
    personalidade e saúde mental em estudantes universitários que moram longe do
    seu núcleo afetivo. Para alcançar os objetivos proposto, foram realizados três
    estudos, a saber: dois estudos de cunho psicométrico, o primeiro (N= 232)
    objetivou -se verificar evidências preliminares de validade e precisão da ICP II
    para o contexto do estudo. Para isto, realizou-se Análise Fatorial Exploratória
    (AFE). Os resultados apresentados pelo método de Hull indicaram a presença de
    um fator. Os índices indicaram ajuste adequado Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) =
    0,89 e teste de esfericidade de Bartlett (120) = 1621,6 e p = 0,001. As evidências
    de precisão para a medida foram: alfa de Cronbach de 0,92 e ômega de
    McDonald de 0,91. Para o segundo estudo (N= 239) objetivou-se averiguar a
    adequação da estrutura fatorial e sua invariância quanto ao sexo dos
    participantes. Utilizou – se Análises Fatoriais Confirmatórias Categóricas
    (AFCC), análise de invariância e consistência interna. Os índices de ajustes
    indicaram bom ajuste do modelo aos dados {CFI = 0,99; TLI = 0,98 e RMSEA =
    0,032 [(IC90%) = 0,015 – 0,052; p = 0,928)}. As análises de invariância da
    estrutura da ICP II indicaram que a estrutura é estável não havendo vieses de
    respostas ao instrumento para ambos os sexos. Quanto a precisão apresentou
    resultados satisfatório com alfa de Cronbach 0,91 e ômega de McDonald 0,78.
    O terceiro estudo (N=426) objetivou verificar o papel mediador da Iniciativa de
    crescimento pessoal nas variáveis personalidade (traço de personalidade, Big
    Five) e saúde mental (ansiedade, estresse e depressão) em estudantes
    universitários residentes em localidades distantes do seu núcleo afetivo. Para este
    estudo os estudantes responderam o livreto contendo a escala de Iniciativa de crescimento Pessoal EICP II, DASS – 21, depressão, ansiedade e estresse e
    Inventário dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade (ICGFP) e questões
    sociodemográficas. Para este estudo as análises indicaram que ICP medeia a
    relação entre a variável neuroticismo e saúde mental de forma parcial.

  • JOSIANE ALVES MORAES RABELLO
  • Aspectos ergonômicos do cotidiano de trabalho nas atividades dos garis de capina e varrição em uma organização de limpeza urbana.
  • Orientador : RAQUEL PEREIRA BELO
  • Data: 02/12/2019
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  • O trabalho ocupa um lugar estruturante na vida do ser humano, sendo vital para a
    sobrevivência. Com a evolução tecnológica, muitas transformações ocorreram na
    concepção de trabalho. Neste cenário, surge a Ergonomia considerando as
    capacidades e limitações do operário. O objetivo principal desta pesquisa foi
    realizar uma análise dos aspectos ergonômicos na atividade dos trabalhadores
    garis de capina e varrição de avenidas e praças, em uma instituição de limpeza
    urbana situada em um município do estado do Piauí. Para isso, a metodologia
    empregada teve como base a Análise Ergonômica do Trabalho – AET, que
    propõe produzir conhecimentos na promoção da saúde do trabalhador,
    aumentando sua eficácia produtiva na instituição. A pesquisa contou com um
    total de dezenove garis analisados em um estudo que se decompôs em duas
    partes: dezessete garis de capina e varrição de ruas e avenidas e dois garis
    responsáveis pela limpeza de praças, em um município do estado do Piauí.
    Quanto aos instrumentos consistiram observações sistemáticas que, transcritas
    em diários de campo, guiaram a elaboração do roteiro de entrevista
    semiestruturado. Os dados obtidos foram categorizados por meio da Análise de
    Conteúdo e analisados através da AET, que implica sistematizar a investigação
    da situação real do ambiente de trabalho, levantando a diferença entre trabalho
    prescrito e trabalho real e seus principais efeitos na saúde dos trabalhadores. Os
    resultados sugerem que o gari utiliza estratégias pessoais diante da variabilidade
    das tarefas realizadas e prescrições que exigem sua atividade de trabalho. Na
    análise, foi possível identificar elementos que caracterizam as reais condições de
    trabalho destes operários, bem como, principais riscos ergonômicos que a
    atividade comporta para as quais foram determinadas recomendações de
    melhorias e prevenção que abrangem: conscientização do uso dos Equipamentos
    de Proteção Individual – EPI`s, ênfase no trabalho em equipe e capacitação em
    cuidados básicos na manutenção da saúde. De forma geral, conclui-se que o
    trabalho do gari, por ser desenvolvido em espaço público aberto, está exposto a
    intempéries: sol intenso, chuvas e outras situações adversas ocasionadas pelo
    próprio espaço de trabalho. No entanto eles criam maneiras próprias de adaptação
    às condições desfavoráveis, cooperando uns com os outros, o que possibilita
    ultrapassarem diariamente as metas que lhes são atribuídas pela instituição.:

  • CAROLINA MARTINS MORAES
  • Formação e atuação em Psicologia Escolar para a EJA: contribuições de professoras-pesquisadoras da ANPEPP
  • Orientador : FAUSTON NEGREIROS
  • Data: 30/11/2019
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  • A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é constituída na atualidade, como uma
    modalidade de ensino que atende alunos que nunca obtiveram escolarização, que
    estão passando pelo analfabetismo funcional, escolarização incompleta ou mesmo
    em situação de defasagem educacional. A partir do referencial-teórico da
    Psicologia Histórico-Cultural, é preciso pensar sobre o perfil do profissional de
    Psicologia para esse contexto educativo e que ações formativas vêm sendo
    desenvolvidas para subsidiar sua atuação junto às políticas educacionais voltadas
    para essa modalidade. Destarte, este estudo tem por objetivo analisar a formação e
    atuação em Psicologia Escolar frente às Políticas Educacionais voltadas para a
    Educação de Jovens e de Adultos (EJA). Como objetivos específicos: caracterizar
    o perfil docente e as ações formativas desenvolvidas no que se refere à interface
    Psicologia Escolar e Educacional e EJA no Brasil; apreender como a EJA é
    compreendida na visão de professores-pesquisadores do Brasil; analisar como a
    Psicologia Escolar e Educacional pode contribuir para formação e atuação de

    Psicólogos na EJA. Este estudo utiliza o método de pesquisa materialista histórico-
    dialético. Tem por cenário a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em

    Psicologia (ANPEPP) e como participantes: doze professores-pesquisadores de
    diversas regiões do país, que vêm desempenhando um papel formativo, político e

    de produção de conhecimento, nos âmbitos do Ensino Superior e/ou Pós-
    Graduação, no que diz respeito aos temas Psicologia, Educação, e Políticas

    Públicas Educacionais. Os instrumentos utilizados foram: 1) questionário de dados
    sócio demográficos e profissionais, para a caracterização do perfil docente e as
    práticas formativas voltadas para EJA por eles desenvolvidas, e também, 2) roteiro
    de entrevista semiestruturada, com vista a apreensão de como a EJA é
    compreendida no cenário brasileiro, e análise de como a Psicologia Escolar e
    Educacional pode contribuir para formação e atuação de Psicólogos na EJA.
    Análise dos dados ocorreu através da constituição de eixos de análise, a partir da
    perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural, seguindo as seguintes etapas: i)
    apreensão do real imediato; ii) descrição empírica; iii) descrição teórica; iv)
    estabelecimento da unidade de análise central do objeto de pesquisa, e por fim, o
    v) retorno à realidade dos dados para explicá-los, com isso, pretende-se superar a
    descrição e explicar o fenômeno a partir do movimento singular, particular e
    universal. Esse estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da
    Universidade Federal do Piauí (UFPI), com número de parecer 2.708.259. Para
    análise dos dados obteve-se os seguintes eixos analíticos: a) Perfil docente e
    currículo em Psicologia Escolar e Educacional; b) A prática formativa em
    Psicologia Escolar e Educacional voltadas para EJA; c) A EJA na compreensão dos professores de Psicologia Escolar e Educacional, que evidenciam os processos
    de fracasso escolar; d) Psicologia e EJA: perspectiva para formação e atuação
    profissional, que aponta para os processos de aprendizagem e desenvolvimento na
    perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural. Os resultados revelam que no campo
    da Psicologia Escolar e Educacional há uma predominância de professoras com
    ampla formação e experiência docente. As ações formativas voltadas para EJA
    vem ocorrendo através da ensino, pesquisa e extensão, mas principalmente no
    âmbito da pesquisa. A EJA é compreendida por meio do fenômeno do fracasso
    escolar e entende-se que contribuições da Psicologia Escolar, tanto para formação
    quanto para atuação junto a EJA, ocorrem pela mediação de processos de
    aprendizagem que promovem desenvolvimento em consonância com o que
    defende a Psicologia Histórico-Cultural. Conclui-se com isso que o presente
    estudo propicia a análise da formação e atuação do psicólogo escolar junto a EJA,
    expondo as ações formativas e perspectivas de atuação. Evidencia também, como
    a Psicologia Escolar pode contribuir com os processos educativos na EJA tendo
    em vista os diversos atores escolares. Este estudo fornece, portanto, subsídios para
    o fomento de políticas públicas específicas para EJA e inserção do psicólogo
    escolar nesta modalidade, e corrobora também, para pesquisas posteriores sobre a
    temática, principalmente, no que diz respeito a interface Psicologia e EJA.

  • LUDMARA MOURA MIRANDA
  • Cultura Organizacional e o Comprometimento dos Trabalhadores em uma Empresa Pública
  • Orientador : RAQUEL PEREIRA BELO
  • Data: 25/11/2019
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  • Na Psicologia a cultura organizacional pode ser considerada como uma variável -
    algo que a organização tem ou uma metáfora - algo que a organização é. No
    presente estudo foi considerado a cultura como uma variável utilizando o modelo
    de Schein, que propõe analisar o funcionamento da dinâmica de forças culturais
    em nível mais profundo do que a realidade manifesta. Também foi estudado o
    comprometimento, sendo este um vínculo existente entre empregados e empresa
    influenciando no desempenho, produtividade e qualidade de vida dos
    trabalhadores. Adotou-se nessa pesquisa o modelo de comprometimento
    organizacional desenvolvido por Meyer e Allen que propõe uma distinção entre
    comprometimento afetivo, normativo e instrumental. Com o objetivo de conhecer
    a possível influência da cultura organizacional no comprometimento no trabalho
    em uma organização pública situada no estado do Piauí, buscou-se identificar os
    elementos desta cultura e compreender seus desdobramentos nos componentes do
    comprometimento dos funcionários considerando seu modelo de gestão com o
    intuito de responder ao questionamento: Quais os elementos da cultura
    organizacional existentes na presente instituição e como estes interferem na
    estruturação do comprometimento dos funcionários? Trata-se de uma pesquisa
    social exploratória-descritiva, que utilizou abordagens quantitativa e qualitativa
    implicando triangulação metodológica. Os critérios de inclusão para participar da
    pesquisa foram: residir em Teresina ou Parnaíba, trabalhar na empresa há pelo
    menos seis meses, estar ativo na filial. Dos 271 empregados, 95 responderam ao
    questionário e 15 responderam à entrevista semiestruturada. Ambos os
    instrumentos foram elaborados pelas autoras de acordo com a teoria que embasa
    a presente pesquisa. O questionário foi analisado por meio do software SPSS. E a
    entrevista foi analisada por meio do software IRAMUTEQ. Os resultados obtidos
    apontam para a existência de um modelo de gestão burocrático e também
    gerencial que influencia na organização da empresa e das relações apresentando
    característica de uma cultura marcada pelo apego à normas e regras, hierarquia,
    relações competitivas, e com valorização do trabalho realizado como importante
    para a sociedade, o que traz como consequências um vínculo marcado pelo
    comprometimento normativo e afetivo, com características também instrumental.
    Foi possível concluir que a cultura e o comprometimento organizacional
    encontram-se relacionados de forma que um interfere na construção e
    manutenção do outro.

  • LEILANIR DE SOUSA CARVALHO
  • Psicologia Escolar na rede pública de ensino do Piauí: mapeamento, caracterização e modelos de atuação em políticas públicas educacionais.
  • Orientador : FAUSTON NEGREIROS
  • Data: 25/11/2019
  • Mostrar Resumo
  • A atuação do psicólogo na rede pública de ensino do Piauí está em pleno desenvolvimento, resultado do movimento brasileiro de discussão sobre a concepção do trabalho do psicólogo escolar, e suas novas alternativas de atuação, por entender que as demandas produzidas na escola são multifatoriais e multideterminantes. Entende-se que a sua atuação deve considerar todos os atores escolares, suas trajetórias, o ambiente em que estão inseridas, suas experiências anteriores, o seu lugar na escola, suas opiniões, e a disposição para a transformação. O psicólogo deve apresentar uma postura crítica, e uma visão de mundo e de homem que ultrapasse os limites de saber único, e saberes dedicados as questões do homem como ser individual ou social. Promovendo a ampliação da capacidade de reflexão diante dos fenômenos e tornando-os mais conscientes de suas limitações e de suas potencialidades. Diante do exposto, questiona-se: como é a atuação do psicólogo na rede pública de educação frente à demanda escolar no estado do Piauí? Mais precisamente na educação básica das instituições de ensino no âmbito estadual e municipal do Estado do Piauí. Para contemplar o problema em questão, o objetivo geral da pesquisa foi investigar a atuação do psicólogo na rede pública de educação frente à demanda escolar no estado do Piauí. E os objetivos específicos foram: identificar os psicólogos escolares que atuam nas esferas municipais e estaduais da educação básica do estado do estado do Piauí; elencar as demandas escolares atendidas pelos psicólogos escolares junto à rede pública de ensino do Piauí; verificar como ocorre o processo de atendimento às demandas educacionais, considerando a operacionalização de políticas públicas de educação; e caracterizar as práticas de intervenção dos psicólogos escolares do Piauí mediante as demandas educacionais e o contexto de atuação profissional. Para a consecução desse trabalho, optou-se pela pesquisa qualitativa e os dados coletados foram analisados pela técnica de análise de conteúdo. A pesquisa foi realizada no âmbito estadual e municipal a fim de contemplar todos os psicólogos que atuam no estado do Piauí. Nesse caso dois órgãos apresentam em seu quadro de funcionários o psicólogo escolar, sendo eles respectivamente, Secretaria Estadual de Educação do Piauí – SEDUC e Secretarias Municipais de Educação – SEMEC. Os participantes do estudo foram 42 psicólogos (número de psicólogos mapeados nos doze territórios em desenvolvimento do estado e que atendem aos critérios de inclusão). E os instrumentos utilizados foram: 1) questionário de dados sócio demográfico e profissionais, 2) formulário de identificação de políticas públicas de atuação do psicólogo escolar, e 3) roteiro de entrevista semiestruturada. A coleta de dados ocorreu por meio de Autorização Institucional e de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, respectivamente. Para analisar os dados coletados foram criados cinco eixos que distinguem o perfil de atuação do psicólogo na educação do Piauí: a) caracterização e mapeamento dos profissionais, b) as políticas públicas educacionais em que atuam, c) as demandas educacionais e os modelos de atuação, d) atuação em gestão de políticas públicas educacionais, e) avaliação de políticas públicas educacionais. Os resultados mostram que o maior número de psicólogos escolares está distribuído no território Entre Rios, no qual a capital Teresina faz parte. Atuando em políticas públicas responsáveis por programas e projetos educacionais que são executados como medidas de melhoria ao atendimento das demandas escolares em prol de resultados satisfatórios ao desenvolvimento dos alunos. Os profissionais seguem a prática conjugada dos modelos clínico e institucional, tendo como demanda mais incidente aquela relacionada às questões de saúde mental e emocional. Nos aspectos relacionados à gestão os psicólogos distribuem-se entre três perfis: aqueles que não se identificam como gestores, os que desempenham gestão de maneira compartilhada e aqueles que se reconhecem como gestores principais. E dentro das suas práticas a maioria realiza avaliação de políticas públicas após sua implementação a fim de analisar sua eficácia. Portanto, conclui-se que o estudo aqui proposto fornece contribuições para a psicologia escolar na rede pública de ensino no Piauí, promovendo a reflexão sobre o contexto em que está inserido, o público-alvo de sua atuação e suas demandas escolares. O estudo também corrobora com a discussão e compreensão sobre as potencialidades do psicólogo escolar no estado. Além de subsidiar as práticas dos psicólogos escolares com a ampliação de pesquisas na área, principalmente, sobre as concepções, posicionamento e práticas específicas dos psicólogos que atuam nos espaços de educação básica frente às políticas públicas educacionais.

  • LANA CARINE SOARES DIAS CAMELO
  • Mulheres idosas e suas concepções psicossociais da depressão: um estudo das representações sociais
  • Orientador : LUDGLEYDSON FERNANDES DE ARAUJO
  • Data: 22/11/2019
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  • A presente dissertação teve como objetivo apreender as representações sociais da depressão a partir da perspectiva de mulheres idosas comparando dois grupos: um composto por mulheres idosas que frequentam grupos de convivência, e outro composto por mulheres que não participam de grupos. O estudo teve respaldo no aporte teórico das Representações Sociais, a partir da abordagem de Moscovici. Participaram da pesquisa 64 mulheres com idade média de 68,6 anos. Para atender os objetivos específicos, foram realizados quatro estudos. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico; o teste de associação livre de palavras (TALP); um roteiro de entrevista semiestruturada; um roteiro de grupo; e o desenho-estória com tema. De modo geral, os resultados apontaram para representações de envelhecimento heterogêneas entre os dois grupos, tendo o grupo de idosas participantes de GCI apresentado RS positivas enquanto o grupo subsequente mostrou representações negativas ligadas a doença e morte. Referente a depressão, houveram representações convergentes e divergentes, havendo consenso apenas na relação entre depressão e tristeza ou algo ruim e no temor com a doença. Porém, as idosas de GCI apresentaram representações com conhecimentos mais abrangentes, destacando dimensões cognitivas e comportamentais da depressão. Da mesma forma, estas idosas apresentaram percepções mais amplas sobre o tratamento, com representações que englobam vários aspectos para além do uso de medicamentos. Espera-se que os resultados desta pesquisa contribuam de alguma forma para o desenvolvimento de estratégias de educação em saúde voltadas para mulheres idosas assim como a reflexão sobre a importância de políticas públicas que visem a prevenção da depressão e a ampliação do seu conhecimento.

  • FERNANDA MARIA DE OLIVEIRA
  • Psicologia Escolar e Educacional no Ensino Superior: atuação do psicólogo no atendimento à queixa escolar da UFPI
  • Orientador : FAUSTON NEGREIROS
  • Data: 29/03/2019
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  • O atendimento à queixa escolar do ensino superior pelo psicólogo exige, dos profissionais,
    novas práticas de atuação e uma visão crítica acerca desse fenômeno. Nesse sentido, deve-se
    conhecer a queixa escolar do universitário a partir do processo de escolarização característico
    da educação superior. Esta pesquisa discutiu esse fenômeno através da psicologia escolar
    crítica. Dessa forma, objetivou revelar a atuação do psicólogo no atendimento à queixa
    escolar do ensino superior na Universidade Federal do Piauí (UFPI). O materialismo
    histórico-dialético subsidiou esta pesquisa teoricamente e metodologicamente. Nove
    psicólogos (técnico-administrativos) participaram desse estudo. Realizaram-se análise
    documental e trabalho de campo. A análise dos dados consistiu em descrição empírica e
    teórica, estabelecimento da unidade de análise e explicação após retorno à realidade. Os eixos
    analíticos são quatro: o Perfil profissional do psicólogo mostrou prevalência do sexo
    feminino, média de idade de 34 anos, inserção recente na UFPI, maioria formada em
    instituição pública, profissionais com pós-graduação
    Lato Sensu e/ou Stricto Sensu em
    diversas áreas; a Caracterização das queixas escolares evidenciou uma queixa escolar ampla,
    complexa, multideterminada e específica no ensino superior; o Atendimento à queixa escolar
    tornou claros os desafios e as limitações para o psicólogo atender à queixa escolar, do ensino
    superior, e as características, habilidades e conhecimentos necessários ao atendimento; os
    Modelos de atuação no ensino superior consistiram em três: clínico, institucional e psicologia
    escolar e educacional. Os resultados revelaram uma queixa escolar que é específica do ensino
    superior. Portanto, produzida em virtude dos fatores relacionados a esse ambiente que envolve
    processo de ensino-aprendizagem e desenvolvimento humano diferenciados de outro nível ou
    modalidades de ensino. Diante disso, na UFPI, as práticas dos psicólogos ocorrem no âmbito
    do atendimento individual e institucional e envolvem diversos atores da comunidade
    acadêmica. Conclui-se que essa atuação desafia os profissionais quanto a sua incipiência e
    escassez de estudos.

  • FRANCISCA MAIRA SILVA DE SOUSA
  • Educação permanente em saúde e trabalho em equipe em um serviço de atenção psicossocial no contexto da interiorização da RAPS
  • Orientador : ANA KALLINY DE SOUSA SEVERO
  • Data: 25/03/2019
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  • A interiorização dos serviços que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) ganhou impulso através da descentralização e regionalização dos serviços de saúde, que favoreceu a articulação de redes regionais de saúde em regiões compostas por municípios com menos de quinze mil habitantes, neste cenário, destaca-se a importância da educação permanente e das equipes interprofissionais para a construção de redes de cuidado contextualizada com os territórios que estão inseridos. Este trabalho buscou investigar como ocorrem os processos de educação permanente e trabalho interprofissional em uma equipe do CAPS I em municípios de pequeno porte no Piauí para produzirem cuidado e analisar as demandas de saúde mental. Utilizou-se dos pressupostos teóricos e metodológicos da análise institucional, conforme apontam Lourau (1993) e Baremblitt (2002). A socioclínica institucional foi utilizada como estratégia metodológica para realizar a pesquisa-intervenção. Os dispositivos para a construção dos dados da pesquisa foram três rodas de conversa com os profissionais do CAPS I, participação observante com registro em diários de pesquisa e restituição. Os dados apontaram a educação interprofissional e educação permanente como estratégias de formação profissional no processo de trabalho, possibilitando reflexões e ações no cenário de prática voltadas para além da intervenção psiquiátrica e da prescrição de medicamentos. Ressalta-se a importância do estudo para o cenário da atenção psicossocial e do campo da saúde mental coletiva no Sistema Único de Saúde (SUS), em relação ao processo de interiorização e produção de saúde em diferente contexto. Sugerimos a necessidade de mais estudos sobre a implantação e construção de dispositivos que chegam nos diversos contexto da interiorização da RAPS para a construção de conhecimentos capazes de qualificar a atenção em saúde mental nos diferentes cenários brasileiros.

  • PEDRO VICTOR MODESTO BATISTA
  • Comunidade Terapêutica e Hospitalidade: a questão do estrangeiro
  • Orientador : DENIS BARROS DE CARVALHO
  • Data: 19/03/2019
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  • A hospitalidade pode ser condicionada ou absoluta, nos faz adentrar em normas, pactos e leis ou nas relações de (re)conhecimento da alteridade, bem como, hostilidade e percepção do outro como inimigo. A hospitalidade está na organização básica da vinculação humana e da cultura, nos apresenta a relação com o outro, a relação para com o estrangeiro. Assim, problematizou-se como a hospitalidade se apresenta nas estratégias de acolhimento de uma Comunidade Terapêutica na cidade de Parnaíba-PI. Objetivamos cartografar as práticas de hospitalidade na rotina de uma comunidade terapêutica; caracterizar as articulações com a RAPS; analisar os processos de institucionalização e de hospitalidade vivenciados nesses serviços; refletir sobre a hospitalidade e o acolhimento em saúde mental à luz da filosofia da diferença e do pensamento da desconstrução. Utilizamos da triangulação metodológica entre o modo de fazer pesquisa cartográfica, a observação participante e a mobilização de um grupo como dispositivo na produção de informações, analisamos por meio da analise de discurso e das implicações os encontros entre o cartógrafo e os estrangeiros. Três movimentos foram ressaltados: 1) o movimento de chegada, apresentando tanto os estrangeiros acolhidos como os modos de organização e institucionalização da CT, as suas normas e rotinas; 2) o movimento de reciprocidade, ressaltando as produções de subjetividade que acontecem e os desdobramentos para a oferta da hospitalidade na CT e os pontos de conexão com a RAPS; 3) o movimento de saída, que foca nos os sonhos, desejos e construções de vínculos de amizade produzindo durante os encontros e que podem potencializar o acolhimento em saúde. Notamos que tanto a CT como a RAPS na oferta de uma hospitalidade que reconheça as diferenças, fortaleça a construção de vínculos duráveis, superem os estranhamentos aos estrangeiros, ou seja, que desenvolvam uma prática de cuidado, acolhimento e hospitalidade, ainda, deixa muito a desejar.

  • THALITA PACHÊCO CORNÉLIO
  • Suicídio e produção de subjetividade na contemporaneidade: Uma cartografia de discursos em redes sociais
  • Orientador : LANA VERAS DE CARVALHO
  • Data: 11/03/2019
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  • Segundo a Organização Mundial de Saúde em 2012 ocorreram cerca de 804.000 suicídios no mundo, um a cada 45 segundos (OMS, 2014). No Brasil, foram notificados 55.649 suicídios de 2011 a 2015 (Brasil, 2017). Isto deixa claro a relevância da temática e os discursos sobre a mesma têm se ampliado, sendo preciso compreendê-los. Busca-se aqui esclarecer quais linhas de força atravessam os discursos sobre suicídio em uma rede social mediada pela tecnologia. O objetivo é cartografar os discursos sobre suicídio de usuários de redes sociais mediadas pela tecnologia, intenção que se desdobrou em: apreender as percepções dos usuários de páginas virtuais sobre a temática; caracterizar afetações acerca do suicídio nos discursos em páginas virtuais; e analisar os discursos acerca do tema em sua relação com os processos de produção de subjetividade contemporâneos. Foi traçada uma Cartografia (Deleuze & Guattari, 1995) dos discursos sobre suicídio no Facebook em comentários de publicações abertas ao público. Seguindo as pistas do método cartográfico (Passos, Kastrup & Escócia, 2015), realizamos uma busca ativa com a palavra “suicídio”. Dispensamos páginas religiosas, publicações anteriores a 2016, e postagens com menos de cem comentários. Os comentários “mais relevantes” foram selecionadas pela própria ferramenta. Reunimos 364 arquivos, que contribuíram para a construção de sete analisadores: Eixo 1 - discute o suicídio como um desafio ao tabu da morte; a morte autoprovocada sendo percebida como doença, fraqueza e covardia; e a defesa da mesma como um direito; Eixo 2 - possibilita pensar o suicídio como um resultado de pressões sociais; e como uma reação ao preconceito; Eixo das Resistências – observa a formação no território de grupos de apoio e trabalho. Percebemos os discursos sobre suicídio compondo um rizoma complexo, bem como a importância da realização de mais pesquisas nesse território e sua apropriação para se pensar em prevenir o suicídio.


2018
Descrição
  • ARIANE VIANA MARTINS PORTELA
  • Pressão Econômica e Conjugalidade: apreciação do(a) parceiro(a) e manejo do dinheiro como explicadores da dinâmica conjugal
  • Orientador : SANDRA ELISA DE ASSIS FREIRE
  • Data: 14/12/2018
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  • O estudo objetivou analisar se a expressão de apreciação e o manejo do dinheiro predizem a forma como os casais enfrentam a pressão econômica no contexto da crise financeira. Para tanto, participaram da pesquisa 337 pessoas casadas da população geral, sendo a maioria do sexo feminino (61,4%), com média de idade de 36,4 anos (com amplitude de 18 a 71 anos; DP = 10,4). Destes, 97,6% assumiram uma identidade heterossexual, com ensino superior completo e pós-graduação (54,9%). Quanto ao tempo de relacionamento, apresentaram uma média de 143,2 meses (DP = 118,9) de união conjugal. Participaram pessoas de 13 estados brasileiros, com a maior parte delas do Piauí (84,3%) por conta da aplicação dos questionários de forma presencial, seguido do Maranhão (7,1%). Sobre a renda familiar, 66% declarou que a família se mantém com até cinco salários mínimos, sendo que 13,1% desses vivem com até um salário. Do total, 60,5% trabalha e 5,3% estão desempregados. A amostra foi de conveniência, não probabilística. Os participantes responderam aos seguintes instrumentos: Escala de Apreciação nos Relacionamentos; Questionário sobre o Manejo do Dinheiro; Questionário sobre a Pressão Econômica e Questionário Sócio demográfico. Os dados foram tabulados e analisados no software SPSS para Windows, versão 23, onde foram calculadas as estatísticas descritivas (medidas de tendência central e dispersão, distribuição de frequências) para caracterizar a amostra, além das análises de Correlação r de Pearson e Regressão. Os resultados indicaram que a maioria das pessoas casadas utilizam o sistema de gestão compartilhada do dinheiro (51,6%), priorizam os gastos com alimentação (54%) e adotam como última prioridade as despesas com a saúde (6,2%). Houve correlação entre as variáveis sócio demográficas e as dimensões da pressão econômica, apontando que a classe social e a escolaridade podem influenciar no enfrentamento da crise financeira. A infidelidade financeira foi declarada por 56,1%, afirmando que já esconderam seus gastos do cônjuge. Observaram-se correlações entre as dimensões da pressão econômica tanto com as de manejo do dinheiro quanto com as de apreciação em relacionamentos. Os resultados apontaram ainda que a apreciação, e principalmente, o manejo do dinheiro explicam a pressão econômica enfrentada pelos casais no contexto da crise financeira e, por isso, pode-se sugerir que se constituem como protetivos para o relacionamento. Desta forma, ressalta-se a relevância de ampliar a compreensão dos fatores que podem predizer a pressão econômica nos relacionamentos e auxiliar os casais a lidarem de modo satisfatório com as formas protetivas para a relação ao vivenciarem o contexto da crise financeira.

  • MATHEUS BARBOSA DA ROCHA
  • Nos batuques dos quintais: as interfaces do cuidado em saúde entre religiões de terreiros e equipes de saúde da família
  • Orientador : ANA KALLINY DE SOUSA SEVERO
  • Data: 26/11/2018
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  • A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) levou a mudanças de perspectivas que resultaram em críticas ao modelo hospitalocêntrico e maior enfoque na Atenção Primária à Saúde (APS). Na realidade brasileira, esse nível é operacionalizado principalmente pela Estratégia de Saúde da Família (ESF). Às ESF’s é incumbido que os mesmos interajam com os espaços sociais da comunidade e promovam cuidados em saúde através de relações democráticas, equânimes e horizontais. Interações da ESF com as práticas de cuidado em saúde promovidas pelos terreiros mostram-se necessárias. O objetivo desse estudo consistiu em investigar os processos de interações entre religiões de terreiros e ESF’s nas ofertas de cuidado em saúde aos territórios em que estão inseridos e aos adeptos/consulentes das religiões afro-brasileiras. Para isso, utilizamos o referencial da Análise Institucional “no Papel”. Os sujeitos foram divididos em três grupos: no primeiro tivemos três líderes de centros religiosos afro-brasileiros; no segundo, praticantes/consulentes desses estabelecimentos religiosos; e no terceiro, os profissionais das três ESF que cobriam os respectivos
    terreiros investigados. Como instrumentos, utilizamos entrevistas semi-estruturadas com os líderes religiosos; observação participante das cerimônias espirituais; conversas informais com os consulentes; e uma roda de conversa com cada ESF. Promover saúde nesses espaços expressa perspectivas de cuidado em saúde que se contrapõem às racionalidades biomédicas, positivistas e cartesianas, fazendo referência a terapêuticas como: uso de plantas com finalidades terapêuticas; recebimento de rezas e passes; consultas com cartomantes, com seus jogos de búzios e incorporações; atendimentos com as divindades por meio de jogos de búzios e incorporações; e desenvolvimento de projetos sociais e comunitários. As ESF’s terminam funcionando num viés curativo-preventivista, o que desemboca na premissa de que seriam os profissionais da saúde os detentores “oficiais” das práticas de cuidado. Dentre as possibilidades de dialogias, conseguimos identificar as seguintes: ausência de atividades conjuntas; reconhecimento mútuo sobre a eficácia e a importância do cuidado em saúde promovido tanto pelos terreiros como pelos serviços de saúde; desenvolvimento de ações conjuntas por iniciativa das ESF’s; e atividades promovidas pelos povos de terreiros em decorrência das suas articulações políticas, sendo esse último caminho deveras enriquecedor para se pensar as interfaces serviços-terreiros.

  • ANNE CAROLINE GOMES MOURA
  • Medidas de sexting: evidencias de validade e precisão em contexto brasileiro
  • Orientador : EMERSON DIÓGENES DE MEDEIROS
  • Data: 26/11/2018
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  • A presente dissertação objetivou adaptar e avaliar as propriedades psicométricas, especificamente de validade e precisão das seguintes medidas de sexting: Sexting Motivations Questionnaire (SMQ) e Sexting Attitude Scale (SAS), além de avaliar o parâmetro de discriminação e dificuldade dos itens via Teoria de Resposta ao Item (TRI), a precisão pelo coeficiente alfa de Cronbach (a) com correlações policóricas e por fim reunir evidências adicionais acerca da validade mediante a verificação da validade convergente entre as medidas. Participaram da pesquisa 603 pessoas com idades de 18 a 66 anos, (M = 22,93, DP = 5,91). Para a análise dos dados utilizou-se os programas IBM SPSS e R (versão 21 e R versão 3.4.4), com o primeiro calculou-se as análises descritivas, que serviram para caracterizar os participantes, enquanto que o segundo fora empregado para efetuar as Análises Fatoriais Confirmatórias (AFC), além de se avaliar os parâmetros dos itens através da Teoria de Resposta ao Item (TRI), considerando o Modelo de Resposta Graduada utilizando-se, para tanto os pacotes Lavaan, Psych, SemTools e Mirt, respectivamente. Na Análise Fatorial Confirmatória, se atestou a estrutura trifatorial da SQM e da SAS. Os fatores da SQM apresentaram consistência interna (alfa de Cronbach) de 0,90, 0,91 e 0,94 (com correlações policóricas) e os fatores da SAS apresentaram o alfa de Cronbach de 0,81, 0,75 e 0,76, apresentando também indicadores satisfatórios, da SQM e da SAS, respectivamente: CFI = 0,99; TLI = 0,99 e RMSEA (IC90%) = 0,047 (0,037– 0,057) e CFI = 0,92; TLI = 0,91; χ²/gl = 116/54 e RMSEA (IC90%) = 0,074 (0,067 – 0,081). Portanto, as análises de TRI foram realizadas, verificando-se que os itens dos dois instrumentos discriminaram adequadamente os participantes, quanto ao parâmetro de dificuldade dos itens, em relação a SQM, o fator Propósito Sexual foram os que exigiram menor quantidade de theta para serem endossados, os itens do fator Reforço da Imagem Corporal exigiram dificuldade média de theta para ser a opção de representação dos respondentes, e por fim os itens referentes ao fator razões instrumentais/agravadas exigiram a maior quantidade de traço latente para serem endossados. Na SAS foi observado que os itens relativos ao fator Risco percebido foram os mais facilmente endossados, exigindo um valor mais baixo do traço latente para concordância total acerca do conteúdo do item. O fator Divertido e despreocupado exigiu dificuldade mediana de theta para ser a opção de representação dos respondentes e os itens referentes ao fator Expectativa relacional apresentou-se como o mais difícil, exigindo maior quantidade de traço latente para serem endossados. Foi observado também que alguns itens contribuíram muito pouco para os fatores, como item 15 (fator 1); item 16 (Fator 2) e os itens, 5 e 13 (Fator 3) da SAS.  Então, realizou-se nova (AFC) e a análise de TRI (modelos de respostas graduadas), excluindo os itens que não apresentaram informações psicométrica significativa. O modelo com quantidade menor de itens, apresentou indicadores que atestam sua adequação psicométrica: CFI = 0,95; TLI = 0,94, χ²/gl = 236/62 e RMSEA (IC90%) = 0,084 (0,075 – 0,093), os alfas de Cronbach referentes aos fatores apresentaram respectivamente (α = 0,83; α = 0,81; α = 0,82). Então, sugere-se uma versão reduzida da medida, apresentando 13 itens. No que tange a validade convergente, as evidências apontaram que maioria os fatores da SQM e SAS se correlacionaram, com exceção do fator Razões Instrumentais Agravadas da SQM com o fator Risco Percebido da SAS, que não apresentaram correlação. Estima-se que os objetivos do estudo foram alcançados, conhecendo evidências das medidas a partir da TRI, referendando seu uso em contexto brasileiro.

  • KAIRON PEREIRA DE ARAUJO SOUSA
  • O consumo de álcool por universitários: uma explicação a partir da religiosidade e da busca de sensações.
  • Orientador : EMERSON DIÓGENES DE MEDEIROS
  • Data: 26/11/2018
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  • Esta pesquisa objetivou verificar em que medida a religiosidade e a busca de sensações explicam o consumo de álcool. Foram desenvolvidos dois estudos. O estudo 1  avaliou a validade e precisão do Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) no contexto Piauiense. Participaram 406 estudantes universitários, com idade média de 23,31 anos (DP = 5,73), a maioria do sexo feminino (68,2%), que responderam o AUDIT e questões sociodemográficas. Realizou-se análises descritivas, Análises Fatoriais Confirmatórias (AFC) e de consistência interna. Os resultados indicaram adequação do modelo trifatorial com índices de ajustes (χ2(32) = 0,89, p<0,001; TLI = 0,99; CFI = 0,99; RSMEA = 0,036 (IC90%=0,012 – 0,056); ECVI= 0,30) e consistência interna (α = 0.85; Ω = 0, 89). O estudo 2 objetivou: testar a estrutura do AUDIT obtida no estudo 1; avaliar as correlações entre consumo de álcool, religiosidade e busca de sensações; e conhecer o poder preditivo destes no consumo de álcool. Participaram 210 universitários, com idade média de 21,29 anos (DP = 4,39), a maioria mulheres (53,3%), que responderam os instrumentos do estudo 1 acrescidos da Escala de Atitudes Religiosas (EAR-20) e do Inventário de Arnett de Busca de Sensações (AISS). Além das análises citadas no estudo 1, realizou-se correlação r de Pearson e regressão linear múltipla. O resultado da AFC apontou bons índices de ajuste do AUDIT (CFI = 0,99, TLI = 0,99, RMSEA = 0,039), confirmando sua estrutura trifatorial. Identificou-se relações negativas e significativas entre os fatores da EAR-20 e os do AUDIT, e correlação positiva e significativa entre as dimensões do AISS e as do AUDIT.  Observou-se também que o fator comportamento religioso (EAR-20) explicou o AUDIT total (β = - 0,32, t = - 2,55, p < 0,01), e o fator consumo de álcool (β = - 0,37, t = - 2,99, p < 0,003).

     

  • THALITA PACHÊCO CORNÉLIO
  • Suicídio e produção de subjetividade na contemporaneidade: Uma cartografia de discursos em redes sociais
  • Orientador : LANA VERAS DE CARVALHO
  • Data: 16/11/2018
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  • Segundo a Organização Mundial de Saúde em 2012 ocorreram cerca de 804.000 suicídios no mundo, de modo que a cada 45 segundos alguém tira a própria vida, um total de mais de duas mil pessoas
    diariamente. No Brasil, foram 11.821 suicídios registrados oficialmente em 2012, uma média de 32 mortes por dia (OMS, 2014). De acordo com os casos registrados de 2011 a 2015 pelo Ministério da Saúde, foram notificados 55.649 suicídios no país neste período, o que leva a uma taxa de 5,5 óbitos para 100 mil habitantes, que cresceu de 5,3 em 2011 a 5, 7 em 2015 (Brasil, 2017). Isto deixa claro a relevância de se pensar a temática e os discursos sobre a mesma têm se ampliado, tanto no âmbito acadêmico e científico, como fora dele. Deste modo, é preciso compreender tais falas e sua produção na contemporaneidade. Inicialmente, diferentes territórios foram habitados, sendo possível observar os discursos sobre suicídio em variados espaços, o que possibilitou a percepção da internet como lócus propício à investigação do tema. Busca-se com esta pesquisa esclarecer o seguinte questionamento: quais linhas de força atravessam os discursos sobre suicídio em uma rede social mediada pela tecnologia? Seu objetivo é cartografar os discursos sobre suicídio de usuários de redes sociais mediadas pela tecnologia, intenção que se desdobrou de modo a apreender as percepções dos usuários de páginas virtuais sobre a temática; Caracterizar afetações acerca do suicídio nos discursos em páginas virtuais; e analisar os discursos acerca do tema em sua relação com os processos de produção de subjetividade contemporâneos. O método da cartografia foi utilizado nesta pesquisa segundo a perspectiva de Deleuze e Guattari (1995). Ele exige uma construção contínua, um acompanhamento de processos de subjetivação e produção de subjetividades (Barros & Kastrup, 2015;
    Kastrup, 2008). Foi, então, traçada uma Cartografia dos discursos que atravessam a temática do suicídio em uma rede social mediada pela tecnologia, o Facebook. Este território foi explorado, seguindo os passos da pesquisa cartográfica, através de um recorte dos discursos expostos em comentários postados em publicações relacionadas ao tema e abertas ao público, estando o trabalho de acordo com a Resolução 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde que autoriza a pesquisa que utiliza informações de acesso e/ou domínio público. Seguindo as pistas sobre o método cartográfico reunidas por Passos, Kastrup e Escócia (2015), realizamos uma busca ativa por discursos públicos utilizando a barra de pesquisa da rede social com a palavra
    “suicídio”. Como critérios de exclusão, dispensamos páginas de figuras e instituições religiosas, publicações realizadas antes de 2016, e postagens que contassem com menos de cem comentários.
    Utilizamos uma ferramenta da rede para selecionar os comentários que a mesma considera “mais relevantes”. Para a realização da pesquisa, reunimos 364 prints e arquivos em P.D.F. Posteriormente,
    todos foram novamente lidos e estudados para a construção dos analisadores. Os resultados estão divididos em dois eixos: 1) explora a compreensão dos discursos cartografados sobre o que é o suicídio; e 2) evidencia causas para o suicídio hoje, segundo os discursos no território. Os eixos evidenciam questões que serviram como analisadoras dos discursos sobre o tema, de modo que o eixo 1 discute o suicídio como um desafio ao tabu da morte; a morte autoprovocada sendo percebida como doença, fraqueza e covardia; e a defesa da mesma como um direito. O eixo 2 possibilita pensar a morte por suicídio como um resultado de pressões sociais; e como uma reação ao preconceito. Também foram percebidos na pesquisa movimentos de resistência a esses processos.

  • FRANCISCA MAIRA SILVA DE SOUSA
  • “Psicologia, saúde coletiva e processos de subjetivação”
  • Orientador : ANA KALLINY DE SOUSA SEVERO
  • Data: 16/11/2018
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  • Os avanços conquistados através da Reforma Psiquiátrica instituíram através da Atenção Psicossocial uma rede de serviços substitutivos de base comunitária e territorial, que ganhou impulso através da descentralização e regionalização dos serviços de saúde. Esse cenário favoreceu a articulação de redes regionais de saúde em regiões compostas por municípios com menos de quinze mil habitantes. A criação desses dispositivos demanda uma nova forma de cuidado que geram desafios a serem enfrentados pelas equipes multiprofissionais, pois exige a construção de práticas que superem modelos instituídos de cuidados centrados no trabalho individualizado, fragmentado, mecanizado, que acarreta na especialização; assim como mudanças na formação dos profissionais que são majoritariamente feitas em serviços asilares e em cidades de médio e grande porte. Há uma aposta na Educação Permanente em Saúde (EPS) e trabalho interprofissional para superar esse modelo hegemônico e produzir um cuidado mais integral, construído a partir das práticas concretas dos profissionais, junto aos sujeitos. Assim, problematiza-se a implantação de serviços substitutivos de saúde metal que ocorrem através da articulação de redes de saúde em regiões interioranas, que tem como peculiaridade ser de uma realidade diferente da proposta da Política de Saúde Mental, que limita que os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) sejam implantados em territórios com mais de 15 mil habitantes. Esta pesquisa apresenta como objetivo geral investigar como ocorrem os processos de educação permanente e trabalho interprofissional em uma equipe do CAPS I em municípios de pequeno porte no Piauí para produzirem cuidado e responderem as demandas de saúde mental. E objetivos específicos identificar como os profissionais reconhecem espaços e estratégias de educação permanente em saúde para a gestão de um processo de trabalho interprofissional; conhecer quais os saberes acerca do cuidado que foram produzidos pelos profissionais a partir da sua inserção neste equipamento e compreender os desafios dos profissionais para realizar trabalho em saúde mental nestas cidades. Este estudo utilizou-se dos pressupostos teóricos e metodológicos da análise institucional, conforme apontam Lourau (1993) e Baremblitt (2002). Trata-se de pesquisa intervenção, com uma perspectiva teórica qualitativa. Para a realização da pesquisa foi utilizada a socioclínica institucional (Monceau, 2013). Foi desenvolvida com base na à Resolução 466/12 e a Resolução 510 de 2016, após aprovação pelo Comitê de Ética da UFPI. Para a construção dos dados foram realizadas três rodas de conversa com os profissionais do CAPS I; a participação observante com registro em diários de pesquisa foi outro dispositivo utilizado, para descrever formas de cuidado grupal da equipe. Através das rodas percebeu-se que a equipe foi construindo modos de cuidado a partir das suas experiências no cotidiano. Alguns desafios iniciais foram apontados pela descrença da população em relação ao trabalho dos profissionais por advirem das cidades de onde eles trabalham, além da expectativa da população por um serviço pautado no paradigma asilar. O apoio entre os profissionais foi relatado como forma de melhorar os cuidados desenvolvidos. Modelos instituídos e instituintes de cuidado em situação de crise coexistem, sendo o cuidado integral fragilizado devido aos poucos dispositivos existentes em uma cidade pequena. O cuidado grupal foi identificado como potencializador para a EPS, por possibilitar conversas entre profissionais de diferentes áreas. As dificuldades com a gestão municipal foram apontadas como dificuldades que fragiliza as relações com a rede de atenção do município. A reflexão da construção de dispositivos que chegam a territórios através da regionalização permitiu compreender aproximações e distanciamentos de modos instituídos nos grandes centros, apontando para a necessidade de aprofundar os estudos sobre estes territórios.  

  • PEDRO VICTOR MODESTO BATISTA
  • Comunidade Terapêutica e Hospitalidade: a questão do estrangeiro
  • Orientador : DENIS BARROS DE CARVALHO
  • Data: 15/11/2018
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  • A hospitalidade é o ato de receber e acolher bem o hóspede, de ser amistoso e hospitaleiro, abrigar e oferecer ao outro cuidado, compreendida como uma lei, norma e tradição essa se caracteriza como uma hospitalidade condicionada e condicionante, reguladora dos vínculos e da sociabilidade. A hospitalidade absoluta apresentase como uma abertura ao outro, ao estrangeiro, esse ser estranho e não habitual, muitas vezes, estigmatizado e excluído por sua condição de diferença e nomadismo, ele exige a abertura à alteridade e ao exercício da hospitalidade absoluta, pois essa não exige condições para o acolhimento ou a entrada em um pacto, ela burla as leis da hospitalidade e as perverte. Dessa forma, é um impossível e um paradoxo que nos posiciona a pensar nas condições de reciprocidade e vínculo que construímos para com o outro. Todas essas elaborações, apoiadas na filosofia da diferença e no pensamento da desconstrução desenvolvida nas reflexões de Jacques Derrida visa ampliar o debate sobre a hospitalidade como prática ética de acolhimento. Esse estudo
    cartografou a hospitalidade apresentada em uma instituição que se ocupa de abrigar, receber, acolher e cuidar de pessoas em situação de vulnerabilidade, desabrigadas, em situação de rua e/ou em sofrimento psíquico decorrentes do uso ou não de drogas (os estrangeiros), uma comunidade terapêutica na cidade de Parnaiba-PI. Essa instituição funciona como uma moradia que oferece suporte e abrigo àqueles que a buscam ou são encaminhados para as suas “terapêuticas” e “serviços”. Desse modo, com os objetivos de produzir visibilidade e
    dizibilidade aos modos como a hospitalidade acontece nesse serviço; como ela se organiza e se articula com as redes de cuidado; como os moradores dessa comunidade terapêutica vivenciam seus processos de institucionalização e hospitalidade. O pesquisador valendo-se do método da cartografia participou do cotidiano, negociou a formação de um grupo com os residentes dessa instituição e desenvolveu oficinas para produzir informações, implicações e analisadores sobre as experiências da hospitalidade. Essa experiência registrada em diário cartográfico, bem como, os materiais e produções decorrentes das oficinas foram filmados e fotografados. Portanto, esses materiais cultivados durante o percurso cartográfico estão sendo analisados por meio da análise do discurso com a finalidade de produzir problematizações, interpretações e desdobramentos sobre as práticas de hospitalidade vivenciadas no decorrer dessa pesquisa. Podemos identificar o rito da hospitalidade através dos movimentos do
    cartógrafo e dos estrangeiros nessa instituição: o primeiro movimento, o de chegada ou encontro com a instituição, apresenta a experiência do pesquisador ao adentrar os espaços da casa, seu encontro com os estrangeiros, a caracterização da rotina; os estrangeiros, por sua vez, se apresentam e se identificam compartilham de suas historias de vida, memórias e lembranças, esclarecem qual a articulação entre a casa e outros serviços; em um segundo movimento, o da reciprocidade, as trocas entre o cartógrafo e os estrangeiros se fizeram no jogo da
    hospitalidade do dar-receber-retribuir, ou seja, para todos que adentram essa instituição as trocas e a reciprocidade produz subjetividades que os transformam de acolhidos em cuidadores; e no terceiro movimento o de saída da instituição é apresentada a esperança e suas expectativas de transformação, o desejo de mudança, a solicitação do reconhecimento das diferenças que mobilizem relações de amizade e acolhimento. Assim sendo, esse estudo nos aproximou de atravessamentos: de um lado relações de cuidado entre os participantes que acolhem as diferenças, produzem afetos alegres e positivos, constroem laços de amizade e reconhecimento que podem efetivamente transformar as suas perspectivas de vida e produzir mudanças, de outro lado, o poder disciplinar e pastoral, as normas da instituição, a desarticulação da rede de cuidados, o tratamento moral e os vieses de uma instituição total apontam para o fracasso da comunidade terapêutica como serviço suplementar para a Rede de Atenção Psicossocial. Essa mesma rede desarticulada e com falhas dá vazão a esses serviços substitutivos que oferecem, em parte, as necessidades de acolhimento como: a amizade, moradia, abrigo, alimento e espiritualidade. Logo, a hospitalidade absoluta e o reconhecimento das diferenças e da alteridade ampliam a permanência dos estrangeiros e produzem desejos de mudança de modos de vida enquanto as burocracias, o foco na medicalização, a carência de atividades de socialização e articulação com a sociedade, produzem a exclusão e a marginalização das diferenças.

  • FERNANDA MARIA DE OLIVEIRA
  • A atuação do psicólogo no atendimento às queixas escolares do Ensino Superior
  • Orientador : FAUSTON NEGREIROS
  • Data: 15/11/2018
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  • A Educação Superior tem sido apontada como um cenário ainda pouco explorado pelo psicólogo, por isso, bastante favorável e desafiador para sua inserção e atuação, principalmente, pela necessidade de rompimento com práticas tradicionais de atendimento e de uma visão crítica sobre o processo de escolarização e os problemas escolares que culminam na queixa escolar, produzida nesse nível de ensino, assim como em outros espaços educacionais. A forma de atuar diante desse fenômeno foi discutida nesta pesquisa sob a perspectiva da Psicologia Escolar crítica. O presente estudo buscou compreender a atuação do psicólogo no atendimento à queixa escolar do Ensino Superior, na Universidade Federal do Piauí. Apresentou como objetivos específicos: elaborar o perfil do psicólogo desta instituição, considerando sua formação e sua atuação no Ensino Superior; caracterizar as queixas escolares de universitários; identificar, no conjunto de práticas dos psicólogos da instituição,
    aproximações e distanciamentos da área da Psicologia Escolar e Educacional no Ensino Superior; e, investigar as estratégias desenvolvidas pelos psicólogos na Educação Superior no atendimento à queixa escolar. Utilizou-se o materialismo histórico-dialético que fundamenta a psicologia histórico-cultural, fornecendo subsídios essenciais como base teórica e método para a realização deste estudo. Esta pesquisa, de abordagem qualitativa e exploratório-explicativa, foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (CEP UFPI) com Parecer de nº 2.164.820 e contou com a participação de 09 psicólogos que atuam no Serviço Escola de Psicologia e nos Núcleos de Assistência Estudantil, em cinco campi desta instituição. Foi estruturada da seguinte maneira: análise documental e trabalho de campo. A partir de levantamento e análise
    de documentos nacionais, institucionais e dos serviços (Decretos Federais, Resoluções, Portarias, Estatutos, Regimentos, Plano de Desenvolvimento Institucional/PDI, Regulamentos, Manuais Operacionais, Relatórios dos Serviços, Editais de concurso da UFPI, ficha funcional da instituição) foi possível elaborar uma linha histórica sobre a inserção dos psicólogos na UFPI e identificar onde atuam, conhecer as queixas atendidas e as práticas que desenvolvem. O trabalho de campo realizou-se com dois procedimentos: questionários sociodemográficos e entrevistas semiestruturadas. A análise de conteúdo possibilitou organizar as informações obtidas nos questionários em dois eixos analíticos. No primeiro eixo, perfil profissional do psicólogo, verificou-se entre os participantes a predominância de psicólogos do sexo feminino, em sua maioria formada em instituição pública, possuindo pós-graduação em diversas áreas, tanto em níveis lato-sensu quanto em stricto-sensu, com inserção na UFPI a partir de 2008, em sua maioria atuando nesta instituição na Política de Assistência Estudantil. No segundo eixo, caracterização das queixas escolares no Ensino Superior, apresentaram-se as demandas de atuação do psicólogo na UFPI alicerçadas nas categorias: processo ensino-aprendizagem; relações sociais; comportamento do estudante; enfrentamento de processos de exclusão social; política de inclusão; política de permanência; e saúde mental dos universitários. Em seguida, foi discutida a caracterização da queixa escolar da UFPI por campus, conforme Relatórios dos Serviços. Para finalizar esse eixo, as queixas escolares por campus da UFPI, embora sejam produzidas de forma integrada, foram agrupadas em fatores relacionados à instituição e ao indivíduo. Os dados coletados com a entrevista, ainda em processo de análise, possibilitarão desenvolver o eixo analítico 03, que discutirá o atendimento à queixa escolar no Ensino Superior a partir das práticas e das estratégias desenvolvidas pelos profissionais na instituição. A partir desse estudo, pretende-se contribuir com uma visão crítica sobre a atuação do psicólogo no atendimento às queixas escolares do Ensino Superior.


     

  • FRANCISCO BRUNO PAZ SOARES
  • A formação em psicologia: interface com a saúde coletiva
  • Orientador : JOAO PAULO SALES MACEDO
  • Data: 11/10/2018
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    Mais do que a inserção em diferentes espaços institucionais de saúde e ampliação dos cenários de atuação profissional, a entrada do psicólogo na Saúde aproximou a profissão do campo de debates da Saúde Coletiva, exigindo um modo diferenciado de estar nos serviços e pensar o universo das políticas. Partindo disso, indagamos: Como a Saúde Coletiva tem sido discutida na formação em Psicologia no Brasil tanto em termos oficiais por meio dos Projetos Pedagógicos dos Cursos, quanto em relação ao currículo vivido? Como objetivo geral propomos: investigar os fundamentos epistemológicos, metodológicos e ético-políticos da Saúde Coletiva que orientam os processos formativos em Psicologia no Brasil desde a resolução Nº 8, de 7 de Maio de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os cursos de graduação em Psicologia. Como específicos: a) identificar os fundamentos epistemológicos acerca da Saúde Coletiva presentes nos currículos de psicologia; b) analisar as dimensões teórico-metodológicas e técnico-operativas desenvolvidas no decorrer da formação em Psicologia para atuar no campo da Saúde Coletiva; e c) conhecer a forma com que os estudantes de Psicologia do Piauí vivenciam e se implicam com os processos formativos para atuar na Saúde Coletiva. Metodologicamente, trata-se de um estudo de cunho descritivo, com abordagem qualitativa, estruturado em duas etapas. A primeira com base no delineamento documental, utilizou como fonte de produção dos dados os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Psicologia (PPC) no Brasil, disponíveis em domínio público (n=30). A análise, apoiada no software IRAMUTEQ, contemplou três componentes: Disciplinas (n=727), Ementas (n=727); e Referências Bibliográficas (n=428). A segunda contemplou uma pesquisa de campo com graduandos dos cursos de Psicologia de Instituições de Ensino Superior das cidades de Parnaíba/PI e Teresina/PI (n=16). Como instrumentos para produção de dados nessa etapa, utilizamos a técnica de entrevista grupal. Tais entrevistas foram analisadas, com base no processo de análise das práticas discursivas, por meio da técnica dos Mapas de Associação de Ideias. Os dados de ambas as etapas do estudo foram
    organizados nas seguintes categorias de análise: 1) Modelo Biomédico; 2) Modelo de Saúde Pública e 3) Modelo de Saúde Coletiva. Conclui-se que apesar do nítido avanço na formação em Psicologia no que tange ao âmbito curricular de conteúdos e práticas alicerçadas ao modelo de Saúde Coletiva e da Reforma Sanitária, tais concepções precisam ser urgentemente ampliadas, principalmente em relação ao currículo vivenciado no cenário piauiense.

  • THAISA DA SILVA FONSECA
  • O psicólogo escolar na educação profissional e tecnológica: práticas, desafios e perspectivas
  • Orientador : FAUSTON NEGREIROS
  • Data: 22/09/2018
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  • Esse estudo objetivou analisar as práticas desenvolvidas pelos psicólogos escolares e educacionais nos IFPIs. Utilizou-se o referencial teórico-metodológico da psicologia histórico-cultural e o estudo foi delineado em duas fases: 1) Correspondeu à caracterização do contexto de trabalho e à identificação do perfil dos psicólogos que atuavam nos IFPIs, sendo que 15 psicólogos responderam ao roteiro de caracterização institucional e ao questionário de dados sócio demográfico e profissionais, permitindo conhecer os psicólogos que atuavam na área da PEE, selecionados como participantes da próxima fase; 2) Representou a revelação da concepção de PEE entre os psicólogos atuantes nessa área junto aos IFPIs e à apresentação das práticas que eles desenvolviam, sendo que 10 psicólogos escolares foram entrevistados. A análise dos dados procedeu-se na realização de descrição empírica e teórica, no estabelecimento de unidades de análise e no retorno à realidade dos dados para explicá-los. Na primeira fase, os resultados indicaram que: os Campi locais de pesquisa abrangeram as quatro mesorregiões piauienses; os psicólogos escolares eram predominantemente mulheres, piauienses, casadas e de faixa-etária jovem, em meio que se percebeu um protagonismo da PEE enquanto área de atuação nos IFPIs. Na segunda fase, da qual participaram apenas os psicólogos escolares, averiguou-se que: havia uma variedade de concepções de PEE; as práticas desenvolvidas pelos psicólogos escolares abrangeram ações com foco individual e coletivo junto aos variados atores sociais da instituição e diante dos diversos níveis e/ou modalidades educacionais; coexistiam formas de atuação tradicionais e emergentes, um pleno movimento de transformação das práticas desenvolvidas, superando o modelo clínico-terapêutico e alcançando um modelo de atuação institucional, com evidentes indícios de criticidade em PEE. Espera-se que os resultados contribuam para subsidiar reflexões sobre as práticas desenvolvidas pelos psicólogos escolares nos IFPIs, principalmente com um olhar de potência frente às ações contextualizadas construídas nesse recente lócus de práticas profissionais.

  • ÁDILO LAGES VIEIRA PASSOS
  • Representações sociais, hanseníase e envelhecimento: um estudo com os moradores do Hospital Colônia no Piauí
  • Orientador : LUDGLEYDSON FERNANDES DE ARAUJO
  • Data: 14/09/2018
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  • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que possui uma história milenar, mas que somente há poucas décadas tornou-se curável. Neste sentido, ainda é possível encontrar muitas pessoas que foram diagnosticadas com a doença numa época em que o tratamento era baseado na exclusão e no isolamento, sendo os hospitais-colônia uma das principais referências deste paradigma terapêutico. Em vista disso, uma parcela dos pacientes internados nos hospitais-colônia tiveram seus vínculos familiares e comunitários rompidos e/ou fragilizados, o que os fez permanecer nestas instituições, mesmo após a descoberta da cura da hanseníase, fenômeno que também é observado no Hospital Colônia do Carpina (HCC) em Parnaíba-PI. Nesta acepção, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar as representações sociais da hanseníase e do envelhecimento entre os moradores do Hospital Colônia do Carpina da cidade de Parnaíba-PI. Como objetivos específicos: realizar uma revisão sistemática dos estudos científicos sobre as representações sociais da hanseníase; apreender as representações sociais da hanseníase entre moradores do Hospital Colônia do Carpina; apreender as representações sociais da hanseníase entre moradores do Hospital Colônia do Carpina; e, ainda, verificar as representações sociais do Hospital Colônia do Carpina entre seus moradores. Para atender aos objetivos, foram realizados três estudos, sendo um teórico (Estudo 1) e dois empíricos (Estudos 2 e 3). De forma geral, os estudos indicaram que as representações sociais da hanseníase apresentam ideias antagônicas, pois embora evidenciem elementos ancorados no conhecimento científico e que representam a hanseníase como qualquer outra doença curável, a prevalência do significante preconceito demonstra que esta representação ainda guarda elementos da lepra. Por sua vez,a representação social do envelhecimento se ancorou num esquema conceitual associado à fase da velhice e objetivado na figura do velho. Além disso, esta representação evidencia elementos positivos e negativos. De forma positiva, a velhice foi concebida quantitativamente como sinônimo de uma vida longa. Negativamente, os entrevistados associaram esta etapa a perdas funcionais, à dependência e a conflitos. Por fim, os participantes representaram o HCC de forma positiva, ressaltando uma adequada estrutura institucional e o bom relacionamento entre moradores e funcionários. Apesar disso, esta representação também apresenta pontos de tensão, pois, para alguns moradores, viver no HCC se deve à falta de recursos físicos e materiais. Já para outros, permanecer no HCC decorre de razões subjetivas, como o apego à instituição. Estas representações refletem, sobretudo, a trajetória de um grupo de pessoas que tiveram suas vidas marcadas pelo isolamento e preconceito decorrentes do adoecimento por hanseníase e que, atualmente, já se encontram em avançado estágio de envelhecimento –75% tem 60 anos ou mais. Espera-se que os resultados desta pesquisa contribuam para o desenvolvimento de estratégias que promovam mudanças capazes de alterar os elementos negativos que estruturam as representações sociais da hanseníase e do envelhecimento, bem como que se reconheça a importância do HCC para seus moradores, haja vista a vivência de grande parte de suas vidas no interior desta instituição.

  • ANA AMABILE GABRIELLE RODRIGUES LEITE
  • Representações Sociais da Robótica Educacional: estudo comparativo entre professores de escolas da rede de ensino privada
  • Orientador : LUDGLEYDSON FERNANDES DE ARAUJO
  • Data: 10/09/2018
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  • A integração das novas tecnologias no contexto educacional surge como uma proposta de complemento ao processo de ensino e aprendizagem no atual contexto tecnológico em que se encontra a educação brasileira. De acordo com o Guia de Tecnologias Educacionais, desenvolvido pelo Ministério da Educação, surge, no contexto educacional, a inserção de robótica como uma ferramenta para o ensino. Diante disso, torna-se preciso atentar para as representações que os professores, indivíduos inseridos em sala de aula e em sociedade, possuem desta inserção, Desta forma, essa dissertação objetiva analisar, com caráter, as representações sociais da robótica educacional entre os professores de duas escolas da rede de ensino privada, que possui a robótica educacional e outra escola que não a possui a robótica educacional em seu contexto escolar. Para respaldar teórico-metodologicamente este estudo, utilizou-se o referencial da Teoria das Representações Sociais proposta por Moscovici em 1961. Participaram da pesquisa 40 professores da rede de ensino privada da cidade de Parnaíba, 20 que possuem a robótica educacional em seu contexto e 20 que não possuem a robótica. Para o levantamento de dados, utilizou-se o Teste de Associação Livre de Palavras com a palavra, entrevista semiestrutura e o questionário sociodemográfico. Para realização da análise de dados, utilizou-se a análise de redes semânticas e análise de conteúdo temática de Bardin. A estrutura desta dissertação se organiza em torno de três estudos, que investigam respectivamente as representações sociais da robótica educacional, das novas tecnologias e aprendizagem no cenário educacional atual. Os dados levantados nos estudos demostram que o grupo que possui robótica educacional em seu contexto, representa a robótica educacional e as novas tecnologias com termos voltados para sua aplicabilidade prática, atribuindo a estas, representações de transformação, aprendizagem e avanço. Enquanto que os professores que não a possuem em seu contexto, atribuem a estas, representações veiculadas pela mídia e pelos insumos tecnológicos presente em sua realidade diária. Além disso, as representações destes professores sobre aprendizagem remetem ao ensino em duas abordagens, os professores que possuem robótica educacional a representam por um viés das abordagens construtivistas e os professores que não possuem robótica educacional em seu contexto, por um viés das abordagens instrucionistas. Apesar das diferentes representações em seus núcleos de rede. Os professores de ambos os grupos representam a robótica educacional e as novas tecnologias como uma ferramenta que auxilia no processo de ensino e aprendizagem, representando a aprendizagem enquanto um processo de ação contínua que necessita de estimulação e interação mediada para ocorrer. Espera-se que este estudo possa contribuir para a formação de futuros professores mediante a integração das novas tecnologias no contexto escolar.

  • ANDRESSA VERAS DE CARVALHO
  • “É coco, é coco, cocá, o melhor do coco é quebrar!”: os processos de subjetivação de mulheres quebradeiras de coco no Piauí
  • Orientador : JOAO PAULO SALES MACEDO
  • Data: 04/09/2018
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  • Este estudo teve como objetivo cartografar processos de subjetivação de mulheres quebradeiras de coco babaçu piauienses em seu modo de vida e de luta junto ao Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB). Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, orientada pela perspectiva ético-estético-política da Cartografia, operando com concepções da caixa de ferramentas-conceitos da Filosofia da Diferença. O estudo foi realizado a partir da imersão em três comunidades rurais do município de Esperantina, onde está localizada a sede regional do MIQCB no Piauí, e que conta com grupos de mulheres quebradeiras de coco. Além do acompanhamento das atividades cotidianas, utilizamos como recursos a produção de narrativas e de fotografias, de autoria das próprias mulheres quebradeiras de coco, que se conectassem aos seus modos de vida. As fotos, posteriormente, foram utilizadas como elementos analíticos em conversas coletivas com as participantes da pesquisa. A análise gerou três eixos: o primeiro recupera as trajetórias de vida das mulheres e o contexto de opressão e violências no qual viviam, assim como também seus movimentos de resistência, fazendo emergir as condições de criação do MIQCB; no segundo, traçamos algumas problematizações em torno da identidade “quebradeira de coco”, forjada no jogo político de reivindicação de direitos; e o terceiro versa sobre os efeitos subjetivos produzidos pela ação política junto ao MIQCB. Este último desdobra-se em três blocos de discussão, sendo o primeiro relacionado aos tensionamentos na lógica normativa que define os lugares socialmente ocupados pelas mulheres; o segundo recupera a amizade em seu potencial político de resistir e produzir contracondutas; e o terceiro que versa sobre as ressonâncias do modo de subjetivação “empresário de si” nos modos de vida das mulheres e os desafios e resistências atuais. Por fim, apostamos na potência do comum e nas lutas transversais enquanto resistência das mulheres quebradeiras junto ao MIQCB, sinalizando para uma abertura de aproximação com outros movimentos sociais, a fim de tentar escapar à racionalidade neoliberal.

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