A busca por maior rentabilidade e sustentabilidade na bovinocultura de corte impulsiona a adoção de diferentes estratégias produtivas, especialmente em pequenas propriedades. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência bioeconômica de sistemas de produção a pasto na bovinocultura de corte. Foram coletados dados em 16 propriedades rurais com até 100 hectares localizadas nos municípios da Microrregião de Imperatriz, pertencente à Mesorregião do Oeste Maranhense, por meio da aplicação de questionários presenciais junto aos produtores ou responsáveis pela gestão, entre janeiro e dezembro de 2024. A pesquisa teve enfoque nos aspectos gerenciais dos sistemas de cria, recria tradicional e recria intensiva, conduzidos com animais da raça Nelore ou cruzados, reconhecidos pela boa adaptação às condições edafoclimáticas locais. As propriedades foram avaliadas com base na estrutura produtiva, nos custos fixos e variáveis, e na aplicação de indicadores econômicos (custo operacional efetivo – COE, custo operacional total – COT, custo total – CT, margem bruta – MB, margem líquida – ML e lucro – L) e financeiros (valor presente líquido – VPL, taxa interna de retorno – TIR, índice de lucratividade e taxa de rentabilidade), considerando-se um horizonte de 10 anos e taxa mínima de atratividade (TMA) de 6% ao ano, associando o desempenho produtivo dos animais ao retorno econômico obtido nos diferentes sistemas. Todos os sistemas analisados apresentaram rentabilidade positiva, com indicadores superiores à TMA, destacando-se os sistemas de recria em relação ao sistema de cria. A lucratividade da recria intensiva foi 50,96% superior à da recria tradicional e 231,14% superior à do sistema de cria. O comportamento do VPL reforçou a maior capacidade de retorno do capital investido ao longo do tempo. Assim, a recria intensiva demonstrou ser o sistema mais atrativo do ponto de vista econômico e financeiro entre as propriedades avaliadas.