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Banca de QUALIFICAÇÃO: AUREA SOUZA AGUIAR SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AUREA SOUZA AGUIAR SANTOS
DATA: 18/12/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Google Meet (online)
TÍTULO: Infância e sofrimento: é um transtorno sofrer na contemporaneidade
PALAVRAS-CHAVES: Infância. Sofrimento. Contemporaneidade.
PÁGINAS: 180
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Na sociedade contemporânea, a infância tem sido marcada por um cerceamento e modelagem das
características presentes nas crianças. Tem sido considerada a fase ideal para serem feitos os
investimentos, como projeto para um adulto de sucesso. Assim, sua rotina passou ser programada
para a hiperqualificação, como a de um executivo. E quando se trata do sofrimento na infância, os
caminhos parecem convergir para um processo de patologização e medicalização do sofrer, pois
numa sociedade marcada pela busca incessante de ser feliz, sofrer pode parecer fracasso. E a
criança que sofre pode sinalizar, então, o fracasso da família ou da instituição de ensino. Dessa
forma, temos visto que o sofrimento na infância acaba sendo explicado, medicado, interditado,
pois a criança representa a “esperança”, o futuro da nação e precisa “dar certo”. Diante desse
contexto, discutimos as questões emergentes acerca da infância e os modos dela lidar com o
sofrimento na contemporaneidade. Para isso, buscamos conhecer o que é o sofrimento para as
crianças e como elas lidam com suas experiências. Pesquisar acerca dos processos de
subjetivação da criança diante do sofrimento na contemporaneidade, convocou-nos para uma
pesquisa de abordagem qualitativa, por meio de narrativas (auto)biográficas com 08 (oito)
crianças, com idades entre 07 (sete) a 11(onze) anos, estudantes em uma escola privada no
município de Parnaíba-Piauí. Para a produção das suas narrativas, elas assistiram a um vídeoestímulo
com cenas do filme “Divertida Mente”, e em seguida, narraram suas experiências
através de desenhos; de áudios e por meio de vídeo-chamada em uma plataforma de vídeo
conferência. A análise das narrativas foi realizada a partir das reflexões teórico-críticas
anconradas em pensadores da Escola de Frankfurt e em teóricos contemporâneos. Das 08 (oito)
crianças que participaram do estudo, apenas 01 (uma) não realiza atividades de aula ou terapia
fora do contexto escolar, mas já fez durante um período, sinalizando o atravessamento da infância
pelos imperativos contemporâneos de felicidade, de sucesso e de bem-estar. Para elas, o
sofrimento está relacionado a algo negativo, ruim e difícil de ser vivido; por isso, logo buscam
estratégias para mudar o pensamento para, assim, restabelecer a felicidade. Elas relataram que as
perdas, reais ou simbólicas, são experiências tristes que as fazem sofrer. Verificamos nas
narrativas dessas crianças que a medicalização e a patologização de seus modos de ser são, para
elas, experiências de sofrimento. Como a pesquisa foi realizada em meio à pandemia da COVID-
19, esta foi presente para todas as crianças como uma vivência sofrida, tanto pelo fechamento das
escolas e o isolamento social imposto, quanto pelo medo constante de contágio e da morte. Nesse
interim, destacamos que o capítulo que discutiremos acerca dos modos das crianças lidarem com
suas experiências de sofrimento está em andamento, bem como as considerações finais serão os
próximos passos desta dissertação.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALINE MARIA LOUREIRO MUNIZ MOITA - UNICHRISTUS
Interno - 2231565 - ANTONIO VLADIMIR FELIX DA SILVA
Presidente - 2140896 - LANA VERAS DE CARVALHO
Notícia cadastrada em: 11/12/2020 20:42
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