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Banca de DEFESA: FRANCISCA MAIRA SILVA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCA MAIRA SILVA DE SOUSA
DATA: 16/11/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de Aula do Mestrado
TÍTULO: “Psicologia, saúde coletiva e processos de subjetivação”
PALAVRAS-CHAVES: Saúde mental; trabalho interprofissional; educação permanente em saúde.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Os avanços conquistados através da Reforma Psiquiátrica instituíram através da Atenção Psicossocial uma rede de serviços substitutivos de base comunitária e territorial, que ganhou impulso através da descentralização e regionalização dos serviços de saúde. Esse cenário favoreceu a articulação de redes regionais de saúde em regiões compostas por municípios com menos de quinze mil habitantes. A criação desses dispositivos demanda uma nova forma de cuidado que geram desafios a serem enfrentados pelas equipes multiprofissionais, pois exige a construção de práticas que superem modelos instituídos de cuidados centrados no trabalho individualizado, fragmentado, mecanizado, que acarreta na especialização; assim como mudanças na formação dos profissionais que são majoritariamente feitas em serviços asilares e em cidades de médio e grande porte. Há uma aposta na Educação Permanente em Saúde (EPS) e trabalho interprofissional para superar esse modelo hegemônico e produzir um cuidado mais integral, construído a partir das práticas concretas dos profissionais, junto aos sujeitos. Assim, problematiza-se a implantação de serviços substitutivos de saúde metal que ocorrem através da articulação de redes de saúde em regiões interioranas, que tem como peculiaridade ser de uma realidade diferente da proposta da Política de Saúde Mental, que limita que os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) sejam implantados em territórios com mais de 15 mil habitantes. Esta pesquisa apresenta como objetivo geral investigar como ocorrem os processos de educação permanente e trabalho interprofissional em uma equipe do CAPS I em municípios de pequeno porte no Piauí para produzirem cuidado e responderem as demandas de saúde mental. E objetivos específicos identificar como os profissionais reconhecem espaços e estratégias de educação permanente em saúde para a gestão de um processo de trabalho interprofissional; conhecer quais os saberes acerca do cuidado que foram produzidos pelos profissionais a partir da sua inserção neste equipamento e compreender os desafios dos profissionais para realizar trabalho em saúde mental nestas cidades. Este estudo utilizou-se dos pressupostos teóricos e metodológicos da análise institucional, conforme apontam Lourau (1993) e Baremblitt (2002). Trata-se de pesquisa intervenção, com uma perspectiva teórica qualitativa. Para a realização da pesquisa foi utilizada a socioclínica institucional (Monceau, 2013). Foi desenvolvida com base na à Resolução 466/12 e a Resolução 510 de 2016, após aprovação pelo Comitê de Ética da UFPI. Para a construção dos dados foram realizadas três rodas de conversa com os profissionais do CAPS I; a participação observante com registro em diários de pesquisa foi outro dispositivo utilizado, para descrever formas de cuidado grupal da equipe. Através das rodas percebeu-se que a equipe foi construindo modos de cuidado a partir das suas experiências no cotidiano. Alguns desafios iniciais foram apontados pela descrença da população em relação ao trabalho dos profissionais por advirem das cidades de onde eles trabalham, além da expectativa da população por um serviço pautado no paradigma asilar. O apoio entre os profissionais foi relatado como forma de melhorar os cuidados desenvolvidos. Modelos instituídos e instituintes de cuidado em situação de crise coexistem, sendo o cuidado integral fragilizado devido aos poucos dispositivos existentes em uma cidade pequena. O cuidado grupal foi identificado como potencializador para a EPS, por possibilitar conversas entre profissionais de diferentes áreas. As dificuldades com a gestão municipal foram apontadas como dificuldades que fragiliza as relações com a rede de atenção do município. A reflexão da construção de dispositivos que chegam a territórios através da regionalização permitiu compreender aproximações e distanciamentos de modos instituídos nos grandes centros, apontando para a necessidade de aprofundar os estudos sobre estes territórios.  


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2231563 - ANA KALLINY DE SOUSA SEVERO
Interno - 2231565 - ANTONIO VLADIMIR FELIX DA SILVA
Externo ao Programa - 578.523.913-20 - MARCOS RIBEIRO MESQUITA - UFAL
Notícia cadastrada em: 05/11/2018 16:01
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