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Banca de DEFESA: IRACYNETTA PASSOS DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IRACYNETTA PASSOS DE SOUSA
DATA: 28/04/2022
HORA: 14:00
LOCAL: ON-LINE
TÍTULO: VIOLÊNCIA SEXUAL EM ESCOLAS MÉDICAS NO PIAUÍ E FATORES ASSOCIADOS
PALAVRAS-CHAVES: Violência sexual. Violência de gênero. Estudantes de medicina.
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO:

Introdução: A violência sexual é um evento prevalente contra estudantes de medicina ao redor do mundo. A exposição ao toque, contato físico e incitações sexuais inoportunas podem ocorrer em vários ambientes de educação e da prática médica. Objetivo: Analisar a violência sexual contra mulheres estudantes de medicina ocorrida no ambiente universitário no Piauí. Métodos: Pesquisa de caráter exploratório, observacional e analítico, de natureza quantitativa e de abrangência local. A amostra foi composta por 211 mulheres estudantes de medicina no Piauí entrevistadas entre maio e novembro de 2021. Utilizou-se um questionário online que abordou aspectos sociodemográficos, informações da instituição de ensino/do curso e aspectos relacionados à violência sexual no âmbito universitário. O teste de qui-quadrado de Pearson foi utilizado para a análise univariada. As variáveis independentes foram submetidas a análise multivariada pela regressão logística múltipla, com cálculo de odds ratio (OR) e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Resultados: A amostra foi composta principalmente por jovens de 21 a 25 anos (60,2%), estudantes de instituições públicas (55,5%), do 5º ao 8º período do curso (56,9%) que se autodeclararam cisgênero (98,6%) e heterossexuais (85,8%). A violência sexual nos cursos de medicina piauienses foi relatada por 55% das estudantes e, especialmente, como evento único por 69,3% delas. O tipo de violência sexual mais relatado foi comentários sexistas ou sexualmente degradantes (87,8%), ocorridos em ambientes de prática (55,3%), no 1º e 2º anos dos cursos (63,0%), em disciplinas do ciclo básico (69,2%). Os agressores foram na sua maioria homens (99,0%), com mais de 40 anos (60,4%) e professores (59,3%). Segundo o relato das estudantes, a violência sexual resultou em sofrimento emocional para 47,3% delas e a maioria não realizou denúncia (92,9%). No modelo final da análise multivariada, houve maior chance de violência sexual contra estudantes que se autodeclararam bissexuais (OR=3,87; IC95% 1,20-12,48) e de instituições de ensino pública (OR=3,12; IC95% 1,67-5,82). Conclusões: A violência sexual contra mulheres estudantes de medicina no Piauí mostrou ocorrência significativa, resultando em sofrimento emocional para as vítimas. Os agressores, na sua maioria homens com mais de 40 anos e professores, abordaram as estudantes com comentários sexistas ou sexualmente degradantes em ambientes de prática, nos primeiros anos dos cursos. Estudar em instituição de ensino pública e ter orientação sexual bissexual aumentaram as chances de sofrer violência sexual em cursos de medicina no Piauí.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 662.467.844-53 - ALBERTO PEREIRA MADEIRO - UESPI
Presidente - 287.434.743-49 - ANDREA CRONEMBERGER RUFINO - UESPI
Externo à Instituição - ELYROSE SOUSA BRITO ROCHA - UESPI
Interno - 1888794 - JOSE WICTO PEREIRA BORGES
Notícia cadastrada em: 18/04/2022 15:34
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 11/08/2022 11:06