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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANTONIO LUIZ GOMES JÚNIOR

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIO LUIZ GOMES JÚNIOR
DATA: 19/06/2013
HORA: 14:30
LOCAL: Núcleo de Tecnologia Farmacêutica
TÍTULO:

Avaliação do efeito e associação do câncer de mama com o tratamento quimioterápico AC (doxorrubicina e ciclofosfamida) frente ao estresse oxidativo, genotóxico, cardíaco, renal, hematológico e inflamatório


PALAVRAS-CHAVES:

Câncer de mama, citocinas, dano ao DNA, estresse oxidatico, quimioterapia AC. 


PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

O câncer de mama é uma patologia de origem multifatorial, alguns prováveis fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama é a idade reprodutiva, eventos como menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, hormônios exógenos, hábitos higiênicos, dietéticos e hábitos alimentares, além dos fatores genéticos como os genes de susceptibilidade e os fatores ambientais. Os fármacos antineoplásicos têm sido amplamente utilizados no tratamento de vários tipos de tumores humanos. Em geral, aproximadamente metade dos pacientes com câncer de mama recebe a quimioterapia como parte de seu tratamento, pois podem induzir morte de células neoplásicas, entretanto podendo causar danos em células normais. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os possíveis efeitos da quimioterapia com doxorrubicina e ciclofosfamida em células sanguínea, com aplicação dos biomarcadores para estresse oxidativo, genotóxicos, bioquímicos, hematológicos e inflamatórios. As células sanguíneas das pacientes com câncer de mama (n=28) foram avaliadas após o diagnóstico do câncer ductal de mama e durante e após tratamento quimioterápico. Os dados obtidos com aplicação dos biomarcadores para estresse oxidativo e genotóxicos estão agrupados no primeiro capítulo. No segundo capítulo estão apresetados os dados bioquímicos, hematológicos e inflamatórios. Estresse oxidativo foi observado pelo significante (p<0,05 e p<0,0001) aumento dos níveis de malonaldeído (1,42 ± 0,45) e nitrito (1,16 ± 0,62) nos eritrócitos das pacientes antes do tratamento quimioterápico, em comparação ao grupo controle (0,37 ± 0,09 e 0,16 ± 0,05) e, durante (4,76 ± 1,168 e 1,81 ± 1,02) e ao fim da quimioterapia (11,98 ± 2,65 e 3,49 ± 1,07). Diminuição significativa (p<0,0001) para glutationa reduzida (24,94 ± 15,13) foi observada em pacientes com câncer de mama em comparação ao grupo controle (36,31 ± 7,65). Níveis significantemente (p<0,05) menores de glutationa reduzida também foram observados após o tratamento quimioterápico (19,30 ± 7,36) em comparação aos níveis basais. De forma similar, foi verificado que durante o estado patológico ocorre uma diminuição significativa (p<0,0001) dos níveis de glutationa peroxidase (73,31 ± 26,26) em relação ao grupo controle (277,8 ± 84,02), mas não foi observada diminuição durante o tratamento quimioterápico AC. Quanto aos danos genotóxicos, as pacientes com câncer de mama apresentaram índices e frequências de danos significantementes (p<0,001 e p<0,0001) elevados nas diferentes etapas do biomonitoramento. Para o estudo da modulação inflamatória, foram avaliadas as interleucinas 6 e 10, as quais apresentaram resultados inversamente proporcionais. A interleucina 6 aumentou significativamente (p<0,0001)  em todas as etapas do biomonitoramento. Quanto aos marcadores cardíacos não foram observadas diferenças nos níveis de lactatodesidrogenase em pacientes com câncer de mama e durante o tratamento quimioterápico. Por sua vez, creatino quinase e a Na+ K+, ATPase apresentaram um aumento significante (p<0,0001 e p<0,0001) em pacientes com câncer de mama, em comparação ao grupo controle; e aumentos significantes (p<0,0001 e p<0,0001) após o quarto ciclo de quimioterapia em relação aos níveis basais. A dosagem de creatinina apresentou uma elevação significativa (p<0,05) somente após o quarto ciclo da quimioterapia. Quanto aos resultados hematológicos, o número de leucócitos e plaquetas não apresentaram alterações entre os grupos estudados, porém foi observada uma diminuição significativa (p<0,001 e p<0,0001) da concentração de hemoglibina durante e ao final do tratamento quimioterápico. As pacientes com câncer de mama apresentam um nível acentuado de estresse oxidativo e danos genotóxicos evidenciados durante o biomonitoramento.  Alterações também forram observadas quando avaliados os biomarcadores cardíacos, hematológicos, renais e inflamatórios no plasmas dessas pacientes. Esses resultados trás a tona a importância do biomonitoramento da quimioterapia especialmente, com a aplicação de marcadores citogenéticos e moleculares, a fim de proporcionar novos prognósticos e um tratamento mais eficiente e eficaz.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 130.036.743-15 - ANA AMELIA DE CARVALHO MELO CAVALCANTE - UFRGS
Interno - 1350350 - MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
Interno - 1638285 - RIVELILSON MENDES DE FREITAS
Externo ao Programa - 109597 - SABAS CARLOS VIEIRA
Notícia cadastrada em: 06/06/2013 14:23
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