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Banca de QUALIFICAÇÃO: LEONARDO GUEDES RODRIGUES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEONARDO GUEDES RODRIGUES
DATA: 30/11/2017
HORA: 08:30
LOCAL: NÚCLEO DE TECNOLOGIA FARMACÊUTICA - NTF
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIDEPRESSIVO DO CARDANOL EM MODELOS ANIMAIS DE DEPRESSÃO
PALAVRAS-CHAVES: “Líquido da castanha do Caju”, “Cardanol”, “Antidepressivos”, “Sistema Nervoso Central”.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A depressão (Transtorno Depressivo Maior ou Episódio Depressivo Maior) é altamente prevalente seguindo
frequentemente, um curso crônico e/ou recorrente. Um dos principais processos neuroquímicos na depressão é a
diminuição das funções monoaminérgicas associados à diminuição dos níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina.
As drogas antidepressivas possuem eficácia clínica na depressão maior, entretanto estes medicamentos apresentam
efeitos negativos e indesejáveis (perda de libido sexual, efeitos gastrointestinais e alterações no peso corporal) ou
eficácia inadequada. Anacardium occidentale Linn (caju) é um membro da família Anacardiaceae, que é uma árvore
tropical indígena para o Brasil e amplamente cultivada na Índia e leste da África. Esta fruta é então composta por alguns
importantes componentes como o ácido anacárdico, o cardol e o líquido da casca castanha do caju (LCC). As atividades
biológicas dos componentes do LCC, tais como antitumoral, gastroprotetora e antibiótico foram relatadas através de
pesquisas e são também recentemente estudadas como potenciais antioxidantes. Os transtornos depressivos são um
problema de saúde pública. O estudo teve como objetivo verificar o possível efeito antidepressivo do cardanol em
modelos animais e esclarecer seu provável mecanismo de ação sobre as desordens depressivas induzidas por LPS. A
elaboração de uma revisão bibliográfica foi necessária frente a inovação do estudo perante a área do SNC e as desordens

que a acompanham. Foram buscados estudos envolvendo as propriedades do LCC como interesse terapêutico para
constatar que estudos do Cardanol como antidepressivo são inovadores. O desenvolvimento de um fármaco advindo de
produtos naturais se inicia com a observância da necessidade do desenvolvimento de novos produtos aplicados à
determinada área. A revisão ocorreu a partir de buscas nas bases de dados Scielo, PubMed e ScienceDirect com os
descritores “Líquido da castanha do Caju”, “Cardanol”, “Acido Anacardium” e “Cardol”. A partir dos descritores acima
foram encontrados 473 artigos nas bases de dados, dos quais 38 foram do Scielo (SciELO - Scientific Electronic Library
Online), 124 artigos do Science Direct e 311 do PubMed, sendo realizada uma leitura prévia dos resumos e com a
triagem foram utilizados 48 artigos científicos para a confecção deste estudo de revisão de literatura. Para as análises de
modelo experimental foram utilizados camundongos Mus musculus da linhagem Swiss, albinos, machos, aprovados e
cedidos pelo Comitê de Ética em Pesquisa junto com o Biotério Central da UFPI (Teresina – PI). A primeira etapa foi
realizada com 144 animais, divididos em 4 grupos (campo aberto, nado forçado, rota rod e suspensão pela cauda), onde
cada grupo teve 36 animais organizados em 6 subgrupos com 6 animais cada (veículo, LPS 0,5 mg/kg, Cardanol 25 mg
com LPS, Cardanol 50 mg com LPS, Cardanol 75 mg com LPS e Fluoxetina 10 mg). Os animais foram tratados por
gavagem durante 28 dias e no 28° dia foi realizada a administração I.P. do LPS. Após 24 h da administração do LPS
foram realizados os testes comportamentais e como resultado estatístico através do teste ANOVA one way considerando
p < 0,005. Nenhum dos testes comportamentais demonstrou que o Cardanol pudesse reverter o comportamento
depressivo induzido pelo LPS. Então, foi feita uma segunda etapa de testes com ausência do LPS, utilizando apenas 72
animais, divididos em quatro grupos (campo aberto, nado forçado, rota rod e suspensão pela cauda) organizados em 3
subgrupos com 6 animais cada (veículo, cardanol 75 mg e a fluoxetina 10 mg). Neste experimento os animais foram
tratados durante 28 dias e no 28° dia foram feitos os testes comportamentais e como resultado estatístico através do teste
ANOVA one way considerando p < 0,005. Nenhum dos testes comportamentais demonstrou que o Cardanol pudesse
reverter o comportamento depressivo mesmo não sendo induzido pelo LPS. Por fim foi realizada um terceira etapa com

72 animais divididos em dois grupos (labirinto em cruz elevada e esconder esferas) organizados em 6 subgrupos com 6
animais cada (veículo, cardanol 75 mg e a fluoxetina 10 mg). Neste teste foi feita administração oral das substâncias e
realizados os testes logo em seguida para análise de ansiedade no comportamento, podendo comprovar que o Cardanol
não teve atividade antidepressiva em nenhum teste comportamental realizado durante o estudo, não sendo significativo
estatisticamente (p < 0,05). Assim, o uso do Cardanol como antidepressivo para o SNC associado às análises de parâmetros
comportamentais pode contribuir para que novos estudos envolvessem outras substâncias a partir de compostos naturais sejam
feitos a fim de descobrir novas substâncias como antidepressivas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2157495 - ANDERSON NOGUEIRA MENDES
Externo ao Programa - 2055638 - JESSICA PEREIRA COSTA
Interno - 2339084 - JOAO PAULO JACOB SABINO
Presidente - 3302639 - LUCIANO DA SILVA LOPES
Notícia cadastrada em: 20/11/2017 15:59
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