Esta revisão integrativa sintetizou o conhecimento sobre mitigadores do estresse hídrico em gramíneas tropicais, com foco em mecanismos de ação e efeitos na tolerância à seca. A busca foi realizada nas bases Web of Science, Scopus e Wiley Library Online, resultando em 918 documentos, dos quais 58 artigos experimentais atenderam aos critérios de inclusão. China (24,14%), Estados Unidos (15,52%) e Brasil (13,79%) lideram as publicações. As espécies mais estudadas foram Zea mays (18,97%), Lolium perenne (10,34%) e Pennisetum glaucum (8,62%). O estresse hídrico foi o mais abordado (41,38%), seguido pelo salino (20,69%). As variáveis fisiológicas (70,7%), morfológicas (67,24%) e bioquímicas (60,34%) predominaram. Entre os mitigadores, destacaram-se a seleção de genótipos tolerantes (24,14%), as rizobactérias promotoras de crescimento vegetal (20,69%) e o silício (15,52%). Conclui-se que a pesquisa sobre estresse abiótico em gramíneas é consolidada em poucos países e espécies de valor econômico, com tendência à diversificação de abordagens sustentáveis, como o uso de bioinsumos microbianos e agentes químicos condicionadores, ampliando o escopo analítico para além das respostas fisiológicas imediatas.