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Banca de QUALIFICAÇÃO: LEIDE MARIA SOARES DE SOUSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEIDE MARIA SOARES DE SOUSA
DATA: 28/08/2019
HORA: 08:00
LOCAL: Sala 229, Coordenação do Curso de Farmácia
TÍTULO: Avaliação tecnológica e farmacológica de extrato seco de Poincianella pyramidalis (catingueira) obtido por spray drying para desenvolvimento de formulação farmacêutica
PALAVRAS-CHAVES: Plantas medicinais. Poincianella pyramidalis Planejamento fatorial. Spray drying. Toxicidade aguda.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

O uso de plantas medicinais pela população, como uma terapia alternativa, é uma prática comum e muito antiga. A
Poincianella pyramidalis (Tul.) L.P. Queiroz é uma árvore endêmica e nativa da região nordeste do Brasil, e está entre as
espécies mais utilizadas para tratar alguns agravos a saúde como antissépticos, diarreia, febre, dores abdominais entre
outros. Diante disso, este estudo teve como objetivo obter um produto ativo vegetal a partir do extrato das flores de
Poincianella pyramidalis, com aplicabilidade farmacêutica O material vegetal foi coletado no Munícipio de Paranaíba,
PI, 2°55'46.7"S 41°40'43.9"W e em seguida foi identificado e depositado no Herbário Afrânio Gomes Fernandes da
Universidade Estadual do Piauí pelo taxonomista Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho. O material vegetal foi
submetido ao processo extrativo, tendo as condições otimizadas com aplicação de um planejamento fatorial 2 3 , ou seja,
três fatores em dois níveis. O qual avaliou as condições tempo de extração, uso de agitação e concentração do solvente
sendo este último um fator determinante para acréscimo do rendimento do processo de extração, sendo resíduo seco o
parâmetro de avaliação. Foi realizada a triagem fitoquímica para elucidar os principais metabólitos secundários. A
quantificação de fenóis totais e flavonoides foi realizado por espectrofotometria UV. O HPLC foi utilizado para
determinar o marcador químico do extrato. O extrato seco foi obtido em spray drying, utilizando dióxido de silício
coloidal e a maltodextrina como adjuvante tecnológico de secagem. Os extratos secos foram avaliados quanto a atividade
antimicrobiana e toxicológica. A atividade antimicrobiana utilizou bactérias Gram+ e Gram- e fungos. A concentração
Inibitória Mínima (CIM) do extrato foi determinada pelo método de microdiluição. Também foi determinada a CIM em
concentração subinibitória para se avaliar a atividade modificadora da resistência a bomba de efluxo NorA. O ensaio de
toxicidade aguda seguiu o método de classe tóxica aguda do Guia 423 da OECD (Organization for Economic

Cooperation and Development) nas doses de 300 e 2000 mg/kg via oral. Os resultados mostraram que a solução extrativa
com maior teor de resíduo seco foi obtida com a mistura etanol água (1:1) como solvente, em agitação, durante 48h. A
triagem fitoquimica confirmou a presença dos principais metabolitos secundários, sendo o ácido gálico identificado como
marcador químico. A avaliação da atividade antimicrobiana intrínseca não foi detectada contra as cepas testadas, com
exceção de C. parapsilosis que teve atividade moderada, com CIM 128 μg/mL Por outro lado, o extrato mostrou
capacidade de modular a resistência à norfloxacina, por outro mecanismo que possivelmente não tenha ocorrido por
inibição da bomba de efluxo NorA. No ensaio de toxicidade aguda, não foram identificados sinais de toxicidade e a DL 50
para o extrato categorizou-se como indeterminada. Com relação aos parâmetros fisiológicos, bioquímicos e
hematológicos não foram observadas alterações e nem efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora entre
animais após tratamento com o extrato das flores de Poincianella pyramidalis nos diferentes protocolos. Além disto, não
foi visto mudanças quanto aos aspectos macroscópicos e morfológicos dos principais órgãos. Os resultados sugerem que
extrato de Poincianella pyramidalis pode ser seguro em ensaios pré-clínicos. Estes resultados ampliam as perspectivas
para a realização de outros testes que possam corroborar com a segurança e eficácia da utilização do extrato
hidroalcoólico das flores de Poincianella pyramidalis como produto de importância biotecnológica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA CRISTINA SOUSA GRAMOZA VILARINHO - UFPI
Externo à Instituição - LINA CLARA GAYOSO E ALMENDRA IBIAPINA MORENO - UFPI
Presidente - 1512631 - LIVIO CESAR CUNHA NUNES
Interno - 1350350 - MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
Notícia cadastrada em: 23/08/2019 09:27
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