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Banca de DEFESA: EDUARDO FELIPE SOUSA E SILVA DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EDUARDO FELIPE SOUSA E SILVA DE ALMEIDA
DATA: 06/03/2026
HORA: 09:30
LOCAL: sala de video I
TÍTULO: O MITO DO DADO DE SELLARS: NEGAÇÃO DO CONHECIMENTO IMEDIATO E IMPLICAÇÕES PRAGMATISTAS.
PALAVRAS-CHAVES: Mito do Dado. Epistemologia. Pragmatismo
PÁGINAS: 115
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
RESUMO:

O “Mito do Dado” é uma crítica feita pelo filósofo estadunidense Wilfrid Sellars (1912-1989) à noção de conhecimento imediato presente no cânone da epistemologia tradicional, segundo o qual, o dado (given) constitui o fundamento do conhecimento com valor epistêmico intrínseco que é apreendido diretamente pelo sujeito. Para esse filósofo, não existe algo como o conhecimento imediato através dos dados puros da experiência, tais como as manchas de cores, luzes da visão ou as ondas sonoras provenientes da audição. O "Mito do Dado", desenvolvido no texto Empirismo e Filosofia da Mente, consiste em supor que algo pode possuir um valor epistêmico mesmo sem depender de nada e independentemente do modo como venha a ser adquirido pelo sujeito. Ainda que este conhecimento seja aparentemente imediato e supostamente dado de forma pura, na verdade contém alguma forma de mediação, oriunda da linguagem e dos nossos esquemas conceituais. Sem esses instrumentos de classificação e comunicação, os dados dos sentidos seriam desprovidos de qualquer valor epistêmico. O objetivo desse trabalho é fazer uma análise do conjunto de argumentos que sustentam o “Mito do Dado” para inferir sobre a sua pertinência ou não. Com isso, busca-se, demonstrar a partir de Sellars que os dados dos sentidos não podem servir de substrato para a construção de uma teoria do conhecimento dotada das características de infalibilidade e racionalidade completamente objetivas, isolada dos esquemas conceituais e dos vieses da humanidade. Partindo do pressuposto de que a rejeição sellarsiana aos dados dos sentidos é correta, discutiremos as implicações pragmatistas que a crítica de Sellars possui, especialmente no que concerne à rejeição ao fundacionismo, aos diversos tipos de dualidade, e a consequente adoção de um holismo intelectual que rejeita todo tipo de pretensão à universalidade ou fundamento último das coisas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2184886 - EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
Interno - 1144466 - FELIX FLORES PINHEIRO
Externo à Instituição - 158.***.***-17 - JOSE RENATO SALATIEL - UFES
Notícia cadastrada em: 02/03/2026 19:40
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