Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • RAÍSA DE OLIVEIRA SANTOS
  • EXERCÍCIO FÍSICO E SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA MELHORAM A DISMOTILIDADE GÁSTRICA E INFLAMAÇÃO INTESTINAL DE RATOS COM COLITE ULCERATIVA: ENVOLVIMENTO DE IL-1β, IL-6, TNF-α E MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO.
  • Orientador : MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
  • Data: 07/05/2019
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  • :  A colite ulcerativa é caracterizada pela inflamação intestinal difusa e recorrente do cólon e

    reto, acredita-se que as produções excessivas de espécies reativas de oxigênio e citocinas

    pró-inflamatórias estejam relacionadas com a patologia. Ressalta-se o papel da

    suplementação de glutamina que juntamente ao exercício físico promova a redução do

    dano intestinal. O objetivo foi avaliar os efeitos dos exercícios físicos e da suplementação

    de glutamina sobre parâmetros gastrintestinais de ratos com colite ulcerativa. Os ratos

    machos Wistar (n=5 a 12/grupo), 250-300g, foram suplementados com 1g de glutamina/kg

    p.c por 8 semanas, via oral. Outros grupos foram submetidos aos treinamentos, anaeróbio:

    5 sessões por semana de saltos individuais, 4 séries de 10 saltos, com sobrecarga

    progressiva (50-85% do p.c); aeróbio: sessões de natação, 5 x/semana, 60 min/ sessão,

    durante 8 semanas. Após o treinamento físico e/ou a suplementação ocorreu a indução da

    colite ulcerativa por sonda intra-colônica posicionada a 8 cm do ânus com 1 ml de ácido

    acético a 4% em solução salina (pH 2.3), posteriormente avaliou-se: lesão macroscópica;

    ganho de peso corporal, órgãos e tecidos; esvaziamento gástrico; análise histológica;

    determinação dos níveis de nitrato/nitritos, malondialdeído, mieloperoxidase e atividade de

    superóxido dismutase em tecidos colônicos; determinação das concentrações de citocinas

    IL-1β, IL-6, TNF-α em tecidos colônicos. Observamos que a colite ulcerativa aumentou

    significativamente a perda do ganho de p.c (∆) (24,50 ± 4,30 vs. 74,57 ± 4,20 g/dia); lesão

    macroscópica colônica (6,66 ± 0,47 vs. 0,30 ± 0,15); peso do cólon (0,32 ± 0,02 vs. 0,19 ±

    0,11 g), concentração de nitrato/nitritos (0,10 ± 0,004 vs. 0,07± 0,003 μM), malondialdeído

    (130,4 ± 14,75 vs. 36,62 ± 5,37 nmol/g), mieloperoxidase (6,32 ± 0,83 vs. 1,90 ± 0,36

    UI/mg) e diminuição da atividade de superóxido dismutase (0,90 ± 0,21 vs. 3,74 ± 0,38

    UI/mgHb). Houve aumento significativo no grupo com colite ulcerativa de IL-1β: 16,99 ±

    2,90 vs. ND pg/mg, IL-6: 7,52 ± 0,59 vs. 3,21 ± 0,90 pg/mg e TNF-α: 24,57 ± 4,71 vs. 0,57 ±

    0,16 pg/mg, também ocasiona extensas lesões microscópicas, caracterizadas por danos

    hemorrágicos, edema, perda de células epiteliais e processo inflamatório (p< 0,05). Em

    relação ao esvaziamento gástrico, a colite aumentou (p< 0,05) a taxa de esvaziamento

    (76,58 ± 4,91 vs. 47,61 ± 4,48 ug/ml). Ambos os exercícios físicos foram capazes de

    reverter (p< 0,05) os efeitos da patologia de acordo com: lesão macroscópica (CU+ Ex

    anaeróbio: 4,77 ± 0,46; CU+ Ex aeróbio: 4,28 ± 0,56 vs. CU: 6,66 ± 0,47), taxa de

    esvaziamento gástrico (CU+ Ex anaeróbio: 70,58 ± 10,27; CU+ Ex aeróbio: 63,77 ± 3,5 vs.

    CU: 76,58 ± 4,91 ug/ml), níveis teciduais de malondialdeído (CU+ Ex anaeróbio: 70,79 ±

    4,01; CU+ Ex aeróbio: 70,84 ± 10,62 vs. CU: 181,0 ± 39,39 nmol/g), mieloperoxidase (CU+

    Ex anaeróbio: 3,17 ± 0,65; CU+ Ex aeróbio: 3,25 ± 0,84 vs. CU: 6,32 ± 0,83 UI/mg),

    atividade de superóxido (CU+ Ex anaeróbio: 6,09 ± 0,31; CU+ Ex aeróbio: 3,06 ± 0,39 vs.

    CU: 0,90 ± 0,21 UI/mgHb), IL-1β (CU+ Ex anaeróbio: 5,82 ± 1,13; CU+ Ex aeróbio: 4,05 ±

    2,27 vs.CU: 16,99 ± 2,90 ρg/mg), TNF-α (CU+ Ex anaeróbio: 5,67 ± 0,79; CU+ Ex aeróbio:

    6,02 ± 0,45 vs. CU: 20,12 ± 3,69 ρg/mg) e danos microscópicos colônicos. A

    suplementação previniu (p< 0,05) em relação: ganho de p.c (60 ± 4,80 vs. 24,50 ± 4,30

    g/dia), lesão macroscópica (4,0 ± 0,65 vs. 6,66 ± 0,47), níveis teciduais de nitrato/nitritos

    (0,08 ± 0,001 vs. 0,10 ± 0,004 μM), malondialdeído (72,93 ± 3,92 vs. 130,4 ± 14,75 nmol/g),

    mieloperoxidase (2,40 ± 0,16 vs. 6,32 ± 0,83 UI/mg) e atividade de superóxido (3,96 ± 0,40

    vs. 0,90 ± 0,21 UI/mgHb), IL-1β (4,10 ± 1,54 vs.16,99 ± 2,90 ρg/mg), IL-6 (3,11 ± 0,24 vs.

    6,54 ± 1,08) e TNF-α (3,82 ± 0,57 vs. 24,57 ± 4,71 ρg/mg). Quanto ao efeito do exercício

    físico aliado a suplementação foi protetor em relação: ganho de p.c (67,17 ± 5,08 vs. 24,50

    ± 4,30 g/dia), IL-1β (9,14 ± 1,50 vs. 16,99 ± 2,90 pg/mg), TNF-α (3,82 ± 0,57 vs. 24,57 ±

    4,71 pg/mg). Concluímos que ambos os exercícios físicos melhoram a dismotilidade

    gástrica e a inflamação intestinal induzida pela colite ulcerativa em ratos.

  • ISLANNE LEAL MENDES
  • PERFIL DE SELÊNIO E SUA RELAÇÃO COM OS MARCADORES DE DEFESA ANTIOXIDANTE EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA
  • Orientador : BETANIA DE JESUS E SILVA DE ALMENDRA FREITAS
  • Data: 02/05/2019
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  • Introdução: A doença renal crônica é uma doença multifatorial, que se manifesta

    pela perda progressiva e irreversível da função renal, cuja evolução implica em

    maior risco de comorbidades associadas e depleção nutricional. Objetivo: Avaliar o

    perfil de selênio e sua relação com os marcadores de defesa antioxidante em

    pacientes com doença renal crônica em terapia hemodialítica. Materiais e Métodos:

    Estudo transversal envolvendo 82 participantes de ambos os sexos, idade superior a

    18 anos, atendidos em Centros de Terapia Dialítica em Teresina (PI). Os

    participantes foram alocados em grupos distintos: grupo constituído por indivíduos

    com até 5 anos de hemodiálise, e o grupo composto por indivíduos com mais de 5

    anos de hemodiálise. Esses grupos foram estratificados por faixa etária, levando em

    consideração as alterações fisiológicas decorrentes da idade. Foram investigados

    dados socioeconômicos, parâmetros antropométricos (peso, estatura,

    circunferências e dobra) para diagnóstico nutricional e determinaram-se as

    concentrações plasmáticas e eritrocitárias de selênio e das enzimas antioxidantes

    superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx). Os dados foram

    analisados no programa software SPSS, com a aplicação de testes para avaliar a

    correlação entre as variáveis, sendo considerado estatisticamente significativo p

    <0,05. Resultados: As concentrações plasmaticas e eritrocitárias de selênio

    estavam baixas na amostra. A ingestão dietética de selênio estava acima da EAR.

    As concentrações da enzima SOD estavam elevadas, e as concentrações de GPX

    estavam normais. Estratificando-se por faixa etária (adulto e idoso) e por tempo de

    duração de hemodiálise, os resultados mostraram que os participantes adultos com

    tempo de duração de hemodiálise > de 5 anos apresentaram concentrações das

    enzimas GPX (p=0,015) e SOD (p=0,004) estatisticamente inferiores (p<0,05) em

    relação aos participantes com menos tempo de duração da hemodiálise.Não houve

    correlação entre selênio plasmático e dietético com as enzimas antioxidantes

    (p>0,05). Houve correlação significativa e positiva entre a concentração de selênio

    eritrocitário com a enzima SOD em adultos e idosos, e entre a concentração de

    selênio eritrocitário com a enzima GPx em adultos (p<0,05). Conclusão: Os

    pacientes renais em terapia hemodialítica apresentam comprometimento no estado

    nutricional relativo ao selênio, expresso pelas baixas concentrações eritrocitárias e

    plasmáticas desse mineral, e comprovou-se a influencia do mineral na atividade de

    SOD em adultos e idosos e da GPX em adultos, evidenciando a associação do

    mesmo na melhora da defesa antioxidante, para assim reduzir o estresse causado

    pela doença e tratamento.

  • ELYNNE KRYSLLEN DO CARMO BARROS
  • CARACTERIZAÇÃO E DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE GENÓTIPOS DE FEIJÃO-CAUPI COM BASE NOS TEORES DE PROTEÍNAS, FERRO E ZINCO E NA QUALIDADE DE COZIMENTO
  • Data: 30/04/2019
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  • BARROS, E. K. do C. CARACTERIZAÇÃO E DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE GENÓTIPOS DE FEIJÃO-CAUPI COM BASE NOS TEORES DE PROTEÍNAS, FERRO E ZINCO E NA QUALIDADE DE COZIMENTO. 2019. 76 f. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição) - Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina - PI. No melhoramento, a caracterização do germoplasma e os estudos de divergência genética são importantes por permitirem identificar parentais que quando cruzados gerem populações com variabilidade genética ampla e progênies superiores. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi caracterizar genótipos de feijão-caupi e a divergência genética para qualidade nutricional e de cozimento. Conduziu-se um ensaio em blocos ao acaso, com 24 tratamentos (linhagens e cultivares) e duas repetições, em condições de casa de vegetação, em Teresina PI, no ano agrícola 2018/2019. A partir de amostras de grãos dos genótipos, realizaram-se análises dos conteúdos de proteínas, ferro e zinco e da porcentagem de grãos cozidos, respectivamente, pelos métodos Kjeldahl; digestão nitro-perclórica e leitura em espectrofotômetro de absorção atômica; e cocção em panela de pressão elétrica e avaliação da porcentagem de grão cozidos via cozedor de Mattson. As médias foram agrupadas pelo teste de Tocher. A dissimilaridade genética foi avaliada por meio da distância generalizada de Mahalanobis e o agrupamento dos genótipos com base nos métodos da ligação média entre grupo - UPGMA e de otimização de Tocher. O teor médio de proteínas nos genótipos avaliados foi de 28,53 g 100g-1 de feijão-caupi, destacando-se três genótipos com valores variando de 31,78 a 32,23 g 100g-1. Os maiores teores de ferro e zinco obtidos foram de 6,82 e 6,41 mg por 100g de feijão-caupi, respectivamente, e todos os genótipos apresentaram altos teores para esses minerais. A porcentagem de grãos cozidos variou de 3 a 100%, com média de 63,21%, e a subclasse comercial Manteiga apresentou a melhor qualidade de cozimento. As médias foram agrupadas por meio do teste de Tocher. Para avaliação da divergência genética entre os genótipos foram estimadas as distâncias generalizadas de Mahalanobis (D²) e o agrupamento dos genótipos com base nas metodologias de ligação média entre grupo - UPGMA e de otimização de Tocher. O teste de Tocher evidenciou a existência de variabilidade para todos os caracteres, notadamente para a porcentagem de grãos cozidos. A porcentagem de grãos cozidos e o teor de proteínas foram os caracteres que mais contribuíram para a divergência genética entre os genótipos. Os genótipos BRS Novaera e MNC11-1019E-15 apresentaram a maior dissimilaridade genética, enquanto BRS Tumucumaque e TVU-167, a maior similaridade genética. Os métodos de otimização de Tocher e UPGMA possibilitaram a formação de seis grupos, havendo concordância entre os grupos formados pelos dois métodos e algumas coincidências de agrupamento por classe/subclasse comercial. Para o incremento do teor de proteínas, recomenda-se o cruzamento MNC00-595F-27 e MNC11-1019E-15. Os cruzamentos TVU-167 e MNC01-649F-2-11; e IT-829-889 e MNC11-1019E-15 favorecem ao aumento dos teores de ferro e zinco, respectivamente. Com relação à qualidade de cozimento, dentre as combinações que obtiveram maior divergência genética entre si, as melhores porcentagens de grãos cozidos foram obtidas pela combinação MNC00-595F-27 e MNC11-1019E-15. Essas combinações são promissoras para o desenvolvimento de cultivares de feijão-caupi biofortificadas em ferro, zinco e proteína e com melhor qualidade de cozimento.

  • MICHELE ALVES DE LIMA
  • BEBIDA FERMENTADA DO EXTRATO HIDROSSOLÚVEL DO ALBÚMEN DO COCO-VERDE SABORIZADA COM MORANGO
  • Data: 15/04/2019
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  • Com a valorização do estilo de vida saudável e das necessidades e restrições

    alimentares dos consumidores, a indústria de alimentos vem se preocupando em

    inovar na elaboração de alimentos. Dessa forma, a utilização de extratos vegetais

    surge como uma opção tanto para o públicointolerante à lactose, quanto ao público

    que busca uma alimentação mais saudável. Objetivou-se elaborar uma bebida

    fermentada de extrato hidrossolúvel de coco-verde (Cocos nucifera L.) saborizada

    com calda de morango (Fragaria x ananassa). Foram elaboradas diferentes

    formulações com combinações de fermento (X1) e calda de morango (X2) definidas

    por meio do Delineamento Composto Central Rotacional 22. Obteve-se 11

    experimentos, os quais foram submetidos a análise de pH, sólidos solúveis totais,

    acidez, ratio, viscosidade, sinérese e Aw. Após análise do efeito sobre as respostas,

    foram selecionadas 3 formulações para estudo da composição centesimal, valor

    energético total, análises físico-químicas, tecnológicas, microbiológica e sensorial.

    Todas as formulações apresentaram baixa umidade (21,89% a 24,42%), alto valor

    energético total (321,36 a 337,06 kcal/100g), provavelmente devido ao conteúdo de

    ácidos graxos do albúmen do coco-verde, além de um alto conteúdo de vitamina C

    (27,52 mg/100g) para a formulação 2. Todas as formulações apresentaram

    viscosidade característica de bebida fermentada, ausência de sinérese, Índice de

    Aceitação acima de 70% na aceitação global e nenhuma apresentou contaminação

    microbiológica. As bebidas desenvolvidas mostraram potencial tecnológico e

    sensorial, sendo uma opção inovadora para um público mais saudável e exigente,

    bem como para aqueles que apresentam alguma restrição a produtos lácteos.

  • WANESSA SALES DE ALMEIDA
  • CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, ATIVIDADE ANTIBACTERIANA, ANTIFÚNGICA E ANTIAFLATOXIGÊNICA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Lippia lasiocalycina TERESINA, PI 2018
  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 25/02/2019
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  • ALMEIDA, W. S. Caracterização química, atividade antibacteriana, antifúngica e
    antiaflatoxigênica do óleo essencial de Lippia lasiocalycina. Dissertação (Mestrado em
    Alimentos e Nutrição), Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina - PI, 2018.
    A contaminação de alimentos por espécies fúngicas produtoras de aflatoxinas geram enormes
    perdas econômicas e afetam diretamente a saúde dos consumidores. A busca por métodos de
    conservação mais naturais tem levantado interesse sobre o potencial de óleos essenciais como
    antifúngicos em alimentos. Assim, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar
    quimicamente e avaliar a atividade antibacteriana, antifúngica e antiaflatoxigênica do óleo
    essencial de Lippia lasiocalycina. O óleo foi extraído por hidrodestilação e a análise dos
    constituintes químicos foi realizada por cromatografia gasosa acoplada ao espectrômetro de
    massas. A concentração inibitória mínima foi determinada pelo método de microdiluição contra
    cepas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Candida albicans e Aspergillus flavus. O
    potencial de inibição do crescimento fúngico e da produção de aflatoxina B1 foi testado por
    contato direto e por ação dos compostos voláteis. Foram identificados mais de 90% dos
    componentes presentes no óleo essencial e o óxido de piperitenona foi definido como o
    principal composto (57.55%) seguido por limoneno (20.69%). O óleo essencial de Lippia
    lasiocalycina apresentou atividade fungicida contra as cepas de C. albicans e A. flavus nas
    concentrações de 512 e 256 μg/mL-1, respectivamente, e não demonstrou atividade sobre as cepas
    de Staphylococcus aureus e Escherichia coli. O óleo essencial de Lippia lasiocalycina inibiu
    em 94% o crescimento de Aspergillus flavus por contato direto enquanto os compostos voláteis
    potencializaram a produção de aflatoxina B1 e se mostrou aplicável no controle fúngico de cepas
    de Candida albicans e Aspergillus flavus. Ademais, o óleo essencial de Lippia lasiocalycina
    quando empregado por vaporização em cepas de A. flavus estimulou a produção de aflatoxina
    B1, favorecendo a sua aplicabilidade em pesquisas científicas.

  • RAYSSA GABRIELA LIMA PORTO LUZ
  • BIOACESSIBILIDADE, IDENTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE IN VITRO DO SUCO DE CAJU (ANACARDIUM OCCIDENTALE L.) CLARIFICADO (CAJUÍNA).
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 22/02/2019
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  • PORTO-LUZ, R. G. L. Bioacessibilidade, identificação de compostos fenólicos e atividade antioxidante in vitro do suco de caju (Anacardium occidantale L.) clarificado (cajuína) [tese] Universidade Federal do Piauí, Teresina- Piauí, 2019.
    O Caju (Anacardium occidentale L.), apresenta grande potencial de exploração devido às características sensoriais atrativas, elevado valor nutritivo e presença de substâncias bioativas. Por meio do processo de clarificação do suco, obtém-se a cajuína, bebida não diluída e não fermentada, advinda da parte comestível do pseudofruto. Pesquisas anteriores verificaram elevados teores de compostos fenólicos em caju e propriedades antioxidante e antimutagênica na cajuína. Este trabalho foi realizado com o objetivo de determinar a bioacessibilidade, identificação dos compostos fenólicos e atividade antioxidante total de duas marcas comerciais de suco de caju clarificado (cajuína) produzidos no Piauí. Utilizou-se método espectrofotométrico para determinação de fenólicos totais (reagente Folin-Ciocalteu), flavonoides totais e atividade antioxidante (métodos DPPH e ABTS). A identificação dos compostos fenólicos foi realizada por HPLC-UV, e a bioacessibilidade dos compostos por meio de digestão gastrointestinal simulada in vitro. As variáveis foram comparadas pelo teste t de Student, utilizando o programa Statistical Package for Social Science (SPSS) versão, 22. Como principais resultados, pode-se destacar o aumento no teor dos quatro compostos fenólicos identificados após a digestão simulada in vitro. O ácido elágico da Marca A foi o composto obtido em maior quantidade (1062,81 ± 5.70 antes e 1898,14 ± 31,42 μg.100g-1 após a digestão simulada) com uma fração bioacessível de 178,59 %, indicando a ocorrência de hidrólise durante o processo de digestão in vitro, liberando ácido elágico a partir dos elagitaninos. Foram identificados em menor quantidade em ordem decrescente pós digestão o ácido gálico (5,91 ± 2,95 μg.100g-1), epicatequina (3,23 ± 0,83 μg.100g-1), e p-cumárico (0,65 ± 0,1 μg.100g-1). Houve uma redução no teor de fenólicos totais, flavonoides totais e atividade antioxidante após a digestão simulada, mas todos mantiveram uma fração bioacessível acima de de 40%. A marca A foi a que apresentou os melhores resultados para todas as análises estando em conformidade com todos os parâmetros exigidos pela legislação brasileira. Sendo assim, pode-se concluir que a digestão simulada afetou positivamente a liberação dos compostos fenólicos identificados, além disso, esses compostos juntamente com o elevado teor de vitamina C, contribuem de forma positiva para a porcentagem bioacessível da atividade antioxidante total.

  • LAYONNE DE SOUSA CARVALHO
  • ERICA: Associação entre a ingestão de macronutrientes e concentrações de lípides em adolescentes com excesso de peso
  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 14/02/2019
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  • CARVALHO, L.S. ERICA: Associação entre a ingestão de macronutrientes e

    concentrações sanguíneas de lípides em adolescentes com excesso de peso.

    Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição), Universidade Federal do Piauí - UFPI,

    Teresina-PI, 2018.

    INTRODUÇÃO: O consumo excessivo de macronutrientes e o excesso ponderal vêm

    desencadeando alterações no metabolismo lipídico de adolescentes. OBJETIVO:

    Determinar a associação entre a ingestão de macronutrientes e as concentrações de

    lípides plasmáticos em adolescentes com excesso de peso. METODOLOGIA: Utilizouse

    dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, inquérito de base

    escolar que avaliou 37.023 adolescentes de 12 a 17 anos, de fevereiro de 2013 a

    novembro de 2014. Analisou-se o consumo de macronutrientes e perfil lipídico de

    adolescentes eutróficos e com excesos de peso. Foi utilizado o software Stata 15.1 e

    regressão logística para estimar a razão de chance (OR), e Teste Qui-Quadrado de

    Pearson, considerando p<0,05. As associações foram ajustadas para idade e tipo de

    escola. Os participantes assinaram o Termo de Assentimento, e os responsáveis

    assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS: Entre

    adolescentes com excesso de peso, para as meninas, prevaleceu o consumo excessivo

    de gorduras trans (p=0,025), já entre o sexo masculino, prevaleceu a excessiva

    ingestão de gorduras saturadas (p=0,008). Em ambos os sexos, aqueles com excesso

    de peso apresentaram maiores prevalências de CT, LDL-c, HDL-c e TGL não

    desejáveis, em relação aos eutróficos (p<0,001). Entre meninas, encontraram-se

    maiores médias de lípides plasmáticos; e entre meninos, encontraram-se maiores

    prevalências de excesso de peso (p=0,007). O consumo excessivo de proteínas

    associou-se às menores chances de hipertrigliceridemia entre meninas (ORajustado=0,59)

    e entre eutróficos (ORbruto=0,31; ORajustado=0,31). Dieta hiperlipídica associou-se à maior

    chance de hipercolesterolemia em meninas (ORbruto=1,20; ORajustado=1,18). O excesso

    de lipídios associou-se à menor chance de HDL-c não desejável em meninos

    (ORbruto=0,81; ORajustado=0,83). Já o excesso de gordura saturada associou-se à maior

    chance de hipercolesterolemia em meninos e em eutróficos (ORbruto=1,29; ORbruto=1,23,

    respectivamente). O excesso de gordura saturada associou-se também à maior chance

    de HDL-c não desejável entre meninos (ORbruto=1,29); e menor chance desta alteração

    entre eutróficos (ORbruto=1,23). O excesso de carboidratos foi associado à maior chance

    de HDL-c não desejável entre meninos (ORbruto=1,47; ORajustado=1,51), e entre eutróficos

    (ORajustado=1,21). Já o excesso de açúcares aumentou a chance de LDL-c não desejável

    em ambos os sexos e entre eutróficos (ORbruto=1,87; ORajustado=1,81 e ORbruto=2,44;

    ORajustado=2,15, respectivamente); e à menor chance de HDL-c não desejável entre

    meninas e eutróficos (ORbruto=0,69; ORajustado=0,73 e ORbruto=0,79, respectivamente).

    No excesso de peso, o excesso de lipídios e gorduras saturadas foi associado à menor

    chance de hipertrigliceridemia (ORajustado=0,78 e ORajustado=0,81, respectivamente).

    CONCLUSÃO: O estudo demonstrou forte associação entre o excesso de

    macronutrientes e concentrações sanguíneas de lípides em adolescentes eutróficos e

    com excesso de peso.

  • STÉFANY RODRIGUES DE SOUSA MELO
  • RELAÇÃO ENTRE AS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE LEPTINA E BIOMARCADORES DO MAGNÉSIO EM MULHERES OBESAS
  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 08/02/2019
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  • MELO, S. R. S. Relação entre as Concentrações Séricas de Leptina e Biomarcadores do Magnésio em Mulheres Obesas. 2019. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    INTRODUÇÃO: A secreção aumentada da leptina presente na obesidade tem sido apontada como um fator que contribui para alterações no metabolismo de nutrientes, dentre eles o magnésio, o que, consequentemente, compromete a atuação relevante desse mineral no organismo. Por isso, o objetivo desse estudo foi de investigar a existência de relação entre as concentrações séricas de leptina e biomarcadores do magnésio em mulheres obesas. METODOLOGIA: Estudo caso-controle envolvendo mulheres na faixa etária entre 20 e 50 anos de idade que foram distribuídas em dois grupos: grupo caso (mulheres obesas, n=52) e controle (mulheres eutróficas, n=56). Foram realizadas medidas do peso corporal, estatura, circunferência da cintura e cálculo do índice de massa corpórea. A análise da ingestão de magnésio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin, versão 1.5. Os parâmetros bioquímicos do mineral foram determinados segundo o método de espectrometria de emissão óptica. A análise das concentrações séricas de leptina foi conduzida utilizando o método de radioimunoensaio. Os dados foram analisados por meio do programa estatístico SPSS for Windows 20.0. RESULTADOS: As concentrações séricas de leptina apresentaram diferença estatística significativa entre os grupos (p<0,01). Os valores médios do consumo de magnésio estavam abaixo das recomendações, sem diferença estatística significativa entre os grupos estudados (p>0,05). As mulheres obesas possuíam concentrações plasmáticas e eritrocitárias de magnésio reduzidas, e o grupo controle mostrou valores dentro dos padrões de normalidade (p<0,05). As concentrações de magnésio encontradas na urina das mulheres obesas estavam superiores ao grupo controle, com diferença estatística significativa (p<0,05). Não houve correlação entre a leptina sérica e os biomarcadores do magnésio avaliados (p>0,05). CONCLUSÃO: O estudo mostra que as mulheres obesas apresentam alterações no status de magnésio, com concentrações reduzidas no plasma e nos eritrócitos e elevadas na urina. Sendo que os valores da excreção urinária estão superiores ao padrão de normalidade. Além disso, os dados obtidos das análises de correlação não evidenciam a provável participação da leptina sobre os biomarcadores de magnésio avaliados.

  • MARIA FABRÍCIA BESERRA GONÇALVES
  • DESENVOLVIMENTO DE QUEIJO COM BAIXO TEOR DE LACTOSE UTILIZANDO LEITE DE CABRA E GRÃOS DE KEFIR
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 08/02/2019
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  • GONÇALVES, M. F.B. Desenvolvimento de queijo com baixo teor de lactose

    utilizando leite de cabra e grãos de kefir. 2019. 64 f. Dissertação (Mestrado) –

    Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do

    Piauí, Teresina-PI.

    Leite e seus derivados são importantes fontes de cálcio, proteínas e minerais, razão

    pela qual a inclusão na dieta habitual de crianças, adolescentes e adultos, estando

    relacionada a prevenção de osteoporose, no entanto, existem pessoas que sofrem

    de intolerância a lactose que é o tipo mais comum de intolerância a carboidratos e

    acomete cerca de 70% da população mundial adulta, sendo a utilização do Kefir

    uma opção viável para redução do teor de lactose. Tanto o kefir quanto os produtos

    elaborados a partir dos seus grãos tem sido objeto de estudo, principalmente em

    função de suas propriedades benéficas a saúde. Dentre os alimentos que podem ser

    produzidos com o kefir tem-se o queijo. Dessa forma, objetivou-se desenvolver

    queijos utilizando leite de cabra e grãos de kefir. Foram desenvolvidos três tipos de

    queijos: Queijo1 (Q1) leite de cabra e grãos de kefir, Queijo 2 (Q2) leite de cabra,

    grãos de kefir e orégano e Queijo 3 (Q3) leite de cabra, grãos de kefir e manjericão.

    A análise sensorial dos produtos foi realizada com 130 assessores não-treinados,

    sendo que para verificar a aceitação foi utilizado o teste de escala hedônica de 9

    pontos, para avaliação da intenção de compra foi aplicado um teste de intenção de

    compra com escala de 5 pontos e para determinar o queijo preferido utilizou-se o

    teste pareado de preferência. Nos queijos Q1 e Q3, que obtiveram maior

    preferência, foi realizado a análise descritiva quantitativa (ADQ), acidez, pH, teor de

    macronutrientes, minerais e análise microbiológica. No teste de escala hedônica

    foram atribuídas notas acima de 6 (Gostei) às formulações Q1, Q2 e Q3 por 93,8,

    54,6 e 89,2% dos assessores, respectivamente. Quanto à intenção de compra dos

    produtos, a maioria dos assessores afirmou que compraria a formulação Q1 (86,8%)

    e Q3 (84,6%). Os resultados mostraram que houve diferença significativa (p<0,05)

    entre o Q1 e o Q3 em relação ao Q2, já entre o Q1 e o Q2 não houve diferença

    estatisticamente significativa quanto a aceitação sensorial, intenção de compra e

    preferência. Assim as duas formulações foram igualmente aceitas. Na análise

    descritiva quantitativa os assessores treinados caracterizaram o queijo padrão como

    aparência de “cream cheese”, cor “off white”, sabor próprio de queijo, aroma

    característico de queijo e textura macia e cremosa. Semelhante ao Q1, o Q2 foi

    caracterizado como aparência de “cream cheese” saborizado com ervas, cor “off

    white” com ervas, sabor próprio de queijo levemente ácido, aroma característico de

    queijo e textura macia e cremosa. Os queijos apresentaram teores de umidade

    elevada, de cinzas e proteínas dentro do preconizado pela legislação, reduzido de

    lactose, baixo de lipídios, carboidratos e valor energético total. A acidez variou de

     

    1,28 a 1,32, pH de 4,65 a 4,75. Em relação a composição de minerais destacaram-

    se os teores de cálcio, fósforo e potássio. Apresentaram-se dentro dos padrões

     

    microbiológicos previsto pelo Regulamento Técnico para Alimentos. Assim a

    utilização de leite de cabra e kefir no desenvolvimento de produtos se mostra como

    uma boa opção, já que os queijos elaborados apresentaram ótima aceitação

    sensorial e valor nutritivo.

  • LOANNE ROCHA DOS SANTOS
  • PARÂMETROS DE MAGNÉSIO E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES DO RISCO CARDIOVASCULAR EM MULHERES OBESAS
  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 07/02/2019
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  • SANTOS, L. R. Parâmetros de Magnésio e sua Relação com Marcadores do Risco Cardiovascular em Mulheres Obesas. 2019. Dissertação – Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    INTRODUÇÃO: O excesso de tecido adiposo, característica da obesidade, tem sido associado às alterações endócrino-metabólicas que contribuem para a manifestação de dislipidemias, caracterizadas pelo aumento nas concentrações plasmáticas de triacilgliceróis, colesterol total e LDL-c e redução do HDL-c. Alguns nutrientes exercem funções importantes no metabolismo lipídico, a exemplo do magnésio, mineral que atua regulando a atividade das enzimas HMG-CoA redutase, lecitina-colesterol aciltransferase e a lipase de lipoproteína. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar as concentrações de magnésio e sua relação com marcadores do risco cardiovascular em mulheres obesas. METODOLOGIA: Estudo caso-controle, desenvolvido com mulheres, distribuídas em dois grupos: caso (obesas com índice de massa corpórea ≥35 kg/m²) e grupo controle (eutróficas com índice de massa corpórea entre 18,5 e 24,9 kg/m²), recrutadas a partir da demanda espontânea de ambulatórios da cidade de Teresina – PI. Foram realizadas medidas do peso corporal, estatura, circunferência da cintura, pescoço e do quadril conforme metodologia descrita pelo Ministério da Saúde. A análise da ingestão de magnésio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin versão 1.5. As concentrações de magnésio plasmático, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente. As frações lipídicas foram analisadas segundo o método enzimático colorimétrico, utilizando um analisador bioquímico automático COBAS INTEGRA. RESULTADOS: Os valores médios do teor de magnésio encontrados nas dietas estavam inferiores às recomendações, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As concentrações médias de magnésio plasmático e eritrocitário estavam reduzidas nas mulheres obesas em relação ao grupo controle (p<0,05). A excreção urinária deste mineral apresentou diferença significativa entre os grupos (p<0,05), sendo que as obesas excretavam quantidade superior de magnésio na urina. Sobre o risco cardiovascular, as mulheres obesas apresentaram parâmetros elevados quando comparadas ao grupo controle, segundo os valores encontrados para circunferência da cintura, circunferência do quadril, relação cintura-quadril, circunferência do pescoço, índice de conicidade, colesterol total, triacilglicerois, não-HDL, LDL-c, VLDL, HDL-c e índices de Castelli I e II (p<0,05). O estudo mostrou correlação negativa entre o magnésio dietético e o HDL-c, o magnésio urinário e a circunferência da cintura e do quadril (p<0,05). Além disso, os dados mostram correlação positiva entre o magnésio dietético e o Índice de Castelli I e II nas mulheres obesas (p<0,05). CONCLUSÃO: A partir dos dados deste estudo pode-se concluir que as mulheres obesas apresentam alterações na situação nutricional relativa ao magnésio, com concentrações reduzidas no plasma e eritrócitos e ainda elevadas na urina. Associado a isso, os resultados não sugerem a participação do magnésio na proteção contra o risco cardiovascular nas pacientes avaliadas.

2018
Descrição
  • LAITON DA SILVA FREIRE
  • EFEITO DO PROCESSAMENTO SOBRE A COMPOSIÇÃO E O POTENCIAL TECNOLÓGICO DA FARINHA DE CASCA DE MARACUJÁ AMARELO (Passiflora edulis f flavicarpa Degener)
  • Data: 31/08/2018
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  • FREIRE, L. S. Efeito do processamento sobre a composição e o potencial tecnológico da farinha de casca de maracujá amarelo (Passiflora edulis f flavicarpa Degener) Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI, 2018.

    O Brasil se destaca como o maior produtor mundial do maracujá amarelo sendo que a principal importância econômica desse fruto está na produção de suco concentrado. No entanto, durante seu processamento é produzido grande quantidade de resíduos agroindustriais provenientes das cascas e sementes, cerca de 40 a 60% do fruto. As cascas de maracujá, que compõe em média 52% da massa do fruto, por suas características funcionais, apresentam grande potencial para ser incorporada em alimentos, mas para que seja utilizado de forma satisfatória e seguro, é necessário que o material seja submetido a processamento adequado a exemplo da desidratação para posterior aproveitamento no consumo humano. Dessa forma, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar o efeito do processamento sobre a composição e o potencial tecnológico da farinha de casca de maracujá amarelo (Passiflora edulis f flavicarpa Degener). Foram elaboradas farinhas de casca de maracujá amarelo submetidas a desidratação por estufa e por liofilização e posterior determinação das características físicas e físico-químicas, propriedades funcionais tecnológicas, instabilidade térmica, espectro infravermelho, padrão microscópico estrutural/superficial e a composição mineral. Após os processamentos aplicados, verificou-se que a farinha desidratada em estufa apresentou rendimento (13,44%) pouco maior que a farinha liofilizada (12,74%). A farinha liofilizada apresentou menor teor de umidade (4,05%), maior teor de pectina (47,83%) e vitamina C (285,68mg/100g). Apresentou-se coloração amarelo claro, menor granulometria (84,84%), menor densidade (0,476 g/mL) e maior porosidade (38,30%), índice de intumescimento, capacidade de retenção de água (8,79mL/g) e de óleo (2,80mL/g) e melhor capacidade gelificante (10%). Apresentou superfície mais porosa e rugosa. A farinha desidratada por estufa apresentou maior teor de açucares totais (19,59%), granulometria mais grosseira (51,59%), maior densidade real (0,800 g/mL) e aparente (0,714 g/mL), solubilidade (39,07%) e melhor capacidade emulsificante (41,54%). Apresentou melhor instabilidade térmica e estrutura quebradiça e mais lisa. As farinhas elaboradas apresentaram alto teor de potássio, cálcio e magnésio. Os processamentos utilizados nessa pesquisa foram capazes de produzir farinhas de casca de maracujá com diferentes propriedades, características e aspectos que permite seu elevado potencial tecnológico em diversas aplicações de interesse para a indústria alimentícia, sendo que cada uma das farinhas elaboradas demonstrou comportamento para aplicação em diferentes sistemas alimentares.

  • CARULINA CARDOSO BATISTA
  • SÍNDROME METABÓLICA E SUA ASSOCIAÇÃO COM O CONSUMO ALIMENTAR DE NUTRIENTES ANTIOXIDANTES EM ADOLESCENTES
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Data: 29/08/2018
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  • BATISTA, C.C. Síndrome metabólica e sua associação com o consumo alimentar de nutrientes antioxidantes em adolescentes. Dissertação (mestrado). Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição. Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2018.

    Introdução: A síndrome metabólica (SM) é um conjunto de alterações cardiometabólicas associada com o acúmulo central de gordura, resistência à insulina, dislipidemias e aumento da pressão arterial. A sua prevalência é crescente em adolescentes, sendo essencial identificar os fatores de risco que predispõem a ocorrência dessa síndrome e o consumo de substâncias antioxidantes, resultando em uma ação protetora e efetiva contra os processos oxidativos. Objetivo: Analisar a associação entre os componentes da síndrome metabólica e o consumo alimentar de nutrientes antioxidantes em adolescentes. Métodos: Estudo transversal, realizado com 327 adolescentes, matriculados na rede pública e particular de ensino de Teresina-PI. Avaliaram-se os dados socioeconômicos, antropométricos, pressóricos, bioquímicos e de consumo alimentar. Além disso, os adolescentes foram classificados quanto à síndrome metabólica, segundo critérios propostos pelo NCEP. Foi verificada a associação (odds ratio) entre as variáveis dependentes (síndrome metabólica e seus componentes) e os nutrientes antioxidantes (selênio, cobre, zinco, vitamina A, vitamina C e Vitamina E), os quais foram expressos segundo tercil. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: A prevalência de SM no presente estudo foi de 7,03%, apresentando associação significativa com IMC e pressão arterial. Os menores tercis de consumo de cobre, vitaminas A e E foram associados com os níveis mais elevados de triglicerídeos e glicose. Após o ajuste por sexo, renda, escolaridade materna, atividade física e consumo de bebida alcoólica, apenas o menor tercil de consumo da vitamina A manteve-se associado aos níveis elevados de triglicerídeos (OR: 9,23; IC:2,4135,39) e glicemia (OR: 3,65; IC:1,26-10,51), bem como para a vitamina E, triglicerídeos (OR: 4,89; IC:1,40-17,04) e glicemia (OR: 4,25; IC:1,17-15,49). Conclusão: Foi possível observar a presença da SM na população e as associações significativas de alguns componentes da síndrome com os baixos

    consumos de vitamina A e E, os quais apontam riscos e corroboram a hipótese de que esses nutrientes em deficiência no organismo contribuem para a síndrome. Os resultados da presente pesquisa colaboram para propor estratégias de intervenção na saúde, com ênfase nos hábitos alimentares saudáveis em adolescentes.

  • JOYCE MARIA DE SOUSA OLIVEIRA
  • COMPOSIÇÃO CENTESIMAL E MINERAL DE GENÓTIPOS DE FEIJÃO-CAUPI TIPO FRADINHO
  • Data: 28/08/2018
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  • OLIVEIRA, J.M.S. COMPOSIÇÃO CENTESIMAL E MINERAL DE GENÓTIPOS DE FEIJÃO-CAUPI TIPO FRADINHO. 2018. 67 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí.

    O feijão-caupi é uma das fontes alimentares mais importantes e estratégicas para as regiões tropicais e subtropicais do planeta. Na classe branco, a subclasse comercial fradinho, merece destaque por ser um grão muito apreciado pelo consumidor brasileiro, além disso, é o tipo de grão mais valorizado no mercado internacional. No Brasil, existe apenas três cultivares comerciais pertencentes à subclasse fradinho. Diante do exposto, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a composição centesimal e mineral de genótipos de feijão-caupi da subclasse comercial fradinho. Foram avaliadas 12 linhagens e duas cultivares, em ensaios de valor de cultivo e uso, conduzidos em Teresina/PI e São Raimundo das Mangabeiras/MA. Adotou-se o delineamento de blocos casualizados, com duas repetições. Foram realizadas análises de variância e as médias agrupadas pelo teste Scott Knott (p≤0,05). Os grãos dos genótipos foram analisados quanto aos teores de carboidratos, proteínas, lipídios, umidade, cinzas, valor energético total (VET), cálcio, magnésio, fósforo, potássio, sódio, ferro, zinco, cobre e manganês. Os resultados demonstraram teor de umidade de 5,31 a 6,21 g 100 g-1; cinzas de 3,24 a 3,79 g 100 g-1; lipídios de 1,55 a 2,06 g 100 g-1; proteínas de 22,54 a 24,0 g 100 g-1, carboidratos de 64,75 a 66,75 g 100 g-1 e VET de 369,29 a 374,00 kcal 100g-1. As linhagens MNC06-901-14 e MNC06-907-30 se destacaram das demais, por apresentarem menores teores de umidade, lipídios e boas concentrações de proteína, enquanto a linhagem MNC06-909-52 revelou o menor teor de carboidratos, apresentando comportamento semelhante às cultivares.A linhagem MNC06-895-1 expressou a maior concentração de cinzas. As linhagens MNC06-907-35 e MNC06-909-76 apresentaram os menores valores de VET, assim como a cultivar CB-27. As concentrações de minerais apresentaram as seguintes variações: cálcio de 48,98 a 75,78 mg 100 g-1; magnésio de 153,91 a 192,35 mg 100 g-1; fósforo de 474,20 a 573,28 mg 100 g-1; potássio 1106,50 a 1203,49 mg 100 g-1; sódio de 3,52 a 5,54 mg 100g-1; ferro de 4,50 a 6,51 mg 100 g-1; zinco de 3,02 mg 100g-1 a 3,77 mg 100g-1; cobre de 0,49 a 0,73 mg 100g-1; manganês de 0,68 mg 100g-1 a 1,02 mg 100g-1. A linhagem MNC06-908-39 apresentou as maiores concentrações de magnésio, zinco e fósforo; a linhagem MNC06-909-68 destacou-se com o maior teor de ferro; as linhagens MNC06-909-52 e MNC06-909-55 expressaram bons conteúdos de manganês e potássio; a linhagem MNC06-895-2 apresentou maior concentração de cobre e a linhagem MNC06-909-54 expressou menor teor de sódio. Portanto, as linhagens analisadas apresentaram bons atributos nutricionais relacionados à composição química, demonstrando que parte das necessidades diárias de um adulto sadio pode ser suprida com a inserção do feijão-caupi na alimentação.

  • BEATRIZ DE MELLO PEREIRA
  • CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE VITAMINA D EM INDIVÍDUOS INFECTADOS PELO HIV EM USO DE TERAPIA ANTIRRETOVIRAL
  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 27/08/2018
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  • PEREIRA, B.M. 2018. CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE VITAMINA D EM INDIVÍDUOS INFECTADOS PELO HIV EM TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL. Dissertação – Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    INTRODUÇÃO: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma das mais trágicas pandemias vivenciada pela humanidade, e no Brasil, de 1980 a junho de 2017, foram identificados 882.810 casos. Embora o surgimento dos antirretrovirais represente um aumento da expectativa de vida, a longo prazo pode trazer algumas consequências como perda de peso, redistribuição de gordura e obesidade. A diminuição dos níveis sanguíneos de vitamina D em indivíduos com HIV tem sido documentada em alguns estudos mostrando-se associada com risco aumentado de doenças metabólicas, cardiovasculares, infecciosas e mortalidade, no entanto os fatores de risco de deficiência de vitamina D ainda não foram bem explicados. Alguns estudos observaram uma relação significativa entre baixos níveis de 25(OH)D e elevação da carga viral ou diminuição de linfócitos TCD4+. Nessa perspectiva, propõe-se o presente estudo para investigar os níveis de vitamina D, a carga viral e os níveis de LT -CD4+ em pacientes com diagnóstico de HIV/AIDS em uso de TARV. METODOLOGIA: Estudo de corte transversal realizado com 120 indivíduos com HIV em um hospital público de Teresina, Piauí. Determinou-se a concentração sérica da vitamina D, carga viral e LT-CD4+, bem como, características sociodemograficas, antropométricas, clínicas, terapêuticas e nível de atividade física dos adolescentes. A relação entre a concentração de calcidiol e as variáveis do estudo foi analisada com auxílio do programa R. Essa pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí e todos os participantes do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS: Dos participantes avaliados 52,5% eram do sexo masculino, com média de idade de 42 anos (DP 11,0 anos), e com renda per carpita inferior a um salário mínimo. Em relação aos dados antropométricos 65(56%) eram eutróficos e 75(64)% não apresentam riscos em relação a circunferência da cintura. Observou-se que 29% dos indivíduos avaliados tinham concentração de calcidiol inadequadas (< 30 ng/mL) e houve uma associação entre os níveis mais baixos de vitamina D e o número de células TCD4+(p<0,01) e entre vit D e o estado nutricional (p<0,05).CONCLUSÃO: A prevalência de inadequação da vitamina D nos participantes deste estudo foi elevada, e a associação com níveis mais baixos de células TCD4+ assemelha-se com outros estudos que identificaram uma relação entre os níveis de vitamina D e a imunidade. Estudos prospectivos e experimentais são necessários para demonstrar o real papel da vitamina D em pessoas que vivem com HIV/AIDS.

  • FELIPE GIOVANNI DE SOUSA E SILVA SANTOS
  • EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM WHEY PROTEIN SOBRE A HOMEOSTASE DA GLICOSE EM DIABÉTICOS TIPO 2: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
  • Orientador : FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
  • Data: 24/08/2018
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  • SANTOS, F. G. S. S. Efeitos agudos e crônicos da suplementação com whey

    protein sobre a homeostase da glicose em diabéticos tipo 2: uma revisão

    sistemática e metanálise. 2018. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-

    Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí.

    Atualmente diversos trabalhos vêm destacando o efeito benéfico do whey protein (WP)

    na glicemia pós-prandial em indivíduos saudáveis e diabéticos, porém existem achados

    controversos acerca do tema, não deixando claro o real efeito do WP na homeostase

    glicêmica. Nesse sentido, desenvolvemos uma revisão sistemática e metanálise de

    todos os estudos ensaios clínicos, sobre os potenciais efeitos benéficos do WP sobre a

    glicose e a insulina pós-prandial. Foram inclusos na metanálise trabalhos do tipo ensaio

    clinico, cross-over envolvendo um total 104 pacientes diabetes tipo 2, tendo em comum

    os tratamentos agudo e/ou crônico com WP e que avaliaram a área sob a curva (AUC)

    e/ou área sob a curva incremental (AUCi) de glicose e de insulina. Foram extraídos de

    sete estudos as seguintes informações: ano de publicação, autor, tipos de WP,

    dosagens de WP, refeição pré-teste, n amostral, AUC e AUCi de glicose e insulina.

    Para avaliação da qualidade metodológica utilizou-se o “Oxford Quality Scoring

    System”. Os principais desfechos incluíam glicemia e insulinemia pós consumo do WP.

    As análises agrupadas dos estudos mostraram que não há redução da média de AUC

    de glicose em pacientes diabéticos que consumiram WP. Não obstante, verificou-se que

    o grupo controle apresentou menores médias de glicose apesar da ausência de

    significância (SMD= -1,59, 95% IC -2,26 à – 0,92, p = 0,01), embora apresentasse

    valores significativos para a heterogeneidade (p para heterogeneidade < 0,001, I²=

    89,4%). As análises das médias de AUC de insulina não apresentaram diferenças

    significativas entre os grupos controle vs WP (SMD= 0,37, 95% IC, -1,09 a 1,83, p=

    0,01) (p para heterogeneidade < 0,001, I² = 96,7%). Nossos achados sugerem que o

    consumo de WP não reduz a glicemia e a insulinemia pós-prandial em população

    diabética, possivelmente devido a grande heterogeneidade das refeições pré-teste que

    podem representar diferentes cargas glicêmicas e desse modo, comprometer os

    possíveis efeitos do WP sobre a glicemia e a insulinemia pós-prandial. Em conjunto

    nossos achados indicam que essa estratégia não apresenta evidências suficientes para

    sugeri-la como proposta eficaz no controle da homeostase glicêmica nessa população.

  • ANTÔNIO FRANCISCO VERAS DE CARVALHO
  • SUPLEMENTOS PROTEICOS PARA ATLETAS (WHEY PROTEIN): ANÁLISE DE ROTULAGEM, QUALIDADE HIGIÊNICA, MICROSCÓPICA E MICOTOXICOLÓGICA
  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 23/08/2018
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  • CARVALHO, A. F. V. Suplementos proteicos para atletas (whey protein): análise de rotulagem, qualidade higiênica, microscópica e micotoxicológica. 2018. 67 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Alimentos e Nutrição, Centro de Ciência da Saúde, Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI.

    O mercado de suplementos alimentares está em expansão mundial sendo o whey protein o mais consumido por praticantes de exercícios físicos, sua indicação na maioria das vezes não é realizada por nutricionistas. Com este trabalho objetivou-se: analisar a qualidade de suplementos proteicos para atletas (whey protein) comercializados em embalagem individualizada ou sachês em Teresina, PI. Adquiram-se sachês de diferentes marcas em lojas de suplementos. As seguintes análises foram realizadas: elementos de rotulagem; contagens de: Staphylococcus coagulase positiva, bactérias heterotróficas mesófilas e fungos filamentosos e leveduriformes, atividade de água; isolamento e identificação destes fungos filamentosos; pesquisa de: sujidades, cafeína e aflatoxinas. As marcas de whey protein atendem parcialmente aos requisitos obrigatórios de rotulagem e omitem substâncias estimulantes do sistema nervoso (cafeína nas marcas sabor chocolate) e alérgenos (ovos e peixes). Não indicam responsável técnico nem informam sobre restrições quanto ao consumo excessivo de proteínas, necessidade de orientação de nutricionista e tipo de whey. As contagens máximas obtidas para os micro-organismos pesquisados foram: Staphylococcus coagulase positiva 2,73 UFC/g em log10; bactérias heterotróficas mesófilas 1,21 UFC/g em log10; fungos filamentosos e leveduriformes 1,64 UFC/g em log10. Fungos como Aspergillus flavus, A. parasiticus e Aspergillus agregados niger foram isolados das amostras analisadas, apesar dos resultados para atividade de água (entre 0,30 a 0,60) não favorecerem a multiplicação dos fungos e dos demais micro-organismos presentes na embalagem. Não foram encontrados fungos dos gêneros Penicillium e Fusarium. Os sachês possuíam as seguintes matérias estranhas indicativas de falhas das boas práticas: fragmentos, fezes e ovos de insetos; hifas; fios de plástico e fragmentos de madeira. As duas (100%) marcas de amostras sabor chocolate continham cafeína entre 329,0 a 851,8 μg por porção de 25 g. As amostras B2 e D4 apresentaram AFB1, AFB2, AFG1 e AFG2, sendo que a maior quantidade encontrada em B2 foi AFG2 com 177,6 μg/25g, na D4 AFG1 76,1 μg/25g. Consumidores de whey protein em sachês estão expostos a quantidades de aflatoxinas que os tornem susceptíveis a micotoxicoses, efeitos teratogênicos, mutagênicos e carcinogênicos.

  • GEÓRGIA ROSA REIS DE ALENCAR
  • ESTADO NUTRICIONAL DA VITAMINA D E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES INFLAMATÓRIOS EM MULHERES OBESAS
  • Orientador : BETANIA DE JESUS E SILVA DE ALMENDRA FREITAS
  • Data: 17/08/2018
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  •  

    ALENCAR, G. R. R. Estado nutricional da Vitamina D e sua Relação com

    Marcadores Inflamatórios em Mulheres Obesas. 2018. Dissertação – Mestrado em

    Alimentos e Nutrição; Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    INTRODUÇÃO: O tecido adiposo é responsável por diversos processos relacionados

    à imunidade e à inflamação. Na obesidade, observa-se o aumento da infiltração de

    macrófagos e adipócitos, favorecendo a inflamação local e a produção de citocinas

    inflamatórias. Na perspectiva de identificar os mecanismos envolvidos na inflamação,

    diversos nutrientes têm sido estudados, destacando-se a vitamina D, já que essa

    vitamina atua inibindo a transcrição de fatores lipogênicos e adipogênicos, protegendo

    contra o acúmulo excessivo, hipertrofia e inflamação dos adipócitos. Assim, o objetivo

    deste estudo foi avaliar a relação entre o estado nutricional de vitamina D e

    marcadores inflamatórios em mulheres obesas. METODOLOGIA: Estudo casocontrole,

    desenvolvido com mulheres, distribuídas em dois grupos: caso (obesas com

    índice de massa corpórea ≥ 30 kg/m²) e grupo controle (eutróficas com índice de

    massa corpórea entre 18,5 e 24,9 kg/m²), recrutadas a partir de demanda espontânea

    no ambulatório do Hospital Getúlio Vargas na cidade de Teresina – PI. Foram

    realizadas medidas do peso corporal, CC e estatura. A análise da ingestão dietética

    de vitamina D foi realizada por meio de Recordatório 24 horas com repetição em 40%

    das participantes, pela necessidade de correção dos dados pela variabilidade

    intrapessoal do consumo usando métodos estatísticos, utilizando o programa Dietpro

    Clínico versão 5.i. As concentrações de vitamina D plasmática foram determinadas

    segundo o método de cromatrografia líquida de alta eficiência (HPLC) associada à

    espectrofotometria de massa. A inflamação foi avaliada por meio das concentrações

    séricas das citocinas IL-6, IL-1β, IL-10 e TNF-α. RESULTADOS: Os valores médios

    da ingestão dietética de vitamina D estavam inferiores às recomendações, sem

    diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As concentrações médias

    de vitamina D plasmática das mulheres obesas estavam estatisticamente reduzidas

    em relação ao grupo controle (p<0,001). As obesas apresentavam valores de TNF-α

    estatisticamente elevados quando comparadas ao grupo controle (p<0,05) e houve

    correlação moderada negativa significativa entre as concentrações de vitamina D

    plasmática e TNF-α, nas obesas, com deficiência e insuficiência da Vitamina

    D(p<0,05). Houve diferença estatística significativa entre os grupos com insuficiência

    e deficiência de vitamina D plasmática para os valores de IL-1β, com valores

    superiores dessa citocina no grupo deficiente (p<0,05) e tendência de aumento da IL-

    10 no grupo deficiente e insuficiente (p= 0,068). CONCLUSÃO: As mulheres obesas

    apresentavam baixas concentrações de vitamina D plasmática e ingestão alimentar

    insuficiente dessa vitamina, o que pode contribuir para um estado inflamatório,

    expresso pelas elevadas concentrações de TNF-α. As concentrações de vitamina D

    plasmática nas mulheres obesas com deficiência e insuficiência de Vitamina D se

    correlacionaram com as citocinas TNF-α e IL-1β, dados estes que demonstraram a

    relação entre insuficiência e deficiência de vitamina D e a inflamação em obesas.

  • THAMIRES MENDONÇA DE CARVALHO
  • RESPOSTA AGUDA DE UMA SESSÃO DE EXERCÍCIO DE FORÇA SOBRE A SACIEDADE, APETITE E NÍVEIS PLASMÁTICOS DE CITOCINAS EM HUMANOS.
  • Orientador : MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
  • Data: 15/08/2018
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  • Os benefícios adquiridos através do exercício físico já são bem conhecidos. Sua prática regular é primordial para prevenção de doenças como diabetes, osteoporose, hipertensão arterial, além da promoção da qualidade de vida. Este presente estudo objetivou avaliar as respostas de uma sessão de exercício de força sobre os parâmetros hemodinâmicos, saciedade, creatina quinase, lactato, TGO, TGP e níveis plasmáticos de citocinas em humanos. A amostra constou de 15 participantes, entre 18 a 30 anos, que foram submetidos à avaliação antropométrica, composição corporal, somatotipia, força de pressão manual, avaliação dos parâmetros hemodinâmicos, teste de força máxima 1RM, uma sessão aguda de treinamento de força, teste de saciedade e coletas de sangue. Como resultados, obtivemos uma amostra classificada por somatotipia em mesoendomorfa (endomorfo = 3,7; mesomorfo = 3,1; ectomorfo = 1,5). E relação a séries executadas, alcançadas até a fadiga muscular, observamos que em todos os três exercícios a 2ª, 3ª e 4ª série foram significantemente menores vs as primeiras séries de cada exercício. Também foram identificados melhores desempenhos nas primeiras séries de cada exercício. Em relação às avaliações bioquímicas, observamos que a cretina quinase, lactato e glicose responderam positivamente a influência do exercício físico vs pré exercício (CK pré exercício 160,9±25,0 vs pós 253,5± 21,3*; lactato 2,95 ± 0,1 vs 5,46 ± 0,6**; glicose 86,3 ± 3,0 vs 72,2 ± 3,4*). Para os parâmetros hemodinâmicos (pressão arterial média, sistólica, diastólica, duplo produto e frequência cardíaca) o exercício físico gerou influência significativa (p<0,05) quando comparado ao estado de antes do exercício em todos os parâmetros avaliados. No teste de saciedade, observamos um aumento significativo (p<0,05) nos valores do volume total, calorias totais e tempo total após o exercício quando comparados aos valores antes do exercício. Na avaliação do volume e calorias dentro dos escores, foram identificados que no nível 0 - não sinto nada - (antes 438,3 ± 58,5 vs após 592,0 ± 94,9*) no volume e nos níveis 0 e 2- um pouco cheio – (antes 168,7 ± 30,0 vs após 211,7 ± 37,8*) nas calorias, foram obtidos resultados significativos advindos dos efeitos do exercício físico. Nas citocinas plasmáticas, foram observadas diferenças significativas após exercício nas seguintes: IL-1β e IL-6 (pró inflamatórias).As respostas variadas e contraditórias aos efeitos de diferentes intensidades de exercício físico na ingestão alimentar e energética podem se justificar pelas diferenças no gênero, estado nutricional, metodologia do experimento empregado, como intensidade e duração do exercício físico, intervalo entre o exercício e a alimentação. Podemos inferir que a sessão aguda de treinamento de força influenciou no aumento da acomodação gástrica de humanos, assim como nos parâmetros bioquímicos e hemodinâmicos analisados.

  • MARILENE MAGALHÃES DE BRITO
  • DESENVOLVIMENTO DE BISCOITO INTEGRAL UTILIZANDO FARINHA, RESÍDUO E LEITE DE AMÊNDOAS DE CHICHÁ (Sterculia striata Naud.) E CASTANHA-DO-GURGUÉIA (Dipteryx lacunifera Ducke)
  • Data: 06/07/2018
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  • BRITO, M. M. Desenvolvimento de biscoito integral utilizando farinha, resíduo, e leite de amêndoas de chichá (Sterculia striata Naud.) e castanha-do-gurguéia (Dipteryx lacunifera Ducke). 2018. 65 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    Os parâmetros nutricionais da amêndoa do chichá e da castanha-do-gurguéia conferem a elas características que podem torná-las competitivas com as principais amêndoas amplamente comercializadas, sendo que seu aproveitamento em produtos alimentícios tradicionais é possível, sem alterações de qualidade, aumentando, assim, o valor nutritivo desse alimento. Dessa forma, o presente estudo objetivou formular biscoitos integrais utilizando farinha, resíduo e leite de amêndoas de chichá e castanha-do-gurguéia. Foram desenvolvidas três formulações de biscoitos. Na formulação A utilizou-se chichá, na B castanha-do-gurguéia e na C chichá e castanha-do-gurguéia. Os biscoitos foram assados em forno doméstico a 200 ºC por 20 minutos. A análise sensorial dos produtos foi realizada com 105 assessores não-treinados, sendo que para verificar a aceitação foi utilizado o teste de escala hedônica de 9 pontos, para avaliação da intenção de compra foi aplicado um teste de intenção de compra com escala de 5 pontos e para determinar a amostra preferida utilizou-se o teste pareado de preferência. No teste de escala hedônica as notas acima de 6 (Gostei) foram atribuídas às formulações A, B e C por 89, 91% e 90% dos assessores, respectivamente. Quanto à intenção de compra dos produtos, a maioria dos assessores afirmou que compraria as formulações A (71%), B (74%) e C (72%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as três formulações de biscoito quanto a aceitação sensorial pelo teste de escala hedônica e intenção de compra, assim as três formulações foram igualmente aceitas. Quanto a preferência, o biscoito contendo chichá e castanha-do gurguéia (C) foi preferido entre os assessores. A formulação preferida foi caracterizada como sendo da cor amarelo âmbar, aroma característico de castanha-do-gurguéia e sabor característico de castanhas, além de apresentar crocância e grau de dureza moderados. O biscoito apresentou teores de umidade e cinzas dentro do preconizado pela legislação, apresentando elevado teor de lipídios (20,85%), carboidratos e consequentemente de valor energético total e intermediário teor de proteínas. O biscoito foi considerado fonte de fibras (10,11%), com destaque para a fração insolúvel. Apresentou atividade antioxidante, com destaque para o teor de compostos fenólicos. Assim a utilização de chichá e castanha-do-gurguéia no desenvolvimento de produtos se mostra como uma boa opção, já que os biscoitos elaborados apresentaram aceitação sensorial e boa qualidade nutritiva.

     

  • THALITA BRAGA BARROS ABREU
  • ERICA: estudo suplementar sobre alimentos ultraprocessados, macronutrientes, atitudes e práticas alimentares de adolescentes com pré-obesidade e obesidade.
  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 27/06/2018
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  • ABREU, T. B. B. ERICA: estudo suplementar sobre alimentos ultraprocessados, macronutrientes, atitudes e práticas alimentares de adolescentes com pré-obesidade e obesidade. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição), Universidade Federal do Piauí - UFPI, Teresina-PI, 2018.

    INTRODUÇÃO: Mudanças rápidas nos padrões de alimentação na grande maioria dos países e, em particular, naqueles economicamente emergentes. No Brasil, a prevalência de excesso de peso foi encontrada em 49,0% da população, na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008/2009). Em adolescentes, o excesso de peso aumentou seis vezes no sexo masculino e quase três vezes no feminino, alcançando nesse período prevalência de cerca de 20,0%, para ambos os sexos. O Objetivo desse trabalho foi investigar alimentos ultraprocessados, macronutrientes, atitudes e práticas alimentares de adolescentes, com pré-obesidade e obesidade, que participaram do ERICA, no município de Teresina, PI. MÉTODOLOGIA: A Pesquisa teve como base dados secundários, obtidos de dois estudos, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA) e o Projeto Suplementar ao ERICA, ambos de caráter transversal, envolvendo 292 adolescentes com pré-obesidade e obesidade, entre 12 e 17 anos, de ambos os sexos, estudantes de escolas públicas e privadas. As variáveis do estudo foram: dados sociodemográficos, práticas alimentares não saudáveis, opiniões sobre alimentos ultraprocessados e média do consumo de macronutrientes. RESULTADOS: Demonstrou-se que não há diferença significativa entre a pré-obesidade e obesidade segundo o tipo de escola, no entanto observaram-se valores maiores para adolescentes com pré-obesidade de escolas públicas (54,7%; p = 0,471). A maior proporção dos adolescentes, de escolas públicas, respondeu “concordo”, que os salgadinhos industrializados e as batatas fritas promovem bem-estar e consequentemente fazem bem à saúde; já os de escolas privadas, respondeu “discordo” que refrigerantes ajudam a engordar e promovem obesidade, e que sorvetes, pizzas, biscoitos recheados, chocolates, bombons são alimentos calóricos e provocam danos à saúde; não houve significância da prevalência de pré-obesidade e obesidade entre os alunos que responderam sobre opinião de alimentos ultraprocessados e os efeitos á saúde e os tipos de escola. Maior proporção de alunos das escolas privadas não fazem as refeições assistindo TV, enquanto os alunos de escolas públicas o fazem todos os dias ou quase todos os dias. Não houve significância entre a prevalência de pré-obesidade e obesidade e as práticas não saudáveis, houve significância nos resultados apenas do consumo de lipídeos entre a associação com pré-obesidade e obesidade. CONCLUSÃO: Observou-se, de modo geral, que os adolescentes parecem ter conhecimento e opiniões corretas sobre o consumo de alimentos ultraprocessados e seus efeitos à saúde, em destaque para aqueles de escolas públicas, no entanto, não põem em prática, pois a maioria faz refeições e consome petiscos em frente a telas, refletindo no seu estado nutricional, já que registrou-se maior prevalência de obesidade em relação a pré-obesidade.

  • NAÍZA CARVALHO RODRIGUES
  • SENTIMENTOS DE ADOLESCENTES APÓS A INGESTÃO ALIMENTAR –ESTUDO ERICA
  • Orientador : CECILIA MARIA RESENDE GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 27/06/2018
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  • RODRIGUES, N. C. Sentimentos de adolescentes após a ingestão alimentar-Estudo ERICA. 2018. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição)- Programa de Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2018.

    Introdução: O ato de alimentar-se possui ricos significados pessoal, social, psicológico e cultural, havendo evidências de que certas preferências ou aversões alimentares podem comprometer a saúde humana. Os alimentos são consumidos por razões diferentes da fome, com motivos relacionados à regulação emocional. Objetivo: Analisar os sentimentos e sua relação com os tipos de alimentos ingeridos por adolescentes de escolas públicas e privadas da cidade de Teresina. Metodologia: Utilizou-se o banco de dados do ERICA referente ao Projeto Suplementar realizado em Teresina. A amostra incluiu 995 adolescentes, ambos os sexos, idade de 12 a 17 anos, cursando o 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental e 1º, 2º e 3º ano do ensino médio, de 33 escolas públicas e privadas. Elegeu-se a variável I do questionário cuja pergunta era “o que você sente quando come...?”, com 14 itens alimentares, os quais permitiam as opções de respostas: bem-estar/satisfação, mal-estar e aversão (cor, cheiro, aspecto e gosto) ou nada. Para análise dos dados, foi usado o software Stata, e as variáveis foram apresentadas por meio de estatística descritiva. Foram usados o Qui-quadrado de Pearson (²) ou teste exato de Fisher quando apropriado. Foram calculadas razões de prevalência utilizando-se modelo de regressão de Poisson, com variância robusta. Considerou-se significativo os valores de p < 0,05. Resultados: A média de idade dos adolescentes foi 14,6 anos, (IC95%14,5 – 14,7 anos), com predomínio do sexo feminino (56,6%) e da rede pública (59,3%). Os resultados mostraram associação significativa entre os sentimentos relatados e o tipo de escola para metade dos alimentos incluídos no estudo. O bem-estar foi maior para o consumo de quase todos os alimentos, sendo a fruta ou suco natural os alimentos mais mencionados (88,6%), principalmente na rede privada. Os alimentos que tiveram associação significativa com o sexo foram os lanches e a carne vermelha gordurosa, com maior frequência para os meninos em relação ao sentimento de bem-estar. Na análise sobre os diferentes tipos de carnes, o sentimento de bem-estar foi maior para o frango e o de mal-estar para a carne vermelha, em ambos os sexos, com diferença significativa (p<0,001). A maioria dos adolescentes não revelou aversão aos alimentos. A chance de sentir aversão foi maior para a carne vermelha gordurosa e o refrigerante entre os escolares da rede privada. Em relação ao sexo, os meninos apresentaram menor chance de aversão ao lanche natural e a carne vermelha gordurosa. O gosto foi o aspecto sensorial mais destacado das aversões alimentares. Conclusão: Houve associação entre sentimentos e consumo alimentar, sendo as variáveis sexo e tipo de escola importantes nesta relação. Além disso, os dados sugerem que os sentimentos não estão direcionados apenas a um alimento específico.

  • RAYANE CARVALHO DE MOURA
  • “EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DA FARINHA DO MESOCARPO DE BABAÇU (Orbignya phalerata Mart.) SOBRE DANO MUSCULAR, ESTRESSE OXIDATIVO E CAPACIDADE AERÓBICA DE CORREDORES”.
  • Orientador : MARCOS ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 07/05/2018
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  • RESUMO:  MOURA, R.C. Efeitos da suplementação da farinha do mesocarpo de babaçu (Orbignya phalerata Mart.) sobre dano muscular, estresse oxidativo e capacidade aeróbia de corredores. 2018. Dissertação (Mestrado)- Programa de Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    INTRODUÇÃO: O exercício físico intenso induz ao aumento da taxa de consumo de oxigênio e, consequentemente, elevam a produção de radicais livres, assim como os níveis de estresse oxidativo e danos musculares, podendo comprometer o desempenho físico de atletas. Assim, diversos alimentos com propriedades ergogênicas têm sido propostas para otimizar as adaptações fisiológicas inerentes ao exercício físico. A farinha do mesocarpo de babaçu (Orbignya pharelata Mart.) se destaca por possuir uma elevada quantidade de carboidratos, minerais e polifenóis, por isso apresenta diversos efeitos fisiológicos benéficos podendo-se destacar propriedade anti-inflamatória, imunomoduladora, analgésica e antipirética. No entanto, até o momento não existem estudos que testaram o efeito ergogênico da farinha do mesocarpo de babaçu em atletas. Portanto, este estudo avaliou o efeito da suplementação aguda com a farinha do mesocarpo de babaçu sobre marcadores de dano muscular, estresse oxidativo e capacidade aeróbia de corredores. MEDODOLOGIA: Foi realizado um estudo randomizado, duplo-cego, crossover, com corredores, do sexo masculino, no qual foi oferecida uma dose única de 0,4g/kg de farinha do mesocarpo de babaçu, maltodextrina e água, sendo que as intervenções foram separadas por intervalo de 07 dias. Após a suplementação, os voluntários foram submetidos ao teste de 3200 metros para avaliar a capacidade aeróbia (VO2máx). Realizou-se coleta de amostras de sangue em jejum e após a suplementação para a quantificação de glicose, marcadores de estresse oxidativo (malodialdeideo), dano muscular (creatina quinase e lactato desidrogenase) As avaliações ocorreram em três momentos para que todos os corredores pudessem tomar os três suplementos. Além disso, foram avaliados parâmetros antropométricos, de consumo alimentar. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS®, versão 20. RESULTADOS: A amostra final foi composta por 14 corredores com média de idade de 26 anos. Eles apresentaram consumo alimentar habitual hipocalórico, hipoglicídico, normoprotéico e hiperlipídico. A capacidade aeróbica de corredores, bem como a concentração de glicose, creatina quinase, lactato desidrogenase e a produção de marcadores de indicativos de peroxidação lipídica não tiveram modificações significativamente após a suplementação com farinha do mesocarpo de babaçu e nem com a suplementação com maltodextrina. CONCLUSÕES: A suplementação aguda com uma única de dose de 0,4g/kg da farinha do mesocarpo de babaçu, bem como de suplemento comercial a base de carboidratos (maltodextrina) não modificou significativamente a capacidade aeróbia de corredores e nem alterou a glicose, dano muscular e estresse oxidativo. Portanto hipótese que a farinha do mesocarpo de babaçu possa ter um possível recurso ergogênico não deve ser refutada no momento, mas outros fatores, como: dose, período de suplementação, biomarcadores precisam ser investigados.

  • RODRIGO BARBOSA MONTEIRO CAVALCANTE
  • DESENVOLVIMENTO DE PÃO DE QUEIJO ENRIQUECIDO COM FEIJÃO-CAUPI E SUAS CARACTERÍSTICAS NUTRITIVAS E FUNCIONAIS.
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 28/03/2018
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  • CAVALCANTE, R. B. M. Desenvolvimento de pão de queijo enriquecido com feijão-caupi e suas características nutritivas e funcionais. 2018. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí – Teresina – PI.

     

    O pão de queijo é um produto de panificação que apresenta ótima aceitação e é largamente consumido por pessoas de todas as idades. O feijão-caupi, um alimento básico para as populações do Nordeste brasileiro, é fonte de proteínas, carboidratos, fibras alimentares, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Assim, objetivou-se desenvolver um pão de queijo enriquecido com feijão-caupi aceito sensorialmente e determinar suas características nutritivas e funcionais. A Escala Hedônica e a Intenção de Compra foram os testes realizados com cem assessores não treinados.

    Posteriormente, a composição centesimal, valor energético total, minerais, fibra alimentar, compostos bioativos e a atividade antioxidante foram determinados no produto com 20% de farinha integral de feijão-caupi em substituição ao polvilho. Foi criado um banco de dados no programa Statistical Packarge for the Social Sciences, versão 21.0. Para comparação das médias entre duas variáveis foi aplicado o t de Student. Através do teste do One Way ANOVA: Post Hoc multiple comparisons, utilizou-se o teste de Tukey, ao nível de 5% p > 0,05, com intervalo de confiança de 95% para os testes. Verificou-se com a análise sensorial realizada a aceitação dos produtos enriquecidos. O pão de queijo com feijão-caupi é fonte de proteínas e tem alto conteúdo de fibras alimentares, destacando-se as frações insolúveis, além de teores significativos de cinzas, lipídeos e carboidratos. O produto desenvolvido teve um aumento no valor energético total e, em relação ao teor de minerais, é fonte de cobre, zinco e sódio e apresenta alto conteúdo de cálcio, fósforo e magnésio. Os teores de fenólicos totais, flavonóides totais e taninos condensados aumentaram no pão de queijo enriquecido. O pão de queijo com feijão-caupi apresentou baixo teor de poliaminas e aminas biogênicas. Verificou-se ainda uma melhora da atividade antioxidante do pão de queijo com o incremento de feijão-caupi na formulação. Concluiu-se, portanto, que o feijão-caupi é uma opção viável para o enriquecimento de alimentos de panificação, como o pão de queijo.

  • ALINE CRONEMBERGER HOLANDA
  • ATIVIDADE ANTIOXIDANTE, BIOACESSIBILIDADE E IDENTIFICAÇÃO DOS POLIFENÓIS PRESENTES NO MESOCARPO E NA AMÊNDOA DO BABAÇU (Orbignya phalerata Mart.)
  • Data: 27/03/2018
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  • Os frutos e vegetais são ricos em compostos bioativos como compostos fenólicos, ácido ascórbico, flanovóides, carotenóides e outros que são sintetizados no metabolismo secundário, sendo os fenólicos e flavonoides, os mais amplamente abundantes no reino vegetal. Os compostos fenólicos possuem um elevado poder antioxidante, dessa forma oferecem grande contribuição para saúde devido ao seu efeito protetor em relação às doenças como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus. O conhecimento sobre os níveis de ingestão de polifenóis, juntamente com a sua bioacessibilidade/biodisponibilidade em todo o trato gastrointestinal, constituem fatores fundamentais para avaliar o seu significado biológiconasaúdehumana.O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a bioacessibilidade, por meio da digestão simulada in vitro no teor de compostos fenólicos e na atividade antioxidante do fruto do babaçu (Orbignya phalerata Mart.). Os extratos (aquoso, etanólicoeacetonico)dobabaçuforamobtidospormetodologiasjápadronizadas. As frações de ácidos fenólicos do babaçu (mesocarpo e amêndoa) e dos fenólicos totais foram obtidos por metodologias já estabelecidas. O conteúdo de proantrocianidinas totais foi determinado por método espectrofotométrico. A atividade antioxidante foi determinada por dois métodos: TEAC-ABTS e ORAC. O efeito da digestão (bioacessibilidade) sob o conteúdo de fenólicos totais e na atividade antioxidante do babaçu foi por meio de protocolo in vitro e método adaptado. Os compostos fenólicos do babaçu (mesocarpo e amêndoa) foram identificados por cromatografia líquida de alta eficiência. Dos extratos utilizados, o aquoso foi o que apresentou melhor poder extratorfenólicoeatividadeantioxidante.Dentre as frações de ácidos fenólicos,a que mais se destacou foi a solúvel, com maior diferença significativa no método TEACABTS. Dos compostos identificados no mesocarpo do babaçu, o ácido elágico foi o que apresentou maior teor e a epicatequina na amêndoa. Quanto ao teor de proantrocianidinas foi verificado que no mesocarpo houve diminuição no teor das mesmas após as fazes 1 e 2 da digestão, já na amêndoa houve aumento no final da fase 1 e diminuição no final da fase 2 nos dois métodos (ORAC e TEAC). Dos compostos fenólicos presentes no extrato aquoso do mesocarpo do babaçu após digestão invitro,os mais bioacessíveis foram o ácido elágico eepicatequina,os quais tiveram seus teores aumentados ao final da fase 2. Na amêndoa, a epicatequina foio composto que mais se destacou. Pode-se concluir que o babaçu (mesocarpo e amêndoa) possui vários compostos fenólicos, com atividades antioxidantes, os quais o ácido elágico e a epicatequina foram os mais bioacessíveis.



  • JULIANA SOARES SEVERO
  • PARÂMETROS BIOQUÍMICOS DO ZINCO E SUA RELAÇÃO COM BIOMARCADORES DO RISCO CARDIOVASCULAR EM MULHERES OBESAS
  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 09/02/2018
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  • SEVERO, J. S. Parâmetros Bioquímicos do Zinco e sua Relação com Biomarcadores do Risco Cardiovascular em Mulheres Obesas. 2018. Dissertação – Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

     

    INTRODUÇÃO: O excesso de tecido adiposo, característica comum na obesidade, tem sido associado a alterações endócrino-metabólicas que contribuem para a manifestação de dislipidemias. As alterações no metabolismo lipídico manifestam-se pelo aumento nas concentrações plasmáticas de triglicerídeos, colesterol total e lipoproteína de baixa densidade (LDL) e redução da lipoproteína de alta densidade (HDL). Na perspectiva de identificar os mecanismos envolvidos nas desordens do metabolismo lipídico, diversos nutrientes têm sido estudados, destacando-se o zinco, por regular fatores de transcrição importantes para a síntese e oxidação de lipídios, e atuar como nutriente anti-inflamatório e antioxidante. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre parâmetros bioquímicos do zinco e biomarcadores do risco cardiovascular em mulheres obesas. METODOLOGIA: Estudo de natureza transversal, desenvolvido com mulheres, distribuídas em dois grupos: caso (obesas com índice de massa corpórea ≥35 kg/m²) e grupo controle (mulheres eutróficas com índice de massa corpórea entre 18,5 e 24,9 kg/m²), recrutadas a partir da demanda espontânea de ambulatórios clínicos da cidade de Teresina – PI. Foram realizadas medidas do peso corporal, estatura e índice de massa corpórea. A análise da ingestão de zinco foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin versão 1.5. As concentrações de zinco plasmático, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente. O risco cardiovascular foi avaliado por meio das concentrações plasmáticas das frações lipídicas, segundo método enzimático colorimétrico, e medidas da circunferência da cintura, pescoço e do quadril, determinação da relação cintura-quadril, índice de conicidade e índice de Castelli I e II. RESULTADOS: Os valores médios da ingestão de zinco nas dietas estavam superiores às recomendações, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As concentrações médias de zinco plasmático e eritrocitário das mulheres obesas estavam reduzidas em relação ao grupo controle (p<0,05). A excreção urinária deste mineral apresentou diferença significativa em ambos os grupos (p<0,05), sendo que as obesas excretavam maior quantidade de zinco na urina. As obesas apresentavam risco cardiovascular elevado quando comparadas ao grupo controle, segundo os valores de circunferência da cintura, circunferência do quadril, relação cintura-quadril, circunferência do pescoço, índice de conicidade, triacilglicerois, lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e índices de Castelli I e II (p<0,05). O estudo também mostra correlação negativa significativa entre o zinco dietético e a relação cintura-quadril nas mulheres obesas. CONCLUSÃO: A partir dos resultados deste estudo pode-se concluir que as mulheres obesas apresentam redistribuição de zinco, caracterizada pelas concentrações reduzidas no plasma e eritrócitos, ingestão elevada e aumento da excreção urinária do mineral. Associado a isso, os dados dessa pesquisa mostram a importância do zinco no controle da adiposidade, e, dessa forma, como um mineral de interesse na proteção do risco cardiovascular, por meio de sua influência sobre os biomarcadores avaliados, como a relação cintura-quadril e o índice de massa corpórea.

  • JENNIFER BEATRIZ SILVA MORAIS
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE CORTISOL, PARÃMETROS DO ZINCO E RESISTÊNCIA À INSULINA EM MULHERES OBESAS.
  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 02/02/2018
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  • MORAIS, J. B. S. Associação entre cortisol, parâmetros do zinco e resistência à insulina em mulheres obesas. 2018.  Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

     

    INTRODUÇÃO: A obesidade é caracterizada por alterações no metabolismo do cortisol, que podem favorecer a manifestação de hipozincemia em obesos, fator contribuinte para comprometimento da ação da insulina. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a associação entre o cortisol, parâmetros do zinco e resistência à insulina em mulheres obesas. METODOLOGIA: Estudo caso-controle envolvendo  mulheres na faixa etária entre 20 e 50 anos de idade. Foram realizadas medidas do peso corporal, estatura, circunferência da cintura e cálculo do índice de massa corpórea. A análise da ingestão de zinco foi realizada por meio de registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin, versão 1.5. Os parâmetros bioquímicos do zinco foram determinadas segundo o método de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente. As concentrações séricas de glicose e insulina de jejum foram determinadas pelo método colorimétrico e quimioluminescência, respectivamente. As concentrações de cortisol no soro e hemoblobina glicada foram determinas pelo método de eletroquimioluminescência e cromatografia de troca Iônica, respectivamente. A resistência à insulina foi avaliada por meio do cálculo do índice HOMA-IR e HOMA2-IR.  Os dados foram analisados por meio do programa estatístico SPSS for Windows 20.0. RESULTADOS: As concentrações séricas de cortisol não apresentaram diferença estatística entre os grupos (p>0,05). Os valores médios do consumo de zinco estavam superiores às recomendações, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As mulheres obesas possuíam concentrações plasmáticas e eritrocitárias de zinco reduzidas, quando comparadas ao grupo controle (p<0,05). As concentrações de zinco urinário das mulheres obesas estavam superiores ao grupo controle, com diferença estatística (p<0,05). Não houve diferença estatística entre os grupos estudados em relação à glicose e insulina de jejum, HOMA-IR e HOMA 2 (p>0,05). A análise da hemoglobina glicada das pacientes obesas mostraram valores superiores, quando comparadas ao grupo controle (p>0,05). Não houve correlação entre o cortisol sérico, biomarcadores do zinco e parâmetros glicêmicos avaliados (p>0,05). CONCLUSÃO: Na amostra de mulheres obesas não se observou elevação nas taxas de cortisol e resistência insulínica. No entanto, presentam comprometimento no estado nutricional relativo ao zinco. Além disso, a análise de regressão linear múltipla entre o cortisol sérico, parâmetros do zinco e controle glicêmico não demonstra influência desse hormônio sobre o metabolismo desse mineral e resistência à insulina.

2017
Descrição
  • MARIA ROSIANE DE MOURA SANTOS
  • EXTRATO DE QUIRERA DE ARROZ SABORIZADO COM GOIABA E ACEROLA ENRIQUECIDA COM COLÁGENO HIDROLISADO
  • Data: 19/12/2017
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  • A crescente tendência de saudabilidade, tem despertado o interesse da população pela melhor qualidade de vida e consequentemente provocado mudanças estratégicas nas indústrias de alimentos e bebidas. As bebidas têm um destaque cada vez maior, devido a sua praticidade de consumo e às inúmeras possibilidades de elaboração e enriquecimento nutricional, com isso, os extratos vegetais estão cada vez mais em foco, em razão dos seus valores nutricionais, aliado ao baixo custo de produção e às possibilidades tecnológicas que apresentam, mostrando ser uma alternativa viável ao desenvolvimento de produtos que atendam às novas demandas de mercado. Objetivou-se desenvolver um extrato de quirera de arroz saborizado com goiaba e acerola enriquecido com colágeno hidrolisado, destinado ao público adulto de forma geral ou com patologias específicas, tais como alergia a proteína do leite, intolerância a lactose e celíacos. Buscou-se, caracterização das formulações quanto aos parâmetros físico-químicos, composição centesimal, quantificação do teor de ácido ascórbico das melhores formulações, para isso, foram elaboradas 11 formulações, testando diferentes combinações de mix de polpa (X1) e sacarose (X2), sendo os experimentos: 4 fatoriais, 4 axiais e 3 repetições no ponto central definidas por meio do DCCR. Considerando a variabilidade inerente ao processo, foram significativos a Relação °Briz/Acidez e o teor de Ácido Ascórbico. Os valores da relação °Brix/acidez variaram de 32,75 a 40,42, apresentando diferença significativa entre elas. No processo de elaboração de uma bebida deve-se levar em consideração a relação °Brix/acidez, pois determina o equilíbrio entre açúcar e acidez e influencia na percepção de sabor doce por parte do consumidor. Quanto aos teores de ácido ascórbico os valores encontrados variaram de 22,61 a 46,6 apresentando diferença, onde a Ingestão Diária Recomendável (IDR) de vitamina C para adultos, é de 50 mg e mesmo o extrato que apresentou menor teor em 100 mL do produto, atende a 45,2% da IDR. Todas as formulações tiveram aceitação > 6 e percentuais > 50% de intenção de compra, demonstrando ser uma opção alimentar inovadora, segura que atende às necessidades de consumidores com restrição alimentar ou aqueles preocupados com a saúde e bem-estar.

     

  • LUCIANA MELO DE FARIAS
  • Efeito da farinha de semente de abóbora (Cucurbita moschata) sobre o metabolismo lipídico em modelo experimental de dislipidemia
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 27/11/2017
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  • O uso de alimentos funcionais é uma abordagem atual na prevenção e tratamento nas

    Doenças Cardiovasculares. Os subprodutos do processamento de alimentos são ricos em

    nutrientes e compostos bioativos, e seu consumo pode melhorar a qualidade da dieta e

    contribuir para redução no risco de doenças. Dentre esses subprodutos estão incluídas as

    sementes de abóbora Cucurbita moschata, que apresentam elevado pontencial de

    utilização. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da farinha de semente de

    abóbora (Cucurbita moschata) no metabolismo lipídico em modelo experimental de

    dislipidemia e determinar a composição centesimal, o teor compostos fenólicos e a

    atividade antioxidante das sementes de abóbora. As sementes foram obtidas de abóboras

    crioulas, provenientes de hortas agroecológicas do Nordeste do Brasil. Foram realizadas

    análises de caracterização química das sementes por métodos oficiais. O teor de

    fenólicos totais e atividade antioxidante in vitro foram determinados em extrato aquoso

    e etanólico das sementes. Para o estudo experimental foram utilizados 26 hamsters

    (Mesocricetus auratus) machos, distribuídos em três grupos: grupo controle normal

    (GCN, n=8), mantidos com ração comercial; grupo controle dislipidemia (GCD, n=8),

    mantido com ração enriquecida em gordura saturada e colesterol (dieta dislipidêmica

    com 13,5% de gordura de coco e 0,1% de colesterol); grupo semente de abóbora (GSA,

    n=10), mantido com dieta dislipidêmica acrescida de sementes de abóbora. Após 28

    dias de tratamento foram realizadas determinações de perfil lipídico (colesterol total,

    LDL-c, HDL-c, colestereol não-HDL e triglicerídeos), de marcadores bioquímicos de

    função hepática (proteínas totais, albumina, AST e ALT), colesterol nas fezes e análise

    histopatológica de tecido hepático. Foram identificados nas sementes elevados teores de

    lipídios (39,7%) e proteínas (26,4%). O perfil de ácidos graxos mostrou predominância

    de ácidos graxos insaturados, especialmente os ácidos oleico e linoleico. Maiores teores

    de fenólicos totais e maior atividade antioxidante foram verificados no extrato aquoso.

    A dieta hipercolesterolemiante promoveu aumento em todos os parâmetros do perfil

    lipídico dos animais do GCD. O tratamento com dieta enriquecida com sementes de

    abóbora reduziu significativamente os níveis séricos de triglicerídeos e aumentou a

    excreção fecal de colesterol. Não houve alteração na função nem dano hepático, houve

    menor acúmulo de lipídios nos hepatócitos, com redução do grau de esteatose hepática

    nos animais do GSA. Portanto, as sementes de abóbora apresentaram propriedades

    hipotrigliceridêmica e protetor na deposição de lipídeos hepáticos.

  • OLÍMPIO JOSÉ DOS SANTOS
  • Desenvolvimento de farinha instantânea de cotilédones de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.).
  • Data: 23/08/2017
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  • SANTOS, O. J. Desenvolvimento de farinha instantânea de cotilédones de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.). Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina/PI, 2017.

     

    Produtos obtidos por extrusão termoplástica tem grande importância na alimentação devido à sua praticidade para o consumo, armazenamento, processo de fabricação, estabilidade química e microbiológica. Foi desenvolvida nesta pesquisa uma farinha de cotilédones de feijão-caupi (FCFC) instantânea. Grãos de feijão-caupi da cultivar BRS Tumucumaque foram descorticados, fragmentados moinho de facas (Renard MFC-180-75-01), transformados em farinha em moinho de rolos (Brabender Quadrumat Senior), submetida ao processamento em extrusora termoplástica de dupla rosca (Clextral Evolum HT25), alimentada à 6,79 kg/h, matriz de 4 furos de 3,8 mm de diâmetro. Foi aplicado um delineamento Composto Central Rotacional utilizando as variáveis independentes: temperatura de processo (TP) (86,4; 100; 120; 140 e 153,6 °C), umidade da farinha (UF) (16,6; 18; 20; 22 e 23,4%) e velocidade de rotação das roscas (VR) (163,6; 300, 500, 700 e 836,4 rpm), consistindo de 15 condições distintas de processo e 5 repetições do ponto central, totalizando 19 tratamentos (T). Os extrusados de cada T foram moídos nas mesmas condições da FCFC e submetidos às análises físicas, composição centesimal, minerais, compostos bioativos, atividade antioxidante e análise sensorial. Os resultados demostraram que houve interação significativa entre a TP e UF para o índice de expansão radial, entre a TP e VR para o índice de expansão longitudinal, entre a TP, VR e UF para o índice de expansão volumétrica. Somente a VR interferiu significativamente no índice de solubilidade em água e absorção de água. Das propriedades viscoamilográficas apenas Viscosidade Mínima de Resfriamento, viscosidade máxima de resfriamento, Set Back e Viscosidade Final foram influenciadas de forma significativa pelas variáveis independentes. O tempo de reconstituição da suspensão das farinhas de cotilédone de feijão-caupi extrusadas (FCFCE) apresentou diferenças significativas e variou de 6,65 a 40,66 s. Das amostras de FCFCE, o conteúdo de umidade variou de 9,00 a 10,27%, cinzas de 3,49 a 3,82%, lipídeos de 0,67 a 1,76%, proteínas de 21,81 a 25,57% e carboidratos de 69,90 a 73,85%, apresentando diferenças significativas entre pelo menos um dos T em relação aos demais, para essas características. Os teores de minerais (mg/100 g) nas FCFCE foram: Mg de 193,97 a 330,72; Fe de 4,96 a 6,06; P de 204,07 a 365,25; Zn de 2,79 a 3,59; Cu de 0,48 a 0,63; K de 975,74 a 1341,40. O tegumento apresentou o maior teor de compostos fenólicos totais (CFT), flavonoides totais (FT) e atividade antioxidante (AA); enquanto que o T10 (153,6 ºC, 500 RPM e a 20% de UF) apresentou o menor teor de CFT e AA; A FCFC apresentou o menor teor de FT; o T8 (140 ºC, 700 RPM e a 22% de UF) apresentou o menor teor de taninos condensados, enquanto que os grãos apresentaram o maior, todos estatisticamente diferentes entre si. No teste de aceitação e intenção de compra com 101 assessores sensoriais, o T1 foi o único aceito. Considerando todos os parâmetros analisados, as FCFCE são tecnologicamente e nutricionalmente viáveis para a produção de sopas e caldos.

  • LUNNA PAULA DE ALENCAR CARNIB
  • CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA E ACEITAÇÃO SENSORIAL DE GENÓTIPOS DE FEIJÃO-DE-METRO (Vigna unguiculata ssp Sesquipedalis)
  • Data: 29/07/2017
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  • RESUMO: CARNIB, L. P. A. CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA E ACEITAÇÃO SENSORIAL DE GENÓTIPOS DE FEIJÃO-DE-METRO (Vigna unguiculata ssp Sesquipedalis). 2017. 76 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição. Universidade Federal do Piauí, Teresina – PI.

    O feijão-de-metro é cultivado e consumido como uma hortaliça na fase de vagens verdes ou imaturas. Representa uma excelente e barata fonte de proteínas para a população em geral, além de fornecer outros nutrientes como carboidratos, fibras, vitaminas e minerais. Estudos relacionados à qualidade nutricional e aceitação de das vagens imaturas do feijão-de-metro para o consumo na forma de salada são raros na literatura. Com o propósito de facilitar a inserção do feijão-de-metro na dieta das populações do Meio-Norte brasileiro e aumentar o seu consumo, o presente estudo objetivou avaliar características físico-químicas e sensoriais de genótipos de feijão-de-metro, para o consumo das vagens na forma de salada. Foram avaliados 10 genótipos de feijão-de-metro, sendo oito linhagens e duas cultivares, ambos oriundos do Banco Ativo de Germoplasma de feijão-caupi da Embrapa Meio-Norte, Teresina, PI. Determinou-se a composição centesimal, o conteúdo de minerais, a aceitação de consumo como vagem para salada, a preferência em relação a dois modos de preparo e a intenção de compra. Para a composição centesimal e de minerais foram realizadas análises de variância e as médias agrupadas pelo teste Scott Knott (p≤0,05). Na análise sensorial foram realizados os testes de escala hedônica de noves pontos e de pareado de preferência para dois modos de preparo (cozido no vapor e cozido no vapor e depois refogado em óleo de soja), além da intenção de compra; as avaliações foram realizadas com assessores não treinados. Os resultados demonstraram teor de umidade de 86,13% a 90,78%, cinzas variando de 5,9% a 7,44%, elevado conteúdo de proteínas de 26,85 a 30,25 g 100 g-1, lipídios de 1,92 g 100 g-1 a 3,26 g 100 g-1, carboidratos de 49,2% a 54,74% e VET de 337,76 kcal 100 g-1 a 349,08 g 100 g-1. As linhagens de feijão-de-metro apresentaram bons atributos nutricionais, com destaque para as linhagens 3943 (proteínas, fósforo e potássio), 3950 (sódio), 3952 (magnésio), 3958 (ferro e zinco), 3966 (cálcio), 3979 (manganês), enquanto a cultivar “De Metro” sobressaiu-se apenas quanto ao teor de cobre. As linhagens 3943 e 3966 apresentaram melhor aceitação de consumo como vagem para salada, relativamente à cultivar testemunha “De Metro”, tanto no preparo cozido a vapor quanto no preparo cozido a vapor e depois refogado. As amostras de feijão-de-metro cozidas a vapor e depois refogadas em óleo de soja foram preferidas do que as que foram apenas cozidas no vapor, com maior preferência para a linhagem 3943. As linhagens 3966 e 3943 sobressaíram-se quanto à intenção de compra, relativamente à cultivar testemunha “De Metro”, sendo a primeira na forma de preparo cozida a vapor e a segunda quando cozida a vapor e depois refogada em óleo de soja. As linhagens de feijão-de-metro apresentam excelentes características nutritivas e sensoriais, com baixo teor de lipídeos e conteúdo significativo de proteínas, demonstrando que parte das necessidades diárias de proteínas e de minerais de um indivíduo pode ser satisfeita pela inserção de quantidades significativas das vagens do feijão-de-metro na alimentação diária, na forma de salada .

  • VANESSA BRITO LIRA DE CARVALHO
  • CONTROLE GLICÊMICO, INGESTÃO DE VITAMINAS ANTIOXIDANTES, ESTRESSE OXIDATIVO E INFLAMAÇÃO SISTÊMICA EM DIABÉTICOS TIPO 2
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 27/07/2017
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  • CARVALHO, V. B. L. Controle Glicêmico, Ingestão de Vitaminas Antioxidantes, Estresse Oxidativo e Inflamação sistêmica em Diabéticos Tipo 2. 2017. Dissertação (Mestrado) - Programa de Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.
    INTRODUÇÃO: A hiperglicemia crônica presente no diabetes mellitus tipo 2 (DM2) está relacionada com a presença de estresse oxidativo e de inflamação, condições associadas com diversas complicações crônicas da doença. As vitaminas antioxidantes podem exercem um papel positivo na prevenção de danos oxidativos induzidos pelo diabetes. Portanto, este estudo avaliou a relação entre controle glicêmico com a ingestão das vitaminas A, C e E, marcadores de estresse oxidativo e inflamação em diabéticos tipo 2. MÉTODOS: Estudo caso-controle de delineamento analítico, envolvendo 86 indivíduos, com idade entre 20 e 59 anos, de ambos os sexos, distribuídos em dois grupos: grupo controle (saudáveis, n=43) e grupo caso (diabéticos tipo 2, n=43). Foram avaliados parâmetros antropométricos e de adiposidade por meio da determinação do IMC, medida da circunferência da cintura e quadril, e do percentual de gordura. A análise da ingestão das vitaminas antioxidantes e macronutrientes foi realizada por meio de dois recordatórios de 24h, utilizando o software Virtual Nutri Plus versão 2.0. A determinação da hemoglobina glicada foi realizada por cromatografia de troca iônica, as concentrações séricas de glicose por método colorimétrico-enzimático e insulina por quimioluminescência, respectivamente. A resistência à insulina foi avaliada por meio do índice HOMA-ir. O perfil lipídico foi determinado segundo o método de química seca, e a avaliação de estresse oxidativo por meio da determinação da concentração de malondialdeído e da enzima mieloperoxidase e atividade da enzima superóxido dismutase eritrocitária. Como marcador da atividade inflamatória foi determinada a concentração sérica da Proteína C-reativa por Imunuturbidimetria. Os dados foram analisados no programa estatístico Stata®, versão 12. RESULTADOS: Houve predomínio do sexo feminino (69,8%) em ambos os grupos. Os diabéticos apresentaram maior adiposidade corporal (p<0,05) e ingestão insuficiente de vitaminas A e E, e acima do recomendado de vitamina C (p<0,05). As análises do controle glicêmico revelaram valores elevados de glicemia e insulina séricas, de hemoglobina glicada, e de HOMA-ir nos pacientes diabéticos tipo 2 (p<0,05). Os valores de colesterol total e LDL-c foram menores no grupo controle (p<0,05) e o HDL-c mostrou-se menor nos diabéticos (p<0,05). Observou-se maiores concentrações de mieloperoxidase nos pacientes com DM2 (p<0,05) e não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para os valores de MDA. A atividade da superóxido dismutase (SOD) demonstrou maiores valores no grupo controle (p<0,05) e verificou-se maiores concentrações de PCR nos pacientes com DM2 (p<0,05). A análise de correlação linear simples mostrou que houve correlação positiva significativa entre os valores de glicemia e malondialdeído (r=0,346, p<0,05) no grupo controle. CONCLUSÕES: Os diabéticos tipo 2 apresentam baixa ingestão de vitaminas A e E e ingestão adequada de vitamina C, maior peroxidação lipídica e menor atividade da SOD, além de maiores concentrações de PCR, mas não houve relação entre esses marcadores com o controle glicêmico

  • LAYANNA CIBELLE DE SOUSA ASSUNÇÃO CARVALHO
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM NÉCTAR DE JAMELÃO (Syzygium cumini)NO ESTRESSE OXIDATIVO, DANO MUSCULAR E DESEMPENHO DE ATLETAS DE HANDEBOL.
  • Orientador : MARCOS ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 24/07/2017
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  • ASSUNÇÃO-CARVALHO, L.C.S. Efeitos da suplementação com néctar de jamelão (Syzygium cumini) no estresse oxidativo, dano muscular e desempenho de atletas de Handebol. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI, 2017.

    Estudos recentes têm demonstrado um potencial efeito ergogênico de alimentos ricos em polifenóis, por suas proriedades antioxidante, em minimizar o desgaste fisiológico provocado pelas altas cargas de treino e acelerar o processo de recuperação dos atletas, mas o Jamelão (Syzygium cumini ), a despeito da rica composição de polifenóis nunca foi investigado. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos da suplementação com o Néctar do Jamelão (Syzygium cumini L.) em marcadores de estresse oxidativo, dano muscular e desempenho em atletas de Handebol.  Previamente ao estudo clínico foram elaboradas duas formulações de néctar de jamelão, F1 (50% de polpa) e F2 (30% de polpa), as quais foram caracterizadas sensorialmente utilizando-se Escala Hedônica de 9 pontos. Logo após observou-se que F2 apresentou melhor aceitação sensorial, sendo esta formulação escolhida para o ensaio clínico com os atletas. Em seguida amosras do néctar foram avaliadas para a determinação do conteúdo de polifenóis e atividade antioxidante.  A composição fenólica determinada por HPLC revelou 12 compostos, sendo que a antocianina malvidina -3,5- di –O- glicosídeo apresentou a maior concentração, seguida de delfinidina- 3-O-glicosídeo e cianidina-3,5-di--glicosídeo. Em seguida, vinte e cinco voluntários do sexo masculino com idade média de 18,6±2,4 anos foram randomizados em grupo que recebeu néctar de jamelão (grupo suplementado - GS, n = 12; 10 ml/kg/dia) ou grupo que recebeu bebida controle isocalórica, isoglicídica e isovolumétrica (grupo controle – GC; n = 13), por 28 dias. Antes e 48 horas depois da intervenção nutricional foram realizadas coletas sanguíneas para avaliação dos marcadores de estresse oxidativo (Capacidade antioxidante total – CAT, malonialdeído- MDA, óxido nítrico e ácido úrico) e de dano muscular (CK e LDH ) além de testes de capacidade aeróbia (Shuntle Run de 20 metros), potência de membros inferiores (Squat Jump e Countermoviment Jump) e resistência anaeróbia (RAST TEST).  Na análise dos dados aplicou-se teste T independente na comparar os valores iniciais dos grupos, experimental e controle e nas comparações dos momentos, inicial e 28 dias após a intervenção entre os grupos ou intragrupo foi aplicada a ANOVA para medidas repetidas, com Pós-hoc de Bonferroni. Para tudo, utilizou-se o software SPSS, versão 20.0 e adotando nível de significância p < 0,05. O GS apresentou um aumento significativo de ~20,7% na capacidade antioxidante total (p= 0,004) e uma redução da peroxidação lipídica ~30,8 (p= 0,001), associada acompanhado de diminuição em do marcadores de dano muscular, ~28,6 em CK (p=0,002) e 12,9% para LDH (p= 0,048), Nenhuma destas alterações foram verificadas no grupo controle. Por outro lado, não foram observadas alterações nas variáveis investigadas de performance física: capacidade aeróbia (p = 0,14), força explosiva no Squat Jump (p=0,09) e no Countermoviment Jump (p=0,38) ou na resistência anaeróbica, conforme valores do índice de fadiga (p=0,12). Também não foram verificadas alterações de performance física no grupo controle. Oestudo demonstrou que a suplementação diária de 10 mL/kg /dia de néctar de Jamelão durante 28 dias aumentou na capacidade antioxidante total, diminuiu a peroxidação lipídica e reduziu o dano muscular, porém sem melhorias no desempenho aeróbio, anaeróbio e de força.  Além de influenciar o estado psicométrico dos atletas, reduzindo significativamente a Pertubação Total do Humor (PTH). O néctar de Jamelão mostrou-se seguro para o consumo pois não provocou alterações em marcadores de função hepática e renal.

  • JULIANA MARIA LIBÓRIO EULÁLIO
  • CONCENTRAÇÕES DE ZINCO E COBRE E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA
  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 14/07/2017
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  • EULÁLIO, J. M. L. Concentrações de zinco e cobre e sua relação com marcadores de estresse oxidativo em mulheres com câncer de mama. 2017. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina – PI.

    INTRODUÇÃO: O câncer de mama é um dos maiores problemas de saúde pública, sendo a neoplasia mais prevalente entre pessoas do sexo feminino e a causa mais comum de morte nesse grupo. O desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio e o sistema de defesa antioxidante, promove danos à biomoléculas e desempenha papel importante na promoção e progressão do câncer de mama. O sistema de defesa antioxidante pode impedir a formação dos radicais livres e favorecer a reconstituição das estruturas biológicas lesadas, reduzindo os danos causados pelas espécies reativas. A superóxido dismutase é uma enzima antioxidante, essencial na defesa do organismo contra radicais livres e que possui zinco e cobre como cofatores. Estes oligoelementos são considerados nutrientes com propriedades antioxidantes, com papel fundamental na prevenção e progressão do câncer de mama. Este trabalho avaliou as concentrações de zinco e cobre plasmáticos e sua relação com marcadores do estresse oxidativo em mulheres com câncer de mama. METODOLOGIA: Estudo analítico de corte transversal, realizado com 90 mulheres na pré-menopausa, entre 20 e 50 anos, assistidas em hospital público do estado do Piauí, que foram distribuídas em dois grupos: Grupo caso (n= 45) composto por mulheres com câncer de mama e Grupo controle (n=45) por mulheres com doença benigna da mama. As concentrações de zinco e cobre plasmáticos foram determinadas por espectrofotometria de absorção atômica de chama. A análise da peroxidação lipídica foi realizada a partir da determinação de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), e a atividade da enzima superóxido dismutase (SOD) por meio da inibição da formação de nitrito. A análise estatística foi realizada no programa IBM Statistical Package for the Social Sciences versão 20.0, adotando-se o nível de significância de 5%. Para comparação entre os grupos, correlação e associação entre as variáveis, utilizou-se os testes t-student, Wilcoxon, Spearman e teste exato de Fisher. RESULTADOS: As médias das concentrações de zinco (56,13 μg/dL ± 10,95 e 44,29 μg/dL ± 14,09), e de cobre (86,28 μg/dL ± 29,57 e 61,82 μg/dL ± 17,63), estavam significativamente mais elevadas nas mulheres com câncer de mama, em comparação com mulheres com doença benigna da mama (p < 0,001). Em relação ao zinco observou-se que, em ambos os grupos, as médias encontradas estão abaixo dos valores de referência adotados para este mineral. A atividade da SOD foi significativamente maior nas mulheres com câncer de mama quando comparadas às mulheres com doença benigna da mama. As concentrações de TBARS estavam elevadas nos dois grupos com diferença significativa entre os mesmos. Verificou-se correlação negativa significativa (r = - 0,346; p = 0,023) entre as concentrações de TBARS e atividade da SOD eritrocitária em mulheres com câncer de mama, e associação entre a concentração de zinco plasmático e TBARS e o câncer de mama. CONCLUSÃO: As mulheres com câncer de mama apresentam deficiência de zinco e normocruprimia. A elevada peroxidação lipídica e o aumento da atividade da enzima superóxido dismutase, caracteriza a presença de estresse oxidativo nas mulheres com câncer de mama. A deficiência de zinco e a elevada peroxidação lipídica são fatores presentes no câncer de mama.

  • JÉSSICA PINHEIRO MENDES SAMPAIO
  • PROPRIEDADES FUNCIONAIS, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE FARINHA INTEGRAL EXTRUSADA DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata (L.) Walp.)
  • Data: 09/06/2017
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  • O feijão-caupi é mais comumente comercializado na forma de grãos secos, porém apresenta problemas relacionados ao armazenamento, presença de compostos antinutricionais e de compostos indigeríveis, fatores que podem ser melhorados com o processamento térmico. O presente estudo teve como objetivo elaborar uma farinha integral extrusada de feijão-caupi e determinar sua composição química e propriedades funcionais. Grãos de feijão-caupi, cultivar BRS Tumucumaque foram triturados em moinho de facas (Renard MFC-180-75-01), seguido da passagem em moinho de rolos (Brabender Quadrumat Senior), originando a farinha integral crua que foi submetida ao processo de extrusão em equipamento de dupla rosca (Clextral Evolum HT25). Para determinação dos parâmetros do processo, realizou-se um delineamento Central Composto Rotacional para as variáveis independentes temperatura, umidade e velocidade de rotação das roscas. Analisou-se o índice de expansão radial, índice de expansão longitudinal, índice de expansão volumétrico índice de solubilidade em água, índice de absorção de água, propriedades viscoamilográficas e de reconstituição, também a composição química, teor de minerais, quantificação de compostos fenólicos (fenólicos totais, flavonoides, antocianinas) e atividade antioxidante. Todas as análises foram realizadas em triplicata e os resultados expressos como média ± desvio-padrão. A análise das variáveis sobre as características funcionais das farinhas foi realizada no Programa Statistica (versão 10), com nível de significância (p<0,05). Para as demais análises realizou-se análise de variância e as médias foram comparadas pelo Teste de Scott-Knott e pelo Teste de Dunnett (p<0,05). Das características funcionais analisadas, as que foram preditivas pela análise de regressão foram o índice de expansão radial, índice de expansão longitudinal, índice de expansão volumétrico, índice de solubilidade em água, viscosidade máxima e viscosidade mínima e viscosidade final. Para a análise de reconstituição, as amostras com melhores características foram as farinhas extrusadas T01, T02, T04, T05, T07 e T11. Na composição centesimal foi observado redução no teor de umidade e lipídeos, com teores para as amostras extrusadas entre 8,01% e 8,98% e 0,93% e 1,57%, respectivamente. Quanto ao teor de minerais, o tratamento T15 apresentou elevado teor de ferro e o T14 elevado teor de zinco. De modo geral houve diminuição nos compostos fenólicos e atividade antioxidante após a extrusão, o que é esperado com o processamento térmico. No teste sensorial, a amostra T01 obteve maior percentual de intenção positiva de compra.

  • EDNELDA BRITO MACHADO
  • CONCENTRAÇÃO SANGUÍNEA E INGESTÃO DIETÉTICA DE VITAMINA D EM ADOLESCENTES UNIVERSITÁRIOS
  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 31/05/2017
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  • MACHADO, E.B.M Concentração sanguínea e ingestão dietética de vitamina D em

    adolescentes universitários. 2017. Dissertação (Mestrado) - Programa de Mestrado em

    Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    Introdução: Evidências de estudos epidemiológicos tem mostrado elevadas prevalências de

    deficiência e insuficiência de vitamina D em adolescentes de todo mundo, incluso em países

    ensolarados como o Brasil. Esse cenário gera preocupação diante das várias funções

    essenciais para manutenção da saúde na adolescência e continuidade da vida desempenhadas

    pela vitamina D. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a concentração sérica de vitamina

    D em adolescentes e sua relação com variáveis dietéticas, antropométricas, socioeconômicas,

    demográficas e hábitos de vida. Metodologia: Estudo de corte transversal realizado com 175

    adolescentes de 16 a 19 anos. Determinou-se a concentração sérica e ingestão dietética de

    vitamina D, bem como, características demográficas, socioeconômicas, antropométricas,

    hábitos de vida e nível de atividade física dos adolescentes. A relação entre a concentração de

    calcidiol e as variáveis do estudo foi analisada com auxílio do programa STATA. Essa

    pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí e

    todos os participantes do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

    Resultados: Observou-se que 54,8 % dos individuos avaliados tinham concentração de

    calcidiol inadequadas (< 30 ng/mL), sendo 21,1% de deficiência (< 20 ng/mL). Além disso,

    80% deles ingeriam quantidade de vitamina D inferior a recomendação (10 μg/dia). No

    entanto, não foi possível identificar relação entre os níveis de 25(OH)D e as variáveis do

    estudo. Conclusão: A prevalência de inadequação da vitamina D nos adolescentes avaliados

    foi elevada, embora residam numa cidade próxima a linha do Equador (2ºS). Acredita-se que

    o baixo consumo de vitamina D possa ter contribuído para esse resultado. Futuras pesquisas

    são necessárias para investigar a proporção da deficiência da vitamina D em nível nacional,

    determinar seu impacto na saúde desse grupo populacional e estabelecer estratégias de

    intervenção.

  • LAYS ARNAUD ROSAL LOPES
  • Efeito hipocolesterolemizante e hepatoprotetor do feijão-mungo (Vigna radiata L.) integral e germinado.
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Data: 30/05/2017
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  • Lopes. L. A. R. Efeito hipocolesterolemizante e hepatoprotetor do feijão-mungo (Vigna radiata L.) integral e germinado. 2017. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição. Universidade Federal do Piauí.

    A dieta tem sido apontada como um dos fatores determinantes para a elevação do risco das Doenças cardiovasculares (DCV) na população brasileira. Intervenções alimentares com leguminosas têm sido destacadas por auxiliarem na prevenção de DCV devido ao seu efeito modulador do perfil lipídico. O feijão-mungo (Vigna radiata L.) é uma leguminosa de origem asiática cujo consumo vem se estendendo no Brasil, principalmente pelo aumento na procura pelo broto-de-feijão, o qual é obtido por germinação. Este processamento promove um incremento no teor de nutrientes e compostos bioativos do feijão-mungo. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito hipocolesterolemizante e hepatoprotetor do feijão- mungo integral e germinado. O feijão-mungo, cultivar MGS-Esmeralda foi cozido em autoclave (120°C) e germinado por 72 horas. O feijão-mungo integral cozido e o germinado foram secos em estufa ventilada a temperatura 50º C por 72h originando duas farinhas, Farinha de Feijão Integral (FFI) e Farinha de Feijão Germinado (FFG). Foram realizadas análises de composição química das farinhas por métodos oficiais. A partir do extrato aquoso e etanólico foram realizadas determinações de compostos fenólicos totais usando o reagente Folin Ciocalteu e Atividade Antioxidante Total pelos métodos de captura dos radicais DPPH• (2,2 difenil-1-pricril-hidrazil) e ABTS•+ 2,2’azinobis-(3-ethylbenzthiazoline-6-sulfonic acid). Foi realizado um ensaio experimental em hamsters hipercolesterolemizados pela dieta contendo 20% de caseína, 13,5% de gordura de coco e 0,1% de colesterol por 21 dias. A FFI e a FFG foram utilizadas como fonte proteica na produção das dietas experimentais de intervenção por 28 dias. Um ensaio de digestibilidade verdadeira da proteína foi desenvolvido paralelamente. Foram realizadas análise de perfil lipídico (colesterol total, HDL-c, colesterol não-HDL e triglicerídeos), de função hepática (proteínas totais e albumina), de lesão hepática (Aspartato aminotransferase - AST e Alanina aminotransferase - ALT) e análises histológicas no tecido hepático. Foram realizadas comparações de médias pelos testes t de Student, Tukey e Mann-Whitney, ao nível de significância de 5 % no programa SPSS 10.0 (USA). Foi observada uma elevação do teor de proteínas (FFI=23,4% vs. FFG=26,2%) e uma melhora na digestibilidade verdadeira da proteína do feijão-mungo após germinação (FFI=82,3% vs. FFG=87,7%). Além disso, foi observado um maior teor de compostos fenólicos totais (Extrato aquoso - FFI=98,82±0,35 vs. FFG=160,45±2,68 / Extrato etanólico - FFI=18,0 vs. FFG=53,8 mg de ácido gálico.100g-1) e Atividade Antioxidante Total (AAT) pelos dois métodos estudados (Extrato aquoso - [AAT- DPPH]: FFI=111,17±4,9 vs. FFG=119,19±3,4; [AAT-ABTS]: FFI=482,93±1,44 vs. FFG=591,53±4,92 / Extrato etanólico - [AAT-DPPH]: FFI=69,70±7,44 vs. FFG=110,98±1,35; [AAT- ABTS]: FFI=115,86±1,56 vs. FFG=235,93±24,12) no feijão-mungo germinado em relação ao integral cozido. Foi verificada uma redução nas concentrações séricas de colesterol total e colesterol não-HDL e das enzimas AST e ALT nos animais tratados com FFI e FFG em relação aos animais hipercolesterolemizados que não receberam tratamento com feijão mungo. Além disso, foi observada uma redução na deposição de lipídeos hepáticos nos animais tratados com FFI em relação aos animais não tratados e uma redução ainda maior nos animais tratados com FFG, além disso foi verificada um menor infiltrado inflamatório e melhor vascularização do tecido hepático nos animais tratados com o feijão germinado. Portanto, conclui-se que o feijão-mungo é uma leguminosa com propriedades funcionais no que se refere ao efeito hipocolesterolemizante e hepatoprotetor, e que pode ter seu potencial funcional melhorado após a germinação.

  • EDUARDO EMANUEL SÁTIRO VIEIRA
  • Consumo alimentar de aminoácidos de cadeia ramificada e associação com parâmetros glicêmicos e resistência insulínica em diabéticos tipo 2
  • Orientador : FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
  • Data: 25/05/2017
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  • Os aminoácidos de cadeia ramificada estão envolvidos em diversos processos metabólicos do organismo e, em particular, tem sido proposta a participação destes nutrientes na sensibilidade à insulina. No entanto, a relação entre o consumo alimentar desses aminoácidos e o controle glicêmico tem apresentado resultados inconsistentes. Assim, este estudo investigou a associação entre o consumo alimentar usual de aminoácidos de cadeia ramificada, parâmetros glicêmicos e resistência insulínica em pacientes com diabetes tipo 2. Trata-se de um estudo caso-controle, conduzido com 87 adultos (43 diabéticos e 44 controles), de ambos sexos, com idade entre 20 a 59 anos, realizado em um hospital público de Teresina, Piauí. A variável independente é o consumo alimentar usual de aminoácidos de cadeia ramificada estimado por meio do Multiple Source Method; as variáveis dependentes: glicose de jejum, insulina séria, hemoglobina glicada e Homeostasis Model Assessment Insulin Resistance (HOMA-IR); e as covariáveis nas análises de regressão múltipla: sexo, idade, renda, escolaridade, tabagismo, etilismo, nível de atividade física, tempo de diabetes, consumo alimentar de energia total, fibra alimentar, colesterol dietético, gordura saturada, gordura insaturada, índice de massa corporal e circunferência da cintura. Foram avaliadas ainda as concentrações de proteínas plasmáticas totais, albumina, creatinina e ureia séricas. A média de idade do grupo controle e diabetes foi 50,3 ± 6,1 e 49,9 ± 7,0 anos, respectivamente. O consumo alimentar usual médio de isoleucina, leucina e valina foi 3,8; 6,2 e 4,1 g/dia, respectivamente para o grupo diabetes. Não houve ingestão destes aminoácidos abaixo da recomendação em ambos os grupos. Nas análises de regressão linear verificou-se associação negativa entre o consumo alimentar dos aminoácidos de cadeia ramificada com a glicose de jejum [-0,01 (-0,03; 0,01)] e a hemoglobina glicada [-0,01 (-0,01; 0,01)] no grupo controle, após ajuste múltiplo; e associação positiva com a hemoglobina glicada [0,01 (-0,01; 0,07)] no grupo diabetes. Apesar do consumo alimentar de aminoácidos de cadeia ramificada está adequado de acordo com as recomendações de ingestão em ambos os grupos, observamos efeito paradoxo sobre o metabolismo da glicose no presente estudo.

  • LÚCIA CASTRO SANTOS DE OLIVEIRA
  • INIBIÇÃO DO APETITE E DISMOTILIDADE GÁSTRICA INDUZIDA PELO USO CRÔNICO DE DEXAMETASONA EM RATOS: INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO
  • Orientador : MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
  • Data: 12/05/2017
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  • O exercício físico regular promove adaptações e repercussões fisiológicas em diferentes sistemas corporais, como no trato gastrointestinal. Essas alterações fisiológicas variam de acordo com o tempo, intensidade volume e tipo de exercício realizado. O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito do exercício físico sobre a inibição do apetite e dismotilidade gástrica induzida pelo uso crônico de dexametasona. Foram utilizados ratos Wistar machos, com peso inicial médio de 330g. Realizaram-se três protocolos experimentais: 1) Tratamento com dexamentasona: os animais foram distribuidos em quatro grupos (Salina, Dexa0,1mg/Kg, Dexa0,5mg/Kg e Dexa1,0mg/Kg) tratados por 5 dias; 2) Protocolo de exercício: os animais foram distribuídos em grupos experimentais (Salina, Dexa1,0mg/Kg, Salina+Exercício0%, Dexa1,0mg/Kg+Exercício0%, Salina+Exercício5%, Dexa1,0mg/Kg+Exercício5%) e submetidos a adaptação à agua por 5 dias, seguidos de treinamento de natação por 5 dias, 1h/dia. Foi realizada monitoração diária do peso corporal (g), consumo de ração (g) e ingestão de água (mL). Foram realizados ainda Teste de Tolerância à Glicose e Teste de Tolerância à Insulina via intraperitoneal, Esvaziamento Gástrico de líquidos, coleta de tecidos para dosagem de citocinas no dia seguinte após a da última dose de dexametasona. Observamos que o tratamento com dexametasona foi responsável pela redução significativa (p < 0,05) do consumo alimentar, da ingestão de líquidos e do peso corporal dos ratos, sem contudo alterar sua composição corporal. Observamos ainda que a dexametasona promoveu a instalação do quadro de hiperglicemia e de resistência à insulina, além de aumentar a taxa de retenção gástrica dos ratos. O exercício físico por sua vez atenuou de forma significativa (p < 0,05) o quadro de hiperglicemia e o retardo no esvaziamento gástrico dos animais tanto no grupo sem sobrecarga quanto no com acréscimo de 5% do peso corporal, porém não foi eficaz em prevenir a redução de peso corporal e hipofagia provocadas pelo tratamento com dexa.

  • DAILA LEITE CHAVES BEZERRA
  • HIPOMAGNESEMIA E SUA RELAÇÃO COM MARCADORES DO ESTRESSE OXIDATIVO EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA.
  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 28/04/2017
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  • BEZERRA, D. L. C. Hipomagnesemia e sua Relação com Marcadores do Estresse Oxidativo em Mulheres com Câncer de Mama. 2017. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    INTRODUÇÃO: Estudos têm mostrado concentrações séricas reduzidas de magnésio em mulheres com câncer de mama, o que parece comprometer o sistema de defesa antioxidante, sendo considerado fator importante na manifestação da tumorigênese. OBJETIVO: O estudo avaliou parâmetros do magnésio, atividade da enzima superóxido dismutase e sua relação com marcador do estresse oxidativo em mulheres com câncer de mama. MÉTODOS: Estudo transversal, envolvendo 60 mulheres, na faixa etária entre 29 e 65 anos, distribuídas em dois grupos: grupo caso (mulheres com câncer de mama, n=30) e grupo controle (mulheres sem câncer de mama, n=30). Foram realizadas medidas do peso corporal e estatura, bem como analisadas a ingestão de magnésio e parâmetros bioquímicos do mineral. A análise da ingestão de magnésio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Dietpro clínico, versão 5i. As concentrações do magnésio plasmático, ionizado, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente. O estresse oxidativo foi analisado pelo método das concentrações plasmáticas das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico. A determinação da atividade da enzima superóxido dismutase eritrocitária foi feita usando método colorimétrico. Os dados foram analisados no programa estatístico GraphPrad Prism®, versão 6.01. RESULTADOS: Os valores médios da quantidade de magnésio nas dietas estavam abaixo da recomendação, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As concentrações de magnésio plasmático, ionizado e eritrocitário das mulheres com câncer de mama estavam reduzidas em relação ao grupo controle (p<0,0001) e inadequadas segundo os valores de referência. A excreção urinária estava elevada, com diferença significativa entre os grupos (p<0,0001). A concentração média das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico estava elevada nas participantes do estudo, sem diferença estatística significativa entre os grupos (p>0.05). Os valores médios da atividade da enzima superóxido dismutase estavam reduzidos nas mulheres com câncer de mama em relação ao grupo controle (p<0,05). O estudo não mostrou correlação significativa entre os parâmetros do magnésio e os marcadores do estresse oxidativo (p>0,05). A análise de correlação entre a atividade da superóxido dismutase eritrocitária e as concentrações plasmáticas das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico também não revelou resultado significativo (p>0,05). CONCLUSÃO: A partir dos resultados deste estudo, pode-se concluir que as mulheres com câncer de mama apresentam comprometimento na homeostase do magnésio, caracterizada pela sua redução na dieta, no plasma, nos eritrócitos e aumento na urina. Além disso, o estudo de correlação não demonstra influência desse mineral sobre o estresse oxidativo, distúrbio importante na patogênese do câncer de mama.

  • ENNYA CRISTINA PEREIRA DOS SANTOS DUARTE
  • CARACTERIZAÇÃO FISICO-QUÍMICA, COMPOSTOS BIOATIVOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO FRUTO DA MACAMBIRA (Bromelia laciniosa Mart. ex Schult. & Schult.f.).
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 26/04/2017
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  • Devido à escassez de pesquisas a respeito do fruto da macambira (Bromélia laciniosa) na literatura consultada, este estudo teve como objetivo avaliar o potencial de utilização desse fruto na alimentação humana, com a finalidade de caracterizá-lo fisicoquimicamente para obter o teor nutritivo e funcional. Foram realizadas analises para determinação de peso médio, comprimento (diâmetro maior) e largura (diâmetro menor) e rendimento da polpa, pH, acidez total titulável, Sólidos Solúveis Totais (ºBrix), composição centesimal (umidade, cinzas, proteínas, lipídeos, carboidratos), fibras alimentares, compostos bioativos (fenólicos totais, carotenoides totais, flavonoides totais, vitamina C), atividade antioxidante in vitro, além do valor energético total (VET). As determinações foram efetuadas em triplicata e os dados obtidos, submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de significância. As médias referentes ao comprimento e largura do fruto da macambira foram de 46,0 ± 3,8mm e 33,9 ±1,8mm, respectivamente, o peso médio foi de 27,6± 4,4 g e rendimento de polpa de 27,3± 2,8 %. O pH da casca foi de 4,17 em média, valor esse, semelhante ao obtido para a polpa, que foi de 4,03, enquanto que o da semente foi de 5,97. A acidez total no fruto da macambira foi de 1,67 e 1,1 g. 100 g de ac. cítrico para casca e polpa, respectivamente. A acidez total da semente foi expressa em ácido oleico (0,83 g ac. oléico.100 g ) e ácido cítrico (0,18 g ac. cítrico.100 g). O teor de sólidos solúveis da polpa foi de 13,6, e a relação sólidos solúveis/ acidez total foi de 12,3. Em relação à composição centesimal do fruto foram obtidos os seguintes teores : umidade – casca (80,8 ± 0,81) polpa (88,2 ± 0,11) e semente (47,0 ± 0,34); Cinzas- casca (3,34 ± 0,02), polpa (1,5 ± 0,01) e semente (1,2 ± 0,01) proteínas- casca (0,1 ± 0,00), polpa (0,01±0,00) e semente (0,6 ± 0,05); lipídios- casca (0,4 ± 0,00), polpa (0,4 ± 0,00) e (0,8 ± 0,00) semente; carboidratos casca (15,3 ± 0,79), polpa (9,7 ± 0,14) e semente (50,2 ± 0,31). Na casca e polpa da macambira foram verificados teores de fibras alimentares totais de 65,42± 1,13 e 25,4 ± 1,04, respectivamente. Foi obtido valor energético total em kcal de 43,2 ± 0,41para a casca, 65,7 ± 3.94 para a polpa e de 211,2 ± 1,64 semente da macambira. O fruto apresentou teores de fenólicos para casca (258,7 ± 3,17), polpa (155,3 ± 5,40) e semente (93,5 ± 3,11), flavonoides casca (183,8 ± 1,92), polpa (55,9 ± 1,10) e semente (20,2 ± 1,91), carotenoides casca (835,9 ± 14,45),polpa (59,1 ± 4,01) e semente (56,3 ± 4,04) e vitamina C casca( 67,7±0,47 ) e polpa (38,2 ± 0,38 ) . Referente à atividade antioxidante a casca apresentou 1.222,6 mg eq.ao trolox /100 g, a polpa 975,5 mg eq.ao trolox /100 g e a semente 590,4 mg eq.ao trolox /100 g. Assim concluiu-se o fruto da macambira (Bromelia laciniosa) apesar de possuir um baixo rendimento de polpa, baixo teor lipídico e proteíco, apresentou elevado teor de compostos bioativos, como os fenólicos , dentre eles os flavonóides, também de fibras alimentares e vitamina C, além de ser fonte de carotenoides. O teor de compostos fenólicos pode está diretamente relacionado a atividade antioxidante apresentada pelo fruto, com destaque para o teor de compostos fenólicos da casca e consequentemente para a atividade antioxidante da mesma.

  • LUCIANA LEAL GOMES DE MACEDO
  • ESTADO NUTRICIONAL DA VITAMINA B12 E SUA RELAÇÃO COM A DENSIDADE MINERAL ÓSSEA DE IDOSOS ATENDIDOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
  • Orientador : CECILIA MARIA RESENDE GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 24/04/2017
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  • INTRODUÇÃO: O risco de alterações na estrutura óssea aumenta exponencialmente com o avançar da idade, resultando em graves consequências sobre a saúde e a qualidade de vida em idosos. Estudos tem evidenciado a participação da vitamina B12 no metabolismo e na qualidade da estrutura dos ossos em seres humanos. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar o estado nutricional relativo à vitamina B12 e a sua relação com a densidade mineral óssea em uma amostra de pessoas idosas. MÉTODOS: Pesquisa explicativa, observacional de caráter transversal, envolvendo 64 idosos entre 60 e 91 anos, de ambos os sexos, atendida em hospital universitário de Capital do Nordeste. As variáveis de interesse foram: antropométricas, dietéticas, bioquímicas, clínicas, além das demográficas e sociais. No processo de avaliação antropométrica se utilizou peso, estimativa de altura e circunferência da cintura, o consumo alimentar foi obtido por meio de três recordatórios de 24 horas, utilizando-se o software Nutwin, para a análise de macro e micronutrientes (cálcio, vitaminas B12, D e B9). Foi avaliada a densidade mineral óssea (DMO) da coluna vertebral e colo do fêmur. As concentrações séricas da vitamina B12 e folato também foram determinadas. RESULTADOS: Houve predominância do gênero feminino (75%), idosos casados (46,9%), com baixo nível de escolaridade (46,9%) e sedentários (67,2%). A média de idade foi de 75,02 anos (DP ±8,18). Verificou-se elevada prevalência de osteoporose (54,7%) e hipertensão arterial (48,9%). O estado nutricional avaliado pelo IMC mostrou maior tendência para o baixo peso (45,3%). A ingestão dietética de energia foi inadequada em todos os participantes (1236,9kcal; DP ±203,18), contudo, o consumo de lipídeos e carboidratos alcançou os valores recomendados. As médias de consumo de cálcio, vitamina D e ácido fólico foram inferiores aos valores de referência. Os valores médios do consumo de vitamina B12 estavam adequados segundo as recomendações (3,47 μg), assim como a média das concentrações séricas (432,01 pg/mL). Em 54,7% dos idosos as concentrações séricas de folato encontravam-se normais. Não houve associação entre as concentrações séricas e dietéticos de B12 e a densidade mineral óssea, de acordo com sua classificação (p=0,374 e p=0,103, respectivamente). Porém, obteve-se associação significativa entre idade (p=0,05), IMC (p=0,006), circunferência da cintura (p=0,001), consumo alimentar de energia (p=0,004), carboidratos (p=0,002) e proteínas (p=0,047) com a densidade mineral óssea. O modelo final de regressão linear múltipla demonstrou que a variável resposta DMO da coluna vertebral lombar, foi explicada pelo sexo (p = 0,034; β= -0,106), DMO do colo do fêmur (p< 0,001; β= 0,450), cálcio (p=0,049; β= 0,0002) e B12 sérica (p=0,012; β= 0,0001), um valor representativo e ajustado com R² = 54,76%. CONCLUSÃO: Observou-se que não houve relação entre o estado nutricional da vitamina B12 e a DMO. Não obstante, foram identificadas associações significativas de outras variáveis com a DMO dos amostrados. Entretanto, concentrações séricas da vitamina B12 com outras variáveis (sexo feminino, DMO do colo do fêmur e cálcio), explicaram possíveis alterações na DMO da coluna vertebral, sugerindo a necessidade de mais estudos capazes de identificar o papel dessa vitamina e de outros fatores de riscos nutricionais para a osteoporose em idosos.

  • PAULO VÍCTOR DE LIMA SOUSA
  • CONTEÚDO DE COMPOSTOS FENÓLICOS, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E MINERAIS EM HORTALIÇAS CONVENCIONAIS E ORGÂNICAS
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 10/04/2017
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  • A agricultura orgânica é um sistema de produção agrícola que visa a preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, enfatizando a adoção de práticas de manejo em oposição ao uso de elementos estranhos ao ambiente rural. Estudos têm demonstrado que os alimentos provenientes do cultivo orgânico, entre eles as hortaliças, têm-se destacado em relação ao seu valor nutritivo e funcional quando comparados aos alimentos do cultivo convencional. O presente estudo objetivou analisar os teores de compostos bioativos e minerais, bem como a atividade antioxidante de hortaliças provenientes do sistema de cultivo orgânico e convencional, visando identificar a influência do sistema de cultivo. As hortaliças analisadas foram: alface crespa, alface americana, alface roxa, repolho verde e repolho roxo. Analisou-se a composição centesimal (umidade, cinzas, lipídeos, proteínas e carboidratos), Valor Energético Total (VET), os compostos bioativos (compostos fenólicos totais, flavonoides totais, antocianinas e taninos condensados), a atividade antioxidante e os teores de minerais. Os resultados foram expressos como média + desvio-padrão e utilizou-se o teste t de Student (p < 0,05) para verificar diferença entre as médias do tipo de cultivo e as hortaliças. Em relação à composição centesimal, houve diferença significativa (p < 0,05) em relação ao sistema de cultivo, obtendo maiores conteúdos de cinzas para alface crespa (0,91 mg/100 g), alface roxa (1,01 mg/100 g) e repolho verde (0,57 mg/100 g) do cultivo orgânico, maior conteúdo de proteínas apenas para alface americana orgânica (1,30 mg/100 g), menores teores de lipídios para alface crespa (0,33 mg/100 g), alface americana (0,27 mg/100 g), alface roxa (0,25 mg/100 g) e repolho roxo (0,32 mg/100 g) do cultivo orgânico. Destacam-se maiores conteúdo de carboidratos na alface crespa (2,23 mg/100 g), alface roxa (1,81 mg/100 g) e repolho roxo (6,89 mg/100 g). O VET variou de 12,09 a 33,87 Kcal/100 g. Observaram-se maiores conteúdo de compostos fenólicos totais, flavonoides totais, taninos condensados e antocianinas paras as hortaliças do sistema de cultivo orgânico, com exceção da alface americana orgânica que obteve apenas maior conteúdo de taninos condensados. As hortaliças do sistema de cultivo orgânico apresentaram maior atividade antioxidante quando comparadas as do sistema de cultivo convencional, com exceção da alface americana orgânica, com destaque para alface crespa (4261,77 μmol TEAC/100 g) e alface roxa (3779,11 μmol TEAC/100 g) orgânicos. O conteúdo de minerais foi influenciado pelo sistema de cultivo, com menor teor para Na, Cu, Mg, Mn, Fe, P e Zn e maior para Ca e K nos diferentes tipos de alface do cultivo orgânico e maior conteúdo de Ca, Na, Mg, P e K nos dois tipos de repolho orgânico. Concluiu-se que o sistema de cultivo influenciou nas características nutritivas e funcionais das hortaliças analisadas.

  • ANA CIBELE PEREIRA SOUSA
  • FRUTOS DE CACTÁCEAS DA CAATINGA PIAUIENSE: POTENCIAL BIOATIVO E TECNOLÓGICO
  • Data: 17/03/2017
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  • Cactáceas são plantas xerofíticas com alto poder de adaptação à climas secos e à elevadas temperaturas. A caatinga se destaca como o ecossistema com a maior diversidade dessas espécies, muitas dessas, apesar do elevado potencial nutricional e de compostos bioativos e antioxidantes, ainda são pouco exploradas. Objetivou-se avaliar a composição física, físico-química, nutricional, o teor de compostos bioativos, a atividade antioxidante in vitro e atividade citotóxica dos frutos das cactáceas do mandacaru (Cereus jamacaru DC.), facheiro (Pilosocereus pachycladus  subesp. pernambucoensis (F. Ritter) Zappi), xiquexique (Pilosocereus gounellei (F.A.C. Weber) Byles & G.D. Rowley subesp. Gounellei)  e do quipá (Tacinga inamoena (K. Schum) NPTaylor & Stuppy), da caatinga e avaliar a aceitação sensorial de sorvete produzido a base da polpa do mandacaru e xiquexique. Foram utilizadas metodologias oficiais descritas no Instituto Adolfo Lutz (2008) e AOAC (2005). Verificou-se um elevado teor de água (>80%) nos frutos, os quais são compostos majoritariamente de carboidratos, com destaque para polpa do facheiro com 3,16% de lipídeos. Para os minerais, os frutos foram qualificados como excelentes matrizes, onde os achados classificaram 61,11% das amostras, sendo de alto teor de minerais, destaque  para o Magnésio (Mg) e Manganês (Mn) presentes nas cascas e na polpa do facheiro. Os Polifenois totais, a maioria se classifica como sendo de médio teor (100 a 500 mg EAG.100 g-1), verificou-se, dessa forma, a presença de compostos bioativos tanto nas polpas quanto cascas com destaque para essa última bem como: elevada capacidade antioxidante pelos métodos DPPH, ABTS e FRAP, observou-se, ademais, que nenhum dos frutos apresentou toxicidade frente a Artemia salina. Além disso, os sorvetes elaborados a base das polpas de mandacaru e xiquexique obtiveram boa aceitação e intenção de compra pelos provadores com destaque para o sorvete com maior proporção de polpa de mandacaru. Dessa forma, infere-se que os frutos estudados se constituem em fontes de minerais essências e compostos bioativos com capacidade antioxidante, devendo ser estimulado seu consumo, bem como investimentos ao desenvolvimento de novos produtos à base destes.

  • SABRINA ALMONDES TEIXEIRA
  • FILME COMESTÍVEL DE GALACTOMANANA (Caesalpinia pulcherrima) E ÓLEO DE BURITI (Mauritia flexuosa L.) PARA CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS
  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 09/03/2017
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  • Este estudo objetivou desenvolver um filme comestível, direcionado à conservação de alimentos, tendo como base a associação de polímeros de duas espécies da flora brasileira, a galactomanana extraída do flamboianzinho (C. pulcherrima) e óleo do buriti (M. flexuosa L.). Para isto, buscou-se avaliar a qualidade das matérias-primas utilizadas, verificar a máxima dissolução do óleo de buriti a ser utilizada no delineamento experimental, avaliar a atividade antimicrobiana do produto, enquanto solução filmogênica, e caracterizar os filmes comestíveis quanto ao rendimento, gramatura, espessura, umidade, solubilidade e permeabilidade ao vapor de água. A galactomanana foi isolada por extração aquosa seguida de precipitação em etanol, obtendo um baixo nível de impureza (0,27%) e umidade (2,43%). Na caracterização do óleo de buriti refinado, foi verificada adequação com a legislação vigentes, assim como em relação aos dados encontrados na literatura. O teste preliminares para definir a máxima dissolução do óleo de buriti na solução filmogênica, foi baseado em diferentes formulações resultantes de um delineamento de composto central rotacional (DCCR) com esquema fatorial 3x3, o qual teve como variáveis independentes as concentrações de óleo de buriti e de glicerol como plastificante, mantendo-se constante a concentração de galactomanana. A partir deste, definiu-se a concentração máxima do óleo de buriti utilizada no experimento, sendo esta de 0,5%. Apesar do óleo de buriti possuir atividade antimicrobiana, relatada por inúmeros estudos, não verificou-se esta ação para nenhuma das cepas testadas, em nenhuma das formulações. Na caracterização dos filmes comestíveis, verificou-se que o aumento da concentração de óleo de buriti estava diretamente relacionada a melhores características quanto a gramatura, espessura e solubilidade. Para todos os tratamentos observou-se permeabilidade ao vapor de água com valores de moderados a baixos, caracterizando-os como filmes de grande espectro de aplicação em alimentos. De modo geral a baixa concentração de óleo de buriti incorporado aos filmes pode ter prejudicado a evidência de possíveis funcionalidades do mesmo, havendo necessidade de otimização do produto, a fim de potencializar especialmente a atividade antimicrobiana.

  • LUIS MICHEL NOLASCO LUGO
  • COMPOSIÇÃO FISICO-QUIMICA E COMPOSTOS BIOATIVOS EM GRÃOS INTEGRAIS E BROTOS DE LINHAGENS DE FEIJÃO-MUNGO (Vigna radiata L.)
  • Data: 07/03/2017
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  • LUGO, L. M. N. COMPOSIÇÃO FISICO-QUIMICA E COMPOSTOS BIOATIVOS EM GRÃOS INTEGRAIS E BROTOS DE LINHAGENS DE FEIJÃO-MUNGO (Vigna radiata L.). 2017. 88f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI.

    O feijão-mungo é muito consumido na Ásia, onde representa uma importante fonte proteica, de minerais e compostos bioativos. O broto “moyashi” de feijão-mungo é mais consumido, aqui no Brasil ainda não é muito popular o consumo deste feijão, mas tem muito potencial de comercialização. O objetivo deste estudo foi a caracterização físico-química e de compostos bioativos em grãos integrais e brotos de linhagens de feijão-mungo desenvolvidos nas condições agronômicas no Brasil. De cada linhagem na forma de grão e broto foram obtidas farinhas para as análises. As análises físicoquímicas das amostras, incluiu a composição centesimal (umidade, cinzas, lipídios, carboidratos e proteínas), o valor energético total, além das análises do teor de minerais. Determinaram-se os compostos bioativos das cinco linhagens com maior valor comercial, sendo analisado, os compostos fenólicos e a atividade antioxidante. Todas as análises foram realizadas em triplicata e os resultados expressos como média ± desvio padrão. Realizou-se a Analise de Variância e as medias foram comparadas com o teste de Scott-Knott (p≤0,05). Em relação à composição centesimal, o conteúdo de umidade nos grãos em base seca foi em média de 6,32%, nos brotos em base úmida foi em média de 85,27%. O conteúdo de proteínas aumentou de maneira estatisticamente significativa, sendo que no grão a média foi de 22,95%, e nos brotos a média foi de 32,90%, no teor de cinzas também foi significativo o aumento de grão (3,55%) para o broto (5,44%), já no teor de lipídios teve diferença significativa no broto e para o teor de carboidratos diminuiu após a germinação. Para o conteúdo de ferro, obteve-se diferença significativa (p≤0,05) no grão ficou na faixa de 4,75-14,26 mg/100g, e nos brotos ficou 7,49-9,19 mg/100g; enquanto, para o zinco teve diferença significativa (p≤0,05) depois do processo de germinação; ficando no grão na faixa de 3,11-3,94 mg/100g, no broto foi de 4,59-6,44 mg/100g, o processo de germinação foi significativo no aumento do teor de minerais nas linhagens. Para os compostos bioativos, a linhagem BRA-000027 apresentou diferença significativa (p≤0,05), com os maiores conteúdos de compostos fenólicos totais no grão (183,65 mg/100g) e no broto (504,74 mg/100g). Para o conteúdo de antocianinas não teve diferença significativa, nas duas formas, destacando-se a linhagem BRA-O84654-2 (0,78 mg/100g) no grão e o BG3 (0,67 mg/100g) como broto. Para a atividade antioxidante, a linhagem que apresentou maior atividade antioxidante no grão foi BG7 (663,96 mg/100g) e nos brotos foi BG3 (1318,05 mg/100g), observou-se que teve diferença significativa (p≤0,05), na forma de broto em comparação com os grãos. Concluiu-se que após o processo de germinação dos grãos as linhagens aumentaram suas caraterísticas nutricionais, minerais e funcionais, portanto, recomenda-se o consumo na forma de broto.

2016
Descrição
  • LAÍS SPÍNDOLA GARCÊZ
  • Níveis séricos de retinol e consumo alimentar habitual em gestantes adolescentes.
  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 09/11/2016
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  • A deficiência de vitamina A (DVA), embora considerada como uma das mais importantes carências nutricionais nos países em desenvolvimento, ainda apresenta aspectos de interesse epidemiológico a serem investigados, como a sua ocorrência em gestantes adolescentes, grupo considerado de risco devido a maior vulnerabilidade às deficiências nutricionais. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo avaliar os níveis séricos de retinol e o consumo alimentar habitual em gestantes adolescentes atendidas em uma maternidade escola de Teresina, Piauí. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, de natureza transversal, realizado com 89 gestantes adolescentes, na faixa etária de 10 a 19 anos, atendidas na maternidade escola Dona Evangelina Rosa, localizada na cidade de Teresina, Piauí. Os dados socioeconômicos e obstétricos foram obtidos por meio da aplicação de formulário específico. Para avaliação do estado nutricional foram tomadas medidas de peso e estatura, sendo classificadas segundo o Índice de Massa Corporal (IMC). As concentrações séricas de retinol foram determinadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e a presença de infecção subclínica por meio da dosagem de proteína C reativa. O consumo alimentar habitual foi estimado por meio de recordatório alimentar de 24 horas. Para o cálculo da prevalência de inadequação dos nutrientes adotou-se o método “EAR como ponto de corte". Modelos de Regressão Linear Múltiplos (RLM) foram adotados para avaliar a relação entre as variáveis independentes e os níveis séricos de retinol, com nível de significância de 5%. A média da concentração de retinol foi 0,92 μmol/L (±0,42) e a DVA foi observada em 34,8% das gestantes. A infecção subclínica esteve presente em 82% da amostra e as prevalências de inadequação do consumo alimentar foram elevadas para a maioria dos nutrientes avaliados, no entanto, os modelos de RLM mostraram associação estatística dos níveis séricos de retinol apenas com o saneamento básico (p=0,008), o estado nutricional pré-gestacional (p=0,002) e o trimestre gestacional (p=0,001), associando-se de forma positiva com as duas primeiras variáveis e de forma negativa com a última. Em conjunto, essas três variáveis explicaram 21,3% da variação dos níveis séricos de retinol da população avaliada. As condições de saneamento básico adequadas mostraram ter efeito protetor contra a DVA, assim como o maior IMC pré-gestacional. De forma contrária, o aumento do trimestre gestacional provocou uma redução nos níveis séricos de retinol, favorecendo a ocorrência de DVA. Considerando a alta prevalência de DVA verificada, assim como seu impacto na gestação, destaca-se a necessidade da avaliação regular do estado nutricional de vitamina A durante o pré-natal da adolescente a fim de se realizar o diagnóstico precoce e o adequado tratamento dessa deficiência. As prevalências de inadequação alimentar encontradas apontam a existência de uma vulnerabilidade às inadequações nutricionais e acredita-se que ações de intervenção nutricional voltadas para o estímulo da adoção de práticas alimentares saudáveis também sejam de grande importância no combate a DVA.

  • NINA ROSA MELLO SOARES
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM ZINCO NA EXPRESSÃO GÊNICA DE METALOPROTEÍNAS E NA MODULAÇÃO DE CITOCINAS INFLAMATÓRIAS NA RETOCOLITE ULCERATIVA

  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 31/08/2016
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  • INTRODUÇÃO: A Retocolite Ulcerativa (RCU) é caracterizada por repostas imunológicas contra o próprio trato gastrointestinal, causando inflamação crônica, com aumento na produção de citocinas pró-inflamatórias e espécies reativas de oxigênio (EROs). Nesse sentido, destaca-se a importância do aporte adequado de zinco, mineral antioxidante, que atua na neutralização de EROs e na modulação da inflamação. MÉTODOS: Estudo de intervenção, cego, que envolveu 41 pacientes diagnosticados com RCU em remissão e atividade da doença, de ambos os sexos, e faixa etária entre 20 e 69 anos. Todos os pacientes foram avaliados no tempo inicial do estudo (T0), e com base nas concentrações de zinco plasmático, receberam suplementação com 35 mg de gluconato de zinco/dia durante 30 dias ou com amido de milho, por igual período, e, foram reavaliados no tempo final do estudo (T1). O consumo alimentar habitual foi avaliado com Registro Alimentar de 3 dias. As análises de zinco plasmático e eritrocitário foram realizadas por espectrofotometria de absorção atômica de chama. Os níveis séricos de IL-6, IL-10 e TNF-α, foram determinados por citometria de fluxo. E a expressão dos genes codificadores da metalotioneína (MT1G) e da proteína transportadora de zinco Zip14 foi determinada pela reação em cadeia de polimerase quantitativa em tempo real. RESULTADOS: Os percentuais de adequação de nutrientes revelaram consumo inadequado de calorias e zinco, sendo este estatisticamente menor no grupo suplementado (P<0,05). O consumo de proteínas, carboidratos e lipídios tiveram distribuição adequada em relação ao aporte calórico. E o percentual de probabilidade de adequação da ingestão de zinco foi significativamente menor no grupo suplementado. As médias de zinco no plasma e no eritrócito indicaram diferença significativa no T0 entre grupo suplementado e placebo, com aumento significativo após a suplementação tanto no plasma (P<0,01) como no eritrócito (P<0,05). Apesar do aumento significativo nos parâmetros sanguíneos de zinco, nem todos os pacientes conseguiram alcançar o valor mínimo de referência para zinco plasmático e a média das concentrações eritrocitárias de zinco ainda permaneceram abaixo do valor mínimo de referência. As concentrações séricas de citocinas não variaram significativamente do T0 para o T1. Observou-se que, no T0, a IL-10 foi significativamente maior no grupo placebo e correlacionou-se positivamente com TNF-α no T1. As médias da expressão gênica da MT1G e da ZIP 14 reduziram significativamente após a suplementação (P<0,05). Relacionaram-se positivamente as expressões da MT1G e da Zip 14 e as concentrações séricas de TNF-α com a expressão da MT1G no T0. Houve correlação negativa entre zinco plasmático e expressão da MT1G e entre adequação da ingestão alimentar de zinco e expressão da ZIP 14 CONCLUSÃO: A suplementação com zinco modula a expressão gênica de proteínas carreadoras deste mineral, refletindo na sua melhor distribuição nos compartimentos celulares e em importantes alterações na resposta imunológica de pacientes com RCU.


  • DIÊGO SÁVIO VASCONCELOS DE OLIVEIRA
  • ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE DE FERRO E ZINCO, CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, TEMPO DE COCÇÃO E PRODUTIVIDADE DE LINHAGENS DE FEIJÃO-CAUPI.

  • Data: 17/08/2016
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  • O feijão-caupi é uma cultura de grande importância socioeconômica na região semiárida do Nordeste do Brasil, onde se constitui na principal fonte de proteína vegetal. A composição química do grão pode se modificar em consequência de mudanças relacionadas a fatores ambientais (nutrição) e aqueles ligados à planta (genética). Portanto, existe um desafio constante na seleção de linhagens mais nutritivas e produtivas para que o conteúdo de nutrientes do feijão-caupi seja capaz de atender as principais recomendações dietéticas. A biofortificação é uma estratégia que tem sido aplicada para melhorar a qualidade nutricional de alguns alimentos básicos de alto consumo pela população, como é o feijão-caupi, visando o combate à desnutrição em populações carentes. Os micronutrientes de estudo da biofortificação em feijão-caupi tem sido o ferro e o zinco e os programas de melhoramento genético visam aumentar as concentrações desses minerais nos grãos. Neste sentido, este trabalho objetivou avaliar a adaptabilidade e estabilidade das concentrações de ferro e zinco e verificar a qualidade química, o tempo de cocção e a produtividade de grãos de linhagens de feijão-caupi. Foram avaliadas 10 linhagens e dois cultivares de feijão-caupi. Os experimentos foram conduzidos em condições de sequeiro/irrigação, nos locais São João do Piauí-PI, Campo Grande do Piauí-PI, Parnaíba-PI e Balsas-MA, no ano de 2015. Adotou-se o delineamento de blocos completos casualizados, com quatro repetições. Foram realizadas análises de variâncias individuais e conjuntas e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p≤0,05). As análises de adaptabilidade e estabilidade para as concentrações de ferro e zinco foram realizadas via método GGE biplot. Os grãos dos genótipos foram analisados quanto ao teor de carboidratos, proteínas, lipídios, umidade, cinzas, valor energético total, ferro, zinco, potássio, magnésio, sódio, cálcio, fósforo, cobre, manganês, tempo de cocção e produtividade de grãos. Observaram-se as seguintes variações na composição centesimal: carboidratos: 61,36 a 64,46 g.100g-1; proteínas: 23,99 a 25,69 g.100g-1; lipídios: 2,54 a 3,66 g.100g-1; umidade: 5,49 a 5,83%; cinzas: 3,17 a 3,44 g.100g-1 e VET: 377,45 a 381,07 kcal.100g-1. As linhagens identificadas com bons atributos nutricionais no grão foram MNC04-795F-158, MNC04-774F-90, MNC04-769-45 e MNC04-769F-31, pois apresentaram melhor desempenho para as concentrações de cinzas e proteínas, e a MNC04-792F-146 por apresentar boas combinações de baixa concentração de lipídios e altos teores de carboidratos e VET, apresentando comportamento semelhante às cultivares BRS Tumucumaque e BRS Xiquexique. As concentrações de minerais apresentaram as seguintes variações: ferro: 4,85 a 5,54 mg.100g-1; zinco: 4,24 a 4,84 mg.100g-1; potássio: 1.623,06 a 1.762,40 mg.100g-1; magnésio: 186,96 a 202,63 mg.100g-1; sódio: 4,62 a 6,75 mg.100g-1; cálcio: 46,86 a 63,75 mg.100g-1; fósforo: 409,42 a 433,79 mg.100g-1; cobre: 0,39 a 0,51 mg.100g-1e manganês: 1,80 a 2,18 mg.100g-1. A linhagem MNC04-774F-90 apresentou bons níveis de fósforo, potássio e cobre. A linhagem MNC04-792F-146 obteve maiores teores de manganês e cobre. As linhagens MNC04-795F-158 e MNC04-769F-26 foram as melhores em potássio e sódio. A cultivar BRS Xiquexique e as linhagens MNC04-762F-9, MNC04-774F-78 e MNC04-774F-90 apresentaram as maiores concentrações de ferro e zinco no grão, sendo promissoras como cultivares biofortificados em ferro e zinco. Os genótipos e os ambientes diferiram entre si (p≤0,05) e os genótipos se comportaram diferencialmente com os ambientes. O tempo de cocção apresentou uma variação de 14 a 20 minutos, com média geral de 16 min. As cultivares diferiram estatisticamente das linhagens, com estas apresentando menor tempo de cocção (14, 32 min. a 16,47 min.), sendo adequadas para atender a demanda atual dos consumidores. Com relação à produtividade, a maior média por ambiente ocorreu em São João do Piauí-PI, com 1.642 kg.ha-1, enquanto a menor foi em Campo Grande do Piauí-PI, com 863 kg.ha-1, sendo a média geral de 1.169 kg.ha-1; os genótipos avaliados não diferiram estatisticamente entre si (p≤0,05), com as linhagens apresentando comportamento produtivo semelhante ao das testemunhas BRS Xiquexique e BRS Tumucumaque; todas as médias dos genótipos foram acima de 1000 kg.ha-1, com a linhagem MNC04-795F-158 obtendo a maior média (1.449 kg.ha-1). Os resultados evidenciaram que as linhagens MNC04-762F-9, MNC04-774F-78 e MNC04-774F-90 podem ser recomendadas como cultivares biofortificadas em ferro e zinco e com excelentes características químicas, de cozimento e de produtividade de grãos.

  • ANA MARIA BARRADAS
  • CARACTERÍSTICAS NUTRITIVAS E FUNCIONAIS DE FRUTAS CULTIVADAS NO SISTEMA CONVENCIONAL E ORGÂNICO.

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 12/08/2016
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  • A qualidade das frutas pode ser facilmente influenciada pelo local onde são produzidas, pelos tratos culturais e pelo tipo de manejo. As características nutritivas e funcionais podem ser alteradas de acordo com as condições edafoclimáticas, influenciando na composição química, especialmente na produção de ácidos, açúcares e compostos fenólicos. Objetivou-se avaliar as características nutritivas e funcionais de frutas produzidas em sistemas de cultivo convencional o orgânico. As frutas em estudo foram banana (Musa AAB), mamão (Carica PapayaL.) e maçã (Malus domestica Bork) adquiridos no comércio varejista de Teresina. Determinou-se pH, AAT (acidez total titulável) e SST (°Brix), composição centesimal, teores de compostos fenólicos totais, antocianinas, flavonoides, carotenoides totais e atividade antioxidante. Para análise dos dados, foi criado um banco no Programa Statistical Package for the Social Sciences- SPSS e foi aplicado o teste t de Student. O nível de significância adotado foi de 5 % (p ≤ 0,05) para todos os testes. Em relação à (ATT)a banana orgânica apresentou uma maior porcentagem (0,611 ± 7,40%) e o maior pH foi verificado na convencional (4,48 ± 0,13). A banana convencional também apresentou maior teor de proteínas (1,46 ± 0,01%). O teor de compostos fenólicos foi superior para banana e maçã (com e sem casca) cultivados sob o sistema orgânico (45,80 ± 2,55; 45,29 ± 2,45 e 32,12 ± 0,00 mg GAE/100g, respectivamente). O teor de flavonoides totais foi maior para os frutos cultivados sob o sistema orgânico para o mamão e maçã (com e sem casca) (38,50 ± 3,56; 41,78 ± 1,18; 29,71 ± 3,55 mg/100g, respectivamente). A concentração de antocianinas verificada na banana orgânica foi de 0,000461 ± 0,0001 mg/100g. Quantidade superior à banana convencional (0,000259 ± 0,0002 mg/100g). O teor de taninos na banana orgânica foi significativamente menor (p ≤ 0,05) ao da banana convencional. Em relação aos carotenoides totais, constatou-se um aumento significativo (p ≤ 0,05) nos teores no mamão (1116,99 mg/ kg), e maçã com casca (384,48 mg/kg) e sem casca (166,05 mg/kg), cultivados no sistema orgânico. O mamão produzido no sistema orgânico apresentou maiores teores de licopeno (100,0 ± 0,00 μg/ 100mL), com diferença estatisticamente significativa Em relação ao β-caroteno também foi observada quantidades elevadas do referido composto para o mamão e maçã (sem casca) cultivados organicamente. Todos frutos orgânicos em análise apresentaram atividade antioxidante superior em relação ao convencional. Concluiu-se que existe diferença em relação à qualidade nutritiva e funcional do frutos orgânicos e convencionais, apontando para um maior conteúdo, principalmente no que se refere aos compostos bioativos e atividade antioxidante, em frutos cultivados sob o sistema orgânico.

  • LARISSA CRISTINA FONTENELLE
  • BIOMARCADORES DO SELÊNIO E SUA RELAÇÃO COM O METABOLISMO DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS EM MULHERES OBESAS

  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 04/08/2016
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  • INTRODUÇÃO: Estudos têm mostrado a participação de micronutrientes na função da glândula tireoide e no metabolismo dos hormônios tireoidianos na obesidade. O selênio, em particular, por ser componente estrutural das enzimas deiodinases exerce papel importante na função dessa glândula. Além disso, têm sido evidenciado concentrações plasmáticas reduzidas desse mineral em indivíduos obesos. OBJETIVO: O estudo avaliou a relação existente entre marcadores do estado nutricional relativo ao selênio e as concentrações séricas dos hormônios tireoidianos em mulheres obesas. MÉTODOS: Estudo transversal, envolvendo 75 mulheres, com idade entre 18 e 50 anos, sendo distribuídas em dois grupos: grupo caso (obesas, n=38) e grupo controle (mulheres eutróficas, n=37). Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea e da circunferência da cintura, bem como analisadas a ingestão de selênio, as concentrações plasmáticas, eritrocitárias e urinárias desse mineral, e as concentrações séricas dos hormônios tireoidianos (TSH, T3 e T4 livres) e anticorpos antitireoidianos (TPOAb e TgAb). A análise da ingestão de selênio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin versão 1.5. As concentrações do selênio plasmático, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente. Os hormônios tireoidianos e anticorpos antitireoidianos foram determinados por meio de quimioluminescência. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS for Windows 20.0. RESULTADOS: Os valores médios da ingestão dietética de selênio estavam adequados segundo as recomendações, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As mulheres obesas possuíam concentrações plasmáticas e eritrocitárias de selênio reduzidas quando comparadas ao grupo controle (p<0,05). Não houve diferença significativa entre as concentrações de selênio urinário nas mulheres avaliadas, entretanto o clearance do mineral estava elevado no grupo de obesas (p<0,05). As concentrações médias dos hormônios tireoidianos séricos não apresentaram diferença estatística significativa entre os grupos (p>0,05). Houve correlação negativa entre o selênio eritrocitário e o T4 livre sérico (p<0,05). CONCLUSÃO: A partir dos resultados deste estudo, pode-se concluir que as mulheres obesas apresentam comprometimento no estado nutricional relativo ao selênio, constatado pelas concentrações reduzidas no plasma e maior clearance. Entretanto, as concentrações desse mineral prioritariamente mantidas adequadas nos eritrócitos favoreceram a conversão de T4 em T3 a fim de induzir o gasto energético e controlar a adiposidade, em especial, nas mulheres com obesidade grau II.

  • ÁGATHA CRYSTIAN SILVA DE CARVALHO
  • INGESTÃO DE ALIMENTOS E ESTADO NUTRICIONAL DE PRÉ-ESCOLARES DAS REDES PÚBLICA E PRIVADA DE ENSINO.

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 15/07/2016
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    O período pré-escolar compreende uma época em que os hábitos alimentares estão sendo formados e acompanharão o indivíduo na fase adulta. A nutrição adequada é um dos fatores de maior impacto na saúde infantil, principalmente pela influência decisiva que o estado nutricional exerce sobre os riscos de morbimortalidade, crescimento e desenvolvimento. Deste modo, o objetivo do trabalho foi avaliar a ingestão de alimentos e o estado nutricional de pré-escolares das redes pública e privada de ensino. Os dados foram coletados no período de 2012 a 2014. Foram avaliadas 1.613 crianças da rede pública e privada de ensino de Teresina-PI. Para análise do estado nutricional, realizou-se avaliação antropométrica, para posterior comparação de IMC/idade. Coletou-se também os dados socioeconômicos, bem como informações sobre a frequência do consumo alimentar no domicílio e na escola, por meio de um Questionário de Frequência de Consumo de Alimentos (QFCA). A análise estatística foi realizada no programa SPSS versão 17.0, Para verificar-se a homogeneidade da população, foi aplicado o Bartlett's test, o teste do 2 foi utilizado para verificar a associação e o teste t de Student para determinar a diferença entre médias. O Coeficiente de Correlação de Pearson, foi utilizado entre as redes pública e privada com a finalidade de verificar a correlação com o consumo de alimentos. Os resultados mostraram que 83,9% dos avaliados eram eutróficos, 9,4% tinham excesso de peso e 1,2% obesidade, sendo este último, observado em sua totalidade, nas crianças da rede privada de ensino. No que se refere ao consumo de alimentos, o arroz, biscoito doce e salgada e embutidos foram os alimentos que mais se correlacionaram com a obesidade das crianças da rede privada de ensino. Enquanto o feijão e as frituras foram os alimentos com correlação mais forte com o excesso de peso nos pré-escolares da rede pública. A partir do exposto no presente trabalho, torna-se evidente a associação do padrão alimentar com o estado nutricional de crianças em idade pré-escolar e com isso evidenciou-se a necessidade de ações nutricionais educativas, como também, de campanhas do governo que reforcem o conceito de alimentação saudável às pessoas. As campanhas educativas podem ser o principal aliado na busca por escolhas alimentares melhores.


  • LÍVIA OLIVEIRA DA SILVA BONFIM
  • EFEITO DOS PARÂMETROS OPERACIONAIS DA EXTRUSÃO TERMOPLÁSTICA NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DE FARINHAS DE COTILÉDONE DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata (L.) Walp.)

  • Data: 31/03/2016
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  • A tecnologia de extrusão permite o emprego de matérias-primas para transformação em alimentos industrializados prontos para o consumo, convenientes, de maior vida útil e de grande aceitação pelo público consumidor, como é o caso dos snacks e cereais matinais. Snacks extrusados foram preparados a partir de farinha de cotilédone de feijão-caupi (FCFC), das cultivares BRS Guariba (BRSG) e BRS Novaera (BRSN), em extrusora dupla rosca. O efeito da temperatura de extrusão na 4ª zona (124; 130; 145; 160 e 166ºC) e do teor de umidade da farinha “in natura” (16,16; 17; 19; 21 e 21,84%) sobre as características químicas dos extrusados foi investigado utilizando-se a metodologia de superfície de resposta com delineamento do tipo central composto rotacional (DCCR) de 2ªordem (22), totalizando 12 tratamentos. Os snacks elaborados e as FCFC “in natura” e extrusadas foram analisados quanto à composição físico-química (umidade, cinzas, proteínas, lipídios, carboidratos, pH e acidez total titulável), mineral (Ca, Mg, P, Na, K, Fe, Zn, Cu e Mn) e valor energético total (VET). Os resultados mostraram que, na análise da composição química das FCFC extrusadas, houve diferença estatisticamente significativa (p<0,05) no teor de cinzas que variou de 3,48 a 4,22% (BRSG), proteínasde 27,39 a 28,91% (BRSG), lipídios de 0,15 a 0,51 %(BRSG) e de 0,11 a 0,37 % (BRSN), carboidratos de 66,68 a 69,92 % (BRSG) e de 71 a 72,18 % (BRSN), pH de 6,43 a 6,77 (BRSG) e de 6,41 a 6,75 (BRSN), acidez total titulável de 0,14 a 0,69 (BRSG) e de 0,35 a 1,21% de ácido cítrico (BRSN), valor energético total (VET) de 384,08 a 388,63 kcal (BRSG) e de 384,56 a 386,14 kcal (BRSN). Em relação ao conteúdo de minerais das FCFC extrusadas, foi observada diferença estatisticamente significativa (p<0,05) somente nos teores de Na (BRSG), K (BRSN) e Fe (BRSG). Em relação aos extrusados da cultivar BRS Guariba, somente os modelos de regressão obtidos para o teor de pH (91,4%) e o conteúdo de ferro (85,7%) dos snacks extrusados foram significativos para a temperatura do processo e/ou umidade. No caso da cultivar BRS Novaera, os modelos de regressão obtidos e que foram significativos para a temperatura do processo e/ou umidade foram o teor de cinzas (84,5%), o teor de pH (86,9%), o conteúdo de magnésio (83,3%) e zinco (83,3%). Dentre os parâmetros tecnológicos avaliados, teor de umidade da mistura e temperatura na 4ª zona, o teor de umidade foi o que exerceu efeito mais pronunciado sobre as carac­terísticas dos produtos obtidos das duas cultivares, seguido da temperatura de extrusão. Concluiu-se, portanto, que o emprego da farinha de cotilédone de feijão-caupi na elaboração de snacks é uma opção para a elaboração de um alimento extrusado, obtendo-se um produto final com boas características nutricionais.

  • RAYANNE ARAUJO PESSOA
  • Composição nutricional e bioativa da amêndoa de tucum (Astrocaryum vulgare).

  • Data: 18/03/2016
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  • O tucunzeiro (Astrocayum vulgare) é uma palmeira que pertence à família Arecaceae, muito difundida no cerrado brasileiro e sua amêndoa é bastante apreciada e consumida de diversas formas, sendo utilizada na alimentação humana e animal. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a composição físico-química, nutricional, os compostos bioativos, a atividade antioxidante in vitro e a atividade citotóxica da amêndoa do tucum (Astrocaryum vulgare). A determinação das características físicas, físico-químicas, composição centesimal e perfil de minerais foram realizadas segundo metodologias oficiais; os ácidos graxos foram determinados por cromatografia gasosa; os compostos bioativos (flavonóides, antocianinas, carotenóides, ácido ascórbico e fenólicos totais) foram determinados por espectrofotometria com exceção do ácido ascórbico que foi realizado pelo método de Tillmans (titulação); a atividade antioxidante in vitro foi realizada utilizando os radicais DPPH e TEAC-ABTS e o teste de toxicidade utilizando o bioensaio com Artemia salina sp. Os resultados demonstraram que a amêndoa do tucum possui alta densidade energética, com 37,4% de carboidratos, 38,73% de lipídios totais, destes, os ácidos graxos majoritários foram os saturados (87,44%), com destaque para o ácido láurico (51,82%). Foram encontrados os minerais cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, cobre, zinco e manganês, destacando-se este último, como maior fonte deste micronutriente entre alimentos brasileiros (11,88mg/100g). Na quantificação dos compostos bioativos verificou-se 2,99; 0,61 e 68,33mg.100g-1 para flavonóides, antocianinas e ácido ascórbico, respectivamente e 1,44µg de β-caroteno.g-1 para carotenóides totais. Na quantificação de fenólicos totais, observou-se maior concentração no extrato etanólico (533,60±16,81mg EAG.100 g-1), seguido dos extratos acetônico (139,15±3,67) e aquoso (57,20±0,89). Nos dados da atividade antioxidante para os dois métodos de sequestro dos radicais DPPH e ABTS, o extrato etanólico apresentou a maior capacidade antioxidante com EC50: 66,38±5,33μg.mL–1 e valor TEAC: 43,07±1,96μmol Trolox.g-1, seguidos dos extratos aquoso (EC50:2074,09±264,88μg.mL–1 e valor TEAC:7,54±1,25μmol Trolox.g-1) e acetônico (EC50:3443,19±271,36μg.mL–1 e valor TEAC:7,03±0,44μmol Trolox.g-1). Em relação ao teste toxicidade, a amêndoa do tucum não foi considerada tóxica nas concentrações testadas. Portanto, a referida amêndoa possui elevado valor nutricional, com vários compostos bioativos, destacando-se seu alto teor de fenólicos totais com atividade antioxidante e o seu consumo associado a uma dieta equilibrada trará benefícios à saúde.

  • JEFFERSON MESSIAS BORGES
  • EFEITO DO PROCESSAMENTO SOBRE COMPOSTOS BIOATIVOS, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E COMPOSIÇÃO MINERAL DA POLPA DE CARNAÚBA (Copernicia prunifera)


  • Data: 14/03/2016
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  • O fruto da carnaúba possui boas características nutricionais, compostos bioativos e atividade antioxidante e, deste modo, o processamento do fruto na forma de polpa, contribuir para melhor aproveitamento da palmeira, geração de renda e agregação de valor ao fruto perecível. Porém, algumas técnicas de processamento podem afetar as características químicas e nutricionais do fruto. Esta pesquisa objetivou avaliar o efeito do congelamento e liofilização sobre os compostos bioativos, atividade antioxidante e composição mineral da polpa de carnaúba, logo após o processamento e com 180 dias de armazenamento. Os frutos da carnaúba, amadurecidos e íntegros, foram colhidos no Município de Campo maior, localizado no Estado do Piauí, acondicionados em caixas isotérmicas e transportados até o Laboratório de Tecnologia de Produtos de Origem Vegetal, no Instituto Federal do Piauí (IFPI). Após elaboração da polpa, esta foi congelada pelo método lento (-12° C por 24 h em freezer doméstico), rápido (-92° C por 60 s em ultrafreezer) e foi liofilizada (por 72 h). Na polpa processada foram realizadas análises dos compostos bioativos (vitamina C, fenólicos, flavonoides, antocianinas, carotenoides) e da atividade antioxidante (DPPH) logo após o processamento e com 180 dias de armazenamento. A análise de minerais foi realizada utilizando um espectrômetro por fluorescência de raios X com energia dispersiva (FRX). No geral, os resultados mostraram que houve perdas significativas dos compostos bioativos logo após o processamento, porém observou-se um aumento significativo no caso dos compostos fenólicos totais e flavonoides, bem como da atividade antioxidante. Após o armazenamento por 180 dias, foi verificado que a liofilização foi o processo que se destacou na manutenção dos compostos bioativos em relação à polpa in natura, exceto no caso das antocianinas, onde o processo que se sobressaiu foi o congelamento rápido. Foi detectada a presença tanto de microminerais (P, S, Cl e K), como de macrominerais (Mn, Fe, Cu, Zn e Br) na polpa de carnaúba, porém, não foi verificado efeito dos processos empregados sobre o teor destes minerais. Os resultados do presente trabalho apresentam o congelamento rápido e a liofilização da polpa de carnaúba como processos tecnológicos capazes de gerar um produto de melhor qualidade, como alternativa para utilização e conservação dessa fruta exótica do cerrado, mantendo compostos importantes para manutenção da saúde de quem os consome, e que viria a diminuir o desperdício dos frutos da carnaúba.

  • SIMONE KELLY RODRIGUES LIMA
  • Barras Alimentícias Elaboradas a Partir de Pasta a Base de Resíduo de Caju, Soro de Leite e Semente de Gergelim Creme.

  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 19/02/2016
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  • As barras alimentícias são formulações complexas de multicomponentes capazes de manter o equilíbrio entre sabor, textura, qualidade nutricional e vida de prateleira. Existe uma ampla possibilidade de ingredientes que podem ser acrescidos às barras alimentícias sem que ocorra a descaracterização do produto. Dentre esses ingredientes encontram-se subprodutos e resíduos da agroindústria, cuja possibilidade de utilização na formulação de produtos é capaz de melhorar tanto o valor nutricional como também contribuir para a diminuição dos impactos ambientais. O estudo objetivou desenvolver uma barra alimentícia a partir de pasta elaborada com resíduo do caju, soro de leite e semente de gergelim creme. Foram desenvolvidas quatro formulações, sendo uma barra padrão (F0) sem acréscimo de gergelim e três modificações dessa formulação (F1, F2, F3) com adição de 5%, 10% e 15% respectivamente. Foram realizadas análises físico-químicas, microbiológica e sensorial das formulações. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey. A análise foi realizada com o auxílio do software Graph Pad Prism 5, adotando-se significância (p<0,05).Os resultados da composição centesimal mostraram que somente em relação às proteínas as formulações F1, F2 e F3 apresentaram diferença significativa em relação a F0 (p<0,05). Os resultados microbiológicos foram satisfatórios, indicando que as barras alimentícias estavam próprias para o consumo. Nos testes sensoriais a média de aceitação do produto foi de 6,24, sendo que a barra F3 foi mais bem aceita nos testes de preferência. Para a análise de textura instrumental, os valores variaram de 43,3 a 48,7, sendo que a amostra F3 apresentou diferença significativa em relação às demais formulações, evidenciando que ocorreu um clareamento à medida que se adicionou gergelim. A formulação F0 apresentou os maiores resultados para força de corte, caracterizando-se como produtos mais firmes. Assim, os resultados apontam a viabilidade de se obter barras alimentícias a partir do aproveitamento de resíduo de caju, soro de leite e subprodutos da cadeia agroindustrial, com características nutricionais e sensoriais satisfatórias.

  • VIVIANNE RAMOS DA CUNHA MUNIZ
  • DESEMPENHO FUNCIONAL, ESTADO NUTRICIONAL E NÍVEL DE ATIVIDADE DE  IDOSOS

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 25/01/2016
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  • MUNIZ, V.R.C. Desempenho funcional, estado nutricional e nível de atividade física de idosos. 2015. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina – PI.

    O comprometimento funcional está relacionado à maior morbimortalidade entre idosos. Considerando a importância de um adequado estado nutricional e da prática de atividade física para a longevidade é necessário compreender as relações existentes entre esses aspectos e o desempenho funcional. Assim, o objetivo dessa pesquisa é analisar o desempenho funcional de idosos e sua relação com estado nutricional e nível de atividade física. Trata-se de um estudo transversal com 179 idosos atendidos em um ambulatório da rede pública de saúde de Teresina. Foi realizado avaliação da força muscular (aferição da força de preensão palmar com dinamômetro modelo Jamar) e da velocidade da marcha (tempo para percorrer distância de 4,6 metros). Para a avaliação do estado nutricional foram utilizados: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Panturrilha (CP), Circunferência da Cintura (CC) e Razão Cintura-Quadril (RCQ). O nível de atividade física foi identificado a partir do gasto energético semanal com exercícios físicos e tarefas domésticas após aplicação da versão simplificada do Minnesota Leisure Activities Questionnaire. Utilizou-se o software SPSS versão 20.0 para a análise estatística. A prevalência de baixa força foi de 20,7% e 20,1% apresentaram lentidão da marcha. A maioria apresentou baixo peso e ausência de perda da massa muscular. Preseça de adiposidade central foi encontrada em 40,8% e em 35,2% considerando a CC e a RCQ, respectivamente. Foram considerados ativos 50,3% dos idosos. Perda de massa muscular associou-se à baixa força (p=0,015). Não foi encontrada relação entre lentidão da marcha e parâmetros antropométricos, assim como entre nível de atividade física e medidas de desempenho funcional. O conhecimento dessas características é fundamental para definir e implantar políticas públicas que proporcionem um envelhecimento ativo e auxilie no enfrentamento dos desafios gerados pelo novo padrão demográfico brasileiro.

  • MARIA DA CRUZ MOURA E SILVA
  • RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS DE HEMOGLOBINA E CONSUMO ALIMENTAR DE CRIANÇAS EM ASSENTAMENTOS RURAIS DE TERESINA

  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 22/01/2016
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  • O consumo alimentar figura entre os principais determinantes de baixos níveis de hemoglobina e ocorrência de anemias nutricionais em populações biológica e socioeconomicamente vulneráveis. Contudo, em populações rurais, como as que vivem em assentamentos da reforma agrária brasileira, as pesquisas ainda são escassas, especialmente as que buscam investigar a relação do consumo alimentar com a anemia em lactentes e pré-escolares. Nesse sentido, este estudo foi realizado para investigar a relação entre níveis de hemoglobina e consumo alimentar de crianças de seis a cinquenta e nove meses residentes em assentamentos rurais de Teresina-PI. Trata-se de um estudo domiciliar, com abordagem quantitativa e delineamento transversal, descritivo e analítico, realizado a partir de dados coletados no período de maio a outubro de 2013 em nove Projetos de Assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Teresina, envolvendo 125 crianças. Os dados foram coletados por meio da aplicação de formulários específicos sobre condições socioeconômicas, demográficas e de aspectos de saúde da criança. Os níveis de hemoglobina foram determinados em contador automático. As ingestões de proteínas, lipídios, carboidratos, ferro, vitamina A, zinco, cálcio, vitamina C, vitamina B12, folato e cobre foram estimadas por meio do recordatório alimentar de 24 horas, reaplicado em 40% da amostra. Para cálculo da prevalência de inadequação de nutrientes adotou-se a EAR como ponto de corte. As dietas foram classificadas em baixa, média ou alta biodisponibilidade para a absorção do ferro, por meio do método que considera o consumo geral de carne e vitamina C. Modelos de Regressão Linear Múltipla (RML) foram utilizados para verificar a relação entre as variáveis independentes e os níveis de hemoglobina, com nível de significância de 5%. A média dos níveis de hemoglobina foi 11,36 g/dL e a anemia foi observada em 29,6% das crianças. O modelo final da RLM mostrou que a variável “tipo de construção do domicílio” associou-se estatisticamente com os níveis de hemoglobina. Morar em domicilio de taipa/alvenaria foi associado a níveis de hemoglobina reduzidos em 1,716 mg/dL (p=0,007), explicando 4,93% da variabilidade dos níveis de hemoglobina das crianças estudadas. A anemia no grupo estudado figurou como moderado problema de saúde pública, não havendo associação significativa com o consumo alimentar. Os resultados indicam que a adoção de estratégias com o objetivo de melhorar as condições de saneamento básico e de moradia das famílias desses locais é essencial.

2015
Descrição
  • ARETHA MATOS DE ARAUJO
  • Excesso de peso, obesidade e consumo alimentar em pré-escolares de instituições públicas de ensino.

  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Data: 07/12/2015
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  • A mudança no perfil nutricional das crianças brasileiras decorrente da transição nutricional trouxe à tona o aumento da prevalência do excesso de peso e obesidade entre o público infantil. Assim, a obesidade passa a ser considerada um problema de saúde pública diante da sua magnitude e por sua associação com a ocorrência de diversas doenças crônicas não-transmissíveis. A fase pré-escolar é apontada como uma fase crítica para a adoção de práticas alimentares saudáveis e, consequentemente, para a manutenção do estado nutricional adequado. Deste modo, este trabalho teve por objetivo determinar a prevalência de excesso de peso e obesidade em pré-escolares de instituições públicas de ensino de Teresina-PI, e sua relação com o consumo alimentar. Trata-se de um estudo transversal com crianças de 2 a 5 anos de idade, de ambos os sexos, atendidas em creches municipais de 4 zonas da cidade. Foram coletados dados socioeconômicos, demográficos e antropométricos (peso e estatura), para cálculo do IMC por idade (IMC/I), sendo o estado nutricional classificado segundo z escore. Os dados sobre consumo alimentar foram avaliados por meio de Questionário de Frequência de Consumo Alimentar, previamente validado. Utilizou-se o teste do χ2, Kruskal Wallis,t de Student e correlação de Pearson adotando-se nível de significância de 5%. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS, versão 17.0. A amostra foi composta por 548 crianças, sendo 52% do sexo masculino, com média de idade de 4,2 anos para ambos os sexos. A maioria das famílias (59,7%) apresentou renda entre 1 e 2 salários mínimos, com escolaridade média de 10 anos para as mães e 9 anos para os pais. Para os parâmetros peso e altura, não observou-se diferença significativa (p>0,05) entre os sexos. Segundo o IMC/I, verificou-se que a maioria das crianças estava eutróficas (85,2%), 8,2% com risco de excesso de peso, 4,2% com excesso de peso e nenhuma apresentou obesidade. Os alimentos declarados como mais consumidos foram, respectivamente: arroz (100%), feijão (99,4%), pães (98,5%), frutas (98,5%) e carne vermelha (97,1%), manteiga e margarina (95,4%), bolachas, bolos, tortas doces (94,1%), leite e derivados (94,1%), achocolatado (91,7%) e refrigerantes (90,2%). Os alimentos consumidos que apresentaram forte correlação (r >0,7) com o risco/excesso de peso foram: pães, bolachas, bolos, tortas doces, leite e derivados, achocolatados e embutidos. Os resultados do presente estudos mostraram-se satisfatórios, por apresentar baixa prevalência de excesso de peso e ausência de obesidade entre o público pesquisado, no entanto os dados sobre consumo alimentar mostram que há desvios no padrão de alimentação dos pré-escolares, o que não isenta essa população de ações voltadas a alimentação saudável e que favoreça a maior qualidade de vida.

     

  • NÍVEA MARIA DA COSTA SOUSA
  • REPERCUSSÕES DA ADMINISTRAÇÃO AGUDA DE LEUCINA SOBRE A TOLERÂNCIA À GLICOSE E O COMPORTAMENTO ALIMENTAR EM RATOS RESISTENTES À INSULINA.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 16/07/2015
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  • A leucina é um aminoácido capaz de promover mudanças no balanço energético e na sensibilidade à insulina. Contudo, a sua influência sobre esses fenômenos é compreendida de modo divergente. Enquanto importantes estudos indicam melhora no controle glicêmico e aumento da saciedade após a suplementação com leucina, outros não encontraram qualquer modificação ou, até mesmo, apontaram efeitos contrários. A partir desta constatação, buscou-se com o presente trabalho avaliar as ações da leucina sobre o controle glicêmico e o comportamento alimentar de ratos resistentes à insulina induzida por dexametasona. Para tanto, ratos machos Wistar, de três meses de idade, mantidos sob condições de temperatura, umidade e iluminação controladas, receberam, por cinco dias consecutivos, injeção intraperitoneal de dexametasona ácido fosfórico (Decadron®) (1 mg/kg/dia). Diariamente, foram aferidos o peso corporal e o consumo de ração. No dia seguinte à última administração de dexametasona foram realizados teste de tolerância à glicose intraperitoneal (TTGip) e teste de tolerância à insulina intraperitoneal (TTIip). Para testar as ações da leucina, procedeu-se a suplementação oral aguda com esse aminoácido (0,16 mg/kg), utilizando outros lotes de animais, sendo realizado novo TTGip e medido o consumo de ração no período de 24 horas. Ao término desses experimentos, os ratos foram eutanasiados e tiveram o fígado, coração, rins, adrenais, baço, tecido adiposo epididimal e retroperitoneal, sóleo e hipotálamo retirados para aferição do peso. Posteriormente, foi extraído o RNAm do hipotálamo para análise, por reação em cadeia de polimerase (PCR), dos genes essenciais para o transporte de aminoácidos (LAT1/SCLC7AS e SNAT2/SLC38A), metabolismo de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAT1 e BCAT2) e balanço
    energético (POMC, CART, TRH, STAT3, GLP1-R, ObRb, NPY, NPY1-R, AgRP, GHSR, ORX e OX2-R). Verificou-se, primeiramente, que a administração de dexametasona, por cinco dias, leva a: intolerância à glicose, resistência à insulina, atrofia do baço e das adrenais, redução do peso corporal e do consumo de ração. Constatou-se ainda que, nos ratos metabolicamente disfuncionais, a suplementação aguda com leucina restabeleceu a tolerância à glicose e elevou a expressão do RNAm dos genes hipotalâmicos SNAT2/SLC38A, BCAT2, POMC, TRH, AgRP, NPY e ObRb, sem interferir no comportamento alimentar de um dia. Em conclusão, a suplementação aguda com leucina foi capaz de ativar, no hipotálamo, duas populações neuronais distintas, envolvidas com a inibição e estímulo ao comportamento alimentar que, possivelmente, foi a responsável pela ausência de alteração na ingestão alimentar no período de 24 horas.

  • CRISTINA ZITA DE MORAIS COSTA DIAS
  • SELEÇÃO DE LINHAGENS ELITE DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata  (L) Walp.) PARA BIOFORTIFICAÇÃO DE FERRO E ZINCO.

  • Data: 10/07/2015
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  • Objetivou-se com o presente estudo selecionar linhagens elites de feijão-caupi para biofortificação de ferro e zinco e determinar as características físico-químicas do grão. Foram analisadas amostras de grãos secos de 33 genótipos de feijão-caupi, sendo 31 linhagens elites e duas cultivares biofortificadas (testemunhas). Os genótipos foram divididos com base no porte da planta, sendo 16 de porte semiereto e 17 de porte semiprostrado. Realizou-se uma seleção das 10 melhores linhagens em ferro e zinco, que juntamente com as testemunhas, foram analisados para composição centesimal e tempo de cocção. Os tratamentos foram analisados estatisticamente em delineamento de blocos inteiramente casualizados, em triplicata para os minerais (ferro e zinco) e em duplicata para as demais características (conteúdos de umidade, cinzas, lipídios, carboidratos, proteínas e valor energético total; tempo de cocção). Foram realizadas análises de variância; as médias foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott (p≤0,05), os resultados foram expressos em média ± desvio
    padrão e estimados os parâmetros genéticos para os conteúdos de ferro e zinco, além da correlação entre as características. Com relação aos conteúdos de ferro e zinco, os genótipos semiprostrados apresentaram as seguintes variações (v) e médias (m) para os seguintes constituintes: Ferro: v = 5,39  a 7,96 mg. 100g-1, m = 6,52 mg. 100g-1; Zinco: 3,78 a 5,37 mg. 100g-1, m = 4,34 mg. 100g-1, que foram maiores que as dos genótipos semieretos; todas as linhagens apresentaram alto teor de ferro e seis destas (19,25%), apresentaram alto teor de zinco. Os genótipos semieretos apresentaram maior variabilidade genética para o conteúdo de ferro, os semiprostrados, para o conteúdo de zinco e ambos o alto componente genético na expressão do fenótipo. Verificou-se que o melhoramento dos genótipos para aumento do conteúdo de proteínas levou a decréscimos nos conteúdos de lipídios, carboidratos e no valor energético total, já o aumento do conteúdo de carboidratos aumentou o valor energético total e, o aumento deste, proporcionou ganhos para o conteúdo de zinco. A linhagem MNC04-792F-146 apresentou alelos favoráveis para o aumento do conteúdo de carboidratos e do valor energético total, enquanto as linhagens MNC04-769F-26, MNC04-769F-31 e MNC04-774F-90 demonstraram ser boas fontes de genes para o aumento do conteúdo de proteínas, diminuição no conteúdo de lipídios e rápido cozimento. Conclui-se que as linhagens MNC04-762F-9, MNC04-792F-146 e MNC04-769F-55 apresentaram maior potencial para serem lançados como cultivares biofortificadas para ferro e zinco no grão. 

  • LAÍSLA DE FRANÇA DA SILVA TELES
  • Deficiência de vitamina A e fatores associados à retinolemia em crianças de seis a cinquenta e nove meses de idade em assentamentos rurais de Teresina.

  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 21/05/2015
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  • A deficiência de vitamina A (DVA), embora reconhecida como importante problema de saúde pública, apresenta aspectos de interesse epidemiológico a serem investigados, como a sua ocorrência e os fatores relacionados à sua distribuição em áreas rurais brasileiras, a exemplo dos assentamentos, onde pouco se conhece sobre o estado de saúde e nutrição de sua população. Em se tratando de lactentes e pré-escolares, grupos biologicamente mais vulneráveis às carências nutricionais, a insipiência dessas informações é ainda maior. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo investigar a frequência de deficiência da vitamina A e os fatores relacionados à retinolemia em crianças de seis a cinquenta e nove meses de idade em assentamentos rurais de Teresina. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, com enfoque quantitativo, descritivo e analítico, realizado em domicílios dos nove Projetos de Assentamentos do Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Teresina, tendo participado da pesquisa 123 crianças. Os dados sobre características socioeconômicas, demográficas, e condições de saúde das crianças foram coletados por meio da aplicação de questionários específicos. Para avaliação do estado nutricional, com base na antropometria, foram tomadas medidas de peso e estatura, sendo classificados segundo os índices P/I, E/I, P/E e IMC/I. A ingestão de proteínas, lipídios, vitamina A, ferro, e zinco foi estimada através de recordatório alimentar de 24 horas. Para cálculo da prevalência de inadequação de nutrientes adotou-se a EAR como ponto de corte. A presença de infecção subclínica foi avaliada através da dosagem de proteína C reativa e as concentrações séricas de retinol foram determinadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Modelos de regressão linear múltiplos foram adotados para avaliar a relação entre as variáveis independentes e os níveis de retinol sérico, com nível de significância de 5%. A média da concentração de retinol foi 1,33 μmol/L e a DVA foi observada em 9,3% das crianças. O consumo de vitamina A apresentou correlação positiva com os teores de retinol sanguíneo, enquanto a presença de infecção subclínica apresentou correlação negativa. A Deficiência de Vitamina A constitui um problema de saúde pública leve na população estudada. Medidas de controle de infecções, e ações de intervenção nutricional voltadas para o estímulo da adoção de práticas alimentares saudáveis são importantes para previnir e/ou combater a carência de vitamina A em crianças assentadas de Teresina. 

  • LIVIA DE SOUSA OLIVEIRA MACEDO
  • Capacidade produtora de biofilmes de Staphylococcus aureus isolados de produtos lácteos.

  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 08/05/2015
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  • Staphylococcus aureus é uma bactéria frequentemente isolada em vacas leiteiras e nas narinas, axilas e virilhas humanas. Dentre os diversos fatores de virulência que este micro-organismo pode expressar, a capacidade de adesão e a formação de biofilmes merecem destaque por dificultar a ação de sanitizantes para higienização nas indústrias de alimentos. Com este trabalho foi avaliada a capacidade produtora de biofilmes por 110 cepas de S. aureus da coleção do Laboratório de Microbiologia do LASAN, isoladas a partir de amostras de leites e queijos de coalho produzidos de modo artesanal por produtores rurais do município de Teresina, PI. Para tanto, foram testados dois métodos fenotípicos: o teste agar vermelho Congo (AVC) e o teste de aderência em placas (AP). Das cepas analisadas 20,8 % foram classificadas como produtoras de biofilmes no AVC e 85,0 % no AP. A maior quantidade de escores qualitativos do teste AVC permitiu caracterizar cepas com produção incipiente de biofilmes, sendo, portanto, mais sensível que o teste AP. Deste modo, a detecção da capacidade de síntese de biofilmes pela cepas analisadas indica a necessidade de ações direcionadas aos produtores para a melhoria da qualidade e segurança destes produtos

  • THAÍS SILVA DA ROCHA
  • BIOACESSIBILIDADE E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DOS POLIFENÓIS NATURALMENTE PRESENTES NO JUÁ (Ziziphus joazeiro M.)

  • Data: 24/04/2015
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  • Frutos são tradicionalmente conhecidos como fontes de compostos bioativos, especialmente os polifenois que atuam como antioxidantes. Atualmente além da quantificação desses compostos nos alimentos, sua bioacessibilidade tem sido bastante investigada. O objetivo dessa pesquisa foi estudar o juá (Ziziphus joazeiro M.), fruto típico da caatinga nordestina, por meio da sua caracterização nutricional e possível toxicidade, a bioacessibilidade dos polifenóis  e identificação dos compostos fenólicos. Para determinação da composição centesimal foram utilizadas metodologias oficiais; os compostos bioativos (polifenóis,carotenóides, flavonóides e antocianinas) foram determinados por espectrofotometria; o ácido ascórbico foi determinado pelo método de Tillmans, a atividade antioxiante in vitro foi realizada utilizando os ensaios TEAC-ABTS e ORAC. A bioacessibilidade dos compostos fenólicos por meio de uma simulação de digestão in vitro e a identificação dos polifenóis utilizando-se cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). O teste de toxicidade foi realizado utilizando o bioensaio com Artemia Salina. Os resultados indicam que a polpa do juá apresentou um bom conteúdo de carboidratos (19,95%), um baixo teor de proteínas (0,86%) e não apresentou lipídeos. Em relação à quantificação dos compostos bioativos o fruto pode ser considerado fonte de compostos antioxidantes, pois apresentou alto teor de flavonóides e ácido ascórbico. O método de extração de polifenóis utilizando os solventes água e etanol foram mais eficientes quando se empregou ondas ultrassônicas. Os extratos aquoso (405,8 ± 6,01mg/100mg) e etanólico (394,9 ± 24,401mg/100mg) obtiveram um maior teor de polifenóis pelo método de ultrassom, a atividade antioxidante pelo método TEAC ABTS foi maior para os extratos aquoso (17,3 ± 1,91 mM de trolox/ g e 15,1 ± 1,09 mM de trolox/ g), na agitação contínua e pelo ultrassom, o extrato etanólico também obteve bons resultados pelos dois métodos agitação e ultrassom, respectivamente (8,1 ±1,63 mM de trolox/ g e 8,4 ± 0,59 mM de trolox/ g), para o método ORAC o potencial antioxidante foi maior nos extratos aquoso (23,60 ± 1,08 µMol de trolox/g) e etanólico (35,29±4,10 µMol de trolox/g) quando se utilizou o ultrassom. Os compostos fenólicos do juá se mostraram bioacessíveis, apresentando uma liberação desses compostos da matriz alimentar pela ação das enzimas digestivas e da microbiota intestinal, resultando num aumento significativo no teor de polifenóis nos extratos digeridos da fase 1 (446,5 ± 7,20 mg/100g). Houve também um aumento na atividade antioxidante após a fase 1 da digestão nos métodos TEAC ABTS e ORAC, 19,39±1,71 mM trolox/g e 103,64±6,34 µM trolox/g, respectivamente. Foram identificados o ácido gálico, catequina, quercetina, epicatequina, ácido p-cumárico, ácido sináptico e ácido elágico. No extrato aquoso e no extrato etanólico os compostos majoritários foram o ácido elágico, o ácido gálico e a epicatequina. No extrato acetônico além do ácido elágico, ácido gálico e epicatequina, destacou-se também a catequina; a digestão in vitro mostrou diferentes efeitos sobre a liberação dos polifenóis, da matriz alimentar, pois para alguns polifenóis houve um aumento da sua liberação com a digestão, como no caso do ácido gálico, epicatequina e quercetina, enquanto para outros polifenóis a digestão levou a sua degradação, como no caso da catequina, ácido p-cumárico, ácido sináptico e ácido elágico; em relação à toxicidade o juá não é considerado tóxico de acordo com o bioensaio com Artemia Salina.

  • GINA KATHALINE DA COSTA ABREU
  • DESENVOLVIMENTO DE IOGURTE À BASE DA POLPA DA MANGABA (HANCORNIA SPECIOSA).

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 23/04/2015
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  • O objetivo do presente trabalho foi desenvolver um iogurte à base da polpa da mangaba (Hancornia speciosa). Os frutos para elaboração do produto foram fornecidos pela EMBRAPA Meio-Norte e o produto foi elaborado no Laboratório de Desenvolvimento de Produtos e Análise Sensorial de Alimentos do Departamento de Nutrição- CCS/UFPI. Foram elaboradas duas formulações de iogurte, um tradicional e outro light que foram submetidas à análise sensorial, sendo a versão light a preferida entre os assessores. O iogurte light à base da polpa da mangaba foi analisado e comparado com o fruto quanto à composição centesimal, características físico-químicas, compostos bioativos e atividade antioxidante. As análises foram realizadas em triplicata e os resultados obtidos expressos como média e desvio-padrão. Foi aplicado teste do chi-quadrado para verificar diferenças entre as proporções do teste pareado; para testar a diferença entre pH e acidez em relação ao tempo aplicou-se o teste de médias de Tukey pelo método One Way ANOVA: Post Hoc. O teste t de Student foi utilizado para verificar a existência de significância estatística entre as variáveis: composição centesimal, características físico-química, compostos bioativos e atividade antioxidante. O erro aceitável foi de 5%. Não foi verificada diferença estatísticamente significativa em relação à umidade (mangaba: 82,55 ± 0,16; iogurte: 82,95 ± 0,04), e à lipídios (mangaba: 1,30 ± 0,00; iogurte: 1,00 ± 0,00). Ao contrário, houve diferença significativa (p<0,05) para cinzas (mangaba: 0,73 ± 0,06; iogurte: 0,90 ± 0,02), proteínas (mangaba: 3,73 ± 0,10; iogurte: 4,90 ± 0,47) e carboidratos (mangaba: 11,51; iogurte: 10,26). A mangaba (69,64 ± 0,31) apresentou Valor Energético Total superior ao iogurte (72,66± 0,08), alto teor de vitamina C (71,01 ± 0,67) e ambos, mangaba e iogurte, apresentaram teores elevados de compostos fenólicos, 311,11 ± 4,17 e 182,96 ± 2,17, respectivamente. A atividade antioxidante foi avaliada por dois métodos, DPPH (1,1-difenil-2-picrilidrazil) e ABTS (2,2’ – azinobis (3 – etilbenzotiazolina – 6 – ácido sulfônico)). Nos dois métodos, o fruto apresentou maior atividade antioxidante que o iogurte, mas este também apresentou atividade antioxidante relevante. O iogurte foi avaliado quanto à sua vida de prateleira, onde constatou-se que sua vida útil foi de 21 dias, com poucas alterações em relação à pH, acidez e contagem microbiológica. Concluiu-se que o iogurte light à base da polpa de mangaba representa uma opção de consumo da mangaba, além do produto ter apresentado importante atividade antioxidante, o que o torna um alimento funcional.

  • EDJANE MAYARA FERREIRA CUNHA
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICA E  ATIVIDADE ANTIOXIDANTE EM LINHAGENS DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata L. Walp.).

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 17/04/2015
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  • O presente estudo foi realizado com o objetivo determinar a composição química e a atividade antioxidante de duas linhagens de feijão-caupi, antes e após o cozimento em dois diferentes lotes.  As análises foram realizadas em triplicata nas linhagens cruas e após o cozimento sob pressão em panela doméstica. Os resultados obtidos foram expressos como média e desvio-padrão. Realizou-se análise de variância por meio do método de One Way ANOVA: Post Hoc e as médias comparadas pelos testes t de Student e de Tukey ao nível de 5%. O tempo de cozimento para as duas linhagens foi inferior a 15 minutos (linhagem MNC-774F-78: 13 minutos e linhagem MNC04-795F-159: 12 minutos). Observou-se que o cozimento influenciou a composição centesimal, exceto para proteínas, com diferença estatística significativa (p<0,05) para todos os outros nutrientes, quando comparou-se as amostras cruas e cozidas. O conteúdo de umidade variou 10,21 a 10,27% nas linhagens cruas, apresentando aumento (62,02 – 62,69%) nas linhagens cozidas. Ao passo que o conteúdo, nos feijões crus, de cinzas (3,68 – 3,70%), lipídios (1,48 – 2,18%) e carboidratos (63,25 – 63,30%), reduziram-se após o cozimento. Os grãos cozidos apresentaram 1,41 – 1,49%, 1,27 – 1,96% e 15,24 – 14,11%, respectivamente, para o nutrientes cinzas, lipídios e carboidratos. O conteúdo de compostos bioativos (exceto antocianinas), as amostras cruas da linhagem MNC-774F-78 apresentaram os maiores teores destes compostos com significativa (p<0,05) redução dos mesmos nas amostras cozidas e retenção no caldo de cocção. Quanto a atividade antioxidante (pelos dois métodos ABTS e DPPH), a linhagem MNC-774F-78 apresentou maior atividade. Houve diferença estatisticamente significativa na atividade antioxidante dos extratos das amostras crua, cozida e caldo de cocção, nas duas linhagens analisadas. Concluiu-se que embora o cozimento tenha promovido alterações na composição centesimal, teores de composto bioativos e atividade antioxidante das duas linhagens analisadas, as mesmas ainda mantiveram as características nutricionais.

  • RODRIGO BARBOSA MONTEIRO CAVALCANTE
  • EFEITO DO PROCESSAMENTO TÉRMICO NO CONTEÚDO DE COMPOSTOS ANTIOXIDANTES EM CULTIVARES DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata (L.) Walp).

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 16/04/2015
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  • Objetivou-se verificar o efeito da cocção no conteúdo de compostos antioxidantes em cultivares de feijão-caupi (BRS Marataoã, BR 17 Gurguéia, BRS Itaim, BRS Cauamé e BRS Guariba). Os feijões foram cozidos sem maceração (1:5 p/v) em panela de pressão por 13 minutos. Determinou-se a composição centesimal, valor energético, compostos bioativos (polifenóis totais, flavonóides, antocianinas e taninos condensados) e a capacidade antioxidante. As análises foram realizadas em triplicata em três diferentes lotes e os resultados expressos como média + desvio padrão. Na análise estatística foi utilizado o teste t de Student para verificar diferença entre a média dos feijões crus e cozidos. Por meio do método de One Way ANOVA: Post Hoc aplicou-se o teste de médias de Tukey ao nível de 5% para as demais variáveis. Em relação à composição centesimal, a única diferença significativa (p > 0,05) foi no teor de umidade com valores de 10,69 a 11,37% nos grãos crus e 63,32 a 75,43% nos grãos cozidos. Apenas a cultivar BRS Marataoã apresentou discreta redução (1,24%) no valor energético. Na quantificação dos polifenóis totais, observou-se um decréscimo nos grãos cozidos com significativa retenção no caldo. A cultivar BRS Marataoã destacou-se com os maiores teores de polifenóis totais e flavonóides totais nos grãos crus, cozidos e caldo. Observou-se nas cultivares uma diminuição nos teores de taninos condensados e antocianinas totais, apresentando os grãos crus os maiores teores, com destaque para a BRS Itaim. A capacidade antioxidante foi diferente para os grãos crus, cozidos e caldo, sendo os melhores resultados nas amostras sem tratamento, com destaque para a BRS Marataoã e BR 17 Gurguéia. Concluiu-se que o cozimento influenciou a concentração dos compostos bioativos e a atividade antioxidante dos grãos, recomendando-se o consumo do feijão-caupi com o caldo de cocção para maior retenção dos compostos antioxidantes.

  • ANA RAQUEL SOARES DE OLIVEIRA
  • Status do Magnésio e sua Relação com Marcador Inflamatório em Mulheres Obesas

  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 14/01/2015
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  • INTRODUÇÃO: Estudos têm mostrado concentrações plasmáticas reduzidas de magnésio em indivíduos obesos.  Nesse sentido, a deficiência de magnésio parece constituir-se em uma importante causa de ativação de vias pró-inflamatórias, sendo associada ao desenvolvimento de um estado inflamatório crônico de baixo grau presente na obesidade. Assim, este estudo avaliou a relação entre o status do magnésio e a proteína C reativa em mulheres obesas. MÉTODOS: Estudo transversal, envolvendo 131 mulheres, com idade entre 20 e 50 anos, sendo distribuídas em dois grupos: grupo caso (obesas, n=65) e grupo controle (mulheres eutróficas, n=66). Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea e da circunferência da cintura, bem como analisadas a ingestão de magnésio, concentrações plasmáticas, eritrocitárias e urinárias desse mineral, além da proteína C reativa sérica. A análise da ingestão de magnésio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin versão 1.5. As concentrações do magnésio plasmático, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrofotometria de absorção atômica de chama (λ= 285,2). A determinação da proteína C reativa sérica foi realizada por turbidimetria. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS for Windows 20.0. RESULTADOS: Os valores médios do consumo de magnésio estavam inferiores às recomendações, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As concentrações médias do magnésio plasmático foram de 0,78 ± 0,08 mmol/L para as obesas e de 0,77 ± 0,07 mmol/L para o grupo controle (p>0,05). A média do magnésio eritrocitário foi de 2,44 ± 0,49 mmol/L e de 2,43 ± 0,38 mmol/L para as obesas e para o grupo controle, respectivamente (p>0,05). A excreção urinária deste mineral foi inferior aos valores de referência em ambos os grupos, sem diferença significativa (p>0,05). A concentração média de proteína C reativa foi respectivamente, 2,37 ± 1,98 mg/L e 1,78 ± 0,50 mg/L para as obesas e para o grupo controle (p>0,05). Houve correlação positiva entre o magnésio urinário e a proteína C reativa sérica (p<0,05). CONCLUSÃO: A partir dos resultados deste estudo, pode-se concluir que as pacientes obesas ingerem teor dietético reduzido de magnésio, o que parece induzir a hipomagnesúria como mecanismo compensatório para manter as concentrações plasmáticas do mineral em valores adequados. Associado a isso, o estudo revela uma correlação positiva entre as concentrações urinárias desse mineral e a proteína C reativa sérica, sugerindo a influência da hipomagnesúria sobre essa proteína inflamatória nas mulheres obesas avaliadas.

  • CAMILA MARIA SIMPLICIO REVOREDO
  • Status do Zinco, Polimorfismo Arg213Gly no Gene da Superóxido Dismutase 3 e sua Relação com Biomarcadores do Risco Cardiovascular.

  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 14/01/2015
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  • INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares constituem importante causa de morte prematura em todo o mundo. Interações entre fatores ambientais e genéticos resultam em aumento do risco para essas desordens metabólicas. Nesse sentido, o zinco, por participar do sistema de defesa antioxidante, tem sido um elemento de grande interesse em pesquisas sobre o tema. Além disso, a presença do polimorfismo Arg213Gly no gene da superóxido dismutase 3 parece reduzir a atividade antioxidante dessa enzima na parede vascular. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar o status do zinco, o polimorfismo Arg213Gly no gene da superóxido dismutase 3 e sua relação com biomarcadores do risco cardiovascular em adultos saudáveis. MÉTODOS: Estudo de corte transversal, com 186 universitários, de ambos os gêneros, idade entre 20 e 30 anos. Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea e da circunferência da cintura.  A análise da ingestão de calorias, macronutrientes e zinco foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o programa Nutwin versão 1.6.0.7. As concentrações plasmáticas e eritrocitárias do mineral foram determinadas por espectrofotometria de absorção atômica de chama. O polimorfismo (SNP) foi determinado pelo sistema Taqman com primer e sonda específica, a atividade da enzima superóxido dismutase (SOD), pela metodologia do fabricante Randox, e o perfil lipídico, por métodos enzimáticos colorimétricos. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS for Windows 18.0. RESULTADOS: Os valores médios do consumo de zinco estavam superiores à EAR em ambos os gêneros. Os participantes apresentaram concentrações médias de zinco no plasma e eritrócito inferiores aos pontos de corte. Em relação à genotipagem do SNP Arg213Gly, não foi encontrado nenhum participante com o alelo variante Gly. A atividade da enzima SOD encontrava-se dentro dos valores de normalidade. Os valores médios do perfil lipídico, índices de Castelli I e II, bem como da circunferência da cintura estavam adequados, de acordo com os valores de referência. Houve correlação negativa entre o zinco dietético e colesterol total e triglicérides  (p=0,026; p=0,029) e entre o zinco plasmático e a atividade da SOD (p < 0,001). CONCLUSÃO: A partir dos resultados desse estudo, pode-se concluir que não parece existir participação direta do zinco sobre o risco cardiovascular nos participantes avaliados, bem como verifica-se que estes indivíduos não possuem polimorfismo Arg213Gly no gene da enzima superóxido dismutase 3, o que impossibilita a identificação da relação entre essa variável e marcadores do risco para a manifestação de tais doenças.

2014
Descrição
  • MARÍLIA ALVES MARQUES DE SOUZA
  • Identificação e Bioacessibilidade dos Polifenois Naturalmente Presentes na Folha e no Cálice da Vinagreira (Hibiscus Sabdariffa L.)

     

  • Data: 29/08/2014
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  • O consumo de alimentos fontes de compostos bioativos, especialmente de polifenois, tem sido apontado como fator protetor para saúde e sua bioacessibilidade no organismo tem sido bastante pesquisada. Sabe-se que as hortaliças e as frutas são fontes importantes de diversos compostos antioxidantes. Neste contexto encontra-se a vinagreira (Hibiscus Sabdariffa L.), largamente utilizada, por várias populações mundiais, como alimento, condimento e base para elaboração de fitoterápicos. Desta forma, este estudo objetivou realizar a caracterização nutricional,  a bioacessibilidade dos polifenois presentes no cálice e  na folha da vinagreira, por meio de uma digestão in vitro e identificação dos compostos fenólicos por CLAE. Para determinação da composição centesimal foram utilizadas metodologias oficiais; os compostos bioativos (polifenóis e carotenoides) foram determinados por espectrofotometria; a atividade antioxiante in vitro foi realizada utilizando os ensaios TEAC-ABTS e ORAC. A bioacessibilidade dos compostos fenólicos por meio de uma simulação de digestão in vitro e a identificação dos polifenóis por meio de cromatografia líquida de alta eficiência. Os resultados obtidos indicam que a folha da vinagreira apresentou alto teor de proteína (8,91 %) e o cálice de carboidrato (8,74 %), os mesmos também demonstraram baixo teor de lipídeos (1,02% e 1,45%, respectivamente); na quantificação dos compostos bioativos (β-caroteno), verificaram-se resultados maiores na folha quando relacionados ao cálice. O método de extração de polifenóis utilizando os solventes água, etanol e acetona foram mais eficientes quando se empregou ondas ultrassônicas; os extratos etanólicos e acetônicos tanto da folha (240,81 ± 2,38 mg.100 g-1,  244,39 ± 5,54 mg.100 g-1) quanto do cálice (198,76 ± 0,81 mg.100 g-1, 171,36 ±1,09 mg.100 g-1) da vinagreira apresentaram os maiores teores de fenólicos totais;   a atividade antioxidante por ORAC na extração etanólica foi superior aos demais (75,20 ± 0,87 µMol de trolox/g para a folha e 45,76 ± 1,25 µMol de trolox/g para o cálice) e TEAC na extração acetônica (8,16 ± 0,81 mM de Trolox/g para a folha e 4,72 ± 0,81 mM de Trolox/g para o cálice), com valores superiores aos de muitas frutas consideradas como boas fontes de antioxidantes.  Os compostos fenólicos tanto da folha quanto do cálice da vinagreira se mostraram bioacessíveis, apresentando uma liberação desses compostos da matriz alimentar pela ação das enzimas digestivas e da microbiota intestinal, resultando num aumento significativo no teor de polifenóis nos extratos digeridos da fase I (733,4 ± 7,29 mg.100 g-1 para a folha e 1173,76 ± 5,80 mg.100 g-1 para o cálice). Foram identificados nos extratos aquoso, etanólico e acetônico tanto da folha quanto do cálice oito polifenóis, destacando-se a catequina, epicatequina, ácido p-cumárico e o ácido gálico; a digestão in vitro mostrou um efeito diverso sobre a liberação dos polifenóis, da matriz alimentar, de forma individual, para alguns polifenois houve um aumento da sua liberação com a digestão, como no caso do ácido gálico, enquanto para outros polifenóis a digestão levou a sua degradação, como no caso da catequina. Podendo-se inferir que tanto o cálice quanto a folha da vinagreira são boas fontes de polifenóis com atividade antioxidante e que a digestão aumente a liberação desses compostos a partir da matriz alimentar.

  • NATALIA QUARESMA COSTA MELO
  • CARACTERÍSTICAS NUTRITIVAS E SENSORIAIS DE FORMULAÇÕES DE BAIÃO- DE-DOIS ELABORADAS A PARTIR DE ARROZ INTEGRAL E FEIJÃO-CAUPI BIOFORTIFICADOS

  • Data: 29/08/2014
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  • Objetivou-se com o presente estudo avaliar as características nutritivas e sensoriais de formulações de baião-de-dois elaboradas a partir de arroz integral e feijão-caupi biofortificados. Foram analisadas: amostras de grãos verdes de quatro cultivares de feijão-caupi (BRS Aracê, BRS Guariba, BRS Tumucumaque e BRS Xiquexique), sendo três biofortificadas e um controle (BRS Guariba); amostras de grãos integrais de duas cultivares de arroz (Chorinho e Comercial), a primeira biofortificada e a segunda controle; e cinco formulações de baião-de-dois: Baião Padrão (arroz polido comercial + feijão-caupi BRS Guariba); Baião Controle (arroz integral Chorinho + feijão-caupi BRS Guariba); Baião 1 (arroz integral Chorinho + feijão-caupi BRS Aracê); Baião 2 (arroz integral Chorinho + feijão-caupi BRS Tumucumaque); e Baião 3 (arroz integral Chorinho + feijão-caupi BRS Xiquexique). Foram realizadas as seguintes análises: Teor de Amilose Aparente em grãos integrais das cultivares de arroz; Tempo de Cocção, por calor úmido, nos grãos de cultivares de arroz e feijão-caupi; composição química, incluindo a composição centesimal, o Valor Energético Total (VET) e o conteúdo de minerais nos grãos crus e cozidos das cultivares de arroz e feijão-caupi e nas formulações de baião-de-dois. As análises de aminoácidos foram realizadas apenas nas formulações de baião-de-dois. A avaliação sensorial das formulações de baião-de-dois foi realizada por meio dos testes de Escala Hedônica (Baião Padrão, Controle, 1, 2 e 3) e Comparação Múltipla (Baião Controle e Baiões 1, 2 e 3). Todas as análises foram realizadas em triplicata, exceto a determinação de perfil de aminoácidos, que foi em duplicata, e os resultados foram expressos em média ± desvio padrão. Realizou-se análise estatística utilizando a Análise de Variância e as médias foram comparadas pelos testes t de Student e Tukey (p<0,05). Com relação à composição centesimal das cultivares de arroz, todos os nutrientes foram maiores na cultivar Chorinho, exceto para a umidade nas amostras de grãos cozidos das cultivares; quando comparou-se as amostras de grãos da mesma cultivar nos estados crus e cozidos, observou-se que geralmente o tratamento térmico reduziu os conteúdos de cinzas, proteínas, lipídeos, carboidratos e, consequentemente, o VET. Com relação à composição centesimal das cultivares de feijão-caupi, o tratamento térmico reduziu o conteúdo de cinzas (0,82 a 1,08%), proteínas (9,30 a 11,61%), carboidratos (20,12 a 22,17%) e, consequentemente, o VET (140,73 a 146,19 Kcal/100g). A cultivar BRS Tumucumaque comportou-se diferentemente das demais, com aumento no conteúdo de proteínas e redução no conteúdo de lipídeos, após o tratamento térmico. Com relação a composição centesimal das formulações de baião-de-dois, destacaram-se as formulações Baião 1 e Baião 3 para os teores de cinzas e proteínas, respectivamente (1,37±0,02 e 8,24±0,18%). Com relação ao conteúdo de minerais nas formulações de baião-de-dois elaboradas, destacaram-se para Fe e Zn o Baião Controle (6,76±0,69) e o Baião 1 (3,88±0,06), respectivamente. A formulação Padrão apresentou teores mais elevados para os aminoácidos estudados, exceto para o aminoácido triptofano, com destaque para os teores de glutamina e arginina. Concluiu-se que o arroz integral Chorinho possui boas características nutritivas; tanto as cultivares de arroz como as de feijão-caupi foram afetadas pelo processamento térmico, aumentando ou reduzindo o conteúdo de nutrientes. A formulação de baião-de-dois Padrão apresentou maiores teores para a maioria dos aminoácidos pesquisados, e o Baião 3 (arroz integral Chorinho+ feijão- caupi BRS Xiquexique) pode ser indicado para o consumidor como um prato mais nutritivo que o tradicional e de boa aceitação.

  • MAIARA JAIANNE BEZERRA LEAL RIOS
  • Caracterização de Farinhas de Cultivares Comerciais de Feijão-Caupi (Vigna unguiculata L. Walp.) 

  • Data: 29/08/2014
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  • Cultivares de feijão-caupi tem sido desenvolvidas por meio de melhoramento genético clássico, visando à predominância de caracteres agronômicos desejáveis e uma melhor qualidade nutritiva. No Brasil o feijão-caupi é considerado alimento de primeira necessidade na dieta da população nordestina, é cultivado predominantemente no sertão semiárido da região Nordeste e consumido, principalmente, na forma de grãos secos. A produção de farinha por meio da secagem é uma opção de processamento do feijão-caupi, na busca de um produto com maior valor nutritivo e de maior estabilidade durante o armazenamento. O objetivo desse estudo foi determinar a composição físico-química e microbiológica de farinhas de cinco cultivares geneticamente melhorados de feijão-caupi: BRS Cauamé, BRS Guariba, BRS Xiquexique, BRS Novaera e BRS Itaim.. De cada cultivar de feijão-caupi estudada foram obtidas 2 tipos de farinhas, uma a partir do processamento dos grãos integrais e outra obtida a partir de grão descorticados (sem tegumento). Analisaram-se a composição centesimal (umidade, cinzas, lipídios, carboidratos e proteínas), o Valor Energético Total, os parâmetros físicos (Índice de Absorção de Água, Índice de Solubilidade em Água, granulometria e diâmetro médio da partícula) o conteúdo mineral (ferro, zinco, cobre, manganês, cálcio, fósforo e magnésio) e as características microbiológicas (Salmonella sp, coliformes a 45ºC e Bacillus cereus). Os resultados mostraram que o teor de umidade das farinhas dos grãos descorticados foi inferior ao das farinhas de grãos integrais correspondentes. As farinhas, em geral, apresentaram baixo teor lipídico, variando de 1,53 a 4,70mg/100g. As farinhas apresentaram teor protéico concordante com a literatura e o teor de proteínas nas farinhas variou de 21,72 a 26,94mg/100g. As farinhas também se mostraram boas fontes de energia. A granulometria mostrou que as farinhas possuíam partículas pequenas (variando de 250,97 a 359,28µm) e eram uniformes.  O Índice de Absorção de Água foi baixo e o Índice de Solubilidade em Água foi elevado para todas as farinhas estudadas. Somente as farinhas de grãos integrais das cultivares BRS Cauamé e BRS Xiquexique conferem fonte do mineral cálcio. Com relação ao ferro, as farinhas de grãos descorticados das cultivares BRS Novaera e BRS Itaim são fontes deste mineral, enquanto que, as demais farinhas possuem elevado teor de ferro. Com relação aos demais minerais estudados (zinco, cobre, fósforo, magnésio e manganês) todas as farinhas analisadas revelaram-se com elevado teor dos mesmos. Com relação às análises microbiológicas as farinhas apresentaram-se inócuas. Concluiu-se que as farinhas estudadas tanto as de grãos integrais quanto de grãos descorticados são nutritivas e possuem qualidades físicas que permitem sua utilização na fabricação de produtos alimentícios, oferecendo assim à população alimentos com melhor valor nutritivo.

     

  • THIAGO LEAL BARBOSA HIPÓLITO
  • CONCENTRAÇÕES DE COBRE E CERULOPLASMINA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA

  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 15/08/2014
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  • INTRODUÇÃO: O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Acredita-se que o cobre e a ceruloplasmina estejam envolvidos no desenvolvimento dessa doença e que possam ser utilizados como biomarcadores no diagnóstico e prognóstico da mesma. OBJETIVO: Objetivou-se com este estudo analisar as concentrações de cobre e ceruloplasmina em mulheres com câncer de mama. MÉTODOS: Estudo caso-controle conduzido em 52 mulheres adultas; 26 com câncer de mama (caso) e 26 sem a doença (controle), assistidas na Clínica Ginecológica do Hospital Getúlio Vargas em Teresina – PI. As concentrações de cobre plasmático foram medidas por espectrofotometria de absorção atômica de chama, e a ceruloplasmina sérica analisada pelo método de nefelometria. Na análise de associação entre variáveis categóricas utilizou-se o teste qui-quadrado (χ 2). Os grupos foram comparados pelo teste “t” de Student, para as variáveis com distribuição normal, e teste de Mann Whitney, para aquelas com distribuição não normal. O coeficiente de correlação linear de Pearson foi utilizado para correlações paramétricas, e o coeficiente de correlação de Spearman, para aquelas não-paramétricas. O p-valor <0,05 foi considerado estatisticamente significante. RESULTADOS: O estudo não revelou diferença significativa entre as concentrações de cobre, bem como de ceruloplasmina nos grupos caso e controle (p>0,05). No entanto, as médias (DP) de cobre e ceruloplasmina nas mulheres com câncer de mama apresentaram-se discretamente superiores (87,74 ± 33,53 / 83,46 ± 20,26; 36,52 ± 10,17 / 35,75 ± 10,57), respectivamente. Mostrou, ainda, não haver correlação linear entre as concentrações de cobre plasmático e ceruloplasmina sérica no grupo com câncer de mama (r = 0,039; p>0,05). CONCLUSÕES: O estudo demonstrou não haver relação entre as concentrações de cobre e de ceruloplasmina e o câncer de mama, porém, evidencia tendência de elevação desses biomarcadores nas mulheres com a doença.

  • ROCILDA CLEIDE BONFIM DE SABOIA
  • (In) Segurança Alimentar e Nutricional de Famílias em Cenários da Estratégia Saúde da Família em Teresina.

  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 30/05/2014
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  • O quadro de insegurança alimentar no Piauí é alarmante, e faz-se urgente, portanto, revertê-lo ou minimizá-lo, mediante ações interligadas que envolvam o poder público e a população, com a finalidade de erradicar a fome.Este estudo teve como objetivo conhecer a situação de segurança e insegurança alimentar e nutricional de famílias assistidas pela Estratégia Saúde da Família, em Teresina Piauí, e associar a situação de segurança e insegurança alimentar e nutricional às características socioeconômicas, demográficas e de saneamento. O estudo foi conduzido no período de novembro de 2012 a junho de 2013, constituído por 322 famílias, cujos chefes responderam ao questionário referente à Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e ao questionário socioeconômico e demográfico. A inserção dos dados no banco foi feita no software SPSS, versão 21.0. Na análise univariada foi feita a análise descritiva por meio de média e desvio-padrão das variáveis quantitativas e proporções, e intervalo de confiança de 95% (IC95%) para as variáveis qualitativas. Na análise bivariada para verificar associação entre a classificação de segurança e insegurança segundo a EBIA e as características socioeconômico, demográficas e de saneamento foi utilizado o qui-quadrado de Pearson (c²).A análise multivariada foi feita por meio da regressão logística multinominal, onde obteve-se estimativas da oddsratios e intervalos de confiança (método de Woolf) ajustados para variáveis de confusão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa – CEP/ UFPI, sob CAAE número 12144013.30000.5214. Na constituição familiar predominou média de 4,1 pessoas por domicílio. A renda média encontrada foi de R$ 1191,6, e renda per capita média de R$ 325,00. A prevalência de Insegurança alimentar foi de 65%, sendo 35,6% insegurança alimentar leve, 16,1% moderada e 13,3%. Encontrou-se associação com a insegurança alimentar: renda familiar e per capita(p< 0,001), tipo de casa (p=0,021), número de cômodos (p=0,001), número de moradores no domicílio (p=0,011), água disponível dia e noite (p=0,036), chefe de família (p=0,048), outras rendas (p=0,020) e o programa Bolsa Família (p=0,002).Controlando as variáveis de confusão por meio da análise multivariada, mantiveram-se associadas à insegurança alimentar leve: tipo de casa (p=0,049,OR=0,57,IC 0,32-0,99). Com a insegurança alimentar moderada permaneceram associados: renda per capita (p=0,004,OR=6,17, IC=1,79-21,21), tipo de casa (p=0,005,OR=0,34,IC=0,16-0,72) e chefe da família (p=0,014,OR=0,027, IC=0,09-0,80). Com a insegurança alimentar grave permaneceram associados: renda per capita (p=0,048,OR=3,52,IC=1,02-12,74), número de cômodos (p=0,013,OR=3,65,IC=1,31-10,15), chefe da família (p=0,014,OR=4,10,IC=0,06-0,57) e Bolsa Família (p=0,032,OR=4,10,IC=1,13-14,90). A elevada prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave deve ser um indicador importante para rever as políticas públicas que atendem a essa população, visando adequadas melhorias do acesso aos alimentos tanto em quantidade quanto em qualidade, educação nutricional e geração de emprego e renda, de forma a garantir a segurança alimentar.

  • SUELI MARIA TEIXEIRA LIMA
  • Consumo de Nutrientes com Ação Antioxidante e sua Relação com o Perfil Lipídico e o Estresse Oxidativo em Estudantes Usuários de Unidade de Alimentação e Nutrição

  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 30/04/2014
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  • INTRODUÇÃO: Estudos têm mostrado consumo alimentar inadequado entre universitários, com baixa ingestão de nutrientes antioxidantes, tornando este grupo vulnerável ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Considerando esses aspectos, pode-se destacar o papel da dieta na modulação de fatores de risco cardiovasculares, como níveis de lipídios séricos e fenômenos oxidativos. Este estudo avaliou o consumo de nutrientes com ação antioxidante e sua relação com o perfil lipídico e o estresse oxidativo em estudantes usuários de unidade de alimentação e nutrição. MÉTODOS: Estudo de corte transversal, envolvendo 145 universitários, com idade de 20 a 30 anos, distribuídos em dois grupos: usuários da UAN (n=73) e não usuários (n=72). Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea (IMC) e da circunferência da cintura (CC), bem como analisadas a ingestão de calorias, macronutrientes e micronutrientes com ação antioxidante a partir do questionário de frequência de consumo alimentar. O padrão de ingestão de referência utilizado para macronutrientes foi a faixa de distribuição aceitável de macronutrientes e, para os micronutrientes, utilizou-se os valores de necessidade média estimada propostos pelas DRIs. Foram determinadas as concentrações séricas de colesterol total, HDL-colesterol, LDL-colesterol e triglicérides, pelo método enzimático colorimétrico utilizando-se kits ROCHE e, as concentrações do malondialdeído por cromatografia líquida de alta eficiência. Utilizou-se testes estatísticos para variáveis paramétricas e não paramétricas, adotando-se o nível de significância de 5% na decisão dos testes. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS for Windows 18.0. RESULTADOS: Os valores de ingestão de macronutrientes encontravam-se dentro das faixas de recomendação, em ambos os grupos. Nos usuários da UAN, a ingestão de energia, proteína, carboidratos e ácidos graxos polinsaturados estava significativamente maior, e menor consumo verificado para os ácidos graxos saturados. Os valores de ingestão para os micronutrientes cobre, zinco, selênio e vitamina C estavam dentro das recomendações nos grupos pesquisados, e os de vitamina A e E inferiores, sendo que, nos usuários da UAN, a ingestão de cobre e vitamina E estava significativamente maior.

    Quanto ao perfil lipídico, os estudantes usuários da UAN apresentaram concentrações séricas significativamente menores de colesterol total, LDL-c e HDL-c, comportamento semelhante verificado para o malondialdeído. Houve correlação entre a ingestão de vitamina C e triglicérides (r=-0,306; p=0,008); entre os indicadores IMC e colesterol total, LDL-c, triglicérides e HDL-c (r=0,28, p=0,013; r=0,255, p=0,029; r=-0,245, p=0,000; r=0,429, p=0,037), e entre CC e HDL-c e triglicérides (r=-0,412, p=0,000 ; r=0,449, p=0,000). CONCLUSÃO: A partir desses resultados, pode-se concluir que os estudantes usuários da UAN apresentam melhor padrão de consumo alimentar em relação a macro e a micronutrientes antioxidantes repercutindo num perfil lipídico menos aterogênico e com menor exposição ao estresse oxidativo, quando comparados aos não usuários.

  • KYRIA JAYANNE CLIMACO CRUZ
  • Parâmetros Bioquímicos Relativos ao Magnésio e sua Relação com Resistência à Insulina em Mulheres Obesas

  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 28/04/2014
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  • INTRODUÇÃO: Estudos têm mostrado concentrações plasmáticas reduzidas de magnésio em indivíduos obesos, o que parece contribuir para a manifestação da resistência à insulina presente nesses pacientes. Portanto, este estudo avaliou a relação entre parâmetros bioquímicos relativos ao magnésio e a resistência à insulina em mulheres obesas. MÉTODOS: Estudo caso-controle, envolvendo 114 mulheres, com idade entre 20 e 50 anos, sendo distribuídas em dois grupos: grupo caso (obesas, n=55) e grupo controle (mulheres saudáveis, n=59). Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea e da circunferência da cintura, bem como analisados a ingestão de magnésio, concentrações plasmáticas, eritrocitárias e urinárias desse mineral, além dos parâmetros glicêmicos. A análise da ingestão de magnésio foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o software Nutwin versão 1.5. As concentrações do magnésio plasmático, eritrocitário e urinário foram determinadas segundo o método de espectrofotometria de absorção atômica de chama (λ= 285,2). As determinações da glicose e insulina séricas foram realizadas pelo método enzimático colorimétrico e de quimioluminescência, respectivamente. A resistência à insulina foi avaliada por meio do índice HOMA-IR (Homeostasis Model Assessment Insulin Resistance). Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS for Windows 18.0. RESULTADOS: Os valores médios do consumo de magnésio estavam inferiores às recomendações, sem diferença estatística entre os grupos estudados (p>0,05). As concentrações médias do magnésio plasmático foram de 0,81 ± 0,06 mmol/L para as obesas e de 0,79 ± 0,06 mmol/L para o grupo controle (p>0,05). A média do magnésio eritrocitário foi de 2,59 ± 0,41 mmol/L e de 2,53 ± 0,30 mmol/L para as obesas e para o grupo controle, respectivamente (p>0,05). A excreção urinária deste mineral foi inferior aos valores de referência em ambos os grupos, sem diferença significativa (p>0,05). As concentrações médias de glicose e insulina séricas foram respectivamente, 97,57 ± 19,89 mg/dL e 23,78 ± 8,09 µU/mL para as obesas e 81,71 ± 7,56 mg/dL e 13,48 ± 4,91 µU/mL para o grupo controle. Os valores médios do HOMA-IR foram de 5,91 ± 3,00 para as obesas e de 2,73 ± 1,06 para o controle, com diferença significativa entre os grupos (p<0,05). Houve correlação negativa entre o magnésio eritrocitário e os parâmetros glicêmicos avaliados (p<0,05). CONCLUSÃO: A partir dos resultados deste estudo, pôde-se concluir que as pacientes obesas ingerem baixo teor dietético de magnésio, o que parece induzir a hipomagnesúria como mecanismo compensatório para manter as concentrações plasmáticas do mineral em valores adequados. Associado a isso, o estudo revela uma correlação negativa entre as concentrações eritrocitárias desse mineral e os parâmetros do controle glicêmico, sugerindo a influência do magnésio sobre o índice de resistência à insulina nas mulheres obesas avaliadas,

  • LAIS LIMA DE CASTRO
  • Hipoalbuminemia, estado nutricional, atividade superóxido dismutase e peroxidação lipídica em doentes renais em programa de hemodinálise.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 22/04/2014
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  • INTRODUÇÃO: A doença renal crônica constitui-se em importante problema de saúde pública no Brasil, e têm sido referida associação entre presença de baixos níveis séricos de albumina (ALB) ou de desnutrição com morbimortalidade aumentada em doentes em tratamento dialítico. Também tem sido evidenciado que algumas manifestações clínicas da doença renal podem ser decorrentes do aumento da produção de espécies reativas de oxigênio. OBJETIVO: Avaliar a relação entre a hipoalbuminemia e desnutrição, atividade da superóxido dismutase, peroxidação lipídica e variáveis da BIA em doentes renais crônicos em programa regular de HD, atendidos em clínica de referência de Teresina/PI. MÉTODOS: Estudo analítico do tipo caso-controle envolvendo 64 indivíduos com idade entre 18 a 59 anos, de ambos os sexos, em hemodiálise regular. Foram definidos como casos (n=26) doentes com hipoalbuminemia (ALB <3,5 g/dL), e como controle (n=38) aqueles com ALB ≥3,5 g/dL, pareados por idade, peso corporal, estatura, índice de massa corpórea (IMC) e índice de qualidade da diálise (Kt/V). O estado nutricional foi avaliado com base na circunferência do braço (CB), prega cutânea tricipital (PCT), circunferência muscular do braço (CMB), IMC, circunferência da cintura (CC) e, por bioimpedância elétrica (BIA), o percentual de gordura (%G), ângulo de fase (AF) e a massa celular corporal (MCC). As variáveis bioquímicas (albumina, creatinina, uréia pré e pós-diálise) e hematológicas (hemoglobina e hematócrito) analisadas foram coletadas do banco de dados da clínica que as determina rotineiramente. A concentração plasmática de malondialdeído (MDA) foi determinada pela medida da produção de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico. A atividade da superóxido dismutase (SOD) foi determinada pela quantidade de enzima capaz de inibir em 50% a formação de nitrito. Óxido nítrico (NO) foi quantificado pela concentração de nitrito nos eritrócitos pelo método colorimétrico de Gries. O consumo alimentar de energia, macronutrientes e antioxidantes foi avaliado por meio de inquérito alimentar com questionário recordatório de 24 h em três dias. RESULTADOS: Valores médios de albumina (g/dL) nos grupos caso e controle foram, respectivamente, 3,33±0,16 e 3,74±0,14 (p<0,05). As médias de PCT, %G, hemoglobina, hematócrito, consumo de proteínas (g/dia e g/Kg/dia), ingestão de cobre, resistência, reatância e a relação resistência/estatura foram significativamente menores nos doentes com hipoalbuminemia (p<0,05). Mais de metade dos pacientes de ambos os grupos apresentava desnutrição pelas classificações baseadas em CB, PCT, AF e MCC. Houve associação entre hipoalbuminemia e desnutrição pela adequação da PCT e com percentual de adequação da ingestão de carboidratos. Risco aumentado/muito aumentado de complicações metabólicas pela CC foi encontrado em 50% do grupo caso e 36,8% do controle. Não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto à SOD, NO, MDA, consumo de vitaminas C e E, zinco e selênio, ou ainda quanto à creatinina e ureia pré e pós-hemodiálise. Houve correlação positiva entre os níveis séricos de albumina e consumo de proteínas, AF, IMC e % G no grupo caso. CONCLUSÃO: A análise realizada evidenciou associação entre hipoalbuminemia e desnutrição relacionada com redução do tecido adiposo de reserva e com aporte de carboidratos inferior ao recomendado. Contudo, não foi encontrada relação entre hipoalbuminemia com os marcadores de atividade antioxidante ou peroxidação lipídica utilizados.

  • RAYSSA GABRIELA LIMA PORTO LUZ
  • Influencia do estádio de maturação no teor de compostos bioativos e atividade antioxidante no cajuí (Anacardium humile St. Jill) e castanhola (Terminalia catappa Linn).

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 15/04/2014
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  • A flora do Cerrado possui diversas espécies frutíferas com grande potencial de utilização agrícola, que são tradicionalmente utilizadas pela população local por meio do consumo in natura ou processadas na forma de sucos, licores, sorvetes, geléias e doces, porém pouco comercializadas oficialmente. Objetivou-se com o presente estudo verificar a influência do estádio de maturação no teor de compostos bioativos e atividade antioxidante nos frutos cajuí (Anacardium humille St. Hill) e castanhola (Terminalia catappa Linn). Os frutos em três estádios de maturação foram colhidos na EMBRAPA - MEIO NORTE-PI e no campus da Universidade Federal do Piauí, em dois lotes. A seleção dos frutos foi realizada mediante seu estado de conservação e estádio de maturação. Determinou-se o conteúdo de fenólicos totais, antocianinas, proantocianidinas, carotenóides e atividade antioxidante pelos métodos ABTS, DPPH e FRAP nos três estádios de maturação. Para análise dos dados, foi criado um banco no Programa Statistical Package for the Social Sciences, version 17,0; e aplicado o teste t de Student. O nível de significância adotado foi de p < 0,05 (5%) para todos os testes. Os resultados demonstraram que o teor de fenólicos totais variou significativamente entre os estádios de maturação, destacando-se o estádio verde (1421,33 ± 28,62 mgGAE/100g para o cajuí e 12803,17 ± 1,10 mgGAE/100g para a castanhola). Verificou-se a presença de antocianinas na castanhola em maior quantidade no estádio maduro (4,94 ± 5,13 mg cy-3-glu.100g -1) e obteve-se no cajuí elevado teor de carotenóides com destaque para o estádio verde (180,53 ± 0,01 mg β-caroteno.kg -1). Em ambos os frutos foi detectado a presença de proantocianidinas (taninos condensados) em maior quantidade no estádio verde (37,41 ± 0,00; 60,04 ± 3,32 mgEC.100g -1 para o cajuí e castanhola, respectivamente)  Os frutos estudados apresentaram elevada atividade antioxidante confirmada pelos três métodos (ABTS, DPPH e FRAP). Concluiu-se que os frutos pesquisados apresentaram elevados teores expressivos de compostos bioativos e demonstraram elevada atividade antioxidante.

  • CECÍLIA TERESA MUNIZ PEREIRA
  • Staphylococcus aureus em leite e queijo de coalho: Perfil de genes enterotoxigênicos e resistência antibiótica.

  • Orientador : MARIA JOSE DOS SANTOS SOARES
  • Data: 04/04/2014
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  • O queijo de coalho é um produto tradicional da região Nordeste do país, tendo elevada importância econômica e cultural. A matéria prima utilizada para elaboração deste tipo de queijo é, na maioria das vezes, o leite in natura, o que faz com que este produto seja fonte de micro-organismos patogênicos, dentre estes os Staphylococcus aureus. A presença desta bactéria nos produtos lácteos tem importância pela possibilidade da presença de potentes superantígenos, as enterotoxinas estafilocócicas (EE), que são a causa da intoxicação alimentar estafilocócica. Este micro-organismo é também o principal agente etiológico das mastites bovinas, cuja terapia antibiótica se torna difícil pela existência de cepas multirresistentes, podendo ainda ocorrer a disseminação dessas cepas, por meio da cadeia dos produtos lácteos. Este trabalho avaliou a qualidade microbiológica de 40 amostras leites e 30 amostras de queijos de coalho, produzidos em três propriedades rurais, na cidade de Teresina-Piauí. Para tanto, primeiramente foi realizada a contagem total de micro-organismos mesófilos aeróbios e ou facultativos e, em seguida, buscou-se isolar e identificar S. aureus, assim como detectar a presença de genes das enterotoxinas clássicas e o perfil de sensibilidade antibiótica de cepas deste micro-organismo, isoladas destes produtos lácteos. Foram observados para os mesófilos contagens elevadas, cujas médias variaram de 2,3 x 104 a 3,4 x 107 UFC/mL para as amostras de leite e 4,8 x 106 a 2,5 x 108 UFC/g para as amostras de queijo. Staphylococcus coagulase positivos (SCoP) apresentaram contagens que variaram de 5,0 x 101 para o leite pasteurizado, menor que 101 a 8,1 x 104 UFC/mL para o leite cru, e 5,5 x 102 a 3,5 x 106 UFC/g para o queijo de coalho. Dentre as 148 cepas de SCoP isoladas, 109 (73,65 %) foram identificadas como S. aureus, utilizando a combinação de vários testes bioquímicos, sendo a prova de resistência à acriflavina a que revelou maior poder discriminatório para esta espécie. Das 67 cepas de S. aureus analisadas quanto à presença de genes das EE clássicas, 38,8 % amplificaram para o gene sec, não sendo detectado nenhum outro gene das EE avaliadas. O perfil de susceptibilidade aos antimicrobianos, para as 98 cepas de S. aureus testadas evidenciou alta frequência de resistência aos betalactâmicos, algumas também revelaram fenótipo MLSB, e outras apresentaram múltipla resistência, não tendo sido detectadas cepas MRSA. Nesta pesquisa foi demonstrada, portanto, insatisfatória qualidade microbiológica para os produtos avaliados, revelando ainda a presença de cepas de S. aureus portadoras de gene enterotoxigênico e elevada resistência antibiótica. Assim, a partir do diagnóstico obtido, faz-se necessário conduzir ações direcionadas aos produtores para a melhoria da qualidade e segurança destes produtos.

  • LIVIA PATRICIA RODRIGUES BATISTA
  • Anemia e fatores associados em crianças menores de cinco anos em assentamentos rurais de Teresina

  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 24/03/2014
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  • A anemia embora seja um importante problema de saúde pública, que afeta principalmente populações menos desenvolvidas, pouco se conhece sobre sua prevalência em crianças que residem em assentamentos rurais no Brasil, ainda que as inadequadas condições de vida a que normalmente estão submetidas, sejam associadas a uma maior prevalência da doença. Desse modo esse trabalho tem como objetivo estimar a prevalência de anemia e investigar os fatores associados em crianças menores de cinco anos de assentamentos rurais de Teresina. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, com enfoque quantitativo, descritivo e analítico, realizado em domicílios dos nove Projetos de Assentamentos do Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Teresina, tendo participado da pesquisa 131 crianças. Os dados foram coletados por meio da aplicação de questionários sobre as condições socioeconômicas e demográficas, segurança alimentar e aspectos de saúde da criança. Foram realizadas aferições de peso e estatura, para avaliação do estado nutricional, sendo classificados segundo os índices P/I, E/I, P/E e IMC/I. O diagnóstico de anemia foi dado por meio da dosagem de hemoglobina em sangue venoso, através de contador automático, sendo consideradas anêmicas crianças com valores de hemoglobina inferior a 10,3 g/dL (menor de 6 meses – Saarinen) e 11,0 g/dL (6 a 59 meses - WHO). Os dados foram analisados pelos programas estatísticos SPSS v.20 e R-Projc, v.3.0.2. Utilizou-se modelo múltiplo de Regressão de Poisson para determinar as variáveis associadas à doença. A prevalência de anemia na população estudada foi de 29,0% e o modelo de Poisson mostrou maior prevalência da doença nas crianças menores de 24 meses, que habitavam em domicílios de taipa ou alvenaria inacabada, com aglomeração de uma ou mais pessoas por cômodo, que eram filhos de mães adolescentes, em famílias com menor renda per capita, em situação de insegurança alimentar e entre àquelas que não estudavam em creche ou escola. A prevalência de anemia nas crianças configura a situação como problema moderado de saúde pública, estando associada a aspectos socioeconômicos e demográficos e de insegurança alimentar, demonstrando a importância de ações de desenvolvimento social e combate a fome, além das ações de intervenções de controle da anemia, para uma efetiva resolução do problema.

  • MÁRCIA LUIZA DOS SANTOS BESERRA PESSOA
  • Anemia Ferropriva, Antropometria e Consumo Alimentarem Pré-Escolares do Município de Teresina-Piauí.

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 21/03/2014
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Realizou-se o presente estudo com o objetivo de avaliar a prevalência de anemia ferropriva, antropometria e o consumo alimentar em pré-escolares da rede pública municipal de Teresina, Piauí. O estudo foi do tipo transversal, descritivo e analítico, aleatorizado com 400 crianças na faixa etária de 2 a 6 anos, alunos de Centros Municipais de Ensino Infantil, de ambos os sexos. Foram avaliadas características como os dados socioeconômicos, antropométricos, concentração de hemoglobina e consumo alimentar dos pré-escolares. A amostra teve distribuição normal, média de idade de 4,5 anos, a média de peso foi de 17,7kg e altura média de 105 cm. O tempo em que as crianças estavam matriculadas nas creches variou, em média, entre 15 e 20 meses. A escolaridade predominante entre mães e pais foi o nível fundamental, com 50% e 53,3%, respectivamente. A renda familiar da maioria das famílias foi de 1 a 2 salários mínimos e havia em média cinco pessoas na família. Quanto às características de saneamento básico, apenas o item esgotamento sanitário e asfalto não era frequente em 100% das residências. Quanto à prevalência de anemia verificou-se que 36% das crianças estavam com anemia ferropriva, sendo mais frequente nas crianças do Centro Municipal da Zona Sudeste, caracterizando diferença estatisticamente significativa entre as médias comparadas com o local de estudo e a concentração de hemoglobina. Do total de crianças estudadas a maioria (74,8%) estava eutrófica, 11,5% com risco de excesso de peso, 8,5% com excesso de peso e apenas 5,2% apresentou magreza. Com relação à distribuição do estado nutricional e a presença de anemia, entre as crianças que não estavam anêmicas, a maioria estava eutrófica. Observou-se associação positiva entre anemia e estado nutricional. Os grupos de alimentos que apresentaram as maiores frequências de consumo (consumo diário) foram arroz, pão, biscoitos salgados, bolo doce e salgado (93,3%); Feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja (70,5%); Leite (69,3%) e Manteiga/Margarina (56,0%). Os grupos de alimentos de consumo mais raro foram os vegetais tais como: couve, espinafre, brócolis e outros vegetais verde-escuros (87,8%); Cenoura crua (83,3%); Cenoura cozida, abóbora amarela e jerimum (62,8%); Farinha de milho, preparações com fubá de milho (56,5%); Queijos e iogurte (52,7%); Gema de ovo (64,3%) e Abacate (86,5%). Na categoria das carnes, vísceras e miúdos (56,8%) verificou-se uma maior porcentagem para consumo raro, assim como carne de porco e frango (71,8%); carne de cabra e similares (87,8%). A carne bovina teve consumo moderado, pois o consumo diário (47,0%), foi o maior em relação às outras frequências. Os pescados tiveram uma porcentagem maior de consumo raro/nunca (41,8%), apesar de não se caracterizar como elevada, seguido de frequência de duas a quatro vezes por semana (32,0%) e de consumo semanal (25,5%), demonstrando assim um baixo consumo destes alimentos. Também foram menos consumidos (nunca/raramente) alimentos como achocolatado (63,5%); farinhas (espessantes) de arroz, amido de milho, aveia e outros (74,0%), além de rapadura e doces (79,0%), amendoim, castanhas e amêndoas (85,5%). Na correlação entre os grupos de alimentos, hemoglobina e IMC-para-Idade verificou-se que existe uma correlação positiva (p<0,05) entre alimentos fontes e/ou facilitadores de ferro com o aumento da concentração de hemoglobina e com o estado de eutrofia das crianças pesquisadas. Grupos de alimentos energéticos e proteicos apresentaram uma correlação positiva com o estado nutricional de risco de excesso de peso. Concluiu-se, portanto, que 36% dos pré-escolares estavam anêmicos, 74,8% eutróficos e apresentavam um baixo consumo de alimentos fontes de ferro e facilitadores de sua absorção.

  • VERBENA CARVALHO ALVES
  • Apectos Micologicos e Micotoxicológicos de pães tipo Hot-Dog influenciados pela qualidade da farinha de trigo.

  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 11/03/2014
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  • RESUMO

    O pão está presente na vida do homem desde os seus primórdios.

    De uma forma geral, tem presença expressiva à mesa dos brasileiros, até mesmo

    como refeição principal. Muitos ingredientes usados no preparo de pães oferecem

    riscos de contaminação por fungos. Dentre eles, a farinha pode disseminar

    propágulos fúngicos no ambiente industrial, que em condições ideais de umidade e

    temperatura, podem produzir micotoxinas com propriedades imunossupressoras,

    alergênicas, teratogênicas, mutagênicas e carcinogênicas. Os principais gêneros

    contaminantes de alimentos produtores de micotoxinas são: Aspergillus, Penicillium

    e Fusarium. O presente estudo objetivou verificar os aspectos micológicos e

    micotoxicológicos de pães tipo hot-dog influenciados pela qualidade da farinha de

    trigo. Semanalmente, foram efetuadas em duas panificadoras de Teresina, PI,

    coletas de farinha de trigo e pães tipo hot-dog elaborados com a mesma farinha de

    trigo que foi amostrada. Este procedimento foi repetido por 15 semanas em cada

    estabelecimento pesquisado, com 30 amostras de farinha e 30 de pães, totalizando

    60 unidades experimentais. As variáveis avaliadas foram: umidade relativa do ar

    (URA); temperatura ambiental; atividade de água (Aa); contagem de fungos

    filamentosos e leveduras; isolamento e identificação de gêneros micotoxigênicos;

    perfil toxígeno de espécies fúngicas por cromatografia de camada delgada (CCD); e

    detecção de aflatoxina B1 e ochratoxina A por cromatografia líquida de alta eficiência

    (CLAE). As contagens de fungos filamentosos e leveduras das amostras de farinha

    de trigo e de pães tipo hot-dog da panificadora “A” foram semelhantes (P>0,05),

    entretanto, na panificadora “B” a contaminação fúngica dos pães foi maior que a da

    farinha de trigo. No total das amostras foram isoladas 66 cepas de fungos

    filamentosos pertencentes a oito gêneros e, pode-se constatar que a variedade de

    fungos foi maior na farinha de trigo do que nos pães. Não foram detectadas cepas

    de Aspergillus das seções Flavi e Nigri com potencial capacidade para produção de

    AFB1 e OTA. Na totalidade amostral não foram detectadas aflatoxina B1 e

    ochratoxina A. Concluiu-se que a qualidade da farinha de trigo influencia os

    aspectos micológicos e micotoxicológicos dos pães produzidos e que os produtos

    são seguros para consumo sob o aspecto micotoxicológico analisado.

  • NARA VANESSA DOS ANJOS BARROS
  • Influência do cozimento na composição centesimal, minerais, compostos bioativos e atividade antioxidante de cultivares de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.)

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 10/03/2014
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  • O presente estudo visou determinar a influência do cozimento na composição centesimal , minerais, compostos bioativos e atividade antioxidante de cultivares de feijão-caupi (Vigna unguiculata  (L.) Walp) . Foram analisadas quatro cultivares melhoradas geneticamente de feijão-caupi: BRS Milênio, BRS Xiquexique, BRS Tumucumaque e BRS Aracê. Analisou-se a composição centesimal (umidade, cinzas, lipídeos, proteínas e carboidratos) das cultivares cruas e após o cozimento. O conteúdo mineral foi determinado por espectrometria de emissão atômica com fonte de plasma indutivamente acoplado. Os compostos bioativos quantificados foram fenólicos totais, flavonoides totais, flavanois totais e antocianinas. As aminas bioativas foram identificadas e quantificadas por meio da cromatografia líquida de alta eficiência. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método de captura dos radicais DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazil) e ABTS (3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico). Todas as análises foram realizadas em triplicata e os resultados expressos como média + desvio-padrão. Aplicaram-se os testes estatísticos, t de Student, Tukey e Análise de Variância. O nível de significância adotado foi de p<0,05 (5%) para todos os testes. Em relação à composição centesimal, o conteúdo de umidade ficou na faixa de 9-11% nas cultivares cruas e aumentou nas cozidas (50-60%). O conteúdo de proteínas aumentou de forma significativa (p<0,05) para as cultivares cozidas Milênio (24,03+0,40) e Aracê (26,37+0,21), ao passo que o teor de cinzas e carboidratos diminuíram após o cozimento nas quatro cultivares avaliadas. Para o conteúdo de ferro, destacaram-se as cultivares cruas Xiquexique (7,60+0,2) e Milênio (5,57+0,1), enquanto que para o zinco, as cultivares cruas Aracê (4,19+0,05) e Milênio (3,88+0,0). O teor de minerais diminuiu significativamente nas cultivares após o cozimento (p<0,05), observando-se elevadas quantidades destes nos respectivos caldos de cocção. Para os compostos bioativos, a cultivar Aracê apresentou os maiores conteúdos de compostos fenólicos totais antes (205,10+2,89) e após (150,62+2,64) o cozimento (p<0,05). Foram identificadas as poliaminas espermina e espermidina nas cultivares, destacando-se a Milênio (crua – 120,5 mg/Kg; cozida – 50,4mg/Kg) e Tumucumaque (crua – 116,2 mg/Kg; cozida – 47,9 mg/Kg), com perdas significativas (p<0,05) após o cozimento. Não foi detectada a presença de antocianinas e flavonois nas cultivares. Para a atividade antioxidante, observaram-se comportamentos diferenciados para cada cultivar nos dois métodos avaliados. Antes do cozimento, a cultivar Aracê apresentou maior atividade antioxidante pelos dois métodos avaliados DPPH (614,7+5,43) e ABTS (660,1+7,98). Após o cozimento, a cultivar de destaque pelo método DPPH foi a Xiquexique (419,8+6,80), e pelo método ABTS foi a Milênio (552,1+4,78). Observaram-se elevadas concentrações de compostos bioativos e atividade antioxidante nos caldos de cocção. Concluiu-se que após o processamento, estas mantiveram características nutritivas e funcionais relevantes, recomendando-se o consumo do feijão-caupi com o caldo de cocção para retenção de compostos com propriedades antioxidantes.

  • ALINE MARIA DOURADO RODRIGUES
  • Isolamento e identificação de leveduras em mel produzido no Piauí

  • Orientador : MARIA MARLUCIA GOMES PEREIRA NOBREGA
  • Data: 10/03/2014
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  • O mel possui um padrão microbiológico característico, devido a sua rica composição físico-química, com um alto grau de resistência a proliferação de micro-organismos, no entanto a presença de leveduras osmotolerantes podem promover a fermentação deste produto. Dessa forma, este estudo objetivou isolar e identificar leveduras a partir da micobiota presente no mel produzido no Estado do Piauí. Para isso, foram analisadas 97 amostras de méis florais de Appis melífera adquiridas em duas cooperativas de mel do Piauí, sendo 50 amostras adquiridas em um entreposto de mel da microrregião de Picos e 47 da microrregião de Simplício Mendes. As análises realizadas foram atividade de água (Aa), contagem total de micro-organimos, identificação morfológica e molecular (PCR). A atividade de água dos méis apresentou valores de 0,49 e 0,55, os valores médios para a contagem total de micro-organismos foram 2,2 e 2,09 UFC.g-1 em log10(x+1). Foram isoladas sete leveduras que de acordo com a identificação morfológica foram identificadas Pichia anômala (2), Kloeckera apiculata (2), Zygosaccharomyces bailii (1), Kazachstania exígua (1) e Brettanomyces bruxellensis (1). A análise por meio de PCR mostrou a presença de DNA das leveduras isoladas. Conclui-se que a qualidade do mel de abelhas Apis mellifera produzido pelas cooperativas pesquisadas mostrou-se satisfatória quanto à baixa incidência de leveduras, demonstrando a busca pela excelência no beneficiamento dos produtos apícolas.

  • CARLA CRISTINA CARVALHO FONSECA MENESES
  • Avaliação da fragilidade, aspectos psicossociais e nutricionais em uma população de idosos.

  • Orientador : CECILIA MARIA RESENDE GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 21/02/2014
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  • INTRODUÇÃO: A fragilidade é composta por vários fatores psicológicos, sociais e biológicos, fazendo com que se torne multifatorial. OBJETIVO: Analisar fatores psicossociais e nutricionais associados a síndrome da fragilidade em idosos atendidos em ambulatório de geriatria na rede pública do município de Teresina, PI. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Estudo transversal envolvendo um grupo de 179 idosos caracterizados quanto as variáveis sociodemográficas, comorbidades, hábitos de saúde, índice de massa corporal (IMC), circunferência do braço (CB), circunferência da panturrilha (CP) e risco cardiovascular. Para a análise dos conteúdos referentes aos estímulos indutores idoso frágil, fragilidade e fraqueza muscular foram adotadas a técnica de redes semânticas: tamanho da rede (TR), núcleo da rede (NR), peso semântico (PS) e distância semântica quantitativa (DSQ). Na análise dos critérios de fragilidade foram considerados: perda de peso não intencional, fraqueza muscular, exaustão, diminuição da velocidade de marcha e baixo nível de atividade física. Os dados foram digitados e calculados pelo software aplicativo Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) na versão 16.0.RESULTADOS: A idade dos pesquisados variou de 65 a 91 anos, predominância de mulheres (63,7%), não caucasianos (70,4%), casados (52,5%), baixo nível de escolaridade (93,9%), idosos que não moravam sozinhos (91,1%), renda familiar inferior a dois salários mínimos (74,9%). Observou-se diferença estatística entre colesterol alto (p=0,025), osteoporose (p< 0,001), artrite (p< 0,001) e o sexo dos entrevistados. A maioria dos idosos (79,9%) não foram hospitalizados nos últimos 12 meses, e houve predomínio de idosos sedentários (73,2%). Quanto ao IMC, CB e CP prevaleceu baixo peso (53,6%), eutrofia (46,4%) e não perda de massa muscular (70,4%) respectivamente. Na circunferência da cintura (CC) (p=0,003) e relação cintura quadril (RCQ) (p ˂ 0,001) houve diferença significativa entre os sexos. Diante dos estímulosindutores os termos mais mencionados foram ajuda, dependente e cansaço. Verificou-se que (9,0%) dos idosos foram classificados como frágeis (F), (56,4%) pré-frágeis (PF) e (34,6%) não frágeis (NF). Houve predomínio de fragilidade no sexo feminino (81,3%) e faixa etária de 75 a 84 anos (62,5%). Entre os idosos frágeis a maioria eram não caucasianos (75,0%), viúvos (43,8%), com baixo nível de escolaridade (87,5%), não residiam sozinhos (87,5%) e apresentavam renda familiar de um a dois salários mínimos (87,5%). A maioria dos idosos frágeis (93,8%) mencionaram que possuíam doenças, sendo hipertensão arterial (86,7%) a mais prevalente. Verificou-se que houve associação entre a ocorrência de hospitalização no último ano (p= 0,007) e a prática de exercício físico (p= 0,049) com a fragilidade. Não foi constatado associação do IMC, CB, CP, CC e RCQ com a fragilidade (p˃0,05). CONCLUSÕES: A população idosa deste estudo apresentou perfil sociodemográfico, comorbidades, hábitos de saúde, estado nutricional inadequados exceto para (CB) e sem riscos cardiovasculares. Informações esclarecedoras sobre a fragilidade são importantes para o melhor entendimento desta síndrome. Houve predomínio de pré-fragilidade, apenas constatou-se associação da fragilidade com a ocorrência de hospitalização no último ano e a prática de exercício físico.

     

2013
Descrição
  • LIEJY AGNES DOS SANTOS RAPOSO LANDIM
  • Utilização de biscoito à base de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp) biofortificado, em pré-escolares para controle da anemia ferropriva.

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 21/10/2013
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  •     O presente foi realizado com  o objetivo de avaliar o impacto da ingestão de biscoitos à base de farinha de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp) variedade BRS-Xiquexique, biofortificado com ferro (Fe) e zinco (Zn), por pré-escolares para controle da anemia ferropriva. O universo consistiu de 262 crianças pré-escolares, matriculadas nos Centros Municipais de Ensino Infantil - CMEI’s da rede pública de ensino de Teresina, na faixa etária de 2 a 5 anos de idade. Foram coletados os dados socioeconômicos e dados sobre a criança, com registro em ficha própria, como também, o consumo alimentar da criança no domicílio, por meio da aplicação do Questionário de Frequência de Consumo Alimentar (QFCA). As crianças foram divididas em dois grupos: grupo controle (G1) que recebeu o biscoito a base de farinha de trigo (BFT), e grupo intervenção (G2) que recebeu o biscoito a base de farinha de feijão-caupi biofortificado (BFFCb) da cultivar BRS-Xiquexique. Foram realizados a coleta de dados antropométricos, colheita de sangue das crianças, diagnóstico de anemia e a ingestão de alimentos nos CMEI’s. Para intervenção, foi produzido biscoitos para os dois grupos (G1 e G2), sendo administrados um pacote de 30g, 3 vezes por semana, por um período de 60 dias e realizado a segunda colheita sanguínea, para determinação do efeito do biscoito sobre o incremento da hemoglobina ou controle da anemia ferropriva e também pesagem dos pacotes dos biscoitos após o oferecimento as crianças para determinação da aceitação. Os resultados demonstraram uma boa aceitação do BFFCb pelas crianças (94,3%). Em relação a anemia, antes da intervenção com o biscoito a prevalência de anemia entre os participantes era de 11,5% (n= 30), sendo que 18 (12,2%) eram do G2 e 12 do G1 (10,4%). Após a intervenção houve redução na prevalência de anemia para 4,2% (n = 11), sendo que 02 (1,4%) eram do G2 e 09 (7,8%) do G1. Constatou-se a eficácia do BFFCb como complemento alimentar no controle da anemia ferropriva.

  • KEILA CRISTIANE BATISTA BEZERRA
  • Características físicas e químicas do fruto da carnaúba (Copernicia prunifera H.E. Moore).

  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 30/08/2013
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  • O crescente interesse mundial por frutas nativas do Brasil tem impulsionado a realização de pesquisas e impelido o cultivo de frutas que hoje são desconhecidas do grande público, na busca pela diversificação de sabores ou de produtos oriundos de alimentos funcionais. Os frutos nativos comercializados na região metropolitana possuem grande aceitação popular e o conhecimento de suas características físicas e químicas geram informações indispensáveis à orientação nutricional, permitindo a composição de uma dieta saudável. O objetivo deste trabalho foi determinar as características físicas, físico-químicas e químicas do fruto (polpa e casca) da carnaúba (Copernicia prunifera). As amostras de carnaúba foram coletadas no município de Teresina-PI, cujos frutos foram selecionados em igual estádio de maturação e despolpados por esmagamento com a remoção do caroço. Analisaram-se as características físicas (peso, diâmetros maior e menor e pH), físico-químicas (acidez total titulável e sólidos solúveis totais), químicas (umidade, cinzas, lipídios, proteínas, carboidratos e fibras alimentares totais), valor energético total e teor de minerais. Comparando os dados obtidos na literatura com os resultados verificados no presente estudo observou-se que, utilizando toda a parte comestível do fruto (polpa e casca) para análise, a carnaúba apresentou um elevado teor de nutrientes. Os resultados demonstraram que o peso médio total do fruto da carnaúba foi de 6,35g e o formato ovalado; um bom rendimento de polpa e casca (47%); baixa acidez titulável (AT) (0,34%), com elevado teor de sólidos solúveis (SS) (48,32 oBrix) e alta relação SS/AT (142,12), indicando elevado grau de doçura. Nas análises químicas obtiveram-se elevados teores de cinzas (3,60%), proteínas (6,70%) e carboidratos (42,79%), baixos teores de lipídios (1,18%) e de umidade (45,73%), estes últimos conferem ao fruto menor perecibilidade, mais estabilidade, facilitando seu manuseio. O fruto apresentou-se como importante fonte de fibras alimentares totais (26,52%), com alto aporte calórico (208,58 Kcal.100g-1). Dentre os minerais pesquisados, o K foi o mais abundante (1284,00mg.100-1), seguido por Mg (66,00mg.100-1), ambos correspondendo a aproximadamente 25% das IDRs. Concluiu-se, portanto, que a carnaúba apresentou-se como uma importante opção de fruto nutritivo para a população, rico em carboidratos e fibras alimentares e fonte dos minerais K e Mg, com potencial para a indústria alimentícia.

  • JANICE ARAUJO LUSTOSA
  • Desenvolvimento e Aceitabilidade d Barra Alimentícia a Bas de Ingredientes Regionais.

  • Orientador : MARIA MARLUCIA GOMES PEREIRA NOBREGA
  • Data: 23/08/2013
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  • Uma tendência de mudança no estilo de vida da população e a crescente preocupação por uma alimentação saudável que, além de nutrir, promova a saúde trouxe como destaque os alimentos funcionais por conterem composto com potencial para retardar o estabelecimento de doenças e, com isso, melhorar, a qualidade e a expectativa de vida. Esta pesquisa visa o aproveitamento de excedentes agrícolas e dos ingredientes regionais e objetivou-se elaborar uma barra alimentícia a base de caju, mel de abelha escuro e mandioca. Para verificar o potencial de aceitação do produto o mesmo foi avaliado quanto às características físico-químicas, microbiológicas, sensorial e intenção de compra. Pode-se observar que o processamento térmico e manutenção sob congelamento da massa do pedúnculo de caju, utilizada como base nas formulações, é uma alternativa viável para o aproveitamento entre safra do subproduto. De acordo com os resultados encontrados a massa do pedúnculo do caju apresentou valor nutricional significativo, as barras alimentícias formuladas apresentaram condições higiênico-sanitárias

    satisfatórias, portanto, próprias para o consumo, as formulações mostraram-se semelhantes quanto ao perfil físico-químico e com características nutricionais relevantes, com destaque para as proteínas. A formulação elaborada com 40% de massa apresentou a melhor aceitação e melhor índice de compra pelos provadores.Esses resultados sugerem que as barras alimentícias elaboradas com massa de pedúnculo de caju e ingredientes regionais  é uma alternativa na elaboração de novas formulações na categoria de snacks.

  • LUANA MOTA MARTINS
  • Relação entre as Concentrações de Cortisol e o Metabolismo do Zinco em Mulheres Obesas Mórbidas.

  • Orientador : DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
  • Data: 05/08/2013
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  • INTRODUÇÃO: O tecido adiposo é considerado um órgão endócrino que quando em excesso compromete a resposta imune, o metabolismo de hormônios e de alguns nutrientes, entretanto os mecanismos envolvendo a atuação desse tecido na biodisponibilidade de minerais, em particular, ainda são bastante controversos. Nesse sentido, o acúmulo de gordura visceral contribui para o aumento da síntese do cortisol, que por sua vez induz a expressão da metalotioneína, proteína que favorece a redução de zinco no plasma. Portanto, este estudo avaliou a relação entre as concentrações séricas e urinárias de cortisol e o metabolismo de zinco em mulheres obesas mórbidas. MÉTODOS: Estudo transversal, caso-controle, envolvendo 80 mulheres, com idade entre 20 e 59 anos, sendo distribuídas em dois grupos: grupo caso (obesas mórbidas, n=40) e grupo controle (mulheres saudáveis, n=40). Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea e da circunferência da cintura, bem como analisados a ingestão de zinco, concentrações plasmáticas, eritrocitárias e urinárias desse mineral, além do cortisol sérico e urinário. A análise da ingestão de zinco foi realizada por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o software Nutwin versão 1.5. As concentrações de zinco plasmático, eritrocitário e urinária foram determinadas segundo o método de espectofotometria de absorção atômica de chama (λ= 213,9). A determinação do cortisol sérico e urinário foi realizada pelo o método de quimioluminescência. Os dados foram tratados no programa estatístico SPSS for Windows 15.0. RESULTADOS: Os valores médios da circunferência da cintura foram de 114 ± 9,20 cm para as pacientes obesas e de 72,08± 4,03 cm para o controle (p<0,05). Quanto à ingestão de zinco, verificou-se diferença estatística significativa entre os grupos estudados (p<0,05). Os valores médios do zinco plasmático foram de 65,97 ± 12,30 μg/dL para as obesas e de 76,39 ± 13,18 μg/dL para o controle. A média de zinco eritrocitário foi de 44,52 ± 7,84 μg/gHb e de 40,17 ± 6,71 μg/gHb para as obesas e para o controle, respectivamente. A excreção urinária deste mineral foi significativamente maior nas mulheres obesas quando comparadas ao controle (p<0,05). Os valores médios do cortisol sérico foram de 9,58 ± 4,86 μg/dL para as obesas e de 9,89 ± 5,61 μg/dL para o controle. As médias do cortisol urinário foram de 163,00 ± 100,35 μg/dL e de 109,71 ± 34,88 μg/dL para as pacientes obesas e para o grupo controle, respectivamente, sendo que não foi verificada diferença significativa (p>0,05). CONCLUSÕES: As pacientes obesas avaliadas nesse estudo apresentam alterações no metabolismo de zinco, sendo essas caracterizadas pela hipozincemia e elevada concentração no eritrócito. Além disso, a análise da correlação entre os parâmetros bioquímicos do zinco e as concentrações séricas e urinárias de cortisol não demonstra a influência desse hormônio sobre o metabolismo desse mineral.

  • AMANDA BATISTA DA ROCHA ROMERO
  • Efeitos da alimentação enriquecida com o fruto do buritizeiro (mAURITIA FLEXUOSA L.f.) sobre o crescimento e parâmetros metabólicos de ratos.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 21/06/2013
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  • Os alimentos contêm nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento corporais. Além disso, provável efeito protetor à saúde tem sido atribuído à presença de compostos bioativos encontrados em todas as partes da estrutura das plantas. Estudos retratam alta concentração de ácidos graxos monoinsaturados, carotenoides, polifenois e ácido ascórbico no buriti, fruto típico do cerrado brasileiro. O presente estudo avaliou os efeitos da alimentação enriquecida com o fruto do buritizeiro (Mauritia flexuosa L.f.) sobre o crescimento e parâmetros metabólicos de ratos. Ratos de ambos os sexos foram divididos em grupos controles, alimentados com ração padrão para roedores, e experimentais, alimentados com ração enriquecida com polpa de buriti. Foram feitas análises da composição centesimal, teor de fenólicos totais, carotenoides e atividade antioxidante in vitro da polpa de buriti e das rações. O peso corporal foi verificado diariamente e o comprimento naso-caudal semanalmente. Ao final do experimento, amostras de sangue foram coletadas para análises bioquímicas. A atividade antioxidante in vivo foi determinada por meio da quantificação da enzima catalase, grupos sulfidrila não proteicos e malondialdeído.  O teste t não pareado foi aplicado para comparar as variáveis do estudo, utilizando-se p <0,05 como nível de significância. A polpa de buriti apresentou alto valor nutritivo, alto teor de carotenoides, compostos fenólicos e ácidos graxos insaturados. A ração enriquecida com polpa de buriti apresentou maior valor energético, maior teor de lipídios e carotenoides, e menor conteúdo de proteína quando comparada à ração padrão. O extrato aquoso da polpa de buriti apresentou maior teor de compostos fenólicos que o extrato metanólico. Em relação às rações, os extratos aquoso e metanólico da ração enriquecida apresentaram maiores teores de compostos fenólicos quando comparados aos respectivos extratos da ração padrão e, o extrato aquoso da ração com buriti, a maior atividade antioxidante pelo método DPPH. A alimentação enriquecida com a polpa do buriti não interferiu na evolução ponderal, no crescimento linear, perfil lipídico, glicemia de jejum, função renal e em alguns marcadores da função hepática nos animais, assim como na concentração de catalase no fígado e malondialdeído no plasma, rim e fígado. Os níveis plasmáticos de fosfatase alcalina foram significativamente maiores nas fêmeas e os níveis de albumina e ácido úrico foram menores nos machos, ambos nos grupos experimentais. Os ratos machos do grupo experimental apresentaram maior concentração hepática de grupos sulfidrila não proteicos em relação ao grupo controle. As alterações em marcadores bioquímicos identificadas nesse estudo não são suficientes para atribuir efeitos deletérios do buriti sobre a função hepática. Os aspectos relacionados à ausência de dislipidemia, manutenção da função renal e maior atividade antioxidante indicam que a alimentação enriquecida com polpa de buriti pode ser estimulada como boa fonte alimentar de baixo custo para a população em geral.

  • ADELIANNA DE CASTRO COSTA
  • Perfil Nutricional Relativo ao Ferro em Mulheres Durante o Ciclo Gravídico-Puerperal

  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 20/06/2013
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  • CASTRO, A.C. Perfil nutricional relativo ao ferro em mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal. 2013. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição) Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2013.

     

    Introdução: A anemia traz diversas consequências à saúde materno-infantil, por conseguinte, o estado nutricional materno vem sendo foco de estudos, sobretudo devido a sua inadequação ter um papel determinante sobre a saúde da gestante e do concepto. Objetivos: Avaliar o estado nutricional relativo ao ferro em mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal. Casuística e métodos: Estudo transversal descritivo realizado em 205 mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal, do centro sul do estado do Piauí, sendo 106 gestantes e 99 puérperas, de outubro de 2012 a janeiro de 2013, em duas fases, antes (acima de 35 semanas gestacionais) e após o parto (entre 35º e 45º dia pós-parto), tendo desta amostra, 96 mulheres comuns às duas fases do estudo. Foram analisados nos dois momentos do estudo, os seguintes parâmetros bioquímicos: hemoglobina (Hb), ferro sérico (FeS) e ferritina (FeT), sendo a anemia gestacional estabelecida pela concentração de Hb inferior a 11 g/dL, e a puerperal considerada sob dois pontos de corte, Hb <12 g/dL e <11 g/dL. O status corporal do ferro foi analisado segundo os pontos de corte < 50 μg/dL  e < 90 μg/dL para o ferro circulante na gestação e puerpério entre 10 e 120 μg/L e entre 15-150 μg/L para a FeT na gravidez e período pós-parto, respectivamente. Foi ainda aplicado um formulário estruturado, a fim de verificar as variáveis socioeconômicas, clínicas e obstétricas das participantes. Utilizou-se os pacotes estatísticos Epi-Info 6.04 e os dados foram exportados para o SPSS 10.0. Resultados: As prevalências de anemia entre as mulheres, antes e após o parto, caracterizam-na, sob o aspecto de saúde pública, como problema de natureza grave. As prevalências de anemia, deficiência de ferro (FeS) e depleção dos estoques (FeT) na gravidez foram: 40,4%,14,7% e 12,3%. No período pós-parto, foram, respectivamente, 68,8%, 67% e 19,2%. No puerpério, a anemia também foi analisada adotando-se outro ponto de corte (Hb <11 g/dL), reduzindo sua prevalência para 37,6%, modificando sua posição de grave para moderado problema de saúde pública, aproximando-se da frequência gestacional encontrada. As prevalências de anemia no período pós-parto foram estatisticamente superiores àquelas encontradas na gestação (p>0,05), com destaque para a diferença significativa do ferro sérico, em relação às duas fases do estudo. Conclusão: O perfil bioquímico do ferro revelou que, a elevada prevalência de anemia encontrada no período pré-parto foi confirmada no pós-parto, sugerindo a permanência do déficit nutricional e acréscimo nas demandas do mineral. Ficou evidente ainda, a redistribuição do pool de ferro circulante, reduzindo suas concentrações após o parto. As prevalências de anemia identificadas nas mulheres no ciclo gravídico- puerperal, classificam essa população como de grave risco nutricional. Nesse estudo, as concentrações de ferritina não caracterizaram o quadro de depleção de ferro que justificasse a anemia ferropriva identificada.

  • ROSÂNGELA LOPES VIANA
  • Ocorrência de Anemia e sua Relação com o Consumo de Alimentos Fontes de Ferro, em Estudantes da Rede Pública Municipal de Teresina, Piauí.

  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 27/03/2013
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  • INTRODUÇÃO: A anemia, presente quando ocorre diminuição anormal na concentração de hemoglobina no sangue, é considerada a principal conseqüência da deficiência de ferro. Tem como principal fator determinante a alimentação insuficiente e ou inadequada no mineral. Configura-se como importante problema de saúde pública quer pela sua alta prevalência, quer pela sua magnitude e efeitos deletérios.   OBJETIVO: Verificar a ocorrência de anemia e sua relação com o consumo de alimentos fontes de ferro, em estudantes da rede pública municipal de Teresina, Piauí. METODOLOGIA: O estudo constituiu – se em pesquisa de campo, desenvolvida em 04 escolas da zona urbana e periférica da região norte de Teresina – Piauí. Estudo transversal, observacional e analítico realizado com 252 estudantes de 10 a 14 anos de idade de ambos os sexos. Foi realizada a verificação da concentração da hemoglobina, aplicação de Questionário de Frequência Alimentar (QFA) com os estudantes e Questionário Sócio Econômico com os pais ou responsáveis. Para a inserção dos dados no banco utilizou – se o Programa Excel e para as análises estatísticas foi utilizado o SPSS versão 17.0. IC 95%, Teste de Pearson ou Spearman, quiquadrado ou exato de Fisher. O estudo foi autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí e realizado com estudantes cujos pais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) RESULTADOS: Os sujeitos da pesquisa foram caracterizados no aspecto sócio econômico com 57,8% das mães com ensino médio completo, renda familiar mensal média de 1,7 salários mínimo e renda mensal per capita de um terço do salário mínimo vigente; 95.6% reside em casa de alvenaria, quase a totalidade com acesso a água tratada e 95,7% com coleta de lixo pelo serviço público. Apenas 35,4% dispõem de serviço de esgoto. 81,4% das famílias dos estudantes são beneficiárias do Programa Bolsa Família. A média de hemoglobina foi de 13,28 ± 0,88g/dL não havendo diferença significativa entre os sexos. A Prevalência de anemia foi de 2,8% (IC95%: 0,7% a 4,8%), sendo 1,7% (IC95%: 0,6% a 3,9%) no sexo masculino e 3,8% (IC95%: 0,5% a 7,1%) no sexo feminino. Em relação ao consumo alimentar diário 92,5% ingerem vegetais ou folhosos uma ou duas porções ao dia, 68,2% ingerem três porções de frutas e sucos naturais três ou mais vezes ao dia. 100,0% ingerem leguminosas uma ou duas vezes ao dia e 100,0% ingerem carne ou ovos diariamente: sendo 81,7% duas porções e 18,3% uma porção ao dia. CONCLUSÕES: A anemia no grupo de estudantes de 10 a 14 anos de Teresina pode ser considerada sob controle. Os estudantes habitam em boas condições ambientais, com exceção da pouca cobertura da rede de esgoto. A freqüência no consumo de frutas e sucos naturais, leguminosas, vegetais e folhosos e carnes e ovos, que são fontes ou facilitadores da absorção de ferro está igual ou superior ao recomendado no Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde.

  • ADEILDES BEZERRA DE MOURA LIMA
  • Níveis de Retinol e Fatores Associados à sua Deficiência em Estudantes de Oito a 14 Anos de Teresina, Piauí

  • Orientador : ADRIANA DE AZEVEDO PAIVA
  • Data: 26/03/2013
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  • A vitamina A é um composto lipossolúvel, importante para o crescimento, desenvolvimento, manutenção de tecidos epiteliais, reprodução, funcionamento do ciclo visual e atividade do sistema imunológico. No Brasil há pouca informação sobre a DVA em crianças maiores de cinco anos e em adolescentes. Este trabalho objetivou avaliar os níveis séricos de retinol e investigar os fatores associados aos níveis deficientes em estudantes de oito a14 anos de escolas públicas nas zonas urbana e rural de Teresina, Piauí. Foi realizado um estudo transversal, com enfoque descritivo e analítico em quatro escolas da região norte, sendo uma na zona rural e três na zona urbana. A vitamina A foi analisada pelo método HPLC; para a avaliação nutricional utilizou-se o IMC percentilar e a circunferência da cintura; os dados socioeconômicos foram coletados em questionário próprio e a PCR foi analisada pelo método de aglutinação. Foram adotados os seguintes pontos de corte: DVA ˂0,70µmol/L e deficiência subclínica 0,70 – 1,05 µmol/L. O universo da amostra foi de 264 estudantes, com a média de idade de 10,9 anos e em sua maioria de sexo feminino. A média de escolaridade materna de 5,9 anos. A maioria das famílias tinha renda per capita entre 0,25 e 0,5 SM, com serviços públicos de abastecimento de água e coleta de lixo. A prevalência de DVA foi de 8,6% e a de deficiência subclínica foi de 35,6%, sendo estas mais frequentes na faixa etária de 12 a 14 anos e moradores da zona urbana, cujas mães tinham ˂ de oito anos de estudo e cujas residências tinham serviço público de abastecimento de água e de coleta de lixo. Dos estudantes com DVA, 23,5% tiveram a PCR˃ 6mg/l, configurando presença de processo infeccioso. Ao associar-se a DVA com as outras variáveis estudadas, somente a zona de localização (p 0,03) e a faixa etária (p˂ 0,001) mostraram ter influência sobre a DVA. Faz-se necessário estudar outras variáveis, como o padrão alimentar, para se verificar quais fatores têm maior influência sobre a DVA e assim orientar estratégias de combate a esta carência, visando a melhoria do estado nutricional e da saúde como todo e dando suporte adequado às modificações morfofisiológicas que ocorrem nesta faixa etária.

  • GISELLE BORGES VIEIRA PIRES DE OLIVEIRA
  • Avaliação Funcional de Idosos e sua Relação com os Parâmetros Antropométricos e Níveis Séricos de vitamina D

  • Orientador : CECILIA MARIA RESENDE GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 25/03/2013
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  • OBJETIVO: Analisar o desempenho funcional dos idosos e sua relação com os parâmetros antropométricos e níveis séricos de vitamina D. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo quantitativo, de delineamento transversal, analítico e descritivo. Participaram do estudo 359 idosos residentes em áreas assistidas pela equipe Estratégia Saúde da Família no município de Teresina, Piauí. A coleta dos dados aconteceu no período de fevereiro a junho de 2011 e abrangeu duas fases. Na primeira fase foram avaliados 359 idosos com aplicação de um questionário, por meio de visitas domiciliares, para avaliação dos dados demográficos e sociais, de saúde geral, medidas antropométricas, além de avaliação do desempenho funcional através do teste Timed Up na Go (TUG). Na segunda fase foi realizada a colheita de sangue e análise bioquímica em uma subamostra da população estudada (n=100), para análise do nível sérico de Vitamina D (25(OH)D), utilizou-se o método da quimioluminescência. Para a realização das análises descritivas e de todos os testes estatísticos, foi utilizado o SPSS para Windows versão 18.0. Em todas as análises realizadas foi utilizado o nível de significância de 5%. RESULTADOS: O tempo médio gasto para a realização do TUG foi de 13,8s. A prevalência para um maior risco de quedas e déficit de desempenho funcional foi de 12,5% (ICS95%: 9,2-16,8). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre o tempo do teste e as variáveis, sexo (p=0,97), renda familiar(p=0,062), fato de morar sozinho (0,096), uso de medicamentos (0,083) e acidente por queda no último ano (0,0390). Entretanto, estado civil (0,003), escolaridade (p<0,001), auto-percepção de saúde (p<0,001), prática de atividade física (p=0,001), consumo de bebidas alcoólicas (p=0,001) e o uso de axílio para marcha (p<0,001), estiveram estatisticamente associados ao tempo de realização do teste. Houve correlação estatisticamente significativa entre a idade (p<0,001, r=0,0407), o IMC (p<0,001, r=0,407) e a circunferência abdominal (p<0,001, r=0,315), mostrando que quanto maior a idade, o IMC e a circunferência abdominal maior o tempo para realizar o TUG. Houve uma correlação fraca entre os níveis de vitamina D e o tempo de teste desses idosos, mostrando que quanto maior os níveis de vitamina D menor foi o tempo do teste (p=0,014e r= - 0,249), porém, na análise de regressão não foi variável associada ao teste (p=0,066). A análise de regressão múltipla evidenciou que 61% da variabilidade do teste de Timed Up and Go pode ser explicado pelas variáveis que ficaram nesse modelo. CONCLUSÃO: Concluiu-se com este trabalho que vários fatores interferem no desempenho funcional de idosos. O IMC e a circunferência abdominal foram associados com o desempenho no teste mostrando que quanto maior o IMC e CA maior o tempo de realização do teste. Os níveis séricos de Vitamina D não foram associados ao desempenho funcional no teste. Neste contexto, sugerem-se estratégias para mudança do perfil desses fatores, orientações sobre acompanhamento médico, incentivo à prática de atividade física e hábitos saudáveis, além de orientações nutricionais que favoreçam a preservação do desempenho funcional destes idosos.

  • JOSYANNE ARAUJO NEVES
  • Interferência da Farinha de Trigo na Qualidade Micológica i Micotoxicológica do Pão Tipo Francês.

  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 27/02/2013
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  • O trigo é um cereal que compõe expressiva parte da dieta de aproximadamente um terço da população mundial. Os grãos de cereais são facilmente invadidos por fungos produtores de micotoxinas, em virtude das condições favoráveis ao crescimento fúngico no campo, depois da colheita e durante o armazenamento. As micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos que podem ocasionar efeitos adversos, como: carcinogênese, teratogênese, nefrotoxicidade e imunossupressão. Aspergillus, Penicillium e Fusarium são os gêneros mais frequentemente envolvidos em casos de micotoxicoses em humanos. Em geral, são compostos termoestáveis que permanecem viáveis após processamento térmico, assim podem contaminar alimentos produzidos a partir de cereais e intoxicar seus consumidores. Objetivou-se por meio do presente estudo verificar a interferência da farinha de trigo na qualidade micológica e micotoxicológica do pão tipo francês. Para isso, efetuaram-se, em 30 amostras de farinha de trigo e 30 de pão tipo francês, as seguintes análises: contagem de fungos filamentosos e leveduras; isolamento e identificação de gêneros micotoxigênicos; perfil toxígeno de espécies fúngicas; e detecção de aflatoxina B1 e ocratoxina A por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). Os valores médios das contagens de fungos filamentos e leveduras nas amostras de farinha de trigo e de pães tipo francês foram inferiores a 3,00 UFC.g-1. Os gêneros prevalentes foram: Cladosporium, Aspergillus e seus teleomorfos, Penicillium e Mucor. Somente um isolado (Aspergillus niger) potencialmente produtor de toxina foi encontrado, porém esse não apresentou tal capacidade. Na totalidade amostral não foram detectadas aflatoxina B1 e ocratoxina A. Concluiu-se que a micobiota exibida no pão tipo francês reflete a contaminação presente na farinha de trigo.

  • ÉRICA MENDONÇA PINHEIRO
  •  

    Caracterização Química, Poder Antioxidante e Efeito do Cozimento de Genótipos de Feijão-Caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.).

  • Data: 26/02/2013
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  • O feijão-caupi é uma espécie cultivada de grande importância para alimentação humana, pois é uma excelente fonte de macro e micronutrientes, além de possuir quantidades significativas de compostos fenólicos e benefícios à saúde devido ao seu potencial antioxidante. Este trabalho objetivou caracterizar quimicamente, verificar o poder antioxidante e o efeito do processamento em três genótipos de feijão-caupi. Foram estudadas a cultivar Pingo de Ouro 1-2 e as linhagens MNC03-737F-5-4 e MNC03-737F-5-9 cedidas pela Embrapa Meio-Norte,PI. A composição centesimal foi determinada por meio das análises de umidade, cinzas, lipídios, proteínas e carboidratos. Foram determinados os teores de antocianinas, flavonóides, taninos, compostos fenólicos totais e atividade antioxidante pelos métodos de DPPH e ABTS. O cozimento provocou aumento dos teores de umidade para todos os genótipos estudados e do teor de proteínas para as linhagens MNC03-737F-5-4 e MNC03-737F-5-9 e redução significativa para os teores de cinzas, carboidratos e valor calórico energético total. O cozimento reduziu significativamente os teores de flavonóides, taninos, compostos fenólicos e atividade antioxidante por DPPH em todos os genótipos analisados apresentando a cultivar Pingo de Ouro 1-2, os maiores teores no feijão cru e cozido. Na análise de atividade antioxidante por ABTS foi observada redução significativa da capacidade antioxidante somente para a cultivar Pingo de Ouro 1-2, que apresentou a maior capacidade antioxidante. Apesar da redução da maioria dos compostos estudados e da atividade antioxidante dos genótipos após o cozimento, o feijão-caupi apresentou componentes e características que tornam seu consumo vantajoso do ponto de vista nutritivo e funcional.

  • ANA PAULA DE MELO SIMPLICIO
  • Desenvolvimento de pão integral enriquecido com farinha de cultivares de feijão caupi (Vignaunguiculata (L.) Walp.)

  • Data: 25/02/2013
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  • A produção de feijão-caupí (VignaunguiculataL. Walp.) do Brasil destaca-se em todo o mundo. E o Piauí é um dos maiores estados produtores deste grão, que representa um alimento básico para a população carente do nordeste brasileiro. Além de sua importância econômica, o feijão-caupí possui valor nutritivo elevado, sendo fonte de proteínas e carboidratos, com razoável teor de fibras alimentares, vitaminas do complexo B, minerais, polifenóis e baixa quantidade de lipídios. A composição química desta leguminosa, assim como outras características de cultivo vêm sendo aprimoradas através de técnicas de melhoramento genético, destacando-se a biofortificação. Despertando interesse no desenvolvimento de outras formas de consumo do feijão-caupí. Sendo assim, este estudo objetivou elaborar um pão integral enriquecido com farinhas de cultivares de feijão-caupí. Foram utilizadas farinhas de duas cultivares deste feijão: BRS-Tumucumaque e BRS-Aracê, em concentrações de 15%, 25% e 35% de FFC (Farinha de feijão-caupí) em substituição a farinha de trigo integral. Os pães foram submetidos a testes sensoriais de aceitação e preferência, com destaque para as formulações com 25% de FFC, cuja aceitação foi superior a 70%. Na análise da composição química dos pães, destacam-se os teores de proteínas (13,44g/100g e 12,83g/100g para pães Aracê e Tumucumaque, respectivamente), resíduo mineral fixo e, por conseguinte, de minerais como o Fe, P, Mn e K. Os pães apresentaram vida de prateleira média de 3 dias sob temperatura ambiente e 12 dias sob refrigeração. Os parâmetros microbiológicos mantiveram-se dentro do estabelecido pela legislação vigente. Portanto, a utilização de farinha de feijão-caupí biofortificado na elaboração de pães integrais apresenta-se uma forma viável para a utilização não-convencional desta leguminosa na dieta da população.

2012
Descrição
  • MARIANA DE MORAIS SOUSA
  • Compostos bioativos e atividade antioxidante do fruto e do licor de jamelão (Syzygium cumini).

  • Data: 18/12/2012
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  • O jamelão (Syzygium cumini), é um fruto de fácil produção no Brasil, entretanto ainda pouco explorado nutricionalmente e economicamente, apesar de possuir várias atividades fisiológicas benéficas ao organismo animal. Diante disso, essa pesquisa visou avaliar os principais compostos bioativos e a atividade antioxidante in vitro do fruto e do licor de jamelão, bem como verificar o efeito do processamento no teor de compostos bioativos do licor. Para determinação das características físicas, físico-químicas, composição centesimal, teor de minerais e ácido ascórbico do fruto foram utilizadas metodologias oficiais; os compostos bioativos (antocianinas, carotenoides e compostos fenólicos) foram determinados por espectrofotometria; a atividade antioxidante in vitro foi realizada utilizando os radicais sintéticos DPPH e ABTS•+. Foram elaboradas 9 formulações de licores, sendo empregadas 3 concentrações de frutos (C1: 0,775 Kg. L-1; C2: 1 Kg. L-1; C3: 1,225 Kg. L-1) para 3 técnicas diferentes de processamento P1 (maceração do jamelão sem tratamento térmico e adição de xarope preparado à quente), P2 (maceração do jamelão com tratamento térmico e adição de xarope preparado à quente) e P3 (preparação de xarope por desidratação osmótica e maceração). A estabilidade dos fenólicos totais, das antocianinas monoméricas, assim como a atividade antioxidante in vitro de licores pelos métodos DPPH e ABTS•+ foi verificada nos tempos 0, 30, 60 e 90 dias (período de maturação dos produtos elaborados). A avaliação sensorial dos licores foi realizada por meio de aplicação de três testes, sendo eles: preferência e aceitação para verificar quais as melhores formulações e caracterização sensorial por Análise Descritiva Quantitativa das formulações selecionadas. Os resultados obtidos demonstraram que o fruto apresentou baixo valor energético (44,28 ± 1,11 Kcal.100 g-1 ) além de ser fonte de fibra alimentar total (3,08 ± 0,04 g. 100 g-1) e de minerais como Ca, Mg, P, K, Fe, Mn, Zn. Em relação aos compostos bioativos, apresentou quantidades expressivas de antocianinas monoméricas (223,18 ± 7,70 mg de cianidina-3-glicosídeo.100 g-1) e um bom teor de ácido ascórbico (25,47 ± 2,61 mg de ácido ascórbico.100 g-1). Quanto a extração dos polifenóis, o extrato aquoso se sobressaiu em relação aos demais, 392,17 ± 43,33 mg EAG.100 g-1, no entanto não apresentou a maior atividade antioxidante. Nos dados da atividade antioxidante, tanto pelo método DPPH como pelo ABTS•+, o extrato acetônico foi o que demonstrou maior capacidade inibitória frente a esses radicais, apresentando EC50: 43,54 ± 2,02 μg.mL–1 e valor TEAC: 140,23 ± 8,01 μmol Trolox.g-1. Em relação a estabilidade dos licores de jamelão constatou-se que houve variação no teor de compostos bioativos e na atividade antioxidante in vitro, no entanto, os processamentos distintos aplicados e as diferentes concentrações do fruto dentro do mesmo processamento pouco influenciaram na extração desses compostos. Fator determinante para verificação dessa estabilidade antioxidante foi o período de maturação dos licores, pois os compostos antioxidantes analisados, bem como a verificação da atividade antioxidante in vitro variou significativamente (p < 0,05) no decorrer desse período. Dentre as 9 formulações elaboradas, as formulações F8 e F9 foram consideradas as melhores formulações pelos provadores não treinados e a análise de perfil sensorial demonstrou que estas amostras foram realmente semelhantes quanto aos atributos analisados. Diante disso, pode-se inferir que o jamelão possui um bom valor nutritivo, e esse fruto assim como seu licor apresentam compostos bioativos com expressiva atividade antioxidante mesmo após o período de maturação.

  • ROSÁLIA MARIA TÔRRES DE LIMA
  • FRUTO DA CASTANHOLA (Terminalia catappa Linn.): COMPOSTOS BIOATIVOS, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E APLICAÇÃO TECNOLÓGICA.

  • Data: 18/12/2012
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  • O Brasil, pelas condições geográficas e extensão territorial, é um país que apresenta umas das maiores variedades de vegetais, especialmente frutos e hortaliças ainda a serem estudados e melhor caracterizados nutricionalmente, neste sentido alguns estudos preliminares indicam que o fruto da castanhola (Terminalia catappa Linn) apresenta potencial antioxidante, nutricional e tecnológico, e o estudo acerca das partes comestíveis (polpa e semente) desse fruto aborda diversas possibilidades. Dessa forma, esta pesquisa se propôs a realizar a composição nutricional, quantificar os principais compostos bioativos, determinar a atividade antioxidante in vitro e formular biscoitos tipo cookie utilizando a farinha da polpa do fruto, avaliando ainda a estabilidade sensorial e microbiológica deste produto. Para determinação da composição centesimal, do teor de minerais, da estabilidade sensorial e microbiológica foram utilizadas metodologias oficiais; os compostos bioativos (polifenóis, flavonoides, carotenoides e antocianinas) foram determinados por espectrofotometria; a atividade antioxiante in vitro foi realizada utilizando os radicais sintéticos DPPH e ABTS•+. Os resultados obtidos indicam que o fruto da castanhola apresentou alto teor de fibra alimentar na polpa (7,95%) e semente (11,80%). A semente demonstrou ser uma potencial fonte energética, com 46,5 2% de lipídeos e 20,32 % de proteínas. A polpa apresentou altos teores dos minerais K e Zn, já a semente se constitui em boa fonte Mg, P, Fe, Mn e Zn. Na quantificação dos compostos bioativos verificaram-se na polpa (em mg.100 g-1) 45,7 , 9,95 e 2,8, de flavonóides, antocianinas e β-caroteno, respectivamente. Já na semente foi quantificado (em mg.100 g-1) 13,05; 1,75 e 0,86de flavonóides, antocianinas e β-caroteno, respectivamente. O extrato acetônico, tanto da polpa (188,57 ± 0,82 mg.100 g-1), quanto da semente (1.333,90 ± 5,0 mg.100 g-1) apresentaram as maiores concentrações de fenólicos totais. Nos dados da atividade antioxidante da polpa e semente, pelo método DPPH, pode-se verificar que todos os extratos da polpa da castanhola foram superiores aos extratos das sementes, sendo que extrato acetônico da polpa (EC50: 19,32 ± 0,15 µg.mL-¹) e aquoso da semente (EC50: 366,00 ± 20,13µg.mL-¹) apresentaram maior atividade no sequestro do radical DPPH. No resultado da avaliação antioxidante pelo método ABTS, o extrato acetônico da polpa apresentou maior atividade antioxidante com TEAC de 0,60 com 30 minutos de reação. A farinha da polpa do fruto apresentou alta concentração de carboidratos (33,1%) e fibra alimentar (39,03%). Na avaliação sensorial, a formulação de biscoito tipo cookie com o acréscimo de 10% da farinha de castanhola apresentou melhor aceitação nos atributos (aroma, textura, sabor) e aceitação global, observou-se ainda, que esta formulação apontou 53% das intenções de compra para o item “certamente compraria”. Na avaliação da estabilidade do biscoito com maior aceitação, por meio do perfil sensorial e microbiológico, verificou-se que os períodos de 05 a 45 dias os atributos e aceitação global não indicaram diferença estatística (p<0,05), apenas no tempo de 60 dias o atributo cor apresentou média (5,75) abaixo da área de aceitação (6,0). O biscoito pronto para consumo apontou conformidade e estabilidade microbiológica em todos os tempos. A formulação com adição de 10% de farinha de castanhola, apresentou aumento no teor de fibras (4,03±0,13) em função da substituição do farináceo convencional. Concluiu-se, portanto, que as partes comestíveis (polpa e semente) da castanhola apresentaram valor nutritivo, presença de compostos bioativos, atividade antioxidante in vitro e apontou potencial tecnológico na formulação de biscoito tipo cookie com boa aceitação sensorial e estabilidade microbiológica.

  • LIDIA RIBEIRO DE CARVALHO
  • Fatores de Risco cardiovasculares e sua Relação com os Níveis Séricos de Vitamina D em Idosos Residentes em Capital do Nordeste do Brasil

  • Orientador : CECILIA MARIA RESENDE GONCALVES DE CARVALHO
  • Data: 26/11/2012
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  • CARVALHO, L. R. Fatores de risco cardiovasculares e sua relação com os níveis séricos de vitamina D em idosos residentes em capital do nordeste do Brasil. 2012. Dissertação (Mestrado) - Programa de Mestrado em Alimentos e Nutrição, Universidade Federal do Piauí, Teresina - PI.

     

    OBJETIVO: Analisar fatores de risco cardiovasculares e sua relação com os níveis séricos de vitamina D em uma população de idosos residentes em capital do nordeste do Brasil. METODOLOGIA: Estudo observacional, descritivo, transversal e de associação envolvendo a população de idosos residentes em áreas assistidas por equipe da Estratégia Saúde da Família, no município de Teresina, Piauí. A coleta dos dados aconteceu no período de fevereiro a junho de 2011 e abrangeu duas fases. Na primeira foram avaliados 359 idosos com aplicação de um questionário, por meio de visitas domiciliares, com tomada de medidas antropométricas e pressão arterial. Na segunda fase foi realizada a colheita de sangue e análise bioquímica em uma subamostra da população estudada (n = 100). Para análise do nível sérico da 25(OH)D e do paratormônio utilizou-se o método da quimioluminescência e para o colesterol total, HDL-c, triglicerídeos e glicemia em jejum a colorimetria enzimática, enquanto, a concentração do LDL-c foi calculada segundo a fórmula proposta por Friedwald, para os valores de triglicerídeos abaixo de 400 mg/dL. Os resultados foram analisados pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS®), versão 18.0. RESULTADOS: A maioria dos idosos (61,6%) era do sexo feminino, com grupo etário predominante (51,0%) entre 60 a 69 anos. Cerca de 63% viviam com companheiro (a) com maioria entre os homens (p < 0,001). Recebiam menos de dois salários mínimos (59,3%) e o ensino fundamental foi o nível de instrução predominante (44,8%).  A média de idade (70,6 ± 7,6anos), peso (62,6 ± 12,1 kg) e altura estimada (158,2 ± 7,3 cm) foi mais elevada para o sexo masculino. Também, observou-se que em média os pesquisados estavam com IMC de 25 ± 4,2 kg/m², com pressão arterial de 131,6 ± 21/77,9 ± 11,5 mmHg em ambos os sexos. A média da circunferência da cintura se mostrou elevada (98,2 ± 12,5 cm) entre as mulheres e dentro da normalidade (96,8 ± 10,3 cm) entre os homens. As prevalências dos fatores de risco cardiovasculares estudados foram: hipercolesterolemia (88,0%), hipertrigliceridemia (88,0%), sedentarismo (73,5%), hipertensão arterial (71,3%), obesidade abdominal (65,2%), LDL-c elevado (34,0%), HDL-c baixo (30,0%), ingestão de bebida alcoólica  (22,6%), diabete melito (22,0%) e tabagismo  (11,7%) e obesidade total (11,1%). Obesidade abdominal e HDL-c baixo foram mais prevalentes nas mulheres (p = 0,001 e p < 0,001, respectivamente). Por outro lado, o tabagismo e ingestão de bebida alcoólica ocorreram em maior proporção nos homens (p < 0,001). O grupo etário entre 60 a 69 anos foi o que mais referiu a ingestão de bebida alcoólica (p = 0,006). Em relação à escolaridade se observou que, quanto maior o nível de instrução, maior a prevalência de obesidade total e menor proporção de sedentarismo (p < 0,05). Dos indivíduos que viviam com companheiro, 27,1% revelaram ingestão de bebida alcoólica e entre aqueles sem companheiro houve predomínio de hipertensão arterial (81,3%), HDL-c baixo (45,2%) e obesidade abdominal (79,1%). Foi baixo o valor médio sérico (22,5 ± 8,0 ng/mL) de vitamina D (25(OH)D) e foram insignificantes as relações desta com os fatores de risco cardiovasculares investigados. O paratormônio correlacionou negativamente com a pressão arterial diastólica (r = -0,201; p = 0,045), mas não correlacionou com os outros fatores de riscos. CONCLUSÕES: É elevada a prevalência de fatores de risco cardiovasculares, são baixos os níveis séricos de 25(OH)D e não há relação linear entre estas variáveis na população estudada. Houve correlação entre o paratormônio e a pressão arterial diastólica.

  • ANTONIO CARLOS LEAL CORTEZ
  • Estado nutricional e nível de atividade física de idosos atendidos por equipe da estratégia saúde da família de Teresina – Piauí.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 29/08/2012
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  • Introdução: A expectativa de vida está aumentando e o envelhecimento populacional está ocorrendo em quase todos os países do mundo, principalmente nos países em desenvolvimento, como no caso do Brasil. Nesse contexto indivíduos idosos estão particularmente susceptíveis à problemas de ordem nutricional, bem como problemas relacionados a inatividade física. Objetivo: Avaliar o nível de atividade física através do questionário IPAQ e o estado nutricional por meio de indicadores antropométricos e da mini- avaliação nutricional de idosos assistidos por equipe da Estratégia Saúde Família de uma Unidade Básica de Saúde da rede municipal de Teresina-PI. Metodologia: Estudo transversal com 252 idosos assistidos por uma equipe da Estratégia Saúde da Família de Teresina- Piauí por meio de entrevistas e medidas antropométricas realizadas no domicílio dos participantes. Para a avaliação do estado nutricional foram utilizados indicadores antropométricos Índice de Massa Corpórea (IMC), Circunferência Muscular do Braço (CMB), Área Muscular do Braço (AMB) e dobra cutânea tricipital (DCT), além da Mini-Avaliação Nutricional (MAN). Para avaliar o nível de atividade física dos idosos utilizou-se o questionário IPAQ versão longa adaptado. A análise estatística foi realizada utilizando o programa Statistical Package for the Social Science (SPSS), versão 14.0, aplicando os testes estatísticos Qui-quadrado, exato de Fischer e o índice kappa, com nível de significância de p<0,05. Resultados: Houve predominância de população feminina na amostra (65,8%). A maioria (43,5%) situou-se na faixa etária de 70 a 79 anos, com média de 73,09 (DP +-7,67) anos. Obesidade e desnutrição foram encontradas, respectivamente, em 40,1% e 16,7% dos idosos, quando o IMC foi utilizado para avaliação do estado nutricional. As proporções de indivíduos desnutridos e em risco de desnutrição pela MAN foram, respectivamente, de 1,6% e 21,0%. A presença de algum grau de desnutrição pela AMB e CMB foi de 40,5% e 97,2%, respectivamente. A prevalência de obesidade pela medida de DCT foi de 29,4%. Quanto ao nível de atividade física, 79,4% dos idosos foram considerados inativos, e apenas 2,4% fisicamente ativos. Não houve associação entre nível de atividade física e estado nutricional. Conclusão: Elevada proporção de idosos apresentava desvio nutricional relacionado com desnutrição ou obesidade. Baixo nível de atividade física é um problema que atingia a quase totalidade do grupo estudado.

  • LAYANE RIBEIRO DE ARAÚJO LEAL
  • AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICAS SANITÁRIAS DE BEBEDOUROS E TORNEIRAS E DA QUALIDADE BACTERIOLÓGICA DA ÁGUA DE CONSUMO DE ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DA CIDADE DE TERESINA, PIAUÍ.

  • Orientador : MARIA JOSE DOS SANTOS SOARES
  • Data: 03/08/2012
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  • Neste estudo, foram avaliadas as condições higiênicas sanitárias de bebedouros e torneiras e a qualidade bacteriológica das águas de consumo, obtida destes pontos de consumo, em escolas públicas da rede municipal da cidade de Teresina-PI. O delineamento da pesquisa foi inteiramente casualizado com esquema fatorial 2 x 2 (dois locais de coleta: bebedouros e torneiras; dois tratamentos, antes e após serem feitas orientações relativas à higienização dos pontos de coleta) com 32 repetições caracterizadas por escolas. A coleta de dados compreendeu o período de maio a outubro de 2011. Os dados relativos às condições higiênicas sanitárias dos bebedouros e torneiras foram obtidos por meio da aplicação de um questionário aos administradores escolares, bem como da inspeção visual destes pontos de coleta. Para as análises microbiológicas da água foram efetuadas duas coletas dos mesmos pontos, com intervalo de três meses, totalizando 128 amostras de água. Estas foram coletadas de acordo com as normas recomendadas pelo Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater (1998) e analisadas pela técnica do Número Mais Provável (NMP/100 mL) para a ocorrência de Pseudomonas aeruginosa, Coliformes Totais, Coliformes Termotolerantes e presença de Escherichia coli. Os resultados quantitativos foram testados quanto a normalidade sendo em seguida utilizado o teste de Mann-Whitney, com nível de significância (P<0,05). Para os resultados qualitativos foi realizado o teste qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Em relação à origem do abastecimento de água em cada escola, 15,6% era proveniente de poços e 84,4% da AGESPISA. Foi observada a presença de micro-organismos em 35,9% das amostras analisadas assim distribuídas: 12,5% para coliformes totais, 9,4% coliformes termotolerantes, 4,69% E. coli e 9,4% para Pseudomonas sp. Dentre as amostras positivas para Pseudomonas, 26 linhagens foram isoladas e identificadas, por meio de provas bioquímicas como Pseudomonas aeruginosa (68,0%). A avaliação da sensibilidade antibiótica para 13 antimicrobianos, pela técnica de difusão em disco, revelou três linhagens resistentes apenas ao aztreonam, sendo as demais sensíveis a todos os antibióticos testados. A presença de filtros, respectivamente, nos bebedouros e torneiras, foi constatada em 93,8% e 53,1% das escolas avaliadas. Apesar de alterações significativas nas condições de higienização dos bebedouros e torneiras avaliados, após as orientações informais prestadas aos administradores e pessoal de limpeza, estas não foram suficientes para reduzir ou eliminar os micro-organismos isolados das águas fornecidas por estes pontos de consumo. Treinamento de procedimentos operacionais padronizados (POP) deverão ser implantados para melhorar as condições higiênico-sanitárias destes pontos de consumo. A legislação brasileira não preconiza a obrigatoriedade da avaliação de Pseudomonas aeruginosa, na água de consumo, contudo este micro-organismo pode oferecer riscos à saúde de indivíduos imunocomprometidos que venham utilizar esta água, como por exemplo, das crianças das escolas avaliadas. Muitos países já reconhecem sua importância e já estão a determinar em suas legislações a pesquisa deste micro-organismo como forma de melhorar e assegurar mais qualidade à água disponibilizada às suas populações.

  • MARIA MERCES DE ARAUJO LUZ
  • Trajetória do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Piauí: 1976-2008.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 30/05/2012
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  • Este trabalho tem como objetivo descrever a trajetória do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Universitário de Teresina, no recorte temporal de 1976 a 2008, considerando a criação, a implantação e a evolução do curso. Trata-se de estudo qualitativo desenvolvido no período de março a novembro de 2011, por meio de pesquisa em fontes documentais e orais. As fontes documentais compreenderam Atas, Resoluções, Portarias, Projetos Pedagógicos do Curso, Regimento e Estatuto da instituição. A história oral foi obtida por meio de entrevista semiestruturada com vinte docentes, dezessete em exercício profissional e três aposentados, que ministraram disciplinas do ciclo profissional do curso, no período de 1980 a 2008. A análise dos resultados evidenciou que desde sua criação, em 1976, até 2008, o curso de Nutrição passou por modificações importantes. O Currículo inicial, elaborado em 1977, estava em consonância com a legislação vigente à época, constando de três mil seiscentas e trinta horas. As disciplinas do ciclo básico iniciaram em agosto de 1978 e as do ciclo profissional, em março de 1980. Na conclusão da primeira turma, em 1982, havia onze docentes nutricionistas, em sua maioria (70%) graduada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Destes, 64% possuíam graduação, 18% especialização e 18% mestrado. A estrutura física da área destinada ao ciclo profissional constava de três salas de aula, três laboratórios e salas para a coordenação e para professores. O reconhecimento do curso ocorreu em 3 de agosto de 1984. O Departamento de Nutrição foi criado em 1984 e a Coordenação do Curso de Nutrição em 1985. O primeiro Concurso Público para Docente ocorreu em 1985, quando foram contratados três professores, possibilitando a liberação do primeiro docente para cursar Mestrado. O Currículo foi modificado nos anos de 1994, 1996; e, em 2006, foi elaborado o Projeto Político Pedagógico do Curso, no modelo atualmente vigente na UFPI, contendo três mil novecentas e quarenta e cinco horas, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Em 2008, o corpo docente era composto de vinte professores, sendo mais da metade (55%) egressos da UFPI. Quanto à titulação, 45% eram mestres, 25% doutores e 30% especialistas. Em 2008, o curso contava com cinco salas de aula, oito laboratórios, auditório, dez salas para professores, entre outros espaços. No período de 2000 a 2007, o Departamento ofertou três Cursos de Especialização e, em 2008, foi criado o Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição. Os entrevistados apontaram como dificuldades na prática docente: infraestrutura física, material e equipamentos insuficientes para a realização de aulas práticas e sobrecarga de atividades. Os aspectos positivos citados foram melhorias estruturais e de material didático ao longo da trajetória do curso, compromisso e qualificação do corpo docente e interesse e nível intelectual dos alunos. Foi destacada a importância da criação do curso para a comunidade piauiense. A evolução histórica do Curso de Nutrição da UFPI acompanhou o desenvolvimento nacional e a evolução da Ciência da Nutrição e proporcionou a expansão do mercado de trabalho e visibilidade desse profissional.

  • MARTA REJANE RIBEIRO DOS SANTOS
  • Identificação da Microbiota Toxígena e Pesquisa de Aflatoxinas em Granola.

  • Orientador : MARIA CHRISTINA SANCHES MURATORI
  • Data: 29/03/2012
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  • A granola é um composto alimentar rico em fibra alimentar, formado pela mistura de grãos de cereais, frutas secas, linhaça, trigo, flocos de milho e de arroz, sementes oleaginosas como o amendoim e a castanha-do-Brasil. Além das propriedades nutricionais, a granola é um alimento de excelente sabor, elevado valor energético e vem apresentando crescente consumo. Alimentos que se apresentam à base de cereais, são substratos ideais para o desenvolvimento de fungos e micotoxinas. O estudo objetivou quantificar a Aa (Atividade de água), a micobiota toxígena em granola comercializada em Teresina, Piauí. As amostras da granola foram adquiridas no comércio do município de Teresina-PI, coletadas de forma aleatória, totalizando 60 amostras de quatro diferentes marcas designadas pelas letras A, B, C e D. Foi realizada contagem fúngica, isolamento e identificação das espécies de Aspergillus e Penicillium, a capacidade toxígena das cepas de Aspergillus da seção Flavi e Nigri, e ainda se fez a pesquisa de aflatoxinas na granola. As médias das contagens fúngicas variaram de 0,88 a 4,87 UFC/g em log10 sendo observadas diferenças significativas entre as marcas de granola utilizadas. Foram identificados principalmente os gêneros Cladosporium, Aspergillus e Penicillium, onde as espécies mais frequentemente isoladas foram: Aspergillus flavus e Aspergillus japonicus. Duas das cepas de Aspergillus da seção Flavi eram potencialmente produtoras de aflatoxina, e as cepas da seção Nigri não demonstraram a capacidade produtora desta micotoxina. A quantidade de aflatoxina B1 foram 2,30 µg/g e 3,90 µg/g. A atividade de água da granola não favoreceu o desenvolvimento de fungos e de micotoxinas, suas presenças podem ser atribuídas à contaminação prévia dos ingredientes utilizados na composição do produto. Foi possível verificar, nas granolas, contaminação por fungos dos gêneros: Cladosporium, Aspergillus e seus telemorfos, Penicillium, Absidia, Botrytis, Fusarium, Curvularia, Mucor, Stachybotrys; bem como, isolar cepas de Aspergillus flavus com capacidade toxígena produtores de aflatoxinas e de Aspergillus seção Nigri não produtoras de ocratoxina.

  • ADENILMA DA SILVA FARIAS
  • Condições de Higiene e Segurança Sanitária Alimentar das Residências Atendidas pela Estratégia Saúde da Família em Teresina-PI.

  • Orientador : MARIA MARLUCIA GOMES PEREIRA NOBREGA
  • Data: 23/03/2012
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  • As doenças veiculadas por alimentos são consideradas um problema de saúde pública crescente tanto em países desenvolvidos como subdesenvolvidos, sendo a educação em saúde a forma mais efetiva de se prevenir e controlar as doenças transmitidas por alimentos. A equipe da ESF está intimamente ligada a uma parcela da população e pode ser uma forte aliada na prevenção do surgimento de doença transmitida por alimento, visto que ela pode intervir nos fatores de risco aos quais está exposta a comunidade. O objetivo do trabalho foi avaliar as condições higiene e segurança sanitária alimentar, no âmbito domicilar, de famílias atendidas pela da ESF de Teresina, Pi. Para avaliar as cozinhas domicilares desta pesquisa, elaborou-se um check list baseado em lesgilações destinadas a indústrias, além de tratar o perfil socio-econômico-demográfico. Utilizou-se o teste Qui-quadrado de Pearson para avaliar a associação existente entre variáveis qualitativas das respostas de cada região e entre zonas rural e urbana e os testes de Student ANOVA e Krukal-Wallis para comparação de duas médias nas variáveis do perfil demográfico. Observou-se 43,3% das cozinhas domiciliares foram classificadas como "regular", 22,7% foram classificadas como "bom" e 27,3% das cozinhas possuíam condições higiênico sanitárias insastifatórias. Tais resultados podem ter sofrido influência do perfil social e demográfico da população estudada. Os dados expostos revelaram que as condições de higiene e segurança alimentar das cozinhas residenciais estudadas não são plenamente satisfatórias, em sua maioria, por famílias de baixa renda, com manipulador de alimentos adulto e baixo grau de escolaridade.

  • LUIZA MARLY FREITAS DE CARVALHO
  • Avaliação da Eficácia de um Modelo de Intervenção Educativa, voltado para Escolares do Ensino Fundamental, Teresina-PI.

  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 05/03/2012
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  • A escola é um espaço privilegiado para divulgação de práticas que promovam a educação em saúde, incluindo o estímulo aos hábitos alimentares saudáveis, que refletirá em condutas adequadas à manutenção da saúde. Este estudo avaliou uma proposta de intervenção educativa em alimentação e nutrição para verificar os conhecimentos, gostos e preferências alimentares de estudantes de 6 a 12 anos, de ambos os sexos, de uma escola municipal de Teresina-Piauí. A escola amostra foi escolhida por conveniência. Os escolares foram alocados, aleatoriamente, em seis grupos segundo idade, GE (grupo de estudos)1 (6-9 anos) e GE (grupo de estudo)2 (10-12 anos), com o máximo de 15 por grupo. O modelo da intervenção quase-experimental, possibilitando comparações “antes e depois”, durante nove semanas. O programa educativo foi estruturado em três unidades didáticas “conhecimentos, cuidados e preparação de alimentos”, desenvolvido entre maio/2010 e junho/2011. Nas intervenções educativas foram utilizadas dinâmicas, exposições dialogadas e brinquedos cantados. Para avaliação do programa se realizou três avaliações (T0) referente ao período antes de iniciar o programa educativo (PAIPE), (T1) avaliação intermediária, após cada sessão educativa e (T2) avaliação final, após 6 dias para verificar a eficácia da intervenção. Adotou-se conceitos péssimo, ruim, regular, bom e ótimo.  O conceito regular foi o ponto de corte para aprendizagem satisfatória, correspondido a nota 6. Participaram do estudo 90 escolares, 55,6 % de 6 a 9 anos e 44,4 % de 10 a 12 anos. A participação às sessões educativas foi satisfatória, variou entre 6 a 9 participações correspondendo a quase 100%. A avaliação do desempenho aponta para a eficácia da proposta educativa, tendo em vista a elevação significativa dos conhecimentos sobre alimentos saudáveis, o conceito suficiente (≥6,0) e insuficiente (<6,0) variou em função da aprendizagem e faixa etária. O conhecimento dos escolares sobre alimentos saudáveis e saúde foi significativamente maior, após o programa educativo. Verificou-se aumento significativo em relação ao conhecimento dos alimentos que são frutas/verduras (p=0,045) e de alimentos de origem animal(p=0,012) e muito significativo referente aos de origem vegetal(p=0,006). Na unidade didática “cuidando dos alimentos”, o menor resultado obtido se encaixa no nível mínimo aceitável (60%), o conceito suficiente variou de 76% a 94% indicando que na maioria dos escolares o nível de aprendizagem variou de regular a ótimo. A intervenção produziu efeitos significativos no conhecimento dos escolares indicando sua eficácia, demonstrando que programas educativos possivelmente, podem produzir mudanças comportamentais e atitudinais em relação à alimentação e nutrição nos escolares submetidos à intervenção educativa.

  • TATIANE LEOCÁDIO TEMÓTEO
  • DIAGNÓSTICO DE ANEMIA E FATORES DETERMINANTES EM ESCOLARES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE ENSINO DE TERESINA

  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 29/02/2012
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  • TEMÓTEO, T. L.. Diagnóstico de anemia e fatores determinantes em escolares da rede pública estadual de ensino de Teresina. 2012. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição) Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2012.Introdução: A anemia é definida quando a concentração de hemoglobina encontra-se anormalmente baixa devido a condições patológicas entre as quais a deficiência de ferro destaca-se como sua causa mais comum. No Brasil, há uma lacuna na literatura entre a prevalência da anemia em escolares seus fatores determinantes.Objetivos: Este trabalho teve o objetivo de diagnosticar a ocorrência de anemia e fatores determinantes em escolares da rede pública estadual de ensino do município de Teresina. Casuística e métodos: Estudo transversal descritivo com 355 escolares da rede pública estadual de ensino de Teresina, de 10 a 14 anos, de ambos os sexos. Foram analisados os índices eritrocitários por automação a partir de sangue total, sendo a anemia foi definida pela concentração de Hemoglobina (Hb) inferior a 11,5 g/dL e 12 g/dL, para idades de 5 a 11 anos e > 12 anos, respectivamente. Os demais valores dos índices eritrocitários foram classificados como depletados quando inferiores a -2DP. Ferritina (< 15,0 μg/L), ferro sérico (< 13 μmol/L), CTLF (< 45,0  μmol/L) e ST (<15 %) avaliaram o estado corporal do ferro. Avaliou-se o consumo de alimentos por grupos e o consumo médio/dia de ferro pelo Diet sys. Também foram determinadas a carga parasitológica intestinal (Hoffman); triagem para talassemia e hemoglobinopatias por hipocromia, microcitose e contagem de reticulócitos; assim como variáveis socioeconômicas, demográficas e ambientais. Epi-Info 6.04 e SPSS 10.0 analisaram os dados para α=5%. Resultados: A prevalência de anemia foi de 4,8%. Entre os anêmicos, não foram encontradas diferenças em relação ao sexo (p=0,111) e idade (p=0,168). A reticulocitose não esteve associada à anemia (p=0,630). Foram encontradas adequações de 75,1% para a concentração de ferro sérico, 91,2% para ferritina, 95,2% de CTLF e 91,8% de ST. O percentual de concentrações séricas de estoque e circulante inferiores ao ponto de corte associaram-se à anemia (p<0,05). O consumo médio de ferro/dia foi de 12,3±4,4 mg, para 60,4% de probabilidade >85% de adequação. O estudo mostrou que 41,3% das mães estudaram de 5 a 8 anos completos, 58,1% das famílias possuíam renda/mês > 1 SM e 73,8% tinham  posse da casa própria com 95,2% de adequação ambiental. Entre os parasitas, Entamoeba coli (17,7%) e Ascaris lumbricoides (11,2%), foram os mais encontrados. Houve associação significativa entre anemia e o diagnóstico de Ascaris lumbricoides (p=0,006). Conclusão: A anemia na população escolar de Teresina pode ser considerada sob controle. A probabilidade de consumo adequado de ferro confirmada por marcadores séricos são concordantes em apontar como fatores determinantes para a anemia encontrada o consumo alimentar inadequado do mineral e a infecção parasitológica por Ascaris lumbricoides.



Dissertações/Teses Antigas
2015
Descrição
  • ARETHA MATOS ARAÚJO
  • EXCESSO DE PESO, OBESIDADE E CONSUMO ALIMENTAR EM PRÉ-ESCOLARES DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONÇALVES FROTA
  • Ano: 2015
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  • A mudança no perfil nutricional das crianças brasileiras decorrente da transição nutricional trouxe à tona o aumento da prevalência do excesso de peso e obesidade entre o público infantil. Assim, a obesidade passa a ser considerada um problema de saúde pública diante da sua magnitude e por sua associação com a ocorrência de diversas doenças crônicas não-transmissíveis. A fase pré-escolar é apontada como uma fase crítica para a adoção de práticas alimentares saudáveis e, consequentemente, para a manutenção do estado nutricional adequado. Deste modo, este trabalho teve por objetivo determinar a prevalência de excesso de peso e obesidade em pré-escolares de instituições públicas de ensino de Teresina-PI, e sua relação com o consumo alimentar. Trata-se de um estudo transversal com crianças de 2 a 5 anos de idade, de ambos os sexos, atendidas em creches municipais de 4 zonas da cidade. Foram coletados dados socioeconômicos, demográficos e antropométricos (peso e estatura), para cálculo do IMC por idade (IMC/I), sendo o estado nutricional classificado segundo z escore. Os dados sobre consumo alimentar foram avaliados por meio de Questionário de Frequência de Consumo Alimentar, previamente validado. Utilizou-se o teste do χ2, Kruskal Wallis, t de Student e correlação de Pearson adotando-se nível de significância de 5%. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS, versão 17.0. A amostra foi composta por 548 crianças, sendo 52% do sexo masculino, com média de idade de 4,2 anos para ambos os sexos. A maioria das famílias (59,7%) apresentou renda entre 1 e 2 salários mínimos, com escolaridade média de 10 anos para as mães e 9 anos para os pais. Para os parâmetros peso e altura, não observou-se diferença significativa (p>0,05) entre os sexos. Segundo o IMC/I, verificou-se que a maioria das crianças estava eutróficas (85,2%), 8,2% com risco de excesso de peso, 4,2% com excesso de peso e nenhuma apresentou obesidade. Os alimentos declarados como mais consumidos foram, respectivamente: arroz (100%), feijão (99,4%), pães (98,5%), frutas (98,5%) e carne vermelha (97,1%), manteiga e margarina (95,4%), bolachas, bolos, tortas doces (94,1%), leite e derivados (94,1%), achocolatado (91,7%) e refrigerantes (90,2%). Os alimentos consumidos que apresentaram forte correlação (r >0,7) com o risco/excesso de peso foram: pães, bolachas, bolos, tortas doces, leite e derivados, achocolatados e embutidos. Os resultados do presente estudos mostraram-se satisfatórios, por apresentar baixa prevalência de excesso de peso e ausência de obesidade entre o público pesquisado, no entanto os dados sobre consumo alimentar mostram que há desvios no padrão de alimentação dos pré-escolares, o que não isenta essa população de ações voltadas a alimentação saudável e que favoreça a maior qualidade de vida.
  • CRISTINA ZITA DE MORAIS COSTA DIAS BARBOSA
  • SELEÇÃO DE LINHAGENS ELITE DE FEIJÃO-CAUPI (VIGNA UNGUICULATA (L.) WALP.) PARA BIOFORTIFICAÇÃO DE FERRO E ZINCO E CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DO GRÃO
  • Orientador : MAURISRAEL DE MOURA ROCHA
  • Ano: 2015
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  • Objetivou-se com o presente estudo selecionar linhagens elites de feijão-caupi para biofortificação de ferro e zinco e determinar as características físico-químicas do grão. Foram analisadas amostras de grãos secos de 33 genótipos de feijão-caupi, sendo 31 linhagens elites e duas cultivares biofortificadas (testemunhas). Os genótipos foram divididos com base no porte da planta, sendo 16 de porte semiereto e 17 de porte semiprostrado. Realizou-se uma seleção das 10 melhores linhagens em ferro e zinco, que juntamente com as testemunhas, foram analisados para composição centesimal e tempo de cocção. Os tratamentos foram analisados estatisticamente em delineamento de blocos inteiramente casualizados, em triplicata para os minerais (ferro e zinco) e em duplicata para as demais características (conteúdos de umidade, cinzas, lipídios, carboidratos, proteínas e valor energético total; tempo de cocção). Foram realizadas análises de variância; as médias foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott (p≤0,05), os resultados foram expressos em média ± desvio padrão e estimados os parâmetros genéticos para os conteúdos de ferro e zinco, além da correlação entre as características. Com relação aos conteúdos de ferro e zinco, os genótipos semiprostrados apresentaram as seguintes variações (v) e médias (m) para os seguintes constituintes: Ferro: v = 5,39 a 7,96 mg. 100g-1, m = 6,52 mg. 100g-1; Zinco: 3,78 a 5,37 mg. 100g-1, m = 4,34 mg. 100g-1, que foram maiores que as dos genótipos semieretos; todas as linhagens apresentaram alto teor de ferro e seis destas (19,25%), apresentaram alto teor de zinco. Os genótipos semieretos apresentaram maior variabilidade genética para o conteúdo de ferro, os semiprostrados, para o conteúdo de zinco e ambos o alto componente genético na expressão do fenótipo. Verificou-se que o melhoramento dos genótipos para aumento do conteúdo de proteínas levou a decréscimos nos conteúdos de lipídios, carboidratos e no valor energético total, já o aumento do conteúdo de carboidratos aumentou o valor energético total e, o aumento deste, proporcionou ganhos para o conteúdo de zinco. A linhagem MNC04-792F-146 apresentou alelos favoráveis para o aumento do conteúdo de carboidratos e do valor energético total, enquanto as linhagens MNC04-769F-26, MNC04-769F-31 e MNC04-774F-90 demonstraram ser boas fontes de genes para o aumento do conteúdo de proteínas, diminuição no conteúdo de lipídios e rápido cozimento. Conclui-se que as linhagens MNC04-762F-9, MNC04-792F-146 e MNC04-769F-55 apresentaram maior potencial para serem lançados como cultivares biofortificadas para ferro e zinco no grão.
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb02.ufpi.br.instancia1 26/05/2019 21:02