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Banca de DEFESA: MAIZA LACERDA BARBOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAIZA LACERDA BARBOSA
DATA: 29/08/2018
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de vídeo-conferência da Pós-graduação em Enfermagem
TÍTULO: Estudo toxicogenético da fluoxetina e de sua associação com vitaminas antioxidantes ácido ascórbico e palmitato de retinol.
PALAVRAS-CHAVES: Fluoxetina. Estresse oxidativo. Antioxidantes. Genotoxicidade. Mutagenicidade.
PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A depressão é um transtorno psiquiátrico comum que se tornou um problema de saúde pública. O estresse oxidativo pode estar envolvido no desenvolvimento desta patologia, pois o cérebro é muito sensível a danos oxidativos.  Alimentos antioxidantes são protetores das células, pois atuam regulando o desequilíbrio entre oxidantes/ antioxidantes que pode ser o desencadeador de diversos eventos patológicos, incluindo processos carcinogênicos e neurodegenerativos. A fluoxetina é um antidepressivo amplamente utilizado e há poucos estudos sobre a associação desta com antioxidantes. O capítulo I realizou uma revisão sistemática para correlacionar os marcadores bioquímicos e moleculares do estresse oxidativo e da defesa antioxidante com transtornos depressivos por meio da avaliação de estudos clínicos obtidos das bases de dados PubMed, Scielo, BVS, Medline e Scopus com os descritores [depressive disorders], [oxidative stress], [vitamin antioxidants], [ascorbic acid], [vitamin C], [retinol palmitate], [vitamin A] e [depression] combinados entre si. Diversos marcadores de danos oxidativo que atingem as biomoléculas como DNA, RNA, proteínas e lipídios, como também marcadores de defesa antioxidante foram analisados em 30 artigos que obedeceram aos critérios de inclusão do estudo. A maior parte dos estudos avaliados nesta revisão encontrou diferenças significantes entre esses biomarcadores. Assim, há muitas perspectivas para o desenvolvimento de novas pesquisas que possam esclarecer a relação desses marcadores com transtornos depressivos. O capítulo II avaliou os efeitos oxidativos da fluoxetina e a possível modulação destes por meio de sua associação com vitaminas antioxidantes ácido ascórbico e palmitato de retinol no ensaio com Saccharomyces cerevisiae. A fluoxetina (10 e 20 µg/mL) induziu danos oxidativos em todas as linhagens testadas proficiente e deficientes em defesas antioxidantes no pré e co-tratamento, após incubadas em estufa a 30ºC +/- 1°C por 48hs. O ácido ascórbico (2 µMol) e o palmitato de retinol (100UI) modularam significativamente os danos induzidos pela droga, principalmente na menor dose testada e em associação com o ácido ascórbico isolado, apontando seus efeitos protetor e antioxidante. Terapias antioxidantes podem surgir como alternativa para reduzir os danos oxidativos e toxicogenéticos causados por essa droga. O capítulo III estudou os efeitos toxicogenéticos da fluoxetina e os efeitos de sua interação com as vitaminas antioxidantes num modelo de depressão induzida em camundongos Mus musculus. A indução da depressão foi feita com reserpina 2mg/Kg. Camundongos machos foram tratados por 7 dias, via intraperitoneal, com fluoxetina (10 e 20 mg/Kg), isoladas e associadas com ácido ascórbico (2 µMol) e o palmitato de retinol (100UI). No teste de campo aberto a associação foi eficiente na menor dose testada. No nado forçado, o tratamento com as vitaminas reduziu o tempo de imobilidade, mas não houve diferença estatística entre os outros grupos, assim como o teste de suspensão da cauda. A droga induziu genotoxicidade e mutagenicidade nas doses testadas em células de medula óssea, córtex frontal e hipocampo pelos testes cometa e micronúcleo, que foram reduzidas com a associação das vitaminas. Não foram encontradas alterações significativas no perfil bioquímico e hematológico dos camundongos. Apesar desses resultados, estudos são necessários para esclarecer a relação entre ácido ascórbico e palmitato de retinol com fármacos antidepressivos como estratégia na redução de danos toxicogenéticos causados por esse fármaco.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 496.526.640-49 - SHARBEL WEIDNER MALUF - UFSC
Interno - 130.036.743-15 - ANA AMELIA DE CARVALHO MELO CAVALCANTE - UFPI
Interno - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Externo ao Programa - 048.746.623-31 - MARCUS VINÍCIUS OLIVEIRA BARROS DE ALENCAR - UFPI
Externo à Instituição - MANOEL PINHEIRO LUCIO NETO - FSA
Notícia cadastrada em: 28/08/2018 08:40
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 22/10/2019 06:32