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Banca de DEFESA: JÉSSICA LARISSA SOUSA VAZ
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JÉSSICA LARISSA SOUSA VAZ
DATA: 09/02/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 126 do Bloco do Curso de Farmácia
TÍTULO: DESEMPENHO DOS INDICADORES DE CONSUMO DE ANTIMICROBIANOS NO MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE ANTIMICROBIANOS: UMA CORRELAÇÃO COM AS MÉTRICAS DE RESISTÊNCIA BACTERIANA
PALAVRAS-CHAVES: Resistência a Antibióticos; Manejo de Antimicrobianos; Uso Racional de Medicamentos.
PÁGINAS: 58
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

O avanço da resistência microbiana frente às opções terapêuticas disponíveis desafia a prevenção e
controle das infecções. Para enfrentar isso, os Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA)
têm buscado caminhos que garantam o uso racional, seguro e eficaz do arsenal terapêutico disponível. A
avaliação da Defined Daily Dose (DDD) e do Days of Therapy (DOT) possibilita avaliações padronizadas e
comparações entre diferentes instituições de saúde, embora apresentem limitações inerentes. Na última
década, novas ferramentas de monitoramento foram desenvolvidas, incorporando sistemas de pontuação
que avaliam o espectro antimicrobiano, como o Days of Antibiotic Spectrum Coverage (DASC). Este
trabalho se propôs a analisar o impacto do PGA em um hospital de alta complexidade. Trata-se de um
estudo ecológico realizado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), que
avaliou retrospectivamente dados referentes ao consumo de antimicrobianos, resistência bacteriana,
consultorias para Comissão de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (CCIRAS) e
mortalidade institucional em cinco nos anos (2020 a 2024). Observou-se queda significativa em todos os
indicadores, exceto na razão DASC/DOT (p 0,281). Na UTI, o DASC/DOT aumentou discretamente (p <
0,001). As métricas DDD, DOT e DASC apresentaram correlação positiva significativa, enquanto DOT e
DASC/DOT mostraram correlação negativa fraca (ρ -0,27; p 0,039). Houve redução constante doconsumo nos grupos Access, Watch e Reserve, com maiores coeficientes β no DASC. Não se observou
mudança significativa no custo total em cinco anos (p 0,151); contudo, houve redução no grupo Watch (p
0,004) e alta variabilidade no grupo Reserve (p 0,860). A incidência de bactérias resistentes manteve-se
estável, média de 3,7 ± 1,1 por 1000 PD, as solicitações à CCIRAS aumentaram de 22,4 ± 8,9 (2021) para
48,6 ± 5,46 (2024) e a mortalidade institucional reduziu consideravelmente nas enfermarias e na UTI (p <
0,001). Nenhuma das métricas de resultado mostrou correlação com as métricas de consumo. Esses
achados refletem redução global no consumo de antimicrobianos, sobretudo no grupo Watch, indicando
maior racionalização e adesão ao PGA. Contudo, na UTI, a variação dos indicadores reforça a
necessidade de monitoramento contínuo. No período analisado não foi possível captar o impacto do PGA
na incidência de resistência bacteriana e a relação entre as métricas de consumo e resultado.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1049860 - ANGÉLICA GOMES COELHO
Externo ao Programa - 4546016 - HILRIS ROCHA E SILVA
Interno - 1654493 - MARCIA DOS SANTOS RIZZO
Presidente - 2199134 - MARCILIA PINHEIRO DA COSTA
Externo ao Programa - 032.***.***-17 - RAMON WEYLER DUARTE LEOPOLDINO - HU

Cadastrada em: 06/02/2026
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