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Banca de QUALIFICAÇÃO: MAIZA LACERDA BARBOSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAIZA LACERDA BARBOSA
DATA: 27/07/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Aula do Núcleo de Tecnologia Farmacêutica – NTF / UFPI
TÍTULO: Estudo oxidativo e toxicogenético da fluoxetina e associação com as vitaminas antioxidantes
PALAVRAS-CHAVES: Fluoxetina. Estresse oxidativo. Antioxidantes. Genotoxicidade. Mutagenicidade.
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A depressão é uma doença que há séculos acomete a humanidade. Hoje, ela é a doença psiquiátrica mais comum que existe tornando-se um problema de saúde pública, atingindo todas as faixas etárias e classes sociais. O estresse oxidativo pode estar envolvido na etiologia/desenvolvimento desta patologia, pois o cérebro é muito sensível a danos oxidativos. Os alimentos antioxidantes são protetores das células, pois atuam regulando o desequilíbrio entre oxidantes/ antioxidantes que pode ser o desencadeador de eventos patológicos possivelmente envolvidos em processos carcinogênicos e neurodegenerativos. A fluoxetina é um antidepressivo amplamente utilizado e há poucos estudos sobre a associação desta com antioxidantes. O capítulo I apresenta uma revisão sistemática dos marcadores bioquímicos envolvidos no estresse oxidativo e distúrbios depressivos. O capítulo II avaliou os efeitos oxidativos da interação entre a fluoxetina com as vitaminas antioxidantes no ensaio com Saccharomyces cerevisiae. A FLU (doses de 10 e 20 mg/mL) induziu danos oxidativos em todas as linhagens testadas no pré e co-tratamento. A associação da droga com as vitaminas ácido ascórbico (AA-2 µM) e palmitato de retinol (PR-100UI) modulou significativamente os danos induzidos, principalmente na menor dose testada e em associação com o AA isolado, confirmando o efeito protetor deste. O capítulo III analisou os efeitos toxicogenéticos/antitoxicogenéticos da interação entre a fluoxetina com as vitaminas antioxidantes num modelo de depressão induzida em camundongos. Nos testes de campo aberto a associação de FLU (doses de 10 e 20 mg/Kg) com as vitaminas AA (2 µM/Kg) e PR (100UI/Kg) foi eficiente no tratamento na menor dose testada; no nado forçado e suspensão da cauda não houve diferença significativa entre os grupos em relação ao grupo controle, com exceção do grupo de menor dose. A FLU induziu genotoxicidade e mutagenicidade nas duas doses testadas em células da medula óssea, córtex frontal e hipocampo dos animais, evidenciados pelo elevado índice e frequência de danos e as vitaminas modularam de maneira positiva os danos celulares. A FLU induziu danos oxidativos, genotoxicidade e mutagenicidade que foram modulados pelas vitaminas AA e PR. Os resultados são animadores, mas outros estudos são necessários para esclarecer a relação entre as vitaminas antioxidantes e fármacos antidepressivos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 130.036.743-15 - ANA AMELIA DE CARVALHO MELO CAVALCANTE - UFPI
Interno - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Notícia cadastrada em: 23/07/2018 09:34
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