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Banca de DEFESA: LIZANDRA INES BOTH

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIZANDRA INES BOTH
DATA: 09/03/2026
HORA: 14:30
LOCAL: SALA 323G/CCHL
TÍTULO: SOCIABILIDADES JUVENIS NA SANTA MARIA DA CODIPI: LAZERES, AFETOS E (RE)EXISTÊNCIAS.
PALAVRAS-CHAVES: : Juventudes; periferia; emoções; gênero; interseccionalidades.
PÁGINAS: 146
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

A presente dissertação tem como objetivo compreender as sociabilidades juvenis em territórios periféricos urbanos, tomando como campo empírico a região da GrandeSanta Maria da Codipi, situada na zona norte de Teresina, PI. Território periférico, marcado pelo aumento da violência, domínio de facções, cooptação de jovens para desenvolvimento de práticas ilícitas e morte violenta de jovens, dentre outros fenômenos. Realidades que se acentuaram e que se apresentam como problemas de pesquisa a ser investigado. O trabalho foi construído a partir de pesquisa empírica, na qual foram ouvidos vinte e cinco jovens com idade entre 18 a 29 anos, cujas trajetórias são atravessadas por múltiplos marcadores sociais, dentre esses classe, raça, gênero e território. São jovens que vivenciam cotidianamente condições de vulnerabilidade, mas também de (re)existência. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, ancorada no método crítico dialético, que permite compreender a juventude enquanto categoria social e histórica. A partir de referenciais em autores como Pais (2016), Leccardi (2005; 2010), Dayrell (2003, 2007), Margulis (2001), Esteves, Abramovay (2007), o estudo analisa a juventude não como uma fase biologicamente determinada, mas como condição social construída historicamente situada em uma territorialidade e marcada pelas diferenças sociais, como classe, gênero e etnia. A partir de relatos de jovens e de observações de campo, é possível identificar dimensões que marcam e se particulariza a condição juvenil na Santa Maria da Codipi, dentre essas: o trabalho precário, conhecido por eles como “bico” como formas de inserção produtiva; diversas trajetórias escolares transitadas por interrupções e desigualdades estruturais; a convivência com a violência no cotidiano do bairro, alimentada por riscos e o medo como elementos que moldam as sociabilidades de jovens; o lazer como espaço de excitação, pertencimento e, também, de exclusão; atividades em grupo que formam redes de acolhimento e de sentido. Refletimos acerca de cada uma dessas dimensões ao longo da dissertação, apoiada na noção de “trajetórias ioiô” (Pais, 2016), para evidenciar como as vivências juvenis são marcadas por avanços e recuos – idas e vindas – acertos e desarcertos, como tudo
inerente à vida em sociedade; por inseguranças e riscos diante de um futuro cada vez mais incerto.
Uma compreensão de os jovens da periferia não podem ser vistos apenas pela ótica da carência ou da
marginalidade, mas como sujeito social ativo, que constrói, dentro das possibilidades postas, sonhos, sentidos, vínculos e estratégias para existir e resistir. Uma das conclusões desta dissertação é de que as sociabilidades juvenis, é atravessada por contradições e potencialidades, demandando políticas públicas que reconheçam as juventudes em sua diversidade e que garantam condições concretas de vida, dignidade e participação social.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1520279 - FRANCISCA VERONICA CAVALCANTE
Presidente - 2174595 - LILA CRISTINA XAVIER LUZ
Externo ao Programa - 1728592 - SHARA JANE HOLANDA COSTA ADAD
Notícia cadastrada em: 06/03/2026 09:10
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