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Banca de DEFESA: RAQUEL GUEDELHA CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAQUEL GUEDELHA CARVALHO
DATA: 15/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala virtual (online)
TÍTULO: IMAGEM E (IN)VISIBILIDADE: MULHERES NEGRAS EM PERFIS DE CURADORIA SOCIAL NO INSTAGRAM – UM ESTUDO DE CASO SOBRE @PERICLESMENDEL E @COLUNA.VIP
PALAVRAS-CHAVES: Mulheres negras; regimes de visibilidade; colunismo social digital; Instagram; raça.
PÁGINAS: 133
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO:

Este trabalho investiga como perfis de curadoria social no Instagram constroem regimes de visibilidade em Teresina, a partir de um estudo de caso dos perfis @coluna.vip e @periclesmendel. Parte-se do reconhecimento de que, ao registrar eventos de sociabilidade, prestígio e distinção, tais perfis atualizam
lógicas de pertencimento e reconhecimento na cena social teresinense, operando práticas associadas ao
colunismo social digital. O objetivo geral é compreender os regimes de visibilidade das mulheres negras em perfis de curadoria social no Instagram que registram eventos de prestígio e sociabilidade em Teresina, a partir de um estudo de caso dos perfis @coluna.vip e @periclesmendel, investigando em que medida as formas de visibilidade podem estar ancoradas em referenciais raciais hegemônicos. Para tanto, busca-se identificar os regimes de visibilidade mobilizados por esses perfis, analisar como imagens e legendas estruturam narrativas de pertencimento e prestígio social e compreender de que forma marcadores raciais atravessam essas dinâmicas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que articula análise de conteúdo e leitura crítica de imagens e legendas, com apoio de planilhas eletrônicas do Microsoft Excel para organização e sistematização do corpus e das categorias analíticas. O referencial teórico mobiliza autoras como bell hooks, Sueli Carneiro, Grada Kilomba e Patricia Hill Collins, em diálogo com estudos sobre raça, mídia, branquitude e regimes de visibilidade. Os resultados apontam para padrões recorrentes de seleção, enquadramento e nomeação que produzem desigualdades na visibilidade conferida às mulheres negras, evidenciando assimetrias simbólicas que atravessam a construção de prestígio e reconhecimento no ambiente digital. Observa-se que, embora haja variações nas formas de mediação entre os perfis analisados, a presença de mulheres negras tende a ocorrer de maneira condicionada, seja por enquadramentos específicos de legitimidade, seja por inserções pontuais em contextos de exceção ou espetacularização. Conclui-se que tais regimes de visibilidade não operam de forma neutra, mas participam da reprodução de hierarquias raciais e sociais, contribuindo para a naturalização da branquitude como referência dominante nos circuitos de distinção social contemporâneos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 4173995 - MARTA MARIA AZEVEDO QUEIROZ
Presidente - 1751868 - MONALISA PONTES XAVIER
Externo à Instituição - 083.***.***-86 - MONIQUE DE MENEZES - IUPERJ
Notícia cadastrada em: 01/07/2026 15:51
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