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Banca de DEFESA: FRANCISCO RODRIGO DE ASEVEDO MENDES DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO RODRIGO DE ASEVEDO MENDES DE OLIVEIRA
DATA: 22/07/2014
HORA: 08:30
LOCAL: Auditório do Curso de Farmácia
TÍTULO:

Ensaios pré-clínicos com um derivado semissintético do carvacrol: insumos para o desenvolvimento de novos fitofármacos


PALAVRAS-CHAVES:

Acetato de carvacrila, Ensaio cometa, Fitomedicamento, Segurança.


PÁGINAS: 106
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

O acetato de carvacrila (AC) é um derivado acetilado do carvacrol, quimicamente definido como 5-isopropil-2-metilfenil acetato e que possui atividade anti-helmíntica, ansiolítica, anti-inflamatória e antinociceptive. Entretanto, ainda não há pesquisas sobre a toxicidade aguda, propriedades genotóxicas e antioxidantes desse composto. Assim, o presente estudo teve por objetivo a investigação da sua toxicidade, genotoxicidade e seu potencial antioxidante. Para tanto, foi realizada uma avaliação da toxidade aguda após a administração do AC em camundongos Swiss (25-30 g), 2 meses de idade, de ambos os sexostratados com veículo, 1000 e 2000 mg kg-1 por via oral (v.o) e intraperitoneal (i.p) sobre os parâmetros fisiológicos, bioquímicos e hematológicos, bem como verificado seus efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora em camundongos. Além disso, foi determinada dose letal 50% (DL50) desse monoterpeno. Em adição, nos camundongos que receberam o tratamento agudo com acetato de carvacrila, a genotoxicidade foi avaliada por meio do ensaio cometa, em diferentes momentos (24 e 72 h), tanto em células do sangue periférico quanto no hipocampo destes camundongos. Para complementar, foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro do AC por meio da eliminação dos radicais 1,1difenil-2-picrilhidrazil (DPPH) e ácido 2,2'-azinobis-3 etilbenzotiazolina-6-sulfônico (ABTS•+) e pelo potencial redutor. Os resultados evidenciaram que a administração aguda com as doses selecionadas do AC, não induziu modificações significativas nos dados fisiológicos, bioquímicos e hematológicos. O AC não interferiu na atividade locomotora dos animais, entretanto, a dose de 2000 mg kg-1 produziu uma redução da coordenação motora dos animais quando comparado com o grupo controle. O estudo de toxicidade aguda indicou que o tratamento com AC por via oral, nas doses selecionadas, foi bem tolerado em todos os animais tratados, sugerindo sua segurança para posteriores investigações. A DL50 para via i.p foi de 1542,21 mg kg-1 em camundongos. O AC nas doses de 1000 e 2000 mg kg-1 pode induzir danos ao DNA em células do sangue periférico e hipocampo de camundongos machos e fêmeas pelo aumento significativo no índice de dano (ID) e frequência de dano (FD), em relação ao grupo veículo. Entretanto, houve redução significativa do ID e FD de machos (2000 mg kg-1) e fêmeas (1000 e 2000 mg kg-1), após 72h do tratamento, sugerindo uma capacidade de células do sangue periférico de camundongos tratados de forma aguda com ACem reparar danos genéticos. Os resultados antioxidantes demonstraram que o AC nas concentrações de 0,9, 1,8, 3,6, 5,4 e 7,2 µg mL-1tem a capacidade de atuar na remoção dos radicais DPPH (CE50 = 6,27 µg mL-1) e ABTS•+ (CE50 = 5,46 µg mL-1), e potencial redutor (CE50 = 3,2 µg mL-1).


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JACKSON ROBERTO GUEDES DA SILVA ALMEIDA - UNIVASF
Externo à Instituição - LUCINDO JOSÉ QUINTANS JÚNIOR - UFS
Interno - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Presidente - 1638285 - RIVELILSON MENDES DE FREITAS
Notícia cadastrada em: 25/06/2014 16:49
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