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Banca de DEFESA: ISADORA MARIA CARVALHO DE ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISADORA MARIA CARVALHO DE ARAÚJO
DATA: 17/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: AMBIENTE VIRTUAL
TÍTULO: EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: ENTRE AS SEMÂNTICAS NORMATIVAS E AS EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS
PALAVRAS-CHAVES: Educação indígena; Desenvolvimento; Interculturalidade; Políticas públicas; Saberes tradicionais; Bem Viver
PÁGINAS: 165
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Esta dissertação analisa a Educação Escolar Indígena no Brasil a partir das tensões entre os marcos legais que a instituem como direito diferenciado e as experiências concretas vivenciadas por povos indígenas em seus territórios, tomando como recorte empírico comunidades indígenas do estado do Piauí. Parte-se da compreensão de que essa política pública se insere em um campo mais amplo de disputas entre projetos societários distintos: de um lado, uma racionalidade desenvolvimentista, orientada por lógicas administrativas, econômicas e homogeneizadoras; de outro, projetos de vida indígenas ancorados em territorialidades próprias, cosmologias específicas e formas autônomas de produção e transmissão de conhecimento. Embora juridicamente assegurada, a Educação Escolar Indígena se materializa de forma desigual, atravessada por ambiguidades normativas, disputas ideológicas e limites estruturais que variam conforme os contextos regionais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza descritiva e interpretativa, articulando análise documental de dispositivos legais e diretrizes oficiais, entrevistas com lideranças indígenas e atores envolvidos na implementação da política educacional, além de observação do que é vivenciado em termos de educação nos territórios investigados. Tal estratégia permite examinar em que medida a política se concretiza para além do plano normativo, evidenciando os desafios enfrentados pelas comunidades. Ao situar o Piauí no cenário nacional, o estudo problematiza os efeitos de um prolongado processo de invisibilização histórica dos povos indígenas no estado e analisa a emergência recente de movimentos de reafirmação identitária e reivindicação por direitos, entre os quais se destaca o acesso à educação escolar específica. Argumenta-se que a Educação Escolar Indígena constitui território político de disputa simbólica e material, no qual se confrontam diferentes concepções de desenvolvimento, conhecimento, território e futuro, revelando que sua consolidação depende do reconhecimento das territorialidades indígenas como fundamentos legítimos de organização social e educativa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1030608 - ARILDA FORTUNATA ARBOLEYA
Interno - 1628577 - FRANCISCO MESQUITA DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - 773.***.***-20 - SIMONE MUCCI - UFPR
Notícia cadastrada em: 06/03/2026 12:05
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