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Banca de QUALIFICAÇÃO: RENATA ROSADO DRUMOND

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENATA ROSADO DRUMOND
DATA: 03/08/2015
HORA: 16:00
LOCAL: Núcleo de Tecnologia Farmacêutica
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTITUMORAL E TOXICOLÓGICA DA ESPÉCIE VEGETAL Mimosa caesalpiniifolia Benth


PALAVRAS-CHAVES:

Citotoxicidade, Atividade Antitumoral, Mimosa caesalpiniifolia, Toxicidade.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Por isso, a procura por novas entidades químicas, com novas propriedades quimioterápicas e menos efeitos colaterais, tem grande importância médica e vários métodos celulares e sistêmicos de análise farmacológica e fisiológica têm sido utilizados para encontrar compostos naturais a partir de plantas com propriedades antitumorais. O tumor murino Sarcoma 180 (S-180) é bastante usado na pesquisa da atividade citotóxica in vitro e antitumoral in vivo. A espécie vegetal Mimosa caesalpiniifolia é endêmica do Nordeste do Brasil. Sua folhagem é considerada uma valiosa fonte de alimento para ruminantes, pois possuem alto valor nutricional. As flores são melíferas e a casca tem sido usada em medicina caseira com ação antimicrobiana. O objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial antitumoral e a toxicidade da fração diclorometano (FDCM) da casca do caule da espécie vegetal Mimosa caesalpiniifolia em linhagens celulares tumorais e em camundongos transplantados com o S-180. A revisão de literatura sobre o tumor Sarcoma 180 demonstrou que a linhagem do tumor murino tem sido muito utilizada como ferramenta farmacológica na busca de moléculas com potencial anticâncer. A FDCM foi avaliada quanto a sua capacidade citotóxica in vitro frente a 4 linhagens de células tumorais mantidas em cultura pelo método do MTT e frente à cultura primária do tumor S-180, pelo ensaio Alamar Blue, após 72 h de exposição. O efeito da FDCM sobre a viabilidade das células do S-180 foi analisado através da exclusão por Azul de Tripan, nas concentrações de 5, 25 e 50 μg/mL. Para o teste in vivo, a FDCM foi administrada, via intraperitoneal, nas doses de 50 e 100 mg/Kg/dia, durante 7 dias consecutivos, em camundongos transplantados com o S-180. Para avaliar a toxicidade da FDCM entre células normais, utilizou-se o método do Alamar Blue em células mononucleares do sangue periférico humano. A FDCM apresentou CI50 variando entre 4,7 e 7,1 µg/mL contra as linhagens tumorais e o valor de 29 µg/mL em células de S-180, além de diminuir significativamente o número de células viáveis após 72h de incubação. Nos estudos in vivo, as doses de 50 e 100 mg/Kg/dia revelaram percentuais de inibição tumoral de 64,8 ± 5,3% e 80,0 ± 8,4%, respectivamente. Por outro lado, a FDCM revelou CI50 de 9,1 µg/mL em células mononucleares humanas. A avaliação dos parâmetros bioquímicos mostrou apenas uma pequena alteração na enzima aspartato aminotransferase (AST) do grupo tratado com FDCM 100 mg/Kg/dia. Este mesmo grupo apresentou aumento no número de neutrófilos e diminuição de linfócitos, e os dois grupos tratados com a FDCM mostraram uma pequena redução de eosinófilos. A FDCM revelou promissora atividade antitumoral em testes realizados in vitro e in vivo contra o tumor S-180 e alterações hematológicas típicas de substâncias com potencial antiproliferativo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Interno - 130.036.743-15 - ANA AMELIA DE CARVALHO MELO CAVALCANTE - UFPI
Interno - 1167257 - ANTONIA MARIA DAS GRACAS LOPES CITO
Externo ao Programa - 1750318 - ANA PAULA PERON
Notícia cadastrada em: 16/07/2015 13:58
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