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Banca de DEFESA: RAÍSA DE OLIVEIRA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAÍSA DE OLIVEIRA SANTOS
DATA: 07/05/2019
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
TÍTULO: EXERCÍCIO FÍSICO E SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA MELHORAM A DISMOTILIDADE GÁSTRICA E INFLAMAÇÃO INTESTINAL DE RATOS COM COLITE ULCERATIVA: ENVOLVIMENTO DE IL-1β, IL-6, TNF-α E MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO.
PALAVRAS-CHAVES: Exercício Físico; Glutamina; Colite Ulcerativa.
PÁGINAS: 94
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

:  A colite ulcerativa é caracterizada pela inflamação intestinal difusa e recorrente do cólon e

reto, acredita-se que as produções excessivas de espécies reativas de oxigênio e citocinas

pró-inflamatórias estejam relacionadas com a patologia. Ressalta-se o papel da

suplementação de glutamina que juntamente ao exercício físico promova a redução do

dano intestinal. O objetivo foi avaliar os efeitos dos exercícios físicos e da suplementação

de glutamina sobre parâmetros gastrintestinais de ratos com colite ulcerativa. Os ratos

machos Wistar (n=5 a 12/grupo), 250-300g, foram suplementados com 1g de glutamina/kg

p.c por 8 semanas, via oral. Outros grupos foram submetidos aos treinamentos, anaeróbio:

5 sessões por semana de saltos individuais, 4 séries de 10 saltos, com sobrecarga

progressiva (50-85% do p.c); aeróbio: sessões de natação, 5 x/semana, 60 min/ sessão,

durante 8 semanas. Após o treinamento físico e/ou a suplementação ocorreu a indução da

colite ulcerativa por sonda intra-colônica posicionada a 8 cm do ânus com 1 ml de ácido

acético a 4% em solução salina (pH 2.3), posteriormente avaliou-se: lesão macroscópica;

ganho de peso corporal, órgãos e tecidos; esvaziamento gástrico; análise histológica;

determinação dos níveis de nitrato/nitritos, malondialdeído, mieloperoxidase e atividade de

superóxido dismutase em tecidos colônicos; determinação das concentrações de citocinas

IL-1β, IL-6, TNF-α em tecidos colônicos. Observamos que a colite ulcerativa aumentou

significativamente a perda do ganho de p.c (∆) (24,50 ± 4,30 vs. 74,57 ± 4,20 g/dia); lesão

macroscópica colônica (6,66 ± 0,47 vs. 0,30 ± 0,15); peso do cólon (0,32 ± 0,02 vs. 0,19 ±

0,11 g), concentração de nitrato/nitritos (0,10 ± 0,004 vs. 0,07± 0,003 μM), malondialdeído

(130,4 ± 14,75 vs. 36,62 ± 5,37 nmol/g), mieloperoxidase (6,32 ± 0,83 vs. 1,90 ± 0,36

UI/mg) e diminuição da atividade de superóxido dismutase (0,90 ± 0,21 vs. 3,74 ± 0,38

UI/mgHb). Houve aumento significativo no grupo com colite ulcerativa de IL-1β: 16,99 ±

2,90 vs. ND pg/mg, IL-6: 7,52 ± 0,59 vs. 3,21 ± 0,90 pg/mg e TNF-α: 24,57 ± 4,71 vs. 0,57 ±

0,16 pg/mg, também ocasiona extensas lesões microscópicas, caracterizadas por danos

hemorrágicos, edema, perda de células epiteliais e processo inflamatório (p< 0,05). Em

relação ao esvaziamento gástrico, a colite aumentou (p< 0,05) a taxa de esvaziamento

(76,58 ± 4,91 vs. 47,61 ± 4,48 ug/ml). Ambos os exercícios físicos foram capazes de

reverter (p< 0,05) os efeitos da patologia de acordo com: lesão macroscópica (CU+ Ex

anaeróbio: 4,77 ± 0,46; CU+ Ex aeróbio: 4,28 ± 0,56 vs. CU: 6,66 ± 0,47), taxa de

esvaziamento gástrico (CU+ Ex anaeróbio: 70,58 ± 10,27; CU+ Ex aeróbio: 63,77 ± 3,5 vs.

CU: 76,58 ± 4,91 ug/ml), níveis teciduais de malondialdeído (CU+ Ex anaeróbio: 70,79 ±

4,01; CU+ Ex aeróbio: 70,84 ± 10,62 vs. CU: 181,0 ± 39,39 nmol/g), mieloperoxidase (CU+

Ex anaeróbio: 3,17 ± 0,65; CU+ Ex aeróbio: 3,25 ± 0,84 vs. CU: 6,32 ± 0,83 UI/mg),

atividade de superóxido (CU+ Ex anaeróbio: 6,09 ± 0,31; CU+ Ex aeróbio: 3,06 ± 0,39 vs.

CU: 0,90 ± 0,21 UI/mgHb), IL-1β (CU+ Ex anaeróbio: 5,82 ± 1,13; CU+ Ex aeróbio: 4,05 ±

2,27 vs.CU: 16,99 ± 2,90 ρg/mg), TNF-α (CU+ Ex anaeróbio: 5,67 ± 0,79; CU+ Ex aeróbio:

6,02 ± 0,45 vs. CU: 20,12 ± 3,69 ρg/mg) e danos microscópicos colônicos. A

suplementação previniu (p< 0,05) em relação: ganho de p.c (60 ± 4,80 vs. 24,50 ± 4,30

g/dia), lesão macroscópica (4,0 ± 0,65 vs. 6,66 ± 0,47), níveis teciduais de nitrato/nitritos

(0,08 ± 0,001 vs. 0,10 ± 0,004 μM), malondialdeído (72,93 ± 3,92 vs. 130,4 ± 14,75 nmol/g),

mieloperoxidase (2,40 ± 0,16 vs. 6,32 ± 0,83 UI/mg) e atividade de superóxido (3,96 ± 0,40

vs. 0,90 ± 0,21 UI/mgHb), IL-1β (4,10 ± 1,54 vs.16,99 ± 2,90 ρg/mg), IL-6 (3,11 ± 0,24 vs.

6,54 ± 1,08) e TNF-α (3,82 ± 0,57 vs. 24,57 ± 4,71 ρg/mg). Quanto ao efeito do exercício

físico aliado a suplementação foi protetor em relação: ganho de p.c (67,17 ± 5,08 vs. 24,50

± 4,30 g/dia), IL-1β (9,14 ± 1,50 vs. 16,99 ± 2,90 pg/mg), TNF-α (3,82 ± 0,57 vs. 24,57 ±

4,71 pg/mg). Concluímos que ambos os exercícios físicos melhoram a dismotilidade

gástrica e a inflamação intestinal induzida pela colite ulcerativa em ratos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1356863 - DILINA DO NASCIMENTO MARREIRO
Externo à Instituição - JOÃO HENRIQUE COSTA SILVA - UFPE
Externo ao Programa - 2261056 - KELLY PALOMBIT
Presidente - 2457259 - MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
Notícia cadastrada em: 03/05/2019 16:27
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