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Banca de DEFESA: JOÃO VITOR ARAÚJO SALES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOÃO VITOR ARAÚJO SALES
DATA: 04/04/2019
HORA: 09:30
LOCAL: Sala de aula do PPGHB
TÍTULO: ECCLESIA UNA: O PROCESSO DE SEPARAÇÃO DO BISPADO DO PIAUÍ E MARANHÃO (1822-1903)
PALAVRAS-CHAVES: História. Igreja Católica. Bispado. Piauí. Maranhão.
PÁGINAS: 218
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:

A presente pesquisa analisa o processo de separação dos governos religiosos do Piauí e Maranhão por meio da criação do bispado do Piauí. Durante o século XIX e início do século XX, Maranhão e Piauí disputavam por maior espaço de poder no âmbito nacional e regional. Neste contexto, Estado e Igreja foram instrumentos de consolidação e expansão de domínio, à medida que estas entidades detinham jurisdição sobre os indivíduos e as instituições de poder. Sob julgo de um Padroado originariamente regalista, mediante a contínua redução de investimentos do Governo Imperial face ao aumento de demanda civil-religiosa, os dirigentes da diocese do Maranhão resguardaram a manutenção de seus domínios, de modo a assegurar sua autossustentação e sua capacidade de investimento ao menos na Sede Episcopal. Desta sujeição eclesiástica, e parcialmente, comercial e jurídica, surgiu uma crescente articulação política das elites piauienses, especificamente entre 1822 e 1838, no intuito de erradicar ou minorar a tutela das estruturas que lhe cerceavam a autonomia, sobretudo, na sociedade, onde se constituem os laços patrimoniais, e as articulações políticas e burocráticas. Na conjuntura da separação entre Igreja e Estado, inaugurados com a República (1889), a dinâmica pastoral figura-se como centro da atuação eclesiástica, desafiada pela laicização do Estado e da secularização da sociedade. Neste sentido, a atuação do pe. Joaquim de Oliveira e de outras lideranças entre 1898 e 1903 consolidam o processo, com a criação de direito (1901), e de fato (1903) da diocese do Piauí. Para tal compreensão, analisaram-se atas e resoluções do Conselho de Presidência de Província e do Conselho Geral de Província do Piauí, além das discussões e projetos leis da Assembleia Legislativa Provincial. Também se verificaram as correspondências do bispado do Maranhão com as autoridades civis e eclesiásticas piauienses e vice-versa, além de outros registros pastorais. Concluiu- se que a separação dos governos religiosos do Piauí e Maranhão deu-se pela ação ultramontana da Igreja no Brasil e pela reestruturação pastoral em dioceses.

 

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 747.008.043-00 - MARCELO DE SOUSA NETO - UESPI
Interno - 2174309 - PEDRO VILARINHO CASTELO BRANCO
Externo à Instituição - TANYA MARIA PIRES BRANDAO - UFPE
Notícia cadastrada em: 25/03/2019 09:30
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