O aumento da prática de atividade física tem
impulsionado a demanda por alimentos que atendam às necessidades energéticas de
indivíduos fisicamente ativos, destacando a importância de formulações alimentícias
com elevada densidade energética e praticidade de consumo. Nesse contexto, o
presente estudo teve como objetivo desenvolver uma paçoca energética à base de
rapadura, acrescida de beterraba, guaraná, gengibre e sal, avaliando suas
características físico-químicas, microbiológicas e tecnológicas. A elaboração do
produto foi realizada a partir da seleção e processamento dos ingredientes, seguido
de homogeneização e moldagem. Foram realizadas análises de composição
centesimal, incluindo umidade, cinzas, lipídios, proteínas e carboidratos, além da
determinação do valor energético total. Também foram conduzidas análises de
compostos fenólicos totais e capacidade antioxidante, bem como avaliação
microbiológica para verificação da segurança do produto. A textura foi analisada por
meio de testes instrumentais, considerando parâmetros como dureza, adesividade e
mastigabilidade. Os resultados evidenciaram que a formulação apresenta elevada
densidade energética, com predominância de carboidratos, atribuída principalmente à
presença da rapadura. O baixo teor de umidade contribuiu para a estabilidade do
produto, favorecendo sua conservação. A análise microbiológica indicou
conformidade com os padrões sanitários vigentes, evidenciando condições adequadas
de processamento. A presença de compostos fenólicos e a capacidade antioxidante
observada refletem a contribuição dos ingredientes vegetais utilizados na
formulação. Os parâmetros de textura demonstraram características adequadas para
consumo, indicando viabilidade tecnológica do produto. Dessa forma, a paçoca
energética desenvolvida configura-se como uma alternativa alimentar com potencial
para atender às demandas energéticas de indivíduos fisicamente ativos, associando
valor nutricional, praticidade e viabilidade de produção. Ressalta-se que o produto é
classificado como alimento convencional, não sendo atribuídas alegações funcionais.
Como limitações do estudo, destaca-se a ausência de análise sensorial e de estudos
de vida de prateleira, recomendando-se sua realização em pesquisas futuras para
ampliar a compreensão sobre a aceitação e estabilidade do produto.