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DAISY JOANNE COUTINHO DO NASCIMENTO
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ALEITAMENTO MATERNO EM CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS EM UM MUNICÍPIO PIAUIENSE: ESTUDO TRANSVERSAL
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Orientador : TERESINHA SOARES PEREIRA LOPES
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Data: 25/08/2026
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Introdução: O aleitamento materno exclusivo (AME) até os seis primeiros meses de vida é fundamental para o crescimento saudável e o adequado desenvolvimento infantil. Embora essa recomendação seja amplamente respaldada por diretrizes nacionais e internacionais, sua adesão ainda representa um desafio, especialmente em municípios de pequeno porte e com limitada estrutura de apoio à amamentação. No município de Beneditinos-PI, a ausência de dados atualizados sobre as práticas de aleitamento materno (AM) dificulta o planejamento de estratégias voltadas à promoção, proteção e apoio ao AME. Diante desse contexto, formulou-se a seguinte questão de investigação: como se caracterizam as práticas de aleitamento materno e quais fatores estão associados ao aleitamento materno exclusivo em crianças menores de dois anos no município de Beneditinos-PI? Objetivo: Avaliar as práticas de aleitamento materno e os fatores associados ao aleitamento materno exclusivo em crianças menores de dois anos em um município do interior do Piauí. Método: Estudo transversal, de base epidemiológica, conduzido no município de Beneditinos (PI), seguindo as recomendações do protocolo STROBE para estudos observacionais. Participaram da pesquisa 233 mães de crianças menores de dois anos acompanhadas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família. Os dados foram obtidos por meio de questionário estruturado contendo informações sociodemográficas, obstétricas, relacionadas ao AM e aos marcadores de consumo alimentar infantil. Realizou-se análise descritiva por meio de frequências absolutas e relativas, enquanto as quantitativas foram apresentadas por média e desvio-padrão ou mediana e intervalo interquartil. As associações entre os desfechos e as variáveis independentes foram avaliadas pelos testes do qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, seguidos de regressão de Poisson com variância robusta para estimativa das razões de prevalência brutas e ajustadas, com intervalos de confiança de 95%. Resultados: A prevalência de AME entre crianças menores de seis meses foi de 55,8%, com duração média de 4,7 meses, enquanto a duração média do aleitamento materno total foi de 11,2 meses. A amamentação na primeira hora de vida permaneceu como o principal fator associado ao aleitamento materno exclusivo (RPa= 2,31; IC95%: 1,29– 4,15) e à continuidade da amamentação entre crianças de seis meses a vinte e três meses (RPa= 1,31; IC95%: 1,04–1,66). O aleitamento em livre demanda também permaneceu associado ao AME, enquanto o contato pele a pele, a ausência do uso de chupeta e o apoio familiar e profissional mostraram-se relacionados à continuidade da amamentação. Conclusão: O município apresentou indicadores de aleitamento materno exclusivo superiores aos encontrados em diversos estudos nacionais, sendo identificados fatores como: a amamentação na primeira hora de vida, contato pele a pele, amamentação em livre demanda e ajuda familiar/profissional como fatores que tiveram impacto significativo no alcance e manutenção do aleitamento materno exclusivo, assim como também influenciou na continuidade do aleitamento materno. Aplicabilidade na Saúde da Família: Os resultados fornecem subsídios para o aprimoramento das ações desenvolvidas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família, na temática do fortalecimento do AME, devendo ser amplamente trabalhado no pré-natal, assistência ao parto, e reforçado nas consultas de puericultura.
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ALEXANDRE LOPES E SILVA
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DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS E MATERIAIS DIDÁTICOS PARA A OBSERVAÇÃO DE SINAIS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) EM CRIANÇAS
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Orientador : VIRIATO CAMPELO
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Data: 11/08/2026
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A descoberta precoce dos sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) muda o futuro de uma criança, pois permite iniciar os acompanhamentos no momento certo do desenvolvimento infantil. Partindo dessa realidade, este trabalho de mestrado investigou como a vivência dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas visitas às famílias, somada ao conhecimento da literatura, pode servir de base para criar um material educativo pratico que ajude esses profissionais a identificar alterações no neurodesenvolvimento durante a rotina da Atenção Primária. O objetivo do estudo foi compreender como os agentes atuam no dia a dia diante de suspeitas de autismo e, a partir dessas necessidades, construir um guia de apoio fundamentado na ciência para orientar o trabalho das equipes de Saúde da Família. A pesquisa seguiu três etapas principais: primeiro, fez-se um levantamento bibliográfico amplo nas bases de dados da saúde, selecionando 20 artigos relevantes que abordavam a capacitação de equipes comunitárias. Em seguida, realizou-se uma escuta atenta no campo com sete agentes de saúde do município de Colinas, no Maranhão, por meio de conversas individuais gravadas e analisadas em profundidade. Juntou-se os achados dos artigos com a realidade contada pelos trabalhadores, e desenhou-se o protótipo de uma cartilha em formato de guia de bolso (pocket guide). A análise das entrevistas mostrou que os agentes têm um olhar atento e conseguem perceber quando a criança não responde a estímulos, demora a falar ou não faz contato visual. No entanto, os relatos revelaram que essa percepção ainda é muito baseada a prática do territorio e na intuição, já que faltam treinamentos constantes, sobra insegurança na hora de orientar os pais e existem grandes gargalos para conseguir consultas com médicos especialistas na rede pública. Para responder a esses desafios reais da ponta, o guia de bolso foi planejado com leitura rápida e visual direto, trazendo quadros simples com os marcos esperados para cada idade entre zero e 36 meses, sinais de alerta comportamentais, orientações sobre como acolher a família sem assustar e os caminhos para encaminhar a criança no SUS. O estudo conclui que o agente comunitário é a peça principal para encontrar e acompanhar essas crianças no território, mas ele não pode trabalhar sozinho sem ferramentas de consulta rápida e capacitação contínua. A aplicação desse material na Saúde da Família entrega um instrumento útil para levar no bolso durante as visitas domiciliares, ajudando a tirar dúvidas na hora, agilizar os encaminhamentos e garantir que as crianças com suspeita de autismo recebam o suporte necessário o quanto antes.
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LEISA MARIA DA COSTA SILVA
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AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE DE HOMENS IDOSOS ASSISTIDOS PELA ESTRATÉGIA SÁÚDE DA FAMÍLIA
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Orientador : CHRYSTIANY PLÁCIDO DE BRITO VIEIRA
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Data: 11/08/2026
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Avaliar o estado de saúde significa definir como os indivíduos percebem sua própria saúde, tanto em aspectos físicos quanto sociais e psicológicos. Tal percepção pode ser descrita de forma objetiva, como ausência ou presença de doenças, ou subjetiva, através daa autopercepção de saúde, amplamente utilizada como indicador de qualidade de vida e como bom preditor de mortalidade em pessoas idosas, sendo uma das ferramentas mais usadas para medir a saúde física e psicológica. Desta forma, a Autopercepção de Saúde, um indicador considerado confiável, eficaz, rápido e de baixo custo, e importante instrumento de medida para a vigilância da saúde geral da pessoa idosa, possui relevância mundial visto estar diretamente relacionada à qualidade deste grupo. Nessa perspectiva, entender a autopercepção de saúde de homens idosos se caracteriza como questão de pesquisa relevante para levantamento de fatores e ou condições importantes para melhoria das condições de saúde, bem como compreender como ações de Promoção da Saúde oferecidas pela Atençaõ Primária à Saúde, por meio das equipes de Estratégia Saúde da Família, podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida dessa população. Este estudo tem como objetivo analisar a autopercepção de saúde dos homens idosos assistidos pela Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo analítico, transversal, com abordagem quantitativa, que utilizou um instrumento de dados sociodemográficos e econômicos, estilo de vida, comportamento de saúde, autopercepção de saúde e avaliação da assistência à saúde. A coleta de dados foi realizada com uma amostra de 207 homens idosos do município de Jardim do Mulato/PI, com divisão proporcional entre zonas urbana e rural, selecionados por amostragem probabilística aleatória simples. Verificou-se que 58,9% dos homens idosos apresentaram autopercepção negativa de saúde. Na análise bivariada, a autopercepção negativa de saúde mostrou associação estatisticamente significativa com a faixa etária, presença de comorbidades, dislipidemia, uso contínuo de medicamentos e depressão. Após regressão de Poisson, apenas a faixa etária e a depressão permaneceram associadas a autopercepção negativa de saúde, contrariando a hipótese de que oferta de cuidados primários em saúde efetivos fornecem uma melhor percepção de saúde para os homens idosos. Os resultados enfatizam o caráter multidimensional da autopercepção de saúde, associada às condições socioeconômicas, de estilo de vida e de saúde demonstrando aproximação de diferentes determinantes com o conceito ampliado de saúde. Os achados reforçam a necessidade de estratégias de cuidado integral que contemplem não apenas o manejo das condições físicas, mas também a identificação precoce e o acompanhamento dos problemas de saúde mental da população idosa masculina na Atenção Primária à Saúde.
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NADIA MARIA SANTOS SPINDOLA MIRANDA
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INTEROPERABILIDADE DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO ENTRE A ATENÇÃO PRIMÁRIA E O CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: percepção dos gestores e profissionais de saúde
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Orientador : BRUNA KAREN CAVALCANTE FERNANDES
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Data: 07/08/2026
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A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde no Brasil, e tem como estratégia prioritária a Saúde da Família que utiliza uma tecnologia de informação e comunicação para a eficiência e a qualidade dos serviços prestados, o Sistema e-SUS APS. O e-SUS APS apresenta-se como uma importante ferramenta para as equipes de saúde, tanto para a assistência quanto para a gestão, e possui o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) como uma das funcionalidades que possibilita o planejamento e qualidade do cuidado, contribui para a organização dos fluxos assistenciais e permite a comunicação interprofissional na UBS e entre os pontos das Rede de Atenção à Saúde. No entanto a interoperabilidade do PEC com outros serviços de saúde, apresenta desafios significativos, desde a necessidade de padronização, investimento em tecnologia, treinamentos e segurança de dados. Diante disso, o presente estudo partiu da seguinte questão norteadora: qual os sentidos e significados a partir das experiencias dos gestores e profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família sobre a interoperabilidade do PEC entre a Atenção Primária e os Centros de Atenção Psicossocial CAPS? O objetivo desse trabalho foi compreender estes sentidos e significados dos sujeitos da pesquisa, especificamente descrever essa compreensão dos participantes através da realidade social pesquisada, traçar a linha de cuidado entre APS e CAPS identificada na realidade profissional, além de analisar soluções técnico-administrativas e os processos formativos que potencializariam a interoperabilidade do PEC entre a Atenção Primária e o CAPS. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa, desenvolvida no município de Campo Maior com 12 profissionais de saúde atuantes na Estratégia Saúde da Família e gestores de saúde do referido município. Os dados foram obtidos por meio de entrevista semi estruturada composta por questões objetivas e subjetivasrealizadas entre abril e maio de 2026. Para análise, utilizou-se a técnica de Conteúdo proposta por Bardin, que permitiu interpretar, categorizar as informações obtidas de forma sistemática e objetiva, utilizando como estrutura as etapas de pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados e interpretação. Os resultados indicaram a APS como porta de entrada e coordenadora do cuidado. Contudo, revelaram uma fragmentação na linha do cuidado entre APS e CAPS expondo fragilidades na articulação desses serviços. Os achados sugeriram a interoperabilidade do PEC como uma ferramenta estratégica para continuidade e integralidade do cuidado, bem como apontou a integração e centralização sistêmica, capacitações, matriciamentos e segurança de dados, como estratégias e desafios para contribuir e consolidar um sistema informatizado integrado, resolutivo e seguro. Conclui- se que o avanço para superar a fragmentação do cuidado e garantir a continuidade do projeto terapêutico entre a Atenção Primária e o CAPS exige uma padronização tecnológica através da interoperabilidade da informação, utilizando o Prontuário Eletrônico do Cidadão nos diversos setores de saúde. O sistema informatizado e unificado no Serviço Único de Saúde viabilizará o compartilhamento seguro das informações e possibilitará para Estratégia Saúde da Família integração entre o território e os demais serviços, permitindo a continuidade, integralidade e longitudinalidade do cuidado.
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SUZANE LAURA SILVA DE CARVALHO
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USO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS PARA FUMAR E SAÚDE MENTAL: ASSOCIAÇÃO COM O COMPORTAMENTO AUTOLESIVO EM ADOLESCENTES ESCOLARES
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Orientador : FERNANDO JOSÉ GUEDES DA SILVA JÚNIOR
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Data: 03/08/2026
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Introdução: O uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) cresceu de forma acelerada entre adolescentes brasileiros, ao mesmo tempo em que o comportamento autolesivo se consolidou como um dos principais marcadores de sofrimento psíquico nessa faixa etária. Objetivo: Avaliar a relação entre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar, o comportamento autolesivo e fatores associados em adolescentes escolares. Métodos: estudo analítico, transversal, quantitativo e multicêntrico, recorte do macroprojeto “Prevenção e posvenção ao suicídio no contexto escolar: saberes, práticas, epidemiologia e tecnologias educativo-assistenciais”, realizado com 294 adolescentes de 15 a 19 anos matriculados em escolas públicas de Teresina (PI), Parnaíba (PI), São Luís (MA), Natal (RN) e Juazeiro do Norte (CE). A amostra foi obtida por amostragem estratificada proporcional. Utilizaram-se questionário estruturado baseado em indicadores da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, a Escala de Comportamento Autolesivo e o Inventário de Ideação Suicida de Beck. As análises descritiva e inferencial foram conduzidas no software R, versão 4.5.3, com teste qui-quadrado de Pearson, coeficiente V de Cramér e regressão logística, adotando-se nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob parecer n. 7.965.134. Resultados: A idade média foi de 17,2 anos, com distribuição equilibrada entre os sexos e predomínio de adolescentes pardos e residentes em área urbana. Relataram uso atual ou pregresso de DEF 20,8% dos participantes. Pela Escala de Comportamento Autolesivo, 51,9% apresentaram algum grau de comportamento autolesivo, com predomínio dos níveis grave (25,8%) e moderado (20,6%). Apenas 38,5% avaliaram a própria saúde mental como boa e 16,7% referiram desejo de viver fraco ou ausente. Houve associação estatisticamente significativa entre o uso de DEF e dois indicadores de autolesão, cortar a pele (p = 0,001) e bater em si mesmo (p = 0,011), ambos com magnitude classificada como pequena pelo coeficiente V de Cramér. A classificação geral pela escala apresentou significância limítrofe (p = 0,060). Conclusões: Os resultados confirmam a existência de associação estatisticamente significativa entre o uso de DEF e dois indicadores específicos de Autolesão não suicida, cortar a pele e bater em si mesmo, com razões de chance que situam o usuário de dispositivo eletrônico em posição de risco consideravelmente maior em comparação com o não usuário. Aplicabilidade na Saúde da Família: os resultados subsidiam o rastreamento conjunto de uso de nicotina e de sofrimento psíquico nas ações do Programa Saúde na Escola, qualificam o acolhimento do adolescente pelas equipes de Saúde da Família e apontam a necessidade de fluxos articulados entre escola, Atenção Primária à Saúde e Rede de Atenção Psicossocial.
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LEONARDO DAVIS ROCHA NEIVA
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ANSIEDADE EM PESSOAS COM DIABETES: A ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
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Orientador : CÁSSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
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Data: 23/06/2026
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O Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico caracterizado pela elevação persistente dos níveis de glicose no sangue. Os usuários com DM possuem uma elevada taxa de ansiedade generalizada provocada pela mudança nas suas atividades diárias, dificultando os seus cuidados necessários e alterando a sua rotina. Este estudo analisou a atuação dos profissionais de saúde da Atenção Primária em Saúde em relação ao manejo da ansiedade em pessoas com diabetes. Trata-se de uma pesquisa com uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e transversal desenvolvida nas unidades Básicas de Saúde do município de Matões e Parnarama-MA. A população do estudo foi composta por profissionais que atuam diretamente no cuidado de pessoas com diabetes e ansiedade, incluindo médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde. O instrumento da coleta de dados utilizado foi uma entrevista semi-estruturada e os dados obtidos foram analisados por meio da análise de conteúdo, com identificação de categorias e subcategorias relacionadas aos objetivos do estudo. Como resultados, foram identificadas quatro categorias temáticas: (1) reconhecimento da ansiedade por meio de sinais observáveis e escuta clínica; (2) uso da orientação e educação em saúde como principais estratégias de manejo; (3) valorização do acompanhamento psicológico como componente essencial do cuidado; e (4) necessidade de articulação multiprofissional e organização de fluxos assistenciais. Evidenciaram-se, como principais desafios, a inexistência de protocolos específicos e a restrição de acesso a profissionais de saúde mental. Conclui- se que a Atenção Primária em Saúde mostra potencial para acolher e manejar a ansiedade em pessoas com diabetes, porém a efetividade do cuidado depende do fortalecimento da articulação em equipe, melhoria do acesso à saúde mental e organização sistematizada do processo na assistência.
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JULIANA NOLÊTO COSTA
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ATITUDES E PRÁTICAS EM SAÚDE BUCAL DE HIPERTENSOS FRENTE AO ADIAMENTO DO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO
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Orientador : PATRICIA FERREIRA DE SOUSA VIANA
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Data: 15/06/2026
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma das doenças mais corriqueiras em pessoas usuárias que procuram tratamento odontológico no SUS e é um desafio para a Atenção Primária à Saúde. Quando os níveis pressóricos permanecem elevados, pode levar ao adiamento de determinados procedimentos odontológicos por segurança clínica. Embora essa conduta seja necessária para prevenir complicações, seus impactos ultrapassam a dimensão técnica do cuidado, influenciando sentimentos, comportamentos e práticas de autocuidado das pessoas acometidas pela HAS. Diante disso, emergiu a seguinte indagação: quais atitudes e práticas de cuidado em saúde bucal são adotadas por pessoas com hipertensão que tiveram seu atendimento odontológico adiado em decorrência da descompensação pressórica? O estudo teve como objetivo compreender as atitudes e as práticas de cuidado em saúde bucal adotadas por essas pessoas, bem como identificar suas reações frente ao adiamento do atendimento odontológico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa fundamentada na Sociopoética, realizada na Unidade Básica de Saúde Dirceu Arcoverde em Floriano-PI, com a participação de seis copesquisadores. A produção dos dados ocorreu por meio de oficinas sociopoéticas, utilizando técnicas de relaxamento, viagem imaginária, modelagem artística e relatos orais. A análise dos dados foi desenvolvida por meio da análise classificatória, do estudo transversal e contra-análise. Os resultados evidenciaram que a higiene bucal que a higiene bucal sistemática constituiu a principal prática de autocuidado adotada durante o período de adiamento do atendimento, bem como o uso regular da medicação anti-hipertensiva, a prática de atividade física e a busca por informações relacionadas à saúde. Quanto às atitudes e reações, emergiram sentimentos ambíguos, incluindo medo, tristeza, frustração, esperança, paciência e motivação, além da mobilização de estratégias de enfrentamento sustentadas pela fé, vínculos familiares e saberes construídos no cotidiano. Conclui-se que o adiamento do atendimento odontológico é vivenciado como uma experiência que envolve dimensões clínicas, emocionais, sociais e subjetivas, produzindo rearranjos nas formas de cuidar de si. A aplicabilidade deste estudo na Saúde da Família reside no fortalecimento de práticas educativas, interdisciplinares e centradas na pessoa, capazes de promover o autocuidado, o acolhimento, a integralidade da atenção e a qualificação do cuidado às pessoas com hipertensão arterial na Atenção Primária à Saúde.
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NAIRA DENISE DE SOUSA SANTOS
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AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CRATEÚS - CEARÁ: APLICAÇÃO DO PCATOOL- BRASIL VERSÃO PROFISSIONAIS
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Orientador : ANA CAROLINE RAMOS DE BRITO
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Data: 15/06/2026
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A Atenção Primária à Saúde (APS) é a estratégia central para a integralidade do cuidado no Brasil, tendo a Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo prioritário. Este estudo avaliou o grau de orientação aos atributos da APS em Crateús-CE, sob a ótica de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas, identificando fatores associados ao desempenho do serviço. Realizou-se uma pesquisa avaliativa, transversal e quantitativa com 84 profissionais de nível superior, utilizando o instrumento PCATool-Brasil. Foram aplicadas análises estatísticas descritivas, bivariadas e multivariadas para investigar associações entre o perfil sociodemográfico/laboral e a qualidade assistencial. Este estudo avaliou o grau de orientação aos atributos da APS em Crateús-CE, sob a ótica de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas, identificando fatores associados ao desempenho do serviço. Realizou-se uma pesquisa avaliativa, transversal e quantitativa com 84 profissionais de nível superior, utilizando o instrumento PCATool-Brasil. Foram aplicadas análises estatísticas descritivas, bivariadas e multivariadas para investigar associações entre o perfil sociodemográfico/laboral e a qualidade assistencial. Os resultados indicaram alto grau de orientação à APS para 69% dos profissionais (escore ≥ 6,6). Os atributos com melhor desempenho foram longitudinalidade (até 7,4), integralidade (até 9,4) e orientação familiar (7,2–7,7). As principais fragilidades identificadas foram o acesso de primeiro contato (4,3) e a orientação comunitária (6,2). O perfil laboral revelou alta taxa de vínculos terceirizados (77,4%), contudo, 65,5% dos profissionais participam de educação permanente, fator associado a melhores escores de qualidade. A análise multivariada sugeriu que fatores organizacionais e estruturais influenciam a qualidade percebida de forma mais incisiva que o perfil individual dos profissionais. Conclui-se que, apesar dos avanços em atributos relacionais, persistem vulnerabilidades estruturais. Políticas de valorização do vínculo empregatício, reorganização do acesso e ampliação da educação permanente são prioridades para a consolidação da ESF no município.
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CLEIA DE MORAIS BEZERRA MELLO
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ANÁLISE DOS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A DESCOMPENSAÇÃO DO DIABETES TIPO 2 EM PACIENTES IDOSOS
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Orientador : LAURA MARIA FEITOSA FORMIGA
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Data: 12/06/2026
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O diabetes mellitus (DM) é uma condição de saúde de impacto global, diretamente relacionada a hábitos de vida inadequados. O Brasil ocupa a quinta posição entre os países com maior número de casos de DM. O número de pessoas com DM2 impacta significativamente nos custos dos sistemas de saúde. Sendo uma doença crônica que requer cuidados contínuos, se faz necessário quantificar sua prevalência e estimar o total de indivíduos afetados. A diabetes mellitus tipo 2 entre idosos representa uma das principais preocupações de saúde pública global. O objetivo geral foi analisar os fatores que contribuem para a descompensação do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em idosos das Unidades Básicas da zona urbana do município de São João do Arraial – PI. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa. A pesquisa descritiva quantitativa é caracterizada pela coleta e registro das informações observadas, sem intervenção direta do pesquisador nos fatos ou fenômenos analisados. Participaram do estudo 71 indivíduos com Diabetes Mellitus. Observou-se predominância do sexo feminino (70,4%). A idade média dos participantes foi de 70,9 anos (desvio padrão: 6,8), com mediana de 72,0 anos, variando entre 60 e 85 anos. Destacaram-se na pesquisa, a baixa frequência de monitoramento da glicemia, dificuldade em seguir orientações médicas, sedentarismo, alimentação inadequada e aspectos relacionados ao isolamento social, como não possuir companheiro(a) ou morar sozinho. Os resultados apontaram que adicionalmente, a análise multivariada evidenciou que o automonitoramento glicêmico se apresenta como um dos principais fatores associados à descompensação grave, o que demonstra que práticas simples de autocuidado podem ter impacto significativo no controle da doença, ao achado reforça-se a importância da educação em saúde contínua e do acompanhamento próximo pelas equipes da Atenção Primária. Este estudo contribui de forma significativa para o entendimento dos fatores associados à descompensação do DM2 em idosos e reforça a importância de ações educativas e preventivas no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A articulação entre diagnóstico situacional e intervenção educativa representa um avanço importante na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida dessa população. Assim, conclui-se que os objetivos propostos foram plenamente alcançados, evidenciando a relevância da abordagem multidimensional no cuidado ao idoso com diabetes e destacando o papel fundamental das estratégias educativas na redução da descompensação glicêmica e na promoção do autocuidado.
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TELMA VIEIRA LIMA
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DESENVOLVIMENTO E EVIDÊNCIA DE VALIDAÇÃO DE TECNOLOGIA ASSISTENCIAL PARA AVALIAÇÃO CLÍNICA DE CONTATOS DE HANSENÍASE
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Orientador : OLIVIA DIAS DE ARAUJO
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Data: 29/05/2026
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INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, de evolução crônica e transmissão respiratória, causada pelo Mycobacterium leprae, que acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos, podendo causar incapacidades físicas. No ano de 2022, o Brasil notificou 19.635 casos novos de hanseníase, com uma taxa de detecção de 9,67 casos por 100 mil habitantes, ocupando o segundo lugar em número de casos detectados no mundo. Dentre esses casos, 81,2% são classificados como multibacilares, ou seja, potenciais transmissores da doença. OBJETIVO: Desenvolver com evidências de validade uma tecnologia assistencial para a avaliação clínica dos contatos de hanseníase no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). MÉTODO: O estudo foi realizado no município de Teresina-PI. Trata-se de uma pesquisa metodológica, desenvolvida a partir de revisão de literatura sobre o tema e das orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da hanseníase. A tecnologia proposta apresenta o formato de uma ficha clínica, cujo conteúdo, aparência e sua usabilidade foram submetidos à validação por juízes especialistas. Entre esses juízes, foram incluídos profissionais com expertise na temática da hanseníase e/ou na validação de instrumentos, além de profissionais da Atenção Primária, como parte do público-alvo. O estudo foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa, atendendo rigorosamente aos princípios éticos e às normas vigentes para pesquisas envolvendo seres humanos. RESULTADOS: A tecnologia assistencial apresentou Índice de Validade de Conteúdo Global de 0,97 (97%), demonstrando excelente validade de conteúdo. Sua usabilidade, avaliada pelos juízes do público-alvo, foi de 90,9%, evidenciando avaliação global favorável. CONCLUSÃO. A tecnologia configura-se como instrumento relevante para qualificar o cuidado, fortalecer a vigilância e aprimorar as práticas profissionais na Atenção Primária. Sua validação contribui para o enfrentamento da hanseníase, ao favorecer a organização e a qualidade do acompanhamento dos contatos de hanseníase.
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MAYLSON MOURA DE MORAIS
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CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO CUIDADO EM SAÚDE DAS PESSOAS IDOSAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE CLÍNICO-FUNCIONAL NA APS
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Orientador : PATRICIA FERREIRA DE SOUSA VIANA
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Data: 27/05/2026
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O envelhecimento da população é um dos grandes desafios globais, com impactos significativos na sociedade, economia e saúde pública. No Brasil, esse processo ocorre de forma acelerada, com um número crescente de pessoas idosas enfrentando múltiplas vulnerabilidades, como doenças crônicas, declínio cognitivo, funcional e isolamento social. Nesse contexto, a atenção primária à saúde, por meio do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), desempenha um papel fundamental na identificação precoce, abordagem das vulnerabilidades e na promoção de um envelhecimento saudável. O objetivo dessa pesquisa foi analisar os conhecimentos e práticas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) envolvidos no cuidado em saúde de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade clínico funcional na Atenção Primária em Saúde (APS). Trata-se de um estudo qualitativo, fundamentado em dois referenciais teórico-metodológicos articulados: a Pesquisa Narrativa, que orientou a produção dos dados; e a Hermenêutica Filosófica de Hans-Georg Gadamer e Paul Ricoeur, que fundamentou o processo de análise e interpretação das narrativas produzidas. A pesquisa foi realizada em uma Unidade Básica de Saúde no município de Caxias, Maranhão, Brasil, com a participação de 10 ACS vinculados à Estratégia Saúde da Família por meio de entrevistas individuais semiestruturadas. Os ACS apresentam compreensão ampliada da vulnerabilidade, incorporando aspectos funcionais, sociais e emocionais. Destacaram-se experiências marcadas por forte vínculo com as pessoas idosas, percepção de fragilidades na organização dos serviços, dificuldades relacionadas à capacitação e ao uso de instrumentos de avaliação, além do desejo de maior participação nos processos de cuidado. Percebe-se a presença de sentimentos como empatia, preocupação e sofrimento emocional no cotidiano do trabalho. Os ACS desempenham papel central no cuidado à pessoa idosa, porém ainda enfrentam desafios relacionados à qualificação, integração com a equipe e organização do cuidado. Destaca-se a necessidade de fortalecer a educação permanente e o trabalho colaborativo na APS para garantir uma atenção mais integral e resolutiva.
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KÊNIO KARLEY DA SILVA OLIVEIRA
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SABERES E PRÁTICAS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA SOBRE O MANEJO DAS CRIANÇAS COM SUSPEITA DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
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Orientador : EDINA ARAUJO RODRIGUES OLIVEIRA
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Data: 15/05/2026
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Introdução: A identificação precoce do TEA na Atenção Primária à Saúde é crucial para intervenções oportunas, contudo, profissionais enfrentam lacunas no reconhecimento de sinais sutis, ausência de capacitação e dificuldades na comunicação com as famílias. Pergunta norteadora: Quais os saberes e práticas dos profissionais de saúde da APS sobre o manejo das crianças com suspeita de TEA? Objetivo: Compreender os saberes e práticas dos profissionais de saúde da APS sobre o manejo de crianças com suspeita de TEA. Procedimentos metodológicos: Estudo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa, fundamentado na Análise de Conteúdo de Bardin. Participaram 28 profissionais de nível superior das equipes de Saúde da Família e Multiprofissionais dos municípios de Oeiras, Picos e São João do Piauí, selecionados por sorteio aleatório. Utilizou-se questionário sociodemográfico e entrevista semiestruturada contendo 11 questões norteadoras. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFPI parecer no 7.594.003. Análise dos dados: Os dados foram processados no software IRaMuTeQ, submetidos à Classificação Hierárquica Descendente (CHD), Análise de Similitude e Análise Fatorial de Correspondência (AFC), e interpretados à luz da Análise de Conteúdo de Bardin. Resultados: A amostra foi majoritariamente feminina 78,6%; n=22, com idade média de 37 anos variação de 25 a 53 anos, casados ou em união estável 60,7%; n=17 e com pós-graduação 71,4%; n=20. Todos os participantes tinham acesso à internet e computador, com uso diário da internet por 92,9%; n=26 e do computador por 71,4%; n=20. O corpus textual foi composto por 28 entrevistas, totalizando 1.203 segmentos textuais, com aproveitamento de 87,6% com 1.054 UCE. A CHD gerou quatro classes estáveis. A classe 1 (26,8%) revelou saberes ancorados nos marcos do desenvolvimento, utilizando caderneta da criança e prontuário eletrônico, com palavras como “puericultura”, “peso”, “altura”, “vacina”. A classe 2 (26,9%) evidenciou lacunas estruturais e ausência de capacitação específica, com termos “nunca”, “falta”, “capacitação”, “instrumento”, “protocolo”. A classe 3 (23,1%) mostrou dificuldades relacionais com as famílias, destacando “mãe”, “não aceitar”, “ansiedade”, “hiperatividade”, “comportamento”. A classe 4 (23,2%) apontou o encaminhamento como principal ação de manejo, com palavras “encaminhar”, “neuropediatra”, “fonoaudiólogo”, “fila”, “regulação”, “clínica santa ana”, “telenordeste”, porém sem contrarreferência. A análise de similitude confirmou “criança” como núcleo central, conectando-se aos eixos do desenvolvimento, das relações familiares e do encaminhamento. A AFC revelou que profissionais com filhos posicionaram-se mais próximos das dificuldades relacionais da classe 3, enquanto médicos e enfermeiros aproximaram-se das classes técnicas 1 e 4. Conclusões: Os profissionais dominam a vigilância do desenvolvimento típico, mas enfrentam despreparo técnico para sinais sutis do TEA, inexistência de capacitação continuada, fragilidades na comunicação com as famílias e um fluxo assistencial fragmentado que torna o encaminhamento uma prática solitária e sem retorno. Aplicabilidade: Reside na proposição de um Produto Técnico-Tecnológico “Roda de Cuidados” uma estratégia de educação permanente baseada em metodologias ativas para qualificar a triagem, o acolhimento e a contrarreferência no manejo do TEA na APS.
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DARYELDA RODRIGUES CARDOSO
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AUTOMEDICAÇÃO EM IDOSOS À LUZ DA TEORIA DO COMPORTAMENTO PLANEJADO E DO LETRAMENTO EM MEDICAMENTOS
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Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
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Data: 13/03/2026
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O envelhecimento populacional no Brasil tem sido um dos principais desafios de saúde pública, especialmente no que tange o uso irracional de medicamentos. Isso se deve a crescente tendência de automedicação entre idosos; uma prática frequentemente influenciada por fatores que vão desde a dificuldade em compreender orientações de saúde até comportamentos de risco. Dada à relevância dessa problemática, esse estudo visa analisar os fatores associados à automedicação na população idosa assistida pela Atenção Primária à Saúde de Landri Sales – PI, considerando os constructos da teoria do comportamento planejado e do letramento em medicamentos. A pesquisa foi realizada no município de Landri Sales –Pi, com pessoas idosas acima de 60 anos, que apresentasse capacidade cognitiva preservada conforme Mini exame do Estado Mental. Dentre os 340 entrevistados, 322 participantes apresentaram capacidade cognitiva preservada, sendo esses inclusos nas análises subsequentes. As entrevistas ocorreram nos próprios domicílios durante os atendimentos farmacêuticos, utilizando um formulário composto de três blocos (I- Mini exame do Estado Mental; II- Questões sociodemográficas e variáveis clínicas; III- Questionário de Automedicação de Risco focado no Letramento em Saúde – QAR-LS). Para análise estatística adotou-se o nível de significância de 5% (p < 0,05), utilizando o software R (versão 4.4.1) para aplicar os testes de Shapiro–Wilk, Qui-quadrado de Pearson, Teste exato de Fisher e Teste U de Mann–Whitney. Aplicou-se ainda, o modelo de regressão logística binária, em variáveis p < 0,20, permitindo a estimação dos Odds Ratios. Os resultados demonstraram que a maioria era do sexo feminino, casados, com renda de até um salário mínimo, analfabetos e trabalhadores rurais. Em relação as condições clínico-patológicas, 88,2% relataram possuir pelo menos uma condição de agravo à saúde, com hipertensão arterial, sendo a mais prevalente. Em relação ao uso de medicamento por conta própria, 77,6% relataram praticar automedicação, principalmente com analgésicos e combinações envolvendo AINEs, analgésicos, metilxantinas e relaxantes musculares. A escolaridade foi a variável de maior significância estatística, onde os participantes analfabetos apresentaram uma prevalência de 85,2% de automedicação. Nos domínios do QAR-LS, três deles apresentaram diferenças estatísticas significativas: Influência de Terceiros, Influência do Sujeito na Terapêutica e Atitudes e Comportamento. Já no domínio Letramento em medicamentos, a maioria dos participantes apresentaram baixo letramento, sugerindo dificuldades de interpretação e compreensão de informações medicamentosas. Cada ponto adicional do domínio Influência de terceiros aumentava a chance de automedicação em 9% e no domínio Atitudes e Comportamento a chance de automedicação aumentava em 14%. Por outro lado, a escolaridade Ensino Fundamental Completo mostrou- se um fator protetor, reduzindo a chance de automedicação em aproximadamente 94%. Assim, a automedicação em idosos envolve uma complexa rede de determinantes socioeconômicos e culturais, em que a baixa escolaridade foi um dos fatores mais relevantes para elevação do risco de automedicação nesse público, somado à forte influência de terceiros. Portanto, as ações farmacêuticas são indispensáveis para o emponderamento de usuários na busca de hábitos de vida seguros e responsáveis através da promoção do letramento em saúde dentro da APS, de modo a prevenir comportamentos de risco principalmente em pessoas idosas.
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MARA DE JESUS COSTA DA SILVA
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Sofrimento emocional e adesão as práticas de autocuidado em adultos com Diabetes Mellitus tipo 2
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Orientador : JAQUELINE CARVALHO E SILVA SALES
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Data: 04/03/2026
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Introdução: O Diabetes Melitus tipo 2 (DM2) é uma doença grave, crônica, que ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou não consegue utilizar eficazmente a insulina que produz. Ela é responsável por mais de 90% dos casos em todo o mundo, com alta prevalência global e considerada um grave problema de saúde pública. Seu tratamento envolve desde terapia medicamentosa a mudanças no estilo de vida, impondo desafios significativos que podem impactar diretamente na saúde mental das pessoas acometidas. Objetivo geral: Analisar o sofrimento emocional e a adesão às práticas de autocuidado em adultos com Diabetes Mellitus tipo 2. Método: Trata-se de pesquisa quantitativa, realizada na Unidade Básica de Saúde do município de Floriano-PI, no período de julho a agosto de 2025. Foram utilizados três instrumentos: questionário sobre perfil sociodemográfico e condições de saúde, questionário versão brasileira da escala Problem Areas in Diabetes (B-PAID) e questionário de atividades de autocuidado com o Diabetes (QAD). A amostra foi censitária, composta por 52 adultos, de ambos os sexos, portadores de Diabetes Mellitus tipo 2 e cadastrados na referida unidade de saúde. A análise dos dados incluiu estatística descritiva, inferencial, teste de correlação de Spearman para avaliar a associação entre as variáveis. Resultados: A amostra foi predominantemente feminina (61,5%), de baixa renda (61,5%) e com alta prevalência de neuropatia diabética (74,2%). As práticas de autocuidado foram heterogêneas: o uso de medicação e os cuidados com os pés apresentaram boa adesão, enquanto a monitorização glicêmica, a atividade física regular e a alimentação saudável tiveram menores médias de adesão. A maioria dos participantes apresentou baixo sofrimento emocional (escore médio global do B-PAID 20,02). Observou-se correlação negativa significativa entre os escores do sofrimento emocional (escala B-PAID) e adesão a alimentação geral; por outro lado uma correlação positiva entre atividade física e adesão medicamentosa. Discussão: os achados corroboram que o sofrimento emocional atua como uma barreira específica ao controle dietético no DM2. A heterogeneidade na adesão às práticas de autocuidado, aliada ao perfil socioeconômico desfavorável da amostra, indica que intervenções na APS devem integrar suporte emocional, educação em saúde adaptada e estratégias para redução de iniquidades, visando um cuidado integral. Conclusão: O estudo demonstra que o manejo do DM2 na APS é complexo, com a interação de diversos fatores clínicos, psicossociais e sociais. A confirmação da relação entre sofrimento emocional e baixa adesão alimentar demonstra a necessidade da avaliação do sofrimento emocional nas práticas assistenciais da APS. A promoção do 8 autocuidado e a prevenção de complicações nesta população devem estar adaptadas à realidade socioeconômica.
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BRUNA SOARES CASTELO BRANCO
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Prevalência de bullying e sua relação com sintomas de ansiedade em adolescentes no contexto escolar.
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Orientador : JAQUELINE CARVALHO E SILVA SALES
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Data: 04/03/2026
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Introdução: a adolescência, compreendida entre as idades de 10 a 19 anos, caracteriza-se por uma fase de intensas transformações biopsicossociais. O bullying, considerado problema de saúde pública, representa fator de risco no desencadeamento de sintomas ansiosos. Objetivo: analisar a prevalência do bullying e sua relação com sintomas de ansiedade em adolescentes no ambiente escolar. Método: trata-se de estudo transversal, analítico, de abordagem quantitativa, integrante de um macroprojeto multicêntrico desenvolvido em escolas públicas vinculadas ao Programa Saúde na Escola, nos municípios de Teresina-PI, Parnaíba- PI, São Luís-MA, Natal-RN e Juazeiro do Norte-CE. A amostra foi composta por 294 adolescentes, de ambos os sexos, com idade entre 15 e 19 anos. A coleta de dados ocorreu entre outubro e novembro de 2025, por meio da aplicação de três instrumentos: questionário sociodemográfico e econômico, Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (EDAE-A/DASS-21) e Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB). Realizou-se análise descritiva com frequências absolutas e relativas para variáveis categóricas e mediana com intervalo interquartil para variáveis numéricas. A associação entre bullying e sintomas ansiosos foi testada por meio do qui-quadrado de Pearson, com cálculo do V de Cramer. Para comparação dos escores de ansiedade segundo a classificação de vitimização, utilizou-se o teste de Kruskal- Wallis seguido de pós-teste de Dunn. As comparações dos escores segundo variáveis sociodemográficas utilizaram os testes de Mann-Whitney ou Kruskal-Wallis, conforme o número de categorias. Adotou-se nível de significância de 5%, utilizando a linguagem Python (versão 3.12). O projeto foi autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí, com parecer de número 7.759,294. Resultados: os estudantes apresentaram idade prevalente de 18 anos (36,7%), autodeclarados pardos (51%), cursando o 2o ano do ensino médio (34,4%), morando com ambos os pais (49%), predominantemente no sexo masculino (49,7%), heterossexuais (72,4%), quanto ao trabalho, 75,2% não trabalham e 25,9% referem renda familiar menor que um salário; o estudo mostrou uma prevalência de bullying de 29,9%, apresentando associação com ansiedade classificadas: leve (19,1%), moderada (33,3%), severa (54,5%), extremamente severa (62%). Verificou-se associação estatística entre a vitimização por bullying e sintomas de ansiedade na variável sexo, sendo que o feminino apresentou os escores mais elevados e maior intensidade dos sintomas ansiosos. Conclusão: os resultados ressaltam a importância de estratégias intersetoriais de prevenção e enfrentamento do bullying, visando à promoção da saúde mental e ao fortalecimento de ambientes escolares mais seguros e acolhedores. Espera-se que esta pesquisa ofereça contribuições relevantes nos âmbitos científico, social e educacional, especialmente no que se refere às políticas de saúde direcionadas à promoção do bem-estar de adolescentes acompanhados pela Estratégia Saúde da Família.
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LYA RAQUEL MARIA DE ALENCAR CLARK BARRADAS
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MÍDIAS SEXUALMENTE EXPLÍCITAS: SABERES, PRÁTICAS E VULNERABILIDADE INDIVIDUAL DE ADOLESCENTES
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Orientador : CHRYSTIANY PLÁCIDO DE BRITO VIEIRA
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Data: 25/02/2026
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A adolescência é uma fase complexa, onde ocorrem diversos processos de crescimento e desenvolvimento biopsicossocial. Nela, os adolescentes desenvolvem exposição à vulnerabilidade individual, dado o interesse de conhecer coisas novas, juntamente com o despertar do interesse na sexualidade. Através do fácil acesso a aparelhos digitais e à internet, o adolescente adquire autonomia, identidade, prestígio pelas aplicações tecnológicas e estabelece relações interpessoais, possibilitando acesso a mídias sexualmente explícitas (MSE). Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo adaptar e aplicar um instrumento para avaliação do consumo de mídias sexuais e suas associações com práticas sexuais de risco ao HIV/Aids entre adolescentes, analisando padrões de consumo, saberes e comportamentos sexuais. Trata-se de um estudo multimétodos, com abordagem quantitativa, integrado a um macroprojeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Foi desenvolvido em duas etapas: uma adaptação e validação do conteúdo do questionário por um comitê de juízes especialistas, com verificação semântica por pré-teste com adolescentes, segundo o modelo de Pasquali; e a aplicação do instrumento adaptado para investigar conhecimentos, práticas e comportamentos de risco de adolescentes consumidores de MSE. A coleta de dados ocorreu no período de outubro a dezembro de 2025. A etapa inicial de adaptação e validação de conteúdo do instrumento de pesquisa foi conduzida por um comitê de oito juízes especialistas, com elevada titulação acadêmica. O processo resultou em um questionário metodologicamente robusto, com excelentes Índices de Validade de Conteúdo (CVI > 0,88), garantindo a adequação da ferramenta ao público adolescente. A caracterização da amostra (n=294) revelou um perfil de adolescentes com faixa etária entre 15-19 anos, inseridos em um contexto de vulnerabilidade socioeconômica. O consumo de Mídias Sexualmente Explícitas foi relatado por 15,6% dos participantes, com iniciação majoritariamente precoce e maior acesso por sites gratuitos. A análise de regressão identificou que tanto o sexo masculino quanto a orientação homossexual (ORaj = 5,79), estiveram associados a uma maior chance de consumo. Metade dos adolescentes relatou já ter tido relação sexual, porém com uso inconsistente de preservativos e baixa percepção de risco para o HIV (3,8%). No entanto, identificou-se um raso conhecimento sobre ISTs, com lacunas importantes, como o desconhecimento sobre PrEP/PEP e baixa adesão à testagem. Quanto à análise de associação com o comportamento de risco, não foi encontrada relação direta com o consumo de MSE, mas foi possível identificar o uso do TikTok como única fonte de informação digital significativamente associada a um maior risco (p=0,0377). Dessa forma, o estudo concluiu que a vulnerabilidade dos adolescentes não é uma relação direta entre o consumo de MSE e comportamentos de risco, mas de uma interação entre a exposição precoce, baixa percepção de risco e a construção de saberes por fontes informais. As MSE atuam como uma educação sexual paralela, moldando roteiros e enfraquecendo normas de prevenção. A associação do risco do consumo geral de MSE com o TikTok reforça a necessidade de estratégias em saúde pública e educação, focadas nas particularidades do ecossistema digital contemporâneo.
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GLEYSY ANNY REIS MUNIZ
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CONSTRUÇÃO DE UMA LINHA DE CUIDADO EM SAÚDE DE PESSOAS COM TUBERCULOSE
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Orientador : FABIO SOLON TAJRA
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Data: 24/02/2026
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INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é um agravo de transmissão de transmissão direta relacionada ao Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. A transmissão ocorre, principalmente, pela inalação de partículas aerossóis expelidos por pessoas com tuberculose pulmonar ativa, durante a fala, tosse ou espirro. Outros determinantes sociais estão relacionados a esse agravo como, por exemplo, renda, moradia, desigualdade socioeconômica e o acesso limitado aos serviços de saúde. A Tuberculose constitui um importante problema de saúde pública no Brasil. A linha de cuidado da tuberculose é um recurso essencial para garantir a detecção precoce, tratamento adequado e prevenção da transmissão da doença. As linhas de cuidado definem as ações e os serviços que devem ser desenvolvidos nos diferentes pontos de atenção de uma rede, seja nível primário, secundário ou terciário. OBJETIVO: Construir uma linha de cuidado para pessoas com tuberculose no município de Caxias, Maranhão. MÉTODO: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa do tipo pesquisa participante, desenvolvida a partir do paradigma interpretativo e está fundamentado no Modelo de Tradução do Conhecimento em Ação. O estudo foi desenvolvido no município de Caxias-MA, com pessoas acometidas pela tuberculose, profissionais de saúde e gestores. Para subsidiar a construção da linha de cuidado, partimos para entrevista semiestruturada com 15 pessoas, associada à revisão narrativa. Por fim, realizamos encontros com um grupo de trabalho com 12 participantes. A análise dos dados foi realizada por meio da hermenêutica, permitindo uma compreensão mais profunda e contextualizada. RESULTADOS: Reconhecemos a experiência de pessoas acometidas pela tuberculose e identificamos diversas barreiras de acesso enfrentadas por cada uma delas, além de seus sentimentos, emoções e reações diante da assistência à saúde. Por meio da revisão narrativa, compreendemos que as falhas no enfrentamento da tuberculose não se limitam ao campo biomédico, mas se entrelaçam com determinantes sociais, econômicos e estruturais. Isso subisidiou a construção de uma Linha de Cuidados para pessoas com Tuberculose e a produção de um guia de orientações para profissionais de saúde e gestores. CONCLUSÃO: A investigação sugeriu que, embora o município contasse com serviços estruturados em conformidade com os princípios do SUS, ainda persistem desafios relacionados ao acesso, à articulação entre os níveis de atenção, à oportunidade do diagnóstico e à continuidade do tratamento. Os achados ressaltam a necessidade do papel central da Atenção Primária à Saúde como porta de entrada preferencial para o cuidado às pessoas com tuberculose, bem como a importância do fortalecimento do vínculo entre usuários e equipes de saúde.
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MAURICIO DE SOUSA CARVALHO REIS
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VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DE CURSO PARA CUIDADO EM SAÚDE BUCAL DE PESSOAS ACOMETIDAS PELA HANSENÍASE
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Orientador : FABIO SOLON TAJRA
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Data: 24/02/2026
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A hanseníase permanece como um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões endêmicas, produzindo repercussões clínicas, sociais e simbólicas que impactam o cuidado integral em saúde. Entre essas repercussões, destacam-se os agravos à saúde bucal e a limitada inserção da odontologia no cuidado longitudinal às pessoas acometidas pela doença, evidenciando lacunas na formação profissional e na organização dos serviços. Diante desse cenário, formulou-se a seguinte pergunta de investigação: como qualificar o cuidado em saúde bucal de pessoas acometidas pela hanseníase no contexto da Atenção Primária à Saúde? O estudo teve como objetivo validar o conteúdo de um curso de formação profissional voltado ao cuidado em saúde bucal de pessoas acometidas pela hanseníase. Trata-se de um estudo metodológico, desenvolvido em três dimensões complementares. A primeira consistiu em uma pesquisa qualitativa, de abordagem interpretativa, fundamentada na hermenêutica filosófica, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com cirurgiões-dentistas atuantes na Estratégia Saúde da Família de um município endêmico do estado do Piauí. A segunda dimensão correspondeu a uma revisão integrativa da literatura, conduzida em bases nacionais e internacionais, com o objetivo de identificar evidências científicas sobre o cuidado em saúde bucal no contexto da hanseníase. A terceira dimensão envolveu a validação de conteúdo do curso elaborado, realizada por juízes especialistas, utilizando instrumento do tipo Likert, com cálculo do Índice de Validade de Conteúdo e do coeficiente Kappa para análise da concordância interavaliadores. Os resultados evidenciaram fragilidades no conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre a hanseníase, limitações na formação profissional e baixa articulação da saúde bucal com o cuidado integral, ao mesmo tempo em que revelaram potencial para práticas alinhadas à integralidade, ao cuidado humanizado e ao cuidado centrado na pessoa. O curso validado apresentou elevados índices de concordância e adequação quanto ao conteúdo, linguagem, organização didática e aplicabilidade prática. Conclui-se que a validação do curso representa uma estratégia potente de educação permanente, contribuindo para a qualificação do processo de trabalho dos cirurgiões-dentistas, o fortalecimento da atuação da saúde bucal na Atenção Primária à Saúde e a ampliação do cuidado integral às pessoas acometidas pela hanseníase. A aplicabilidade na Saúde da Família reside na incorporação do curso como ferramenta formativa, capaz de subsidiar práticas interprofissionais, reduzir estigmas, qualificar o cuidado longitudinal e fortalecer a coordenação do cuidado no território.
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NAYRA SAMANTA ALVES LUZ
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Representações sociais de familiares sobre o comportamento suicida em adolescentes escolares
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Orientador : FRANCISCA TEREZA DE GALIZA
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Data: 20/01/2026
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Com o objetivo de apreender as representações sociais de familiares sobre o comportamento suicida em adolescentes escolares, esta pesquisa foi estruturada na Teoria das Representações Sociais (TRS), de Serge Moscovici, e obedeceu aos critérios disponibilizados pelo guia Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ). O estudo foi desenvolvido no município de Rio Grande do Piauí, com familiares de adolescentes matriculados na rede pública de ensino e vinculados ao Programa Saúde na Escola (PSE). A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas. Foram realizadas 21 entrevistas e, após a coleta de dados, procedeu-se à transcrição integral dos depoimentos para a composição do corpus textual, o qual foi processado com o auxílio do software IRaMuTeQ®. A análise dos dados foi realizada por meio da Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e da análise de similitude, possibilitando a identificação das estruturas semânticas e das conexões entre os elementos representacionais, à luz da TRS. Os resultados revelaram como os familiares percebem, interpretam e lidam com o comportamento suicida na adolescência, evidenciando sentimentos, crenças, dificuldades, estratégias de enfrentamento e lacunas de informação que permeiam o cuidado familiar. A compreensão dessas representações evidenciou a organização do corpus em seis classes lexicais e, das representações que emergiram nessas classes, foram organizadas em cinco categorias, a saber: rede de apoio e estratégias de enfrentamento do comportamento suicida na adolescência; sofrimento emocional na adolescência; dinâmica familiar, relações interpessoais e suporte sócio emocional no cuidado ao adolescente; resgate do vivido da adolescência e do comportamento suicida; expressões do sofrimento psíquico na adolescência. Com destaque para a categoria do resgate do vivido da adolescência e do comportamento suicida, a Classe 4 (21%) apresentou-se como a mais representativa, centrada nas representações da adolescência enquanto fase de mudanças, conflitos e transformações comportamentais. Os achados subsidiarão a elaboração de estratégias intersetoriais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária à Saúde e na Estratégia Saúde da Família, fortalecendo ações do Programa Saúde na Escola, capacitações de profissionais, atividades educativas e práticas de acolhimento voltadas à promoção da saúde mental de adolescentes nos contextos escolar, familiar e comunitário.
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