Esta dissertação discorre sobre a presença feminina nas produções experimentais durante os anos de 1972 a 1988, tendo como destaque o processo de rompimento dos costumes tradicionais da época, os modos como os corpos e as subjetividades aparecem nos filmes e nos jornais durante o período ditatorial e de redemocratização.O objetivo do estudo é analisar a atuação das mulheres piauienses na contracultura e ocupação dos espaços para reivindicar uma autonomia sobre seus corpos, desejos e trajetórias. Para tanto, o corpus da pesquisa é formado por jornais alternativos (Querela e Picossuruba), bem como as produções em formato Super 8-mm como: Miss Dora (1972) e David Aguiar (1972), além da realização de entrevistas com as mulheres que participaram dessas produções enfatizando seus processos de subversão durante o período em estudo. Para o referencial teórico, fundamenta-se em Michel de Certeau (1998), Michel Foucault (1978) e Joan Scott (1995). A partir dos dados analisados, verifica-se que as mulheres ocuparam e ressignificaram os espaços de produção cultural e intelectual do período como estratégias de resistência ao autoritarismo.