Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • CARINA DA COSTA BRAUNA
  • USO DE TRIGGER TOOLS NA DETERMINAÇÃO DE REAÇÕES ADVERSAS A ANTIMICROBIANOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
  • Orientador : MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
  • Data: 03/06/2019
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  • Estudos de base hospitalar têm mostrado que aproximadamente 50% dos pacientes admitidos recebem antimicrobianos em algum momento de sua internação. E apesar dos antimicrobianos serem considerados como terapêutica segura, quando usadas racionalmente, são responsáveis por causar reações adversas a medicamentos (RAM) em várias condições do paciente.Considerando este cenário, o presente trabalho tem por objetivo compreender a incidência de reações adversas a antimicrobianos em pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, por meio da aplicação da metodologia Global Trigger Tool. A pesquisa foi dividida em dois capítulos. OCapítulo 1 apresenta uma revisão integrativa da literatura que resultou em 14 artigos científicos que evidenciaram a importância da metodologia Global Trigger Tool como incremento na qualidade da atenção ao paciente, por meio da vigilância dos eventos adversos. Os artigos incluídos nessa revisão foram analisados e discutidos de forma descritiva em consonância com o objetivo, sendo evidenciado a necessidade de outros trabalhos que apliquem ferramentas de monitoramento visando a segurança do paciente quanto ao uso de medicamentos. Já no Capítulo 2 o objetivo foi analisar as RAMs a antibióticos aplicando rastreadores, ferramenta adaptada ao Global Trigger Tool e analisadas quanto a características e incidência. Trata-se de um estudo com delineamento transversal e analítico, com coleta de dados retrospectivos utilizando o Aplicativo para Gestão de Hospitais Universitários, para selecionar as prescrições dos pacientes. A população do estudo foi composta por pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, com pelo menos 18 anos de idade submetidos à terapia com antimicrobianos, exceto aqueles em antibioticoterapia profilática. Os prontuários foram analisados quanto à existência de no mínimo um dos medicamentos da lista de triggers. As variáveis do estudo foram: características sócio demográficas, diagnóstico da doença de base,classe de antimicrobianos responsável pelas RAMs detectadas, sendo considerado o tipo e a casualidade da reação. O desempenho dos rastreadores propostos também foi avaliado. Entre os tratamentos observados, 497 foram excluídos, por terem sido realizados para fins profiláticos e 1428 atendiam os critérios de inclusão do estudo. 655 (95% IC ± 2,82) foram considerados para análise, sendo encontrados 68 RAMs e 250 triggers. Teste Qui-quadrado mostrou associação significativamente estatística (95% IC p<0.005) na variável faixa etária entre os grupos com e sem reação, sendo que pacientes entre 20 e 59 anos tiveram 1,5 (OR=2,5) mais chance de apresentar reações adversas a antimicrobianos (95%IC p=0,001). Os glicopeptídeos foi a classe de antibióticos com maior número de reações adversas (32,35%), seguida de betalactâmicos (penicilinas + cefalosporinas + carbapenemicos) 18 (26,47%), sendo RAMs do tipo A em 82,35% dos tratamentos e do tipo B em 17,64%. Segundo algoritmo de Naranjo, 88,23% destas RAM foram classificadas como possíveis e 11.77% prováveis. Além disso, um alto valor preditivo positivo, de 0,8, foi obtido para o gatilho de loratadina. Conclui-se que um método ativo de farmacovigilância como o Global Trigger Tool adaptada neste trabalho, promove o conhecimento, a avaliação e a compreensão dos eventos adversos a antimicrobianos padronizados na instituição, contribuindo com o direcionamento das intervenções para reduzir os danos ao paciente, principalmente no que diz respeito à qualidade do cuidado e dos custos com a saúde.

  • LETÍCIA XIMENES FURTADO MARQUES
  • AVALIAÇÃO DA FARMACOTERAPIA PRESCRITA EM AMBIENTE HOSPITALAR PARA IDOSOS SEGUNDO CRITÉRIOS EXPLÍCITOS
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 19/03/2019
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  • Introdução A farmacoterapia em idosos torna-se complexa diante da possibilidade de uma prescrição medicamentosa inadequada, com a presença de medicamentos potencialmente inadequados (MPIs), que podem levar a complicações no quadro de saúde do paciente. Essas prescrições em ser identificados através de critérios explícitos, como Beers e Consenso Brasileiro de medicamentos potencialmente inadequados para idosos. Objetivo Realizar um levantamento acerca dos principais estudos das prevalências de MPIs para idosos segundo Beers e Consenso Brasileiro publicados nos últimos cinco anos e avaliar a farmacoterapia de pacientes idosos internados em hospital de ensino utilizando essas ferramentas. Metodologia Foi realizada uma busca por evidências científicas nas bases de dados Science Direct, PubMed, LILACS e Cochrane Library, com publicações dos últimos cinco anos, utilizando os descritores: Potentially inappropriate medications list; aged e Beers criteria e "Brazilian consensus", “aged” e “Potentially Inappropriate Medication. Em hospital de ensino, foram coletadas a partir de prontuários e prescrições aspectos sociodemográficos (sexo e idade) e clínicos do paciente e analisadas todas as prescrições desde o primeiro até o último dia de internação. Os MPIs foram identificados pelo Critério de Beers e Consenso Brasileiro de medicamentos potencialmente inadequados. Resultados Um total de 67 artigos foram inclusos na análise e identificadas as prevalências de até 87,6%, 86,2% e 93,5% dos pacientes com prescrições inadequadas, nas versões Beers 2003, Beers 2012 e Beers 2015, respectivamente, e o estudo que utilizou o Consenso Brasileiro como uma das ferramentas identificou uma frequência de uso de MPI de 55,9%. A prevalência de pacientes em hospital de ensino identificados utilizando pelo menos 1 MPI independente do diagnóstico de acordo com Beers 2015 durante a internação foi de 38,7%, sendo maior que a prevalência de pacientes com prescrição inadequada encontrada através do Consenso Brasileiro, 37,7% dos idosos analisados. No entanto, o Consenso Brasileiro identificou 5,7% pacientes em uso de MPI em determinadas condições clínicas, em comparação com 3,7% idosos identificados através do critério de Beers. Conclusão Os critérios explícitos utilizados para avaliação da farmacoterapia em idosos são muito utilizados mundialmente, conseguindo detectar altas taxas de utilização de MPIs e mostram-se ferramentas úteis na prevenção de agravos à saúde dos idosos.

     

  • ISADORA BASILIO MENESES BEZERRA
  • Envolvimento da enzima argininosuccinato sintetase no efeito vasorrelaxante do peptídeo BPP-BrachyNH2 na disfunção endotelial induzida por endotoxina
  • Orientador : DANIEL DIAS RUFINO ARCANJO
  • Data: 13/03/2019
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  • O BPP-BrachyNH2, um oligopeptídeo rico em prolina (PRO) identificado pela primeira vez na secreção cutânea do anfíbio Brachycephalus ephippium, possui atividade inibidora in vitro da enzima conversora de angiotensina-I (ECA) e com evidências in silico indicando maior energia de interação com domínio C da enzima, assim como atividade vasorrelaxante dependente de endotélio em aorta de ratos, com provável envolvimento do óxido nítrico (NO). Considerando potencial aplicação do BPP-BrachyNH2 em estudos com ênfase no tratamento de doenças relacionadas a deficiência de NO, o presente estudo aborda o efeito vasorrelaxante do BPP-BrachyNH2 em preparações de artérias de resistência do leito mesentérico de ratos em modelo de disfunção endotelial induzida por lipopolissacarídeo (LPS) de Escherichia coli e investigar os mecanismos de ação envolvidos na produção de NO causada pelo BPP-BrachyNH2 através de abordagens in vitro e in silico. Segmentos de artérias foram montados em miógrafo do tipo Mulvany-Halpern para registros de tensão isométrica. Após normalização e teste de função endotelial, BPP-BrachyNH2 (10-9 - 10-5 M) foi cumulativamente adicionado sobre pré-contrações induzidas por noradrenalina (10-6 - 10-5 M). BPP-BrachyNH2 apresentou efeito vasorrelaxante em preparações previamente incubadas com LPS (10 μg/mL) durante 5 horas. Não foi observado efeito vasorrelaxante na ausência de LPS. Os possíveis mecanismos envolvidos foram avaliados através da adição de indometacina (3×10-6 M), inibidor não seletivo da COX; L-NNA (10-4 M), inibidor não seletivo da óxido nítrico sintase (NOS); 1400W (10-5 M), inibidor seletivo da NOS induzível (iNOS); ODQ (3×10-6 M), inibidor da guanilil ciclase solúvel, e MDLA (1 mM), inibidor da argininosuccinato sintetase (AsS), conforme protocolo. Os resultados foram expressos como média±EPM, e foram analisados por ANOVA de uma via seguida do pós-teste de Bonferroni (p<0,05). O efeito vasorrelaxante induzido pelo BPP-BrachyNH2 em preparações pré-incubadas com LPS foi abolido na presença de L-NNA e ODQ, e significativamente atenuado na presença de 1400W e MDLA. A redução do efeito vasorrelaxante de BPP-BrachyNH2 em artérias de resistência na presença de L-NNA, 1400W e ODQ corrobora com estudos prévios, que sugerem o envolvimento da via de produção de NO. A atenuação significativa do efeito do BPP-BrachyNH2 na presença de MDLA, indica o envolvimento de um possível aumento nos níveis de L-arginina, substrato para síntese de NO, induzido pelo BPP-BrachyNH2 em modelo de disfunção endotelial induzida por LPS. Os cálculos de ancoramento molecular foram realizados com o programa Autodock 4.2 escolhendo-se o algoritmo genético lamarquiano (LGA) para a busca de geometrias otimizadas. A estrutura da enzima (AsS) e dos ligantes (L-citrulina e BPP-BrachyNH2) foram preparados com o programa AutoDock Tools 1.5.6. para simulações de ancoramento. Cada simulação de ancoramento LGA consistiu de 100 corridas independentes. O complexo AsS_BPP-BrachyNH2 apresentou melhores parâmetros de afinidade (energia de ligação, constante de inibição e quantidade de interações com aminoácidos) comparados com o complexo AsS_L-citrulina. A formação do complexo proteína-ligante pode ser vista como a combinação de efeitos entálpicos e entrópicos que podem ser favoráveis ou desfavoráveis à interação. A formação do complexo é favorecida pela diminuição na Energia Livre de Gibbs (ΔG) do sistema. A ativação da AsS induzida pela BPP-BrachyNH2 foi consistente com os resultados encontrados em estudos recentes com outros PROs. Esses resultados reforçam a importância da atividade do peptídeo em estudos relacionados à investigação de outras vias envolvidas nesta resposta, reforçando potencial aplicação em modelos fisiopatológicos complementares de disfunção endotelial, sugerindo potenciais aplicações no tratamento de doenças cardiovasculares.

  • GLÁUCIA LAÍS NUNES LOPES
  • MICROEMULSÕES DE SULFATO DE MINOXIDIL E ÓLEO VEGETAL PARA O TRATAMENTO DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA: FORMULAÇÃO, ESTUDO DE LIBERAÇÃO IN VITRO E PERFIL CITOGENOTÓXICO EM Allium cepa
  • Orientador : ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
  • Data: 08/03/2019
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  • A alopecia androgenética (AGA), ou perda de cabelo padrão masculina, é a forma mais comum de alopecia nos homens e dependem de uma interação de fatores endócrinos e predisposição genética. Novos sistemas de liberação de fármacos são desenvolvidos com a intenção de melhorar a eficácia do fármaco convencional, e é um processo de pesquisa farmacêutica amplamente utilizado. Frente a isso, o trabalho teve como objetivo desenvolver microemulsões a base de óleo vegetal, caracterizar, avaliar a liberação in vitro e a citogenotoxicidade das formulações obtidas. As microemulsões obtidas apresentaram-se transparentes e amareladas com a presença do fármaco, na microscopia de luz polarizada (não desviouo plano da luz incidente), conferindo caráter isotrópico, apresentou comportamento Newtoniano, tamanho de gotícula de 191,3 ± 28,3 nm a 375,8 ± 26,5 nm, com potencial zeta variando de -27,8 a -45,7, e após o estudo do ciclo gelo-degelo apresentaram escurecimento nas formulações com MXS. As formulações apresentaram modelo cinético de liberação compatível com sistemas de liberação controlada (modelo de Higuchi). Não foram observados grandes quantidades de danos irreversíveis às células de A. cepa. Na validação do método analítico do MXS, a partir da análise de regressão linear para o MXS obteve-se a equação da reta y = 0,0555x - 0,0622, no qual o coeficiente de determinação (R2) para a curva foi de 0,9974. O método demonstrou-se específico sem a presença de interferentes com limite de detecção 0,4715 µg/mL e limite de quantificação 0,7144 µg/mL. Foi preciso e exato com valor de recuperação (%) de 100,82 (concentração baixa), 103,84 (concentração normal) e 98,16 (concentração alta). Apresentou robustez satisfatória, onde não houve mudança estatística significativa para análise com mudança de marca de solvente e mudança de pH da solução, com DPR% menor que 5%. As microemulsões apresentaram boa estabilidade e baixo potencial citotóxico e genotóxico, apresentando grande potencial para utilização no tratamento da alopecia androgenética.

  • HELBER ALVES NEGREIROS
  • PERFIL TOXICOGENÉTICO E ANTITUMORAL DO ALFA-TERPINEOL EM TESTES NÃO-CLÍNICOS
  • Orientador : JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
  • Data: 28/02/2019
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  • O alfa-terpineol é um álcool monoterpeno constituinte de óleos essenciais de várias plantas medicinais com diferentes atividades farmacológicas. O estudo teve por objetivo a avaliação toxicogenética e antitumoral do alfa-terpineol em células tumorais murinas (B16-F10) e Sarcoma 180 bem como em células não tumorais (macrófagos murinos, linfócitos e fibroblastos humanos, hemácias e em Allium cepa), com aplicação de biomarcadores citogenéticos e de morte celular. A toxicidade do alfa-terpineol avaliada por Artemia salina, nas concentrações de 400, 200, 100, 50, 25, 12,5 e 6,25 µg/mL mostrou-se alta nas quatro primeiras concentrações, entretanto, no teste de hemólise em  1500, 750, 325 e 162 µg/mL não teve efeito hemolítico. O alfa-terpineol no teste do MTT (500, 50 e 5 µg/mL) induziu citotoxicidade pela redução da viabilidade celular de células B16-F10, porém, em macrófagos esse efeito não foi observado. No estudo toxicogenético/mutagênico em A. cepa o alfa-terpineol em 10, 50 e 100 µg/mL foi citotóxico pela diminuição do tamanho da raiz e do índice mitótico, bem como mutagênico, pelo aumento do número de alterações crossômicas. Em leveduras mutadas em defesas antioxidante apenas em baixas concentrações (10, 35 e 75 µg/mL) não teve efeitos oxidantes. Em células de Sarcoma 180, o alfa-terpineol em 100, 250 e 500 μg/mL também foi citotóxico, reduzindo a viabilidade celular de 100% do controle negativo para 50,9; 38,53; 30,82%, como também indutor de apoptoses pela fragmentação de DNA em gel. Entretanto, em células de fibroblastos – MRC5 nas concentrações de 100 e 500 µg/mL pelo teste de viabilidade por fluorescência não apresentou citotoxicidade. Mas, em linfócitos humanos o composto foi genotóxico, pelo aumento do índice e frequência de dano nas concentrações de 250 e 500 µg/mL e nutagênico em 500 µg/mL, pelo aumento de micronúcleos, pontes e brotos nucleares no teste de micronúcleos com bloqueio de citocinese. Esses efeitos genotóxicos/mutagênicos e citotóxicos em 500 μg/mL também foram observados em linhagem tumoral pela fragmentação de DNA em gel. De forma mais específica, em relação a morte celular, utilizando a citometria de fluxo com marcação para Anexina V e 7AAD, o número de células tumorais vivas diminuiu significantemente de 92% (controle negativo) para 19%, 8% e 3,5% nas concentrações de 100, 250 e 500 μg/mL, respectivamente. Ademais, por microscopia de fluorescência, a menor concentração (100 μg/mL) demostrou efeito citotóxico nas células de sarcoma 180, quando comparado ao controle negativo. O estudo aponta que os efeitos antitumorais do alfa-terpineol podem ser explicados por mecanismos citogenéticos e moleculares indicativos de aneugenicidade/clastogenicidade e apoptoses. Assim, em perspectiva, o alfa-terpineol  pode ser testado em formulações farmacêuticas antitumorais.

  • LEILA MARIA DE SOUSA ANDRADE
  • ATIVIDADE ANTIMICROBIANA INTRÍNSECA DE Arrabidaea brachypoda E SUA AÇÃO MODULADORA DA RESISTÊNCIA AOS ANTIBIÓTICOS EM Staphylococcus aureus.
  • Orientador : HUMBERTO MEDEIROS BARRETO
  • Data: 26/02/2019
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  • Compostos vegetais são a principal fonte de descoberta de novos fármacos. A enorme biodiversidade brasileira justifica o crescimento significativo dos estudos em busca de novas moléculas biotivas. O gênero Arrabidaea pertence à família Bignoniaceae amplamente distribuída em regiões tropicais. Arrabidaea brachypoda popularmente conhecida no Brasil como “cipó-uma”, “tintureiro” ou “cervejinha do campo”, é um arbusto nativo do cerrado brasileiro, encontrado em vários estados, amplamente utilizada na medicina popular para doenças renais e dores articulares. Estudos comprovam atividades biológicas de suas folhas, raízes e caule. Este é um estudo pioneiro de avaliação das atividades biológicas da flor da A. brachypoda, tem como objetivos avaliar a atividade antimicrobiana intrínseca do extrato etanólico (FLAB-ET), da fração diclorometano (FLAB-DCM) e seus compostos isolados; as chalconas CH-1, CH-2, CH-3 e CH-4, e flavonóides diméricos Brachydina A (BR-A) e Brachydina B ( BR-B). Além disso, avaliar seus efeitos na atividade da Norfloxacina contra cepas de Staphylococcus aureus resistentes a fluoroquinolonas. Foram realizados ensaios de microdiluição para determinação da concentração inibitória mínima (CIM) contra diferentes microrganismos. Os resultados indicaram que FLAB-ET, FLAB-DCM, CH-1, CH-3, CH-4 e BR-A não apresentaram atividade antimicrobiana intrínseca significativa (CIM ≥ 1024 µg/mL) para nenhuma das cepas testadas. Somente CH-2 e BR-B demonstraram atividade antifúngica frente a Candida albicans. Além disso, foram avaliadas as concentrações inibitórias mínimas do antibiótico Norfloxacino, e do corante Brometo de Etídio contra a cepa S. aureus SA1199-B, que superespressa o gene norA que codifica a bomba de efluxo NorA, na ausência e na presença de concentrações subinibitórias de FLAB-ET, FLAB-DCM e dos compostos isolados. Os resultados evidenciaram que FLAB-ET, FLAB-DCM, CH-1, CH-2, CH-3, CH-4 e BR-B são capazes de reduzir a concentração inibitória mínima da Norfloxacina e do BrEt contra esta linhagem, indicando que estes compostos naturais são moduladores da resistência às fluoroquinolinas. Foram realizados também ensaios de efluxo com BrEt, demonstrando que BR-B inibiu o efluxo de EtBr na cepa SA1199-B, confirmando que é um inibidor de NorA. A BR-B isolada foi capaz de inibir um importante mecanismo de multirresistência muito prevalente em cepas de S. aureus, portanto seu uso em combinação com Norfloxacina pode ser considerado como uma alternativa para o tratamento de infecções causadas por cepas de S. aureus que expressam em excesso o efluxo de drogas bombas como NorA.

     

2018
Descrição
  • GRASIELLY ROCHA SOUZA
  • Obtenção Tecnológica de Comprimidos de Liberação Modificada de Ácido alfa-lipoico
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 30/08/2018
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  • As doenças inflamatórias intestinais (DII) podem ser representadas pela doença de Crohn (DC) e pela retocolite ulcerativa (RCU), essas patologias caracterizam-se pelo caráter crônico e recidivante da inflamação. Ainda não existe consenso acerca do agente etiológico, mas alguns estudos apontam para a existência de fatores ambientais, genéticos, da microbiota intestinal, imunológicos, além do estresse oxidativo. Sabe-se que a formação de espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio está aumentada durante o processo inflamatório, sendo um fator agravante para a fisiopatologia das DII. Dessa forma, a utilização de um agente antioxidante como adjuvante no tratamento seria uma possibilidade para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O ácido alfa-lipoico (AAL) é um composto organossulfurado, contendo oito átomos de carbono e dois átomos de enxofre, está presente em células procarióticas e eucarióticas apresentando um papel central no metabolismo energético, além de possuir um potencial redox de -0,32 V, sendo denominado de antioxidante universal. Assim, o objetivo principal desse trabalho foi obter comprimidos de liberação modificada de AAL para utilização como adjuvante no tratamento das DII. Como etapas preliminares, realizou-se uma prospecção científica e tecnológica, a fim de verificar a utilização pré-clínica desse composto nas DII; desenvolveu-se e validou-se uma metodologia analítica para quantificar o AAL por espectrofotometria UV-Vis, realizou-se um estudo de pré-formulação do AAL, por meio da análise das propriedades de fluxo e pela caracterização do material utilizado como matéria-prima através da comparação com padrão analítico pelas técnicas de espectroscopia no infravermelho e ressonância magnética nuclear (RMN) e formulou-se os comprimidos com liberação modificada. Através da prospecção científica foi possível confirmar a eficácia do AAL nas DII, sendo a atividade atribuída principalmente as suas propriedades antioxidantes, enquanto que a prospecção tecnológica revelou uma área em potencial para exploração, uma vez que poucas patentes foram depositadas com essa aplicação. O método analítico foi desenvolvido, sendo este de fácil execução e de baixo custo, além disso, foi validado, uma vez que atendeu aos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira, sendo seletivo, linear, preciso, exato e robusto. A análise da morfologia das partículas por MEV demonstrou a característica cristalina, que foi confirmada pela difração de raios-X, além disso, apresentou uma média de tamanho de partícula de 250 µm. O estudo das propriedades de fluxo demonstrou a necessidade de utilização de excipientes específicos para a melhoria desta característica, pois o pó apresentou razão de Hausner de 1,51 e índice de Carr de 34,1%, ângulo de repouso e tempo de escoamento infinitos, revelando um fluxo ruim. As técnicas de espectroscopia no infravermelho e RMN confirmaram a identidade da matéria-prima utilizada para a obtenção dos comprimidos através de comparação com o padrão analítico. Foram obtidos comprimidos de AAL com a hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), mesocarpo de babaçu e estearato de magnésio sem e com revestimento com Eudragit® S (lotes 2 e 4, respectivamente), os quais atenderam aos critérios de qualidade exigidos pela Farmacopeia Brasileira. O ensaio de dissolução in vitro mostrou que os comprimidos do lote 2 apresentaram uma liberação convencional, uma vez que 90% do conteúdo foi liberado em 30 minutos nos meios de dissolução com pH 1,2 e 7,4, enquanto que os comprimidos do lote 4 apresentaram uma liberação modificada, uma vez que não houve liberação do conteúdo em pH 1,2, sendo este totalmente liberado após 30 minutos em pH 7,4. Dessa forma, foram desenvolvidos comprimidos de liberação entérica, ideais para utilização por pacientes com DII.  

  • PAULO LEAL PEREIRA
  • Avaliação do perfil de genotoxicidade de pacientes portadores de doença de crohn submetidos ao tratamento com infliximabe e associações.
  • Orientador : LUCIANO DA SILVA LOPES
  • Data: 30/08/2018
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  • A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal de origem não conhecida, caracterizada pelo acometimento focal, assimétrico e transmural de qualquer porção do tubo digestivo, da boca ao ânus. Apresenta-se sob três formas principais: inflamatória, fistulosa e fibroestenosante. Grande parte dos pacientes necessita de tratamento medicamentoso prolongado e, muitas vezes, por tempo indeterminado. O acompanhamento desses pacientes é fundamental para garantir a sua segurança, e a verificação dessas reações torna-se ponto chave dentro do acompanhamento farmacoterapêutico que deve ser realizada sobre todos os aspectos, inclusive considerando a possibilidade de danos ao material genético do paciente. O objetivo geral deste trabalho foi avaliar o potencial de genotoxicidade do Infliximabe quando utilizado isodalamente ou em associação com Azatioprina, Mesalazina, Sulfasalazina e Prednisona no tratamento de pacientes portadores de Doença de Crohn assistidos pelo Hospital Universitário Da Universidade Federal do Piauí – HU UFPI. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética do HUUFPI (Parecer nº 67293517.0.0000.8050) e foi feita a partir de um estudo experimental, descritivo e observacional. A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a abril 2018, através da coleta de amostra de mucosa bucal de 40 pacientes com DC que fazem infusão de infliximabe e acompanhamento farmacoterapêutico no HU-UFPI. As amostras coletadas foram submetidas aos testes de Micronúcleo para identificar possíveis danos ao DNA destes pacientes. O perfil epidemiológico dos pacientes do presente estudo foi de indivíduos com prevalência do gênero feminino, etnia parda, graus de escolaridades e ocupações variadas, a maioria com estado civil casado, oriundos em sua grande maioria de Teresina e cidades do interior do Piauí. Os esquemas de fármacos identificados para o tratamento da DC utilizados pelos pacientes em estudo foram IFX, IFX + AZA, IFX + AZA + MSZ + PDN. O maior percentual de associação foi para o esquema terapêutico IFX + AZA. Foi observado aumento no número de micronúcleos em todos os grupos com IFX e suas associações, no entanto não houve diferenças entre o sexo feminino e masculino para os mesmos marcadores. Além disso foram observadas correlações positivas entre os marcadores do teste micronúcleo e os diferentes esquemas terapêuticos utilizados como tempo de tratamento e faixa etária.

  • MAÍZA LACERDA BARBOSA
  • Estudo toxicogenético da fluoxetina e de sua associação com vitaminas antioxidantes ácido ascórbico e palmitato de retinol.
  • Data: 29/08/2018
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  • A depressão é um transtorno psiquiátrico comum que se tornou um problema de saúde pública. O estresse oxidativo pode estar envolvido no desenvolvimento desta patologia, pois o cérebro é muito sensível a danos oxidativos.  Alimentos antioxidantes são protetores das células, pois atuam regulando o desequilíbrio entre oxidantes/ antioxidantes que pode ser o desencadeador de diversos eventos patológicos, incluindo processos carcinogênicos e neurodegenerativos. A fluoxetina é um antidepressivo amplamente utilizado e há poucos estudos sobre a associação desta com antioxidantes. O capítulo I realizou uma revisão sistemática para correlacionar os marcadores bioquímicos e moleculares do estresse oxidativo e da defesa antioxidante com transtornos depressivos por meio da avaliação de estudos clínicos obtidos das bases de dados PubMed, Scielo, BVS, Medline e Scopus com os descritores [depressive disorders], [oxidative stress], [vitamin antioxidants], [ascorbic acid], [vitamin C], [retinol palmitate], [vitamin A] e [depression] combinados entre si. Diversos marcadores de danos oxidativo que atingem as biomoléculas como DNA, RNA, proteínas e lipídios, como também marcadores de defesa antioxidante foram analisados em 30 artigos que obedeceram aos critérios de inclusão do estudo. A maior parte dos estudos avaliados nesta revisão encontrou diferenças significantes entre esses biomarcadores. Assim, há muitas perspectivas para o desenvolvimento de novas pesquisas que possam esclarecer a relação desses marcadores com transtornos depressivos. O capítulo II avaliou os efeitos oxidativos da fluoxetina e a possível modulação destes por meio de sua associação com vitaminas antioxidantes ácido ascórbico e palmitato de retinol no ensaio com Saccharomyces cerevisiae. A fluoxetina (10 e 20 µg/mL) induziu danos oxidativos em todas as linhagens testadas proficiente e deficientes em defesas antioxidantes no pré e co-tratamento, após incubadas em estufa a 30ºC +/- 1°C por 48hs. O ácido ascórbico (2 µMol) e o palmitato de retinol (100UI) modularam significativamente os danos induzidos pela droga, principalmente na menor dose testada e em associação com o ácido ascórbico isolado, apontando seus efeitos protetor e antioxidante. Terapias antioxidantes podem surgir como alternativa para reduzir os danos oxidativos e toxicogenéticos causados por essa droga. O capítulo III estudou os efeitos toxicogenéticos da fluoxetina e os efeitos de sua interação com as vitaminas antioxidantes num modelo de depressão induzida em camundongos Mus musculus. A indução da depressão foi feita com reserpina 2mg/Kg. Camundongos machos foram tratados por 7 dias, via intraperitoneal, com fluoxetina (10 e 20 mg/Kg), isoladas e associadas com ácido ascórbico (2 µMol) e o palmitato de retinol (100UI). No teste de campo aberto a associação foi eficiente na menor dose testada. No nado forçado, o tratamento com as vitaminas reduziu o tempo de imobilidade, mas não houve diferença estatística entre os outros grupos, assim como o teste de suspensão da cauda. A droga induziu genotoxicidade e mutagenicidade nas doses testadas em células de medula óssea, córtex frontal e hipocampo pelos testes cometa e micronúcleo, que foram reduzidas com a associação das vitaminas. Não foram encontradas alterações significativas no perfil bioquímico e hematológico dos camundongos. Apesar desses resultados, estudos são necessários para esclarecer a relação entre ácido ascórbico e palmitato de retinol com fármacos antidepressivos como estratégia na redução de danos toxicogenéticos causados por esse fármaco.

  • JANSYCLEID PEREIRA GONCALVES
  • Desenvolvimento de formulação larvicida e repelente a partir do óleo essencial de Lippia origanoides e seus componentes majoritários contra Aedes aegypti.
  • Orientador : MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
  • Data: 28/08/2018
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  • As arboviroses são doenças transmitidas por mosquitos (Diptera: Culicidae), dentre as quais podemos destacar a dengue, chinkugunya, zika e febre amarela que são adquiridas através da picada das fêmeas da espécie Aedes aegypti. Uma das maneiras utilizadas para prevenir estas doenças é o combate ao mosquito vetor através da utilização de inseticidas e repelentes disponíveis no mercado. Os inseticidas mais empregados são os organoclorados e os organofosforados, entretanto, causam danos ao meio ambiente e aos organismos não-alvo.  Uma alternativa para diminuir estes efeitos são produtos de origem natural, utilizando os óleos essenciais de plantas, seja como ativo principal ou coadjuvantes dos produtos sintéticos. A Lippia origanoides é um arbusto proveniente do Cerrado brasileiro, rico em óleos essenciais, com ampla utilização na medicina tradicional em desordens gastrointestinais e como antisséptico. As propriedades aromáticas marcantes do óleo essencial de suas partes aéreas, juntamente com estudos que já comprovam atividades farmacológicas em células. Nesta perspectiva, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial larvicida e repelente das partes aéreas de Lippia origanoides H.B.K com aplicação para controle do mosquito Aedes aegypti, bem como os seus componentes majoritários, timol e carvacrol e a possível potencialização do seu efeito quando complexado com β-ciclodextrina. Para tanto foi realizada uma prospecção científica e tecnológica nas bases de dados científicas PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Web of Science e Scopus, e em outras relativas à patentes e modelos de utilidade Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), do European Patent Office (EPO) e da Patentes da América Latina e Espanha (LATIPAT), para identificar os estudos e patentes desenvolvidos já realizados acerca das propriedades dos óleos essenciais como larvicida e repelente. Portanto, foram encontrados 111 artigos e apenas 8 patentes, evidenciando a necessidade do desenvolvimento de estudos direcionados a elaboração de produtos com aplicações no mercado consumidor. O OELO e seus componentes majoritários apresentaram um bom potencial larvicida com CL50 de 112,68; 85,46; 93,1 μg/mL e CL90 156,1; 107,51; 108,5 μg/mL. Os testes larvicida com o OELO, timol e carvacrol complexados à β-ciclodextrina nas mesmas concentrações demonstraram atividade superior, quando consideradas as concentrações de ativos, presentes em cada complexo. O OELO solubilizados em tween 80, a 1%, nas concentrações de 250; 500 e 1000 μg/mL apresentaram a atividade repelente 100% nas concentrações de 500 e 1000 μg/mL e de 48% para 250 μg/mL. Foram desenvolvidas seis formulações-teste com o OELO e ao final do estudo de estabilidade preliminar foram aprovadas duas formulações. As duas formulações aprovadas seguiram para o teste de atividade repelente frente ao A. aegypti e apresentaram 100% de repelência em todo o teste , assim como atividade inseticida. Portanto, pode-se concluir que o OELO, assim como os seus componentes majoritários demonstram ser promissores agentes larvicidas e repelentes no desenvolvimento de produtos naturais para atuarem no combate ao A. aegypti.

  • KALINY HENRI DA SILVA VELOSO
  • Avaliação da Atividade Antidiabética da Diosgenina Lipossomal em Modelos Animais de Diabetes
  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 31/07/2018
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  • A nanotecnologia é uma ciência de crescimento constante que visa uma tecnologia de amplo alcance. No campo da saúde traz grandes expectativas ao viabilizar tratamentos mais eficazes e com redução dos efeitos adversos. Os nanossistemas surgem neste cenário como objeto deste trabalho para o desenvolvimento de uma formulação lipossomal farmacêutica contendo a Diosgenina, uma saponina esteroidal, que tem ação hipoglicemiante. No intuito de investigar a atividade farmacológica em modelo de animais de diabetes induzido. O primeiro capítulo apresentou como objetivo realizar uma revisão sistemática sobre a Diosgenina, suas aplicações farmacêuticas, as conjunturas atuais e futuras sobre a aplicação no diabetes e suas complicações. Bases científicas como EBSCOhost, Biblioteca Virtual em Saúde, PubMed e ScienceDirect, foram utilizados, bem como as bases tecnológicas do Escritório Europeu de Patentes, Organização Mundial de Propriedade Intelectual, no Escritório Americano de Patentes e Marcas Registradas e no banco de dados Brasileiro Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Os descritores utilizados foram diosgenina, diabetes, hiperglicemia, nanossistemas, nanocarreadores, nanopartículas, lipossomas e suas correlações em Inglês e Português, com publicações de janeiro de 2007 a dezembro de 2017. A Diosgenina, molécula promissora, exibe grande aplicabilidade farmacológica para prevenção e tratamento do diabetes. O segundo capítulo apresentou como objetivo encapsular a Diosgenina em lipossomas convencionais e caracterizar quanto as suas propriedades físico-químicas e tempo de estabilidade. Os resultados obtidos apontam que é possível veicular a diosgenina em lipossomas, nanoencapsulada pelo método da hidratação de filme lipídico, na concentração de 5mg/mL. Os caracteres físico-químicos desta formulação apresentaram parâmetros viáveis para os testes in vivo. O diabetes experimental foi induzido pela administração de uma solução aquosa de aloxana a 2% injetada por via intraperitoneal, na dose única de 120 mg/kg de peso corporal. A Diosgenina Lipossomal na dose de 2,5 e 1,25 mg/kg (DL1 e DL2), foi administrada ao longo de sete dias de tratamento, após confirmação do diabetes induzido. A DL1 e DL2 demonstraram redução nos níveis glicêmicos, a partir do terceiro dia de tratamento, ao ser estatisticamente significativo em relação ao grupo diabético que recebeu solução salina, o mesmo foi observado em relação à glicosúria. Portanto, foi comprovada a atividade antidiabética da diosgenina em pequenas doses, e a nanoencapsulação viabiliza a veiculação desta saponina.

  • DANIELLE FERNANDA FERNANDES VIEIRA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTICONVULSIVANTE E ANTIOXIDANTE DO CARDANOL EM ROEDORES
  • Orientador : LUCIANO DA SILVA LOPES
  • Data: 02/07/2018
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  • As convulsões são causadas por descargas elétricas repentinas, excessivas e recorrentes das células cerebrais, causando
    um desequilíbrio no sistema oxidante e antioxidante do cérebro. A farmacoterapia é o principal suporte do tratamento
    para pacientes epilépticos, porém 30% deles estão incorretamente curados, justificando a busca de novos agentes
    terapêuticos, como produtos naturais por exemplo. O cajueiro contém em sua fruta o líquido da castanha do caju, uma
    fonte natural de fenóis como ácidos anacárdicos, cardanol, cardóis, que possuem atividades biológicas consideráveis:
    atividade moluscicida, antitumoral, antimicrobiana e antioxidante. Existem poucos estudos que avaliam o efeito do
    cardanol sobre a atividade elétrica cerebral, dessa forma, o presente estudo tem por objetivo avaliar a atividade
    anticonvulsivante e antioxidante de cardanol alquilado em modelos experimentais não clínicos, bem como investigar seu
    perfil de toxicidade aguda e os possíveis mecanismos de ação envolvidos. Os efeitos anticonvulsivantes do cardanol nas
    doses de 75, 150 e 300mg/kg, foram investigados em modelos animais de pentilenotetrazol, picrotoxina e pilocarpina. A
    maior dose do cardanol aumentou significativamente (p&lt;0,05) a latência da primeira convulsão induzida pelo
    pentilenotetrazol (PTZ), e todas as doses zeraram a porcentagem de mortalidade quando comparados com o veículo
    neste modelo. Demonstrou-se através do mecanismo de ação com o flumazenil que o cardanol atua sobre os receptores
    gabaérgicos. Os efeitos da administração aguda do cardanol foram investigados sobre parâmetros comportamentais,

    hematológicos e histológicos em camundongos Swiss machos (n=3/grupo) nas doses de 300 e 2000mg/kg i.p durante 7
    dias. O tratamento não alterou o peso corporal e não causou toxicidade ou morte nos animais. A administração do
    cardanol (2000 mg/kg) produziu uma redução significativa da atividade locomotora em camundongos no teste campo
    aberto quando comparados com o grupo controle, e um déficit significativo na coordenação motora dos animais no teste
    rota-rod. Este estudo investigou os efeitos do cardanol nos níveis de peroxidação lipídica, teor de nitrito, concentração
    de glutationa reduzida (GSH) em homogenatos cerebrais de camundongos, que foram medidos através de métodos
    espectrofotométricos e os resultados comparados com os valores obtidos do grupo controle. O tratamento com cardanol
    reduziu significativamente o nível de peroxidação lipídica e conteúdo de nitrito e aumentou os níveis de GSH no
    hipocampo e córtex frontal de camundongos.

  • SAMARA WANESSA CARDOSO SILVA
  • ATIVIDADE ANTIMICROBIANA INTRÍNSECA DA CASCA DO CAULE DE Mimosa caesalpiniifolia Benth E SEU EFEITO MODULADOR DA RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS
  • Orientador : HUMBERTO MEDEIROS BARRETO
  • Data: 29/06/2018
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  • Mimosa caesalpiniifolia Benth (Fabaceae) é uma planta nativa da Caatinga e Cerrado, encontrada em vários estados do Nordeste brasileiro, vulgarmente conhecida como sabiá, unha-de-gato e sansão-do-campo. Na medicina popular, a infusão da casca do caule desta espécie tem sido utilizada no tratamento de bronquites, enquanto que o decocto da casca do caule vem sendo utilizada para estancar sangramentos e lavagem de feridas. Diversos estudos farmacológicos têm comprovado que M. caesalpiniifolia possui atividade antimicrobiana, antioxidante, antigenotóxica, entre outras. O presente estudo teve como objetivos avaliar a atividade antimicrobiana intrínseca da fração diclorometano obtida da casca do caule de M. caesalpiniifolia, bem como avaliar seu efeito na atividade de diferentes antibióticos contra cepas de Staphylococcus aureus resistentes a fluoroquinolonas devido a superexpressão de bombas de efluxo. Foram realizados ensaios de microdiluição para determinação da concentração inibitória mínima (CIM) contra diferentes microrganismos. Os resultados indicaram que a fração diclorometano apresentou atividade antimicrobiana moderada contra a maioria das cepas de S. aureus testadas (128 µg/mL) e uma fraca atividade antifúngica contra Candida albicans (512 µg/mL). Por outro lado, a fração não apresentou atividade contra Escherichia coli (CIM ≥ 1024 µg/mL). Para avaliação do efeito modulador da resistência bacteriana, as concentrações inibitórias mínimas dos antibióticos Norfloxacina. Ciprofloxacina e Brometo de Etídio contra a cepa S. aureus SA1199-B, superprodutora da bomba de efluxo NorA, foram determinadas na ausência e na presença de concentrações subinibitórias da fração diclorometano. Os resultados evidenciaram que a fração diclorometano foi capaz de reduzir a concentração inibitória mínima da Norfloxacina e da Ciprofloxacina contra esta linhagem. Um efeito modulador semelhante foi verificado quando os antibióticos foram substituídos pelo Brometo de Etídio, indicando que o efeito modulador apresentado pelo produto testado pode estar relacionado com a inibição de NorA.  Resultados semelhantes foram verificados para Tetraciclina contra a linhagem de S. aureus que superexpressa tetK, bem como para o Brometo de Etídio contra a linhagem de S. aureus que superexpressa qacC. Por outro lado, o ácido betulínico isolado   não apresentou atividade antimicrobiana intrínseca e nem atividade moduladora da resistência aos antibióticos. Estes resultados indicam que M. caesalpiniifolia é uma fonte de compostos moduladores da resistência a fluoroquinolonas, Tetraciclina e Brometo de Etídio em S. aureus, provavelmente pela inibição das bombas de efluxo NorA, TetK, QacC, respectivamente. Tais fitoquímicos poderiam ser utilizados em associação com a Norfloxacina ou com a Ciprofloxacina no tratamento de infecções ocasionadas por cepas de S. aureus multirresistentes.

  • LEONARDO GUEDES RODRIGUES
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIDEPRESSIVO DO CARDANOL EM MODELOS ANIMAIS DE DEPRESSÃO
  • Orientador : LUCIANO DA SILVA LOPES
  • Data: 29/06/2018
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  • A depressão é prevalente seguindo frequentemente, um curso crônico e/ou recorrente.Anacardium
    occidentaleLinn (caju) é um membro da família Anacardiaceae, esta fruta é composta por alguns importantes
    componentes como o ácido anacárdico, o Cardol e o Cardanol (LCC). O estudo teve como objetivo verificar o possível
    efeito antidepressivo do Cardanol em modelos animais e esclarecer seu provável mecanismo de ação sobre as desordens
    depressivas induzidas com/sem Lipopolissacarídeo (LPS). Inicialmente foi elaborada uma revisão de literatura
    envolvendo as propriedades do LCC com interesse terapêutico para constatar que estudos do Cardanol como
    antidepressivo são inovadores. As bases de dados pesquisadas foramScielo,PubMedeScienceDirectcom os descritores
    “Líquido da casca da castanha do Caju”, “Cardanol”, “Antidepressivo” e “Sistema Nervoso Central”. A partir destes
    foram encontrados 473 artigos nas bases de dados, dos quais 38 foram do Scielo (SciELO - Scientific Electronic Library
    Online), 124 artigos do Science Direct e 311 do PubMed, sendo após uma triagem utilizados 48 artigos. Para as análises
    de modelo experimental foram utilizados camundongosMus musculus da linhagemSwiss,albinos, machos, aprovados e
    cedidos pelo Comitê de Ética em Pesquisa junto com o Biotério Central da UFPI (Teresina – PI) sob nº 281/17. A
    primeira etapa foi realizada com 72 animais, divididos em 2 grupos (campo aberto e rota rod), onde cada grupo teve 18
    animais organizados em 3 subgrupos com 6 animais cada (veículo, Cardanol 50 mg e Fluoxetina 10 mg). Os animais
    foram tratados por gavagem durante 28 dias e no 28° dia foram obtidos os resultados de que o Cardanol não alterou a
    ALE dos animais. Os resultados foram tabelados e a estatística feita através do teste ANOVA one way considerando p &lt;

    0,005. Após isso, foi feita uma segunda etapa de testes com LPS, utilizando 144 animais, divididos em quatro grupos
    (campo aberto, rota rod, nado forçado e suspensão pela cauda) organizados em 6 subgrupos com 6 animais cada
    (veículo, Cardanol 25 mg com LPS, Cardanol 50 mg com LPS, Cardanol 75 mg com LPS e a Fluoxetina 10 mg com
    LPS). Os animais também foram tratados durante 28 dias e no 28° dia foi administrado LPS I.P. e foram feitos os testes
    comportamentais. Estes resultados sugerem que a administração do Cardanol na dose de 50 mg exerce um efeito
    antidepressivo em camundongos. Os resultados estatísticos foram através do teste ANOVA one way considerando p &lt;
    0,005. Por fim, foram realizados os testes neuroquímicos em hipocampos de camundongos como TBARS, produção de
    nitrito, catalase, superóxido dismutase e glutationa reduzida. Cardanol reduziu o nível de peroxidação lipídica e o
    conteúdo de nitrito demonstrando potencial efeito antioxidante para atuar como agente neuroprotetor cerebral (p&lt;
    0,005). Assim, o uso do Cardanol como antidepressivo para o SNC associado às análises de parâmetros
    comportamentaise antioxidantespodem contribuir para que novos estudos envolvendo outras substâncias a partir de
    compostos naturais sejam feitos a fim de descobrir novas substâncias para tratamentos de depressão.

  • JÔNATAS FERNANDES DA SILVA
  • Avaliação da capacidade toxicogenética da antraquinona marinha hirsutatina a
  • Orientador : FELIPE CAVALCANTI CARNEIRO DA SILVA
  • Data: 28/06/2018
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  • O grupo de substancias hirsustatina foi isolado inicialmente em 2005, juntamente com outros compostos, onde, inicialmente, os estudos com estas substancias mostraram que algumas delas apresentavam função antiparasitária no tratamento contra a malária. Diversos agentes parasitários já foram descritos com potencial ação anticancerígena, devido aos seus efeitos altamente tóxicos. Nesse sentido o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial toxico, citotóxico e mutagênico da hirsutatina.  Os[f1]  resultados obtidos a partir da exposição dos náuplios das artêmias a ação da hirsutatina a nos períodos de 24 e 48 horas, demonstram que a mesma possui elevada toxicidade, A atividade antimitótica foi avaliada utilizando o modelo de meristema de raiz de Allium cepa, O tratamento com hirsutatina a apresentou mudanças significativas no índice mitótico das raízes, quanto maior a dose testada maior foi a inibição ocasionada, demonstrando atividade dependente da concentração utilizada. O presente estudo também demonstrou que todas as concentrações da hirsutatina a apresentaram efeito citotóxico nas células de S180 conforme revelado pelo ensaio MTT, A genotoxicidade da hirsutatina a também foi avaliada no estudo através do ensaio de cometa, através dos resultados obtidos observou-se que a genotoxicidade da hirsutatina a pode estar associada a processos de estresse oxidativo. Através das avaliações realizadas no teste de CBMN, pode-se supor que os possíveis mecanismos de morte celular correlacionados com a hirsutatina são provocados por danos ao material genético das células. Os resultados dessa avaliação demonstram a necessidade de uma avaliação mais ampla da capacidade antitumoral dessa substância, porem a mesma se mostrou promissora para eventuais formulações antitumorais no futuRO.

  • KARÍCIA LIMA DE FREITAS BONFIM
  • ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM PACIENTES COM DOENÇA DE ALZHEIMER.
  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 08/06/2018
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  • Pacientes com doença de Alzheimer possuem vários fatores de risco, dentre eles a alteração da memória,
    da funcionalidade, dentre outros, que influenciam e compremetem, consequentemente, a adesão
    medicamentosa. O perfil farmacológico do tratamento das síndromes demenciais é responsável pela
    maior susceptibilidade às interações medicamentosas, uma vez que esse pode afetar sensivelmente tanto
    a farmacocinética como a farmacodinâmica da maioria dos fármacos. O objetivo do presente trabalho é
    avaliar a adesão e as interações medicamentosas em pacientes com a terapia para doença de Alzheimer.
    Delineamento transversal analítico, desenvolvido na Farmácia de Medicamentos Especializados,
    localizada na cidade de Teresina, no período de maio a agosto de 2017. A amostragem foi não
    probabilística, do tipo por conveniência e incluiu 305 representantes ou cuidadores dos pacientes que
    compareceram ao serviço da farmácia para recebimento de medicamentos e que tinham conhecimento
    sobre a rotina do paciente com doença de Alzheimer. Os dados foram analisados por meio do software
    IBM® SPSS® e foram calculadas estatísticas uni e bivariadas. Os pacientes com doença de Alzheimer
    apresentaram média de idade de 80,7 anos. O tempo médio de diagnóstico de Alzheimer dos pacientes
    foi de 5,3 anos. O principal medicamento prescrito foi a Donepezila e outros problemas de saúde foram
    apresentados por 74,4% dos pacientes. A maioria dos pacientes apresentou capacidade menos funcional
    (38,4%) para as atividades básicas e era dependente total (32,5%) para as atividades instrumentais. A
    presença de sintomas depressivos foi verificada em 37,4% dos pacientes. A baixa adesão medicamentosa

    foi de 13,1% conforme Teste de Morisky-Green e foi de 92,5% na avaliação do Brief Medication
    Questionnaire, para a qual foram identificadas barreiras de crenças (93,1%), de recordação (90,8%) e de
    regime (57,4%). A prevalência global de interações medicamentosas foi alta (51,1%), sendo identificadas
    principalmente em pacientes com Alzheimer em uso de rivastigmina (58,6%), seguido da galantamina
    (50,9%) e donepezila (49,0%). Interações com a terapia utilizada para o Alzheimer foram verificadas,
    principalmente, com medicamentos que atuam no sistema nervoso (43,9%). A avaliação da adesão e das
    interações medicamentosas com a terapia de pacientes com doença de Alzheimer permitiu melhor
    compreensão sobre o problema, uma vez que o desenho do estudo propiciou medidas válidas de
    avaliação e verificação de associações entre essas variáveis e outras pertinentes ao estudo. Os dados
    obtidos nesta pesquisa servirão de base para reforçar a necessidade de acompanhamento farmacêutico e
    de outros profissionais da saúde aos pacientes ambulatoriais com doença de Alzheimer, bem como para
    fornecer orientações específicas sobre o tratamento medicamentoso, dentre outras e consequentemente
    melhorar a qualidade de vida desse público-alvo.

  • SUYANNE KÁSSIA SOARES PEREIRA
  • Atividades farmacológicas de um composto isolado de Jatropha mutabilis (Pohl) Baill na terapia da doença de Alzheimer
  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 30/05/2018
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Jatropha mutabilis (Pohl) Bail (Euphorbiaceae) é uma planta nativa do Brasil, conhecida popularmente como
    “pinhão de seda” e encontrada particularmente na região da caatinga do Brasil. A 8-C-β-D-glicosilapigenina
    denominada vitexina (Vix) é um flavonoide que pode ser isolado das folhas desta espécie e apresenta amplo
    estudo na literatura. Nesta pesquisa corroboramos com estes estudos através de testes in vitro qualitativo e
    quantitativo da enzima acetilcolineterase (AChE) seguindo o método de Elman adaptado pro Rhee. A
    vitexina apresentou significativa atividade inibidora da (AChE), enzima que hidrolisa o neurotransmissor
    acetilcolina nas sinapses nervosas, que sugere a possível aplicação desse flavonoide em doenças que
    apresentam, em seu processo fisiopatológico, uma redução dos níveis de acetilcolina, como é o caso da
    doença de Alzheimer (DA). A DA é neurodegenerativa, irreversível e progressiva é um distúrbio neural mais
    prevalente associado à demência e que atinge principalmente idosos, apesar de não ter cura, o uso de
    fármacos inibidores da AChE é um tratamento que tem sido bastante eficaz em diminuir os sintomas dessa
    doença. Nesse contexto, este estudo objetivou avaliar a atividade inibitória da vitexina, frente á enzima
    AChE e também avaliar o seu efeito sobre a memória de camundongos swiss, utilizando o teste
    comportamental de novo reconhecimento de objeto. A Vix apresentou CI 50 = 88,38 μg/mL para inibição da
    AChE in vitro. No novo teste de reconhecimento de objeto a Vix apresentou efeitos satisfatórios em
    atividades locomotoras ALE e rearing na maior dose 30 mg/kg, quando comparado com o controle negativo.

    E apresentou atividades exploratórias para avaliar a memória de reconhecimento dos camundongos, do qual
    os animais testados com a Vix se lembraram do primeiro objeto igual ao treino e reagiu diante do novo
    aquele que não conhecia, onde a maiores doses de 10 e 30 mg/kg apresentaram melhor resultado em
    relação ao controle negativo. Portanto, os resultados obtidos foram promissores na continuação de novos
    estudos focados na terapia da DA.

  • ERIKA ALVES BEZERRA
  • Avaliação das atividades antioxidante, citotóxica, antileishmania e imunomoduladora do extrato hidroalcoólico, fração acetato de etila e compostos isolados das flores de Platonia insignis Mart.
  • Orientador : DANIEL DIAS RUFINO ARCANJO
  • Data: 01/03/2018
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  • As leishmanioses afetam mais de 12 milhões de pessoas em todo o mundo, com cerca de 3 milhões de novos casos a cada ano. As
    terapias de escolha para o seu tratamento são limitadas, apresentam efeitos tóxicos e contribuem para a resistência do parasita. A
    procura por novos compostos com ação terapêutica nos direciona para o conhecimento sobre princípios ativos de plantas. A espécie
    Platonia insignis Mart. (&quot;bacurizeiro&quot;) tem demonstrado ser uma alternativa promissora ao tratamento de diversas enfermidades,
    por ser rica compostos ativos com propriedades antitumoral, anti-inflamatória, antioxidante, anticonvulsivante, citotóxica e
    antileishmania. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade citotóxica, antioxidante, antileishmania e imunomoduladora
    do extrato hidroalcoólico (EHPi), fração acetato de etila (FAcOEt) e compostos isolados das flores de P. insignis. Para avaliação da
    citotoxicidade in vitro de EHPi, FAcOEt, mistura de biflavonas (MB) e garcinielliptona FC (GFC), foram realizados os ensaios do
    MTT em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c, o de atividade hemolítica em eritrócitos de carneiro e antioxidante in
    vivo em leveduras de S. cerevisiae. Constatou-se que a GFC foi a substância que apresentou o maior potencial citotóxico sobre os
    macrófagos murinos, com CC 50 =45,20 μg/mL e a FAcOEt o menor, com CC 50 =134,28 μg/mL, enquanto que a MB e o EHPi
    apresentaram valores de CC 50 intermediários, 81,77 e 159,68 μg/mL respectivamente. Os compostos não apresentaram atividade
    hemolítica em nenhuma das concentrações analisadas. O EHPi e a FAcOEt possuem atividade antioxidante independente da
    concentração. Para avaliação da viabilidade celular sobre as formas promastigotas, ultilizou-se o método colorimétrico da
    resazurina. A GFC apresentou o maior poder de redução da viabilidade de formas promastigotas (IC 50 =45,19 μg/mL) e amastigotas
    (IC 50 =8,48 μg/mL) de L. amazonensis. Para formas promastigotas, a FAcOEt, o EHPi e MB apresentaram IC 50 de 23,05, 30,80 e
    45,71 μg/mL, reespectivamente. O EHPi (30 μg/mL) e a FAcOEt (60 μg/mL) reduziram estatisticamente a infecção de macrófagos,
    porém não foram capazes de reduzir a infectividade quando comparados ao controle (Anf B). Na avaliação dos mecanismos de
    imunomodulação de macrófagos, o EHPi, a FAcOET e a MB, mas não a GFC, promoveram aumento da atividade lisossomal,
    enquanto a FAcOET, a MB e a GFC foram capazes de promover aumento da capacidade fagocítica e da produção de nitrito.
    Portanto, conclui-se que a GFC apresenta significativo potencial antileishmania, demonstrado pela maior seletividade para o
    parasito, indicando uma menor citotoxicidade para macrófagos e eritrócitos. O EHPi, a FAcOEt e a MB podem ser utilizados como
    uma terapia de suporte à quimioterapia convencional antileishmania, pois demonstraram ser proponentes imunoestimuladores que
    auxiliariam no combate ao parasito.

  • ELVILENE DE SOUSA COELHO
  • Emulgel Tópico à base de Anfotericina B com manteiga de bacuri (Platonia Insignis Mart.) para o tratamento da leishmaniose cutânea: estudos in vitro e in vivo.
  • Orientador : ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
  • Data: 27/02/2018
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  • A leishmaniose é considerada uma doença infecciosa, com alta incidência e com capacidade de produzir deformidades, onde a forma cutânea é a mais disseminada. O tratamento preconizado pela OMS é agressivo e muito tóxico tornando assim o tratamento tópico uma alternativa promissora e menos agressiva. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e caracterizar uma formulação tópica de anfotericina B (AmB) com manteiga de bacuri (Platonia insignis Mart.) e avaliar a sua ação antileishmania utilizando estudos in vitro. As formulações desenvolvidas foram avaliadas quanto às características organolépticas, resistência à centrifugação, tamanho das gotículas, pH, condutividade elétrica, viscosidade, espalhabilidade, teor, estabilidade preliminar, ensaio de liberação in vitro, avaliação da atividade antileishmania das formas promastigotas de L. major, citotoxicidade sobre macrófagos, Índice de Seletividade (IS) e atividade antileishmania in vivo foi avaliada em camundongos BALC/c machos e fêmeas. No estudo in vivo, após desenvolvimento das lesões leishmanióticas, os camundongos foram divididos em quatro grupos (n=6). Os animais foram tratados duas vezes ao dia, durante quinze dias consecutivos. Os animais tratados com o produto desenvolvido apresentaram redução significativa das lesões (nódulos e úlceras) característicos da doença, assim como da carga parasitária, em comparação aos animais do controle negativo. Diante das análises laboratoriais, observou-se ausência de sinais de nefrotoxicidade e hepatotoxicidade, bem como, de anemia, o que indica não haver agressão medular e nem danos à eritropoiese. Conclui-se que foi obtido emulgel de ação tópica, à base de Anfotericina B e manteiga de bacuri (Platonia insignis Mart.) inovador, para o tratamento da leishmaniose cutânea, de modo a reduzir os efeitos tóxicos promovidos pelos tratamentos convencionais.

  • JOSE VICTOR DE OLIVEIRA SANTOS
  • AVALIAÇÃO TOXICOGENÉTICA DO Ω-HIDROXIEMODINA ISOLADA DE FUNGOS ENDOFÍTICOS DE ALGAS MARINHAS PARA FORMULAÇÕES ANTITUMORAIS
  • Data: 26/02/2018
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  • O câncer é uma patologia genética que tem como base as alterações ao material genético que podem culminar em
    mutações, principalmente em genes envolvidos no ciclo de divisão celular. A busca por novos fármacos ainda é alternativa
    para as terapias do câncer, uma vez que ainda existem controvérsias sobre os efeitos dos quimioterápicos em células não
    tumorais. Assim, os estudos com metabólitos de fungos derivados de algas marinhas continuam a ser uma fonte prolífica
    de compostos bioativos devido suas diversas propriedades farmacológicas. O estudo teve por objetivo a avaliação
    toxicogenética e antitumoral da ω-hidroxiemodina obtida do fungo Penicillium critrinum isolado da alga marinha
    Dichotomaria marginata, com aplicação de biomarcadores citogenéticos. A citotoxicidade, toxicidade e mutagenicidade da
    ω-hidroxiemodina foi avaliada nas concentrações de 1,7; 3,4 e 6,9 µM/mL em Artemia salina e Allium cepa, tendo como
    controle positivo o sulfato de cobre (6,9 µM/mL). Estudos de atividades antitumorais foram feitos em células de Sarcoma
    180, linhagens leucêmicas, adenocarcinoma gástrico, melanoma e fibroblastos de pulmão. Em Sarcoma 180 foram
    avaliados os parâmetros citogenéticos indicativos de genotoxicidade, mutagenicidade e apoptoses com aplicação dos testes
    cometa e de micronúcleos com bloqueio de citocinese. A CL50 em 24 h em A. salina foi de 4,6 µM/mL e em 48 h de 3,6
    µgM/mL. A elevada toxicidade observada em náuplios de A. salina assim como a inibição concentração dependente de
    mitose em A. cepa apontam apenas para toxi/citotoxicidade da ω-hidroxiemodina, fato que contribui para a não
    significância das alterações cromossômicas e formação de micronúcleos em meristemas de raízes de A. cepa. A CI50 da ω-
    hidroxiemodina foi de 6,068 µM/mL (Sarcoma 180), 16,55 µm/mL (linhagens leucêmicas), 2,93 µM/mL (adenocarcinoma
    gástrico), 4,51 µM/mL (melanoma) e 12,99 µM/mL (fribroblastos de pulmão). Mecanismos citogenéticos podem ser
    sugeridos para Sarcoma 180, tais como indução de genotoxicidade, alterações nucleares do tipo broto, pontes
    nucleoplasmáticas e micronúcleos, bem como por morte celular (apoptose e necrose) com baixos índices de divisão
    nuclear, com e sem morte celular. Os dados sugerem que a ω-hidroxiemodina apresenta mecanismos citogenéticos
    indicativos de compostos antitumorais, a exemplo da doxorrubicina e pode ser testada em formulações farmacêuticas para a

    terapia oncológica.

  • ROBERTA CARDOSO MELO
  • APLICAÇÃO DE BIOPOLÍMERO DE ADENANTHERA PAVONINA EM FORMULAÇÕES COSMÉTICAS FOTOPROTETORAS.
  • Orientador : MARCILIA PINHEIRO DA COSTA
  • Data: 26/02/2018
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  • Um dos aspectos mais relevantes no desenvolvimento de produtos cosméticos de acordo com as tendências globais é a utilização de matérias-primas naturais. A aplicação de biopolímeros espessantes, como as galactomananas, em cosméticos pode influenciar as características intrínsecas da formulação modificando suas propriedades de fluxo, estabilidade e aplicabilidade. As galactomananas podem, por tanto, otimizar de forma considerável formulações cosméticas. O objetivo deste trabalho foi obter e caracterizar formulações com propriedades fotoprotetoras, utilizando as galactomananas obtidas do endosperma de sementes de Adenanthera pavonina L. Inicialmente o estudo perpassou por uma prospecção científica e tecnológica sobre a espécie vegetal estudada. Posteriormente, a galactomanana foi extraída e purificada e caracterizada por FTIR, DRX, potencial zeta, análises térmicas e estudos de fotoestabilidade. Além disso, estudos de toxicidade do biopolímero foram realizados com o bioensaio em microcrustáceo Artemia salina, além da atividade antioxidante in vitro. O biopolímero não apresentou toxicidade frente ao ensaio, e foi confirmada sua atividade antioxidante. Após os estudos de caracterização do biopolímero foram preparadas formulações fotoprotetoras que passaram por testes de centrifugação e estresse térmico. Após estas análises, quatro formulações foram selecionadas para caracterização físico-química, análise de FPS invitro e análises de estabilidade ciclo gela-degela. As formulações que utilizaram o polímero como excipiente apresentaram FPS entre 15 e 21, boas características de coesão, adesão e boa espalhabilidade. Sendo assim, concluiu-se que a galactomanana das sementes de A. pavonina L. é um promissor agente polimérico natural para formulações cosméticas fotoprotetoras.

  • AG-ANNE PEREIRA MELO DE MENEZES
  • BIOMONITORAMENTO TOXICOGENÉTICO EM SANGUE PERIFÉRICO DE PACIENTES COM GASTRITE EM TERAPIA COM OMEPRAZOL
  • Data: 26/02/2018
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  • A gastrite é uma infiltração na parede do estômago, devido ao desequilíbrio entre os agentes lesivos (ácido clorídrico e
    pepsina). Os principais fármacos de escolha no tratamento de patologias associadas aos efeitos do ácido gástrico incluem
    os inibidores da bomba de prótons (IBP’s) que promovem um bloqueio eficaz da secreção ácida basal. Porém os IBP’s
    estão associados com algumas alterações patológicas, pois esses fármacos são de uso prolongado e intermitente, o que
    pode acarretar em alguns danos genotóxicos e/ou efeitos carcinogênicos. O presente estudo teve por objetivo avaliar os
    efeitos do omeprazol associados à morte celular e monitorar seus efeitos toxicogenéticos em terapias clínicas de
    pacientes com gastrite. Para os estudos de toxicogenética clínica com aplicação da versão alcalina do ensaio cometa,
    bem como dosagem de perfil antioxidante endógeno, 132 pacientes foram distribuídos nos grupos sem gastrite (26
    pacientes); com gastrite (26 pacientes); com gastrite infectados com Helicobacter pylori (16 pacientes); sem gastrite em
    terapia com omeprazol (22 pacientes); com gastrite em terapia com omeprazol (26 pacientes); com gastrite e H. pylori
    em terapia com omeprazol (16 pacientes). Os estudos apontaram que o omeprazol apresenta efeitos controversos, pois
    pode prevenir a morte celular e ter capacidade apoptótica. O omeprazol induziu danos genotóxicos e apoptoses em
    pacientes com gastrite na presença e na ausência do H. pylori, entretanto, os danos ao DNA em linfócitos dos pacientes
    foram significantemente aumentados na terapia com omeprazol. Também foi observado aumento de catalase e
    superóxido dismutase, bem como de peroxidação lipídica e aumento de nitrito. Correlações positivas foram evidenciadas
    entre os biomarcadores citogenéticos, bem como entre o tabagismo, exercício físico e exposição a químicos com os
    danos ao DNA e com apoptose. Os dados apontam que o omeprazol induz danos oxidativos, especialmente por
    peroxidação lipídica e por aumento de nitrito, que mesmo com aumento de defesas antioxidantes ainda levam a apoptose
    e instabilidade genética por genotoxicidade. Assim, oestudo aponta a necessidade de biomonitoramento clínico da

    terapia com omeprazol.

    .

  • FELIPE EMANNUEL ALVINO DE JESUS
  • AVALIAÇÃO TOXICOGENÉTICA DO COMPOSTO TELURANA RF07 EM ENSAIOS NÃO CLÍNICOS
  • Orientador : JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
  • Data: 23/02/2018
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  • Na última década surgiu um crescente interesse no estudo de compostos de telúrio como agentes quimioterápicos devido aos seus efeitos na angiogênese, na citotoxicidade de várias linhagens de células de câncer e na indução da apoptose em células humanas HL-60. Dentre os organometais a base de Telúrio, tem-se a Telurana RF-07. Porém os efeitos genotóxicos desse composto na terapia do câncer ainda são desconhecidos, por conta disto é relevante buscar ensaios que avaliem o efeito do uso da Telurana RF07 a nível celular em diferentes sistemas teste, para entender melhor quais os possíveis riscos da exposição a esta substância. A maioria dos agentes quimioterápicos atuam de forma não especifcia sobre células neoplásicas, atigindo também as células normais, o que resulta em reações em todo o organismo. Os efeitos adversos mais estudados estão relacionados à ação sobre a proliferação celular, como: toxicidade hematológica (anemia, plaquetopenia e leucopenia), gastro-intestinal (náuseas, mucosite, vômitos e diarréia), alopecia, lesões de pele, insuficiência renal e hepática e cardiotoxicidade. Além disso, estas drogas apresentam uma janela terapêutica estreita no sentido em que a dose terapêutica é muito próxima da dose tóxica para diversos órgãos. Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga. A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada. Por isso, a comparação de paremetros bioquimicos e hematologicos de animias não tratatos com o composto telurana RF07 e os tratados, é relevante para a observação do seu reflexo no organismo completo. O possível uso do composto Telurana RF07 na terapia do câncer reforça a necessidade de conhecimentos sobre seus efeitos genotóxicos. A escassez de estudos sobre a genotoxicidade da Telurana RF07 leve o presente estudo ao objetivo de avaliar o potencial citotóxico, mutagênico e antioxidante do composto otimizando seu uso na terapêutica.

  • ANTONIO LIMA BRAGA
  • AVALIAÇÃO TOXICOGENÉTICA DO OMEPRAZOL EM ESTUDOS NÃO CLÍNICOS
  • Data: 22/02/2018
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  • O omeprazol (OME) é considerado o mais rápido inibidor da bomba de prótons usado em terapias gástricas. Entretanto, os seus efeitos adversos em relação am material genético ainda são pouco conhecidos. O objetivo da pesquisa foi de avaliar os efeitos toxicogenéticos do omeprazol em estudos não clínicos in vivo e in vitro; e o possíveis efeitos moduladores da associação do palmitato de retinol e ácido ascórbico frente aos danos induzidos ao material genético de Saccharomyces cerevisiae, de linhagem celular de Sarcoma – 180, Allium cepa e em Mus muscullus com aplicação de biomarcadores citogenéticos. Em S. cerevisiae e Sarcoma 180, as concentrações de omeprazol utilizadas foram de 10, 20 e 40 µg/mL. O palmitato de retinol e o ácido ascórbico foram usados nas concentrações de 100 UI/mL e 2,0 µM, respectivamente.  Nos tratamentos em Mus musculus, as doses do omeprazol foram de 10, 20 e 40 mg/kg e de 100 UI/kg para o palmitato de retinol e 2,0 µM/Kg. O omeprazol induziu significantes danos oxidativos, em linhagens de S. cerevisiae e toxicogenéticos (micronúcleos, pontes citoplasmáticas, brotos nucleares, apoptose e necrose) e genotóxicos (danos nucleares) em Sarcoma 180, assim como induziram efeitos mutagênicos, citotóxicos, e genotóxicos em células de Allium cepa, de sangue periférico e de medula óssea de camundongos. Entretanto, o palmitato de retinol e ácido ascórbico apresentaram efeitos antioxidantes, antigenotóxicos e antimutagênicos frente aos danos induzidos pelo omeprazol nas células em estudo. Estes dados demonstram que o omeprazol induz instabilidades genéticas em células eucarióticas, incluído as tumorais. Entretanto, os danos citogenéticos relatados podem ser modulados em terapias com suplementação de vitaminas antioxidantes, como alternativas para a prevenção de riscos para desordens neoplásicas. 

  • NÁRCIA MARIANA FONSÊCA NUNES
  • DETERMINAÇÃO DE IMPACTOS CELULARES E SISTÊMICOS DE ADITIVOS ALIMENTARES DE AROMA E SABOR USANDO MODELOS LABORATORIAIS in vitro E in vivo: ENFOQUE TOXICOLÓGICO, FISIOLÓGICO E NUTRICIONAL
  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 19/02/2018
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  • Os aditivos alimentares apresentam importância tecnológica na indústria de alimentos. Contudo, há
    poucas pesquisas quanto às propriedades toxicológicas em nível celular e sistêmico. Diante disto, o
    objetivo desse estudo foi avaliar a atividade citogenotóxica in vitro de aromas alimentares sintéticos
    idênticos ao natural, identificar os constituintes do aromatizante de manteiga e alterações toxicológicas in
    vivo. Para tanto, uma revisão de literatura foi realizada a respeito do uso, legislação, bem como os riscos
    de classes de aditivos utilizando banco de dados, avaliação da citogenotoxicidade em células de Allium
    cepa e tumorais humanas (ensaio MTT) e em culturas primárias de células mononucleares do sangue
    periférico (PBMC) e murinos com o ensaio de Alamar blue dos aromas sabor de manteiga, queijo cheddar
    e cebola. Por fim, caracterização do AM por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa
    (CG-MS) e avaliação da citotoxicidade frente à Artemia salina e em células normais humanas de
    fibroblasto de pulmões (MRC-5) por Alamar blue, seguidos do estudo toxicológico em dose única
    observando parâmetros gerais de comportamento por screening hipocrático, taxa de letalidade e
    estimativa da DL 50 , assim como avaliação da atividade exploratória, coordenação motora e ansiedade por
    meio dos testes de campo aberto, barra giratória e labirinto em cruz elevada. Foi possível constatar um
    considerável número de publicações mostrando as diversas formas de uso, legislações nacional e
    internacional e atividades toxicológicas em nível celular e sistêmico das principais classes de aditivos. Os
    aromas sabor de manteiga, queijo cheddar e cebola demonstraram efeito citogenotóxico com diferenças
    significativas quando comparado ao controle em todos os testes (p&lt;0,05). Os resultados por CG-MS
    demonstraram que os constituintes presentes no AM foram butanoato de etila (97,75 %), 2,3-butonadiona
    (1,51%), Ácido butanoico (0,39%) e hexanoato de etila (0,35%). Em 24 horas o AM revelou CL50
    14,7(13,7-15,7) mg/mL revelando-se não citotóxico aos náuplios. Na avaliação da atividade citotóxica de

    MRC-5 observou-se CI 50 &gt;50 μg/mL, revelando atóxico às células. Na toxicidade aguda in vivo, observou-
    se morte em todas as doses testadas, incluindo-se a amostra na categoria 3 de acordo a Globally
    Harmonised System (GHS) e OECD. Os resultados do screening hipocrático mostraram à ausência de
    mortalidade no 1º dia analisado e presença de sinais clínicos sugestivo de toxicidade, e nos ensaios
    comportamentais alterações comportamentais exploratórias e motoras. Na analise do efeito do AM no
    trato gastrointestinal observou-se aumento percorrido pelo carvão ativado e consequentemente
    diminuição do peso relativo (p&lt;0,05). É interessante destacar que nenhuma investigação anterior avaliou
    a segurança desse aromatizante em modelos animais ou nos modelos in vitro aqui utilizados. Assim, ao
    estimar a DL 50 e determinar a toxicidade sistêmica, criou-se condições essenciais para o desenvolvimento
    de novos trabalhos sobre as propriedades toxicológicas e antinutricionais dos aromatizantes.

2017
Descrição
  • LEONARDO DA ROCHA SOUSA
  • ASSOCIAÇÃO DO PALMITATO DE RETINOL E ÁCIDO ASCÓRBICO FRENTE AOS DANOS TOXICOGENÉTICOS DE ANTINEOPLÁSICOS EM DIFERENTES SISTEMAS TESTES
  • Orientador : JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
  • Data: 22/09/2017
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  • O câncer é uma neoplasia com altos níveis de morbidade/mortalidade. O uso de antioxidantes durante a quimioterapia ainda apresenta controvérsias, devido aos riscos de modular a eficácia das terapias oncológicas. O objetivo do estudo foi verificar os possíveis efeitos da associação entre o palmitato de retinol e o ácido ascórbico diante dos danos toxicogenéticos de antineoplásicos em Saccharomyces cerevisiae, Allium cepa, Artemia salina e Mus musculus com aplicação de biomarcadores citogenéticos e análises hematológicas e bioquímicas. O palmitato de retinol (100 UI/ml) em co-tratamento com o ácido ascórbico (2 µM/ml) foi testado frente a ciclofosfamida (20 µg/ml), doxorrubicina (2 µg/ml) e esquema AC (20/2 µg/ml) em S. cerevisiae, A. cepa e A. salina. As doses em Mus musculus foram: ácido ascórbico (2 µM/kg); palmitato de retinol (100 UI/kg); ciclofosfamida (20 mg/kg); doxorrubicina (2 mg/kg) e esquema AC (20/2 mg/kg). Em S. cerevisiae os danos oxidativos citoplasmáticos e mitocondriais induzidos pelos antineoplásicos foram significantemente modulados pela associação entre os antioxidantes, assim como os efeitos tóxicos e citotóxicos em A.cepa e A. salina, bem como os efeitos mutagênicos em A.cepa. Em Mus musculus a associação do palmitato de retinol com o ácido ascórbico diminuiu significantemente o índice e a frequência de danos ao DNA bem como os efeitos aneugênicos e/ou clastogênicos e citotóxicos em células não neoplásicas de medula óssea e sangue periférico. As alterações bioquímicas e hematológicas induzidas pelos antineoplásicos também foram minimizadas. Os dados apontam que a associação dos antioxidantes em estudo apresenta significantes efeitos antitóxicos/anticitotóxicos, antigenotóxicos e antimutagênicos protegendo os organismos de instabilidades genéticas. Entretanto, esses efeitos, se observados em células tumorais podem comprometer a eficácia das terapias oncológicas, pela modulação toxicogenética dos mecanismos antitumorais dos antineoplásicos

  • PRISCILA DE SOUSA VIEIRA
  • Avaliação do potencial cicatrizante de formulações de uso tópico contendo (-)-α-bisabolol no modelo experimental de ferida cutânea em camundongos.
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 28/06/2017
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  • As feridas são caracterizadas por danos na epiderme, podendo levar a exposição das camadas internas dos tecidos. O processo de cicatrização de feridas é dinâmico e consiste em fases contínuas, sobrepostas e precisamente programadas. O uso de produtos naturais para tratamentos dermatológicos é crescente e podem ser destacados os de ação tópica incorporados nas formas farmacêuticas a base de polímeros, uma vez que permitem o restabelecimento da integridade da pele após possíveis agressões. Assim, (-)-α-bisabolol tem apresentado resultados promissores em distúrbios inflamatórios e utilizado em formulações farmacêuticas/cosméticas de uso tópico no tratamento de afecções de pele. O presente estudo teve por objetivo investigar o efeito cicatrizante in vivo de formulações tópicas contendo o (-)-α-bisabolol no modelo de ferida cutânea experimental em camundongos. Este trabalho foi estruturado em quatro capítulos. O Capítulo I trata de uma revisão bibliográfica sobre as atividades do composto (-)-α-bisabolol, por meio do levantamento de artigos científicos e nos bancos de patentes nacionais e internacionais. Do ponto de vista científico, foi possível constatar um extenso número de publicações no que se refere à suas propriedades farmacológicas como: antimicrobiana, gastroprotetora, anticâncer, leishimanicida, antioxidante e se destaca como composto potencialmente ativo sobre distúrbios inflamatórios. Do ponto de vista tecnológico, o caráter inovador concentra-se, em sua maioria, em formulações cosméticas e/ou farmacêuticas para tratamento de afecções de pele. O capítulo II apresenta o delineamento de curativos biológicos de quitosana 1% para veiculação do (-)-α-bisabolol. Foram preparados três lotes através da técnica de casting, alterando as concentrações do plastificante (glicerina 0,5%, 2,5% e 5%), e analisados quanto aos seus aspectos macroscópicos, pH de superfície, uniformidade de peso, força de adesão e resistência à ruptura. Os resultados do lote de curativo com glicerina 5% apresentou os melhores resultados para as propriedades macroscópicas, físicas e mecânicas avaliadas, apresentando-se com características adequadas para a aplicação tópica, sendo então selecionado para a veiculação do ativo, bem como para análises da incorporação do fármaco por meio de calorimetria exploratória diferencial (DSC) e pela espectroscopia de infravermelho. O capítulo III avaliou a atividade cicatrizante tópica do (-)-α-bisabolol, veiculado nos curativos biológicos de quitosana delineados. Os resultados das análises apontam que o composto foi introduzido de modo satisfatório nas feridas apresentando eficácia no processo de cicatrização nas concentrações utilizadas (0,5 e 1,5%). O tratamento com (-)-α-bisabolol acelerou esse evento e melhorou a remodelação dos tecidos, por meio da redução dos parâmetros inflamatórios, aumento da espessura da derme e epiderme, e diminuição do número de mastocitos da lesão. E o capítulo IV avaliou o efeito cicatrizante tópico do gel de (-)-α-bisabolol. As formulações em gel foram caracterizadas quanto aos parâmetros organolépticos e físico-químicos. Os resultados da análise macroscópica e histológica das feridas sugerem que o tratamento com (-)-α-bisabolol nas duas concentrações testadas (1,5 e 7%) apresentaram contração e reparação mais precoces quando comparados ao grupo salina e veículo, bem como redução dos parâmetros inflamatórios avaliados (infiltração inflamatória, edema, hemorragia e fibrose). Nas análises de imunohistoquímica, o composto foi capaz de reduzir a expressão das enzimas iNOS e COX-2 contribuindo para o controle da resposta inflamatória, podendo ser um dos mecanismos que explique seu potencial cicatrizante.

  • SARA LÉA FORTES BARBOSA
  • Mimosa caesalpiniifolia Benth. :Obtenção do extrato padronizado, avaliação da atividade antioxidante, da toxicidade e desenvolvimento de comprimidos
  • Orientador : ANTONIA MARIA DAS GRACAS LOPES CITO
  • Data: 31/05/2017
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  • A medicina tradicional é mantida pelas civilizações como um recurso terapêutico mais acessível principalmente nas comunidades mais carentes. As inflorescências de Mimosa caesalpiniifolia Benth. são utilizadas na medicina popular em alguns locais do  Nordeste do Brasil para o tratamento da hipertensão arterial. Foi comprovado que o chá das inflorescências promove hipotensão e taquicardia, enquanto o extrato etanólico promove hipotensão e bradicardia. Os constituintes ácido gálico, galato de metila, galato de etila, quercetina, vicenina-2 e rutina foram identificados no extrato etanólico das inflorescências. Esse estudo objetivou obter uma técnica extrativa eficiente, realizar caracterização fitoquímica e padronização do extrato obtido, avaliação da toxicidade e delinear comprimidos do extrato das inflorescências de Mimosa caesalpiniifolia Benth. Após coleta e identificação da espécie, procedeu-se a otimização do método extrativo através do planejamento fatorial 23. Uma alíquota do extrato foi liofilizada para se obter o extrato seco. O extrato seco foi padronizado usando uma curva de calibração de ácido gálico, como substância marcadora, cujo teor foi de 6,4 mg/g de extrato. O teor de fenóis totais foi mensurado através do método de Folin-Ciocalteau, constatando alto de teor (245,17 mg de EAG/g).  As atividades citotóxicas e antioxidantes foram testadas através do halo de inibição em linhagens de Saccharomyces cerevisiae proficientes e deficientes de enzimas antioxidantes. Os resultados revelaram que o extrato atenuou o efeito oxidativos do controle positivo – H2O2 –sobre o crescimento, apresentando, portanto, atividade antioxidante in vivo e não apresentou-se citotóxico à cepas. O extrato foi submetido à avaliação toxicológica aguda em ratos. Doses únicas de 100 e 200 mg/kg foram administradas em ratas Wistar fêmeas, seguido de monitoramento por 14 dias. Sinais clínicos e comportamentais, assim como parâmetros bioquímicos e histopatológicos, foram avaliados. Nenhuma alteração foi observada. O extrato líquido foi seco por aspersão usando um adjuvante de secagem e a partir do pó obtido desenvolveram-se 8 formulações de comprimidos. Os ensaios de controle de qualidade preconizados pela Farmacopeia Brasileira apontaram a formulação F3 como a mais adequada à fabricação de um comprimido fitoterápico anti-hipertensivo obtido da espécie em estudo, apresentando-se satisfatória em todos os ensaios realizados.

  • RAFAEL PIRES VELOSO
  • MONITORIZAÇÃO DOS EFEITOS ADVERSOS AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO EM PORTADORES DA RETOCOLITE ULCERATIVA
  • Orientador : LUCIANO DA SILVA LOPES
  • Data: 23/05/2017
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  • A Retocolite Ulcerativa é uma enfermidade definida por uma inflamação crônica que compromete exclusivamente a mucosa colorretal. O objetivo geral do trabalho foi realizar uma busca ativa, através do estudo de prontuários arquivados de Outubro/2004 até Julho/2016, de reações adversas aos medicamentos utilizados no tratamento da Retocolite Ulcerativa (RCU) em pacientes que utilizam ou utilizaram o serviço do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da UFPI e foi feita a partir de um estudo descritivo, observacional, retrospectivo, iniciado em julho de 2015 e buscou identificar e notificar as RAMs provocadas por fármacos utilizados no tratamento da RCU de uma coorte de 220 pacientes portadores desta doença, que tinham seus prontuários arquivados no Serviço de Regulação do HU-UFPI. Foram feitas 79 notificações de suspeitas de RAMs ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (NOTIVISA-ANVISA) em site próprio sendo registrado nessas notificações 128 possíveis RAMs. O perfil de pacientes do presente estudo foi de indivíduos sem prevalência de gênero, etnia parda, graus de escolaridade, profissões e estado civil variados. Os fármacos suspeitos de causar RAMs nos portadores de RCU foram: sulfassalazina, mesalazina, prednisona, azatioprina, Infliximabe, duloxetina, isoniazida, ferro elementar e clonazepam. Houveram 72 reações adversas suspeitas para mesalazina, 36 para azatioprina, 10 para prednisona, 3 para duloxetina e para os fármacos infliximabe, isoniazida, ferro elementar, clonazepam e sulfassalazina houve 1 reação suspeita cada substância. Das 79 notificações feitas ao NOTIVISA-ANVISA, 3 foram consideradas como “Concluída”, 2 notificações estão classificadas como “Enviada” e 74 estão como “Em agrupamento”, classificações que o Sistema de Notificação faz para as reações suspeitas investigadas.

  • LÍVIA QUEIROZ DE SOUSA
  • MARINOBUFAGINA: AÇÃO ANTINEOPLÁSICA in vitro E in vivo E PERFIL TOXICOGENÉTICO
  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 16/05/2017
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  • O câncer é considerado a segunda maior causa de morte no mundo. Nesse contexto, os produtos naturais têm se mostrado uma importante fonte de compostos farmacologicamente ativos, inclusive de quimioterápicos contra tumores sólidos e hematológicos. Dessa forma, as secreções da pele de anfíbios aparecem como uma recente fonte de exploração de novas moléculas, com destaque para a marinobufagina, um bufadienolídeo cardiotônico e natriurético que apresenta uma maior afinidade pela subunidade α1 da Na+/K+-ATPase resistente à ouabaína. O presente estudo teve por objetivo realizar uma revisão de literatura sobre a capacidade anticâncer dos bufadienolídeos e avaliar a atividade citotóxica, antitumoral e toxicológica do composto marinobufagina, isolado de extratos do veneno do sapo Rhinella marina. A revisão de literatura demonstrou que a classe dos bufadienolídeos surge como uma incrível fonte natural de biodiversidade química com uma seletividade moderada contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células murinas. A marinobufagina foi avaliada quanto à atividade citotóxica in vitro frente a diferentes linhagens de células normais e tumorais utilizando os ensaios de MTT e frente à cultura primária do tumor Sarcoma 180 (S180), pelo ensaio Alamar Blue, após 72 h de exposição. Para complementação da avaliação citotóxica, foi realizado o ensaio de micronúcleo com bloqueio de citocinese (CBMN) em células do S180 e a toxicidade por meio do modelo vegetal Allium cepa. Para a avaliação do potencial antitumoral in vivo, a marinobufagina foi administrada via intraperitoneal nas doses de 2.5 e 5 mg/kg/dia, durante 7 dias e 15 dias consecutivos em camundongos transplantados com o tumor Sarcoma 180 e camundongos imunodeficientes transplantados com células de carcinoma de cólon humano (HCT-116), respectivamente. Assim, o composto estudado apresentou potente ação antiproliferativa com valores de CI50 entre 0.06 µg/mL (HL-60, leucemia promielocítica) e 2.94 µg/mL (HEP-2, carcinoma de laringe) e foi citotóxico para células mononucleares de sangue periférico humano (CMSP, 4.35 µg/mL). A marinobufagina também inibiu o crescimento das raízes de Allium cepa, revelando toxicidade macroscópica (p<0.05) e mostrou ações clastogênicas semelhantes em células de S180 e meristemáticas de raiz A. cepa. Nos testes in vivo, o composto reduziu somente o crescimento de tumores humanos (HCT-116) com percentuais de inibição de 26.3 e 46.5% nas doses de 2.5 e 5 mg/kg/dia, respectivamente e foi incapaz de interferir no crescimento do tumor S180. Os camundongos imunodeficientes tratados com marinobufagina na dose de 5 mg/kg apresentaram uma redução significante na massa corpórea final e aumento significativo dos níveis séricos de creatinina (p<0.05). Em conjunto com as análises teciduais, os resultados dos testes toxicológicos  in vivo revelaram alterações histológicas renais e hepáticas reversíveis e ação epileptogênica na dose de 10 mg/kg. Dessa forma, a marinobufagina mostrou potencial antitumoral in vitro e in vivo contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células murinas, com indício de toxicidade branda e ausência de comprometimento funcional severo nos animais tratados com o composto.

  • HANDERSON RODRIGUES SILVA LIMA
  • FILMES NANOESTRUTURADOS À BASE DE MATÉRIAS-PRIMAS REGIONAIS COMO PLATAFORMAS PARA SENSORES DE FÁRMACOS ANTINEOPLÁSICOS
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 26/04/2017
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  • O câncer está entre as principais causas de morte no mundo atual e o seu tratamento muitas vezes consiste no uso de medicamentos citotóxicos e citostáticos com potencial para causar efeitos prejudiciais ao meio ambiente ou ainda causar efeitos patológicos em indivíduos que trabalham com esses tipos de fármacos. Assim, a necessidade de métodos analíticos para a determinação desses fármacos torna-se de extrema importância, sendo os sensores e biossensores eletroquímicos interessantes candidatos para esta finalidade. Com isso, realizou-se uma revisão bibliográfica que traz, até onde fora estudado, pela primeira vez na literatura, um resumo dos principais sensores e biossensores eletroquímicos até então desenvolvidos para a análise de fármacos antineoplásicos, bem como uma prospecção tecnológica a respeito do desenvolvimento e do emprego de sensores e biossensores eletroquímicos na quantificação desses fármacos baseada na pesquisa de patentes nas bases do Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Brasil (INPI), European Patent Office (EPO), World Intellectual Property Organization (WIPO) e United States Patent and Trademark Office (USPTO). Foram descritos diferentes sensores e biossensores já desenvolvidos para a análise desses fármacos, contudo, não foram encontradas patentes com esse tema. O estudo objetivou ainda estudar a resposta eletroquímica do quimioterápico metotrexato em eletrodos de ITO e desenvolver filmes nanoestruturados utilizando matérias-primas regionais do Nordeste do Brasil que possam ser utilizados como camada ativa para melhorar a resposta observada para esse fármaco. Observou-se que a utilização do meio eletrolítico à base de tampão acetato de amônio pH 3.5 apresentou os melhores resultados e a utilização do filme LbL do polieletrólito PVS e mesocarpo de babaçu pôde intensificar o sinal obtido para a resposta eletroquímica do fármaco estudado, fato que provavelmente está relacionado à maior superfície de contato adquirida pelo eletrodo após a deposição do filme, conforme observado em Microscopia de Força Atômica. Utilizando-se a técnica de Voltametria de Onda Quadrada, foi possível ainda otimizar parâmetros para a determinação do fármaco e construir uma curva de calibração para o mesmo empregando-se o filme desenvolvido. O sensor mostrou um intervalo linear de quantificação variando entre 1,5×10-6 e 5,0×10-5mol L-1, com um limite de detecção (LD) de 5,95 x 10-7mol L-1. A sensibilidade analítica para a detecção do MTX foi melhorada de 2,49 µA/µmol L-1 (ITO) para 5,55 µA/µmol L-1 (ITO/PVS/MB). O estudo demonstrou a possibilidade de quantificação de metrotexato a partir de técnicas eletroquímicas utilizando-se matérias de ampla disponibilidade regional, o que pode trazer grandes vantagens financeiras e para a saúde de forma geral.

  • MATEUS ALMEIDA MACÊDO
  • Atividade antileishmania in vitro de uma formulação lipossomal contendo óleo essencial de Lippia sidoides cham.
  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 26/04/2017
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  • É crescente a necessidade de criar novos sistemas terapêuticos que visem ultrapassar as limitações dos quimioterápicas utilizadas no tratamento da leishmaniose e das doenças tropicais negligenciadas (DTNs). O óleo essencial (OE) de Lippia sidoides Cham. possui eficácia comprovada contra vários parasitas e associada à nanopartículas carreadoras como os lipossomas, surgem como uma alternativa promissora. Dessa forma, uma formulação lipossomal contendo óleo essencial de L. sidoides Cham. (LIPO-LS) foi desenvolvida e seus efeitos tóxicos e farmacológicos foram avaliados, a fim de contribuir para o conhecimento e desenvolvimento de novos medicamentos. Primeiramente, foi realizada uma prospecção científica e tecnológica sobre a utilização de lipossomas na terapia de DTNs, através da busca de artigos científicos e nos pedidos de patentes depositados em bancos nacionais e mundiais. Os resultados da pesquisa mostraram que o uso de lipossomas se mostra útil no melhoramento das terapias existentes para DTNs ao aumentar a biodisponibilidade, reduzir a toxicidade e fornecer uma quimioterapia dirigida a locais específicos de células e órgãos. Em seguida, uma formulação lipossomal de OE de L. sidoides Cham. foi desenvolvida e apresentou aspecto macroscópico de uma suspensão coloidal uniforme com características físico-químicas adequadas, elevado teor e eficiência de incorporação do OE. Os testes in vitro mostraram que a encapsulação do OE em lipossomas potencializou a atividade antileishmania e não apresentou citotoxicidade. Portanto, a preparação lipossomal do OE de L. sidoides Cham. é uma promissora alternativa para o tratamento da leishmaniose. Porém, devem ser realizados mais testes com essa formulação para obtenção de mais resultados que apontem a viabilidade de um medicamento fitoterápico com segurança e eficácia comprovadas.

  • JESSICA FREIRE DA SILVA FIGUEIREDO
  • Desenvolvimento tecnológico e avaliação da atividade antileishmania do óleo essencial de Lippia origanoides H.B.K. e dos complexos de inclusão em β-ciclodextrina
  • Orientador : MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
  • Data: 23/02/2017
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    Lippia origanoides H.B.K é uma espécie bastante utilizada na medicina popular no tratamento de problemas gastrointestinais, respiratórios, bem como um anti-séptico natural. Além disso, também possui propriedades analgésica, anti-inflamatória, antifúngica e antiparasitária. Estudos anteriores apontam que o óleo essencial extraído de suas partes aéreas apresenta atividade leishmanicida promissora. Sabe-se que os óleos essenciais apresentam como características a volatilidade e a instabilidade quando expostos ao oxigênio, luz e calor. Estas características podem ser melhoradas através da formação do complexo de inclusão (CI) com ciclodextrinas (CDs), sendo as do tipo α, β e γ, as principais ciclodextrinas naturais. Desta forma, o presente estudo consiste na preparação, caracterização físico-química e avaliação do efeito leishmanicida de complexos de inclusão da do óleo essencial de Lippia origanoides H.B.K(OELO), timol e carvacrol em β-ciclodextrina (β-CD), obtidos por dispersão do óleo, timol e carvacrol em solução hidroalcoólica e  submetidas ao processo de secagem por atomização (spray drying), obtendo assim um material particulado que foi comparado com as misturas físicas com a  β-ciclodextrina. O estudo iniciou com uma prospecção tecnológica sobre a utilização de produtos naturais no tratamento da leishmaniose. No segundo capítulo, foi utilizado o método de secagem por spray drying para preparar os complexos de inclusão do OELO, e seus majoritários, timol e carvacrol, com a β-CD A identificação dos constituintes químicos do óleo essencial foi realizada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG/EM) e os complexos foram caracterizados por difração de raios-X (DRX), e espectrofotometria de absorção na região do infravermelho com transformada de Forrier (FTIR). A análise obtida por CG/EM revelou que o timol (30,55%), carvacrol (20,28%) e p-cimeno (11,68%) foram os constituintes majoritários do OELO. Já a eficiência de complexação (EC) foi determinada por cromatografia gasosa, sendo os valores de EC para o Timol de 81,9 % e Carvacrol de 78,1 %. No terceiro capítulo, avaliou-se a atividade antileishmania dos complexos sobre formas promastigotas e amastigotas de Leishmania amazonensis. A formação dos CI reduziu de forma significativa a citotoxicidade sobre macrófagos e hemácias de carneiro. Os complexos reduziram significativamente a infecção e infectividade de macrófagos parasitados por L. amazonensis. Além disso, os compostos testados apresentaram efeito imunomodulador com o aumento da indução de NO, da capacidade fagocítica e do volume lisossomal em macrófagos. Os resultados deste trabalho evidenciam o potencial uso do OELO e seus constituintes majoritários timol e carvacrol em CI como uma alternativa terapêutica para o tratamento da leishmaniose.

  • JOSEMAR JOSÉ DA SILVA JÚNIOR
  • INTEFERÊNCIA DO ÁCIDO ASCÓRBICO NO TRATAMENTO ANTITUMORAL POR 5-FLUOROURACIL E CISPLATINA EM CÉLULAS DE SARCOMA 180
  • Orientador : FELIPE CAVALCANTI CARNEIRO DA SILVA
  • Data: 22/02/2017
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  • Atualmente, o tratamentodo câncer ainda apresenta muitos efeitos colaterais pela quimioterapia devido seu pontencial citotóxico e genotóxico. Este presente estudo tem objetivo avaliar esses efeitos citotóxicos e genotóxicos dos antineoplásicos como a cisplatina e 5-fluorouracil em modelo de S180, in vivo e os possíveis efeitos da associação ácido ascórbico-antineoplásicos. Foram divididos os animais em 9 grupos de camundongos (n=5), onde se definiu grupo controle, antineoplásicos e vitamina C isolados e em associação entre si. Induzi-se sarcoma solido na regial axilar e tratou-se com cisplatina ou 5-fluorouracil ou associados com o ácido áscorbico por 7 dias. Após o tratamento, os animias foram sacrificados para realização dos testes. Os resultados indicam que a quimioterapia com cisplatina (CDDP) e 5-fluorouracil (5-FU) reduziu significativamente (p<0,05) o peso corporal e o peso dos tumores de modelos in vivo de Sarcoma 180, além de induzir leucopenia, danos hepáticos e renais. Não houve redução significante do peso dos tumores dos animados tratados com vitamina C (2 e 10 µM) em associação às drogas, quando comparados aos animais tratados apenas com os antineoplásicos. O teste cometa permitiu observar que a o tratamento com CDDP ou 5-FU induziu significantes (p<0,05) danos genotóxicos em células da medula óssea, os quais foram significantemente (p<0,05) modulados pela vitamina. Acredita-se que o efeito modulatório da vitamina frente a ação da CDDP e 5-FU esteja relacionado seu papel antioxidante. A utilização da vitamina C como um adjuvante às drogas quimioterápicas convencionais no tratamento do câncer deve ser revista, tendo-se em vista o comprometimento da eficácia da quimioterapia.

  • BÁRBARA CRISTINA SILVA HOLANDA QUEIROZ
  • Composição fitoquímica, atividade antileishmania, citotóxica e imunomoduladora de Neonothopanus gardneri: um cogumelo bioluminescente
  • Data: 21/02/2017
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  • As protozooses são um problema de saúde pública mundial, especialmente em países de terceiro mundo, onde cerca de 15% da população mundial estão sob risco de serem infectadas. Nesse contexto as leishmanioses são doenças infecto-parasitárias tendo como agente etiológico mais de vinte espécies de parasitas do gênero Leishmania. Amplamente distribuída, a doença atinge por volta de 88% dos países e atualmente, 12 milhões de pessoas estão infectadas e cerca de 1 a 2 milhões de novos casos surgem a cada ano. Os tratamentos convencionais são onerosos, limitados e possuem uma gama de efeitos colaterais. Produtos naturais vêm sendo investigados de forma massiva para o combate aos dissabores causados por estas enfermidades. Neonothopanus gardneri Berk. ex Gardner é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo, sendo amplamente distribuído nas regiões Norte e Nordeste do território nacional. Este estudo teve como objetivo realizar screening fitoquímico bem como explorar o potencial antileishmania, citotóxico e imunomodulador em células de mamíferos, dos extrados e isolados obtidos de N. gardneri. A análise fitoquímica revelou a presença predominante de alcaloides, açúcares redutores, taninos e depsídeos. Os extratos e isolados de N. gardneri demonstraram significativo potencial antileishmania, inibindo o crescimento de formas promastigotas de Leishmania amazonensis e provocando morte das formas amastigotas axênicas em cerca de 100% na concentração de 800 µg/mL para os isolados Subfração 2-éter; Subfração 1, n-butanol e Fração 1- acetato de etila, apresentando resultados de CI50 de 17,099; 40,727 e 68,204 µg/mL, respectivamente. Os extratos e isolados também apresentaram redução na viabilidade celular de macrófagos peritoneais murinos e eritrócitos de carneiro, como também promissora atividade imunomodulatória aumentando a capacidade fagocítica, volume lisossomal e induzindo a síntese de óxido nítrico. N. gardneri demonstrou potencial atividade antileishmania in vitro e imunomodulatória, sendo este estudo, portanto, o pioneiro na investigação das possíveis propriedades biológicas deste fungo. Explorações futuras devem ser feitas para elucidar seus mecanismos de ação, bem como avaliar seu potencial terapêutico em modelos experimentais. 

  • RAFAEL PORTELA FONTENELE
  • Estudos etnodirigidos, obtenção de fitoterápico e controle de qualidade: um estudo de caso com Chenopodium ambrosioides L.
  • Orientador : ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
  • Data: 15/02/2017
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  • No Brasil, a fitoterapia, baseada em políticas públicas e normatizações específicas, constitui-se como uma prática integrativa e complementar no Sistema Único de Saúde (SUS), gerando a necessidades de estudos na área. O objetivo deste trabalho foi identificar o perfil de aceitação e utilização de plantas medicinais pela população usuária da Atenção Básica de Teresina-PI e, a partir de uma das plantas relevantes, desenvolver uma formulação fitoterápica magistral tópica com controle de qualidade definido e reprodutível, desde a matéria prima vegetal até a forma farmacêutica final, para utilização nos serviços de saúde. A pesquisa foi dividida em quatro capítulos. O Capítulo 1 apresenta uma revisão integrativa da literatura que revelou os desenhos metodológicos etnodirigidos quantitativos mais utilizados no Brasil: estatística descritiva simples, testes estatísticos de associação, técnica de valor de uso, de fator consenso informante, de importância relativa e porcentagem de concordância quanto aos usos principais. O Capítulo 2, através da abordagem etnodirigida quantitativa, caracterizou a população usuária da Atenção Básica de Teresina-PI com o hábito de usar plantas medicinais (80,6%), bem como o apoio a institucionalização de ações com a fitoterapia (93,7%) e a concordância com a prescrição de plantas medicinais e/ou fitoterápicos pelos profissionais de saúde (93,5%). O hábito de usar plantas medicinais mostrou-se estatisticamente associado a região de saúde onde o usuário é atendido (p<0,05), à faixa etária (p<0,01) e tempo em que é atendido pelo serviço de saúde (p<0,0001). Foram mencionadas 87 etnoespécies utilizadas como medicinais e as mais frequentemente citadas foram: erva cidreira, boldo, capim de cheiro, hortelã, mastruz, laranjeira, malva do reino, folha santa, ameixa, aroeira, babosa e quebra-pedra. Dentre estas as mais versáteis quanto às indicações de uso, ou seja, com maior valor de uso foram a babosa, mastruz e folha santa. No Capítulo 3 selecionou-se o mastruz (Chenopodium ambrosioides) e estabeleceu-se um roteiro com critérios mínimos de controle de qualidadade para a planta, sua droga vegetal e extrato. Obteve-se valores de referência para a espécie em relação aos parâmetros de processo de secagem, rendimento em biomassa, granulometria, perda por dessecação e teor de cinzas para a droga vegetal; bem como de pH, densidade relativa, resíduo seco e prospecção fitoquímica preliminar para o extrato. Foi validado um método espectrofotométrico na região do ultravioleta-visível como um parâmetro quantitativo prático para o controle de qualidade a partir de uma curva padrão do marcador quercetina complexada com AlCl3 2,5% (leitura a 430nm após 30 minutos de complexação). A otimização do processo extrativo por planejamento fatorial mostrou as condições de maceração de 9 dias sem renovação do solvente etanol a 70%, e proporção de droga vegetal/solvente de 1:5 como aquelas com melhor resposta para o método validado. O desenvolvimento do produto magistral tópico com extrato de mastruz incorporado encontra-se em processo e constituirá o Capítulo 4. Assim, evidenciou-se que a inserção da fitoterapia como uma política pública em Teresina-PI é uma demanda social e viável de ser desenvolvida; a abordagem etnodirigida mostrou-se adequada para o levantamento das plantas prioritárias para a população; bem como o procedimento metodológico percorrido e as especificações determinadas para o mastruz são recomendadas principalmente para o controle de qualidade nas Farmácias Vivas dentro do contexto da Assistência Farmacêutica no SUS. 

  • ANA MARIA OLIVEIRA FERREIRA DA MATA
  • EFEITOS DO ÁCIDO ASCÓRBICO NA MODULAÇÃO DOS MECANISMOS ANTITUMORAIS DE ANTINEOPLÁSICOS EM Saccharomyces cerevisiae E SARCOMA 180
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 03/02/2017
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  • O Câncer é uma doença caracterizada pela proliferação anormal de células, relacionada a uma série de mutações gênicas, com estimativa para 2030 de 21,4 milhões de novos casos e 13,2 milhões de mortes. Seu tratamento envolve cirurgia, radioterapia, quimioterapia citotóxica e endocrinoterapia. O Ácido Ascórbico (AA) tem sido utilizado no tratamento, demonstrando que sua suplementação vitamínica na dieta de pacientes oncológicos tem apresentado efeitos preventivos quanto ao aparecimento de outros  tumores. O presente estudo teve por objetivo avaliar os efeitos do Ácido Ascórbico na modulação dos mecanismos antitumorais de antineoplásicos em Saccharomyces cerevisiae e Sarcoma 180. Esta dissertação foi estruturada em três capítulos. O Capítulo I trata de uma revisão sistemática sobre o AA, na prevenção e/ou tratamento do câncer, como antioxidante e/ou pró-oxidante em estudos clínicos e não clínicos, entre o período de 2011 a 2015, para o entendimento das variações de dose-reposta, bem como dos seus mecanismos de ação como agente antioxidante e antitumoral. Foram identificados 78 artigos dos quais apenas 30 artigos apontavam o AA na prevenção e/ou tratamento do câncer. Contudo, há controvérsias sobre as doses utilizadas, como também necessidade de estudos clínicos caracterizando melhor o seu mecanismo de ação. O Capítulo II analisou os efeitos do Ácido Ascórbico no potencial oxidativo e genotóxico dos antineoplásicos em estudo em linhagens de Saccharomyces cerevisiae. Os resultados obtidos apontam que o 5-Fluorouracil, Docetaxel, Tamoxifeno e suas associações, induziram danos oxidativos significantes (p<0,001), em todas linhagens de S. cerevisiae, entretanto, quando associados ao AA, apresentaram modulação significante (p<0,05) nas diferentes linhagens, tanto para co- quanto para pós-tratamento. E o Capítulo III avaliou os efeitos antigenotóxicos/antimutagênicos e citotóxicos do ácido ascórbico na modulação de efeitos de drogas antineoplásicas em Sarcoma 180. Os dados mostraram que o AA na concentração de 50 µM tem efeitos antigenotóxicos, antimutagênicos e anticitotóxicos (p<0,05)  . Essas atividades do AA em S-180 são de importância para outros estudos que apontem os riscos de interações entre o AA e os antineoplásicos para a eficácia de terapias oncológicas, especialmente durante a ação dos antineoplásicos frente a muitas controvérsias sobre o uso de antioxidante durante as terapias oncológicas, todavia há necessidade de futuros estudos visando a consolidação destes achados.

  • RICARDO MELO DE CARVALHO
  • EFEITOS DO PALMITATO DE RETINOL SOBRE OS DANOS TOXICOGENÉTICOS DE ANTINEOPLÁSICOS EM ESTUDOS NÃO CLÍNICOS
  • Data: 02/02/2017
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  • A incorporação de compostos naturais e nutracêuticos antioxidantes sobre a dieta alimentar ou durante os intervalos dos ciclos quimioterápicos, tem sido empregada como uma alternativa terapêutica e para a compensação dos efeitos tóxicos de antineoplásicos, com riscos para a eficácia das terapias oncológicas. O objetivo da pesquisa foi detectar os possíveis efeitos antioxidantes, antigenotóxicos/antimutagênicos e anticitotóxicos do palmitato de retinol sobre os danos toxicogenéticos induzidos pelos antineoplásicos ciclofosfamida e doxorrubicina, isoladas ou em associação. Os testes não clínicos aplicados foram: teste em Saccharomyces cerevisiae; teste de micronúcleos com bloqueio de citocinese e teste cometa em Sarcoma 180; e testes cometa e de micronúcleos em linfócitos de sangue periférico e células de medula óssea em Mus musculus. Em Saccharomyces cerevisiae e Sarcoma 180, as concentrações foram de 2 µg/mL para a doxorrubicina, 20 µg/mL para a ciclofosfamida, 2/20 µg/mL para a associação dos antineoplásicos, e de 1, 10 e 100 UI/mL para o palmitato de retinol. Nos tratamentos em Mus musculus, as doses dos antineoplásicos foram de 2 mg/kg para a doxorrubicina, 20 mg/kg para a ciclofosfamida, 2/20 mg/kg para a associação dos antineoplásicos, e de 100 mg/kg para o palmitato de retinol. Os antineoplásicos induziram significantes danos oxidativos, em linhagens de S. cerevisiae, toxicogenéticos (micronúcleos, pontes citoplasmáticas, brotos nucleares, apoptose e necrose) e genotóxicos (danos nucleares) em Sarcoma 180, assim como induziram efeitos mutagênicos, citotóxicos, e genotóxicos em células de sangue periférico e de medula óssea de camundongos. Entretanto, o palmitato de retinol modulou os mecanismos oxidativos dos antineoplásicos em S. cerevisiae, os efeitos toxicogenéticos e genotóxicos em S-180, os danos aneugênicos e/ou clastogênicos e citotóxicos em Mus musculus, com significantes percentuais para as atividades antigenotóxicas, antimutagênicas e anticitotóxicas. Estes dados inferem que os antineoplásicos induzem instabilidades genéticas em células tumorais e não tumurais, que podem ser moduladas pelo palmitato de retinol, com riscos para eficácia de terapias. Diante de controvérsias, ainda são necessários mais estudos para melhor esclarecer os mecanismos antitumorais dos antineoplásicos, e principalmente as interferências do uso de antioxidantes durante terapias oncológicas.

2016
Descrição
  • SOANE KALINE MORAIS CHAVES
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    ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DO ALCALOIDE PALMATINA ISOLADO DE Guatteria friesiana NA TERAPIA DA DOENÇA DE ALZHEIMER

     

  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 10/10/2016
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  • A busca por compostos com atividades farmacológicas promissoras torna os estudos acerca das plantas medicinais cada vez mais frequentes. Destaca-se nesse contexto a espécie Guatteria friesiana (W.A. Rodrigues) Erkens & Maas (Annonaceae), uma planta encontrada da bacia amazônica brasileira e colombiana e utilizada na medicina tradicional para várias finalidades. O alcaloide palmatina, isolado das folhas de G. friesiana vem demonstrando ações farmacológicas relevantes, no entanto, ainda existe um campo a ser pesquisado no que diz respeito à sua aplicação para a terapia de doenças neurodegenerativas, em especial a Doença de Alzheimer (DA). A DA é uma patologia multifatorial que acomete uma significativa parcela da população e vem crescendo ao longo dos anos devido ao aumento da proporção de idosos na população mundial. Fatores como formação de placas senis, emaranhados neurofibrilares, redução dos níveis de acetilcolina e fenômenos oxidativos estão relacionados ao desenvolvimento e/ou progressão da DA. O estudo objetivou avaliar as ações anticolinesterásica in vitro, antioxidante in vitro, frente a diversos radicais livres e in vivo da palmatina, bem como avaliar o modo de interação da molécula com a enzima acetilcolinesterase (AChE) através da análise computacional. O estudo iniciou com uma revisão bibliográfica sobre os alcaloides que apresentavam ações de interesse para o tratamento da DA (ações anticolinesterásica, antioxidante, antidepressiva, ansiolítica e anti-inflamatória), posteriormente realizou-se uma prospecção científica e tecnológica sobre as ações farmacológicas da palmatina. Os ensaios in vitro foram realizados para avaliar a atividade anticolinesterásica da palmatina, ácido ascórbico e trolox e da associação palmatina + trolox. Foram ainda executados ensaios antioxidantes in vitro e in vivo com os mesmos compostos de forma isolada e em associação. A palmatina, o trolox e a associação desses apresentaram um CI50 = 0,29 µg/mL; 2,256 µg/mL e 1,534 µg/mL, respectivamente, em relação à inibição da AChE. A palmatina, o trolox e o ácido ascórbico isolados e em associação também apresentaram atividade antioxidantes significativa em vários testes in vitro e foram capazes de modular a oxidação promovida pelo peróxido de hidrogênio em diferentes cepas de Saccharomyces cerevisiae. A análise computacional demonstrou que a ligação da palmatina com o sítio ativo da AChE apresenta semelhança espacial com a interação AChE e galantamina, um alcaloide extensamente utilizado na terapia da DA, corroborando com a atividade anticolinesterásica evidenciada nos estudos in vitro. Portanto, os resultados obtidos demonstram que a palmatina apresenta ações promissoras que possibilitam o desenvolvimento de uma nova alternativa terapêutica para a Doença de Alzheimer.

     

     

     

  • MICHELY LAIANY VIEIRA MOURA
  • DESENVOLVIMENTO DE NANOSSISTEMAS LIPOSSOMAIS CONTENDO DIOSGENINA E AVALIAÇÃO DO EFEITO CARDIOPROTETOR

  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 03/08/2016
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  • A Diosgenina, membro das saponinas esteroides, pode ser encontrada em diversas espécies vegetais, apresentando-se como um dos principais constituintes bioativos de plantas do gênero Dioscorea sp.. É indicada como tendo potencialmente várias aplicações práticas contra várias doenças metabólicas, bem como atividade antibacteriana, antiviral, antifúngica, antinflamatória e antitumoral, esta saponina é utilizada em grande escala como integrante ativo na preparação de fármacos esteroidais, hormônios sexuais e anticoncepcionais orais. Contudo, a administração oral da Diosgenina é limitada por sua baixa solubilidade aquosa e alto metabolismo de primeira passagem, o que resulta em uma biodisponibilidade diminuída. Uma alternativa para transpor esta limitação é a utilização de nanossistemas carreadores de fármacos para encapsulação da Diosgenina, a exemplo dos lipossomas. Atendendo a este propósito a presente dissertação apresentou como intuito desenvolver uma formulação farmacêutica lipossomal contendo Diosgenina, assim como, investigar a atividade farmacológica em modelos animais de sistema cardiovascular in vivo e verificar a atividade antioxidante in vitro. O primeiro capítulo apresentou como objetivo realizar uma revisão sistemática sobre a Diosgenina, suas aplicações farmacêuticas e as perspectivas sobre a aplicação em doenças do sistema cardiovascular. Bases periódicas como ScienceDirect, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, foram utilizadas, bem como as bases tecnológicas do Escritório Europeu de Patentes, Organização Mundial de Propriedade Intelectual, do Escritório Americano de Patentes e Marcas Registradas e no banco de dados Brasileiro Instituto Nacional de Propriedade Industrial. As palavras-chave utilizadas foram Diosgenina, sistema cardiovascular, hipertensão, aterosclerose e dislipidemias e suas correlações em Inglês e Português, com publicações de janeiro de 2010 a junho de 2015. Existem inúmeras publicações sobre Diosgenina na literatura internacional para aplicações diversas, porém, nas bases tecnológicas há um número reduzido de patentes relacionadas com atividades farmacológicas propostas neste estudo. Portanto, é necessário estudar a Diosgenina, pois a mesma apresenta um alto potencial farmacológico a partir de pontos de vista científicos e tecnológicos, em busca de transferência de tecnologias para gerar crescimento econômico e industrial. O segundo capítulo apresentou como objetivo encapsular a Diosgenina em lipossomas convencionais e peguilados, os quais foram caracterizados quanto as suas propriedades físico-químicas e tempo de estabilidade, estes resultados mostraram-se satisfatórios para utilização destes nanossistemas em testes experimentais in vivo e in vitro. Depois de verificado as adequadas condições de estabilidade e eficiência de encapsulação os lipossomas contendo Diosgenina foram utilizados para avaliar a ação no Sistema Cardiovascular em testes experimentais in vivo. No presente estudo os lipossomas contendo Diosgenina não apresentaram resposta hipotensora esperada nas doses utilizadas de 1, 2 e 4 mg/Kg (i.v.), visto que, este fitoestrógeno vem sendo amplamente demonstrado na literatura como um excelente modulador no sistema cardiovascular. Contudo, traz-se a perspectiva que com o aumento do rendimento de Diosgenina incorporada em nanossistemas lipossomais, a resposta hipotensora esperada possa ser verificada. O terceiro capítulo apresentou como objetivo avaliar o potencial antioxidante in vitro da Diosgenina livre (D) e de Diosgenina incorporada em nanovesículas lipídicas, denominada de Diosgenina lipossomal (DL) por meio da eliminação do radical livre estável, 2,2 – difenil – 1 – picrilhidrazil (DPPH), 2,2`- azinobis (3-etilbenzotiazolina-6 ácido sulfônico) (ABTS), potencial redutor (Fe3+/Fe2+), radical nitrito (NO) e peroxidação lipídica (TBARS), assim como, determinar a concentração efetiva inibitória (CE50) capaz de remover 50% desses radicais dos testes antioxidantes envolvidos nesse estudo. A análise dos resultados mostrou baixos percentuais de inibição dos radicais DPPH•, ABTS•+ e potencial redutor da Diosgenina livre e Diosgenina lipossomal, não mostrando diferença estatística entre ambos, quando comparado ao controle trolox. No entanto, a Diosgenina tanto na sua forma livre quanto na sua forma lipossomal apresentou significativo potencial antioxidante frente à peroxidação lipídica por formas reativas associadas ao ácido tiobarbitúrico e ao radical nitrito, evidenciado pelo cálculo de suas concentrações efetivas medianas (CE50). Também é possível perceber que a forma nanocarreada exibiu um maior potencial antioxidante em relação à sua forma isolada. Desta forma, se faz necessário avaliar a capacidade antioxidante in vivo no sentido que esta formulação possa ser caracteriza ou não com atividade antioxidante e sua aplicação para uso em processos oxidativos, como as que acometem o sistema cardiovascular.

  • KASSIA KAROLINE LEAL BARROS GOMES
  • DESENVOLVIMENTO DE NANOCÁPSULAS DE γ-TERPINENO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CARDIOVASCULAR E ANTIOXIDANTE

  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 02/08/2016
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  • O γ-terpineno (1-metil-4-isopropilciclohexadieno-1,4) é um monoterpeno constituinte dos óleos essenciais de inúmeras plantas aromáticas com diversas propriedades farmacológicas tais como: atividade antimicrobiana, citotóxica, antioxidante, antinoceptiva e anti-inflamatória. Realizou-se uma prospecção científica por meio de busca de artigos científicos sobre os efeitos biológicos dos óleos essenciais aplicados na nanotecnologia e uma prospecção tecnológica sobre as propriedades biológicas do γ-terpineno. A prospecção científica apontou um recente interesse na abordagem de nanoformulações contendo óleos essenciais. As formulações mais pesquisadas foram as nanoemulsões, nanocápsulas e nanopartículas de prata. A prospecção tecnológica mostrou apenas 54 pedidos de patente que se referiam ao γ-terpineno. Não há estudos que envolvam a nanotecnologia e suas principais aplicações são para fins médicos, odontológicos e/ou higiene. Essa pesquisa corresponde ao primeiro estudo que se obteve nanocápsulas contendo γ-terpineno. O segundo capítulo apresenta o encapsulamento do γ-terpineno em nanocápsulas (NC-GT) seguido da caracterização da formulação obtida. Tais formulações foram preparadas pelo método de deposição interfacial de polímero pré-formado. Em relação ao aspecto microscópico a formulação mostrou-se estável apresentando tamanho de partícula 173,43 ±4,5, índice de polidispersão 0,197 ± 0,03, potencial Zeta - 16, 33 mV e pH 7,6±0,01. O teor de γ-terpineno foi de 109% e a taxa de encapsulação, 97%. Assim, obteve-se uma formulação com alta taxa de encapsulação. O terceiro capítulo traz a avaliação da atividade da NC-GT sobre a pressão arterial e frequência cardíaca de ratos Wistar normotensos, não anestesiados. Houve administração intravenosa de nitroprussiato de sódio (NPS), nanocápsula vazia (NC-vazia), γ-terpineno (GT) e NC-GT (1,5; 3; e 4,5 mg/kg para os dois últimos). Observou-se que o GT não obteve ação nas doses administradas e a NC-GT promoveu um efeito hipotensor nas três doses utilizadas. Não existe diferença significativa entre a maior dose e o controle positivo, NPS. Avaliou-se, também, a atividade antioxidante do complexo NC-GT via inibição dos radicais: nitrito, substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico (TBARS) e contra o radical 3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico (ABTS•+). O Trolox foi utilizado como controle positivo. De acordo com o cálculo de suas concentrações efetivas medianas (CE50) é possível observar que a NC-GT exibiu um maior potencial antioxidante em relação à sua forma isolada (GT), um resultado promissor no que se refere à nanotecnologia aplicada a produtos de origem natural. Os resultados dessa pesquisa enriquecem a literatura sobre este monoterpeno e trazem perspectivas para a realização de novos testes a fim de permitir o uso farmacológico do NC-GT.

  • MARA LAYANNE DA SILVA FELIX
  • Contribuição tecnológica para o desenvolvimento de um fitoterápico a partir de Lecythis pisonis Camb.

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
  • Data: 10/06/2016
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  • O uso de plantas medicinais para o tratamento de doenças acompanha a humanidade desde sua existência. E o Brasil como detentor de uma enorme biodiversidade é impulsionado a desenvolver pesquisas na área de fitoterápicos. Nesse contexto, a espécie vegetal Lecythis pisonis Camb., Lecythidaceae, uso popular para tratar irritações na pele e outros males, e com propriedades farmacológicas já evidenciadas inspirou este trabalho a contribuir na área de tecnologia de  fitoterápico  com a obtenção e caracterização do extrato seco por aspersão de L. pisonis utilizando o dióxido de silício coloidal e a β-ciclodextrina como adjuvante de secagem visando selecionar o extrato  com melhor desempenho nas propriedades tecnológicas e farmacológicas e que tenha a segurança e a qualidade assegurada. Inicialmente, realizou-se uma prospecção científica e tecnológica sobre a espécie L. pisonis. Em seguida foi desenvolvida a parte tecnológica de obtenção e caracterização físico-química e tecnológica dos dois extratos secos por aspersão utilizando o spray drying a partir de extratos hidroalcoólico. Para caracterização dos extratos foram realizados ensaios de solubilidade, pH, perda por dessecação, Microscopia Óptica e Eletrônica de Varredura, Difração de Raios-X, Propriedades de Fluxos e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. O desempenho farmacológico foi avaliado através dos estudos de atividade farmacológica em modelos de toxicidade oral em dose única, prurido induzido pelo composto 48/80, participação dos receptores opioides no mecanismo de ação dos extratos e degranulação de mastócitos ex vivo induzido pelo composto 48/80. A prospecção científica e tecnológica evidenciou a carência de estudos e inovação com a espécie L. pisonis, foram encontrados apenas trinta e seis artigos e apenas três patentes depositadas sobre a espécie L. pisonis, na área de necessidades humanas, sem alicações farmacológicas. Os extratos secos obtidos por aspersão apresentaram boas características tecnológicas quanto as propriedades de fluxo sem nenhuma limitação para o desenvolvimento de um produto. Os ensaios de toxicidade oral não evidenciaram toxicidade limitante na dose de 2000 mg/kg; os dois extratos apresentaram atividade antipruriginosa em camundongos nas doses de 100 e 200 mg/kg, pois reduziram a sensação de coceira induzida pelo composto 48/80. Os resultados sugeriram a participação do sistema opioide na atividade antipruriginosa dos extratos já que a atividade destes foi bloqueada pela morfina, um antagonista opioide. Os extratos foram capazes de diminuir a degranulação de mastócitos dos mesentérios de ratos induzida pelo composto 48/80 nas doses de 200 mg/kg. Dessa forma, conclui-se que tanto o ESALPA quanto o ESALPC são matérias primas com boas propriedades tecnológicas e com atividade antipruriginosa, podendo, no futuro, serem utilizados para o desenvolvimento de um fitoterápico direcionado para o tratamento do prurido.

  • ANDERSON WILBUR LOPES ANDRADE
  • AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES ANTIOXIDANTES E TOXICOLÓGICAS DA AGATISFLAVONA: SUBSÍDIO PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM MEDICAMENTO

  • Orientador : JESSICA PEREIRA COSTA
  • Data: 24/05/2016
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  • Normalmente, os flavonoides biologicamente ativos apresentam baixa toxicidade e propriedades antioxidantes, anti-inflamatória, neuroprotetora, entre outras. Uma das classes de flavonoides que possuem importantes atividades inerentes ao grupo são os biflavonoides. Dentre estes, a agatisflavona é um dos menos estudados, principalmente no que se refere à suas propriedades toxicológicas, antioxidantes e no tratamento e prevenção de desordens neurológicas, sendo, portanto, o foco deste trabalho. A pesquisa foi dividida em três capítulos, sendo que o primeiro apresenta uma prospecção científica e tecnológica sobre suas aplicações farmacêuticas em patologias relacionadas ao sistema nervoso central. Foram utilizados documentos publicados nos bancos de dados científicos e tecnológicos, a nível nacional e internacional. As palavras-chave utilizadas foram: agatisflavona, antioxidante, ansiolítico, neuroprotetor, antidepressivo, assim como suas correlações. Foi possível constatar um extenso número de publicações no que se refere às suas atividades farmacológicas como: antimicrobiana, antivirais, anticarcinogênica. A agatisflavona se destaca como composto potencialmente ativo sobre o sistema nervoso central, atuando principalmente no processo de neurogênese. Porém, não foram verificados depósitos de patentes que correlacionam o biflavonoide a desordens neurológicas. O capítulo dois busca descrever suas propriedades antioxidantes in vitro por meio da avaliação de sua habilidade em eliminar radicais DPPH, ABTS•+ e hidroxila, bem como a sua capacidade para iniciar a transferência de elétrons por meio do potencial redutor, em inibir a peroxidação lipídica pelo método TBARS (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico) e a produção de óxido nítrico. Foi demonstrado que a agatisflavona apresenta capacidade antioxidante contra os radicais testados semelhante (p < 0,05) ao Trolox (padrão antioxidante utilizado) e a de outros compostos fenólicos: miricetina, catequina, fukugisida e morelloflavona, estruturalmente semelhantes a agatisflavona, o que evidencia a importância deste composto na proteção contra os possíveis danos oxidativos in vivo ocasionados por radicais livres. Por fim, o terceiro capítulo expõe a estimativa da DL50 e a avaliação da toxicidade sobre os parâmetros anátomo e histopatológicos, fisiológicos (peso, alimentação, excreção, bioquímicos e hematológicos) e comportamentais da agatisflavona em camundongos Swiss fêmeas, bem como sua citotoxicidade frente à Artemia salina. Durante o tratamento, nenhuma morte foi registrada nas doses de 300 e 2000 mg/Kg (n = 03/grupo), o que permite estimar que a DL50 da agatisflavona seja maior ou igual a 5000 mg/Kg. O biflavonoide não alterou os parâmetros analisados e não foi verificada diferença significativa (p > 0,05) nos achados obtidos em relação ao grupo controle. A agatisflavona revelou possuir toxicidade frente à Artemia salina e baixa toxicidade aguda por via oral quando comparado ao grupo controle e a outros biflavonoides como amentoflavona, santalina A, fukugetina. Os dados obtidos na prospecção científica e tecnológica e dos testes in vitro e in vivo realizados neste estudo permite o desenvolvimento de pesquisas inovadoras referentes às ações farmacológicas da agatisflavona, visto que este biflavonoide apresenta grande potencial para o desenvolvimento de um novo produto farmacêutico voltado à prevenção e/ou tratamento de doenças relacionadas ao estresse oxidativo. Entretanto, é necessária a realização de mais estudos de toxicidade que contribuam e reforcem os resultados alcançados nesta investigação.Normalmente, os flavonoides biologicamente ativos apresentam baixa toxicidade e propriedades antioxidantes, anti-inflamatória, neuroprotetora, entre outras. Uma das classes de flavonoides que possuem importantes atividades inerentes ao grupo são os biflavonoides. Dentre estes, a agatisflavona é um dos menos estudados, principalmente no que se refere à suas propriedades toxicológicas, antioxidantes e no tratamento e prevenção de desordens neurológicas, sendo, portanto, o foco deste trabalho. A pesquisa foi dividida em três capítulos, sendo que o primeiro apresenta uma prospecção científica e tecnológica sobre suas aplicações farmacêuticas em patologias relacionadas ao sistema nervoso central. Foram utilizados documentos publicados nos bancos de dados científicos e tecnológicos, a nível nacional e internacional. As palavras-chave utilizadas foram: agatisflavona, antioxidante, ansiolítico, neuroprotetor, antidepressivo, assim como suas correlações. Foi possível constatar um extenso número de publicações no que se refere às suas atividades farmacológicas como: antimicrobiana, antivirais, anticarcinogênica. A agatisflavona se destaca como composto potencialmente ativo sobre o sistema nervoso central, atuando principalmente no processo de neurogênese. Porém, não foram verificados depósitos de patentes que correlacionam o biflavonoide a desordens neurológicas. O capítulo dois busca descrever suas propriedades antioxidantes in vitro por meio da avaliação de sua habilidade em eliminar radicais DPPH, ABTS•+ e hidroxila, bem como a sua capacidade para iniciar a transferência de elétrons por meio do potencial redutor, em inibir a peroxidação lipídica pelo método TBARS (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico) e a produção de óxido nítrico. Foi demonstrado que a agatisflavona apresenta capacidade antioxidante contra os radicais testados semelhante (p < 0,05) ao Trolox (padrão antioxidante utilizado) e a de outros compostos fenólicos: miricetina, catequina, fukugisida e morelloflavona, estruturalmente semelhantes a agatisflavona, o que evidencia a importância deste composto na proteção contra os possíveis danos oxidativos in vivo ocasionados por radicais livres. Por fim, o terceiro capítulo expõe a estimativa da DL50 e a avaliação da toxicidade sobre os parâmetros anátomo e histopatológicos, fisiológicos (peso, alimentação, excreção, bioquímicos e hematológicos) e comportamentais da agatisflavona em camundongos Swiss fêmeas, bem como sua citotoxicidade frente à Artemia salina. Durante o tratamento, nenhuma morte foi registrada nas doses de 300 e 2000 mg/Kg (n = 03/grupo), o que permite estimar que a DL50 da agatisflavona seja maior ou igual a 5000 mg/Kg. O biflavonoide não alterou os parâmetros analisados e não foi verificada diferença significativa (p > 0,05) nos achados obtidos em relação ao grupo controle. A agatisflavona revelou possuir toxicidade frente à Artemia salina e baixa toxicidade aguda por via oral quando comparado ao grupo controle e a outros biflavonoides como amentoflavona, santalina A, fukugetina. Os dados obtidos na prospecção científica e tecnológica e dos testes in vitro e in vivo realizados neste estudo permite o desenvolvimento de pesquisas inovadoras referentes às ações farmacológicas da agatisflavona, visto que este biflavonoide apresenta grande potencial para o desenvolvimento de um novo produto farmacêutico voltado à prevenção e/ou tratamento de doenças relacionadas ao estresse oxidativo. Entretanto, é necessária a realização de mais estudos de toxicidade que contribuam e reforcem os resultados alcançados nesta investigação.

  • ALEXANDRE XAVIER DE LIRA DA SILVA
  • "Bioprospecção do hemiterpenóide prenol: contribuição científico-tecnológica e perspectivas para o desenvolvimento de um medicamento".

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
  • Data: 29/02/2016
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  • A busca por novas moléculas com propriedades farmacológicas presentes nas plantas é uma área de interesse crescente. O hemiterpenóide prenol, utilizado como intermediário na indústria química para a síntese de fármacos e substâncias químicas aromáticas, ocorre naturalmente em frutas cítricas e espécies vegetais da região Nordeste, como Malpighia sp. (acerola), Spondias tuberosa L. (umbu), Theobroma grandiflorum Schum (cupuaçu), Morinda Citrifolia (noni), Solanum lycopersicum (tomate) e Passiflora incarnata (maracujá). Em virtude da escassa literatura sobre os efeitos biológicos do prenol, e ressaltando-se a importância dos terpenóides como fontes para o desenvolvimento de novos fármacos, estudos toxicológicos e farmacológicos foram realizados a fim de contribuir com o desenvolvimento de novos fármacos. Primeiramente foi realizada uma prospecção científica e tecnológica sobre as propriedades biológicas dos hemiterpenos, através da busca de artigos científicos e nos pedidos de patentes depositados em bancos nacionais e mundiais, onde foi observado que maior parte dos trabalhos é de origem asiática e nenhum de origem brasileira. No Brasil também não há registro de hemiterpenos protegidos, evidenciando uma lacuna nesta área de pesquisa.  Resultados da citotoxicidade frente à A.salina indicam altas médias de sobrevivência das larvas para as concentrações testadas; a CL50 foi estimada em 2944,14 µg/mL (32,58 mM). Durante o tratamento, nenhuma morte foi registrada nas doses de 300 e 2000 mg/kg, o que permite estimar uma faixa de DL50 entre 2000 e 5000 mg/kg. O prenol não alterou a massa corpórea dos animais. Os resultados mostram que a administração via oral, do prenol, de forma geral, não produz efeitos tóxicos que levem à morte do animal, embora module os parâmetros analisados nos testes comportamentais, inferindo uma possível atividade no sistema nervoso central, sem influir no sistema motor. Não houve toxicidade aguda sobre parâmetros bioquímicos, hematológicos, fisiológicos e comportamentais em camundongos. A atividade antioxidante in vitro do prenol foi avaliada via inibição dos radicais hidroxila, nitrito, espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) e 2,2’-azinobis-3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico (ABTS). O prenol exibiu potencial antioxidante in vitro frente ao radical hidroxila, significativamente superior ao padrão ácido ascórbico (AA), foi semelhante a este frente aos radicais nitrito e TBARS e inferior frente aos radicais sintéticos DPPH e ABTS. Pode ser sugerido que o prenol pode formar um complexo com radicais livres, ao doar hidrogênios, convertendo-os em espécies menos reativas. O prenol foi avaliado ainda com relação às atividades antimicrobianas em cepas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Candida albicans e a sua interferência na atividade de fluouinolonas em uma cepa de S. aureus que superxpressa a bomba Nora. Os presentes resultados enriquecem a literatura sobre este hemiterpenóide e trazem perspectivas para a realização de novos testes que permitam o uso do prenol como fitomedicamento ou produto biotecnológico.

  • VALÉRIA LIMA SILVA
  • Atividades farmacológicas da guatteriopsiscina, composto isolado da espécie Guatteria friesiana (Annonaceae), na terapia da doença de Alzheimer

  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 29/02/2016
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  • A guatteriopsiscina é um alcaloide que pode ser isolado das folhas ou do caule da espécie Guatteria friesiana (W.A. Rodrigues) Erkens & Maas (Annonaceae), uma planta nativa do Brasil, conhecida popularmente como “envireira e encontrada particularmente na região Amazônica. Em um screening fitoquímico realizado com alcaloides, a guatteriopsiscina apresentou significativa atividade inibidora da acetilcolinesterase (AChE), enzima que degrada o neurotransmissor acetilcolina nas sinapses nervosas; que sugere a possível aplicação desse alcaloide em doenças que apresentam, em seu processo fisiopatológico, uma redução dos níveis de acetilcolina, como é o caso da doença de Alzheimer (DA). A DA é neurodegenerativa, irreversível e progressiva e um dos tipos de demência que mais atinge a população mundial, principalmente os idosos e, apesar de não ter cura, o uso de fármacos inibidores da AChE é um tratamento que tem sido bastante eficaz em diminuir os sintomas dessa doença. Nesse contexto, este estudo objetivou avaliar os efeitos da guatteriopsiscina sobre o sistema nervoso central de camundongos, com ênfase na atividade anticolinesterásica, além de propor a complexação deste alcaloide com β-ciclodextrina, a fim de melhorar a solubilidade da guatteriopsiscina em água. Assim, esta pesquisa se iniciou com uma prospecção científica e tecnológica sobre a espécie G. friesiana. Em seguida, realizou-se ensaios in vitro para verificação das atividades anticolinesterásica e antioxidantes e ensaios in vivo para verificação dos efeitos sobre a atividade locomotora, ansiolítica, antidepressiva e sobre a memória em camundongos tratados com guatteriopsiscina em três doses diferentes. A atividade anticolinesterásica ex vivo foi avaliada nas seguintes áreas cerebrais: córtex frontal, hipocampo e cerebelo. Para a complexação da guatteriopsiscina com β-ciclodextrina utilizou-se a técnica de malaxagem sendo a caracterização química realizada através das análises a saber: espectroscopia na região do infravermelho, difração de raios X, análise termogravimétrica, microscopia eletrônica de varredura e ressonância magnética nuclear. As interações supramoleculares envolvidas no processo de complexação foram estudadas através das medidas de tempo de relaxação longitudinal (T1). Também foram feitos estudos de dissolução. Todos esses estudos mostraram que a guatteriopsiscina possui atividade anticolinesterásica superior a da rivastigminina, medicamento utilizado no tratamento da DA, e efeito sobre a memória de camundongos equiparáveis ao efeito desse medicamento. Além disso, a complexação com β-ciclodextrina foi confirmada e esta promoveu melhora da solubilidade do alcalóide. Portanto, os resultados obtidos foram promissores para elaboração da formulação farmacêutica com o complexo e sua possível aplicação na terapia da doença de Alzheimer.

  • SHAYARA LOPES CIRÍACO
  • DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DE NANOCARREADORES TRANSDÉRMICOS DE DOSE COMBINADA (TANSULOSINA E DUTASTERIDA) PARA HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA

  • Orientador : ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
  • Data: 26/02/2016
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  • A Hiperplasia Prostática Benigna é uma doença que acomete o sexo masculino caracterizando-se pelo aumento da próstata e está relacionada com alguns fatores como a idade e a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona. Na atualidade há um considerável arsenal terapêutico por via oral, dentre entre eles destaca-se a terapia combinada de α-bloqueadores (tansulosina) com inibidores da 5α-redutase (dutasterida). O desenvolvimento de sistemas transdérmicos tem promovido interesse crescente nas últimas décadas principalmente para fármacos com baixa biodisponibilidade, com isso a utilização das microemulsões se tornou cada vez mais recorrente, já que apresentam excelente taxa de penetração em camadas profundas do estrato córneo quando comparadas a formulações convencionais, sendo consideradas, portanto, como sistemas terapêuticos nanotecnológicos que apresentam grandes possibilidades de promover a permeação e o direcionamento eficiente de fármacos através da pele. O objetivo desse trabalho foi obter microemulsões da dose combinada de dutasterida e tansulosina, e avaliar a atividade anti-hiperplásica in vivo. O estudo perpassou por uma prospecção tanto científica como tecnológica, no qual, pode-se constatar que a maioria das pesquisas envolvendo os fármacos estão concentradas em estudos clínicos, onde estudos tecnológicos mostram baixa expressividade. Houve também, o desenvolvimento e validação de um método analítico de quantificação simultânea dos fármacos pela técnica da espectroscopia derivativa/ Ratio- Spectra no UV-VIS que mostrou-se ser linear, exata, precisa e robusta. Já com a obtenção do diagrama pseudoternário (4:1) houve a seleção de quatro formulações de microemulsões para a caracterização físico-qímica. Após esta análise a melhor formulação foi escolhida para prosseguir para os testes in vivo. A avaliação do efeito anti-hiperplásico do carreador microemulsionado através da redução dos órgãos testosterona- dependente (próstata e vesículas seminais) corroborou para o estudo em questão possibilitando então, a obtenção de formulações transdérmicas promissoras para o tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna, sendo assim uma alternativa terapêutica aos tratamentos convencionais.

     
  • JOSE ALVES TERCEIRO NETO
  • OBTENÇÃO, AVALIAÇÃO DA LIBERAÇÃO IN VITRO E ATIVIDADE ANALGÉSICA DE MICROEMULSÃO TRANSDÉRMICA DE CETAMINA

  • Orientador : ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
  • Data: 25/02/2016
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  • A cetamina é um agente anestésico, e é administrado por via intravenosa ou intramuscular para anestesia cirúrgica. Recentemente, tem crescido o uso da cetamina em dosagens mais baixas para fornecer efeitos analgésicos em uma ampla gama de quadros de dor aguda ou crônica. Apesar dos seus potenciais benefícios no tratamento da dor, principalmente na dor neuropática, a administração sistêmica da cetamina em nível ambulatorial tem sido limitada devido à inexistência de formulações por outras vias de administração e à presença de efeitos adversos como alucinações, náuseas e vômitos. A via de administração transdérmica possui vantagens em relação à intravenosa ou oral, por permitir um fluxo constante e manutenção dos níveis plasmáticos de fármacos dentro da janela terapêutica, assim como evitar o metabolismo de primeira passagem hepático e diminuir os efeitos adversos, nesse contexto, as microemulsões se apresentam como uma alternativa para a liberação transdérmica de fármacos uma vez que promovem a permeação cutânea dentro e através da barreira da pele. O objetivo deste trabalho foi obter, caracterizar e avaliar o perfil de liberação in vitro de microemulsões de cetamina para administração transdérmica, bem como avaliar a ação analgésica in vivo em camundongos. Assim, foi desenvolvido e validado um método analítico de quantificação de cetamina por espectrofotometria UV-vis, na primeira derivada, para quantificação de cetamina em microemulsão e nas amostras de cinética de liberação in vitro com membrana sintética, o qual  mostrou-se linear (r = 0,99998), preciso, exato e robusto. Foram formuladas 05 microemulsões óleo em água (o/a) com concentrações fixas de óleo (miristato de isopropila) e concentrações variadas de água e da mistura de tensoativo/co-tensoativo (Labrasol®/Plurol®) (3:1), às quais foi adicionada cetamina a 4%. Tais microemulsões foram avaliadas quanto ao aspecto macroscópico, e caracterizadas por testes físico-químicos para determinação de pH, condutividade, índice de refração, tamanho de gotículas e características reológicas e submetidas a ensaios de liberação in vitro. Desta forma, pôde-se constatar que o fluxo de liberação (Jss) e a quantidade máxima de cetamina liberada (Qmax), após seis horas, aumentaram com o aumento do teor de água nas microemulsões e a consequente diminuição da viscosidade. Após estas etapas a ME04, que obteve maiores valores de Jss e Qmax, foi selecionada para avaliação da ação analgésica em pata de camundongo, após incisão cirúrgica, pela avaliação do limiar de dor com o auxílio de filamentos de von Frey, a qual demonstrou significativo efeito analgésico. Logo, de acordo com os experimentos realizados, a microemulsão avaliada demonstrou potencial aplicação como carreador de cetamina para administração transdérmica, apresentando-se como alternativa terapêutica para analgesia.

  • VICTOR HUGO LOPES DE ANDRADE
  • Preparação e caracterização do complexo de inclusão de α-terpineol com β-ciclodextrina com ação anti-hipertensiva em Modelo de Ratas em Estro Permanente

  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 25/02/2016
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  • As mulheres com a síndrome dos ovários policísticos (SOP) parecem ter um maior risco de desenvolver distúrbios metabólicos e doenças cardiovasculares. Fato que pode explicar a predisposição para hipertensão arterial em mulheres com esta síndrome. Entretanto, o estudo da avaliação da pressão sanguínea em mulheres com ovários policísticos apresenta limitações de natureza ética, daí a busca de modelos experimentais, como o de ratas em anovulação em estro persistente, que mimetizam síndrome dos ovários policísticos e consoante alguns estudos, apresentam hipertensão arterial. Com relação ao tratamento antihipertensivo, uma substância que vem despertando grande interesse é o α-terpineol, no entanto, sua baixa hidrofilicidade dificulta a sua aplicabilidade tecnológica; necessitando do uso de estratégia para aumentar a sua solubilidade. Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a pressão arterial de ratas em estro permanente e propor um produto tecnológico antihipertensivo. Para tanto, foi preparado o complexo de inclusão do α-terpineol com β-ciclodextrina (α-TP/β-CD) por spray drying, tendo sido realizada a sua caracterização por métodos espectroscópicos e cromatográficos. Os ratos Wistar-Hannover foram separados, em machos e fêmeas, baseado na distância ânus-genital. O estudo foi realizado em 18 ratas, divididas em 3 grupos: I (controle normal, veículo, n=6), II (estro permanente, veículo, n=6) e grupo III (estro permanente, experimental, n=6). A indução do estro permanente nos animais dos grupos II e III, foi realizada, através de uma injeção subcutânea de 1,25 mg de propionato de testosterona no segundo dia de vida. Os animais do grupo I e II receberam apenas propilenoglicol como veículo, enquanto o grupo III recebeu α-TP/β-CD (100 mg/kg) diluído em propilenoglicol diariamente por gavagem durante 28 dias. Para verificação da pressão arterial, os animais foram submetidos a procedimento cirúrgico para implantação de cânula na artéria femoral esquerda para aferição da pressão sanguínea 24 horas depois. Para análise estatística dos dados foi preconizado o teste de t de Student (p< 0,05). Os resultados do presente estudo mostraram que a pressão arterial dos animais em estro permanente, através implantação de cânula na artéria femoral esquerda, não apresentou elevação nos animais do grupo estudo em comparação ao grupo controle.  Assim, devido a não constatação de elevação da pressão arterial em ratas em estro permanente por esse métódo de avaliação, o complexo de inclusão com α-terpineol não foi administrado aos animais do grupo experimental, embora estudos espectroscópicos e cromatográficos sugiram ter havido a formação do complexo de inclusão da β-ciclodextrina com α-terpineol, um componente viável para o tratamento da hipertensão arterial. Portanto, há necessidade de futuros estudos comparando os métodos de aferição da pressão arterial em ratas em estro permanente através da implantação de cânula na artéria femoral esquerda com a avaliação caudal em que a literatura tem mostrado tratar-se de um modelo hipertenso.

  • RIAN FELIPE DE MELO ARAÚJO
  • Preparação e caracterização do complexo de inclusão da riparina D em hidroxipropil-β-ciclodextrina.

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 19/02/2016
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  • Aniba riparia (Nees) Mez, planta tradicionalmente conhecida como “louro”, destaca-se pelo potencial ansiolítico atribuídos aos alcaloides isolados da espécie. Entre estes, a riparina III serviu como modelo estrutural para a síntese de novos derivados. A riparina D (ripD), um destes derivados, foi escolhida para este estudo por apresentar resultados positivos em testes antioxidantes, fazendo dela um candidato a medicamento. No entanto, a nova entidade química apresenta baixa solubilidade em água, que representa um entrave biofarmacêutico, comprometendo sua eficácia farmacológica. A fim de reverter tal problema, este estudo vem propor uma alternativa tecnológica – a complexação da riparina D com hidroxipropil-β-ciclodextrina (HPβCD), uma ciclodextrina de baixo custo e alta solubilidade em água. Iniciou-se a pesquisa, realizando uma revisão bibliográfica com o objetivo de identificar o tipo de ciclodextrina que mais se adequava ao propósito pretendido. Em seguida, desenvolveu-se e validou-se uma metodologia analítica para quantificação da riparina D por espectrofotômetro, visto que não há na literatura nenhum registro de metodologias de quantificação, sendo esta de fundamental importância nos estudos posteriores de pré-formulação.  Neste sentido, promoveu-se a caracterização da ripD por análise termogravimétrica, análise térmica diferencial, difração de Raios-X, espectroscopia no infravermelho e ressonância magnética nuclear (RMN). Antes de realizar os complexos de inclusão, fez-se o diagrama de solubilidade do fármaco em HPβCD, onde se observou um gráfico do tipo AL e estequiometria ideal de 1:1. Os complexos foram preparados pelo método de malaxagem e spray-drying, que juntamente com a mistura física foram caracterizados pelas mesmas técnicas utilizadas anteriormente. A melhoria da solubilidade foi confirmada através dos estudos de dissolução. As interações supramoleculares envolvidas no processo de complexação foram estudadas através de diferentes metodologias de RMN de 1H, tais como Job’s plot, ROESY 2D, medidas de tempo de relaxação longitudinal (T1) e DOSY. Observou-se que a fração ligada do fármaco à ciclodextrina foi de 52,83%, com uma constante de associação aparente estimada em 2374 M-1, evidenciando uma forte interação.  Concluiu-se que a riparina D é um promissor candidato a medicamento e que é viável seu desenvolvimento farmacotécnico através da complexação com HPβCD.

2015
Descrição
  • GALILEIA SANTOS OLIVEIRA BARBOSA
  • FARMACOVIGILÂNCIA NO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DE PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 11/12/2015
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  • O objetivo geral do trabalho foi fazer uma busca ativa, através do estudo de prontuários médicos, de reações adversas suspeitas aos medicamentos utilizados no tratamento da Doença de Crohn (DC) em pacientes que utilizaram o serviço de referência em doenças inflamatórias intestinais do estado do Piauí, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI). A pesquisa foi feita a partir de um estudo retrospectivo, observacional, iniciado em 2014 que buscou avaliar as reações adversas aos medicamentos (RAMs) utilizados no tratamento da DC de uma coorte de 75 pacientes portadores desta doença, que tinham seus prontuários arquivados no serviço de regulação do HU-UFPI, representando todos os indivíduos com DC em tratamento no período de Outubro/2004 a Maio/2015. Foram feitas 147 notificações de suspeitas de RAMs ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (NOTIVISA-ANVISA) em site próprio. A azatioprina foi o fármaco mais utilizado pelos portadores de DC (86,67%); em seguida, o infliximabe (76%) e a mesalazina (58,67%). Os fármacos suspeitos de causar RAMs nos portadores de DC foram: sulfassalazina, mesalazina, prednisona, azatioprina, infliximabe e adalimumabe. Houve 1reação adversa suspeita para a sulfassalazina, sendo que apenas 4% dos avaliados fizeram uso deste fármaco; 41 reações suspeitas para a mesalazina, 45 reações suspeitas para a prednisona; 68 reações suspeitas para a azatioprina; 131 reações suspeitas para o infliximabe e 5 reações suspeitas para o adalimumabe, sendo que 12% dos avaliados fizeram uso deste imunobiológico . Das 147 notificações feitas ao NOTIVISA-ANVISA, até o momento, apenas 26 foram consideradas ‘Concluídas”, classificação que o Sistema de Notificação faz para as reações suspeitas investigadas. O trabalho gerou a adoção de medidas sanitárias pela ANVISA, como alteração da bula dos medicamentos com o principio ativo mesalazina, sendo incluída a conjuntivite como reação adversa nos textos das bulas com o referido princípio ativo. Também gerou alerta para o principio ativo prednisona, com a suspeita da reação adversa acne agravada.

  • RENATA ROSADO DRUMOND
  • Análise da ação antitumoral e de parâmetros fisiológicos e toxicológicos em modelos experimentais após o tratamento com uma fração de Mimosa caesalpiniifolia Benth.

  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 04/12/2015
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  • O câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Por isso, a procura por novas entidades químicas, com novas propriedades quimioterápicas e menos efeitos colaterais, tem grande importância médica e vários métodos celulares e sistêmicos de análise farmacológica têm sido utilizados para encontrar compostos naturais a partir de plantas com propriedades antitumorais. O tumor murino Sarcoma 180 (S180) é bastante usado na pesquisa de substâncias naturais e sintéticas com potencial antitumoral. A espécie vegetal Mimosa caesalpiniifolia Benth é endêmica do Nordeste do Brasil. Sua folhagem é considerada uma valiosa fonte de alimento para ruminantes, pois possui alto valor nutricional. As flores são melíferas e a casca tem sido usada em medicina caseira, com ação antimicrobiana. O objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial antitumoral e a toxicidade da fração diclorometano (FDCM) da casca do caule da espécie vegetal Mimosa caesalpiniifolia em linhagens celulares tumorais e em camundongos transplantados com o S180. A revisão de literatura sobre o tumor Sarcoma 180 demonstrou que a linhagem do tumor murino tem sido muito utilizada como ferramenta farmacológica na busca de moléculas com potencial antitumoral. A FDCM foi avaliada quanto a sua capacidade citotóxica in vitro, frente a quatro linhagens de células tumorais mantidas em cultura pelo método do MTT e frente à cultura primária do tumor S180, pelo ensaio Alamar Blue, após 72 h de exposição. A citotoxicidade da FDCM também foi analisada pelos testes azul de tripan e micronúcleo com bloqueio de citocinese (CBMN) em células do S180 (5, 25 e 50 μg/mL). Para o teste in vivo, a FDCM foi administrada, via intraperitoneal, nas doses de 50 e 100 mg/Kg/dia, durante 7 dias consecutivos, em camundongos transplantados com o S180. A FDCM apresentou valores de CI50 variando entre 4,7 µg/mL (HL-60 – leucemia promielocítica) e 7,1 µg/mL (OVCAR-8 – carcinoma de ovário), de 29 µg/mL em células de S180 e de 9,1 µg/mL em células mononucleares humanas, além de diminuir o número de células viáveis após 72 h de incubação. A FDCM não se mostrou mutagênica contra células do S180, pois não induziu a formação de micronúcleos, porém confirmou sua citotoxicidade pela indução de apoptose, necrose e pontes nucleoplásmicas. As doses de 50 e 100 mg/Kg/dia revelaram percentuais de inibição tumoral de 64,8 ± 5,3 % e 80,0 ± 8,4 %, respectivamente. A avaliação dos parâmetros bioquímicos mostrou alteração apenas nos níveis da enzima aspartato aminotransferase (AST) do grupo tratado com FDCM 100 mg/Kg/dia. Este mesmo grupo apresentou aumento no número de neutrófilos e diminuição de linfócitos, e os dois grupos tratados com a FDCM mostraram redução de eosinófilos, porém, as análises histológicas não revelaram alterações em órgãos-chave. No entanto, as doses testadas foram genotóxicas em eritrócitos policromáticos da medula óssea. A FDCM revelou promissora atividade antitumoral in vitro e in vivo, baixa toxicidade sistêmica e genotoxicidade.


  • ALDENORA MARIA XIMENES RODRIGUES
  • EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, ESTUDOS FARMACOLÓGICOS E AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Lippia origanoides H.B.K 

  • Orientador : ANTONIA MARIA DAS GRACAS LOPES CITO
  • Data: 03/12/2015
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  • Lippia origanoides H.B.K. (Verbenaceae) é um arbusto aromático utilizada popularmente para o tratamento de doenças respiratórias e gastrointestinais. Não há evidencia científica de eficácia e segurança em relação ao uso do óleo essencial de Lippia origanoides. O objetivo do presente estudo foi isolar, caracterizar e investigar a toxicidade e propriedades farmacológicas inerentes ao óleo essencial de Lippia origanoides visando futuramente contribuir com o desenvolvimento de fitomedicamentos. Para tanto, uma prospecção científica e tecnológica foi realizada em bases de dados e avaliação do potencial antioxidante in vitro pelos métodos 2,2difenil-1-picrilhidrazil, hidroxila e oxido nítrico. Além disto, foi verificada sua capacidade em inibir a peroxidação lipídica por meio da determinação das substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico, bem como o seu potencial redutor nas concentrações 100, 300 e 900 µM. O ensaio de toxicidade aguda foi seguido se utilizando do método de classe tóxica aguda do Guia 423 da OECD nas doses de 300 e 2000 mg/kg via oral. Durante 14 dias após o tratamento foram observados a toxicidade geral, taxa de letalidade, evolução do peso corporal, consumo de água e alimentos, e ainda produção de excretas. Após este período, os animais foram anestesiados com cetamina (0,1ml/10g; i.p.) para coleta de sangue para análises hematológicas e bioquímicas, bem como análise dos principais órgãos (fígado, coração, rins, pulmão, baço e cérebro) para estudo macroscópico e morfológico. Também foi avaliada a atividade locomotora e coordenação motora dos animais tratados com óleo essencial de Lippia origanoides nos testes do campo aberto e da barra giratória, respectivamente. O óleo essencial de Lippia origanoides apresentou 25 constituintes, tendo como majoritários os compostos p-cimeno com 23,89%, seguido do timol com 21,78% e carvacrol com 18,87%. Na avaliação antioxidante in vitro, em todos os testes, o óleo essencial de Lippia origanoides apresentou significativa capacidade antioxidante. No ensaio de toxicidade aguda, não foram identificados sinais de toxicidade e a DL50 categorizou-se como indeterminada. Com relação aos parâmetros fisiológicos, bioquímicos e hematológicos não foram observadas alterações e nem efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora entre animais após tratamento com óleo essencial de L. origanoides nos diferentes protocolos. Além disto, não foi visto mudanças quanto aos aspectos macroscópicos e morfológicos dos principais órgãos. Os resultados sugerem que óleo essencial de L. origanoides pode ser seguro em ensaios pré-clínicos, e que demonstra potencial farmacológico que precisa ser melhor explorado para esclarecer uma possível ação no sistema nervoso central conforme demonstrado neste estudo. Os resultados do presente estudo ampliam as perspectivas para a realização de outros testes que possam corroborar com o uso seguro e eficaz do óleo essencial de L. origanoides, como produto de importância biotecnológica.

  • MARIA DOS REMÉDIOS MENDES DE BRITO
  • Estudo de caracterização e avaliação das propriedades farmacológicas de compostos sintéticos derivados de oxazinas

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 22/09/2015
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  • Oxazinas são compostos heterocíclicos que contém um átomo de oxigênio e um átomo de nitrogênio, que pode formar derivados 1,2-oxazina, 1,3-oxazina e 1,4-oxazina. O presente estudo, após a caracterização dos derivados de 1,3-oxazinas WP45 e WP2331, realizou a avaliação de estudos não-clínicos de atividades antioxidante in vitro e ex vivo, estudo de toxicidade in vitro frente à Artemia salina, avaliação farmacológica in vitro antimicrobiana, esquistossomicida e antitumoral. A prospecção científica foi realizada em bases de periódicos como o ScienceDirect, PubMed, Lilacs e Scielo e a prospecção tecnológica em bases de dados eletrônicas como EPO, WIPO, USPTO e INPI, não encontrando nenhuma publicação dos compostos em estudo, WP45 e WP2331, porém foi encontrado registro de depósito de patente e artigos publicados referente a substância de origem, oxazina, sendo poucos relacionados a alguma atividade farmacológica, sugerindo a necessidade de um investimento científico e tecnológico, que com base nas propriedades atribuídas aos derivados de oxazina possam estimular o desenvolvimento de produtos derivados desta espécie. Os derivados WP45 e WP2331 foram caracterizados por ressonância magnética nuclear de hidrogênio e de carbono, infravermelho e análise térmica por calorimetria. A avaliação da atividade antioxidante in vitro sugere que, a WP45 e a WP2331, por meio da capacidade de remoção do radical ABTS•+ e do radical hidroxila, bem como pela inibição da enzima acetilcolinesterase e inibição da hemólise de eritrócitos induzido por AAPH, como fontes promissoras de compostos biologicamente ativos com propriedades antioxidantes. A WP45 e a WP2331 foram citotóxicas para as linhagens de células tumorais testadas. No teste antimicrobiano a substância WP2331 foi a mais ativa, conseguindo inibir o metabolismo bacteriano na menor concentração testada e quando avaliada quanto à atividade esquistossomicida pelo efeito in vitro sobre vermes adultos do Schistossoma mansoni. Portanto a WP2331 apresentou os melhores resultados nas atividades farmacológicas testadas. Os testes não-clínicos apontam os derivados de oxazinas WP45 e WP2331 como substâncias bioativas. As propriedades farmacológicas descritas para os derivados de oxazinas WP45 e WP2331 subsidiam e fomentam a hipótese para a pesquisa e desenvolvimento de produtos destas substâncias. Diante da atividade promissora contra o Schistossoma mansoni da WP2331, foi solicitado pedido de depósito de patente junto ao INPI.

  • SEAN TELLES PEREIRA
  • "Obtenção e caracterização do extrato seco por spray drying de Punica granatum para o desenvolvimento de comprimidos mucoadesivos"

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 04/09/2015
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  • Punica granatum, vulgarmente conhecida como romãzeira, corresponde a um vegetal que durante séculos, as cascas, folhas, flores e frutos têm sido utilizados para o tratamento de inúmeras doenças. O objetivo do presente trabalho foi otimizar a obtenção de extrato seco a partir de solução extrativa hidroetanólica do pericarpo do fruto de Punica granatum por secagem em spray drying, visando o desenvolvimento tecnológico de comprimidos mucoadesivos.  No primeiro capítulo realizou-se um levantamento bibliográfico dos últimos dez anos (2005-2014) sobre o uso terapêutico de Punica granatum. Os resultados mostraram inúmeras propriedades biológicas desta espécie vegetal em ensaios in vitro e in vivo, comprovando a importância e viabilidade do seu uso. Destacam-se as atividades antiproliferativas, antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias. O segundo capítulo apresenta a obtenção e caracterização de extrato etanólico e extrato seco do pericarpo do fruto de Punica granatum. O extrato seco foi obtido por secagem em spray drying tendo como parâmetro de comparação o extrato seco por liofilização. A secagem por spray drying utilizou adjuvantes tecnológicos a fim de melhorar as características dos pós secos. Após caracterização quanto às propriedades de fluxo, umidade residual, higroscopicidade, morfologia e perfis cromatográficos, determinou-se o melhor processo de secagem. As propriedades reológicas dos pós sugerem que extratos sem uso de adjuvantes tecnológicos apresentam melhores características relacionadas ao fluxo e à compressão. Entretanto, a não utilização desses adjuvantes possui como desvantagem a alta higroscopicidade. A análise cromatográfica concluiu que o processo de secagem não altera quali ou quantitativamente os componentes químicos dos extratos. O terceiro capítulo apresenta uma avaliação da capacidade antioxidante dos extratos secos e avalia a atividade antimicrobiana do extrato eleito como melhor produto intermediário. Os resultados obtidos para esses ensaios confirmaram os relatos da literatura, que apontam a alta capacidade antioxidante e corrobora com o uso etnofarmacológico desse vegetal no tratamento de infecções bacterianas e fúngicas. No último capítulo obtiveram-se e caracterizaram-se comprimidos mucoadesivos contento extrato seco de Punica granatum produzidos a partir de uma mistura em diferentes proporções de hidroxipropilmetilcelulose e amido. Os comprimidos foram obtidos por compressão direta e apresentaram características físico-químicas adequadas em relação aos parâmetros farmacopeicos (dimensões uniformes, baixa variação de peso, dureza e friabilidade). Em relação às características adesivas (intumescimento, força e tempo de mucoadesão), a formulação com proporção equimolar entre hidroxipropilmetilcelulose e amido obteve as melhores respostas. As formulações obtidas correspondem a um ponto de partida para testes posteriores.

  • MARCUS VINÍCIUS OLIVEIRA BARROS DE ALENCAR
  • Efeitos do ácido ascórbico nos danos citogenéticos e oxidativos da ciclofosfamida, doxorrubicina e esquema AC em Sarcoma 180 e em Saccharomyces cerevisiae.

  • Data: 11/03/2015
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  • O câncer suscita eventos moleculares, genéticos e epigenéticos para sua iniciação, que presumem mutações. Os antineoplásicos induzem danos ao DNA, que levam à apoptose e/ou necrose, especialmente pelas espécies reativas de oxigênio. É comum o consumo de alimentos ricos em vitaminas, especialmente vitamina C, durante terapias. O presente estudo objetivou avaliar os níveis de danos citogenéticos e oxidativos da ciclofosfamida, doxorrubicina e do esquema AC, em modelos de células tumorais de Sarcoma 180, linfócitos de camundongos, e em Saccharomyces cerevisiae, e os efeitos do ácido ascórbico. A ciclofosfamida e doxorrubicina foram preparadas em solução salina 0.9%, em 20 e 2 mg/mL, respectivamente, mantendo-se as mesmas concentrações no esquema AC. O ácido ascórbico foi solubilizado em tampão fosfato até 2 µmol.  Todos os antineoplásicos induziram significantes danos citogenéticos do tipo apoptose>micronúcleos>necrose>pontes em Sarcoma 180 e em linfócitos de camundongos. No entanto, o ácido ascórbico modulou em 70% (apoptose e micronúcleos) e 32% para necrose. A doxorrubicina induziu significantes danos citogenéticos (apoptose>necrose >micronúcleos) que foram modulados em 70% para apoptoses, 40% para necrose e 21% para micronúcleos. Em AC, os mesmos danos foram significantes e as modulações do ácido ascórbico foram de 60% para apoptose, 42% para necrose e micronúcleos. Não foram observadas significâncias para brotos e pontes, exceto para pontes induzidas pela ciclofosfamida, sem modulação pelo ácido ascórbico. Os antineoplásicos induziram significantes danos oxidativos em todas as linhagens de S. cerevisiae. Entretanto, o ácido ascórbico modulou significativamente os danos oxidativos induzidos pela ciclofosfamida em 50% para as linhagens testadas; e em 70% para superóxido dismutase selvagem. Os danos oxidativos induzidos pela doxorrubicina foram modulados em 62%. Correlações positivas (P<0,001) foram observadas entre os danos citogenéticos e danos oxidativos. Em Sarcoma 180 e em S. cerevisiae, os danos citogenéticos e oxidativos dos antineoplásicos foram modulados pelo ácido ascórbico, sugerindo que, provavelmente, o ácido ascórbico, como antioxidante, pode interferir na eficácia dos antineoplásicos.

  • ANTONIO JEFFERSON PEREIRA SOUSA
  • Preparo e caracterização do complexo de inclusão do óleo essencial de Croton zehntneri com β - ciclodextrina: a avaliação da atividade antioxidante.

  • Orientador : SIDNEY GONCALO DE LIMA
  • Data: 20/02/2015
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  • O óleo essencial das folhas da espécie Croton zehntneri Pax et Hoffmapresenta como substância majoritária oestragol. Ele é um éter fenilterpenóide que possui várias atividades farmacológicas comprovadas (ansiolítica, analgésica, anti-espasmódica, antimicrobiana, antioxidante e antinociceptiva). Entretanto, sua instabilidade térmica e sua baixa solubilidade em água dificultam sua aplicação tecnológica. Utilizando a β-ciclodextrina (β-CD), na formação de um complexo de inclusão, podemos melhorar a estabilidade, alterar a sua solubilidade, modelar a velocidade de dissolução e a sua liberação. Nessa perspectiva a dissertação foi estruturada em três capítulos originados de artigos científicos submetidos a revistas nacionais e internacionais com ampla divulgação na comunidade científica. O primeiro capítulo aborda uma prospecção tecnológica e científica, a fim de verificar o estado da arte do uso de ciclodextrinas na formação de complexos de inclusão com óleos essenciais. O segundo capítulo relata o preparo e a caracterização do complexo de inclusão. Neste estudo foi avaliada a preparação do complexo pelo método de secagem por spray drying e sua caracterização usando técnicas de espectroscopia de absorção no infravermelho (FT-IR), calorimetria exploratória diferencial (DSC) e termogravimetria (TG). Nas análises dos espectros de infravermelho do complexo de inclusão foi observada forte semelhança com o espectro da β-CD, principalmente nas bandas características do estragol em 2928, 1639, 1610 e 1510 cm-1 que tiveram acentuada redução de intensidade quando comparadas aos espectros isolados do estragol e da mistura física (MF). A interação do estragol com a β-CD pode ter provocado um impedimento na conformação da mesma, justificando a possível redução da intensidade do sinal. A curva DSC da MF parece ser a simples superposição da curva DSC da β-CD. Entretanto, um padrão diferente foi observado na curva DSC do complexo, sugerindo a formação do complexo do estragol com a β-CD, que foi verificada também com auxílio da técnica de termogravimetria e dos termogramas do estragol, da MF, da β-CD e do complexo de inclusão. O terceiro capítulo complementa o segundo, com a apresentação dos dados sobre a capacidade antioxidante in vitro do estragol e do seu complexo de inclusão pelos métodos: DPPH, ABTS•+, inibição do óxido nítrico (NO), radical hidroxila(OH) , potencial redutor e inibição da hemólise em eritrócitos. Foi observado que o estragol apresentou capacidade antioxidante pela inibição dos radicais DPPH(CE50 = 26,06 µg/mL), ABTS•+ (CE50 = 22,73 µg/mL), íons nitrito (CE50 = 17,65 µg/mL), radical hidroxila (CE50 =23,42 µg/mL) , potencial redutor (CE50 =46,48 µg/mL) e inibição da hemólise (CE50 = 33.12 µg/mL). Quando avaliada a capacidade antioxidante do complexo de inclusão com β-CD nas mesmas condições experimentais, foi observado maior efeito antioxidante sobre os radicais com o valor da CE50 de 9,46 µg/mL para o radical DPPH, 4,47 µg/mL para o radical ABTS•+, 2,68 µg/mL para os íons nitrito, 2,34 µg/mL para o radical hidroxila, 12,47 µg/mL do potencial redutor e 6,21 µg/mL para inibição da hemólise em eritrócitos. A capacidade antioxidante in vitro do estragol e do seu complexo de inclusão com β-CD pelos métodos antioxidantes descritos acima, demonstraram que a capacidade antioxidante do estragol é aumentada na presença da β-CD.

     

     

  • ANA CRISTINA SOUSA GRAMOZA VILARINHO
  • Obtenção de compósitos paligorsquita/quitosana para a liberação modificada da mesalazina

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 06/02/2015
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  • Compósitos de polimero/argila geram uma ordem de atributos, incluindo propriedades mecânicas, térmicas e biodegradáveis que são superiores aos compósitos convencionais. Tais compósitos podem ser utilizados em aplicações médicas e/ou biomédicas. Embora sejam muito utilizados na forma pura, um único polímero ou argilomineral muitas vezes não possui características necessárias aos fins desejados. Neste contexto, esta pesquisa visou a busca por anterioridade de compósitos a base de quitosana (QTS) e paligorsquita (PLG) na área farmacêutica, obtendo e caracterizando, posteriormente, estes compósitos utilizando diferentes metodologias. A partir disso, inicialmente, realizou-se a busca de pedidos de patentes e artigos nos bancos de dados: European Patent Office, na World Intellectual Property Organization, no United States Patent and Trademark Office, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Brasil e Web of Science, utilizando os termos chitosan, palygorskite, attapulgite, composite e a combinações entre estes presentes no título, palavras-chave ou resumo das patentes e artigos. Posteriormente, realizou-se o tratamento da PLG com H2O2 e, além disso, foram obtidos materiais a partir de distintas metodologias, sendo estes: PLG:QTS-1, PLG:QTS-2 e PLG:QTS-G (reticulada com glutaraldeído). Os materiais foram analisados por análise térmica, difração de raio-X, espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier, análise elementar e microscopia eletrônica de varredura. Foram realizados, também, a adsorção de mezalazina nos materiais PLG, QTS e PLG:QTS-G e posterior análise da liberação deste fármaco. A partir dos resultados analisados na prospecção, observou-se que quando os descritores foram utilizados de forma combinada, o número de patentes reduziu consideravelmente. Para chitosan and palygorskite (or attapulgite) and composite foram localizadas 34 patentes no total (após a eliminação de artigos duplicados). Destas, 21,2 % eram direcionadas para a utilização de compósitos no controle de liberação substâncias de uso terapêutico, tendo sido depositadas por pesquisadores chineses nos anos de 2010 e 2013, as demais estão relacionadas principalmente à produção de absorventes de metais pesados e de fertilizantes. Em relação à obtenção de compósitos, pode-se perceber PLG:QTS-1 não apresentou diferenças significativas em relação à  PLG. Já em PLG:QTS e PLG:QTS-G, houve a interação entre QTS e PLG caracterizando a formação de compósitos. A PLG:QTS-G, também, apresentou maior adsorção de mesalazina com posterior perfil de liberação modificada, se assemelhando ao modelo cinético de Korsmeyer-Peppas. Conclui-se, assim, que o número de patentes envolvendo esses compósitos com aplicação farmacêutica é pequeno, sendo um campo vasto à sua utilização na área biofarmacêutica. Além disso, foram obtidos dois diferentes compósitos, sendo o PLG:QTS-G com perfil promissor para a utilização como carreador na liberação modificada de fármacos, como a mesalazina.

     

  • ALYSSON KENNED DE FREITAS MESQUITA
  • Síntese, caracterização e aplicação de um novo derivado da hidroxipropilmetilcelulose (HPMC) na vetorização de fármacos.

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 06/02/2015
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  • Os polímeros continuam a ser os materiais mais utilizados no desenvolvimento de sistemas de liberação de fármacos, principalmente para formas farmacêuticas de uso oral. Dentre estes os sistemas matriciais hidrofílicos tem sido amplamente estudados para o delineamento de formas farmacêuticas de liberação controlada por difusão e dissolução. A realização de modificações químicas na estrutura desses polímeros possibilita ainda o desenvolvimento de novos materiais com novas propriedades e aplicações. Este trabalho teve como objetivo desenvolver, caracterizar e avaliar o perfil de dissolução de comprimidos matriciais utilizando um derivado fosfatado do HPMC, inédito na literatura, usando como insumo farmacêutico ativo (IFA) a estavudina. O HPMC fosfatado foi obtido através da reação do HPMC com ácido metafosfórico em meio com uréia e dimetilformamida. As técnicas utilizadas para caracterização dos polímeros foram termogravimetria (TG), calorimentria diferencial exploratória (DSC) e infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e difração de raios-X (DRX). Os resultados das análises térmicas revelaram que o HPMC fosfatado possui uma estabilidade térmica inferior, com temperatura inicial e máxima de decomposição inferior ao HPMC, e assim como o polímero de partida, também apresentou dois eventos endotérmicos, uma referente a perca de água adsorvida ao polímero e outro referente a decomposição do material. O espectro de infravermelho mostrou que as principais bandas características do HPMC foram mantidas no HPMC fosfatado, mas com o aparecimento de uma banda de intensidade baixa em 1278 cm-1 correspondente ao estiramento do grupo P=O e aumento da intensidade na região de 1169 a 907 cm-1 referente à deformação P-O-C Após a síntese foram produzidos sete lotes de comprimidos (peso médio = 110 mg; IFA. = 15 mg) utilizando como adjuvantes o HPMC, HPMC fosfatado e amido em diferentes proporções. Todos lotes foram submetidos a controle de qualidade e avaliado o perfil de dissolução, com posterior comparação das eficiências de dissolução. Todos os lotes apresentaram-se uniformes e com características adequadas. No controle de qualidade todos os lotes atenderam ás especificações e na comparação dos perfis de dissolução os lotes com HPMC promoveram uma liberação prolongada do IFA, já os lotes com HPMC fosfatado apresentaram uma liberação imediata do ativo com características de um superdesintegrante e além disso, apresentaram uma maior eficiência de dissolução quando comparado aos lotes com HPMC. A síntese e utilização de um novo derivado da hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), HPMC fosfatado, como adjuvante para sistemas matriciais mostrou-se viável e apresentou características de um superdesintegrante e com elevada eficiência de dissolução, podendo assim ser utilizado para liberação imediata de fármacos.

     

  • OSKAR ALMEIDA SILVA
  • ESTUDOS NEUROQUÍMICOS DO (-) - MIRTENOL E SEU COMPLEXO DE INCLUSÃO COM β-CICLODEXTRINA COMO CONTRIBUIÇÕES TECNOLÓGICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE NOVOS MEDICAMENTOS

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
  • Data: 28/01/2015
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  • O mirtenol é um monoterpeno de função álcool natural de cadeia cíclica e ramificada. Devido as suas propriedades aromáticas é amplamente utilizado em artigos de higiene pessoal e produtos de limpeza. Porém poucos estudos relatam propriedades terapêuticas, o que reduz seu uso na indústria farmacêutica. Nesta perspectiva o presente trabalho busca avaliar a possível atividade em nível do sistema nervoso central do (-)-mirtenol e seu complexo de inclusão com β-ciclodextrina em modelos experimentais de crises epilépticas em ratos e a obtenção e caracterização do complexo de inclusão (-)-mirtenol-β-ciclodextrina, utilizando métodos termogravimétricos. A busca de anterioridade realizada por meio da prospecção científica e tecnológica nas principais bases de dados de patentes e artigos científicos com a finalidade de verificar as principais utilizações do mirtenol, evidenciou uma quantidade reduzida de depósito de patente e publicação de artigos científicos, mostrando a necessidade da realização de novos estudos a fim de investigar todo o potencial farmacológico do mirtenol, favorecendo estudos futuros. Para a avaliação da toxicidade aguda do mirtenol em ratos Wistar albinos de ambos os sexos, por via intraperitoneal e oral, foi utilizando dose única de 2000 mg kg-1, segundo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de 2013. O estudo demonstrou que o (-) -mirtenol e seu complexo de inclusão não apresentaram sinais de toxicidade aguda, tendo assim níveis de segurança aceitáveis para sua utilização em estudos futuros. Para a investigação da atividade anticonvulsivante e a avaliação do estresse oxidativo em mitocôndrias isoladas de cérebro e fígado de ratos Wistar albinos, foram pré-tratados com (-) -mirtenol nas doses de 25, 50 e 75 mg kg-1 e complexo de inclusão 25 mg kg-1, antes da indução de crises epilética provocadas por pilocarpina. Em todas as doses os animais pré-tratados com (-) -mirtenol e complexo de inclusão tiveram reduzidas significativamente o número de crises epiléticas e o aumentou a taxa de sobrevivência em relação ao grupo controle convulsivo (pilocarpina). Na avaliação do estresse oxidativo reduziram significativamente os níveis de peroxidação lipídica, a concentração da produção de nitrito, porém não alteraram a atividade das enzimas superóxido dismutase e catalase e diminuiu as concentrações de glutationa reduzida. De acordo com os resultados obtidos o (-) -mirtenol e seu complexo de inclusão são substâncias promissoras como anticonvulsivante e antioxidante ex vivo, diminuindo os danos neurais causados após indução de crises epiléticas promovendo neuroproteção. A obtenção de um complexo de inclusão do (-)-mirtenol com β-ciclodextrina proporciona uma maior estabilidade. A complexação foi obtida utilizando o método de secagem por spray drying com rendimento de 63,53 %, e caracterizado por Calorimetria Exploratória Diferencial, Termogravimetria, Termogravimetria Diferencial e Espectroscopia no Infravermelho com transformada de Fourier. Os resultados da caracterização demonstram diferenças nas propriedades físico-químicas do (-) -mirtenol e seu complexo com β-ciclodextrina, sugerindo a formação do complexo de inclusão. Os resultados obtidos fornecem subsídios para o desenvolvimento de um possível fitofármaco com propriedades anticonvulsivantes e neuroprotetoras, bem como a formação de seu complexo de inclusão com β-ciclodextrina proporcionando uma forma mais estável.

  • ANGELICA GOMES COELHO
  • Lippia origanoides H.B.K.: Obtenção do extrato padronizado, avaliação do efeito hipotensor e desenvolvimento de comprimidos.

  • Orientador : ANTONIA MARIA DAS GRACAS LOPES CITO
  • Data: 22/01/2015
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  • Lippia origanoides H.B.K. (Verbenaceae) é um arbusto aromático utilizada popularmente para o tratamento de doenças respiratórias e gastrointestinais. O uso da tintura das folhas de L. origanoides com aplicação no tratamento da hipertensão arterial foi reivindicado através da patente PI 9305413-0A, depositada no Brasil, mas sem nenhuma evidência científica de eficácia e segurança desta aplicação. Desse modo, este estudo visa obter um extrato padronizado das partes aéreas de L. origanoides, bem como seu perfil cromatográfico por UFLC, além de avaliar seu potencial como agente hipotensor e propor uma formulação na forma de comprimidos contendo o extrato por planejamento fatorial 23. Para tanto, foram preparados 8 sistemas de extração, em triplicata, variando-se os fatores:  Solvente (etanol ou etanol/água (1:1)), sonicação (+ ou -) e troca de solvente (diária por três dias ou a cada três dias, por nove dias), sendo as massas secas dos resíduos utilizadas como parâmetro de análise para comparação entre os rendimentos. O perfil cromatográfico do extrato hidroalcoólico (Lo-EHA), bem como a identificação e quantificação da substância marcadora naringenina, foram obtidos através da análise por cromatografia líquida ultra-rápida (UFLC), acoplada a um detector UV. Para avaliação do potencial hipotensor de Lo-EHA, realizou-se medida direta da pressão sanguínea em ratas Wistar após administração intravenosa de Lo-EHA (12,5, 25 e 50 mg/kg), sequencial ou não ao pré-tratamento com L-NAME (20 mg/kg, i.v.).  Além disso, avaliou-se o efeito hipotensor após administração oral a ratas (100 mg/kg e 200 mg/kg), através da medida indireta da pressão arterial sistólica pelo método de pletismografia de cauda. Para o desenvolvimento dos comprimidos, Lo-EHA (50 mg) foi acrescido a oito formulações determinadas por planejamento fatorial, variando-se o diluente (celulose ou babaçu), a presença do aglutinante e a porcentagem de lubrificante. Os comprimidos foram avaliados quanto às suas características organolépticas, peso médio, friabilidade, dureza, tempo de desintegração, perfil de dissolução e teor, utilizando os parâmetros da Farmacopeia Brasileira V. Foi também realizado o ensaio de toxicidade aguda seguindo-se o método de classes do Guia 423 da OECD. Assim, o rendimento da extração foi 4,6 vezes maior com solvente hidroalcoólico que com o solvente etanólico e de modo independente da ocorrência de sonicação e do tempo de extração. A análise por UFLC confirmou a presença do marcador naringenina no Lo-EHA, na concentração de 3,73 g%. A administração do extrato por via intravenosa promoveu efeito hipotensor significativo nas três doses testadas seguido de efeito bradicárdico. Após o pré-tratamento com L-NAME, o efeito hipotensor foi acentuado nas doses 25 e 50 mg/kg, seguido de bradicardia em todas as doses, indicando que este efeito provavelmente não envolve a ativação da enzima NO sintase. Após administração por via oral nas doses de 100 mg/kg e 200 mg/kg, foi observada resposta hipotensora pronunciada a partir de 60 e 90 minutos em relação ao grupo controle, com duração de efeito de 270 e 300 minutos, respectivamente. Quanto aos comprimidos desenvolvidos, os lotes contendo babaçu foram aprovados em todos os ensaios de controle de qualidade ao passo que os lotes com celulose foram reprovados no ensaio de desintegração, por apresentarem tempo de desintegração superior a 30 minutos. No ensaio de toxicidade aguda, não foram identificados sinais de toxicidade e a DL50 para o extrato categorizou-se como indeterminada. Dessa forma, o extrato padronizado de L. origanoides apresenta potencial farmacológico para o desenvolvimento de fitoterápicos com aplicação no tratamento da hipertensão arterial.

  • JURANDY DO NASCIMENTO SILVA
  • ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICA DE EXTRATOS DE PLANTAS DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO COM POTENCIAL PARA DESENVOLVIMENTO DE FITOTERÁPICOS

  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 19/01/2015
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  • O bioma caatinga situado na região semiárida brasileira se destaca com um número considerável de espécies vegetais utilizadas empiricamente por suas propriedades terapêuticas. Partindo dessa informação esse trabalho teve como objetivo investigar a atividade antioxidante e o potencial citotóxico de amostras obtidas a partir de plantas endêmicas da região semiárida brasileira. No estudo inícial de revisão, concluiu-se que poucas são as espécies que foram e/ou estão sendo pesquisadas com vista ao seu potencial antineoplásico apesar da gama de espécies presente na região em estudo. No ensaio antioxidante utilizando o radical 2,2-azobis-(3-etilbenzotiazolina-6-sulfonato) (ABTS•+), os extratos etanólicos das folhas das espécies Combretum mellifluum e Terminalia actinophylla apresentaram os melhores resultados, com capacidade antioxidante equivalente ao Trolox (TEAC) igual a 31,4 mM de Trolox/g. No ensaio utilizando o radical 2,2-difenil-1picril-hidrazil (DPPH), a fração aquosa dos galhos da espécie Oxandra sessiliflora apresentou maior valor TEAC com 3,5 mM de Trolox/g. No estudo da toxicidade aguda com Artemia salina, a fração diclorometâno das folhas da espécie Anadenanthera colubrina revelou uma CL50 de 23,75 µg/mL. A fração diclorometano da casca da espécie Mimosa caesalpiniifolia se mostrou a mais promissora nos ensaios citotóxicos, apresentando CI50 variando entre 4,7 a 7,1 μg/mL para as linhagens humanas SF-295 (glioblastoma), OVCAR-8 (carcinoma do ovário), HL-60 (leucemia promielocítica) e HCT-116 (carcinoma colorretal) no teste de MTT, no teste utilizando células vegetais de Allium cepa essa fração também apresentou toxicidade, citotocixidade e genotixicidade significativa, já a análise da cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) dessa fração revelou a presença significativa do ácido betulínico. Apenas três amostras exibiram atividade hemolítica, apresentando uma CE50 entre 13,2 a 48,5 µg/mL, para a fração hexânica da casca da espécie Platonia insignis e para os extratos etanólicos das folhas das espécies Combretum mellifluum e Terminalia actinophylla. O extrato etanólico da folha da espécie Combretum duarteanum, apresentou melhor atividade antioxidante in vitro por meio da capacidade de remoção de radicais hidroxila, do óxido nítrico e redução do ácido tiobarbitúrico. A espectroscopia de varredura (UV-Vis) e a análise por cromatografia em camada delgada analítica (CCDA) se mostraram como uma ferramenta útil na identificação inicial de algumas classes de metabólitos secundários, como terpenoides e flavonoides. O levantamento prospectivo sobre espécie Mimosa caesalpiniifolia mostrou que as patentes foram depositadas em maior número nas bases WIPO (Word Intellectual Property Organization) e EPO (European Patent Office), com classificação internacional principalmente do tipo A61K (ciência médica ou veterinária e higiene) e A23L (alimentos, produtos alimentícios ou bebidas não alcoólicas). As produções científicas estão alocadas principalmente nas áreas da medicina, farmacologia, toxicologia e farmacêutica e bioquímica, genética e biologia molecular, com ápice de publicações a partir de 2010.

  • KATRÍCIA MARIA FEITOSA CARDOSO
  • Desenvolvimento e análise farmacológica de um complexo de inclusão a partir de Citrus sinensis (L) Osbeck direcionado para Doença de Alzheimer

  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 16/01/2015
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  • Com o crescente número de idosos na população mundial, há necessidade de novos medicamentos para tratar doenças que causam distúrbios de cognição, como por exemplo a doença de Alzheimer (DA). O tratamento mais promissor para a DA consiste em aumentar o nível de acetilcolina no cérebro usando inibidores da enzima acetilcolinesterase (AChE). Neste contexto, este trabalho teve como objetivos preparar e caracterizar um complexo de inclusão entre o óleo essencial das folhas de Citrus sinensis (laranjeira) e β-ciclodextrina (CIOECS-βCD) e avaliar seu efeito inibitório sobre a atividade da enzima acetilcolinesterase (AChE). No primeiro capítulo, foi elaborada uma prospecção discutindo as atividades farmacológicas das plantas do gênero Citrus e complexos de inclusão com ciclodextrina. O segundo capítulo traz a elaboração e caracterização da amostra, o óleo usado para este estudo foi extraído por hidrodestilação utilizando extrator tipo Clevenger e analisado por Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massas, no qual apresentou os seguintes constituintes químicos:                β-felandreno (20,26 %), 3-careno (11,76 %), limoneno (15,86 %), α-linalol (7,43 %),         (R)-(+)-citronelal (4,32 %), β-ocimeno (5,41 %), neral (3,27 %), geraniol (1,35 %) e citral (3,81 %). O complexo foi elaborado a partir do método de co-precipitação e caracterizado utilizando as técnicas espectroscópicas: ultravioleta, calorimetria exploratória diferencial, espectrofotometria no infravermelho com transformada de Fourier e difratometria de raios X. Os resultados sugerem que houve a formação do complexo, o termograma demonstrou que houve um deslocamento do pico endotérmico máximo da ciclodextrina em 118, 2 ºC, indicando uma possível complexação. A análise de Infravermelho teve como deslocamento expressivo o da banda da β–ciclodextrina, possivelmente devido à formação do complexo, já que o óleo essencial ocupa a cavidade e a banda não aparece no complexo. Na análise por difração de Raios X foi obtido um difratograma com características de um material amorfo, sem picos definidos que pode ser um indicativo da ocorrência de complexação. O terceiro capítulo trata das análises toxicológicas (Testes do MTT, Toxicidade em Artemia salina e Teste de hemólise) e anticolinesterásica (Testes qualitativo e quantitativo de inibição da enzima acetilcolinesterase) do complexo, onde nas análises toxicológicas o complexo não apresentou sinais de toxicidade e nos teste de acetilcolinesterase obteve resultados positivos na inibição da enzima. No quarto capítulo consta o pedido de patente do complexo e a prospecção tecnológica realizada para busca de produtos iguais ou semelhantes ao proposto, para que possa dar base à produção de um medicamento natural a partir do complexo de inclusão para o tratamento de pacientes com Alzheimer.

2014
Descrição
  • ILUSKA MARTINS PINHEIRO
  • DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DE EMULGEL DE ANFOTERICINA B: ESTUDO DE PRÉ-FORMULAÇÃO E TRATAMENTO DE LEISHMANIOSE CUTÂNEA EM MODELO EXPERIMENTAL

  • Orientador : ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
  • Data: 05/12/2014
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  • A leishmaniose cutânea é uma doença parasitária negligenciada, cujo tratamento é de difícil acesso. Dentre os fármacos que tem utilidade clínica no tratamento da leishmaniose destaca-se a anfotericina B (AmB), que tem sua utilização por via oral e parenteral limitada pela sua toxicidade. Assim, o desenvolvimento de formulação tópica como alternativa terapêutica é essencial para permitir maior adesão e efetividade ao tratamento. O presente estudo tem por objetivo o desenvolvimento de emulgel de AmB com a finalidade de aumentar a permeação do fármaco e minimizar problemas relacionados à toxicidade. Nesse estudo, preparou-se organogel com AmB e diferentes promotores químicos de permeação cutânea. Realizou-se ensaios de estabilidade preliminar (ciclo gelo-degelo a temperatura de 5 ± 0,5ºC e 45 ± 0,5 °C) e validou-se metodologia analítica por espectrofotometria no UV/Vis e por cromatografia líquida de alta eficiência para quantificação do princípio ativo na formulação, segundo RE n° 899/2003 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Além disso, realizou-se cinética de liberação in vitro utilizando membrana artificial de celulose 5µm com células de difusão tipo Franz. Por fim, investigou-se estudo in vivo utilizando camundongos BALC/c e acompanhou-se a evolução das lesões através dos seguintes parâmetros: tamanho das lesões, recuperação de parasitos em fragmentos de pele e realização de histopatológico. A formulação de emulgel de AmB com ácido oléico 5% resistiu à estabilidade preliminar e no ensaio de cinética de liberação apresentou desempenho 6X superior à formulação controle. In vivo, essa formulação apresentou regressão significativa no tamanho das lesões, menor recuperação de parasitos em fragmentos de pele e maior tempo de recidiva da patologia após término do tratamento. Com isso, o bom desempenho do emulgel obtido viabiliza a formulação para novas investigações como promessa de tratamento alternativo eficaz para leishmaniose cutânea.

  • MARCELA ROSADO DRUMOND TAIMO
  • Avaliação das atividades antioxidantes, toxicológicas e genotóxicas do ferulato de isopentila

  • Data: 05/12/2014
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  • Os fenilpropanóides são compostos que possuem promissoras atividades biológicas, por isso, pesquisas envolvendo as suas atividades farmacológicas e toxicológicas podem ser de grande interesse para as indústrias farmacêuticas, para avaliação da segurança e reconhecimento como recurso terapêutico benéfico. Dentre os fenilpropanóides, o ácido ferúlico é um ácido onipresente no reino vegetal, que apresenta efeitos terapêuticos contra diversas patologias. A maioria dos efeitos benéficos podem ser atribuídos à sua forte ação antioxidante. O presente estudo teve como objetivo a avaliação do ferulato de isopentila quanto às suas atividades protetoras, antioxidantes e de reparo de danos oxidativos induzidos pelo peróxido de hidrogênio, em Saccharomyces cerevisiae, bem como seus efeitos toxicológicos e genotóxicos, em camundongos. Foi realizada uma prospecção tecnológica e científica da capacidade antioxidante e genotóxica dos fenilpropanóides. As capacidades protetoras, antioxidantes e de reparo do ferulato de isopentila foram testadas frente aos danos oxidativos causados pelo peróxido de hidrogênio, em S. cerevisiae proficiente e mutadas em defesas enzimáticas para superóxido dismutase citoplasmática e mitocondrial, duplo mutante, bem como para catalase, nas concentrações 0,30 g/mL, 0,20 g/mL, 0,15 g/mL e 0,10 g/mL. Foi avaliada a toxicidade aguda após a administração do derivado ferulato em camundongos tratados com doses únicas  (1000, 2000 e 3000 mg/kg) por via oral e (1000, 1500 e 2000 mg/kg) por via intraperitoneal. A genotoxicidade foi testada pelas frequências e índices de danos ao DNA, com o ensaio cometa nas doses de 1500 mg/Kg e 3000 mg/Kg, por via intraperitonial e oral, respectivamente. A maioria dos trabalhos publicados, foi na forma de artigos científicos, e uma pequena fração na forma de depósito de patentes. O ferulato de isopentila apresentou atividades protetoras, antioxidantes e de reparo de danos oxidativos induzidos pelo peróxido de hidrogênio para as concentrações usadas e linhagens de S. cerevisiae testadas. A administração aguda das doses citadas de derivado ferulato, induziu modificações fisiológicas em camundongos machos e fêmeas, porém não interferiu na atividade locomotora dos animais. A administração das mesmas doses em camundongos machos, não interferiu nos parâmetros bioquímicos e hematológicos. A DL50 para a via intraperitoneal foi de 1.494,54 mg/kg em camundongos (machos e fêmeas); por via oral não foi possível determinar a DL50, pois nenhum animal morreu com as doses testadas. O ferulato de isopentila, após 24 horas da administração, apresentou genotoxicidade nas células de sangue periférico e medula óssea de camundongos, evidenciada tanto pelo índice, como pela frequência de danos ao DNA, mas pode acontecer reparo dos danos evidenciados. As atividades protetoras, antioxidantes e de reparo de danos oxidativos, a toxicidade aguda tolerada e genotoxicidade possível de reparo, em células eucarióticas, são promissoras para o uso farmacológico do ferulato de isopentila.

  • CRISTINA ALVES DE SOUSA LAGES
  • Desenvolvimento tecnológico de um gel de pilocarpina e avaliação do seu efeito na atrofia do epitélio vaginal de ratas.

  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 05/12/2014
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  • As mulheres na pós-menopausa apresentam vários sintomas decorrentes da falência ovariana como ondas de calor, perda de massa óssea, queixas urinárias, atrofia vaginal e dispareunia. Para esta condição a estrogenioterapia pode ser o tratamento mais eficaz, todavia é contra-indicado em mulheres portadoras de câncer de mama, reforçando a necessidade da busca por novas terapêuticas alternativas para este fim. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do gel pilocarpina tópico em epitélio vaginal de ratas castradas. Para tanto, foi desenvolvida uma formulação em gel de pilocarpina e sua caracterização organoléptica e físico-química. O estudo foi realizado em 40 ratas Wistar possuindo 90 dias de vida e 200 g de peso. Foram divididas aleatoriamente em quatro grupos: I (estro permanente, controle positivo), II (ratas castradas, controle negativo), grupos III e IV (ratas castradas, experimentais) com 10 animais por grupo. O estro persistente foi obtido por meio da administração subcutânea de proprionato de testosterona no segundo dia de vida. As ratas dos grupos II, III e IV, aos 90 dias de vida, foram castradas e recebeu por via vaginal gel de veículo (carbopol), pilocarpina a 5%, pilocarpina a 15%, respectivamente, durante 14 dias. No 15º dia, após o tratamento, todos os animais foram eutanasiados para remoção das vaginas, que foram fixadas em formol tamponado a 10% para estudo histológico morfológico e morfométrico. Os dados foram analisados pelo o teste não paramétrico de modelo de regressão linear, com nível de segurança estabelecido em p<0,05. Os parâmetros organolépticos (aspecto, cor e odor) e físico-químicos (pH e viscosidade) do gel foram satisfatórios de acordo com a Farmacopeia Brasileira. A espessura epitelial média e desvio padrão da vagina dos animais nos grupos I, II, III e IV foi 195.10±12.23, 30.90±1.14, 28.16±2.98 e 29.84±2.30, respectivamente. A espessura do epitélio vaginal das ratas do grupo I foi significantemente maior que a dos animais dos grupos II, III e IV (p<0,0001), enquanto a comparação entre a das ratas dos grupos II, III e IV não mostrou diferença (p=0,0809). Os resultados do presente estudo mostraram que a pilocarpina sob a forma de gel não alterou a espessura do epitélio vaginal de ratas castradas.

  • GEORGE LAYLSON DA SILVA OLIVEIRA
  • ENSAIOS NÃO CLÍNICOS COM O ACETURATO DE DIMINAZENO: UMA ABORDAGEM CONTRA O AGENTE INFECCIOSO Schistosoma mansoni Sambon

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 07/11/2014
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    O agente antiparasitário aceturato de diaminazeno (C14H15N7·2C4H7NO3) é uma diamidina aromática que tem sido estudado com relação a seu potencial terapêutico para outras doenças e consequentemente tem despertado o interesse pelo desenvolvimento de novas pesquisas. Desta forma, o presente estudo teve por objetivo determinar a atividade antiparasitária in vitro do aceturato de diminazeno contra vermes adultos de Schistosoma mansoni, bem como sua toxicidade aguda em camundongos. Para a avaliação da toxicidade aguda, o aceturato de diminazeno em dose única (0, 1.000 e 2.000 mg/kg) foi administrado por via oral e intraperitoneal em camundongos Swiss e os parâmetros fisiológicos, bioquímicos, hematológicos e alterações no comportamento (atividade locomotora e coordenação motora) analisados. Além destes procedimentos, o presente estudo determinou a toxicidade em Artemia salina, capacidade hemolítica em eritrócitos de ratos e antioxidante in vitro. Os resultados obtidos com a administração aguda do aceturato de diminazeno indicaram alterações (p<0,05) em alguns parâmetros bioquímicos e hematológicos, interferiu no Sistema Nervoso Central pela redução da capacidade comportamental (atividade locomotora e coordenação motora) e provocou a morte de camundongos de ambos os sexos. Neste estudo também foi observado que camundongos fêmeas tratados por via oral são mais suscetíveis ao aceturato de diminazeno na dose de 1.000 mg/kg e principalmente na dose de 2.000 mg/kg, na qual, foi observado uma taxa de mortalidade três vezes maior (60%). Em relação a exposição ao aceturato de diminazeno por meio da via intraperitoneal, 100% dos animais de ambos os sexos tradados nas doses de 1.000 e 2.000 mg/kg morreram apresentandos vários sinais de toxicidade. Diferentemente do observado em camundongos, o aceturato de diminazeno não foi tóxico para as A. salina e apenas foi observado taxa de mortalidade a partir de 72 horas de exposição. Além da baixa toxiciadade em A.salina, o aceturato de diminazeno não demonstrou ser citotóxico pelo rompimento das membranas das bicamadas lipídicas de eritrócitos de ratos. Os resultados antioxidantes in vitro indicaram baixa capacidade antioxidante contra os radical radicais DPPH• e ABTS•+, bem como a sua capacidade de transferir elétrons pelo potencial redutor. Para a avaliação da atividade esquistomicida in vitro, os resultados obtidos demonstraram que o aceturato de diminazeno nas concentrações de 242,5, 484,2 e 969,9 nM provocou uma redução da atividade motora e elevada taxa de mortalidade dos vermes S. mansoni (p<0,05). Os resultados também demonstraram que o aceturato de diminazeno tem a capacidade de separar todos os casais adultos de S. mansoni (inibição da oviposição) e na análise por microscopia confocal a laser foram observados alterações morfológicas na superfície de vermes machos de S. mansoni como desintegração de tubérculos. Sendo assim, no presente estudo foi constatado que o aceturato de diminazeno induziu vários sinais de toxicidade quando administrado por via oral e intraperitoneal em dose única (1.000 e 2.000 mg/kg) ao longo de um período de tempo de 14 dias em camundongos e também descreveu uma nova atividade farmacológica contra vermes adultos de S. mansoni in vitro por meio de observações nos parâmetros de mortalidade, redução na atividade motora, alterações tegumentares e oviposição.

  • HELLEN KELEN MARIA MEDEIROS COIMBRA VIANA
  • Avaliação do potencial antioxidante e mecanismo de ação ansiolítico de lipossomas contendo nimodipina: envolvimento dos sistemas serotoninérgico e dopaminérgico.

  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 07/11/2014
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  • A nimodipina, diidropiridina antagonista dos canais de cálcio, apresenta pouca solubilidade em água e elevada lipossolubilidade, pode atravessar facilmente a barreira hematoencefálica, foi desenvolvida como agente para relaxar a vasculatura cerebral. É rapidamente absorvida após a administração oral e apresenta biodisponibilidade reduzida explicada pelo intenso metabolismo de primeira passagem. Uma alternativa a fim de se superar as limitações é o uso de lipossomas, conforme foi demonstrado em pesquisas realizadas anteriormente, onde uma formulação lipossomal com nimodipina (LCNa) com alto teor do fármaco encapsulado, não demonstrou toxicidade em camundongos e apresentou efeito ansiolítico, antidepressivo e anticonvulsivante. Também foi demonstrado por meio da redução de íons nitritos, da remoção de radicais hidroxila e de substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico, que LCNa apresenta poder antioxidante. Complementando estes estudos, o presente trabalho teve como objetivo investigar o envolvimento dos sistemas serotoninérgicos e dopaminérgicos no mecanismo de ação ansiolítico de lipossomas contendo nimodipina (LCNa), bem como avaliar a seu potencial antioxidante in vitro. O primeiro capítulo relata a realização de uma prospecção tecnológica sobre as aplicações de lipossomas para tratamento de doenças relacionadas ao sistema nervoso central. Foram encontradas poucas patentes sobre o objeto de estudo e não foram encontradas patentes brasileiras, sugerindo que o país ainda está carente de pesquisas e inovação na área de nanotecnologia farmacêutica para vertorização de fármacos. No segundo capítulo, foi realizada a avaliação do potencial antioxidante in vitro da nimodipina e de LCNa por meio da eliminação do radical livre estável 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH•) e pelo 2,2`-azinobis(3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico) - ABTS, radical superóxido (O2•-) e potencial redutor em várias concentrações (2,15; 4,30; 8,60; 12,90 e 17,20 nM). Os estudos realizados demonstraram moderada capacidade antioxidante da nimodipina contra radical DPPH (CE50=127,54 nM), ABTS (CE50 =4,91 nM), superóxido (CE50=229,36 µg/mL) e poder redutor (CE50=183,59 nM). Quando avaliada a capacidade antioxidante do LCNa nas mesmas condições experimentais que a nimodipina, foi observado maior efeito antioxidante com o valor da CE50 de 0,19 nM para o radical DPPH, 0,052 nM para o radical ABTS•+ e 0,949 nM para o radical superóxido e 2,35 nM para potencial redutor. O terceiro capítulo trata da investigação do envolvimento dos receptores serotoninérgicos e dopaminérgicos no mecanismo de ação ansiolítico do LCNa por meio da utilização dos testes comportamentais claro/escuro e labirinto em cruz elevada, bem como a atividade e coordenação motora por meio dos testes de campo aberto e rota rod. Foi verificado que LCNa produziram  atividade ansiolítica sem causar sedação e sem alterar a capacidade locomotora dos animais testados. O uso dos antagonistas WAY-100635 (5 mg/kg) e sulpirida (50 mg/kg) reverteram os efeitos do LCNa (10mg/kg) nos testes de ansiedade. Sugerindo o envolvimento dos receptores serotoninérgicos 5-HT1A e dopaminérgicos D2 no mecanismo de ação ansiolítico de liposssomas contendo nimodipina. Além disso, o uso de lipossomas também demonstrou aumento na capacidade antioxidante in vitro da nimodipina.

  • KATIA DA CONCEIÇÃO MACHADO
  • Potencial farmacêutico anticâncer de extratos e da molécula marinobufagina obtidos a partir de venenos de Rhinella marina e Rhaebo guttatus da região Amazônica

  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 07/11/2014
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  • O tratamento do câncer sofre diversos desafios pelo fato da maioria dos quimioterápicos possuir efeitos adversos prejudiciais às células normais e as neoplasias apresentarem resistência farmacológica. Vários estudos estão sendorealizados no âmbito de produtos naturais com o intuito de desenvolver alternativas terapêuticas mais eficazes emenos tóxicas. Nesse contexto encontram-se os bufadienolídeos, compostos isolados de venenos de sapos, que possuem diversas atividades biológicas. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo estudar o potencial antitumoral in vitro de substâncias extraídas de venenos de sapos da região Amazônica. Foi realizada uma prospecção científica e tecnológica para avaliar os estudos e pedidos de depósitos de patentes relacionadas a ação antitumoral dos bufadienolídeos. Observou-se que apenas 9 artigos relacionavam os termos Bufadienolídeo e câncer e apenas um pedido de depósito de patente, que foi classificado com A61K, mostrando que ainda há pouco interesse tecnológico na atividade antitumoral dos bufadienolídeos. Uma bioprospecção da atividade antiproliferativa de extratos de venenos de Rhinella marina e Rhaebo guttatus fêmeas/machos da região Amazônica do Brasil, revelaram citotoxicidade contra células tumorais humanas de leucemia (HL-60), ovário (OVCAR-8), glioblastoma (SF-295) e cólon (HCT-116), sendo que o extrato de R. marina foi potencialmente mais citótoxico que o fármaco padrão doxorrubicina, com valores de CI50 variando de 0,01 (HL-60, SF-295 e HCT-116) a 0,23 μg/mL (OVCAR-8). Através do teste de Alamar blue foi verificado que os extratos de Rhinella marina foram até 80 vezes mais seletivos contra células leucêmicas quando comparado com leucócitos normais. Os extratos obtidos de R. marina diminuíram a incorporação de BrdU ao DNA de células HL-60 em ambas concentrações testadas (0,1 e 1 μg/mL). Foi avaliada a ação antileucêmica da molécula marinobufagina, o componente majoritário nos extratos de R. marina, a qual se mostrou altamente citotóxica contra as linhagens testadas (CI50 de 0,06 a 0,18 μg/mL), não causou hemólise em eritrócitos de camundongos (até 200 μg/mL). No teste Allium cepa nas maiores concentrações (0,1 e 0,5 μg/mL) se mostrou tóxica e citotóxica, e causou alterações morfológicas e bioquímicas indicativas de morte celular por apoptose nas concentrações de 0,1 e 0,5 μg/mL.

  • FRANCISCO RODRIGO DE ASEVÊDO MENDES DE OLIVEIRA
  • Ensaios pré-clínicos com um derivado semissintético do carvacrol: insumos para o desenvolvimento de novos fármacos

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 23/07/2014
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  • O acetato de carvacrila (AC) é um derivado acetilado do carvacrol, quimicamente definido como 5-isopropil-2-metilfenil acetato e que possui atividade anti-helmíntica, ansiolítica, anti-inflamatória e antinociceptive. Entretanto, ainda não há pesquisas sobre a toxicidade aguda, propriedades genotóxicas e antioxidantes desse composto. Assim, o presente estudo teve por objetivo a investigação da sua toxicidade, genotoxicidade e seu potencial antioxidante. Para tanto, foi realizada uma avaliação da toxidade aguda após a administração do AC em camundongos Swiss (25-30 g), 2 meses de idade, de ambos os sexostratados com veículo, 1000 e 2000 mg kg-1 por via oral (v.o) e intraperitoneal (i.p) sobre os parâmetros fisiológicos, bioquímicos e hematológicos, bem como verificado seus efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora em camundongos. Além disso, foi determinada dose letal 50% (DL50) desse monoterpeno. Em adição, nos camundongos que receberam o tratamento agudo com acetato de carvacrila, a genotoxicidade foi avaliada por meio do ensaio cometa, em diferentes momentos (24 e 72 h), tanto em células do sangue periférico quanto no hipocampo destes camundongos. Para complementar, foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro do AC por meio da eliminação dos radicais 1,1difenil-2-picrilhidrazil (DPPH) e ácido 2,2'-azinobis-3 etilbenzotiazolina-6-sulfônico (ABTS•+) e pelo potencial redutor. Os resultados evidenciaram que a administração aguda com as doses selecionadas do AC, não induziu modificações significativas nos dados fisiológicos, bioquímicos e hematológicos. O AC não interferiu na atividade locomotora dos animais, entretanto, a dose de 2000 mg kg-1 produziu uma redução da coordenação motora dos animais quando comparado com o grupo controle. O estudo de toxicidade aguda indicou que o tratamento com AC por via oral, nas doses selecionadas, foi bem tolerado em todos os animais tratados, sugerindo sua segurança para posteriores investigações. A DL50 para via i.p foi de 1542,21 mg kg-1 em camundongos. O AC nas doses de 1000 e 2000 mg kg-1 pode induzir danos ao DNA em células do sangue periférico e hipocampo de camundongos machos e fêmeas pelo aumento significativo no índice de dano (ID) e frequência de dano (FD), em relação ao grupo veículo. Entretanto, houve redução significativa do ID e FD de machos (2000 mg kg-1) e fêmeas (1000 e 2000 mg kg-1), após 72h do tratamento, sugerindo uma capacidade de células do sangue periférico de camundongos tratados de forma aguda com ACem reparar danos genéticos. Os resultados antioxidantes demonstraram que o AC nas concentrações de 0,9, 1,8, 3,6, 5,4 e 7,2 µg mL-1tem a capacidade de atuar na remoção dos radicais DPPH (CE50 = 6,27 µg mL-1) e ABTS•+ (CE50 = 5,46 µg mL-1), e potencial redutor (CE50 = 3,2 µg mL-1).

  • RAFAEL LEITE DANTAS
  • SISTEMAS DE VETORIZAÇÃO/LIBERAÇÃO DE EXTRATOS VEGETAIS EM MODELOS EXPERIMENTAIS DE ENFISEMA PULMONAR

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 10/03/2014
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  • O enfisema pulmonar é uma patologia com carência de estratégias de tratamento eficazes. Como forma de tentar reverter esse cenário, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver uma formulação a partir da M. glomerata para o tratamento dessa doença. Essa planta é amplamente utilizada no tratamento de alergias e inflamações, particularmente do sistema respiratório.  O efeito do tratamento com a M. glomerata foi avaliado em um modelo animal de enfisema. Devido a algumas desvantagens apresentadas nos modelos de enfisema em animais, fez-se uma adaptação no modelo de enfisema com papaína e, então, o comparou com o modelo de enfisema com inalação de fumaça de cigarro. Os resultados dos estudos com animais evidenciaram que o modelo de enfisema com papaína mostrou-se mais adequado para o estudo isolado do enfisema do que o com inalação de fumaça de cigarro. No modelo com papaína foi observado um maior recrutamento neutrofílico e destruição parenquimatosa e uma menor metaplasia de células caliciformes e deposição de colágeno e muco. Na análise do efeito da castração sobre o desenvolvimento do enfisema, não foram encontradas diferenças significativas. Dessa forma, o modelo de enfisema com pulverização de papaína se mostra uma ferramenta útil, particularmente, para o estudo de lesão proteolítica e inflamatória. A formulação para o tratamento dos animais foi desenvolvida em um Spray dryer, pois esse fornece pós com características necessárias para a entrega pulmonar. No entanto, como esse aparelho opera em altas temperaturas, uma formulação por liofilização foi desenvolvida para servir de parâmetro. Para isso, foi realizado um planejamento fatorial para avaliar a influência da temperatura de entrada e da percentagem de adjuvante de secagem. Na analise de UV, utilizou-se a cumarina como marcador. Também foi avaliado a atividade antioxidante, pelo método de eliminação do radical livre 1,1-difenil-2-picrilhidrazil (DPPH•), e a analise microbiológica, dos produtos acabados. Os resultados evidenciaram uma perda de atividade antioxidante quando a secagem foi realizada com temperatura de entrada de 170°C e a preservação das características físicas, a longo prazo, nos extratos secos com 30% de Aerosil® como adjuvante de secagem. Diante disso, podemos concluir que o melhor método de secagem por aspersão utiliza 30% de Aerosil® e uma temperatura de entrada de 140°C. Ficou evidente, ainda, que a preservação do teor de cumarina no extrato seco por aspersão, se deve, provavelmente, a microencapsulação promovida pelo Aerosil®. Pôde-se constatar que a secagem por aspersão e liofilização, mantiveram, estatisticamente, a mesma população microbiológica. Por fim, a formulação seca com 30% de Aerosil® e 140°C poderá ser uma candidata para utilização por via pulmonar.  A utilização do extrato seco da M. glomerata no tratamento do enfisema pulmonar mostrou-se muito eficiente, uma vez que houve uma diminuição significativa no recrutamento neutrofílico e na contagem total de células. Outros resultados evidenciaram um incremento, proporcional, no recrutamento de macrófagos no grupo tratado com a planta, o que pode ocorrer devido a um acúmulo de extrato seco de M. glomerata no pulmão. Dessa forma, existe a necessidade de otimizar algumas características do extrato seco (como a biodegradabilidade) e a dose entregue sem, contudo, afetar a eficácia de seu efeito terapêutico.

2013
Descrição
  • JULIANA LIMA NASCIMENTO
  • Complexo de inclusão do extrato hexânico de Platonia insignis Mart e β-ciclodextrina: caracterização e avaliação da atividade gastroprotetora e antioxidante in vitro.

     

  • Orientador : ANTONIA MARIA DAS GRACAS LOPES CITO
  • Data: 13/12/2013
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  • Platonia insignis Mart. Pertence a família Clusiaceae e comumente conhecida como bacuri. A graxa extraída das sementes do bacuri apresenta uma composição química com alto teor de ácidos graxos; sendo bastante utilizada na medicina popular para o tratamento de diversas doenças, como problemas de pele, atividade antioxidante e anti-inflamatória. Utilizou-se como substância marcadora uma benzofenona poli-isoprenilada isolada do extrato hexânico da semente, a Garcinialiptona (GFC), que segundo estudos, apresenta atividade anti-inflamatória e leishmanicida. As ciclodextrinas possuem hoje, aplicação nas mais distintas áreas, são consideradas um excipiente funcional, sendo exploradas no incremento da solubilidade, permeabilidade e estabilidade de fármacos e na redução de seus efeitos colaterais. Devido estas propriedades, a complexação de fármacos com moléculas de ciclodextrinas apresenta características vantajosas. Neste estudo buscou-se a obtenção, caracterização e avaliação das atividades gastroprotetora oral e antioxidante in vitro do complexo de inclusão da banha do bacuri com  β-ciclodextrina. No primeiro capítulo foi realizada uma revisão de literatura abordando a planta em estudo P.insignis Mart, suas atividades, as propriedades e vantagens da complexação com ciclodextrinas e um enfoque no sistema tratogastrointestinal e na atividade antioxidante. O segundo capítulo aborda o processo de obtenção do extrato hexânico das sementes do bacuri (EHSB), doseamento da GFC no extrato, formação do complexo de inclusão com ciclodextrina (EHSB: βCD) por pulverização a seco no spray-drying em diferentes concentrações extrato:CD, doseamento da GFC no complexo, caracterização do extrato, CD e  complexos formados por FTIR, DRX e DSC e avaliação do incremento de solubilidade pelo método de solubilidade de fases. O complexo que apresentou  maior teor da substância marcadora foi utilizado nos testes farmacológicos. O segundo capítulo aborda a avaliação da atividade gastroprotetora oral comparando-se o extrato puro, o complexo de inclusão escolhido e um fármaco de referência através dos protocolos de indução de lesão gástrica por etanol em camundongos Swiss e indução de lesão gástrica por isquemia e reperfusão em ratos Wistar, como também realiza a dosagem de malonaldeído (MAD) nos estômagos ulcerados utilizados no protocolo de etanol. Na indução por etanol, o extrato e o complexo nas concentrações de 100, 50 e 25 mg/kg apresentaram proteção gastro significativa nas lesões comparativamente ao controle negativo e tão significativa quanto à carbenoxolona (100 mg/kg), controle positivo. No segundo protocolo, o extrato e o complexo (100, 50 e 25 mg/kg) apresentaram proteção das lesões gástricas, com pouca ou nenhuma diferença significativa comparado à N-acetilcisteína (100 mg/kg), sugerindo a utilização da banha e com melhores características, o complexo, uma excelente alternativa na proteção gástrica induzida por agentes ulcerogênicos. Na dosagem do MAD do EHSB e do EHSB: βCD, houve significativa redução nas doses do malonaldeído comparativamente ao controle utilizado, o medicamento carbenoxolona 100 mg/kg. O terceiro capítulo relata a atividade antioxidante in vitro do EHSB e do EHSB: βCD, pelos métodos de inibição da formação de TBARS e remoção dos radicais •OH e NO•, demonstrando que tanto o extrato hexânico isolado quanto seu complexo de inclusão apresentam atividade antioxidante de acordo com as metodologias utilizadas.

  • MÔNICA CRISTIANE SOARES MENDES
  • Delineamento de um fitomedicamento a partir de 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol isolado de Platonia insignus Mart.: Avalição da atividade cicatrizante. 

  • Orientador : JOSE ARIMATEIA DANTAS LOPES
  • Data: 13/11/2013
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  • O uso de plantas medicinais para fins terapêuticos e sua utilização em formas farmacêuticas que dão origem a medicamentos, nutracêuticos e cosméticos, é uma prática antiga e vem aumentando progressivamente. Dentre essas espécies pode ser destacada, dentro da rica flora brasileira, a Platonia insignus Mart., conhecida popularmente como bacurizeiro. A partir do extrato hexânico de suas sementes foi isolado o composto 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol, também denominado de TG1, que corresponde a um triglicerídeo cuja fórmula molecular é C58H112O6. Esse composto é um derivado da trioleína, solúvel em solventes apolares, com massa molar de 856 g/mol. Nesse estudo, foi feito o delineamento de um fitomedicamento a partir do TG1, em uma forma farmacêutica semissólida. A dissertação foi dividida em 3 capítulos, com o objetivo de tornar mais fácil sua compreensão e apresentação dos resultados. No primeiro capítulo foi realizado um levantamento bibliográfico sobre os desafios na pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos, destacando as formas farmacêuticas semissólidas e a necessidade dos testes de estabilidade para garantir a eficácia e segurança dos fitomedicamentos. Já o segundo capítulo corresponde à obtenção e caracterização, quanto a parâmetros organolépticos e físico-químicos do creme não-iônico desenvolvido nesse estudo. Os resultados obtidos nesses ensaios demonstraram que a formulação apresenta um aspecto homogêneo, sem alterações e não apresentou instabilidade físicoquímica quando submetida ao teste da centrífuga. Diante da utilização popular do óleo das sementes do bacuri, no terceiro capítulo dessa dissertação foram realizados estudos para avaliar a atividade cicatrizante do creme obtido a partir de TG1, por meio de análise macro e microscópica das feridas dos ratos. Os resultados mostraram eficácia na cicatrização de feridas com redução do diâmetro das mesmas, quando comparadas com o controle negativo (solução salina 0,9%); já no 7º dia de tratamento com colagenase (controle positivo) e o creme nas três concentrações 5, 10 e 15% obtidas, as feridas apresentaram diâmetros em torno de 0,1 e 0,2 mm, respectivamente. A análise histológica demonstrou os fenômenos inflamatórios e proliferativos da cicatrização nas feridas dos ratos. Dessa forma, o creme desenvolvido a partir do TG1 apresentou características físicoquímicas que sugerem sua estabilidade e seu estudo farmacológico evidenciou sua possível atividade cicatrizante, possibilitando o desenvolvimento posterior de fitomedicamentos para tratamento de doenças inflamatórias e em processos patológicos que são necessários a cicatrização.

  • MÔNICA DO AMARAL SILVA ARRAIS
  • Delineamento de um fitomedicamento a partir de 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol isolado de Platonia insignus Mart.: Avalição da atividade cicatrizante. 

  • Orientador : ALEXANDRE ARAUJO DE SOUZA
  • Data: 13/11/2013
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  • O uso de plantas medicinais para fins terapêuticos e sua utilização em formas farmacêuticas que dão origem a medicamentos, nutracêuticos e cosméticos, é uma prática antiga e vem aumentando progressivamente. Dentre essas espécies pode ser destacada, dentro da rica flora brasileira, a Platonia insignus Mart., conhecida popularmente como bacurizeiro. A partir do extrato hexânico de suas sementes foi isolado o composto 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol, também denominado de TG1, que corresponde a um triglicerídeo cuja fórmula molecular é C58H112O6. Esse composto é um derivado da trioleína, solúvel em solventes apolares, com massa molar de 856 g/mol. Nesse estudo, foi feito o delineamento de um fitomedicamento a partir do TG1, em uma forma farmacêutica semissólida. A dissertação foi dividida em 3 capítulos, com o objetivo de tornar mais fácil sua compreensão e apresentação dos resultados. No primeiro capítulo foi realizado um levantamento bibliográfico sobre os desafios na pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos, destacando as formas farmacêuticas semissólidas e a necessidade dos testes de estabilidade para garantir a eficácia e segurança dos fitomedicamentos. Já o segundo capítulo corresponde à obtenção e caracterização, quanto a parâmetros organolépticos e físico-químicos do creme não-iônico desenvolvido nesse estudo. Os resultados obtidos nesses ensaios demonstraram que a formulação apresenta um aspecto homogêneo, sem alterações e não apresentou instabilidade físicoquímica quando submetida ao teste da centrífuga. Diante da utilização popular do óleo das sementes do bacuri, no terceiro capítulo dessa dissertação foram realizados estudos para avaliar a atividade cicatrizante do creme obtido a partir de TG1, por meio de análise macro e microscópica das feridas dos ratos. Os resultados mostraram eficácia na cicatrização de feridas com redução do diâmetro das mesmas, quando comparadas com o controle negativo (solução salina 0,9%); já no 7º dia de tratamento com colagenase (controle positivo) e o creme nas três concentrações 5, 10 e 15% obtidas, as feridas apresentaram diâmetros em torno de 0,1 e 0,2 mm, respectivamente. A análise histológica demonstrou os fenômenos inflamatórios e proliferativos da cicatrização nas feridas dos ratos. Dessa forma, o creme desenvolvido a partir do TG1 apresentou características físicoquímicas que sugerem sua estabilidade e seu estudo farmacológico evidenciou sua possível atividade cicatrizante, possibilitando o desenvolvimento posterior de fitomedicamentos para tratamento de doenças inflamatórias e em processos patológicos que são necessários a cicatrização.

  • THALLITA CASTELO BRANCO DE ANDRADE
  • Ensaios pré-clínicos com estragol, obtido a partir do óleo essencial de Croton zehntneri Pax et Hoffm, como ferramenta para o delineamento de novos fármacos.

  • Orientador : SIDNEY GONCALO DE LIMA
  • Data: 13/11/2013
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  • O estragol (monoterpenóide) é um dos principais componentes do óleo essencial de Croton zehntneri (OECz), que apresenta, entre outras, propriedades antimicrobiana, anti-inflamatória, anti-parasitária, conferindo a esse composto uma possível utilização como fármaco. O presente trabalho teve como objetivo isolar e caracterizar o estragol (EST), obtido a partir do OECz, bem como investigar seu potencial antioxidante e efeitos toxicológico em camundongos e, ainda, avaliar sua atividade antimicrobiana e citotóxica. Para tanto a presente dissertação foi divida em quatros capítulos. No primeiro capítulo foi realizada uma prospecção tecnológica sobre o uso do estragol no tratamento de doenças negligenciadas e transtornos psicossociais. O segundo capítulo, trata-se da obtenção do óleo essencial a partir das folhas frescas de C. zehntneri, isolamento e caracterização do estragol por CG-EM. O rendimento do óleo foi de cerca de 2%. A análise por CG-EM permitiu a identificação de 100% dos constituintes integrados. Os principais componentes identificados foram: eucaliptol, estragol (constituintes majoritário), espatulenol.  O terceiro capítulo trata-se da avaliação da toxidade aguda e o potencial antioxidante in vitro do EST. A administração aguda com as doses selecionadas do EST, não induziu modificações nos parâmetros hematológicos, porém nos parâmetros bioquímicos houve um significativo aumento das enzimas AST e ALT. O estragol demonstrou um forte potencial antioxidante in vitro, por meio da capacidade de remoção contra radicais hidroxilas e óxido nítrico, bem como preveniu a formação de TBARS, de forma semelhante ao Trolox (controle positivo). No quarto capítulo, as atividades antibacterianas e antifúngicas da estragol foram avaliados pelo método de difusão em disco  em quatro bactérias  Gram-positivas e sete bactérias Gram-negativas patogênicas e sete fungos usando ciprofloxacina  e fluconazol  como padrões para bactérias e fungos, respectivamente. A dosagem de 50 μg/ disco mostrou um amplo espectro de atividade  durante os testes de sensibilidade antibacterianos e antifúngicos, em comparação com a ciprofloxacina e fluconazol respectivamente. A atividade citotóxica do estragol foi testada através do teste de letalidade com Artemia Salina, produzindo CL50 e CL90 de 4,54 e 8,47 μg mL-1 em comparação com o padrão de sulfato de vincristina(VS) CL50 e CL90 de 0,37 e 0,71 mg mL-1. Diante dos resultados expostos podemos inferir que o estragol, nas doses testadas, apresentou significante  atividade antimicrobiana. Em relação a atividade anticâncer, não foram encontrados resultados promissores, fato que exclui o uso dessa substância para finalidade quimioterápica.

  • LAISA LIS FONTINELE DE SÁ
  • Desenvolvimento tecnológico de comprimidos de pilocarpina para tratamento da xerostomia

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 11/10/2013
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  • A xerostomia, ou secura bucal, tem diversas etiologias, dentre elas destacam-se síndromes autoimunes e radioterapias, podendo ocasionar danos severos e irreversíveis, com redução drástica na qualidade de vida. Para o tratamento, a atividade colinérgica da pilocarpina vem sendo explorada de diversas formas ao longo dos anos, resultando no desenvolvimento de várias formulações farmacêuticas patenteadas, como chicletes, soluções para gargarejo, etc, entretanto, a única apresentação disponível no mercado é representada pelos comprimidos orais, marca Salagen®, comercializada pela Eisai Inc. e aprovada pelo FDA em 1994. Esse produto, entretanto, não é comercializado no Brasil, o que resulta em baixa assistência a pacientes acometidos por essa sintomatologia. O desenvolvimento de produtos similares, com aplicação de excipientes regionais, além da necessidade de um tratamento de fácil adesão, aquisição e com redução de efeitos colaterais, nortearam o desenvolvimento do trabalho. Para tanto, foram realizados estudos de pré-formulação, desenvolvimento e controle de qualidade em formulações de comprimidos orais e mucoadesivos, contendo, respectivamente, os excipientes regionais, mesocarpo de babaçu (Orbignia sp.) e quitosana. A formulação oral foi avaliada quanto à equivalência com o medicamento de referência (Salagen®), utilizando a ferramenta estatística de planejamento fatorial 23 para comparação dos resultados de peso médio, friabilidade, teor, dureza e tempo de desintegração. Dessa forma, os comprimidos de babaçu, feitos por via úmida, obtiveram qualidade semelhante aos comprimidos de celulose, tornando a formulação viável para produção em larga escala. Já os comprimidos mucoadesivos, formulações inovadoras desenvolvidas com o objetivo de redução de efeitos colaterais e obtenção de efeito terapêutico mais rapidamente, foram avaliados quanto a peso médio, dureza, friabilidade, pH de superfície, porcentagem de intumescimento, força e tempo de mucoadesão e taxa de liberação in vitro, selecionando a formulação mais adequada para a via escolhida. O excipiente regional, quitosana, foi avaliado isoladamente e em proporções de 3:1, 2:2 e 1:3 com os polímeros conhecidamente mucoadesivos, celulose microcristalina (CMC) e carbopol (CBPOL). As formulações contendo CMC, associadas com maiores proporções de quitosana, apresentaram resultados insatisfatórios quando a mucoadesividade, não passando de 3h, além de maiores variações na % de intumescimento. Comprimidos com carbopol foram os que obtiveram melhores características, destacando-se aquele na proporção de 1:3 (CBPOL:Quitosana), incluindo 8h de mucoadesão, considerada ideal na redução da frequência de administração de doses.  Por fim, a taxa de liberação in vitro da formulação de carbopol escolhida, mostrou a viabilidade da nova apresentação como um sistema de liberação sustentada. Dessa forma, o estudo permitiu o desenvolvido de duas alternativas terapêuticas promissoras para o tratamento da xerostomia.

  • ANTONIO LUIZ GOMES JÚNIOR
  • Monitoramento da quimioterapia AC (doxorrubicina e ciclofosfamida) em pacientes com câncer de mama frente ao estresse oxidativo e genotóxico

  • Data: 16/09/2013
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  • O câncer de mama é uma doença de origem multifatorial, cujos fatores de riscos envolvidos são: idade reprodutiva, nuliparidade, hormônios exógenos, hábitos higiênicos, dietéticos e alimentares, entre outros. Exposição a agentes mutagênicos e carcinogênicos ambientais, estilo de vida e hábitos nutricionais também são considerados fatores de riscos para o desenvolvimento do câncer. A conduta terapêutica dispõe de vários protocolos quimioterápicos, isolados ou associados a outras terapias como cirurgia, radioterapia e hormonioterapia. O alvo de atuação dos quimioteráoicos é o DNA atuando, principalmente, no processo de proliferação celular. Detentores de estreita janela terapêutica, os antineoplásicos não são seletivos de células neoplásicas, podendo lesar células normais. Diante do exposto, esse estudo teve como objetivo avaliar os possíveis efeitos da quimioterapia com doxorrubicina e ciclofosfamida em células sanguíneas, com aplicação dos biomarcadores para estresse oxidativo, genotóxicos, bioquímicos, hematológicos e inflamatórios durante o tratamento do câncer de mama. As células sanguíneas das pacientes (n=28) com câncer de mama foram avaliadas após o diagnóstico do câncer ductal invasivo e durante e após tratamento quimioterápico em um Hospital filantrópico de Teresina, Piauí durante os anos de 2012 e 2013. Os dados obtidos com aplicação dos biomarcadores para estresse oxidativo e genotóxicos foram apresentados no primeiro capítulo. No segundo capítulo estão apresentados os dados bioquímicos, hematológicos e inflamatórios. O estresse oxidativo foi observado pelo significante (p<0,05 e p<0,0001) aumento dos níveis de malonaldeído (1,42 ± 0,45) e nitrito (1,16 ± 0,62) nos eritrócitos das pacientes antes, durante e após quimioterapia. Já uma diminuição significativa (p<0,0001) para o conteúdo de glutationa reduzida (24,94 ± 15,13) foi observada em pacientes com câncer de mama antes da quimioterapia em comparação ao grupo controle (36,31 ± 7,65); e após o tratamento quimioterápico em comparação com os níveis basais (24,94 ± 15,13). De forma similar, foi verificado que antes do tratamento quimioterápico ocorre uma diminuição significativa (p<0,0001) dos níveis de glutationa peroxidase (73,31 ± 26,26) em relação ao grupo controle (277,8 ± 84,02), mas não foi observada significância durante a quimioterapia. A atividade da enzima catalase foi aumentada em 44,31 e 21,63% após o tratamento quimioterápico (22,83 ± 0,61) em comparação ao grupo controle (15,82 ± 0,64) e ao diagnóstico (18,44 ± 0,65), respectivamente.  Na avaliação da atividade da enzima superóxido dismutase foi observado um aumento de 34,02% após o segundo ciclo de quimioterapia em comparação ao grupo controle. Após o tratamento quimioterápico (2,62 ± 0,63) foi visto uma elevação da atividade da superóxido dismutase de 92,08 e 61,03% em relação ao grupo controle (1,36 ± 0,61) e ao diagnóstico (1,63 ± 0,36), respectivamente. Por sua vez, genotoxicidade foi observada nas pacientes antes da quimioterapia e durante todas as etapas do monitoramento pelo (p<0,0001) aumento dos índices e frequências de danos ao DNA de linfócitos avaliados com a aplicação do Ensaio Cometa. No monitoramento das interleucinas 6 e 10, apenas a IL-6 aumentou significantemente (p<0,0001) em todas as etapas do monitoramento. Entretanto, não foram observadas diferenças na atividade da lactatodesidrogenase. Por sua vez, creatina quinase e a NaK+, ATPase apresentaram um aumento (p<0,0001) antes da quimioterapia em comparação ao grupo controle; e após a quimioterapia em relação aos níveis basais. Além disso, foi visto uma elevação significativa de creatinina sérica somente após a quimioterapia. O número de leucócitos e plaquetas não apresentaram alterações entre os grupos estudados, porém foi observada uma diminuição (p<0,001 e p<0,0001) da concentração de hemoglobina durante e ao final do tratamento quimioterápico. As pacientes com câncer de mama apresentam estresses oxidativos e danos genotóxicos nessa condição patológica; no entanto, dados para esses biomarcadores foram mais acentuados durante e após a quimioterapia.  De forma similar alterações também foram observadas nos marcadores cardíacos, hematológicos, renais e inflamatórios. Esses resultados ressaltam a importância do monitoramento da quimioterapia; especialmente com a aplicação de marcadores citogenéticos e moleculares, a fim de proporcionar novos prognósticos para o tratamento como uma estratégia de prevenção para recidiva de novas neoplasias.

  • KAYO ALVES FIGUEIRÊDO
  • Obtenção tecnológica e avaliação in vivo de uma microemulsão contendo fenobarbital para uso transdérmico.

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 11/09/2013
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  • Aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo são portadores de epilepsia. É considerada a segunda causa mais frequente de distúrbio neurológico em adultos jovens, com uma incidência geral de aproximadamente 1% em crianças. O fenobarbital é um barbitúrico utilizado no tratamento de diferentes formas de epilepsia pediátrica e estado de mal epiléptico. A administração transdérmica de fármacos é uma importante alternativa a via oral e, recentemente, uma grande quantidade de estudos é voltada para o emprego de microemulsões como sistema de liberação de fármacos para a via transdérmica. O objetivo deste trabalho foi obter uma microemulsão contendo fenobarbital, bem como avaliar seus efeitos farmacológicos in vivo em modelos animais de epilepsia após administração transdérmica. No capítulo I, foi realizada a caracterização físico-química da microemulsão contendo fenobarbital. A incorporação do fenobarbital nas concentrações de 5 e 10% não alterou o pH e a resistência à centrifugação. Houve aumento do tamanho da partícula, redução da condutividade e alteração do índice de refração em relação à microemulsão placebo. A microemulsão manteve-se estável físico-quimicamente por 30 dias à temperatura ambiente e quando foi submetida ao teste de estresse térmico e teste de ciclo gelo-desgelo. Além disso, foi desenvolvido um método analítico de determinação do fármaco em microemulsão por espectrofotometria. Em estudos de cinética de liberação in vitro (modelo de Franz), a microemulsão obteve um perfil de liberação in vitro superior a emulsão tópica contendo fenobarbital. No capítulo II, foi avaliada a atividade antiepiléptica da microemulsão em um modelo de epilepsia induzida por pilocarpina, além da sua atividade antioxidante em hipocampo dos animais submetidos às crises epilépticas. Realizou-se também a análise histopatológica de áreas do hipocampo dos animais. A microemulsão foi capaz de aumentar a latência para a instalação das crises epilépticas, reduzir a sua frequência e o número de mortes. Reduziu ainda o estresse oxidativo e lesões neuronais em hipocampo de ratos por meio da avaliação dos níveis de peroxidação lipídica, nitrito, glutationa reduzida (GSH) e análise histopatológica. A emulsão não foi capaz de reduzir significativamente o número de mortes e de reduzir o estresse oxidativo quando se avaliou os níveis de TBARS e nitrito em hipocampo de ratos submetidos à indução de crises epilépticas. No capítulo III, realizou-se uma prospecção tecnológica com o levantamento nas principais bases de patentes de sistemas de liberação de fármacos que continham microemulsões para uso transdérmico. Dessa forma, a microemulsão contendo fenobarbital demonstrou ter potencial aplicação como nanocarreador para a via transdérmica que poderá compor uma patente de invenção de um produto para tratamento da epilepsia.

  • ROSANA MIRIAN BARROS MENDES
  • Obtenção e caracterização de biofilmes à base dos polímeros naturais: pectina e goma do cajueiro com perspectivas de uso em processos de cicatrização

  • Orientador : CLEIDE MARIA DA SILVA LEITE
  • Data: 11/09/2013
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  • Heteropolissacarídeo exsudato do caule do cajueiro (Anacardium occidentale L.), a goma do cajueiro, tem apresentado resultados terapêuticos promissores no processo de cicatrização de feridas. Este estudo teve por objetivo obter e caracterizar filmes constituídos à base dos biopolímeros, goma do cajueiro e pectina cítrica, bem como avaliar seu efeito tópico como cicatrizante em lesões cutâneas experimentais induzidas em ratos. A fim de facilitar a apresentação e compreensão dos resultados, este trabalho de dissertação foi dividido em 3 capítulos. No primeiro capítulo foi realizada uma revisão sistemática abordando os principais desafios na permeação de fármacos incorporados em sistemas transdérmicos matriciais, tendo em vista perspectivas futuras do desenvolvimento de uma matriz transdérmica a partir do filme em estudo para incorporação de fármacos. A fim de obter uma melhor fundamentação deste estudo, no segundo capítulo foi realizada uma prospecção tecnológica sobre o uso de blendas poliméricas para cicatrização, fundamentada em uma busca nos pedidos de patente nos depósitos de patentes nacionais e internacionais. Através desta prospecção foi constatado que existe carência de patentes e estudos científicos sobre a associação: blendas poliméricas e cicatrização, sendo necessárias mais pesquisas sobre o tema. O terceiro capítulo aborda o processo de obtenção e caracterização de filmes constituídos à base de goma do caju (GC), pectina (PEC) e aditivos termoplásticos. A melhor formulação caracterizada através das técnicas de Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) e Espectroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), além da análise macroscópica de suas características organolépticas, foi submetida à avaliação da toxicidade in vivo. Os resultados do presente estudo apontam que os filmes produzidos com a GC foram estáveis com relação a contaminações ambientais e o FTIR e DSC sugerem a miscibilidade entre os polímeros, apresentando a formulação 50GC/50PEC/3PEO (Poli Óxido de Etileno) um melhor resultado na análise macroscópica. O tratamento com dose aguda de 5g kg-1 com solução aquosa de GC e PEO, por 14 dias em camundongos Swiss, não apresentou alterações significativas na avaliação dos parâmetros bioquímicos e hematológicos analisados. O quarto capítulo traz a avaliação da ação cicatrizante da blenda polimérica composta por GC, PEC e PEO em feridas cutâneas de ratos através da análise comparativa da macroscopia e exames histológicos dos grupos em teste, além de correlacionar esse efeito com testes antimicrobianos in vitro, através da determinação da sua concentração inibitória mínima. Os resultados apontaram que a blenda composta por GC/ PEC/ PEO obteve o resultado mais expressivo na inibição da cepa de E. coli, inibindo até a concentração de 62,5 µg/µL. Este resultado pode ser atribuído a um efeito sinérgico das atividades dos componentes GC e PEO, isoladamente. O uso tópico das blendas poliméricas demonstrou ser efetivo na cicatrização das lesões induzidas em ratos, sendo observado um melhor desempenho do grupo tratado com PEC/PEO sem, contudo apresentar diferença significativa quando comparado ao grupo GC/PEC/PEO. Ambos induzem uma dinâmica do processo de cicatrização com evidente proliferação de fibroblastos e nítida reepitelização dos grupos no 7° dia de tratamento. Dessa forma, o filme desenvolvido apresentou características físicas, químicas e biológicas que sugerem segurança e o estudo de sua ação terapêutica evidenciou possível atividade cicatrizante, possibilitando o desenvolvimento posterior de uma composição natural para tratamento de feridas na população.

  • GISELLE ZAYRA DA SILVA DE OLIVEIRA
  • Desenvolvimento e caracterização de uma formulação farmacêutica lipossomal contendo nimodipina: Ensaios pré-clínicos com ênfase em transtornos psicossociais

  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 12/08/2013
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  • A nimodipina é um fármaco pertencente à classe das diidropiridina que atua como bloqueador dos canais de cálcio tipo L e por apresentar elevada lipofilidade ultrapassa facilmente a barreira hematocefálica, proporcionando uma vasodilação mais eficaz nos vasos sanguíneos cerebrais. No entanto, esse medicamento possui várias características farmacocinéticas que limitam seu emprego na prática clínica. Nesse sentido, alguns trabalhos demonstram que a intervenção da biotecnologia farmacêutica é um instrumento útil para aperfeiçoamento dessas propriedades, como é o caso do encapsulamento da nimodipina em lipossomas. Contudo não existem trabalhos que apresentem resultados referentes ao potencial neuroprotetor e ansiolítico de lipossomas contendo nimodipina. Atendendo a esse propósito, a presente dissertação tem o intuito de avaliar o mecanismo de ação ansiolítico de lipossomas contendo nimodipina (LCNa) e analisar seu potencial antioxidante in vitro. Porém de forma inicial foi realizada no primeiro capítulo uma revisão sistemática de literatura com o objetivo de verificar as publicações científicas em forma de artigos divulgados nos dez últimos anos sobre os benefícios científicos proporcionados por preparações lipossomais com efeitos antioxidantes e/ou neuroprotetores, utilizando as bases de dados eletrônicas Science Direct, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), PubMed e Scielo. Os resultados desse estudo indicaram que o desenvolvimento de lipossomas direcionados para a promoção de efeitos antioxidantes e neuroprotetores é muito recente, datado de 2005, e que representaram uma crescente a partir de 2008, ano de maior quantidade de publicações, desse ano até a atualidade se concentram 67% dos artigos publicados sobre a temática do estudo. Com a presença marcante dos compostos isolados de plantas medicinais, em especial a quercetina. Já no segundo capítulo foi avaliado o mecanismo de ação ansiolítico dos LCNa, por meio da utilização dos testes comportamentais claro/escuro e labirinto em cruz elevada, bem como a atividade e coordenação motora por meio dos testes de campo aberto e rota rod. Este teve como resultados a constatação do potencial ansiolítico dos lipossomas, com ação superior a das soluções de nimodipina, sem apresentar sedação ou relaxamento muscular, de forma que foi comprovado também que o mecanismo de ação ansiolítica desses lipossomas pode acontecer pelo sistema GABAérgico, uma vez que o uso do antagonista GABAérgico, flumazenil, reverteu os efeitos do LCNa em todos os modelos farmacológicos utilizados. Por fim, no terceiro capítulo foi analisado o potencial antioxidante in vitro do LCNa nas concentrações de 0,9; 1,8; 3,6; 5,4 e 7,2 µg/mL contra a formação de espécies reativas como ácido tiobarbitúrico (TBARS), bem como foi determinada a capacidade de remoção de radical hidroxila e a inibição da produção de óxido nítrico. Foi verificado que todas as concentrações foram capazes de prevenir a peroxidação lipídica induzida por AAPH, inibindo a quantidade de TBARS formado, além de promover a remoção do radical hidroxila e diminuir significativamente a produção de óxido nítrico. Esses resultados sugerem uma possível ação antioxidante dos LCNa. Contudo, há necessidade da continuação desses estudos com mais testes in vivo para que seja confirmado o efeito antioxidante, além da realização de outros experimentos para analisar a segurança da administração dessa formulação na aplicação do tratamento da ansiedade e de patologias que podem estar relacionadas ou não com o estresse oxidativo.

  • PAULA DO NASCIMENTO BATISTA
  • Obtenção de extrato seco de Bauhinia forficata Link por atomização em spray dryer visando o desenvolvimento tecnológico de produtos.

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 21/06/2013
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  • A Bauhinia forficata Link é uma planta largamente utilizada pela população e está presente na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS) apresentando potencial para a produção de fitoterápicos e alimentos funcionais. Estes fatores tem influenciado um grande número de pesquisas acerca desta planta o que a coloca entre as mais estudadas no Brasil. Por ser de grande interesse para a comunidade farmacêutica, existe o empenho em desenvolver métodos, processos e formulações a base deste vegetal para a obtenção de formas farmacêuticas ou alimentares. Uma das operações mais frequentes na produção de medicamentos e alimentos é a secagem, sendo empregada no processamento de diversos materiais para a obtenção de pós e grânulos. Com base nesses fatores, objetivou-se neste estudo desenvolver método de secagem do extrato fluido de Bauhinia forficata L. através de spray dryer, utilizando como ferramenta estatística o planejamento fatorial 22, desenvolver formulação a partir do extrato seco obtido e uma vez obtida a formulação, realizar a análise sensorial da mesma. A solução extrativa foi preparada a partir de 167 g do material vegetal e 1000ml de solução hidroetanólica (1:1), submetido a 200 rpm e 40ºC por 1 hora.  A secagem do extrato hidroetanólico da planta foi realizada em Mini spray-dryer (BUCHI B-290) utilizando o planejamento fatorial para avaliar a influência dos fatores dióxido de silício coloidal e  maltodextrina, que são adjuvantes de secagem, e dos seus níveis, concentrações de 15% (+) e de 10% (-), nas características dos extratos secos obtidos. As características visuais, o teor de flavonoides, a umidade residual e o rendimento da secagem foram parâmetros analisados para a escolha das melhores condições a compor o método otimizado.  A utilização do dióxido de silício coloidal na concentração de 15% proporcionou redução de 2,184% no teor de umidade residual dos extratos. A maior degradação do teor de flavonoides após secagem foi observada quando utilizados ambos os adjuvantes na concentração de 15%, totalizando 30% de adjuvante de secagem. Considerando todas as características estudadas foi observado que a utilização do dióxido de silício coloidal na concentração de 15% associado a Maltodextrinana concentração de 10% proporcionou os melhores resultados, demonstrando maior potencial para o desenvolvimento de produtos finais. Assim, a partir destes parâmetros estabelecidos foi obtido o extrato seco e proposta a formulação na forma de pó e na forma de pó efervescente para acondicionamento em sachê, que ao ser adicionada a água produz uma bebida funcional saborosa e saudável que visa proporcionar bem-estar aos seus consumidores além de auxiliar no controle da glicemia em pacientes diabéticos. As formulações foram avaliadas sensorialmente e sua análise descritiva foi estabelecida por avaliadores treinados.

  • EVERTON JOSE FERREIRA DE ARAUJO
  • Estudos pré-clínicos da neurotoxicidade da fração rica em casearinas isolada das folhas de Casearia sylvestris Swartz

     

  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 22/03/2013
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  • A Casearia sylvestris Swartz, conhecida em algumas regiões do Brasil como guaçatonga, é um exemplar de planta com caráter medicinal e folclórico utilizada popularmente para tratar diarreia, ferimentos e envenenamentos ofídicos. Entretanto, poucos estudos relatam suas propriedades toxicológicas, havendo apenas abordagens limitadas em torno da DL50 e da toxicidade agudade seus derivados e constituintes principais pertencentes ao grupo das casearinas. Dessa forma o presente estudo teve como objetivo avaliar a neurotoxicidade da fração rica em casearinas isolada do extrato etanólico das folhas de Casearia sylvestris Swartz por meio da determinação do potencial oxidativo da fração rica em casearinas em ensaios in vitro e da aferição de alterações comportamentais induzidas empregando os métodos do rota rod, campo aberto e labirinto em cruz elevado. Foi observado que fração rica em casearinas (FC) é dotada de propriedade antioxidante, uma vez que, reduziu os níveis de nitrito, sobretudo na concentração de 7,2 µg mL-1 (50% de redução, CE50 de 3,7 µg mL-1), bem como diminuiu a produção de radicais hidroxila (61,6%; 6,4 µg mL-1) e de TBARS (72,4%; 0,16 µg mL-1) provavelmente devido à presença de sítios responsáveis pela interação e sequestro das espécies reativas. Devido à ausência de estudos no que diz respeito às ações da C. sylvestris sobre o sistema nervoso central (SNC), também foi realizado um screening neurofarmacológico da FC relacionando seus efeitos sobre a cognição de camundongos mediante testes comportamentais. Os resultados demonstraram que a maior dose (25 mg kg-1) provocou diarreia, redução de peso e morte de um animal (11,11%). No teste do campo aberto, todas as doses da FC (2,5, 5, 10 e 25mg kg-1) diminuíram o número de cruzamentos (p<0,05) em relação ao controle com DMSO 4% e ao diazepam. Houve redução do número de rearings apenas na dose de 25 mg kg-1 (p<0,05), não havendo nenhuma modificação significativa no número de groomings. No labirinto em cruz elevado, a FC diminuiu o número de entradas nos braços abertos em relação ao diazepam (p<0,05) em todas as doses testadas, o tempo de permanência no braço aberto nas maiores doses (10 e 25 mg kg-1) e o número total de entradas. Na técnica do rota rod, a FC apresentou aumento significativo no tempo de permanência na barra giratória em relação ao diazepam e, consequentemente, uma diminuição no número de quedas (p<0,05), achados que sugerem que as casearinas encontradas na FC reduzem a atividade locomotora espontânea e exploratória dos animais com ausência de efeitos sedativos e miorrelaxantes, típicos dos benzodiazepínicos. Esses achados suscitam que as alterações comportamentais podem ser decorrentes de lesões no SNC provocadas pela fração rica em casearinas.

  • ANTONIA AMANDA CARDOSO DE ALMEIDA
  • Potencial antioxidante e ansiolítico a de um composto semissintético derivado do limoneno: ênfase no delineamento de um fitomedicamento

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 21/02/2013
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  • O epóxi-limoneno (EL) é um derivado oxigenado do limoneno, caracterizado por ser um éter cíclico de três elementos formando um anel epóxido. No entanto, ainda não há pesquisas sobre a sua toxicidade aguda e propriedades sobre o sistema nervoso central (SNC) desse terpenóide. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo a investigação do seu potencial antioxidante, toxicidade e propriedades farmacológicas sobre o SNC. Para tanto, a presente dissertação foi dividida em quatro capítulos para facilitar a compreensão dos protocolos experimentais realizados. No primeiro capítulo, foi realizado a avaliação da toxidade aguda após a administração do EL em camundongos tratados com doses repetidas (25, 50 e 75 mg/kg) por via oral (v.o) em parâmetros bioquímicos e hematológicos. A administração aguda com as doses selecionadas do EL, não induziu modificações nos parâmetros hematológicos e bioquímicos. No segundo capítulo foi determinado a dose letal 50% (DL50) usando as doses de 500, 1000, 2000, 3000 e 4000 mg kg-1. Os testes revelaram o valor da DL50 de 4000 mg kg-1. Foi investigado ainda os possíveis efeitos sedativo e ansiolítico do EL em camundongos, bem como a avaliação do mecanismo de ação utilizando os testes de campo aberto (TCA), teste da barra giratória e labirinto em cruz elevado (LCE). No TCA, o tratamento com EL, com as doses de 25, 50 e 75 mg/kg via intraperitoneal (i.p), produziu uma redução no número de cruzamentos, grooming e rearing. No teste LCE, o EL aumentou o tempo de permanência e o número de entradas nos braços abertos. Além disso, EL (75 mg/kg) também produziu uma inibição significativa da coordenação motora. Todos estes efeitos foram revertidos pelo pré-tratamento com flumazenil (25 mg/kg, i.p), sugerindo que o EL, possui atividades sedativa e ansiolítica, que podem envolver os receptores benzodiazepínicos. O terceiro capítulo avaliou a atividade ansiolítica do EL por meio do teste de esconder as esferas (TEE) e investigou seu potencial antioxidante in vitro e in vivo no hipocampo de camundongos adultos. Os resultados complementam os achados do segundo capítulo em relação ao efeito ansiolítico, uma vez que foi observado uma redução no número de esferas escondidas nos grupos tratados com EL nas doses de 25, 50, 75 mg/kg (v.o) em relação ao diazepam e ao veículo, essa redução foi observada no tratamento com dose única e repetidas, reforçando a hipótese do efeito ansiolítico deste terpenóide. Os resultados dos testes antioxidante in vivo demonstram uma concentração efetiva inibitória 50% de 0,7342, 1,296 e 1,169 µg/mL contra a formação do íon nitrito, radical hidroxila e substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico respectivamente. Para as análises antioxidantes in vivo os camundongos foram tratados com Tween 80 (0,05%) dissolvido em solução salina 0,9% (v.o), ácido ascórbico 250 mg/kg (i.p) e com EL com as doses de 25, 50, 75 mg/kg, (v.o). O tratamento com EL reduziu o nível de peroxidação lipídica e conteúdo de nitrito, sugerindo um papel antioxidante in vivo uma vez que foi capaz de reduzir formação de espécies reativas derivadas do oxigênio e nitrogênio. Além disso, o EL aumentou a atividade das enzimas catalase e superóxido dismutase, no hipocampo de camundongos, sugerindo que seu papel antioxidante pode ser devido à modulação positiva dessas enzimas. O quarto capítulo refere-se a solicitação de registro de patente submetido ao Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia,que teve como objetivo solicitar a aplicação farmacêutica do epóxi-limoneno, para a prevenção e/ou tratamento de doenças relacionadas ao SNC, (Processo BR1020120135167).

  • ULISSES NOGUEIRA DE AGUIAR
  • Análise dos constituintes químicos e avaliação das atividades biológicas do óleo essencial de Lantana caatingensis M., preparo e caracterização do complexo de inclusão do óleo essencial de Croton zehntneri.

  • Orientador : SIDNEY GONCALO DE LIMA
  • Data: 31/01/2013
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  • Análises preliminares do óleo essencial (OE) das folhas Lantana caatingensis (Verbenaceae), coletada no município de Simões-PI, foi obtido por hidrodestilação e analisado por CG/EM permitindo identificar um total de 94% dos componentes integrados.  Os sesquiterpenos biciclogermacreno (37,8%) e escapulenol (25,7 %) e o monoterpeno estragol (21,9%) foram os principais componentes identificados no OE das folhas de L. caatingensis. A avaliação toxicológica, realizada pelo teste de letalidade sobre a Artemia salina, demostrou CL50 inferiror a 100μg/mL. A atividade antibacteriana do óleo foi avaliada através do método de micro diluição com base no documento M7-A6 do NCCLS de 2003. O óleo apresentou atividade antibacteriana, sendo mais expressivos nas linhagens de S. aureus, E. coli e P. aeruginosa. Na avaliação do óleo como modulador da resistência bacteriana foi observada inibição do crescimento das cepas apresentado sinergismo. Os componentes químicos e as atividades biológicas deste óleo estão sendo relatadas pela primeira vez neste trabalho.

2012
Descrição
  • DANIELLA FERNANDES DE CARVALHO
  • Estudo do potencial antioxidante in vitro e in vivo do extrato aquoso das folhas de Centratherum punctatum spp punctatum Cass. (Asteraceae)

  • Orientador : ROSELI FARIAS MELO DE BARROS
  • Data: 19/12/2012
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  • Centratherum punctatum Cass. (Asteraceae), conhecida popularmente como perpétua-roxa é utilizada na medicina tradicional como antioxidante, antimicrobiana e antiproliferativa. Esse estudo buscou avaliar as possíveis atividades tóxicas em Artemia salina; oxidantes, antioxidantes, protetora e de reparo de DNA dos líquidos, nas concentrações de 50 μg/mL, 100 μg/mL, 150 μg/mL, 250 μg/mL, 500 μg/mL e 1000 μg/mL pelo teste do disco central, frente aos danos oxidativos causados pelo peróxido de hidrogênio em Saccharomyces cerevisiae proficientes e deficientes em enzimas antioxidantes; atividade antioxidante in vitro através dos testes dos radicais DPPH• e ABTS•+ do extrato aquoso das folhas de C. punctatum. A CL50 do extrato aquoso de C. punctatum foi de  3697,57μg/mL. A análise da prospecção fitoquímica do extrato indicou a presença de importantes metabólitos secundários para tratamentos medicinais como flavonóides e taninos. A análise antioxidante mostrou que o extrato aquoso tem capacidade de reduzir os radicais DPPH• e ABTS•+ em todas as concentrações testadas, porém não apresentam atividade antioxidante significativa quando comparado aos controles. Os extratos aquosos de C. punctatum não apresentaram ação oxidante frente às linhagens testadas, apresentaram excelente atividade antioxidante, protetora e reparadora de danos induzidos pelo peróxido de hidrogênio em todas as concentrações testadas.

  • GIULIANO ANDRÉ SILVA SANTOS
  • Desenvolvimento de formulação líquida do tipo spray a base de pilocarpina e avaliação da atividade silagoga

  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 29/11/2012
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  • A xerostomia tem diversas etiologias, dentre elas síndromes autoimunes, radioterapia e uso de fármacos anticolinérgicos, podendo ocasionar redução da qualidade de vida de muitos pacientes. A conhecida atividade agonista colinérgica da pilocarpina tem sido explorada de diversas formas ao longo dos anos e as pesquisas com o fármaco geraram patentes de produtos para uso no tratamento desse problema. Em busca pelos produtos patenteados com o princípio ativo pilocarpina foram encontradas treze diferentes formulações inovadoras patenteadas, que vão desde comprimidos a formulações líquidas. A forma comercializada no mercado pela Eisai Inc. foi aprovada pelo FDA em 1994 e trata-se da única forma disponível no mercado para uso em xerostomia. Outras formas de aplicação como bioadesivos, chicletes e soluções para gargarejo, embora tenham se mostrado promissoras, não estão disponíveis no mercado. A inexistência da apresentação do tipo Spray contendo a pilocarpina, nas buscas de patentes, além da necessidade de um tratamento de fácil adesão, aquisição e com redução de efeitos colaterais, nortearam o desenvolvimento do trabalho. Para tanto, foram realizados estudos de pré-formulação, desenvolvimento e controle de qualidade. A formulação desenvolvida foi avaliada quanto à capacidade de salivação em ratos adultos, com metodologia de sialometria descrita por Takakura e colaboradores (2009) modificada, resultando em aumento significativo (p<0,05) na salivação comparado à solução oral. O uso de um polímero (Hidroxipropilcelulose) reconhecidamente bioadesivo, prevê uma liberação regular e lenta do princípio ativo, diminuindo a deglutição do princípio ativo e assim, os efeitos sistêmicos indesejáveis. Dessa forma, conclui-se que a formulação desenvolvida constitui importante ferramenta para tratamento e auxílio de pacientes que sofrem de xerostomia. A otimização desse estudo preliminar será realizada com base em aprimoramento da metodologia de sialometria, em que se busca reduzir a variação nos resultados intergrupo.

  • LUIS ALBERTO DE SOUSA RODRIGUES
  • Compósitos de paligorsquita/quitosana, obtidos por spray dried para incorporação de mesalazina (5-ASA)

  • Orientador : CLEIDE MARIA DA SILVA LEITE
  • Data: 29/11/2012
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  • Argilas são materiais comumente utilizados na indústria farmacêutica como excipientes ou como substâncias ativas, que quando são administradas concomitantemente com fármacos podem interferir no mecanismo de liberação dos mesmos. Portanto tais interações podem ser utilizadas para alcançar vantagens tecnológicas e biofarmacêuticas. Nesta revisão encontram-se informações bibliográficas (de artigos) e tecnológicas (patentes) sobre o uso de argilas como carreadores de fármacos em sistemas de liberação modificada. Há na literatura diversas formulações com estas características, tais como: compósitos, filmes, hidrogéis, hidróxidos duplos lamelares, sistemas de microencapsulação, complexos fármaco-argila, nanocompósitos e pellets. Tais materiais são utilizados para melhorar a biodisponibilidade; retardar; prolongar e/ou vetorizar a liberação. E, finalmente, esta revisão informa os principais campos da tecnologia biofarmacotécnica e biofarmacêutica em que as argilas são aplicadas.

  • JOSÉ JAURO LOPES ANCHIÊTA JUNIOR
  • Nanoencapsulação de um derivado peptídico de secreção mucocutânea de anuros com potencial uso farmacêutico.

  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 28/11/2012
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  • A dermaseptina 01 (DS01) é um peptídeo catiônico anfifílico extraído e isolado da secreção mucocutânea de anuros (rãs e sapos) do grupo de espécies Phyllomedusa hypochondrialis. Dermaseptinas exercem uma desejável ação lítica sobre membranas celulares de patógenos. Todavia, exibem baixa resistência à atividade proteolítica do soro e do plasma e portanto, são rapidamente depuradas pelo organismo após a administração, ou seja, possuem limitada atividade in vivo. Lipossomas são nanossistemas carreadores de fármacos amplamente utilizados, e que podem perfeitamente encapsular proteínas, protegendo-as contra a proteólise ou outros fatores desestabilizadores. Neste trabalho, objetivou-se preparar formulações farmacêuticas lipossomais unilamelares pequenas para a encapsulação da DS01, caracterizá-las fisicoquimicamente verificando suas estabilidades e avaliar sua atividade antitumoral in vitro. Os lipossomas foram preparados pelo método de hidratação do filme lipídico, seguido de sonicação. Os parâmetros de caracterização foram aferidos após o preparo no tempo zero (com 24 horas), e após os testes de estabilidade acelerada (agitação mecânica e centrifugação) e à longo prazo (em dias até a perda de estabilidade). Lipossomas não-carregados com o peptídeo foram preparados para controle. A atividade antitumoral in vitro da DS01 livre e nas formas lipossomais foi analisada em células de adenocarcinoma de cólon humano (HT-29) e carcinoma epidermóide de laringe humana (HEp-2), pelo ensaio de citotoxicidade de redução do sal de tetrazólio (MTT). Ao tempo zero, todas as formulações convencionais e furtivas apresentaram parâmetros de caracterização satisfatórios. Após os testes de estabilidade acelerada e à longo prazo, as formulações convencionais permaneceram estáveis em todos os parâmetros, exceto tamanho médio; as formulações furtivas foram completamente estáveis. O ensaio de redução do MTT demonstrou que todas as formulações lipossomais (inclusive as vazias) apresentaram valores de inibição tumoral em porcentagens consideravelmente maiores que a solução livre de DS01, para as duas linhas celulares tumorais. O peptídeo DS01 foi incorporado em carreadores unilamelares convencionais e furtivos com sucesso. Outros testes de caracterização das preparações estão sendo realizados. Os lipossomas (não-carregados e carregados) apresentaram expressiva atividade inibitória in vitro, maior que a ação do peptídeo livre para as duas linhas celulares testadas, isto é, o potencial lítico da DS01 sobre membranas biológicas de células tumorais foi aumentado com a nanoencapsulação. Outros estudos são necessários e estão sendo realizados para distinguir o perfil de inibição tumoral entre lipossomas vazios e contendo DS01.

  • LYGHIA MARIA ARAÚJO MEIRELLES
  • Incremento de solubilidade do fármaco rifampicina por complexo de inclusão e dispersão sólida.

  • Orientador : ALEXANDRE ARAUJO DE SOUZA
  • Data: 28/11/2012
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  • A rifampicina (RIF) compõe juntamente com outros fármacos o tratamento contra hanseníase e tuberculose. Este antibiótico possui baixa solubilidade, o que acarreta em algumas limitações para o delineamento de formulações farmacêuticas. O presente trabalho tem por objetivo a caracterização de sistemas binários do fármaco com ciclodextrina ou polímero, a fim de obter uma forma farmacêutica mais solúvel e estável. Avaliou-se o incremento de solubilidade do fármaco na presença de CDs naturais, e resultados relevantes foram obtido com a βCD e a γCD. O comportamento do fármaco também foi estudado na presença de polímeros hidrossolúveis, hidroxipropilmetilcelulose (HPMC) e Polivinilpirrolidona (PVP), através da obtenção de dispersões sólidas. Ensaios de solubilidade demonstraram que o PVP foi o polímero que conferiu maior solubilidade à RIF. A dispersão sólida (PVP-RIF) e o complexo de inclusão (βCD-RIF) foram preparados por mistura física, “kneading” e spray drier, sendo caracterizados a partir de análise térmica (DSC), espectroscopia de infra-vermelho com transformada de Fourrier (IV-FT), difração de raio-X (DRX), microscopia eletrônica por varredura (MEV) e o perfil de solubilidade. Confirmando-se um incremento significativo da solubilidade dos mesmos quando comparados ao fármaco puro.

  • TALITA MENDES DE OLIVEIRA
  • Ensaio pré-clinico de um produto natural para avaliação de seu possível efeito anticonvulsivante

  • Orientador : SIDNEY GONCALO DE LIMA
  • Data: 27/11/2012
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  • O p-cimeno (1-isopropyl-4-methylbenzene) é um monoterpeno aromático biosintético de fórmula molecular C10H14, precursor do cravacol e largamente presente entre os óleos essenciais, sendo um dos constituintes majoritário em várias espécies vegetais como em Thymus vulgarisOriganum saccatum e Origanum solymicum. No primeiro capítulo foram investigados os efeitos anticonvulsivantes e alterações histopatológicas no hipocampo e corpo estriado de camundongos adultos após tratamento com p-cimeno (CIM) nas doses de 50, 100 e 150 mg kg-1. O efeito anticonvulsivante de CIM foi investigado no modelo de epilepsia induzido por pilocarpina. Esse monoterpeno foi capaz diminuir a frequências de convulsões induzidas pela pilocarpina, estado de mal epilético e lesões cerebrais em camundongos. Além disso, o p-cimeno diminuiu a gravidade das lesões do hipocampo e corpo estriado e a taxa de mortalidade causada pela pilocarpina. Os resultados indicam a capacidade do p-cimeno em modular os efeitos anticonvulsivantes e sua atividade neuroprotetora. No segundo capitulo se objetiva caracterizar o mecanismo de ação do p-cimeno sobre as convulsões induzidas pela pilocarpina. Será avaliado o possível bloqueio dos efeitos do p-cimeno através do pré-tratamento com atropina, antagonista dos receptores muscarínicos, e com o flumazenil, antagonista dos receptores benzodiazepínicos. No terceiro capítulo, objetiva-se investigar a atividade antioxidante in vitro, através da ação contra a formação de espécies reativas contra o ácido tiobarbitúrico (TBARS), radical hidroxila e produção de oxido nítrico, e in vivo em relação aos efeitos sobre os níveis de peroxidação lipídica, teor de nitrito, concentração de glutationa reduzida e atividades antioxidantes das enzimas (superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT)) em hipocampo de camundongos após convulsão induzida por pilocarpina. O tratamento com p-cimeno reduziu significativamente o nível de peroxidação lipídica e conteúdo de nitrito, sugerindo um papel antioxidante in vivo uma vez que foi capaz de reduzir formação de espécies reativas derivadas do oxigênio (EROS) e nitrogênio (ERNS). Além disso, o p-cimeno aumentou a atividade das enzimas CAT e SOD, no hipocampo de camundongos, sugerindo que seu papel antioxidante pode ser devido à modulação positiva dessas enzimas. Portanto, os resultados do presente estudo mostram que o p-cimeno, apresenta potencial antioxidante in vivo e pode atuar como um agente neuroprotetor cerebral. Este composto pode constituir uma nova estratégia no desenvolvimento de tratamentos para diversas patologias nas quais o estresse oxidativo desempenha um papel importante em sua fisiopatologia.

  • PATRICIA REGIA PEREIRA DOS SANTOS
  • Estudos farmacológicos e ensaios pré-clínicos com 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol (TG1), derivado de Platonia insignis Mart.


  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 27/11/2012
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  • A utilização cada vez maior de plantas medicinais na cura ou prevenção de doenças tornou o extrativismo dessas, uma alternativa obrigatória na agricultura nacional e na medicina popular. No primeiro capítulo foi realizada uma revisão da literatura, a espécie Platonia insignis Mart., popularmente conhecida como bacuri pode ser considerada uma fonte promissora de compostos bioativos para o delineamento de novos fitomedicamentos. Dentre os extratos foi verificado que os mais estudados foram o hexânico, etanólico e o metanólico. Nesses extratos foram investigadas diversas propriedades farmacológicas: antioxidante, antiinflamatória e cicatrizante. E a atividade antioxidante apontada nessa espécie pode está diretamente relacionada ao teor de fenóis totais. Além desses, foi determinado o composto garcinielliptona FC (GFC) inédito no gênero, que demonstrou potencial antioxidante, Os achados encontrados na literatura indicam que a espécie P. insignis Mart., apresenta extratos e compostos que podem ser melhor caracterizados para sua utilização na formulação de novas formas farmacêuticas. No segundo capitulo foi avaliada a toxicidade aguda do composto 1,3-diestearil-2-oleil-glicerol (TG1), um derivado da trioleína, isolado do extrato hexânico da semente de P. insignis Mart. O estudo foi realizado em modelos animais fazendo uso de Ratos Wistar (250-280 gç 2 meses de idade), após administração via oral na dose de 30 mg kg-1, durante 30 dias, por meio da análise dos parâmetros comportamentais,  hematológicos e bioquímicos. Foi realizada ainda uma análise histopatológica das áreas cerebrais hipocampo e corpo estriado, e do fígado. Quanto aos parâmetros comportamentais, os animais não apresentaram comportamento fora do padrão. E o único sinal clinico indicativo de intoxicação, foi a piloereção. Nas análises hematológicas não foi observado nenhuma alteração.  Nas determinações bioquímicas, apenas as transaminases revelaram uma discreta alteração. Os histopatológicos não apontaram alterações para as áreas cerebrais. A análise histológica do fígado revelou uma poliploidia hepática, características morfológicas desse órgão.  Esse composto até o momento não apresenta relatos na literatura. No terceiro capítulo foi estudado as propriedades anticolinesterásica e antioxidante do TG1, uma vez que o extrato hexânico apresentou resultado positivo para atividade anticolinesterásica, e por esse composto ter sido extraído de uma espécie  rica em fenóis totais, portanto propensa a ter atividade antioxidante. A atividade anticolinesterásica foi confirmada qualitativamente em cromatografia de camada delgada e quantitativamente com uma concentração inibitória 50% (IC50) de 4,38 µg/mL. Os testes antioxidantes in vitro foram desenvolvidos por meio das metodologias como substancias reativas com o ácido tiobarbitúrico (TBARS), sequestramento de radicais nitrito e radicais hidroxila. Os resultados apresentados foram dose-dependentes, nas três técnicas e a dose de 7,2 µg/mL do TG1 reduziu em 49,95% a produção de nitrito, 74,05% na produção de TBARS e removeu o radical hidroxila em 83,79%.  Ainda nesse capítulo, foi estudado o papel desse composto sobre a memória de ratos. Após o tratamento agudo por adiminstração via oral do TG1 na dose de 30 mg kg-1 durante 30 dias consecutivos, foram realizados os testes de memória Labirinto aquático de Morrison, Teste Esquiva Passiva e Teste do labirinto em T elevado.  Os resultados desses testes apontam para um possível melhora na retenção da memória dos animais. Porém mais estudos são necessários futuramente para corroborar com esse achado. Os estudos fitoquímicos e farmacológicos já realizados com extratos e compostos isolados da espécie P. insiginis Mart. e citado acima, indicam que o composto isolado pode ser uma fonte promissora para a elaboração de possíveis fitomedicamentos a partir dessa esécie, bastante consumida no Nordeste do Brasil. As propriedades apresentadas pelo TG1 como anticolinesterásica e antioxidantes podem ser importantes para a elaboração de um possível medicamento que possua uma das propriedades farmacológicas já identificadas, com ação na terapêutica no Mal de Alzheimer.

  • AMANDA CAMPOS FORTES
  • Estudo de pré-formulação do derivado tiofênico 5TIO1 para obtenção de um agente ansiolítico

  • Orientador : MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
  • Data: 26/11/2012
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  • A inovação é principal ferramenta competitiva da indústria farmacêutica, a qual, recentemente, enfrenta desafios na sua produtividade. No sentido de reverter essa dificuldade, os investimentos em síntese química são essenciais na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos (P&D). Nesse contexto, o 5TIO1 (2-[(2,6-diclorobenzilideno) amino]-5,6-diidro-4H-ciclopenta[b]tiofeno-3- carbonitrila) é uma nova entidade química, que demonstrou em estudos prévios, um potencial uso para o desenvolvimento de um novo fármaco ansiolítico; entretanto possui baixa solubilidade podendo comprometer seu desempenho farmacológico. Esse entrave biofarmacêutico está se tornando um dos maiores problemas para P&D, e uma ferramenta útil nesses casos é a obtenção de complexos de inclusão com ciclodextrinas. O objetivo desse trabalho foi avaliar as atividades psicofarmacológicas e realizar estudos de préformulação do 5TIO1, estes enfocando a melhora da solubilidade e a análise da estabilidade/compatibilidade com ciclodextrinas. No teste do labirinto em cruz elevado (plus maze), o 5TIO1 (0,1; 1,0 e 10,0 mg kg-1, via intraperitoneal) aumentou o tempo de permanência e o número de entradas nos braços abertos. Este efeito não foi dose dependente e a menor dose administrada de 5TIO1 (0,1 mg kg-1) apresentou um melhor efeito ansiolítico quando comparado ao controle e às demais doses (1,0 e 10,0 mg kg-1). No teste claro-escuro, o 5TIO1 na dose de 0,1 mg kg-1 (via intraperiotenal) também mostrou efeito ansiolítico, indicado pelo aumento no tempo de permanência no campo claro, de forma similar ao diazepam (2,0 mg kg-1, via intraperitoneal). Esses resultados sugerem, portanto, que o 5TIO1 possui atividade ansiolítica, e este efeito pode ser mediado por transmissão GABAérgica. As propriedades físico-químicas do 5TIO1 foram determinadas através de infravermelho, análise térmica, difração de raio-X, microscopia eletrônica de varredura e dissolução intrínseca. A estrutura química foi confirmada pelo ensaio de infravermelho, indicando que as principais deformações são os estiramentos CºN, C=N, C-Cl e C-S. O 5TIO1 apresentou pureza de 98,96% e dois picos endotérmicos, sugerindo a presença de polimorfos. O perfil difractométrico sugere a um comportamento cristalino, corroborando com as micrografias obtidas. No sentido de otimizar a solubilidade do 5TIO1, obtiveram-se complexos de inclusão com sulfobutil éter β-ciclodextrina (SBCD) por malaxagem, evaporação/liofilização e spray drying. A obtenção de complexos de inclusão 5TIO1-SBCD, não alteraram o comportamento térmico do 5TIO1, e os espectros de infravermelho e o perfil de dissolução sugeriram que o melhor método a ser empregado é a malaxagem. Portanto, este trabalho demonstrou o efeito ansiolítico de uma nova entidade química, 5TIO1, a qual tem sua propriedade intelectual garantida por meio de depósito de patente; e dá suporte para a hipótese que esta molécula interaja com o receptor GABA, provavelmente nos subtipos de receptores que medeiam os efeitos dos benzodiazepínicos. Juntamente com a caracterização físico-química, esses resultado impulsionam os estudos de pré-formulação desse novo composto, o qual é uma grande promessa para a indústria farmacêutica.

  • MAYARA LADEIRA COÊLHO
  • Estudos de Pré-formulação do fármaco dapsona: Avaliação da Estabilidade e Desenvolvimentos de métodos.  

  • Orientador : JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
  • Data: 26/11/2012
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  • A dapsona (DAP), jutamente com a clofazimina e a rifampicina, faz parte do esquema poliquimioterápico estipulado pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde para tratamento da hanseníase, que se trata de uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. O Brasil continua sendo o segundo país em número de casos no mundo, após a Índia. Na terapia, a ingestão prolongada deste fármaco pode levar a seu acúmulo no organismo, podendo este sofrer uma série de reações em condições orgânicas como oxidações, hidrólises ácidas, básicas ou neutras, podendo ainda em condições “in vitro” de armazenamento e estocagem, simular a termo e fotodegradação dos princípios ativos. Neste sentido, inicialmente foi desenvolvida e validada uma nova alternativa analítica para quantificação da dapsona por espectrofotometria UV. Uma vez que o método farmacopeico atual utiliza metanol como solvente, sendo este tóxica, os solventes selecionados para o método foram etanol e água purificada. Posteriormente, a fim de alcançar a qualidade e aumento no perfil de segurança no processo de pré-formulação farmacêutica, o fármaco teve suas características físico-químicas abordadas. Dessa forma, foram obtidos perfis térmicos, difratométricos, químicos e morfológicos, através de técnicas específicas. Posteriormente, a estabilidade da DAP em misturas binárias com excipientes foi avaliada por meio de calorimetria exploratória diferencial como critério de exclusão. Para o delineamento da estabilidade deste ativo foi realizado o estudo de estabilidade forçada da DAP utilizando condições de estresse hidrolítico básico (NaOH 0,1 N) ácido (HCl 0,1 N), neutro (H2O), oxidativo (H2O2 3%) e fotolítico (com associação de lâmpadas ultravioleta e branca fria), as quais foram avaliadas por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). O método indicativo de estabilidade para detecção e quantificação da DAP e seus produtos de degradação foi desenvolvido e validado, possibilitando a avaliação do teor de DAP nas amostras degradadas além de serem identificados, por espectrometria de massa, 2 de seus produtos de degradação.

  • DÉBORA CÁSSIA VIEIRA GOMES
  • ESTUDO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO LÍQUIDO DA CASTANHA DE CAJU (Anacardium occidentale L.) TÉCNICO E IN NATURA PARA FORMULAÇÕES FARMACÊUTICAS

  • Data: 22/06/2012
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  • O estresse oxidativo se constitui como um dos mecanismos mais relatados na etiologia de doenças incluindo as neurodegenerativas, diabetes, aterosclerose e o câncer, devido à produção de radicais livres capazes de danificar proteínas, lipídeos e ácidos nucléicos. O Anacardium occidentale L. (cajueiro), espécie encontrada em regiões tropicais, especialmente no Nordeste brasileiro, tem como fruto a castanha, produto de valor sócio-econômico e medicinal.  A castanha do caju contém um óleo alquifenólico conhecido como Líquido da Castanha do Caju (LCC), que de acordo com a metodologia de obtenção libera o LCC in natura (LCCi) e LCC técnico (LCCt).O LCCi é constituído por ácido anacárdico (60-65%); cardol (15- 20%); cardanol (10%) e traços de 2-metil-cardol e o LCCt por 70-75% de cardanol, 15-20% de cardol, 10% de material polimérico e traços de 2- metilcardol. Estudos relatam atividades antimicrobianas, antiparasitárias, antioxidantes e antimutagênicas do LCC.  O presente estudo buscou avaliar as possíveis atividades oxidantes, antioxidantes e protetora do LCCi e LCCt frente a danos oxidativos induzidos pelo peróxido de hidrogênio (H2O2) em Saccharomyces cerevisiae proficientes (SOD WT)  e deficientes (Sod1∆, Sod2∆, Sod1∆/Sod2∆, Cat1∆, Sod1∆/Cat1∆) em enzimas antioxidantes avaliados em pré, co e pós-tratamento. Os produtos foram testados nas concentrações de 17,37 µg/mL, 34,75 µg/mL, 69,50 µg/mL com o teste do disco central em S. cerevisiae. O LCCi e o LCCt não apresentaram ação oxidante frente as linhagens testadas, porém protegeram contra os danos induzidos pelo H2O2 no pré-tratamento pela significante diminuição (p<0,0001) da inibição do crescimento de todas as linhagens ocasionado pelo peróxido de hidrogênio. No co-tratamento, todas as concentrações de LCCi e LCCt apresentaram atividade antioxidante para Sod1∆/Sod2∆. Na linhagem proficiente, apenas a maior concentração do LCCi não foi capaz de reduzir o dano causado pelo H2O2. Para a linhagem Sod1∆ somente o LCCi diminuiu significativamente a inibição causada pelo H2O2 e na SOD2∆ as duas maiores concentrações do LCCt e as duas menores do LCCi apresentaram resultados significativos (p<0,05). Para Cat1∆ foram obtidos resultados significantes nas concentrações de 34,75 µg/mL,, 69,50 µg/mL dos LCCi e LCCt. Para Sod1∆/Cat1∆, todas as concentrações do LCCt e  a maior concentração do LCCi foi capaz de diminuir a inibição ocasionada pelo H2O2. Atividades de reparo do dano causado pelo peróxido de hidrogênio do LCCi e LCCt foram observadas para SOD WT e Sod1∆/Sod2∆. As linhagens Sod1∆ e Sod2∆ apresentaram resultados semelhantes, no qual houve reparo para os LCCi e LCCt em todas as concentrações, exceto na maior (69,50µg/mL) do LCCi. Em relação a Cat1∆ foram observados efeitos de reparo apenas para o LCCt. Foi observado um efeito pró-oxidante na linhagem Sod1∆/Cat1 para o LCCi [69,50µg/mL]. Os nossos resultados apontam excelentes atividades antioxidantes frente aos danos induzidos pelo H2O2, como também atividade protetora de danos e de reparo em S. cerevisiae mutadas em defesas enzimáticas antioxidantes. Entretanto, sugere-se a realização de outros ensaios que venham evidenciar a possibilidade do uso do LCCi e LCCt em formulações farmacológicas para a prevenção de stress oxidativo.

  • ALISSON FERREIRA DANTAS
  • Potencial farmacológico e possíveis efeitos toxicológicos, citotóxicos, mutagênicos e antimutagênicos do líquido da casca da castanha de caju (Anacardium occidentale L.) em eucariotos

  • Data: 21/06/2012
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  • O Anacardium occidentale L. (cajueiro) é comum no Nordeste brasileiro. A castanha do caju consiste de um reservatório de parede dupla, que contêm um líquido rico em compostos fenólicos, o líquido da casca da castanha de caju. Propriedades farmacológicas têm sido relatadas: atividades antimicrobianas e larvicidas, e em especial, efeitos antioxidantes e ação inibidora de acetilcolinesterase. O líquido da casca da castanha do caju é classificado em in natura e técnico. O estudo teve por objetivo a análise dos efeitos tóxicos do líquido da casca de castanha de caju in natura e do técnico em Artemia salina, e suas possíveis toxicidades, citotoxicidades, mutagenicidade e efeitos frente os danos induzidos pelo sulfato de cobre, em pré-, co- e pós-tratamento em meristemas de raízes de Allium cepa. O in natura contêm 82,9% de ácido anacárdico monoinsaturado, 8,0% de ácido anacárdico di-insaturado, 3,6% de ácido anacárdico, 2,9% de metil-cardol e 2,6% de compostos não identificados; e o técnico é constituído de 79,40% de cardanol monoinsaturado, 8,67% de cardanol di-insaturado, 3,23% de cardanol e 8,70% de compostos não identificados. A concentração letal de 50% em A. salina para o líquido in natura foi de 36, 96 µg/mL, e para o técnico de 91, 67 µg/mL. Três concentrações de 17,37; 34,75 e 69,5 µg/mL, diluídas em Tween (500 µg/mL) foram testadas em A. cepa. Água desclorificada, como controle negativo, e sulfato de cobre (1,2 µg/mL), como controle positivo. Cinco bulbos de cebolas foram expostos a cada grupo teste, por 72 horas. Os preparados citogenéticos foram fixados com Carnoy, corados com carmim acético e avaliados quanto: (a) toxicidade (inibição de crescimento de raízes); (b) citotoxicidade (inibição de divisão celular) e (c) mutagenicidade (micronúcleos e aberrações cromossômicas). Os efeitos frente ao sulfato de cobre foram avaliados em pré, co e pós-tratamento. Toxicidade, citotoxicidade e mutagenicidade foram observadas para o in natura em 69,5 µg/mL, com significância (p<0,001; P<0,05 e p<0,05), em relação ao controle negativo. O in natura não inibe toxicidade e citotoxicidade do sulfato de cobre, mas teve ação preventiva (pré-tratamento), em relação aos micronúcleos na concentração de 17,37 µg/mL, com significância para p<0,01 e significantes (p<0,05 e p<0,001) ações antimutagênicas foram observadas em 17,37 e 34,75 µg/mL, pelas inibições de micronúcleos e de aberrações cromossômicas em todas as concentrações. Não teve atividade de reparo (pós-tratamento) aos micronúcleos induzidos pelo sulfato de cobre, entretanto, significantes (p<0,001) atividades de reparo foram obtidas para aberrações cromossômicas, nas menores concentrações. O técnico previne a toxicidade do sulfato de cobre em 69,5 µg/mL e também previne, modula e repara os danos induzidos pelo sulfato de cobre quanto à formação de micronúcleos e aberrações cromossômicas em todas as concentrações testadas pela significante de p<0,001. Atividades preventivas, antimutagênicas e de reparo observadas para o líquido da casca de castanha de caju in natura e técnico em relação aos danos induzidos pelo sulfato de cobre, em meristemas de raízes de A. cepa, provavelmente, associadas a mecanismos antioxidantes dos seus constituintes químicos. Considerando a concordância do teste A. cepa com testes em mamíferos, os resultados são favoráveis às formulações farmacológicas. Entretanto, outros biomarcadores devem ser aplicados para a melhor compreensão dos efeitos observados, visando segurança em relação ao material genético diante dos diversos potenciais farmacológicos dos produtos avaliados.

  • MÁRCIO DOS SANTOS ROCHA
  • Estudo do encapsulamento do óleo essencial de Lantana camara L. em β-ciclodextrina por métodos espectroscópicos e cromatográficos

  • Orientador : SIDNEY GONCALO DE LIMA
  • Data: 27/04/2012
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  • O óleo essencial de Lantana camara L. possui atividade antimicrobiana, antiviral e antiparasitária. Estas atividades podem vir a conferir ao óleo essencial de L. camara papel de destaque na indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética. Entretanto, sua instabilidade térmica e sua baixa solubilidade em água reduzem sua aplicação tecnológica. Contudo, pode-se melhorar estas características através da formação do complexo de inclusão com ciclodextrinas, sendo α, β e γ-ciclodextrinas as principais ciclodextrinas naturais. Neste trabalho buscamos a formação do complexo de inclusão do óleo essencial de L. camara com a β-ciclodextrina, bem como sua caracterização por métodos espectroscópicos e cromatográficos. Além disso avaliamos sua atividade antioxidante frente a células de levedura Saccharomyces cerevisiae antes e após a formação do complexo de inclusão. No primeiro capítulo utilizamos o método de coprecipitação para preparar o complexo de inclusão do óleo essencial de L. camara com a β-ciclodextrina, para tanto o óleo essencial foi solubilizado em etanol e adicionado a solução hidroalcóolica de β-ciclodextrina nas seguintes proporções: 3:97, 6:96, 9:91, 12:88 e 15:85 (massa:massa). Posteriormente avaliamos três técnicas espectroscópicas como ferramenta de caracterização do complexo de inclusão. A espectroscopia de absorção no infravermelho (FTIR), a técnica de FTIR utilizando um acessório para análise por Reflectância Total Atenuada (FTIR-ATR) e a espectroscopia de Raman. A avaliação destas técnicas tornam-se importantes devido às diferenças de sensibilidade aos estiramentos simétricos e assimétricos das ligações das moléculas, sendo neste caso a técnica de espectroscopia de Raman a técnica mais eficiente para a caracterização da formação do complexo de inclusão devido ao aparecimento do sinal referente à deformação simétrica da ligação C=C presente nos sesquiterpenos do óleo essencial de L. camara. No segundo capítulo realizamos ensaios complementares para a caracterização do complexo de inclusão utilizando as técnicas de difração de raios x, cromatografia gasosa acoplada à espectroscopia de massa, análise termogravimétrica e a espectroscopia de Raman, comparando o complexo de inclusão formado, a mistura física e o material de partida. Desta forma conseguimos caracterizar a formação do complexo de inclusão entre o óleo essencial de L. camara e a β-ciclodextrina, além disso, definimos 6:64 como a melhor proporção de óleo essencial de L. camara e a β-ciclodextrina para preparo do complexo de inclusão. No terceiro capítulo avaliamos a atividade antioxidante do óleo essencial de L. camara e o seu complexo de inclusão com β-ciclodextrina, frente a células de leveduras de Saccharomyces cerevisiae, comparando sua ação antioxidante ao da vitamina C, frente aos efeitos oxidantes do peróxido de hidrogênio. Neste capítulo observamos uma elevada ação antioxidante do óleo essencial de L. camara quando comparada ao da vitamina C. Por último o quarto capítulo aponta as perspectivas do presente trabalho bem com as considerações finais.

  • DAYANE ALVES COSTA
  • Estudo pré-clínico dos efeitos bioquímicos e farmacológicos da ciano-carvona em camundongos: subsídio para o desenvolvimento de fitomedicamentos

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 26/04/2012
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  • O composto ciano-carvona (CC), derivado sintético da carvona, foi o objeto de estudo deste trabalho, obtido a partir da síntese da substância R-(-)-carvona, um monoterpeno monocíclico. No primeiro capítulo, foi realizado a avaliação da toxicidade aguda por via oral da CC para o cálculo da dose letal 50% (DL50) e determinação dos parâmetros bioquímicos e hematológicos, bem como o efeito ansiolítico por meio dos testes de campo aberto, rota rod e labirinto em cruz elevado em camundongos Swiss machos. O tratamento não causou nenhuma morte ou toxicidade nos animais, não sendo possível calcular a DL50, como também não apresentou nenhuma alteração bioquímica e hematológica após tratamento com CC nas doses 25, 50 e 75 mg kg-1. Não foi observada alteração no número de groomings e houve uma diminuição do número de rearings. Em relação ao labirinto em cruz elevado houve um maior número de entradas nos braços abertos, bem como um maior tempo de permanência nos braços abertos, sugerindo um possível efeito ansiolítico. Em relação ao teste do rota rod não foi verificada alteração no tempo de permanência na barra giratória, bem como não foi detectado mudanças no número de quedas. No segundo capítulo foram investigados os efeitos anticonvulsivantes e antioxidantes de ciano-carvona e sua ação sobre a atividade da acetilcolinesterase no hipocampo de camundongos após tratamento com CC nas doses de 25, 50 e 75 mg kg-1. O efeito anticonvulsivante de CC foi investigada no modelo de epilepsia induzido por pilocarpina. Esse monoterpeno foi capaz de promover um aumento de latência para a instalação de estado de mal epiléptico induzido por pilocarpina e apresentou uma proteção significativa contra a peroxidação lipídica e formação de nitrito no hipocampo de camundongos. Além disso, o pré-tratamento com CC aumentou a atividade da acetilcolinesterase no hipocampo de camundongos após convulsões induzidas por pilocarpina. Os resultados indicam a capacidade de CC para modular os efeitos anticonvulsivantes e antioxidantes. No terceiro capítulo objetivou-se investigar a atividade antioxidante in vitro da ciano-carvona, sendo capaz de prevenir a peroxidação lipídica induzida por AAPH, inibindo a quantidade de substâncias reativas com ácido tiobarbitúrico (TBARS) formado. A ciano-carvona também produziu uma remoção do radical hidroxila podendo ser devido a uma atividade antioxidante, sugerindo uma possível capacidade de proteção contra danos celulares in vivo produzidos por este radical. Na avaliação de produção de óxido nítrico, houve uma diminuição significativa na produção deste composto pela CC, demonstrando uma propriedade antioxidante in vitro, que pode ser explorada para a proteção in vivo das biomoléculas, como lipídios da membrana celular, contra danos causados pelos radicais livres. A ciano-carvona apresentou um forte potencial antioxidante in vitro, por meio da capacidade de remoção contra radicais hidroxilas e do óxido nítrico, bem como preveniu a formação de TBARS. No entanto, mais estudos são necessários para caracterizar melhor as propriedades antioxidantes da ciano-carvona. O quarto capítulo refere-se ao pedido de registro de patente submetido ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual por meio do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC), com a finalidade de subsidiar o desenvolvimento de uma nova formulação farmacêutica utilizando a ciano-carvona para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

  • DAYANE ALVES COSTA
  • Estudo pré-clínico dos efeitos bioquímicos e farmacológicos da ciano-carvona em camundongos: subsídio para o desenvolvimento de fitomedicamentos

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 26/04/2012
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  • O composto ciano-carvona (CC), derivado sintético da carvona, foi o objeto de estudo deste trabalho, obtido a partir da síntese da substância R-(-)-carvona, um monoterpeno monocíclico. No primeiro capítulo, foi realizado a avaliação da toxicidade aguda por via oral da CC para o cálculo da dose letal 50% (DL50) e determinação dos parâmetros bioquímicos e hematológicos, bem como o efeito ansiolítico por meio dos testes de campo aberto, rota rod e labirinto em cruz elevado em camundongos Swiss machos. O tratamento não causou nenhuma morte ou toxicidade nos animais, não sendo possível calcular a DL50, como também não apresentou nenhuma alteração bioquímica e hematológica após tratamento com CC nas doses 25, 50 e 75 mg kg-1. Não foi observada alteração no número de groomings e houve uma diminuição do número de rearings. Em relação ao labirinto em cruz elevado houve um maior número de entradas nos braços abertos, bem como um maior tempo de permanência nos braços abertos, sugerindo um possível efeito ansiolítico. Em relação ao teste do rota rod não foi verificada alteração no tempo de permanência na barra giratória, bem como não foi detectado mudanças no número de quedas. No segundo capítulo foram investigados os efeitos anticonvulsivantes e antioxidantes de ciano-carvona e sua ação sobre a atividade da acetilcolinesterase no hipocampo de camundongos após tratamento com CC nas doses de 25, 50 e 75 mg kg-1. O efeito anticonvulsivante de CC foi investigada no modelo de epilepsia induzido por pilocarpina. Esse monoterpeno foi capaz de promover um aumento de latência para a instalação de estado de mal epiléptico induzido por pilocarpina e apresentou uma proteção significativa contra a peroxidação lipídica e formação de nitrito no hipocampo de camundongos. Além disso, o pré-tratamento com CC aumentou a atividade da acetilcolinesterase no hipocampo de camundongos após convulsões induzidas por pilocarpina. Os resultados indicam a capacidade de CC para modular os efeitos anticonvulsivantes e antioxidantes. No terceiro capítulo objetivou-se investigar a atividade antioxidante in vitro da ciano-carvona, sendo capaz de prevenir a peroxidação lipídica induzida por AAPH, inibindo a quantidade de substâncias reativas com ácido tiobarbitúrico (TBARS) formado. A ciano-carvona também produziu uma remoção do radical hidroxila podendo ser devido a uma atividade antioxidante, sugerindo uma possível capacidade de proteção contra danos celulares in vivo produzidos por este radical. Na avaliação de produção de óxido nítrico, houve uma diminuição significativa na produção deste composto pela CC, demonstrando uma propriedade antioxidante in vitro, que pode ser explorada para a proteção in vivo das biomoléculas, como lipídios da membrana celular, contra danos causados pelos radicais livres. A ciano-carvona apresentou um forte potencial antioxidante in vitro, por meio da capacidade de remoção contra radicais hidroxilas e do óxido nítrico, bem como preveniu a formação de TBARS. No entanto, mais estudos são necessários para caracterizar melhor as propriedades antioxidantes da ciano-carvona. O quarto capítulo refere-se ao pedido de registro de patente submetido ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual por meio do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC), com a finalidade de subsidiar o desenvolvimento de uma nova formulação farmacêutica utilizando a ciano-carvona para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

  • FERNANDA ASSUNÇÃO SAMPAIO
  • Avaliação pré-clínica dos possíveis efeitos tóxicos, citotóxicos e mutagênicos da morfina e de seu co-tratamento com o composto 3-(2-cloro 6-fluorobenzil) imidazolidina-2,4-diona (PT -31) em Allium cepa e em Mus musculus.

  • Orientador : JOSE ARIMATEIA DANTAS LOPES
  • Data: 29/02/2012
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  • A morfina é um analgésico opióide amplamente utilizada na clínica tendo ação no Sistema Nervoso Central (SNC), devido a essa propriedade ela também é responsável por efeitos adversos indesejados. A busca por novas moléculas com efeitos analgésicos sobre o SNC tem se mostrado clinicamente relevante. Um novo composto, o 3-(2-cloro-6-fluorobenzil)

    imidazolidina-2,4-diona, ou PT-31 exibiu um perfil analgésico dose-dependente e ação sinérgica com a morfina. Este estudo pretende avaliar a toxicidade, citotoxicidade e mutagenicidade da morfina e de seu co-tratamento com o PT-31, usando-se o teste Allium cepa e o teste de micronúcleo (MN) em Mus musculus. Para o teste de Allium os bulbos foram expostos a diluições da morfina e desta com o PT-31, nas concentrações de 0,25; 0,5 e 1 mg/mL. Para a realização do teste de micronúcleos os animais receberam, através de administração intraperitoneal, soluções de morfina (1 mg/kg) e do co-tratamento nas concentrações de 0,25; 0,5 e 1,0 mg/kg de peso. O teste de A. cepa revelou toxicidade para a concentração de 1,0 mg/mL tanto no tratamento com a morfina como no seu co-tratamento. A citotoxicidade foi vista na concentração de 1,0 mg/mL, para a morfina, e nas concentrações de 0,5 e 1,0 mg/mL para o co-tratamento com PT-31. A mutagenicidade em meristemas de A. cepa foi observada para a concentração de 1,0 mg/mL, somente quando o parâmetro avaliado foi MN. A frequência de AC não foi estatisticamente significante em nenhum dos tratamentos. Os resultados para o teste de MN em camundongos revelou significância estatística para a frequência de MN no tratamento com a morfina apenas em animais machos, já no co-tratamento foi significativo para todas as concentrações, para os dois sexos. A citotoxicidade foi observada no tratamento com a morfina e no co-tratamento, com única exceção dos machos da menor concentração no co-tratamento. A análise de células BN mostrou indícios de citotoxicidade para a morfina apenas em animais machos, e no co-tratamento com PT-31 na concentração de 1 mg/kg nos dois sexos. Com os resultados obtidos possível se fazer uma correlação entre entre os testes, uma vez que apresentaram resultados semelhantes, além de um perfil dose-dependente. Entretanto, mais estudos devem ser realizados para que se possa conhecer as propriedades tóxicas e genotóxicas da nova droga e do seu co-tratamento e, assim, prosseguir com os testes clínicos.
2011
Descrição
  • LINA CLARA GAYOSO E ALMENDRA IBIAPINA MORENO
  • Delineamento e caracterização de lipossomas contendo nimodipina para uso direcionado a doenças neurodegenerativas
  • Orientador : HERCILIA MARIA LINS ROLIM
  • Data: 02/12/2011
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  • A nimodipina é um bloqueador seletivo dos canais de cálcio tipo L pertencente ao grupo das
    diidropiridinas. Apresenta uma lipofilicidade elevada e por isso, atravessa facilmente a
    barreira hematoencefálica atingindo o sistema nervoso central (SNC). Devido a essa
    facilidade de chegar ao cérebro, o referido vasodilatador é utilizado no tratamento de
    espasmos cerebrovasculares, derrames, enxaquecas, no aumento da capacidade cognitiva de
    portadores da doença de Alzheimer, no auxílio à recuperação de pacientes com traumatismo
    craniano, além de apresentar aplicabilidade na terapia de transtornos do humor e mostrar
    propriedades anticonvulsivantes. Contudo, a administração oral da nimodipina é limitada por
    sua baixa solubilidade aquosa e alto metabolismo de primeira passagem hepático, o que
    resulta em uma biodisponibilidade diminuída. Esse problema pode ser solucionado pela
    utilização de carreadores farmacêuticos de escala nanométrica. Desta forma, produzimos uma
    formulação lipossomal contendo nimodipina e observamos seus efeitos sobre o SNC. No
    primeiro estudo houve a produção e caracterização das preparações lipossomais (LCNa e
    LCNb) para posteriormente proceder-se a avaliação dos efeitos da administração
    intraperitoneal aguda da formulação que apresentou os melhores resultados (LCNa) sobre
    parâmetros bioquímicos e hematológicos em camundongos Swiss machos. O tratamento não
    causou nenhuma morte ou toxicidade nos animais. No segundo estudo foram investigados os
    efeitos da administração de LCNa em três modelos animais de ansiedade: teste do campo
    aberto, do claro e escuro e do labirinto em cruz elevado. Os resultados obtidos sugerem que a
    formulação possivelmente exerce um efeito ansiolítico em camundongos sem ocasionar
    sedação ou relaxamento muscular. O terceiro estudo visa investigar o efeito da administração
    de LCNa em dois modelos animais de depressão: teste de suspensão pela cauda e teste do
    nado forçado. A diminuição no tempo de imobilidade dos animais tratados com a formulação
    em ambos os testes sugere um possível efeito antidepressivo de LCNa. O quarto estudo visa
    investigar o efeito da aplicação de LCNa em convulsões induzidas por pilocarpina. Os
    resultados mostram que a administração da formulação 30 minutos antes da administração de
    pilocarpina impediu as crises convulsivas e o estado de mal epiléptico, sugerindo que LCNa
    apresentou atividade anticonvulsivante nesse modelo de convulsão.

  • CIRO GONCALVES E SA
  • Extração e testes de atividades farmacológicas do óleo essencial de Citrus sinensis (L.)
    Osbeck direcionados para a doença de Alzheimer.

  • Orientador : CHISTIANE MENDES FEITOSA
  • Data: 25/10/2011
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  • SÁ, C.G.  Extração e testes de atividades farmacológicas do óleo essencial de  Citrus
    sinensis (L.) Osbeck direcionados para a doença de Alzheimer. Teresina-PI: UFPI, 2011.
    (Dissertação – Mestrado em Ciências Farmacêuticas).
     
    As plantas com atividades psicoativas exercem importantes efeitos sobre a
    consciência, as emoções e a cognição. A investigação farmacológica de produtos naturais que
    apresentam atividade sobre o sistema nervoso central (SNC) tem auxiliado a compreensão das
    bases neuroquímicas de muitas doenças. Os extratos vegetais e os produtos isolados exercem
    suas ações por meio de interações com moléculas endógenas transdutora1’s de sinal, por isso,
    faz-se necessário o conhecimento aprofundado dessas fontes naturais. Diante deste contexto,
    realizou-se estudo da espécie Citrus sinensis (L.) Osbeck (laranja). A caracterização química
    do  óleo  essencial das  folhas (OE) de  C.  sinensis  resultou na identificação da mistura dos
    constituintes: limoneno (20,14%), citronelol (30,42%), geranial (31,42%), mirceno (0,64%),
    trans-beta-ocimeno (0,73%), linalol (2,58%), citronelal (1,23%), neral (1,71%) e beta-
    cariofileno (2,04%). As estruturas dos compostos do OE foram identificadas por cromatógrafo
    a gás acoplado ao espectrômetro de massa  (CG/EM) e comparados com dados da literatura.
    Os efeitos da administração oral  aguda com doses  repetidas  do OEF  de C. sinensis  foram
    investigados avaliando-se os parâmetros bioquímicos e hematológicos em camundongos
    Swiss  machos adultos.  Avaliou-se ainda a atividade  in vitro  e  in vivo  da  enzima
    acetilcolinesterase  (AChE) e o potencial da atividade  antioxidante no hipocampo de
    camundongos. Os camundongos foram tratados por um período de 30 dias com o OE de C.
    sinensis  nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg. Quanto aos parâmetros bioquímicos e
    hematológicos o OE de C. sinensis não produziu efeitos tóxicos sobre os camundongos Swiss
    estudados, apenas observou-se uma redução nos níveis de triglicerídeos, sugerindo,  assim,
    futuros estudos.  Quanto aos resultados da atividade anticolinesterásica, houve uma
    diminuição significativa na atividade da AChE na região do hipocampo nos testes “in vivo” e
    nos testes “in vitro” o OE de C. sinensis apresentaou um valor de concentração de inibição de
    CI50  =  63  μg/mL  enquanto para o padrão (neostigmina)  foi obtido  o valor de CI50  =  1,87
    μg/mL. Para a atividade antioxidante foi observada uma significativa redução de 20% no
    hipocampo de camundongos tratados com dose de 150 mg/kg sobre a peroxidação lipídica,
    reduzindo, assim, o estresse oxidativo e o conteúdo de nitrito, essas dosagens apresentaram
    uma redução significativa em todos os grupos, sugerindo um efeito neuroprotetor contra
    lesões cerebrais.  Em experimentos no labirinto aquático de Morris, que avalia a memória
    espacial em ratos, foram realizadas análises com 4 grupos, sendo um grupo controle  tratado
    com solução de Tween 80 a 0,05% e três grupos tratados previamente com doses do OE de C.
    sinensis  de 50 mg/kg, 100 mg/kg e 200 mg/kg., que apresentaram resultados
    significativamente menores do que o grupo controle [p < 0,05], como também o grupo tratado
    com um inibidor de AChE, indicando uma maior capacidade de memória espacial nos animais
    tratados, mais que devem ser reforçados por outros testes de memória preconizado pela
    literatura. Nossos resultados indicam que os efeitos do óleo essencial de  C. sinensis  pode
    envolver o sistema colinérgico e produzir uma reversão do prejuízo da memória, causado pelo
    excesso da atividade da AChE. 

  • LIDIANNE MAYRA LOPES CAMPELO
  • Avaliação farmacológica do óleo essencial de Citrus limon (Burm) no Sistema Nervoso Central: Um estudo comportamental, histológico e neuroquímico

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 24/08/2011
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  • A família Rutaceae consiste em aproximadamente 150 gêneros e 1.600 espécies, distribuídas amplamente em regiões tropicais, subtropicais e temperadas do mundo, sendo mais abundante na América tropical, Sul da África e Austrália. No Brasil, a família é representada por aproximadamente 29 gêneros e 182 espécies, de importância medicinal, ecológica e econômica. O Citrus é um gênero que compreende 70 espécies de subarbustos e arbustos que podem ser cultivadas ou encontradas espontaneamente na Alemanha, Espanha, México, Venezuela, Cuba, Jamaica, Equador, Norte e Nordeste do Brasil. As espécies do gênero Citrus são ricas em flavonóides, óleos voláteis, cumarinas e pectinas. No primeiro capítulo, houve a caracterização química do óleo essencial de folhas de Citrus limon (OECL), e avaliação dos efeitos da administração aguda por via oral do óleo essencial de folhas de C. limon e, ainda, investigação dos parâmetros bioquímicos e hematológicos em camundongos Swiss machos. O tratamento não causou nenhuma morte ou toxicidade nos animais. A administração aguda em doses repetidas de óleo essencial não induziu nenhum efeito adverso na maioria dos parâmetros bioquímicos e hematológicos estudados em camundongos Swiss machos. No segundo capítulo foram investigados os efeitos anticonvulsivantes e depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) do óleo essencial de C. limon em modelos animais, no qual foi verificado resultados que sugerem um efeito depressor do SNC e anticonvulsivante do óleo essencial de C. limon em camundongos que precisa ser melhor investigado. No terceiro capítulo objetivou-se investigar o efeito do óleo essencial de C. limon nos níveis de peroxidação lipídica, conteúdo de nitrito, concentração de glutationa reduzida e atividades antioxidantes das enzimas (superóxido dismutase, catalase e gluatationa peroxidase) em hipocampo de camundongos. Os resultados demonstram que o estresse oxidativo no hipocampo de camundongos pode ocorrer durante o estabelecimento de doenças neurodegenerativas, promovendo dano hipocampal e implica, ainda, que é possível conseguir efeito protetor utilizando o OECL como antioxidante. O quarto capítulo visou investigar o potencial efeito neuroprotetor do OECL nas modificações histopatológicas observadas no hipocampo e corpo estriado de camundongos após convulsões induzidas por pilocarpina. A partir dos resultados encontrados é possível sugerir que o OECL pode modular a epileptogênese promovendo um efeito neuroprotetor no modelo investigado. O quinto capítulo avaliou as atividades antioxidantes in vitro e antinociceptiva do óleo esssencial de C. limon em camundongos. O OECL foi capaz de produzir efeito antioxidante in vitro nos três testes usados. No teste in vivo, houve uma redução significativa no número de contorções e em doses mais elevadas, reduziu o número de lambida da pata. Considerando que a naloxona antagonizou o efeito antinociceptivo do OECL, é possível sugerir, pelo menos a participação do sistema opióide, no entanto, outros estudos deverão ser realizados para entender os mecanismos de ação do OECL. No sexto capítulo analisou-se o efeito sedativo, antidepressivo e ansiolítico do OECL por meio dos testes comportamentais, sugerindo um possível efeito sedativo e ansiolítico do OECL que pode envolver os receptores benzodiazepínicos e também um efeito antidepressivo possivelmente envolvendo os sistemas noradrenérgicos e serotoninérgicos.

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