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Banca de DEFESA: RIAN FELIPE DE MELO ARAUJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RIAN FELIPE DE MELO ARAUJO
DATA: 19/02/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Curso de Farmácia
TÍTULO:

Preparação e caracterização do complexo de inclusão da riparina D em hidroxipropil-β-ciclodextrina.


PALAVRAS-CHAVES:

Aniba riparia; Riparina; Complexo de inclusão; Ciclodextrina; Hidroxipropil-β-ciclodextrina; Validação.


 


PÁGINAS: 140
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

Aniba riparia (Nees) Mez, planta tradicionalmente conhecida como “louro”, destaca-se pelo potencial ansiolítico atribuídos aos alcaloides isolados da espécie. Entre estes, a riparina III serviu como modelo estrutural para a síntese de novos derivados. A riparina D (ripD), um destes derivados, foi escolhida para este estudo por apresentar resultados positivos em testes antioxidantes, fazendo dela um candidato a medicamento. No entanto, a nova entidade química apresenta baixa solubilidade em água, que representa um entrave biofarmacêutico, comprometendo sua eficácia farmacológica. A fim de reverter tal problema, este estudo vem propor uma alternativa tecnológica – a complexação da riparina D com hidroxipropil-β-ciclodextrina (HPβCD), uma ciclodextrina de baixo custo e alta solubilidade em água. Iniciou-se a pesquisa, realizando uma revisão bibliográfica com o objetivo de identificar o tipo de ciclodextrina que mais se adequava ao propósito pretendido. Em seguida, desenvolveu-se e validou-se uma metodologia analítica para quantificação da riparina D por espectrofotômetro, visto que não há na literatura nenhum registro de metodologias de quantificação, sendo esta de fundamental importância nos estudos posteriores de pré-formulação.  Neste sentido, promoveu-se a caracterização da ripD por análise termogravimétrica, análise térmica diferencial, difração de Raios-X, espectroscopia no infravermelho e ressonância magnética nuclear (RMN). Antes de realizar os complexos de inclusão, fez-se o diagrama de solubilidade do fármaco em HPβCD, onde se observou um gráfico do tipo AL e estequiometria ideal de 1:1. Os complexos foram preparados pelo método de malaxagem e spray-drying, que juntamente com a mistura física foram caracterizados pelas mesmas técnicas utilizadas anteriormente. A melhoria da solubilidade foi confirmada através dos estudos de dissolução. As interações supramoleculares envolvidas no processo de complexação foram estudadas através de diferentes metodologias de RMN de 1H, tais como Job’s plot, ROESY 2D, medidas de tempo de relaxação longitudinal (T1) e DOSY. Observou-se que a fração ligada do fármaco à ciclodextrina foi de 52,83%, com uma constante de associação aparente estimada em 2374 M-1, evidenciando uma forte interação.  Concluiu-se que a riparina D é um promissor candidato a medicamento e que é viável seu desenvolvimento farmacotécnico através da complexação com HPβCD.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DANILO CÉSAR GALINDO BEDOR - UFPE
Interno - 1549662 - HERCILIA MARIA LINS ROLIM
Externo ao Programa - 3546016 - HILRIS ROCHA E SILVA
Presidente - 1512631 - LIVIO CESAR CUNHA NUNES
Notícia cadastrada em: 29/01/2016 16:02
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