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Banca de DEFESA: NILDOMAR RIBEIRO VIANA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NILDOMAR RIBEIRO VIANA
DATA: 30/06/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Google Meet: https://meet.google.com/wge-dtjy-pqu
TÍTULO: Estudo dos efeitos do D-limoneno sobre perfil bioquímico e estresse oxidativo em modelo experimental de Diabetes Mellitus tipo 1 em ratas
PALAVRAS-CHAVES: Limoneno; hipoglicemiante; diabetes tipo 1; estresse oxidativo.
PÁGINAS: 107
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

O diabetes mellitus (DM) é um distúrbio metabólico caracterizado principalmente pela hiperglicemia crônica, resultante de defeitos na secreção e/ou na ação da insulina. O D-Limoneno vem sendo estudado para comprovação de seus efeitos hipoglicemiantes e antioxidantes no tratamento da diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Estudos in vivo demonstraram que o D-Limoneno foi capaz de reduzir, significativamente, os níveis de açúcar no sangue de animais tratados, bem como de atenuar os efeitos do estresse oxidativo. Neste trabalho avaliou-se o efeito de D-Limoneno após 04 semanas de tratamento em modelo experimental de DM1. Ratas Wistar (180 - 250 g), em jejum de 12 horas, receberam 45 mg/kg (IP) de Estreptozotocina (STZ) diluída em tampão citrato pH 4,5 para indução de DM1. O grupo controle normal (CN) recebeu apenas tampão. Três dias depois, após jejum de 12h, mediu-se a glicemia capilar dos animais. Foram considerados diabéticos os animais com glicemia capilar ≥250 mg/dL  e divididos em 7 grupos: CD (controle diabético), LM12,5, LM25 e LM50 (D-Limoneno 12,5, 25 e 50mg/kg, VO, respectivamente), INS (insulina humana NPH 6 UI/animal/dia, SC), MET (metformina 150mg/kg, VO) e GLIB (glibenclamida 600μg/kg, VO). Foram determinados semanalmente as ingestões hídrica (mL/dia) e alimentar (g/dia), o ganho de peso corporal e glicemia capilar. Ao final do tratamento foram determinados: glicose sérica, hemoglobina glicada (HbA1c), uréia, creatinina, aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), gama-glutamil transferase (GGT), fosfatase alcalina (FA), proteínas totais (PT), albumina e globulina, além de marcadores de estresse oxidativo: malondialdeído plasmático (MDAp), nitrito plasmático e tecidual (NO2-p; NO2-t), mieloperoxidase plasmática e tecidual (MPOp;MPOt), superóxido dismutase eritrocitária e tecidual (SODe;SODt), catalase eritrocitária e tecidual (CATe;CATt). As amostras de tecido foram extraídas de segmentos do arco aórtico dos animais. A comparação entre os grupos foi realizada por análise de variância (ANOVA), seguida do pós-teste de Tukey. A pesquisa foi aprovada pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/UFPI 457/18). CD apresentou aumento da ingestão hídrica (183,40±19,60 ml/dia) e alimentar (36,70±2,40 g/dia) em relação a CN (28,04±1,01 ml/dia) (15,19±0,18 g/dia). LM12,5, LM25, LM50, INS e MET reduziram a ingestão hídrica (91,05±3,18; 129,49±11,21; 139,46±3,96; 53,94±0,83 e 82,14±1,24 ml/dia, respectivamente) e alimentar (25,02±1,31; 32,11±1,37; 32,48±0,02; 23,16±0,43 e 23,48±0,38 g/dia, respectivamente) frente a CD. Houve redução da glicemia capilar em todos os grupos tratados, quando comparados com o grupo CD. Apenas nos grupos CN e INS houve ganho de peso durante o estudo. No espectro bioquímico, LM25 (271,00±32,03), LM50 (235,20±11,50), INS (156,40±19,27), MET (206,70±58,92) e GLIB (259,00±5,08) reduziram significativamente a glicose sérica em relação a CD (507,80±56,45). Da mesma forma, LM25 (5,54±0,17), LM50 (5,22±0,17), INS (5,66±0,29), MET (5,90±0,58) e GLIB (5,45±0,20) reduziram significativamente a hemoglobina glicada (HbA1c) quando comparados a CD (8,20±1,01). A uréia foi significativamente menor que CD (98,67±5,60) em LM50 (67,00±5,35), INS (45,00±4,18), MET (46,83±4,65) e GLIB (64,00±2,12). A AST foi reduzida em LM25 (123,70±8,58), LM50 (111,40±10,90), INS (117,30±16,65) e MET (106,30±9,26) se comparada ao valor encontrado em CD (259,60±63,44). A ALT também foi reduzida em LM25 (127,30±15,60), LM50 (118,60±10,25), INS (125,50±13,65) e MET (102,00±8,58) quando comparado com CD (234,20±52,03). A Albumina teve sua síntese aumentada em LM25 (2,13±0,04), LM50 (2,18±0,09), INS (2,32±0,12) e em MET (2,28±0,09) quando comparados a CD (1,70±0,07). Não houve variações significativas para creatinina, fosfatase alcalina, proteínas totais e globulina. Por fim, apenas LM25 (5,50±0,42) e LM50 (5,00±0,71) reduziram GGT frente a CD (9,68±0,96). Na pesquisa de MDA plasmático (MDAp) nenhum grupo tratado apresentou redução significativa sobre CD. As atividades de MPO (MPOp/MPOt) foram reduzidas significativamente em LM25 (27,69±5,98/16,48±2,38), LM50 (25,90±5,65/14,81±2,32), INS (27,20±4,51/11,81±2,18) e MET (23,39±3,46/9,11±1,02) quando comparadas a CD (61,61±6,77/33,61±5,24). NO2-p foi reduzido significativamente em LM25 (1,51±0,03), LM50 (1,45±0,06) e MET (1,47±0,03), se comparados a CD (2,05±0,22). NO2-t não apresentou resultados significativos nos grupos testados. Na pesquisa de SODe e SODt também não foram encontradas variações significativas entre os grupos testados e CD. No teste de CATe apenas LM50 (4,82±0,83) apresentou aumento significativo na atividade da enzima frente a CD (1,86±0,29). A análise de CATt não apresentou aumento siginificativo na atividade da enzima nos grupos testados. O estudo concluiu que o D-Limoneno, após 4 semanas de tratamento, propiciou uma redução dos níveis glicêmicos e da glicação proteica. Além disso, o tratamento com D-Limoneno promoveu melhora em diversos parâmetros bioquímicos e aumento da defesa antioxidante plasmática, eritrocitária e tecidual (arco aórtico). Essas melhoras sugerem, além da propriedade hipoglicemiante, um potencial efeito hepatoprotetor e antioxidante no DM1.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2714919 - DANIEL DIAS RUFINO ARCANJO
Externo à Instituição - FERNANDA CERQUEIRA BARROSO DE CARVALHO - Estácio
Interno - 3302639 - LUCIANO DA SILVA LOPES
Interno - 1943330 - MAURICIO PIRES DE MOURA DO AMARAL

Cadastrada em: 29/06/2022
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