Notícias

Banca de DEFESA: THALITA PACHECO CORNELIO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THALITA PACHECO CORNELIO
DATA: 16/11/2018
HORA: 15:30
LOCAL: Sala de Aula do Mestrado
TÍTULO: Suicídio e produção de subjetividade na contemporaneidade: Uma cartografia de discursos em redes sociais
PALAVRAS-CHAVES: Cartografia; Discursos; Suicídio; Produção de Subjetividade; Contemporaneidade
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Segundo a Organização Mundial de Saúde em 2012 ocorreram cerca de 804.000 suicídios no mundo, de modo que a cada 45 segundos alguém tira a própria vida, um total de mais de duas mil pessoas
diariamente. No Brasil, foram 11.821 suicídios registrados oficialmente em 2012, uma média de 32 mortes por dia (OMS, 2014). De acordo com os casos registrados de 2011 a 2015 pelo Ministério da Saúde, foram notificados 55.649 suicídios no país neste período, o que leva a uma taxa de 5,5 óbitos para 100 mil habitantes, que cresceu de 5,3 em 2011 a 5, 7 em 2015 (Brasil, 2017). Isto deixa claro a relevância de se pensar a temática e os discursos sobre a mesma têm se ampliado, tanto no âmbito acadêmico e científico, como fora dele. Deste modo, é preciso compreender tais falas e sua produção na contemporaneidade. Inicialmente, diferentes territórios foram habitados, sendo possível observar os discursos sobre suicídio em variados espaços, o que possibilitou a percepção da internet como lócus propício à investigação do tema. Busca-se com esta pesquisa esclarecer o seguinte questionamento: quais linhas de força atravessam os discursos sobre suicídio em uma rede social mediada pela tecnologia? Seu objetivo é cartografar os discursos sobre suicídio de usuários de redes sociais mediadas pela tecnologia, intenção que se desdobrou de modo a apreender as percepções dos usuários de páginas virtuais sobre a temática; Caracterizar afetações acerca do suicídio nos discursos em páginas virtuais; e analisar os discursos acerca do tema em sua relação com os processos de produção de subjetividade contemporâneos. O método da cartografia foi utilizado nesta pesquisa segundo a perspectiva de Deleuze e Guattari (1995). Ele exige uma construção contínua, um acompanhamento de processos de subjetivação e produção de subjetividades (Barros & Kastrup, 2015;
Kastrup, 2008). Foi, então, traçada uma Cartografia dos discursos que atravessam a temática do suicídio em uma rede social mediada pela tecnologia, o Facebook. Este território foi explorado, seguindo os passos da pesquisa cartográfica, através de um recorte dos discursos expostos em comentários postados em publicações relacionadas ao tema e abertas ao público, estando o trabalho de acordo com a Resolução 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde que autoriza a pesquisa que utiliza informações de acesso e/ou domínio público. Seguindo as pistas sobre o método cartográfico reunidas por Passos, Kastrup e Escócia (2015), realizamos uma busca ativa por discursos públicos utilizando a barra de pesquisa da rede social com a palavra
“suicídio”. Como critérios de exclusão, dispensamos páginas de figuras e instituições religiosas, publicações realizadas antes de 2016, e postagens que contassem com menos de cem comentários.
Utilizamos uma ferramenta da rede para selecionar os comentários que a mesma considera “mais relevantes”. Para a realização da pesquisa, reunimos 364 prints e arquivos em P.D.F. Posteriormente,
todos foram novamente lidos e estudados para a construção dos analisadores. Os resultados estão divididos em dois eixos: 1) explora a compreensão dos discursos cartografados sobre o que é o suicídio; e 2) evidencia causas para o suicídio hoje, segundo os discursos no território. Os eixos evidenciam questões que serviram como analisadoras dos discursos sobre o tema, de modo que o eixo 1 discute o suicídio como um desafio ao tabu da morte; a morte autoprovocada sendo percebida como doença, fraqueza e covardia; e a defesa da mesma como um direito. O eixo 2 possibilita pensar a morte por suicídio como um resultado de pressões sociais; e como uma reação ao preconceito. Também foram percebidos na pesquisa movimentos de resistência a esses processos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2231565 - ANTONIO VLADIMIR FELIX DA SILVA
Presidente - 2140896 - LANA VERAS DE CARVALHO
Externo ao Programa - 578.523.913-20 - MARCOS RIBEIRO MESQUITA - UFAL
Notícia cadastrada em: 05/11/2018 16:09
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 28/09/2022 06:48