Os flebotomíneos constituem uma fauna bastante diversidade de insetos, dos quais, destacam-se espécies transmissoras das leishmanioses. Na década de 80, Teresina, Piauí, foi a primeira cidade brasileira a relatar a ocorrência de leishmanioses em zona urbana, o que demonstrou a adaptação de Lutzomyia longipalpis a estes espaços, visto que antes, era considerada uma espécie de ocorrência predominantemente silvestre. A necessidade de compreender os atuais cenários de ocorrência desta espécie em Teresina, sobretudo em áreas de ocupação antiga e recente, constitui-se objetivo desta pesquisa. Adicionalmente, testamos um novo dispositivo de captura de flebotomíneos, a fim de viabilizar uma alternativa de baixo custo e sustentável para os estudos destes vetores. Armadilhas luminosas tipo CDC, HP e JD2R foram instaladas por 12 horas ininterruptas nas localidades Cacimba Velha e Terra Nossa em ambientes intra e peridomiciliares, por três noites consecutivas no período de agosto a dezembro de 2025, perfazendo um esforço total de captura de 324 horas de coletas. Os flebotomíneos retidos nas armadilhas foram triados e identificados conforme a literatura. Variáveis ambientais (tempertura, umidade e velocidade do vento) foram registradas a cada captura. Uma propecção tecnológica sobre novos dispositivos de captura compreendendo o período de 10 anos (2014 a 2024), foi conduzida nas principais bases tecnológicas de patentes. Em campo, a armadilha JD2R foi testada em comparação com outras armadilhas disponíveis no mercado como a CDC (Center Control of Disease) e a HP (Hoover Pugedo). Espera-se demonstrar ao final desta pesquisa, a dinâmica de ocorrência de flebotomíneos em ambientes de ocupação humana antiga e recente em Teresina e analogamente, oferecer um novo dispositivo eficiente e de baixo custo aos estudos sobre insetos vetores.