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Banca de DEFESA: BRISANA ÍNDIO DO BRASIL DE MACÊDO SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRISANA ÍNDIO DO BRASIL DE MACÊDO SILVA
DATA: 18/01/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Comunidade Indígena Nazaré – Lagoa de São Francisco (PI)
TÍTULO: A luta que (re)existe: indianidades dos Tabajaras no Piauí. Oca indígena
PALAVRAS-CHAVES: povos indígenas, indianização; ação política; indianidade
PÁGINAS: 163
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:
Nas últimas quatro décadas, no Brasil, um maior número de grupos indígenas passaram a se
autodeclarar e a reivindicar o reconhecimento de sua condição étnica e de seus direitos
constitucionais. No Piauí, destacamos os grupos indígenas da etnia Tabajara que se organizam
politicamente através da Associação Indígena Itacoatiara de Piripiri, da Associação Organizada

dos Indígenas do Canto da Várzea e da Associação dos Povos Indígenas Tabajara-Tapuio-
Itamaraty, inaugurando um novo capítulo na história indígena piauiense, visto que, por muito

tempo, a presença indígena no estado foi invisibilizada e silenciada. Nesse bojo, o presente estudo
buscou analisar o processo de indianização dos grupos indígenas da etnia Tabajara no Piauí,
tomando por base o resgate da sua história, o seu processo de organização política e as suas
indianidades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com base nos estudos sobre produção de
sentido no cotidiano. O estudo ocorreu nos municípios de Piripiri/PI e de Lagoa de São
Francisco/PI. Participaram 20 lideranças indígenas, mediante os seguintes recursos metodológico:
a) observação no cotidiano; b) conversa no cotidiano; c) entrevista semi-estruturada individuais
ou grupais. A análise, com base na técnica do mapa de associação de ideias, resultou nos
seguintes capítulos de resultados que versam sobre: a) a trajetória dos grupos indígenas Tabajara
no Piauí; b) a luta por reconhecimento e por garantia de direitos dos Tabajaras no Piauí e, por fim,
c) os campos de sentidos atribuídos pelos Tabajaras aos seus processos de indianidades. Em
suma, observamos que à medida que os grupos indígenas Tabajara foram (re)elaborando sua
identidade étnica e coletiva em torno de um vínculo ancestral, de parentesco e de território
comum, esses foram mudando o olhar sobre si e foram colocando em análise aspectos
constitutivos de um discurso colonial sobre o “ser indígena”. De modo que, passaram a (re)criar
práticas discursivas em torno de suas histórias de vida e de suas indianidades, assumindo-as
enquanto estratégia de luta, de resistência e de (re)existência, no intuito de contrapor os discursos
dominantes e totalizantes sobre o ser indígena e as relações de colonialidade do poder, saber e ser
postas no cotidiano da vida.



MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS JOSÉ FERREIRA DOS SANTOS - UESC-BA
Interno - 1859186 - FAUSTON NEGREIROS
Presidente - 1774313 - JOAO PAULO SALES MACEDO
Notícia cadastrada em: 06/01/2020 17:22
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