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Banca de QUALIFICAÇÃO: HUMBÉRILA DA COSTA E SILVA MELO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HUMBÉRILA DA COSTA E SILVA MELO
DATA: 01/06/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Departamento de Biofísica e Fisiologia/UFPI SALA 02
TÍTULO: PIPERINA INCORPORADA EM BIOPOLÍMERO DE AMIDO DO MESOCARPO DE Orbignya phalerata Mart: potencial para aplicação como curativo cicatrizante de feridas cutâneas.
PALAVRAS-CHAVES: Cicatrização cutânea. Piperina. Orbignya phalerata. Biopolímero. Curativo Bioativo.
PÁGINAS: 127
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Biologia Geral
RESUMO:

A cicatrização de feridas cutâneas é um processo biológico complexo que envolve múltiplas fases interdependentes. Nesse contexto, o uso de curativos à base de biopolímeros tem se destacado por promover um ambiente úmido favorável à regeneração tecidual, reduzir o risco de infecção e estimular a síntese de colágeno. A piperina, composto bioativo presente na pimenta-preta, apresenta propriedades anti- inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas, que podem contribuir para a aceleração do reparo tecidual. Paralelamente, o amido extraído do mesocarpo do coco babaçu (Orbignya phalerata Mart.) surge como uma matéria-prima promissora para a produção de biopolímeros, devido à sua biocompatibilidade e capacidade de formação de filmes. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito cicatrizante da piperina incorporada a um biopolímero à base de amido do mesocarpo do babaçu, analisando seu potencial como curativo bioativo. A tese está organizada em capítulos. O CAPÍTULO I apresenta uma revisão sistemática de estudos pré-clínicos, na qual foram identificadas evidências do potencial cicatrizante e antimicrobiano da piperina, com redução de até 75,33% da área de feridas infectadas no 10º dia e retração de 80,46% em modelos de excisão no 14º dia, além de diminuição da carga microbiana e do infiltrado inflamatório. No CAPÍTULO II, o estudo in silico demonstrou que a difusividade da piperina na matriz polimérica é um fator determinante para sua eficácia, sendo potencializada pela associação com Tween 80, o que favoreceu a dispersão, a liberação controlada e aumentou a probabilidade de atividade antimicrobiana, superando estratégias baseadas
apenas no aumento da concentração do composto. O CAPÍTULO III evidenciou, por meio de caracterização físico-química, a incorporação efetiva da piperina na matriz polimérica, com aumento da estabilidade térmica (deslocamento de 226 °C para 243 °C), ausência de falhas estruturais e maior rigidez mecânica, indicando a formação de um material estável e adequado para aplicação como curativo bioativo. No CAPÍTULO IV, o estudo in vivo demonstrou que o biopolímero contendo piperina a 2% apresentou o melhor desempenho cicatrizante, com aproximadamente 95% de regressão da área da ferida aos 14 dias, além de reepitelização mais precoce, menor infiltrado inflamatório e melhor organização do colágeno, quando comparado aos grupos controle. Concentração mais elevada (3%) indicou possível efeito pró-inflamatório discreto. O CAPÍTULO V, ainda em desenvolvimento, apresenta resultados preliminares de toxicidade em larvas de Galleria mellonella, indicando alta taxa de sobrevivência nos grupos controle e com menor concentração de piperina (1%), enquanto concentrações mais elevadas (2% e 3%) apresentaram redução na sobrevivência, sugerindo a necessidade de ajustes na dosagem para garantir segurança biológica . Dados complementares de atividade antimicrobiana encontram-se em fase de consolidação. De forma geral, os resultados demonstram que a incorporação da piperina em biopolímero de amido de babaçu resulta em um material com propriedades físico-químicas adequadas e efeito cicatrizante significativo, especialmente na concentração de 2%. Assim, o biopolímero desenvolvido apresenta-se como uma alternativa promissora, sustentável e de baixo custo para aplicação como curativo bioativo no tratamento de feridas cutâneas, contribuindo para o aproveitamento de recursos da biodiversidade brasileira e para o avanço de tecnologias em medicina regenerativa.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 579.***.***-68 - ANTONIO LUIZ MARTINS MAIA FILHO - UESPI
Externo à Instituição - 032.***.***-45 - FRANCISCO VALMOR MACEDO CUNHA - UNINOVAFAPI
Interno - 423287 - JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
Notícia cadastrada em: 12/05/2026 17:23
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