Notícias

Banca de DEFESA: IRIS MARY MENESES DO AMARAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IRIS MARY MENESES DO AMARAL
DATA: 09/08/2017
HORA: 14:00
LOCAL: sala da PREX
TÍTULO: Influência das Doenças Inflamatórias Intestinais na Sexualidade de Mulheres
PALAVRAS-CHAVES: Doenças Inflamatórias Intestinais. Sexualidade. Disfunção Sexual Fisiológica
PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
SUBÁREA: Clínica Médica
ESPECIALIDADE: Gastroenterologia
RESUMO:

Introdução: Doenças inflamatórias intestinais são consideradas desordens intestinais crônicas causadas pela interação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, por apresentarem comportamentos semelhantes, são as principais doenças do grupo das doenças inflamatórias intestinais. Por serem crônicas e progressivas essas doenças causam repercussões na qualidade de vida de seus portadores em vários aspectos, incluindo a sexualidade, podendo contribuir para o desenvolvimento de disfunções sexuais. A disfunção sexual acontece quando uma das fases da resposta sexual, de forma persistente, não funciona satisfatoriamente causando sofrimento clínico significativo no indivíduo. Objetivo: avaliar a influência das doenças inflamatórias intestinais na sexualidade das mulheres. Metodologia: tratou-se de um estudo correlacional descritivo, de abordagem quantitativa. A população do estudo foi composta por 206 mulheres com doenças inflamatórias intestinais atendidas em um hospital universitário do nordeste do Brasil, desde a implantação da Unidade de Sistema Digestivo, em outubro de 2012 a novembro de 2015. A amostra feita com base na estimativa da proporção populacional foi de 126 mulheres. Os dados da pesquisa foram coletados por meio de entrevistas, utilizando um formulário organizado com perguntas fechadas e estruturadas com três partes. Uma com dados sociodemográficos, outra com a caracterização da doença infamatória intestinal e a terceira parte com as características da sexualidade e das disfunções sexuais. Os dados do estudo foram processados no software IBM® SPSS®, versão 18.0, e foram calculadas estatísticas uni e bivariadas. Neste estudo, para o diagnóstico de disfunção sexual, foram considerados os critérios estabelecidos pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Desse modo, “transtorno do orgasmo feminino”, “transtorno do desejo/excitação sexual feminino”, “transtorno da dor gênito-pélvica/penetração” e “disfunção sexual induzida por substância/medicamento” foram considerados presentes com periodicidade a partir de seis meses e relato de algum nível de sofrimento em decorrência do problema. Para “outra disfunção sexual especificada”, foi considerado o relato de sofrimento. Resultados parciais. Resultados: A amostra distribuiu-se igualmente entre mulheres com Doença de Crohn 40 (50,0%) e com retocolite ulcerativa 40 (50,0%), com tempo médio de doença de 7,8 (±6,1) anos, com mínimo de 3 meses e máximo de 30 anos. As mulheres tiveram média de idade de 47,3 (±14,5) anos, com mínima de 18,9 e máxima 80,9 anos. Problemas de transtorno do orgasmo feminino foi relatado por 62 (84,9%) das mulheres,  71 (97,3%) apresentaram  problemas de transtorno do desejo/excitação sexual feminino, Para problemas de transtorno da dor gênito-pélvica/penetração, houve relato de 51 (63,7%) das mulheres. Problemas de disfunção sexual induzida por substância/medicamento foi indicada por 15 (20,5%) das  mulheres com DII. Problemas de outra disfunção sexual especificada apareceram em 12 (16,4%).

Ao considerar-se os critérios do DSM V para Disfunção Sexual feminina, periodicidade dos sintomas e o sofrimento causado, foi confirmado o diagnóstico de 27 (35,8%) com transtorno do orgasmo feminino, 37 (48,7%) com transtorno do desejo/excitação sexual feminino, 19 (25,0%) com transtorno da dor gênito-pélvica/penetração, 3 (4,4%) com disfunção sexual induzida por substância/medicamento, sendo que para esta 8 (10,0%) não tiveram periodicidade informada, e 12 (15,8%) com outra disfunção sexual especificada.

 

 

.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 6654838 - JOSE MIGUEL LUZ PARENTE
Externo ao Programa - 1551620 - MARIA ZELIA DE ARAUJO MADEIRA
Externo à Instituição - CARMEN VIANA RAMOS - UNINOVAFAPI
Notícia cadastrada em: 11/07/2017 16:00
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb02.ufpi.br.instancia1 31/03/2020 11:13