O nascimento prematuro é um problema de saúde pública, dado a sua prevalência. O pré-natal representa o momento ideal para que o sistema de saúde atue integralmente na promoção e recuperação da saúde das gestantes promovendo um cuidado que minimize os fatores de risco de desfechos neonatais de alto risco como prematuridade extrema e internações em unidades de terapia intensiva. Objetivo: investigar os fatores de risco relacionados ao pré-natal que contribuíram com a internação de prematuros na UTI neonatal de uma maternidade de Alta Complexidade. Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal e quantitativo. Realizado na UTI neonatal de uma maternidade de referência em partos de alta complexidade. Para a coleta de dados foram aplicados questionários estruturados em 24 puérperas cujos bebes estavam internados na UTI neonatal. Resultados: Participaram do estudo 24 puérperas, com predominância da macrorregião do Semiárido (41,7%), seguida pelos Cocais (25,0%), Meio Norte e Entre Rios (12,5% cada), evidenciando Teresina como polo de referência. A maioria tinha entre 25 e 34 anos (66,7%), era parda (75,0%), com ensino médio completo (58,3%) e trabalho remunerado (62,5%). Não houve associação estatisticamente significativa entre as variáveis sociodemográficas e os desfechos neonatais (p>0,05). O Apgar no 5º minuto apresentou tendência à significância (p=0,07). Conclusão: Esta pesquisa reafirma a necessidade de fortalecer a rede de atenção materno-infantil no Piauí, com foco na equidade e na integralidade do cuidado, destacando que a melhoria dos resultados neonatais depende não apenas de intervenções clínicas, mas também da superação das barreiras sociais e estruturais que permeiam o percurso materno.