Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • RODOLFO RITCHELLE LIMA DOS SANTOS
  • Senna acuruensis (Benth.): AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E CITOTÓXICA DE PREPARAÇÕES DE CASCAS E SEMENTES SOBRE Leishmania amazonensis
  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 06/12/2019
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  • A Senna acuruensis é endêmica do nordeste do Brasil, encontrada no Piauí, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe, conhecida popularmente como canela-de-velho e besouro. As leishmanioses são consideradas doenças infecto-parasitárias causadas por protozoários do gênero Leishmania, que são parasitos intracelulares obrigatórios e infectam diversas espécies de mamíferos. As drogas disponíveis no mercado para o uso terapêutico são limitadas devido ao alto custo, a existência de efeitos adversos tóxicos e a dificuldade de acesso aos fármacos convencionais para o tratamento de leishmanioses. Nesse contexto, compostos de origem natural ganham força no cenário mundial como alternativa mais barata e segura contra essas parasitoses. Este trabalho teve como objetivo investigar a atividade citotóxica dos extratos etanólicos (Ext-EtOH), das frações clorofórmicas (F-Clo) e acetato de etila (F-AcOEt) e das moléculas isoladas (peróxido de ergosterol e mistura de esteróides) do fruto de Senna acuruensis Benth. sobre Leishmania amazonensis, bem como os mecanismos de ação. Para tanto foram realizados ensaios antileishmania sobre formas promastigotas e amastigotas internalizadas de L.amazonensis, citotoxicidade frente a macrófagos murinos e eritrócitos de carneiro, ensaios de atividade imunomodulatória e ensaios de identificação de apoptose/necrose na microscopia confocal. O Ext-EtOH das cascas, Ext-EtOH das sementes, F-Clo, F-AcOEt, peróxido de ergosterol e mistura de esteróides inibiram o crescimento de formas promastigotas de L. amazonensis com CI50 de 10,26; 30,07; 91,35; 90,08; 49,11 e 27,62 µg/mL, respectivamente, e sobre formas amastigotas 44,47; 9,93; 108,87; 93,36; 56,35 e 28, 82 µg/mL. Os valores de CC50 para macrófagos murinos foram de 446,73; 201,54; 224,79; 212,86 µg/mL, respectivamente. O peróxido de ergosterol e a mistura de esteroides obtiveram valores superiores a 800 µg/mL.  Em relação ao índice de seletividade (IS) os resultados encontrados foram de 10,04; 20,28; 2,06; 2,27 e >20 µg/mL, respectivamente. Apenas a F-Clo não foi capaz de estimular a atividade lisossomal. Os Ext-EtOH (cascas e sementes) e a F-AcOEt estimularam a capacidade fagocítica a partir da concentração de 6,25 µg/mL. Somente a F-Clo induziu a produção de óxido nítrico na concentração de 6,25 µg/mL. A mistura de esteroides (CI50=27,62 µg/mL) apresentou um discreto processo de apoptose e necrose. Por outro lado, o peróxido de ergosterol (CI50= 49,11 µg/mL) foi capaz de induzir de maneira proeminente a apoptose nas leishmanias, enquanto quase não houve necrose. Portanto, investigações adicionais são necessárias afim de avaliar a atividade dos extratos e isolados sobre modelo experimental murino para elucidar outras vias de mecanismos de ação.

  • JESSICA VANESSA DOS SANTOS LINDOSO
  • EFEITO DA MANTEIGA DA SEMENTE DO BACURI (PLATONIA INSIGNIS MART.) SOBRE ESTRESSE OXIDATIVO E PARÂMETROS RELACIONADOS AO DIABETES MELLITUS EM RATAS
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 25/11/2019
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  • O diabetes mellitus (DM), distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica, necessita de um tratamento complexo, custoso e desafiador. A Platonia insignis Mart. tem sido apontada como anti-inflamatória, neuroprotetora e vasorelaxante. Estudos in vitro têm demonstrado tratar-se uma importante fonte de compostos antioxidantes. Este trabalho avaliou o efeito de 4 semanas de administração de uma manteiga da semente do bacuri (MSB) em modelo experimental de DM tipo 1. Ratas Wistar (180-250 g), fêmeas, após jejum de 12 h receberam 45 mg/kg (IP) de Estreptozotocina (STZ) em tampão citrato pH 4,5 para indução de DM. O grupo controle normal (G1) recebeu apenas tampão. Três dias após, em jejum de 12 h, mediu-se a glicemia capilar (Gli) dos animais e os com Gli >250 mg/dL foram considerados diabéticos e divididos em G2 (controle diabético, que assim como G1, recebeu veículo Tween 80 em água destilada), G3 (25 mg/kg, VO de MSB), G4 (50 mg/kg, VO de MSB), G5 (100mg/kg, VO de MSB) e G6 (insulina NPH 6 UI/animal/dia, SC). Foram determinadas a ingestão alimentar (IA), ganho de peso (GP) e glicemia semanal e final, hemoglobina glicada (HbA1c), concentrações plasmáticas de alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), albumina (Alb), uréia (Ur), creatinina (Crea), glicose (Gli), malondialdeído (MDA-p) e mieloperoxidase (MPO-p), superóxido dismutase eritrocitária (SOD). No fígado foram realizados MDA-h, MPO-h e concentração de grupos sufidrílicos não proteicos (NP-SH). A comparação entre grupos foi realizada por análise de variância e teste de Tukey e Teste t. A pesquisa foi aprovada pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/UFPI 513/18). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os tratamentos G3-25, G4-50 e G5-100 com o G2 em relação a GP, IA, Gli semanal e final. Sobre a dosagem de HbA1c (%), o tratamento G5 (MSB 100 mg/kg) apresentou redução significativa (8,31±0,35) em relação ao G2 (10,41±0,24). Para ALT (U/L), o G3-25 (229,3±17,26), G4-50 (195,3±17,68), G5-100 (137,6±21,65) e G6-INS (161,2±45,89) apresentaram taxas menores que o G2 (325,2±26,99). Para AST (U/L), G3-25 (329,3±59,06), G4-50 (287,5±32,82), G5-100 (192,6±20,36) e G6-INS (161,2±45,89) apresentaram taxas menores que G2 (678,3±64,62) e G4-50 e G5-100 não possuíram diferenças com o G1 (111,1±5,35). Quanto MDA-p e SOD não houve diferença entre G2 e os tratamentos. Não foram observadas diferenças entre os grupos experimentais em relação à: MDA-h e MPO-p. Já no MPO-h (U/µL) o G5(26,33±6,77) e G6 (12,92±3,89) apresentaram valores estatisticamente iguais ao G1 (6,29±1,60). Já a análise de NP-SH (µmol/mg), G3-25 (195,7±11,87), G4-50 (207,4 ±11,81), G5-100 (247,9±15,47) apresentaram aumento em relação ao G2 (133,3±12,10). Em conclusão, o estudo demonstrou que a MSB apresenta repercussões positivas sobre o perfil hepático em ratas DM1, por meio da elevação nos teores de NP-SH e redução de marcadores de lesão hepática. A dose de 100 mg/kg produziu redução na HbA1c, sugerindo efeito na redução da glicemia média estimada.

  • LORENA BRAZ DE OLIVEIRA
  • Efeito da associação entre óleo de peixe e agonista β3- adrenérgico sobre o balanço energético.
  • Orientador : FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
  • Data: 21/11/2019
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  • O aumento drástico da prevalência de patologias associadas ao ganho de peso é resultado do desequilíbrio no balanço energético corporal, o que caracteriza uma desregulação neuroendócrina e leva a um grupo heterogêneo de condições com múltiplas causas. Frente à importância das alterações causadas por esse desbalanço, estratégias são empregadas com a finalidade de elevar a eficácia de perda de peso, como por exemplo, o uso de nutrientes presentes nos alimentos, como o óleo de peixe, capaz de ligar-se a receptores importantes na manutenção da homeostase energética, associado à estimulação do receptor β3-adrenérgico, um dos principais responsáveis pela termogênese e gasto energético. O presente  estudo teve como objetivo avaliar se a utilização do óleo de peixe (OP) potencializa a ação β3-adrenérgica do agonista mirabegrona (MIRA) em ratos. Após o estudo dose- resposta foram selecionadas as doses com maior efeito para os tratamentos via oral (V.O) e intracerebroventricular (ICV), estas doses foram utilizadas no tratamento crônico (8 dias), os animais foram segregados em quatro grupos, Salina, OP, MIRA e OP+MIRA. A associação de OP+MIRA (V.O) mostrou-se mais eficaz que os demais tratamentos para, redução do peso corporal, consumo de ração e aumento da temperatura interescapular, além de aumento da expressão de genes responsáveis pelo fenótipo termogênico (LPL, UCP1 e ADRB3) e redução da expressão do gene relacionado à adipogênese (PPARγ) no tecido adiposo branco epididimal (TABepi) onde a frequência de distribuição referente à área dos adipócitos foi menor para o grupo OP+MIRA. Após a estimulação da termogênese através do frio o tratamento OP+MIRA sobrepôs seu efeito termogênico em relação aos grupos salina e OP, e após exposição contínua ao calor o tratamento OP+MIRA manteve a temperatura interescapular maior que os demais tratamentos mesmo em uma condição onde há redução da taxa metabólica. O protocolo realizado com um β-bloqueador revelou que apenas os grupos MIRA e OP+MIRA são influenciados pela via simpática no aumento da temperatura interescapular, porém sem promover aumento da pressão arterial média, verificado através do protocolo de pressão arterial média por medida indireta. A associação entre OP+MIRA no tratamento ICV promoveu redução no consumo de ração e a frequência de distribuição referente à área dos adipócitos deste grupo foi menor que os demais tratamentos. Conclui-se que a terapia combinada utilizando OP e MIRA mostra-se eficaz na modulação do balanço energético, com efeitos sobre o peso corporal, consumo de ração e termogênese interescapular podendo constituir uma estratégia futura para estudos de tratamento  e prevenção da obesidade.

  • LUCAS SOLYANO ALMEIDA DE OLIVEIRA
  • UTILIZAÇÃO DO GALATO DE ISOPROPILA NO TRATAMENTO DE CISTITE HEMORRÁGICA INDUZIDA POR IFOSFAMIDA EM ANIMAIS EXPERIMENTAIS
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 12/09/2019
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  • A Cistite hemorrágica é o principal efeito adverso dose-limitante do uso clínico das oxazafosforinas, incluindo a ifosfamida (IFOS). Tal evento ocorre através da formação da acroleína, metabólito responsável pela urotoxicidade desses fármacos, resultando em aumento do estresse oxidativo e produção de citocinas pró-inflamatórias, que culminam na degradação do tecido vesical. Diante disso, identifica-se uma necessidade para o desenvolvimento de um citoprotetor eficaz que possa vir a ser utilizado como adjuvante na terapia oncológica com as oxazafosforinas. Os derivados do acido gálico possuem efeitos antineoplásicos, anti-inflamatórios e antioxidantes, o que pressupõe que o galato de isoproprila (GIP) seja potencialmente útil na pesquisa de novos protótipos que possam mitigar reações inflamatórias agudas induzidas por IFOS. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa foi analisar o efeito protetor do GIP frente à cistite hemorrágica induzida por IFOS em modelo animal. O modelo de cistite hemorrágica foi induzido por dose única do antineoplásico IFOS, precedido de pré-tratamento com salina ou GIP (6,25; 12,5; 25; 50 mg/kg, vo) em Mus musculus  (CEUA 453/2017). Para analisar a redução do dano foram avaliados a massa úmida vesical (MUV), teor de hemoglobina, o extravasamento do corante azul de Evans na matriz vesical e a Proteina C reativa (PCR) por um método imunoturbidimétrico. As citocinas inflamatórias (TNF- α e IL-1β) foram dosadas por técnica de imunoensaio ELISA. Os dados de inibição foram calculados em relação ao controle negativo (CN) e as significâncias calculadas considerando p<0,05. Os resultados mostram que o pré-tratamento com o GIP (12,5 e 25 mg/kg) reduziu significativamente em 29,73% e 36,86%, respectivamente, a massa úmida vesical e atenuou de forma significativa, a hemorragia (30,1% e 54,55%, respectivamente), houve uma redução de sinais inflamatórios nas bexigas dos animais pre-tratados com GIP 25mg/kg, tanto na analise microscópica quanto macroscópica.  O GIP (25 mg/kg) reduziu o significativamente o extravasamento vascular de proteínas (42,94%), os níveis de MDA (32,53%), manteve os níveis de SOD a 89,27%, de forma semelhante ao MESNA (fármaco padrão). Em relação aos níveis de GSH, o GIP 25 mg/kg, manteve o valor à 35,87% em relação ao SHAM , além de diminuir a PCR em 56,41%. Na avaliação de citocinas, o GIP na dose de 25 mg/kg  foi capaz de diminuir os níveis de TNF-α (88,77 %) e IL-1β 62,87%). Com base no exposto, pode-se concluir que o GIP foi capaz de atenuar os sinais da cistite hemorrágica induzida por ifosfamida em camundongos e que representa uma promissora opção terapêutica na modulação dessa condição patológica.

  • RAÍ EMANUEL DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIMICROBIANO E ANTIBIOFILME DE ONCOCALIXONA A: UMA BENZOQUINONA ISOLADA DE Auxemmaoncoccalyx TAUB
  • Orientador : MARIA JOSE DOS SANTOS SOARES
  • Data: 07/06/2019
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  • A resistência antibiótica desenvolvida pelos micro-organismos, incluindo bactérias e fungos, apresenta-se como um grave problema de saúde pública mundial que torna desafiador a terapêutica para estes agentes patogênicos. Desta forma, a busca por novas opções antimicrobianas que possam superar este obstáculo torna-se indispensável. Auxemmaoncocalyx TAUB, é uma espécie nativa da biodiversidade brasileira que tem demonstrado diversas propriedades biológicas/farmacológicas e seu constituinte majoritário, Oncocalixona A (Onco A), uma benzoquinona obtida do cerne do caule, tem apresentado efeitos anti-inflamatório, analgésico, antitumoral e foi capaz de inibir a agregação plaquetária. O potencial antimicrobiano de diferentes quinonas tem sido relatado, contudo, não há dados sobre a Onco A. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana e antibiofilme, frente a espécies bacterianas e fúngicas de interesse clínico, bem como a biocompatibilidade de Onco A. Linhagens de bactérias Gram positivas e Gram negativas, e de fungos filamentosos e leveduriformes foram avaliadas, para a determinação das Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Bactericida Mínima (CBM), deste metabólito. A ação inibitória na formação de biofilmes foi investigada sob concentrações equivalentes a 1/2, 1/4 e 1/8 da CIM. A biocompatibilidade desta substância foi analisada utilizando eritrócitos humanos, nas mesmas concentrações estabelecidas no ensaio antimicrobiano. O efeito antibacteriano produzido pela Onco A foi avaliado por Microscopia de Força Atômica (MFA), bem como pela produção de radicais de oxigênio (EROS). Onco A foi capaz de inibir o crescimento bacteriano, em concentrações variáveis, sendo a linhagem Staphylococcusepidermidis ATCC 12228, a mais sensível à sua ação com CIM de 9,43 µg/mL. Houve também inibição do crescimento de S. aureus ATCC 29213, S. aureus MED 55 (resistente a meticilina), Enterococcus faecalis ATCC 29212 e Streptococcusmutans ATCC 25175, com CIMs entre 18,87 e 75,5 µg/mL. Onco A, ainda, inibiu o crescimento das espécies Gram negativas Stenotrophomasmaltophilia e Acinetobacterbaumanii, que possuem poucas opções terapêuticas. Os dados obtidos revelaram que esta molécula apresenta um efeito bacteriostático, com CBM superior a 151 µg/mL. Onco A apresentou maior potencial antibiofilme para a cepa de S. aureus MED 55, inibindo, ainda, em 20% a formação do biofilme da linhagem S. epidermidis 70D. Atividade antifúngica não foi evidenciada sobre as espécies avaliadas. A ação deste metabólito sob eritrócitos humanos, não apresentou atividade hemolítica. A MFA revelou alterações provocadas pela Onco A que foram estatisticamente significativas no tamanho e rugosidade média das células bacterianas avaliadas, comparadas ao controle. A ação antibacteriana desta molécula não demonstrou está relacionada a formação de EROS. Os resultados obtidos, revelam o potencial antibacteriano, desta benzoquinona, servindo como opção promissora no desafio da resistência antibiótica.

  • JOSELMA SOUSA LACERDA LOPES
  • ATIVIDADE GASTROPROTETORA DE Tocoyena hispidula Standl. EM ROEDORES
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 13/05/2019
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  • A úlcera gástrica é um dos principais distúrbios gastrintestinais, sendo considerada uma doença comum que afeta mais de 10% da população mundial, com incidência e prevalência crescente e altas taxas de morbidade e mortalidade. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram relatadas 11.532 internações no ano de 2018, relacionadas a presença de úlceras gástricas e duodenais, com taxa de mortalidade de 9,86%. A espécie Tocoyena hispidula Standl., conhecida popularmente como flor-do-cerrado, angeliquinha, angelca ou jenipapinho é um subarbusto usado popularmente como terapia medicinal para dor de barriga (chá preparado por infusão) e inflamação no útero (garrafada). Já foram identificados em sua composição compostos como cumarinas, triterpenóides e iridoídes que podem ter importante ação antiinflamatória, antiulcerogênica e antioxidante. O objetivo desse estudo foi investigar a atividade gastroprotetora do extrato etanólico obtido do caule de Tocoyena hispidula Standl (Th-EtOHcc) e sua fração metanólica Th-MeOHcc (na melhor dose do extrato) em modelos de lesões gástricas em ratos ou camundongos avaliando os possíveis mecanismos de ação bem como os sinais de toxicidade durante o acompanhamento dos animais (machos ou fêmeas) tratados por via oral com dose única ou com doses diárias do extrato em modelo crônico de lesão gástrica. Para isso, foram utilizados camundongos Swiss (30-35g) nos quais se avaliou a toxicidade aguda e a área ulcerada de lesões gástricas induzidas por etanol. Utilizou-se ratos Wistar (180- 250 g), para avaliar a área ulcerada de lesões gástricas induzidas por isquemia e reperfusão, bem como determinar o volume de lesão induzida por ácido acético, além da preservação da barreira de muco no modelo de ligadura de piloro (CEUA 413/17). Tanto na avaliação de toxicidade aguda (dose única de 2000 mg/kg, v.o.) quanto no tratamento diário durante 7 dias consecutivos (1, 10 e 50 mg/kg, v.o.), o extrato Th-EtOHcc não apresentou efeitos deletérios que implicasse toxicidade. Th-MeOHcc (50 mg/kg, v.o.) também não apresentou sinais de toxicidade nos animais tratados por 7 dias consecutivos. No modelo de úlceras induzidas por etanol absoluto, o Th-EtOHcc apresentou efeito gastroprotetor significativo nas doses de 1, 10 e 50 mg/kg, ao inibir a área da lesão em 72%, 86% e 84%, respectivamente. No modelo de iquemia e reperfusão, Th-EtOHcc apresentou efeito gastroprotetor nas doses de 10 e 50 mg/kg, ao inibir a área de lesão em 96% e 61%, respectivamente. Ao investigar os possíveis mecanismos envolvidos nessa gastroproteção, foi possível verificar que Th-EtOHcc foi capaz de reduzir significativamente as citocinas pró-inflamatória TNF-α e IL-1β no modelo de lesão induzido por isquemia e reperfusão, bem como, também foi capaz de preservar os níveis de muco no modelo de ligadura do piloro. Nas lesões induzidas por ácido acético, o extrato ThEtOHcc nas doses de 1, 10, e 50 mg/kg diminuiu significativamente o volume da lesão ulcerativa em 81%, 58% e 71%, respectivamente, em comparação ao grupo veículo, demonstrando efeito restaurador da mucosa. Nesse último protocolo foi avaliado ainda um possível efeito cicatrizante da fração Th-MeOHcc (50 mg/kg), que também foi capaz de diminuir significativamente o volume da lesão em 85%. O presente trabalho evidencia a baixa toxicidade de Th-EtOHcc, bem como seu efeito gastroprotetor sobre a lesão gástrica induzida por etanol absoluto e isquemia e reperfusão por meio da inibição da migração neutrofílica e da manutenção da integridade da mucosa, além disso, Th-EtOHcc apresenta atividade cicatrizante, por diminuição de infiltrado neutrofiílico e aumento de fibras de colágeno, observados microscopicamente, bem como pela preservação da barreira de muco evidenciado no protocolo de ligadura do piloro

  • SUYLANE SOBRAL DE SOUSA
  • Atividade antidiarreica do extrato etanólico das folhas de Tocoyena hispidula Standl. (Rubiaceae) em camundongo
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 09/05/2019
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  • A diarreia é um dos distúrbios gastrintestinais que pode ser debilitante e quando não tratada pode
    oferecer risco ao paciente, caracterizada pela eliminação excessiva de líquidos e sais do corpo na forma
    de fezes líquidas. A terapia farmacológica atua de forma eficiente no controle do estado diarreico,
    entretanto, os fármacos apresentam efeitos adversos que podem agravar o estado clínico. De acordo
    com a OMS aproximadamente 80% da população faz o uso de plantas medicinais como uma alternativa
    às terapias farmacológicas tradicionais, algumas destas tem tido grande uso pela população para o
    tratamento de desordens gastrintestinais. Objetivou-se dessa forma avaliar a atividade antidiarreica do
    extrato etanólico das folhas de Tocoyena hispidula Standl em camundongos. Inicialmente realizou-se
    a caracterização química do extrato entanólico Th-EtOHf em HPLC, posteriormente realizou-se o teste
    de toxicidade aguda do extrato etanólico Th-EtOHf conforme a OECD 423/2011. A atividade
    antidiarreica do extrato (Th-EtOHf) foi investigada no modelo de diarreia aguda e enteropooling induzido
    por óleo de rícino em camundongos tratados com Th-EtOHf (10; 50; 100 mg/kg, v.o.), salina (2,5 mL/kg,
    v.o.) ou loperamida (5 mg/kg, v.o.) e, 1 hora depois receberam óleo de rícino (10 mL/kg, v.o.) e foram
    monitorados durante 4 horas. Logo após foi analisado a severidade diarreica, o peso total das fezes e
    a medida do volume do conteúdo intestinal. Com o intuito de avaliar o efeito do Th-EtOHf sobre o trânsito
    intestinal em camundongo, os animais receberam inicialmente o óleo de rícino e 1 hora depois,
    receberam o tratamento com Th-EtOHf (50 mg/kg, v.o). Decorrido mais 1 hora, receberam 0,2 mL de
    carvão ativado (v.o), sendo eutanasiados após 20 min. Ao final, a distância percorrida pelo carvão foi
    então mensurada. O envolvimento das vias opióide e muscarínica no trânsito foi avaliada, analisou-se
    também o desempenho do Th-EtOHf na diarreia de cunho inflamatório (PGE2, 100 μg/kg, v.o.). Para
    isso os animais foram pré-tratados oralmente com Th-EtOHf (50 mg/kg, v.o.), salina ou loperamida (5
    mg/kg). Decorrido 30 min os animais foram eutanasiados e o volume do conteúdo intestinal foi então
    analisado. Os resultados da análise do extrato em HPLC revelaram bandas sugestivas de compostos
    da classe dos iridoides e flavonoides, o extrato não demonstrou sinais de toxicidade aguda por via oral
    conforme os testes preconizados e os efeitos antidiarreicos nas doses avaliadas apresentaram um
    efeito significativo (*p< 0,05), diminuindo a quantidade total de fezes em 38,07%; 50,33%; 52,98%
    (respectivamente) e fezes diarreicas em 30,52%; 46,98%; 46,18% apresentando também valores
    significativos no protocolo de enteropooling, com melhores resultados na dose de 50 mg/kg,
    permanecendo esta como padrão para os demais testes. O Th-EtOHf não exerceu efeitos significativos
    no modelo de diarreia induzida por PGE2. O Th-EtOHf reduziu o trânsito gastrintestinal, através da via
    muscarínica, sendo capaz de diminuir significativamente a quantidade total de fezes e reduzir a
    produção de fluidos intestinais. Diante dos resultados expostos, foi possível constatar a atividade
    antidiarreica do Th-EtOHf, mostrando ser um potencial insumo, para produção de medicamentos, para o tratamento de doenças diarreicas.

  • MICKAEL LAUDRUP DE SOUSA CAVALCANTE
  • Envolvimento vagal e de receptores β-adrenérgicos e canabinóides na aceleração do esvaziamento gástrico induzida por células de Yoshida ah-130 em ratos
  • Orientador : MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
  • Data: 08/05/2019
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  • INTRODUÇÃO: A caquexia associada ao câncer é caracterizada por uma redução significativa do peso corporal em decorrência da atrofia do músculo esquelético, a qual apresenta alterações nos sistemas cardiovascular e gastrintestinal, como ativação do sistema nervoso simpático, constipação decorrente de obstrução gastrintestinal, e elevação paradoxal nas concentrações de grelina. OBJETIVO: Investigar o envolvimento vagal e de receptores β-adrenérgicos e canabinoides nas alterações gastrintestinais de ratos com caquexia induzida por células de Yoshida AH-130. MATERIAL E MÉTODOS: O modelo experimental de caquexia (CQX) foi induzido por meio da inoculação intraperitoneal de células (108) de Yoshida AH-130, em ratos Wistar. Foram analisadas alterações fisiológicas gerais e gástricas. Para a elucidação dos mecanismos envolvidos, investigou-se a participação da sinalização adrenérgica em receptores β1, no qual os animais com caquexia foram submetidos à administração diária de atenolol (ATN) (20 mg/kg, v.o.). Em seguida, investigou-se o envolvimento das vias neurais parassimpáticas, no qual os animais com caquexia foram previamente submetidos à vagotomia troncular subdiafragmática (VGX). Por fim, investigou-se o papel das vias endocanabinoides, no qual os animais com caquexia foram submetidos à administração diária de win 55,212-2 (WIN) (2 mg/kg, s.c.). RESULTADOS: Em comparação ao grupo Controle, o grupo CQX apresentou, de forma significativa (p<0,05), uma diminuição no ganho do peso corporal (11,2 ± 1,3 g vs. -27,3 ± 3,5 g), aumento no índice de caquexia (0,1 ± 0,5% vs. 38,5 ± 2,1%), e redução no consumo alimentar no 5º dia (25,1 ± 0,7 g vs. 15,0 ± 0,7 g), 6º dia (25,0 ± 2,1 g vs. 15,9 ± 1,2 g), e 7º dia (27,7 ± 1,2 g vs. 12,9 ± 0,9 g), juntamente com um aumento no esvaziamento gástrico (AUC 12349,8 ± 890,5 μg x min/mL vs. 20.360,17 ± 1.970,9 μgx min/mL), aumento na porcentagem de contração de tiras de fundo gástrico, na concentração de carbacol de -6 M (43,2 ± 6,3% vs. 63,2 ± 5,5%), e uma diminuição na CE50 de carbacol: -5,8 M [(-6,0 M) – (-5,6 M)] vs. -6,3 M [(-6,5 M) – (-6,1 M)]. Em comparação ao grupo CQX, o grupo CQX+ATN apresentou, de forma significativa (p<0,05), uma redução no ganho de peso (-27,3 ± 3,5 g vs. -43,3 ± 6,2 g), juntamente com uma diminuição no esvaziamento gástrico (AUC 20.360,17 ± 1.970,9 μgx min/mL vs. 12.579,2 ± 785,4 μgx min/mL), redução na porcentagem de contração de tiras de fundo gástrico, na concentração de carbacol de -6 M (63,2 ± 5,5% vs. 46,5 ± 5,7%), e um aumento na CE50 de carbacol: -6,3 M [(-6,5 M) – (-6,1 M)] vs. -5,7 M  [(-5,8 M) – (-5,7 M)]. Em comparação ao grupo CQX, o grupo VGX+CQX mostrou, de forma significativa (p<0,05), uma diminuição no índice de caquexia (38,5 ± 2,1% vs. 32,4 ± 1,7%), juntamente com uma diminuição no esvaziamento gástrico (AUC 20.360,17 ± 1.970,9 μgx min/mL vs. 13.414,0 ±1.112,9 μgx min/mL), redução na porcentagem de contração de tiras isoladas de fundo gástrico, na concentração de carbacol de -6 M (63,2 ± 5,5% vs. 31,2 ± 4,7%), e um aumento na CE50 de carbacol: -6,3 M [(-6,5 M) – (-6,1 M)] vs. -5,7 M [(-5,8 M) – (-5,3 M)]. Em comparação ao grupo CQX, o grupo CQX+WIN apresentou, de forma significativa (p<0,05), uma redução no índice de caquexia (38,5 ± 2,1% vs. 25,8 ± 2,7%), juntamente com uma diminuição no esvaziamento gástrico (AUC 20.360,17 ±1.970,9 μgx min/mL vs. 10.965,4 ± 1.392,3 μgx min/mL), redução na porcentagem de contração de tiras isoladas de fundo gástrico, na concentração de carbacol de -6 M (63,2 ± 5,5% vs. 38,2 ± 3,9%), e um aumento na CE50 de carbacol: -6,3 M [(-6,5 M) – (-6,1 M)] vs. -5,6 M [(-5,9 M) – (-5,5 M)]. CONCLUSÕES: Concluiu-se, portanto, que a sinalização simpática em receptores β1 está envolvida na dismotilidade gástrica, enquanto que o nervo vago e endocanabinoides investigadas estão relacionadas com a regulação do índice de caquexia e da dismotilidade gástrica de ratos com caquexia induzida por células AH-130.

  • MARIANA SOUSA SILVA
  • Exercício físico e tratamento com piridostigmina previnem diminuição do esvaziamento gástrico e alterações autonômicas e cardiovasculares induzidas por cisplatina em ratos
  • Orientador : MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
  • Data: 06/05/2019
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  • A quimioterapia consiste no emprego de substâncias químicas, isoladas ou em combinação, com o objetivo de tratar as neoplasias atuando em nível celular, interferindo no processo de crescimento e divisão, contudo sem especificidade, não inibindo seletivamente ou exclusivamente as células tumorais. Por não possuírem especificidade, essas drogas agridem também células normais que possuem características comuns às células tumorais. Devido está agressão às células normais ocorre a toxicidade e os reações adversas dos quimioterápicos. Cada quimioterápico possui seu perfil de toxicidade e reações adversas, ressaltando-se a necessidade de abordagem terapêuticas farmacológicas ou não farmacológicas que previnam tais reações adversas. Vários estudos demonstram alterações gastrintestinais associadas ao uso de cisplatina, tais como náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dismotilidade gástrica. Entretanto, pouco se sabe sobre o efeito do exercício físico e da piridostigmina na atenuação dessas reações adversas relacionados a sua toxicidade. O objetivo desse estudo foi investigar o efeito do exercício físico e da piridostigmina sobre a dismotilidade gastrointestinal e diminuição da sensibilidade ao barorreflexo induzida por cisplatina em ratos. Os ratos foram submetidos a indução de dismotilidade gástrica com cisplatina (3mg/Kg) uma vez por semana durante cinco semanas administrada via intraperitoneal. Concomitantemente a indução de dismotilidade gástrica era realizada a administração de piridostigmina (1,5 mg/ml), via oral ou com treinamento físico de natação com sobrecarga de 5% do peso corporal durante cinco dias na semana. Após cinco semanas de abordagem farmacológica ou não farmacológica, foi avaliado a retenção gástrica, a responsividade muscular de fundo gástrico ao carbacol, pressão arterial média, frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca e sensibilidade do barorreflexo. A cisplatina aumentou significativamente (p<0,05) a retenção gástrica dos animais submetidos a indução de dismotilidade gástrica, esse efeito foi prevenido pelo exercício físico e pela piridostigmina. Houve também uma diminuição significativa (p<0,05) a responsividade de fundo gástrico ao carbacol dos animais do grupo cisplatina em relação ao grupo salina, foi observado que o exercício físico e a piridostigmina preveniram significativamente (p<0,05) a diminuição da responsividade contrátil do fundo gástrico nas concentrações de carbacol estudadas. A cisplatina causou aumento significativo (p<0,05) da pressão arterial e diminuição da frequência cardíaca quando comparado com ratos salina, foi observado também diminuição significativa (p<0,05) da sensibilidade do barorreflexo nos ratos cisplatina quando comparado aos ratos salina. Concluímos o exercício físico e a piridostigmina previnem o aumento da retenção gástrica e diminuição da responsividade muscular de fundo gástrico ao carbacol além de prevenir o aumento da pressão arterial e diminuição da sensibilidade do barorreflexo em ratos tratados com cisplatina.

  • FLAVIANO RIBEIRO PINHEIRO NETO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DO α-FELANDRENO EM MODELO EXPERIMENTAL DE HIPERNOCICEPÇÃO ONCOLÓGICA
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 02/05/2019
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  • A dor oncológica é um tipo de dor que ostenta uma neurobiologia enigmática e multifatorial. Por causa da natureza complexa e etiologia da dor do câncer, diversos agentes farmacêuticos são usados como parte do regime de tratamento desse tipo de dor. Nesse contexto, a pesquisa farmacológica para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos vem se tornando cada vez mais necessário. Os óleos essenciais (OE), em especial, os metabólitos secundários, como monoterpenos, são extraídos de plantas, que apresentam as mais variadas características biológicas, dentre eles ressaltamos o α-Felandreno(α-Fel) que na literatura destacou-se por apresentar importantes atividades biológicas. Como aumentar efetivamente a imunidadeatravés de modulação respostas imunes celulares e humorais em animais(WU et al., 2019);atividade antimicrobiana (AL-BURTAMANI et al., 2005); antitumoral (HSIEH et al., 2015); anti-inflamatório (SIQUEIRA et al., 2016) e antinociceptivo (LIMA et al., 2012).O objetivo desse estudo foi investigar o possível efeito antinociceptivo do α-Fel em modelo animal de dor oncológica. Para indução da dor oncológica, foi inoculado células de sarcoma-180 na região subaxilar.Os animais foram avaliados quanto aos parâmetros de alodinia e hiperalgesia mecânicas, utilizando os filamentos von Frey. As avaliações antinociceptivas foram divididas em 3 tratamentos (cotratamento: 7 grupos: sham (NaCl 0,9% sem inoculação de células), veículo (NaCl 0,9% com Tween 80 a 2% v.o), controle positivo para avaliação da nocicepção (Pregabalina 10 mg/kg, v.o), controle positivo para avaliação de atividade antitumoral (5-Fluoracil - 5-FU, 25 mg/Kg, i.p) e 3 doses de α-Fel (12,5; 25 e 50 mg/kg) teve início 24 h após a inoculação), Tratamento agudo no 8° pós-inoculação do tumor nos tempos (0, 60, 120, 180 e 240 min) e subagudo 16° ao 24°nos seguintes grupos sham (NaCl 0,9% sem inoculação de células), veículo (NaCl 0,9% com Tween 80 a 2% v.o), controle positivo para avaliação da nocicepção (Morfina 10 mg/kg, v.o), e 4 doses de α-Fel (6,25; 12,5; 25 e 50 mg/kg v.o)em que nas avaliações direta no tecido peritumoral e indireta na pata traseira direita o α-Fel capaz de diminuir a hipernocicepção provocada pelo tumor de S-180. Em seguida foi investigado peso relativo dos órgãos dos animais no Cotratamento e pós-tratamento subagudo, bem como o peso bruto dos tumores para investigar possível atividade antitumoral, no qual o α-Fel reduziu em até 74,6% o tamanho do tumor no cotratamento e até 82,74% no pós-tratamento subagudo. Nesse contesto para determinar possíveis mecanismos de ação foramrealizados testes para determina ação antioxidante,superóxido dismutase (SOD), malondealdeido (MDA) e glutationa redutase (GSH),no qual o α-Fel aumentou a concentração de espécies reativas de ácido tiobarbitúrico (TBARS) e GSH. Posteriormente verificou-se a participação do α-Fel na via GABAérgica e opióide através de bloqueador específico (Bicuculina e naloxona), que foram capazes dereverter o efeito antinociceptivo do α-Fel, sugerindo participação nessas duas vias corroborando com a docagem molecular dos receptores opioide (μ, δ, Κ),no qual foi possível observar a ligação do α-Fel nos receptores opióides. E por fim, verificou-se a capacidade do α-Fel em modular citocinas,através de ensaio imunoenzimático (ELISA), observou-se que o α-Fel reduziu os níveis de TNF- α, IL-1β, IL-4 e IL-6.

  • ISABELA RIBEIRO DE SÁ GUIMARÃES NOLÊTO
  • EFEITO GASTROPROTETOR DA METFORMINA NA LESÃO GÁSTRICA INDUZIDA POR ALENDRONATO EM RATOS NORMOGLICÊMICOS E HIPERGLICÊMICOS
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 28/02/2019
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  • O alendronato (ALD) é um bifosfonato amplamente utilizado no tratamento da osteoporose, contudo apresenta algumas reações adversas, dentre eles o surgimento da úlcera gástrica. Em contrapartida, a metformina (MET) apresenta diversos efeitos benéficos ao organismo, como favorecer a cicatrização de feridas epiteliais, por exemplo. O objetivo do estudo foi investigar o efeito gastroprotetor da MET em lesões gástricas induzidas por ALD em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos. Para isso ratas foram divididas em controle negativo (solução fisiológica, SF 0,9%, v.o); controle positivo (SF 0,9% + ALD 50mg/Kg, v.o), três grupos com MET (MET 10, 30 ou 100mg + ALD 50mg/Kg, v.o), um grupo com inibidor de AMPK (Comp C 1,2mg/Kg + MET 100mg/Kg + ALD 50mg/Kg, v.o), controle negativo diabético (SF 0,9%, v.o), controle positivo diabético (SF 0,9% + ALD 50mg/Kg, v.o) e diabético na melhor dose (MET 100mg/Kg + ALD 50mg/Kg, v.o). O diabetes foi induzido com estreptozotocina (STZ), 130mg/Kg, intraperitoneal, dose única. Os pré-tratamentos foram realizados diariamente durante sete dias e a lesão gástrica foi induzida com ALD 50mg/Kg diariamente, durante quatro dias, com aprovação da Comissão de Ética em Uso Animal da Universidade Federal do Piauí (Protocolo nº 474/18). Observou-se que a dose de MET 100mg/Kg apresentou melhores resultados que as demais testadas, sendo então selecionada para a execução dos protocolos posteriores. A MET desempenhou efeito gastroprotetor significativo em ensaios de lesão gástrica, tanto em análise macroscópica como microscopia de luz e de força atômica. A MET foi capaz de suprimir fatores ligados à inflamação, como a expressão de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) e diminuição dos níveis de MPO, além da redução dos níveis de MDA. Também foi observado manutenção dos níveis basais de colágeno na mucosa gástrica e seu potencial de estímulo à secreção de muco gástrico. Pode-se observar comprometimento da ação gastroprotetora da MET no grupo com a presença de inibidor de AMPK, sugerindo a participação dessa via na sua ação gastroprotetora. Conclui-se que a MET apresenta efeitos gastroprotetores que vão desde a diminuição da resposta inflamatória, até efeitos de proteção mecânica, com o estímulo à produção de muco, podendo sugerir então o seu potencial uso na prevenção e tratamento de lesões gástricas causadas por ALD.

2018
Descrição
  • LAYANE VALERIA AMORIM
  • PIPERACEAS DO BIOMA MATA ATLÂNTICA COM ATIVIDADE ANTILEISHMANIA
  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 19/12/2018
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  • As leishmanioses compreendem um grupo de doenças com elevada variedade clínica e complexidade epidemiológica, causadas por diferentes espécies de Leishmania. Amplamente distribuída em todo mundo, as leishmanioses afetam o homem e os animais, sendo no homem caracterizada por quatro formas clínicas principais: cutânea, mucocutânea, difusa e visceral. A quimioterapia das leishmanioses tem sido baseada no uso dos antimoniais pentavalentes como fármacos de primeira escolha e Pentamidina e Anfotericina B, são de segunda escolha no tratamento, importantes na terapia de pacientes com coinfecções ou em casos de tratamento resistente aos antimoniais. Esta quimioterapia ainda é um dos tratamentos mais efetivos para essa doença, entretanto, os            fármacos leishmanicidas disponíveis, são em geral, tóxicos, apresentam um custo elevado e necessitam da utilização por longos períodos. Assim, o desenvolvimento de novos fármacos  para o tratamento das leishmanioses tem se destacado. Substâncias obtidas de espécies vegetais nativas do Brasil, que apresentem atividade antileishmania e que tenham baixa toxicidade, podem vir a ser uma alternativa para o tratamento de tais afecções. O bioma Mata Atlântica que apresenta grande diversidade de espécies vegetais, contém plantas da Família Piperaceae as quais tem se revelado pela  grande diversidade química promissora na descoberta de diferentes atividades biológicas, dentre elas, atividade antileishmania. Diante do exposto esse trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antileishmania, citotóxica e parâmetros de ativação de macrófagos do extrato metanólico (Ext-MeOH e BuOH) e das frações hexânica (F-Hex), diclorometano (F-DCM) e acetato de etila (F-AcOEt) de Piper cabralanum C. DC., Piper Cernuum Vell, Piper solmsianum C.DC, sobre Leishmania amazonensis. O Ext-MeOH, F-Hex e F-DCM de P. cabralanum inibiram o crescimento de formas promastigotas de L. amazonensis com valores de  IC50 de 144,54; 59,92 e 64,87 µg/mL, respectivamente, e sobre amastigotas IC50 de 0,516; 21,08 e 35,63 µg/mL. A F-AcOEt obteve IC50 para amastigotas de 27,19 µg/mL e apresentou baixa ação sobre promastigotas. Os valores de CC50 para macrófagos ficaram em 370,70; 83,99; 113,68 e 607 µg/mL, respectivamente, superando os valores de CI50 para amastigotas. Nos testes de hemólie não se observou toxicidade. Em microscopia de Força atômica (AFM) foi possível também observar danos na estrutura do parasito para todas as amostras, demonstrando potencial leishmanicida. Na infecção em macrófagos, o Ext-MeOH e a F-AcOEt não foram capazes de reduzir o numero de macrófagos infectados. Contudo, a F-Hex e a F-DCM reduziram a infecção na maior concentração testada de 40 µg/mL, entretanto, na infectividade, a diminuição do número de amastigotas no macrófago foi dependente de concentração sendo mais pronunciada nas F-Hex e a F-DCM nas concentrações testada de 40 µg/mL. O Ext-MeOH, F-Hex, F-AcOEt e F-DCM estimularam a atividade lisossomal, fagocítica, bem como a produção de óxido nítrico por macrófagos. Entretanto, a F-Hex, não apresentou resultados estatisticamente significativos para a atividade lisossomal sem, no entanto, alterar a produção de oxido nítrico. Conclui-se que o Ext-MeOH, F-Hex, F-AcOEt e DCM de Piper cabralanum C.DC tem atividade contra L. amazonensis, com  baixa citotoxicidade para macrófagos murinos. Podendo a F-Hex atuar através da ativação de macrófagos, provavelmente por outras vias.

  • ALINE SUELEN SILVA NUNES
  • Atividade cardiovascular da mistura de isomeros de α-terpineol (MIT) em ratos
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 17/12/2018
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  • Alterações nos mecanismos que controlam a pressão arterial levam ao desenvolvimento da hipertensão, doença de origem multifatorial, geralmente associada a outras patologias. O α-terpineol é um álcool monoterpênico. A mistura de isômeros de α-terpineol (MIT), apresenta constituintes químicos com possível potencial cardiovascular. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos cardiovasculares do MIT em ratos normotensos e hipertensos (modelo L-NAME). A avaliação da citotoxicidade in vitro foi investigada por meio da viabilidade em macrófagos. Os testes in vivo foram realizados com ratos Wistar machos (n=5) e aprovados (CEUA 316/17). Na avaliação da toxicidade aguda distribuiu-se os grupos: veículo (v.o.) e MIT 2000 mg/kg (v.o.) e observou-se os animais por 14 dias. Para verificar o efeito da MIT sobre a pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC) em ratos normotensos e hipertensos, dividiu-se os grupos: sham, veículo (0,05 mg/kg), nitroprussiato de sódio (NPS) 0,1mg/kg e MIT nas doses de 10, 30 e 50 mg/kg (i.v.). A hipertensão arterial foi induzida com NG-Nitro-L-arginina metil éster (L-NAME) (100 mg/kg, v.o.) durante 7 dias. A fim de investigar os possíveis mecanismos de ação os animais foram pré-tratados (via venosa) com verapamil (3 mg/kg), propranolol (1,5 mg/kg), prazosina (1 mg/kg), ioimbina (2 mg/kg), hexametônio (20 mg/kg) ou atropina (1 mg/kg) e posteriormente, administrou-se MIT (10, 30 e 50 mg/kg). Os resultados demonstram que o MIT promoveu uma redução da viabilidade de macrófagos de murinos na concentração a partir da concentração de (358,2 μg/mL) e não demonstrou toxicidade aguda em ratos. A administração de  MIT nas doses de  (10, 30 e 50 mg/kg) promoveu efeito hipotensor (∆PAM: -14,2 ± 2,6; -38,3 ± 7,5; -77,5 ± 3,3 mmHg) e bradicardico (∆FC: -27,2 ± 41,8; -182,9 ± 37,4; -293,3 ± 16,7 bpm) em animais normotensos. O efeito do MIT na dose de 50 mg/kg sobre a PAM (∆: -57,5 ± 3,3 mmHg), na presença de verapamil foi atenuado, o mesmo ocorre quando verifica-se a FC nas doses de 30 e 50 mg/kg (∆: -97,1 ± 16,9; -95,7 ± 30,5 bpm, respectivamente). O pré-tratamento com propranolol potencializou a PAM nas doses 10, 30 e 50 mg/kg (∆: -37,2 ± 4,9, -65,4 ± 4,6, -94,8 ± 3,4 mmHg, respectivamente), entretanto não demonstrou alterações na FC. A prazosina não alterou o efeito do MIT, em contrapartida na presença de ioimbina o MIT demonstrou possível participação nos receptores α2, pois houve atenuação da PAM (∆: -52,0 ± 5,1 mmHg) e FC (-109,7 ± 50,7 bpm) na dose de 50 mg/kg. Enquanto que o hexametônio potencializou a hipotensão na dose de 10 mg/kg (∆PAM -39,4 ± 9,3 mmHg), entretanto, não alterou a FC. O efeito do MIT (30 e 50 mg/kg) na presença de atropina atenuou a PAM (∆: -19,2 ± 6,4; -49,2 ± 11,9 mmHg) e aboliu o efeito bradicardico (∆FC: 7,2 ± 4,4; 2,2 ± 35,2 bpm), respectivamente. Nos animais hipertensos (L-NAME), observou-se uma redução da PAM (∆:  -16,1 ± 5,0; -28,8 ± 4,5; -47,7 ± 9,3 mmHg) e da FC (∆: -44,9 ± 9,0; -102,9 ± 14,1; -123,5 ± 30,9 bpm). Em conclusão, o MIT apresentou baixa citotoxicidade e macrófagos e efeitos hipotensor e bradicárdico em ratos normotensos, mediado por receptores muscarínicos e envolvimento dos canais de Ca2+ e dos receptores α2 e β1 adrenergicos aliado a efeito anti-hipertensivos.

  • FRANCISCO SÁVIO MARTIINS BORGES
  • Efeitos metabólicos da leucina sobre a Síndrome de Cushing
  • Orientador : FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
  • Data: 05/12/2018
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  • Os glicocorticóides quando administrados em tratamento prolongado (> 3 semanas) ou em excesso no organismo, podem levar ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing (SC), que é caracterizada por múltiplos distúrbios metabolicos. Pesquisas com suplementação com aminoácidos de cadeia ramificada (ACR), especialmente a leucina (LEU), demonstram que este nutriente é capaz de melhorar a saúde metabólica em animais obesos. No entanto, evidencias recentes apontam que a ausência dos ACR ou da LEU na dieta é capaz de melhorar alguns aspectos metabólicos, por reduzir a adiposidade e aumentar a termogênese. Portanto, não está claro se a suplementação dietética com LEU seria uma estratégia benéfica. Para ajudar a resolver essa questão, examinamos o efeito da suplementação com LEU nos distúrbios metabólicos atribuídos à SC. Para tanto, usamos o tratamento nutricional de longo prazo com LEU no modelo farmacológico de SC, induzido por excesso de dexametasona (DEXA). Descobrimos que a suplementação com LEU piora vários dos quadros metabólicos que caracterizam a SC como a adiposidade, a hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e hiperalbuminemia, bem como favorece maior acúmulo de gordura e marcadores de lesão hepática. Ademais, de maneira surpreendente verificamos que este aminoácido apresentou potencial antioxidante, redução na peroxidação lipídica e aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Nossos resultados indicam que LEU piora a saúde metabólica em animais com SC, e sugerem que o aumento específico de LEU alimentar pode representar uma estratégia arriscada no modelo experimental estudado.

  • RUAN PABLO NUNES ARAUJO
  • INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL FARMACOLÓGICO DO FITOL EM MODELOS DE ÚLCERAS GASTRICAS EM RATOS
  • Orientador : ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
  • Data: 29/11/2018
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  • A úlcera gástrica é uma das doenças mais prevalentes em adultos no mundo, tendo, na maioria dos casos, caráter benigno,e é definida como um distúrbio na integridade da mucosa gástrica que causa um dano superficial e que se estende da camada muscular da mucosa a submucosa, ou mais profundamente, devido a um processo inflamatório como sangramento e perfurações, levando a uma alta morbimortalidade. A terapia para tratamento de úlcera é composta por vários fármacos, porém os efeitos colaterais e os recidivos são fatores que se faz necessário o estudo com produtos naturais devido à alta demanda de fármacos para o tratamento de doenças do trato gastrintestinal e os seus efeitos adversos. O fitol, (3,7,11,15-tetrametilhexadec-2-en-1-ol) é um diterpeno que pertence ao grupo dos álcoois acíclicos insaturados. Não há relatos sobre a atividade gastroprotetora do fitol na literatura, porém em outros estudos, demonstra atividades antimicobacteriana e anti-inflamatória. Todos os protocolos experimentais foram aprovados pelo protocolo CEUA 498/18. O objetivo desse estudo foi investigar a atividade gastroprotetora do fitol em modelos de lesões gástricas em ratos e seus possíveis mecanismos de ação. Para isso, foram utilizados ratos Wistar machos (180-250 g), e foi avaliado o percentual de inibição da área de lesões induzidas em relação ao controle (veículo). Os dados são representados como média ± E.P.M. *p<0.05 vs. grupo veiculo (ANOVA one way e teste de Tukey). No modelo de lesões gástricas induzidas por etanol absoluto, o fitol, administrado por via oral 1h antes da aplicação do agente ulcerogênico, apresentou efeito gastroprotetor significativo nas doses de 12,5 (0,69 ± 0,31%) 25 (1,93 ± 0,78%) e 50 mg/kg (0,98 ± 0,47%) ao inibir a área de lesão 96%, 90% e 95% (*p<0,05), respectivamente, em relação ao veículo (19,18 ± 1,05%). Nas lesões induzidas por isquemia e reperfusão, o fitol nas doses 12,5 e 25 mg/kg, v.o., também diminuiu significativamente (*p<0,05)as áreas das lesões (1,51 ± 0,82 mm²)  em 89,3% e (7,65 ± 2,0 mm²) em 45,89%, respectivamente, quando comparado com o grupo veículo (14,14 ± 3,6 mm²). No modelo de lesões induzidas por ibuprofeno, a dose de 12,5 mg/kg promoveu redução da área de lesão em 54,95% quando comparado ao veículo. Este estudo demonstra o possível efeito gastroprotetor e cicatrizante do fitol e sugere que o mesmo pode estar associado à sua ação antioxidante. Na avalição da atividade antioxidante o tratamento com fitol restaurou a mucosa gástrica, reduzindo os níveis da MPO (74%) e MDA (59%), aumentou a quantidade de grupamento sulfidrila não proteíco (88%) e restaurou a atividade da CAT e SOD comparado ao grupo veículo. Nas lesões induzidas por acido acético, os ratos foram submetidos a processos cirúrgicos para indução da úlcera. No primeiro dia após a indução da úlcera iniciou-se o tratamento com fitol nas doses de 12,5; 25; 50 e 100 mg/kg durante 7 dias, diminuindo significativamente a área da lesão ulcerativa (43,17 ± 7,28 mm3) 84%; (49,42 ± 7,50 mm3) 81%; (45,32 ± 13,74 mm3) 83%; (86,75 ± 10,50 mm3) 68%, respectivamente, em comparação ao grupo veículo (272,20 ± 18,41 mm³), demonstrando possível efeito cicatrizante, devido a restauração do tecido.

  • YARA MARIA DA SILVA PIRES
  • Atividade do alfa-felandreno livre e complexado com beta-ciclodextrina em neuropatia induzida por compressão do nervo ciático
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 13/11/2018
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  • O α-felandreno, um monoterpeno cíclico encontrado em diversos óleos essenciais de plantas aromáticas, tem sido alvo de diversos estudos devido, principalmente, a suas propriedades analgésicas, antinociceptivas e anti-inflamatórias. Considerando sua elevada volatilidade e baixa solubilidade, buscou-se implementar suas características físico-químicas utilizando ciclodextrinas. Dessa forma, o presente estudo se propõe a investigar a ação α-felandreno livre e complexado com β-ciclodextrinas em modelo de dor neuropática provocada por compressão do nervo ciático. A complexação foi analisada através de modelagem molecular e infravermelho. Para verificação da atividade farmacológica, camundongos foram submetidos à cirurgia de compressão do nervo ciático para indução de neuropatia. Realizou-se, então, os tratamentos agudo e subagudo com α-felandreno livre e complexado nas doses de 3,125; 6,25 e 12,5 mg/kg. Testou-se, também, a participação do mecanismo opióide e a função motora. Observou-se que a complexação ocorre de forma espontânea, linear e estável. O α-Fel livre e complexado apresentou atividade antinociceptiva nas doses de 6,25mg e 12,5 mg, uma vez que foi capaz de reduzir a sensibilidade mecânica e térmica dos animais neuropáticos nestas doses. Observou-se, também, diferenças na cinética das formulações, uma vez que a substância livre apresentou um pico de ação seguido de um declínio, enquanto o complexo apresentou efeito constante e mais duradouro. Verificou-se também que a atividade do α-Fel está relacionada ao sistema opióide e que o monoterpeno livre e complexado não promove alterações na função motora.

  • ANA RITA DE SOUSA FRANCA
  • Avaliação das Atividades Anti-Inflamatória e Antinociceptiva do α-Felandreno Complexado com β-Ciclodextrina no Modelo de Dor Inflamatória Crônica em Ratas
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 25/10/2018
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  • A dor inflamatória crônica representa uma das principais enfermidades que limitam a qualidade de vida dos pacientes, além de ser de difícil tratamento, com diversos efeitos colaterais associados ao uso dos medicamentos tradicionais. O α-felandreno (α-FEL), um monoterpeno constituinte do óleo essencial de inúmeras espécies vegetais, apresenta atividades antinociceptiva e anti-inflamatória descrita em estudos anteriores. Sabe-se que complexos de inclusão utilizando a β-ciclodextrina (β-CD) podem resultar em melhores propriedades físico-químicas e farmacológicas de substâncias com atividades biológicas. Com isso, o objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antinociceptivo do α-Fel complexado com β-CD em modelos experimentais de dor inflamatória crônica. Para o preparo do complexo de inclusão foi utilizado o método de secagem por Spray Dryer. As análises de quantificação foram feitas em espectrofotômetro UV-VIS. Para verificar a formação do complexo de inclusão foi utilizada a metodologia de infravermelho. Foram realizadas análises teóricas da complexação da β-CD com o α-Fel utilizando o software Gaussian 09W e método semiempírico PM6. Para indução da dor inflamatória crônica foi administrado o ACF na região intraplantar. Após 24 horas os animais foram avaliados quanto aos parâmetros de alodinia e hiperalgesia mecânica, utilizando os equipamentos von Frey digital e analgesímetro (Randall/Selitto), respectivamente. Na avaliação da alodinia os animais foram tratados com α-Fel/β-CD (3,12; 6,25 e 12,5 mg/kg, v.o.), veículo (β-CD, v.o.) e dexametasona (0,5 mg/kg, v.o.) e avaliados em diferentes intervalos de tempo (1, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 24 h) após o tratamento. O efeito na hiperalgesia mecânica foi investigado por meio do tratamento dos animais com α-Fel/β-CD (3,12; 6,25 e 12,5 mg/kg, v.o.), veículo (β-CD, v.o.) e diclofenaco (5 mg/kg, v.o.), e avaliação em diferentes intervalos de tempo (1, 2, 3, 4, 5 e 6h) após o tratamento. Durante 10 dias os animais foram tratados e avaliados diariamente para verificar o efeito do tratamento sub-agudo. A possibilidade da ocorrência de toxicidade no tratamento sub-agudo foi verificada por meio da dosagem de parâmetros bioquímicos de função renal e hepática, alterações no peso corporal e dos órgãos dos animais. A avaliação histopatológica foi realizada nas patas inflamadas dos animais de cada grupo. O envolvimento da via opióide no efeito antinociceptivo do α-Fel (100 mg/kg, v.o.) foi investigado utilizando-se a naloxona (3 mg/kg, i.p., antagonista opióide) e a participação da via serotoninérgica foi investigada utilizando-se PCPA (100 mg/kg, i.p., inibidor da síntese de 5-HT) por 4 dias e cetanserina (0,3 mg/kg, v.o., antagonista 5-HT2A). A ocorrência de incoordenação motora foi registrada no teste de rota rod e a capacidade exploratória dos animais pelo teste do campo aberto. A análise quantitativa demonstrou que o complexo de inclusão apresentou a eficiência de carga de 7,0%. O tratamento sub-agudo resultou em redução significativa da alodinia e hiperalgesia em todas as doses testadas do α-Fel/β-CD. A histopatologia demonstrou a redução da migração leucocitária. Não foi observado qualquer sinal de toxicidade nos animais tratados por 10 dias. O α-Fel/β-CD não interferiu na atividade locomotora e de permanência na barra giratória, nos testes de campo aberto e rota rod. A utilização do antagonista opióide naloxona, o bloqueio da síntese de 5-HT e dos receptores 5-HT2A reverteu o efeito antinociceptivo do α-Fel, sugerindo a participação do sistema opióide e serotoninérgico no efeito antinociceptivo do α-Fel no modelo testado. Em conclusão, podemos sugerir que o α-Fel/β-CD possui atividade antinociceptiva na dor inflamatória subaguda, com possível envolvimento do sistema opióide e serotoninérgico, e sem sinais de toxicidade.

  • RODRIGO LOPES GOMES GONÇALVES
  • INVESTIGAÇÃO DO EFEITO DO α-FELANDRENO NO DANO VESICAL INDUZIDO POR IFOSFAMIDA: POSSÍVEIS MECANISMOS DE AÇÃO
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 23/10/2018
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  • A Cistite hemorrágica é o principal efeito adverso dose-limitante do uso clínico das oxazafosforinas, incluindo a Ifosfamida. Tal evento ocorre através da formação da acroleína, metabólito responsável pela urotoxicidade desses fármacos, resultando em aumento do stress oxidativo e produção de citocinas pró-inflamatórias, que culminam na degradação tecidual do tecido vesical. Diante desta realidade, identifica-se uma necessidade que abre margem para o desenvolvimento de um citoprotetor eficaz que possa vir a ser utilizado como adjuvante na terapia oncológica com oxazafosforinas. Neste contexto, sabe-se que o α-felandreno possui efeito antiedamatogênico e anti-inflamatório, o que indica que este monoterpeno é potencialmente útil na pesquisa de novos protótipos que possam combater reações inflamatórias agudas. O modelo de cistite hemorrágica foi induzido por dose única do antineoplásico ifosfamida (400 mg/kg i.p.) precedido de pré-tratamento com salina e α-felandreno (6,25; 12,5; 25; 50 e 100 mg/kg, i.p.) em Mus musculus (CEUA 279/2016). Para analisar a redução do dano foi avaliado o peso úmido vesical (PUV), teor de hemoglobina e o extravasamento do corante azul de evans na matriz vesical. Para caracterizar o envolvimento da migração neutrofílica, peroxidação lipídica e envolvimento dos antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos endógenos foi avaliado os marcadores teciduais Mieloperoxidase (MPO), Malondialdeído (MDA), Nitrito/Nitrato (NOx), Superóxido dismutase (SOD) e Glutationa Reduzida (GSH), respectivamente. As citocinas inflamatórias (TNF- α e IL-1β) foram dosadas por técnica de imunoensaio ELISA. Os dados de inibição foram calculados por normalização em relação ao controle negativo (CN) e significâncias calculadas considerando p<0,05. Os resultados mostram que o pré-tratamento com o α-felandreno (12,5 e 25 mg/kg) restringiu significativamente em 31,59±0,8 e 29,90±0,3 %, respectivamente, o PUV em comparação ao CN. As análises espectrofotométricas mostraram que o pré-tratamento atenuou de forma significativa em 65,7±4 % a hemorragia e em 39,3±8 % o extravasamento vascular de proteínas na melhor dose testada (25 mg/kg).  As avaliações dos marcadores teciduais de inflamação/stress oxidativo mostraram que na melhor dose testada (25 mg/kg) o α-felandreno reduziu MPO (62,13±1 %), MDA (25,9 ± 2 %) e NOx (15,89 ± 0,1 %), significativamente em relação ao CN (p<0,05). A prevenção da depleção dos antioxidantes endógenos pelo α-felandreno foi significante e teve percentual de 88,2±18% e 108,1±10 % nos níveis de SOD e GSH respectivamente. Na avaliação de citocinas, o α-felandreno foi capaz de reduzir significativamente os níveis TNF-α (28,45±11,5 %), mas não alterou de forma significativa os níveis de IL-1β (22,7±4 %). Assim pode-se concluir que o monoterpeno α-felandreno foi capaz de atenuar a cistite hemorrágica induzida por ifosfamida e apresentou potencial inibição de parâmetros de stress oxidativos e redução nos níveis de TNF-α.

  • POLYANNA DOS SANTOS NEGREIROS
  • EFICÁCIA DO MONOTERPENO α-TERPINEOL NA ATIVIDADE ANTIDIARREICA EM ROEDORES
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 06/07/2018
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  • A diarreia é uma desordem gastrintestinal comum que se caracteriza pela mudança na consistência das fezes com aumento no teor de água, tornando-as líquidas ou pastosas, e alterações na frequência de evacuações. De acordo com a UNICEF, a diarreia é uma das principais causas de morte infantil, representando em 2015, aproximadamente 9% de todas as mortes em crianças menores de 5 anos. A terapêutica de doenças diarreicas geralmente é centralizada na reposição de fluidos e eletrólitos utilizando soluções de reidratação oral, mas as taxas de mortalidade ainda são significativas, sendo que o uso de plantas medicinais ou de compostos oriundos delas como forma de tratamento se mostra de grande relevância. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar o efeito do monoterpeno α-TPN na atividade antidiarreica e possíveis mecanismos envolvidos na atividade evidenciada. Inicialmente, a atividade antidiarreica do α-TPN foi avaliada no modelo de diarreia aguda e enteropooling induzido por óleo de rícino em camundongos Swiss, que foram pré-tratados com α-TPN (6,25; 12,5; 25; 50 mg/kg, v.o.), e depois de 1 h receberam óleo de rícino (10 mL/kg, v.o.). Os animais foram então colocados em gaiolas forradas e observados durante 4 h, ao final do tempo, foi avaliado a severidade da diarreia, peso total de fezes e a medição do volume do conteúdo intestinal (enteropooling). Para avaliar o trânsito gastrintestinal, os camundongos receberam óleo de rícino e 1 h depois foram tratados com α-TPN (12,5 mg/kg, v.o.). Após 1 h, todos os animais receberam 0,2 mL de carvão ativado por via oral, e após 20 min, os animais foram eutanasiados e a distância percorrida pelo carvão no intestino a partir do piloro até o ceco foi medida. A participação opióide e/ou antimuscarínica no trânsito gastrintestinal foi também investigada usando naloxona (2 mg/kg, s.c.; antagonista opióide) e betanecol (3 mg/kg, i.p.; agonista muscarínico), respectivamente. Na diarreia induzida por PGE2, os animais foram pré-tratados com α-TPN (12,5 mg/kg, v.o.) e a diarreia foi induzida por PGE2 (100 μg/kg, v.o.). Após 30 minutos os animais foram eutanasiados e o volume do conteúdo intestinal foi mensurado. Além disso, o efeito do α-TPN (12,5 mg/kg, v.o.) na diarreia secretora foi investigado utilizando o modelo de secreção de fluido em alças intestinais isoladas de camundongos vivos tratados com toxina da cólera. O α-TPN foi avaliado quanto à sua capacidade em absorver fluidos em alças intestinais isoladas e interagir com receptores GM1 utilizando o método de ELISA. Todas as doses apresentaram significativo (p<0,05) efeito antidiarreico na diarreia induzida por óleo de rícino, reduzindo a quantidade total de fezes e fezes diarreicas. A dose de 12,5 mg/kg do α-TPN exibiu os melhores resultados no protocolo de enteropooling no modelo induzido por óleo de rícino, sendo adotada como dose padrão para os testes seguintes. O α-TPN reduziu o trânsito gastrointestinal, a partir de mecanismos anticolinérgicos, além de exercer ação significativa no modelo de diarreia induzida por PGE2. Foi capaz de reduzir a geração de fluidos e perdas de íons Cl-, ao interagir diretamente com os receptores GM1 e a toxina da cólera no modelo de diarreia secretora, além de aumentar a absorção de fluidos no modelo de absorção intestinal em alças isoladas de camundongos. Diante dos resultados apresentados, comprova-se a atividade antidiarreica do α-TPN por meio de redução da motilidade gastrintestinal na diarreia aguda através da ação anticolinérgica, na diarreia induzida por PGE2 e na diarreia induzida pela toxina da cólera, a partir da interação entre α-TPN-Toxina-GM1, reduzindo assim a perda de fluidos e íons para o lúmen intestinal, tornando-o um forte candidato à fármaco para tratamento de doenças diarreicas.

  • ANA KAROLINNE DA SILVA BRITO
  • Efeitos do extrato rico em licopeno do fruto de Psidium guajava L. no perfil lipídico e marcadores de estresse oxidativo em dislipidemia experimental
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 18/04/2018
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  • A dislipidemia é uma condição clínica que pode progredir para aterosclerose, e em que há envolvimento de estresse oxidativo. O licopeno é um carotenoide com propriedades antioxidantes e possível efeito protetor cardiovascular. Este trabalho avaliou os efeitos de 28 dias de tratamento com extrato rico em licopeno (ERL) da goiaba (Psidium guajava L.) no perfil lipídico e em marcadores de estresse oxidativo em dislipidemia experimental. Para indução de dislipidemia, hamsters machos (116,5±2,16g) receberam ração contendo gordura de coco (13,5%) e colesterol (0,1%), e foram divididos nos grupos: controle hipercolesterolemia (CH, n=7); ERL 25 mg/kg/dia (ERL-25, n=7) e ERL-50 mg/kg/dia (ERL-50, n=9). O grupo controle normal (CN, n=7) recebeu ração padrão para roedores. Ao final do tratamento foram determinadas as concentrações plasmáticas de triglicérides (TG), colesterol total (CT), LDL colesterol (LDL-c), HDL-c, alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), fosfatase alcalina (FAL), albumina (Alb), proteinas totais (PT), malondialdeído (MDA-p) e mieloperoxidase (MPO). Eritrócitos foram usados para determinação da superóxido dismutase (SOD-e). Em tecido hepático foi realizada análise histopatológica e determinação de MDA (MDA-h), atividade de catalase (aCAT), de glutationa peroxidase (Gpx) e de SOD (SOD-h). Ingestão alimentar (IA), ganho de peso (GP), coeficiente de eficácia alimentar (CEA), peso do fígado (P-f) e da gordura retroperitoneal (P-g) foram quantificados. A toxicidade aguda in vivo foi avaliada pelo teste de dose fixa (2.000 mg/kg) em camundongos machos (20-30 g). A citotoxicidade in vitro foi investigada em macrófagos murinos e eritrócitos de carneiro. Atividade antioxidante in vitro foi determinada pelos métodos do DPPH (radical livre 2,2-difenil-1-picrilhidrazil) e do ABTS (2,2-azinobis-[3-etil-benzotiazolin-6-ácido sulfônico]). A comparação entre grupos foi realizada por análise de variância e teste de Tukey. A pesquisa foi aprovada por Comissão de Ética em Uso de Animais (CEUA/UFPI 197/16). ERL-25 (61,57±3,85) apresentou TG significativamente menor (p<0,05) em relação a CH (87,29±4,1). ERL-25 e ERL-50 apresentaram MDA-p e MPO menores (p<0,05) em relação a CH (MDA-p: CN=4,28±0,4; CH=6,08±0,38; ERL-25=2,97±0,25; ERL-50=3,44±0,47; MPO: CN=0,48±0,1; CH=1,41±0,22; ERL-25=0,64±0,14; ERL-50=0,82±0,13). ERL-50 apresentou P-f (4,13±0,16), Alb (2,34±0,03) e PT (6,24±0,11) maiores (p<0,05) que CN (P-f: 3,02±0,1; Alb: 2,12±0,05; PT: 5,62±0,08), mas não em em relação a CH (P-f: 3,87±0,22; Alb: 2,24±0,02; PT: 379,5±84,1). Não houve diferenças (p>0,05) entre os grupos tratados ou não quanto a: CT, LDL-c, HDL-c, ALT, AST, FAL, GP, P-g, IA, CEA, MDA-h, aCAT, Gpx, SOD-e e SOD-h. Na análise histopatológica, nódulos de células inflamatórias mononucleares em locais de hepatonecrose estavam presentes em ERL-25 e ERL-50, e redução da esteatose hepática em ERL-25. ERL apresentou baixa toxicidade e baixo potencial antioxidante in vitro (DPPH: EC50=4.000 μg/mL; ABTS: 72,02 μmol de trolox/g de extrato). Em conclusão, no modelo de dislipidemia experimental, ERL -25 apresentou atividade hipotriglicerimeante e reduziu a estatose hepática. ERL-25 e ERL-50 reduziram marcadores de peroxidação lipídica. Ademais, houve baixa toxicidade aguda e sistêmica.

  • IZABELA BORGES DE CARVALHO LIMA
  • Avaliação do efeito do Ferulato de etila sobre a motilidade gastrointestinal de camundongos
  • Orientador : ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
  • Data: 16/04/2018
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  • As doenças gastrointestinais (GI) são um grave problema de saúde pública prevalentes em todo o mundo, e estima-se que em média 69% da população sofre algum tipo de distúrbio de motilidade GI. A maioria dos fármacos disponíveis carrega consigo inúmeros efeitos adversos, dentre eles o mais comum são as dores abdominais, e o potencial cardiotóxico. O Ferulato de Etila (FE) é um fenilpropanóide derivado do ácido ferúlico, com atividades anti-inflamatória e antioxidante. É amplamente encontrado em vegetais e em grãos (arroz e milho). O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do ferulato de etila sobre a motilidade gastrointestinal de camundongos. Para isso, foram utilizados camundongos swiss (25-30 g) e realizado o teste propulsão do carvão vegetal sobre o trânsito GI normal, sobre o pré-tratamento com atropina, verapamil e ondansetrona e sobre o retardo GI induzido por morfina. Além disso foi avaliado o efeito do FE sobre o esvaziamento gástrico. Em seguida, avaliamos o efeito de FE em modelos de Ileo Pós-Operatório (IPO), através de manipulação intestinal, onde foi analisado o trânsito GI, níveis de mieloperoxidase (MPO), nitrito (NO), superóxido dismutase (SOD), glutationa reduzida (GSH) e malondialdeído (MDA) em amostras de íleo. Foi observado aumento significativo do trânsito GI normal de camundongos nos grupos tratados com FE nas doses de 50 e 100 mg/Kg (73,41 % ± 2,14 e 67,82 ± 3,68 %, respectivamente) comparada com o controle veículo (42,48 ± 1,61 %), não havendo diferença significativa do grupo tratado com Tegaserode (73,03 ± 3,31 %). Os testes posteriores foram com FE na dose de 50mg/kg. O pré-tratamento com atropina inibiu significativamente o efeito procinético do FE (60,20±2,34 %), quando comparado ao grupo tratado apenas com FE (79,03 ± 4,12), sugerindo o envolvimento da ativação muscarínica no efeito procinético. O pré-tratamento com verapamil reduziu significativamente tal efeito (47,68±2,15%), quando comparado ao grupo FE (76,83±1,88%), sugerindo envolvimento da ativação dos canais de cálcio.O pré-tratamento com FE não foi capaz de reverter o efeito inibitório da morfina sobre o trânsito GI (17,35 ± 2,07%) quando comparado ao grupo morfina (17,08 ± 5,05 %), isto sugere ausência de antagonismo opióide quando comparado ao grupo pré-tratado como a naloxona (54,13 ± 10,44%). Pode haver antagonismo fisiológico, onde outras vias de importante função no efeito de FE, estão envolvidas no efeito constipante da morfina. Não houve diferença significativa entre o grupo FE (71,76 ± 4,1%) o grupo pré-tratado com Ondansetrona (72,18 ± 5,76%), sugerindo não envolvimento serotoninérgico via ativação dos receptores 5-HT3 no efeito procinético de FE. Foi possível observar também que o FE (50mg/kg) não altera o perfil de esvaziamento gástrico nos animais, pois não houve diferença significativa nas percentagens de retenção gástrica entre o grupo veículo e o grupo FE. No modelo IPO, houve redução significativa do trânsito gastrointestinal (52,31 ± 3,18 %) no grupo veículo, quando comparado ao grupo sham (67,21 ± 4,28 %). O tratamento com FE restaurou o trânsito GI (76,08 ± 2,24 %), reduziu os níveis da MPO, NO e MDA, houve aumento de SOD e GSH comparado ao grupo veículo. O tratamento com FE reduziu a inflamação induzida por IPO e elevou os níveis de antioxidantes endógenos. Este estudo demonstra o efeito prócinético do ferulato de etila e sugere que pode ser uma alternativa para o tratamento de doenças que causam hipomotilidade intestinal e prevenção do IPO. No entanto, mais estudos são necessários para melhor elucidação do mecanismo de ação.

  • ERICK BRYAN DE SOUSA LIMA
  • EXERCÍCIO MODERADO E BLOQUEIO DO SISTEMA RENINA ANGIOTENSINA MELHORAM A DISMOTILIDADE GÁSTRICA INDUZIDA POR HIPERTENSÃO RENOVASCULAR (2 RINS 1 CLIPE) EM RATOS
  • Orientador : MOISES TOLENTINO BENTO DA SILVA
  • Data: 08/03/2018
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    A Hipertensão arterial sistêmica (HAS) é caracterizada em níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA), iguais ou > 140 mmHg, para a pressão sistólica, ou ≥ 90 mmHg para a pressão diastólica. O desenvolvimento da HAS pode estar relacionado a diversos fatores de risco e dentre os mecanismos fisiopatológicos relacionados com a causa da HAS cita-se a ativação do Sistema Renina Angiotensina (SRA), um sistema endócrino que através do seu principal mediador, Angiotensina II, visa principalmente o sistema renocardiovascular para manter o fluido e a homeostase de eletrólitos e controlar a pressão arterial (PA). Estudos relatam que o trato gastrointestinal expressa constitutivamente todos os componentes necessários para permitir a função autônoma do SRA e que a ANG II teve efeito direto sobre o músculo liso intestinal, musculatura circular do estômago e sobre o esvaziamento gástrico. Neste sentindo, a hipertensão 2 rins-1 clipe (2R1C) é um modelo experimental bastante utilizado, em que há um aumento da atividade do SRA, mediada por Angiotensina II, que é essencial para o desenvolvimento e manutenção dessa hipertensão. Entretanto, pouco se sabe qual o efeito da Hipertensão 2R1C (H-2R1C) sobre a motilidade gastrointestinal. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da H-2R1C sobre a motilidade gástrica, bem como qual a influência do exercício e do bloqueio do SRA sobre esse fenômeno. Uma semana após os procedimentos cirúrgicos os ratos foram tratados com alisquireno (50 mg/kg), captopril (50 mg/kg) ou Losartana (10 mg/kg) por 4 semanas, via oral. Outro grupo de ratos H-2R1C foi submetido ao treinamento físico de (natação sobrecarga 5%, p.c). Após 4 semanas de tratamento farmacológico ou treinamento físico, avaliamos a retenção gástrica (RG), PAM, FC, VFC em todos os grupos. A H-2R1C aumentou significativamente (p < 0,05) a RG, PAM e FC comparados aos ratos normotensos. O pré-tratamento com alisquireno, captopril, losartana bem como o exercicio físico preveniram significativamente (p < 0,05) os aumetos na RG, PAM, FC dos ratos H-2R1C comparados oas normotensos. A H-2R1C diminuiu significativamente (p < 0.05) a responsividade do fundo do estômago, fenômeno esse prevenido pelo exercicio fisico.  No estudo realizado por meio de ensaio de contratilidade in vitro, os ratos com H-2R1C demonstraram uma responsividade reduzida e significativa (p < 0,05) ao carbacol em comparação com os ratos normortensos nas diferentes concentrações investigadas, sugerindo que em ratos hipertensos há uma menor propagação do movimento contrátil. No entanto, quando os ratos com H-2R1C-Ex 5% foram avaliados quanto a sua contratilidade e comparado aos H-2R1C não treinados, verificou-se que o exercício físico alterou significamente (p < 0,05) a responsividade contrátil do fundo de estômago, promovendo uma recuperação na reposta contrátil ao carbacol nas concentrações investigadas. Concluímos que a H-2R1C aumenta a retenção gastrica. Esse fenômeno é ocasionado via SRA, onde o exercicio físico e bloqueio com alisquireno, captopril e losartana previnem a dismotilidade. 

  • SIMONE DE ARAÚJO
  • Proteína Quinase Ativada por AMP (AMPK) e os mediadores gasosos (H2S, NO E CO): evidência de uma interação mútua na gastroproteção em camundongos.
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 26/02/2018
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  • O sulfeto de hidrogênio (H2S), óxido nítrico (NO) e o monóxido de carbono (CO) constituem um grupo de mediadores gasosos biologicamente ativos que possuem efeito gastroprotetor por modulação positiva de fatores defensivos da mucosa gástrica. Estudos demonstraram que esses mediadores gasosos exercem suas atividades biológicas interagindo com a Proteína Quinase Ativada por AMP (AMPK) em diferentes tipos de células. Entretanto, o envolvimento da AMPK no efeito gastroprotetor desses mediadores gasosos não é conhecido. No presente estudo, buscamos elucidar se a AMPK previne e tem papel chave na proteção gástrica do H2S, NO e CO contra a lesão induzida por etanol. Camundongos Swiss foram pré-tratados com AICAR (20 mg/kg, um ativador da AMPK) sozinho ou com etanol 50%. Outros grupos foram pré-tratados com PAG (50 mg/kg, v.o, um inibidor de H2S), L-NAME (10 mg/Kg, i.p, um inibidor de NO) ou ZnPP IX (3 mg/Kg, i.p, um inibidor de CO) 30 minutos antes do AICAR. Em outro design experimental, os animais foram pré-tratados com NaHS (150 μmol/kg, v.o), reagente de Lawesson (27 μmol/kg, v.o), NPS (10 mg/Kg, v.o), L-Arginina (200 mg/Kg, i.p), Hemina (10 mg/kg, i.p) ou CORM-2 (5 mg/kg, v.o) 30 minutos antes do etanol com ou sem o composto C (10 mg/kg, um inibidor não seletivo da AMPK). Os níveis de H2S, nitrato / nitrito (NO3-/NO2-) e bilirrubina foram avaliados nos homogenatos gástricos. A mucosa gástrica também foi coletada para análise histopatológica e para expressão da AMPK por imunohistoquímica. O pré-tratamento com AICAR atenuou a lesão gástrica (2.74 ± 1.23 mm2) quando comparado com o grupo etanol (43.89 ± 4.36 mm2) e aumentou os níveis de H2S (0.116 ± 0.009 μmol/g) e bilirrubina (0.0111 ± 0.0007 mg/dl), mas não os níveis de NO3-/NO2na mucosa gástrica. Além disso, a inibição da síntese de H2S, NO ou de CO exacerbou o dano gástrico induzido pelo etanol e inibiu a gastroproteção do AICAR (50.83 ± 6.16 mm2, 33.77 ± 5.11 mm2, 47.30 ± 6.06 mm2, respectivamente). O pré-tratamento com o composto C reverteu o efeito gastroprotetor do NaHS (22.75 ± 3.27 mm2), reagente de Lawesson (48.25 ± 1.21 mm2), NPS (40.55 ± 5.16 mm2), L-arginina (33.85 ± 6.90 mm2), CORM-2 (53.64 ± 4.68 mm2) ou Hemina (40.66 ± 4.79 mm2). O composto C também reverteu o efeito do NaHS na produção de H2S, do NPS nos níveis de NO3-/NO2e da Hemina nos níveis de bilirrubina. A imunohistoquímica demonstrou que a AMPK está expressa em níveis basais principalmente nas células da mucosa gástrica e teve expressão aumentada pelo pré-tratamento com NaHS, NPS e CORM-2. Em conclusão, a ativação da AMPK protege o tecido gástrico de camundongos contra a lesão induzida por etanol e interage mutuamente com o H2S, NO ou CO na gastroproteção.

2017
Descrição
  • LARISSA CRISTINA TEIXEIRA FURTADO SOARES
  • Avaliação do potencial toxicológico e atividade antinociceptiva do Oxido de rosa em roedores
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 13/11/2017
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  • A dor é uma resposta a estímulos com lesão tecidual real ou potencial e representa uma resposta adaptativa essencial do organismo. O oxido de rosa- OR é um monoterpeno presente em várias espécies de plantas e estudos com monoterpenos que apresentam semelhança estrutural mostraram atividades sedativas, antinociceptivas e antidepressivas. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade toxicológica e antinociceptiva do OR. Na avaliação da toxicidade, os animais (camundongos Swiss fêmeas ,25-30 g), receberam o OR (2000mg/kg, v.o) ou veículo (salina + 2% Twenn 80%, v.o) e foram observados em um período de 14 dias. Os animais (n=6-8) foram tratados com OR (6,25; 12,5;25 e 50 mg/kg, v.o) para o teste de capsaicina e com OR (12,5;25 e 50 mg/kg, v.o) para o teste do glutamato, os outros grupos receberam veículo ou morfina (5 mg/kg, s.c.), após 30 ou 60 minutos foram submetidos ao estimulo, capsaicina (2 µg/20 µL/pata) ou glutamato (2 µmol/pata), injetado na pata traseira direita. A nocicepção foi avaliada, quantificando o tempo de lambedura da pata, após a administração da capsaicina (5 min) e o glutamato (15 min). Para investigar possíveis mecanismos de ação no teste do glutamato, os animais (n =6-8) foram pré-tratados i.p (20 -15 min) antes da administração do OR (25mg/kg v.o), com naloxona (2 mg/kg); L-arginina (600 mg/kg) e bicuculina (1,0 mg / kg). Foi avaliado também a hiperalgesia induzida por carragenina (0,1mL/pata) e prostaglandina E2 (1 µg/mL/ pata) usando o modelo de compressão mecânica da pata de ratas (Randall-Selitto), onde se avalia o limiar de retirada da pata em um período de 1 a 6 horas, após sofrer o agente álgico. No teste do campo aberto e rota rod, onde os animais foram tratados com o OR (50 mg/kg, v.o), diazepam (4mg/kg, i.p) ou veículo. Todos os protocolos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal (CEEA / UFPI n ° 148/2016). As análises estatísticas foram realizadas utilizando ANOVA de sentido único seguido do teste de Tukey, p <0,05. Durante os 14 dias de observação, nenhum animal veio óbito e nem apresentaram alterações comportamentais, não sendo possível calcular a DL50 do OR, tal como também, não houve diferenças significativas entre os grupos, quanto a massa corpórea, peso dos órgãos e aos parâmetros bioquímicos. Na avaliação da atividade antinociceptiva, o OR foi capaz de reduzir o tempo de lambedura da pata, nas doses 12,5, 25 e 50 mg/kg, no teste da capsaicina, quando comparado ao veículo e no glutamato nas doses 25 e 50 mg/kg, quando comparado ao veículo. O pré- tratamento com a naloxona, não reverteu a antinocicepção do OR, bem como a L-ARGININA. No entanto, a bicuculina, reverteu a antinocicepção do OR. Na hiperalgesia induzida por carragenina, o OR só foi capaz de aumentar o limiar de retirada da pata, a partir da 3ª hora na dose de 50mg/kg e a partir da 4ª hora na dose de 25 mg/kg. No entanto, na hiperalgesia induzida por prostaglandina E2 o OR foi capaz de aumentar o limiar de retirada da pata a partir da 1ª hora, se estendendo até a 6ª hora, em todas as doses. No teste do campo aberto, os animais tratados com o OR, não reduziram o número de invasões, quando comparado ao grupo do diazepam, sendo semelhante ao grupo do veículo. No Rota-rod, os animais que o OR e o veículo permaneceram os 60 segundos na barra giratória, diferente dos tratados com o Diazepam, que reduziram consideravelmente o tempo de permanência na barra giratória. Em conclusão, esses resultados sugerem um efeito antinociceptivo agudo de oxido de rosa em camundongos, envolvendo sistema GABAérgico, no entanto sem alterar a capacidade exploratória e locomotora dos animais.

  • RAFAEL BRITO ALMENDRA
  • Avaliação das atividades espasmolíticas e antidiarreica do extrato etanólico das folhas de Simaba ferruginea A.St.-Hil. (Simaroubaceae) in vitro e in vivo
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 22/09/2017
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  • Simaba ferruginea A.St.-Hil., é uma espécie que pertence à família simaroubaceae, típica do cerrado brasileiro e conhecida popularmente como calunga ou féo-da-terra, cujos rizomas são utilizados para tratar diarreias, úlceras gástricas e febre. Estudos prévios constataram que a atividade antiulcerogênica do extrato metanólico de S. ferruginea A.St.-Hil., em modelos de úlcera induzida pelo etanol é mediada em parte pelo aumento na produção de óxido nítrico (NO) endógeno, além de demonstrar que alcalóides isolados desta planta promoviam gastroproteção em animais submetidos à lesão gástrica, bem como atividade antinociceptiva significativa em camundongos. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil citotóxico e investigar a atividade espasmolítica e antidiarreica do extrato etanólico das folhas de S. ferruginea A.St.-Hil. (Sf-EtOH) em íleo isolado de ratos. Para a investigação da atividade espasmolítica, in vitro, o íleo de rato (N=5) foi mantido em condições experimentais adequadas para então serem induzidas as contrações. Já para os experimentos in vivo, a diarreia era induzida nos camundongos por óleo de rícino (N=5-7). A CC50 (340,10 µg/mL) do extrato sobre macrófagos murinos não superou a maior CE50 (157,5 ± 31,4µg/mL) obtida nos experimentos e o mesmo causou menos de 20% de hemólise na concentração mais elevada (800 μg/mL). O extrato Sf-EtOH relaxou de maneira dependente de concentração o íleo de rato pré-contraído com 40 mM de KCl (CE50 = 21,5 ± 1,2 µg/mL) ou 10-6 M de carbacol (CE50 = 9,5 ± 0,9 µg/mL), sugerindo uma possível ação na via de sinalização do carbacol, bem como em alvos moduladores da mesma. Em íleo de rato, a resposta máxima às contrações fásicas induzidas pelo agente contrátil carbacol (Emax= 100,0 %) foram atenuadas significativamente (Emax = 24,91 ± 1,08 %;****p< 0,001), posteriormente observou-se que Sf-EtOH também inibiu as curvas cumulativas ao carbacol (CCh), KCl e CaCl2 e estas foram desviadas para a direita de maneira não paralela com redução do Emax, sugerindo um antagonismo não competitivo e que o extrato deve estar agindo indiretamente bloqueando os canais de Ca2+ dependentes de voltagem (CaV) ou modulando positivamente os canais de K+. A confirmação desta hipótese veio com a observação de que a curva de relaxamento induzida pelo extrato Sf-EtOH (CE50 = 9,5 ± 0,9 µg/mL) foi desviada para a direita (16,5 vezes) na presença de tetraetilamônio (TEA+) 5 mM (CE50 = 157,5 ± 31,4 µg/mL), nessa concentração é um bloqueador não seletivo dos canais de K+, e na presença de bloqueadores seletivos para BKCa, KATP e SKCa, respectivamente, (TEA+) 1 mM (CE50 = 105,1 ± 9,5 µg/mL), 10-5 M de glibenclamida (CE50 = 129,5 ± 11,1 µg/mL) e 10 nM de apamina (CE50 = 25,20 ± 5,9 µg/mL) (11,06; 13,63; 2,65 vezes, respectivamente). Como o óxido nítrico participa no trato gastrintestinal como uma das vias responsáveis pelo relaxamento do íleo isso nos deu base para investigar essa via no efeito espasmolítico de Sf-EtOH. Na presença de L-NAME (CE50 = 139,1 ± 43,6 µg/mL), um bloqueador da enzima óxido nítrico sintase, e ODQ (CE50 = 152,9 ± 21,7 µg/mL), inibidor da guanilil ciclase solúvel, verificou-se que a curva de relaxamento foi desviada para a direita (14,64; 16,06 vezes, respectivamente) sugerindo também uma participação da via do NO. Adicionalmente, o extrato Sf-EtOH promoveu atividade antidiarreica, com repercussão no enteropooling (fluido intestinal) e trânsito gastrintestinal, mas não no escore de severidade. O efeito antidiarreico envolve a participação da via opióide. Então, foi possível demonstrar pela primeira vez que o Sf-EtOH apresenta efeito citotóxico em macrófagos murinos mas não em eritrócitos de carneiro, e que o mecanismo de ação relaxante em íleo de rato atua de maneira dependente de concentração e envolve a via do NO e a modulação positiva dos canais de K+,  além de promover atividade antidiarreica corroborando os achados in vitro bem como o uso popular.

  • GELE DE CARVALHO ARAÚJO
  • “Influência de diferentes fontes de lipídios na ingestão alimentar”
  • Orientador : FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
  • Data: 29/08/2017
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  • A presença dos lipídeos na dieta promove influencias sobre a ingestão energética e a saciedade. Os efeitos dos lipídeos sob os fatores relacionados ao consumo alimentar, como o esvaziamento gástrico, liberação de hormônios intestinais e consumo alimentar, são dependentes das características químicas dos ácidos graxos. Tendo sido demonstrado em estudos anteriores que dietas contendo ácido oleico e ácido linolênico promovem redução do consumo alimentar. A partir destas evidências buscou-se com o presente trabalho avaliar o efeito de diferentes fontes de ácidos graxos, sob a regulação do apetite. As fontes de ácidos graxos testadas foram: azeite de oliva extra virgem (OL) (rico em ácido oleico, C18:1), óleo de linhaça dourada (LI) (rico em ácido α-linolênico, ω3, C18:3), óleo de soja (SO) (rico em ácido linoleico, ω6, C18:2), e óleo de palma (PA) (rico em ácido palmítico, C18:0). Após sobrecarga oral por gavagem desses óleos avaliou-se os parâmetros relacionados à regulação da ingestão alimentar: consumo alimentar em 24h, trânsito gastrointestinal de 24 h a partir da coleta das fezes, perfil de esvaziamento gástrico de líquido através da % de retenção gástrica de cada fonte de ácido graxo, tolerância à glicose e avaliação do padrão da expressão de genes hipotalâmicos: NPY, AGRP, CART, POMC, GLP-1R, CCKR, ObRbR e TRH. Além disso, avaliou-se também o envolvimento do nervo vago na mediação dos efeitos dos óleos sob o consumo alimentar através da realização de cirurgia de vagotomia subdiafragmática. Após 3 dias da realização da cirurgia avaliou-se: consumo alimentar em 24h, trânsito gastrointestinal de 24 h e avaliação do padrão de expressão dos genes hipotalâmicos orexigênicos e anorexigênicos. Nossos resultados indicam que o consumo de OL e LI, de forma aguda, reduzem o consumo alimentar através de aumento da taxa de retenção gástrica, e no caso do OL também por meio de redução do transito gastrointestinal. No entanto, os PA e SO não alteraram o comportamento alimentar e o esvaziamento gástrico. Esses efeitos foram acompanhados de uma alteração no padrão de expressão de genes hipotalâmicos orexigênicos e anorexigênicos, com ênfase para o PA na indução de alterações nesses genes, quando comparado ao OL. Posteriormente, verificou-se que a vagotomia não eliminou o efeito do OL na redução do consumo alimentar. Porém, a ausência da resposta autonômica proporcionou redução de consumo alimentar para o PA. Além disso, nossas evidencias estão relacionadas ao envolvimento vagal como mecanismo de ação do PA, de maneira dependente, e que o efeito do OL é predominantemente sob o trato gastrointestinal. Nesse trabalho, observamos que diferentes fontes de ácidos graxos promovem efeitos distintos sobre os fatores relacionados ao consumo alimentar; e que o consumo de OL reduz o consumo alimentar, promovendo retardo do esvaziamento gástrico e alteração do transito gastrointestinal, sendo recomendável como coadjuvante para tratamento de redução de peso corporal. Por outro lado, embora PA, associado à ausência da resposta autonômica, apresente efeitos de redução do consumo alimentar, não seria recomendado como alternativa para perca de peso, por contribuir para o desenvolvimento de fatores que favorecem o quadro de síndromes metabólicas. 

  • OSCAR CORREIA DA FONSECA
  • Avaliação das atividades espasmolítica e antidiarreica de Platonia insignis Mart. (Clusiaceae) em roedores
  • Orientador : ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
  • Data: 08/08/2017
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  • A espécie Platonia insignis Mart. é conhecida como bacurizeiro e as sementes são  utilizadas pela população para o tratamento de diarreias. Estudos prévios com esta planta mostraram atividade antinociceptiva, antiulcerogênica, cicatrizante e efeitos cardiovasculares. Objetivou-se investigar o efeito espasmolítico e antidiarreico do extrato etanólico (Pi-EtOHCC) e da fração acetato de etila (Pi-AcOEtCC) da casca do caule de Platonia insignis Mart. e também do extrato hexânico (Pi-EHSBS) obtido da semente da mesma planta, em roedores. Para a investigação da atividade espasmolítica, in vitro, o íleo de rato foi mantido em condições experimentais adequadas para então serem induzidas as contrações. Já para os experimentos in vivo, a diarreia era induzida nos camundongos por óleo de rícino. O Pi-EtOHCC, a Pi-AcOEtCC e o Pi-EHSBS tanto inibiram as contrações fásicas induzidas por CCh em íleo isolado de rato como também relaxaram este músculo pré-contraído por CCh (CE50 = 19,9 ± 1,7; 5,6 ± 0,4 e  10,5 ± 1,9 µg/mL, respectivamente) e por KCl (CE50= 13,8 ± 1,7; CE50= 9,9 ± 0,39 e 25,0 ± 1,6 µg/mL, respectivamente). Estas drogas testes inibiram as curvas concentrações-resposta cumulativa ao CCh e/ou KCl, desviando-as para a direita, de maneira não paralela com redução dos efeitos máximos, descartando um antagonismo competitivo aos receptores muscarínicos e/ou ao influxo de cálcio pelos canais de cálcio dependente de voltagem. Os canais para K+ desempenham um papel chave na regulação do potencial de membrana. Na presença de TEA+ (5 mM) um bloqueador inespecífico destes canais, as curvas de relaxamento do Pi‑EtOHCC, da Pi-AcOEtCC e do Pi-EHSBS (CE50= 76,8 ± 19,6; 173,4 ± 37,4 e 90,0 ± 22,8 µg/mL, respectivamente) foram significativamente desviadas (3,8; 30,9; 8,5 vezes, respectivamente) para a direita, sugerindo participação desses canais. Com bloqueadores seletivos desses canais, as curvas de relaxamento induzidas por Pi‑EtOHCC, Pi-AcOEtCC e Pi-EHSBS foram desviadas para direita quando bloqueados os BKCa, SKCa, e KATP, sugerindo o envolvimento destes na ação das drogas teste. O óxido nítrico (NO) promove relaxamento do músculo liso tanto por ativação da guanilato ciclase solúvel (GC) como dos canais para K+. O bloqueio da NO-sintase, por L-NAME, e da GC pelo ODQ desviou, para a direita, as curvas de relaxamento induzidas pelas drogas teste indicando uma participação da NOS e da GC nesse efeito. Adicionalmente, a Pi-AcOEtCC e o Pi‑EHSBS promoveram atividade antidiarreica, com repercussão no enteropooling (fluido intestinal) e no escore de severidade. O efeito antidiarreico não envolve a via opioide. Sugerimos assim que o efeito de Pi-EtOHCC, Pi-AcOEtCC e o Pi-EHSBS envolve a via NO-GC, como também uma modulação positiva dos canais BKca, SKca e KATP. Ainda a Pi-AcOEtCC e o Pi‑EHSBS promovem atividade antidiarreica corroborando os achados in vitro bem como o uso popular.

  • GEOVANNI DE MORAIS LIMA
  • Efeitos da manteiga da semente do bacuri (Platonia insignis Mart.) em hamsters com hipercolesterolemia induzida por dieta hiperlipídica
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 31/07/2017
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  • O bacuri (Platonia insignis Mart.) tem sido utilizado na medicina popular por suas atividades anti-inflamatórias e cicatrizante, mas não há relatos de efeito hipocolesterolemiante e, por isso, foi avaliado os efeitos da manteiga da semente do bacuri (MB) sobre o perfil lipídico, estado antioxidante, função hepática, peso dos órgãos e parâmetros metabólicos em hamsters. Além disso, foi avaliada a toxicidade aguda em ratos e a atividade antioxidante in vitro. Hamsters machos, recém-desmamados, receberam ração contendo caseína (20%), gordura de coco (13,5%) e colesterol (0,1%) durante 21 dias para indução da dislipidemia. O grupo controle normal (CN, n=8) recebeu ração padrão. Após indução, os animais com dislipidemia foram aleatoriamente separados em três grupos, todos mantidos com ração hiperlipídica durante os 28 dias de tratamento: controle dislipidemia (CD, n=8); MB 25 mg/kg/dia (MB-25, n=10); MB 50 mg/kg/dia (MB-50, n=10). Ao final do tratamento foram determinadas as concentrações séricas de triglicérides (TG), colesterol total (CT), LDL colesterol (LDL-c), HDL-c, malondialdeído (MDA), alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST) e fosfatase alcalina (FAL), superóxido dismutase (SOD) em eritrócitos, peso do fígado, coração e gordura retroperitoneal. Durante todo o período experimental, acompanhou-se a ingestão alimentar, ganho de peso e crescimento nasoanal dos grupos tratados e não tratados, e, ao final do período experimental, calculou-se os índices de massa corpórea e de Lee dos grupos. Para a toxicidade aguda, ratos foram divididos em dois grupos: grupo controle (tween 80 em água destilada) e grupo MB 2.000 mg/kg. Atividade antioxidante avaliada pelo método do radical livre 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH). A comparação entre grupos foi realizada por análise de variância e teste de Tukey. A pesquisa foi aprovada por Comissão de Ética em Uso de Animais (CEUA/UFPI 197/16). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos MB-25 e MB-50 com CN e CD em relação a TG e CT. Contudo, MB-25 apresentou HDL-C significativamente maior (51,40 ± 1,69) (p<0,05) e LDL-c menor (103,80 ± 6,87) (p<0,05), bem como MB-50 apresentou nível maior (p<0,05) de HDL-c (51,00 ± 2,34) e menor (p<0,05) de LDLc (100,50 ± 3,95) comparados a CD (LDLc=132,70 ± 9,41; HLDc=  41,00 ± 2,94). Além disso, CD apresentou níveis de TG (88,00 ± 4,30), COL (183,00 ± 9,00), HDL-c (41,00 ± 2,94) e LDL-c (132,70 ± 9,41) maiores (p<0,05) que CN (TG= 35,00 ± 5,00; CT= 95,00 ± 3,50; HDLc= 26,88 ± 2,15; LDLc= 60,60 ± 2,26). Não foram observadas diferenças (p>0,05) em relação à: MDA, ALT, AST, FAL, peso do coração e da gordura retroperitoneal, ingestão alimentar, ganho de peso, crescimento nasoanal e massa corpórea. Entretanto, observou-se um aumento isolado (p<0,05) no peso do fígado dos animais dos grupos MB-25 (5,32 ± 0,30) e MB-50 (5,23 ± 0,32), em relação aos do controle normal (4,07 ± 0,17). A MB apresentou baixa toxicidade aguda e demonstrou potencial antioxidante in vitro (EC50=493,10 μg/mL). Quanto aos níveis de SOD, não foram observadas diferenças entre MB-25 (1.557 ± 53,93), CN (1.437 ± 71,70) e CD (1.430 ± 128,90), entretanto, MB-50 (1.868 ± 131,80) apresentou níveis significativamente maiores (p<0,05) que CN e CD. Em conclusão, o estudo demonstrou que a MB, nas doses e tempo de tratamento empregados, apresenta repercussões positivas sobre o perfil lipídico em hamsters hipercolesterolêmicos. A maior dose de 50 mg/kg produziu aumento isolado nos níveis de SOD, indicando atividade antioxidante e não apresentou toxicidade sistêmica. A MB não demonstrou toxicidade aguda e possui potencial antioxidante in vitro.

  • JALLES ARRUDA BATISTA
  • Gabapentina reverte parâmetros inflamatórios e o estresse oxidativo independente da via endocanabinóide durante a colite induzida por ácido acético
  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 12/04/2017
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  • A doença inflamatória intestinal (DII) compreende um espectro de doenças que se caracterizam por uma inflamação crônica do trato gastrointestinal (TGI) sem uma causa ou patógeno específico. A gabapentina (GBP) é um fármaco anticonvulsivante, mas estudos prévios mostraram que ela é eficiente em reduzir danos inflamatórios gástricos e diminuir o processo inflamatório agudo. Durante as colites há aumento de substâncias que atuam na via dos endocanabinóides, que são importantes para a proteção do cólon durante o desenvolvimento do processo inflamatório intestinal. Assim, este trabalho objetiva analisar o efeito anti-inflamatório da GBP na colite induzida por ácido acético (AA) em camundongos e observar se este mecanismo de ação se dá pela via farmacológica dos endocanabinóides. Foram usados camundongos swiss machos (25–30 g), divididos em grupos de 6 animais. A indução da colite foi realizada utilizando AA (6%, 200 μL) e tratados via intra peritoneal (i.p.) com GBP nas doses de 0,1; 0,3; 1,0 mg/kg ou dexametasona (2 mg/kg, subcutânea – s.c.) com 17 h ou 17:30 h após a indução da colite, respectivamente. Após isso, foram realizados ensaios experimentais para bloquear a ação dos receptores endocanabinóide utilizando seus antagonistas AM 251 (3 mg/kg, i.p.) e AM 630 (1 mg/kg, i.p.), respectivamente. Após 18 h da indução da colite os animais foram eutanasiados e uma amostra de 5 cm do cólon foi retirada para avaliação dos escores macroscópicos e microscópicos de lesão, peso úmido e análises bioquímicas onde foram verificados a atividade da enzima mieloperoxidase (MPO), níveis de glutationa (GSH) e malonildialdeídeo (MDA). Os grupos de animais que receberam apenas AA intracolônico demonstraram um maior aumento do número de lesões inflamatórias intestinais apresentando aumento dos parâmetros inflamatórios macro e microscópicos, além de apresentar aumento significativo do peso úmido do colón e da concentração de MPO no tecido intestinal, bem como apresentaram redução da formação de GSH e aumento nos níveis de MDA e citocina IL1- β quando comparado ao grupo salina, enquanto que o tratamento com a GBP na concentração de 1,0 mg/kg apresentou uma redução da lesão intestinal de forma significativa por diminuir a atividade da enzima MPO e dos marcadores de estresse oxidativo in vivo e citocina (IL1- β) quando comparado ao grupo AA. Ainda foi visto que o bloqueio dos receptores endocanabinóides não teve influência na redução da inflamação do cólon do intestino pela GBP após avaliar os parâmetros macro e microscópico de lesão, peso úmido, na atividade da enzima MPO, níveis de GSH, MDA e IL1- β quando comparado ao grupo GBP. Os resultados parciais mostram que o AA foi eficaz em induzir a retocolite ulcerativa (RCU); que a GBP reduz a inflamação no cólon causada pelo AA, porém, seu efeito é provavelmente independente da via dos receptores endocanabinóides, não sendo estes envolvidos na redução do efeito inflamatório da RCU induzida experimentalmente, mostrando que esta via não representa uma alternativa terapêutica promissora para pacientes com RCU.

  • ANTONIO CARLOS MELO LIMA FILHO
  • Atividades anti-inflamatória e antioxidante do p-cumarato de etila em modelos de inflamação aguda
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 07/04/2017
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  • O sistema imune é o conjunto de barreiras anatômicas, constituintes celulares e humorais, que tem como função primária a proteção contra antígenos e recuperação de danos celulares. O processo inflamatório é resultado desta defesa e, quando não controlado, pode dar origem a diversas doenças, tais como artrite reumatoide, reações alérgicas, dentre outros. A investigação do efeito anti-inflamatório e antioxidante de produtos de plantas medicinais como adjuvantes ao tratamento destas doenças tem relevância devido as principais classes de fármacos anti-inflamatórios (AINEs e glicocorticoides) possuírem vários efeitos adversos, como úlceras gástricas e alterações metabólicas. O p-cumarato de etila é um fenilpropanoide presente em plantas do gênero Ipomoea usadas popularmente para tratamento de processos inflamatórios, além de já ter sido descrita sua atividade antimicrobiana após isolamento a partir da Tabebuia aurea (Manso) S. Moore. Entretanto, sua atividade anti-inflamatória nunca foi avaliada. Sendo assim, este trabalho teve por objetivo investigar o efeito do p-cumarato de etila sobre os marcadores inflamatórios e do estresse oxidativo e os seus possíveis mecanismos de ação. Inicialmente, foi realizado o teste de toxicidade oral aguda (2 g/kg) em camundongos Swiss (25-35 g), machos e fêmeas, durante 14 dias. Em seguida, fez-se a avaliação do efeito anti-inflamatório com o p-cumarato de etila nas doses de 50, 100, 150 e 200 mg/kg, v.o., através do modelo de edema de pata induzido por carragenina (1%, 50 µL), bem como análise histológica. Em continuidade a avaliação anti-inflamatória, foi realizada a indução de edema por diversos agentes envolvidos no desenvolvimento do processo inflamatório - composto 48/80 (12 µg/pata), histamina (100 µg/pata), serotonina (100 µg/pata) e prostaglandina E2 (3 nmol/pata). Além disso, induziu-se peritonite nos camundongos através da administração de carragenina (500 µg/cavidade) para a contagem do número total de leucócitos e diferencial (monócito, neutrófilo e linfócito), Mieloperoxidase (MPO), interleucina 6 (IL-6) e 8 (IL-8), nitrito (NO2-), glutationa reduzida(GSH) e malondialdeído (MDA). As alterações no tecido gástrico foram analisadas após a administração de p-cumarato de etila (450 mg/kg, v.o.) em comparação à indometacina (20 mg/kg, v.o.), fármaco padrão utilizado ao longo de todos os experimentos. Como resultado, observou-se que o p-cumarato de etila não apresentou efeito tóxico sobre os camundongos. Além disso, ocorreu inibição significativa do edema de pata induzido por carragenina em todas às 4 horas de avaliação, nas doses de 150 e 200 mg/kg. O p-cumarato de etila (150 mg/kg, v.o.) também reduziu significativamente os edemas induzidos pelos agentes edematogênicos, contagem total (p<0,0001) e diferencial de leucócitos do exsudato peritoneal, MPO (p<0,01) , IL-6 (p<0,05) e IL-8 (p<0,5), MDA (p<0,5), GSH (p<0,5) e NO2- (p<0,0001). Além disso, não foram observadas formações de lesões gástricas significativas (p<0,0001), diferente da indometacina (20 mg/kg). Estes resultados em conjunto sugerem que o p-cumarato de etila apresenta atividade anti-inflamatória e, distintamente do AINE empregado como padrão, não causa lesões no tecido gástrico. Desta forma, ressalta-se que o mesmo possa atuar através da inibição dos mediadores inflamatórios, migração de leucócitos, citocinas pró-inflamatórias.

  • NATHALIA SANTOS CARVALHO
  • EFEITO PROTETOR DA SINVASTATINA NA LESÃO GÁSTRICA INDUZIDA POR ALENDRONATO EM RATOS
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 07/02/2017
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  • Já tem sido reportado pela literatura que a sinvastatina, uma estatina comumente prescrita por seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, possui efeito protetor em modelos de úlcera gástrica induzidos por etanol e indometacina. Entretanto a ação gastroprotetora da sinvastatina no modelo de lesão gástrica induzida por alendronato permanece inexplorado. O objetivo do presente estudo foi investigar o efeito protetor da sinvastatina no dano gástrico ocasionado pelo tratamento com alendronato em ratos. No método, ratas fêmeas foram pré-tratadas com veículo ou sinvastatina (20 e 60 mg/Kg) por via oral. Após 1 hora, foi administrado alendronato (50mg/Kg) por via oral. A sinvastatina foi administrada uma vez ao dia durante 7 dias e a partir do 4° dia o alendronato começou a ser administrado uma vez ao dia durante 4 dias. No último dia de tratamento, 4 horas após a administração do alendronato, os animais foram eutanaziados, seus estômagos removidos e os danos gástricos foram mensurados. Amostras dos estômagos, imediatamente após a remoção, foram fixadas em formalina 10% para subsequente avaliação histopatológica. Outras amostras retiradas do estomago foram estocadas e congeladas em -80 °C para posteriores mensurações dos níveis de glutationa (GSH), malondialdeido (MDA), citocinas e da atividade da mieloperoxidase (MPO). Um terceiro grupo foi utilizado para mensuração de muco e secreção. Como resultados o pré-tratamento com sinvastatina preveniu os danos gástricos macro e microscópicos induzidos pelo tratamento com alendronato, aumentou os níveis de GSH e diminuiu os níveis de MDA, citocinas (IL-1β e TNF-α) e a atividade da MPO, além de também preservar os níveis de muco e reduzir a secreção ácida gástrica. Em conclusão, nossos resultados demonstram o efeito protetor da sinvastatina sobre a lesão gástrica induzida por alendronato, mantém a integridade da mucosa gástrica, a inibição da migração neutrofilica e a redução do estresse oxidativo associado com o aumento da acidez gástrica.

  • MICHEL MUÁLEM DE MORAES ALVES
  • ÁCIDO GÁLICO E ÁCIDO ELÁGICO: TANINOS COM PROPRIEDADES ANTILEISHMANIA E IMUNOMODULADORASULADORAS
  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 24/01/2017
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  • As leishmanioses são protozooses parasitárias causadas por mais de vinte espécies diferentes de parasitas do gênero Leishmania. Amplamente distribuída, a doença atinge cerca de 88 países, onde 2 milhões de pessoas estão infectadas atualmente e 1 a 2 milhões de novos casos surgem a cada ano. O parasita é digenético e apresenta duas morfologias distintas: uma forma flagelada, a promastigota, encontrada no inseto vetor e uma forma aflagelada, a amastigota, que alberga e se multiplica no interior hostil de células do sistema fagocítico mononuclear do hospedeiro vertebrado. Os tratamentos convencionais são onerosos, além de apresentarem uma gama de efeitos colaterais e já possuírem casos reportados de resistência a estes. Produtos naturais vêm sendo investigados como fonte de novos fármacos, por não apenas possuírem atividade sobre o parasita em si, como também serem capazes de agir em sinergismo com o sistema imunológico do hospedeiro para debelar a parasitemia. O ácido gálico (AcG) e ácido elágico (AcE) são compostos fenólicos derivados do metabolismo secundário de plantas que possuem atividades anti-inflamatórias, gastoprotetoras e anticarcinogênicas já conhecidas. Ainda não existindo relatos da exploração da suaatividade sobre leishmania. O objetivo deste trabalho foi de avaliar a atividade antileishmania, citotóxica e imunomoduladora do AcG e AcE. Nossos resultados mostraram que o AcG e AcE foram capazes de inibir 100% do crecimento de formas promastigotas, de L. majorna concentração de 800 µg/mL, além de provocarem alterações morfológicas nos parasitos sem, necessariamente, terem atuado degradando o DNA.Também foram capazes de induzir a morte das formas amastigotas, resultando em valores de CI50 de 16,408 µg/mL para AcG e 9,812 µg/mL para AcE sobre formas promastigotas e 29,527 µg/mL para AcG e 6,798 µg/mL para AcE sobre formas amastigotas. As concentrações médias de citotoxicidade sobre macrófagos murinos foram de 126,556 µg/mL para AcG e 23,811 µg/mL para AcE. O AcG e AcE também reduziram significativamente a infecção e infectividade de macrófagos parasitados por L. major, bem como apresentaram elevada atividade imunomoduladora atuando sobre parâmetros de ativação de macrófagos, evidenciado pelo aumento de sua capacidade fagocítica, de seu volume lisossomal, pela indução da síntese de óxido nítrico e pelo aumento da quantidade de cálcio intracelular. Investigações futuras serão feitas para avaliar os efeitos terapêuticos do AcG e AcE em modelos experimentais.

2016
Descrição
  • LUCAS RODRIGUES DE CARVALHO
  • EPIISOPILOTURINA, UM ALCALOIDE IMIDAZÓLICO EXTRAÍDO DA PILOCARPUS MICROPHYLLUS, REDUZ OS PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS E A PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA DURANTE A COLITE INDUZIDA POR TNBS.

  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 27/09/2016
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    A Doença de Crohn (DC) caracteriza-se por inflamação crônica de uma ou mais partes do tubo digestivo, acometendo geralmente o íleo e o cólon, mas pode acometer também outras regiões intestinais de forma descontinua. Um dos principais alcaloides extraídos da Pilocarpus microphyllus é a epiisopiloturina, e sua similaridade na estrutura química com a pilocarpina torna a epiisopiloturina um alcaloide promissor quanto as suas propriedades biologicamente ativas. Dessa forma, o presente estudo buscou investigar o efeito da epiisopiloturina sobre os parâmetros inflamatórios e deletérios da mucosa colônica durante a colite induzida por TNBS em ratos. Após o terceiro dia de indução da colite, a atividade antiinflamatória e antioxidante da epiisopiloturina (0,1; 0,3 e 1 mg/kg via i.p) foi avaliada. Os resultados demonstraram que a epiisopiloturina na dose 1,0 mg/kg (melhor dose) reduziu significativamente os escores macroscópicos, microscópicos e peso úmido dos cólons em relação ao grupo TNBS. O grupo epiisopiloturina foi capaz de reduzir a infiltração neutrofílica juntamente com a citocina pró-inflamatória IL-1β. A epiisopiloturina na dose 1,0 mg/kg aumentou os níveis de GSH concomitante diminuição dos níveis de MDA. O grupo epiisopiloturina demonstrou redução da imunomarcação para IL-1β, iNOS e COX-2 e redução na contagem de células por campo positivas. O grupo tratado com a epiisopiloturina conseguiu reduzir a expressão de COX-2 e iNOS no colón quando comparada ao TNBS. Com isso, a epiisopiloturina demonstrou ter um efeito antiinflamatório e antioxidante no modelo experimental de colite induzida por TNBS. 

  • RAILSON DE SOUSA SANTOS
  • “Avaliação de efeito hipocinético do mentofurano no trato gastrointestinal de roedores”.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 14/09/2016
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  • O mentofurano (C10H14O) é um monoterpeno encontrado no óleo essencial de espécies do gênero Mentha. Os monoterpenos constituem-se em grupo de compostos químicos com diferentes atividades biológicas, e para alguns foi demonstrada atividade no sistema digestório. Este trabalho investigou o efeito hipocinético do mentofurano no trato gastrointestinal de roedores. Esse efeito foi avaliado por meio dos seguintes modelos experimentais: esvaziamento gástrico (n=7 animais/grupo), trânsito intestinal (n=8 animais/grupo) e atividade antidiarreica (n=8 animais/grupo) em camundongos; atividade espasmolítica em íleo isolado de ratos (n=6). Também foi realizado estudo de toxicidade aguda in vivo em camundongos (n=6 animais/grupo), em que a administração de dose de 2.000 mg/kg (v.o) não produziu mortes nem alterações indicativas de toxicidade aguda sistêmica. No modelo de esvaziamento gástrico com vermelho de fenol, o mentofurano (MFur) nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg (v.o) reduziu significativamente (p<0,01) o esvaziamento gástrico em relação ao grupo controle. Na avaliação do efeito deste monoterpeno no trânsito intestinal, observou-se que MFur, nas doses de 50 e 100 mg/kg (v.o), mas não na de 25 mg/kg, diminuiu (p<0,05) o trânsito intestinal quando comparado ao grupo controle. Ademais, apresentou efeito hipocinético semelhante ao do fármaco escopolamina. No modelo de hipermotilidade intestinal provocada por óleo de rícino, o MFur 50 e 100 mg/kg (v.o) reduziu (p<0,05) a quantidade de fezes moles eliminadas na terceira hora quando comparado ao grupo veículo, sem diferença estatística em relação ao grupo normal. Na avaliação do efeito espasmolítico Na avaliação de efeito espasmolítico, MFur nas concentrações de 10-8 a 10-3 µg/mL (n = 4) produziu relaxamento, dependente de concentração, em segmentos de íleo de rato pré-contraídos com KCl (CE50= 0,059 ± 0,008 µg/mL) e carbacol (CE50 = 0,068 ± 0,007 µg/mL), com potências semelhantes para relaxamento do íleo nos dois modelos. O mentofurano apresenta baixo efeito tóxico agudo in vivo e diminui a motilidade gastrointestinal, efeito evidenciado pelo retardo no esvaziamento gástrico, pela redução do trânsito intestinal normal e pelo efeito espasmolítico em íleo isolado de rato. Esse último efeito sugere envolvimento de ativação de canais de potássio e/ou de redução do influxo de cálcio, o que requer estudos adicionais.

  • IRISMARA SOUSA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DO EXTRATO AQUOSO E DA FRAÇÃO POLISSACARÍDICA DA Thuja occidentalis Linn. (Cupressaceae) EM CAMUNDONGOS.

  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 12/09/2016
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  • A indução da inflamação aguda representa o principal mecanismo pelo qual o sistema imune inato lida com infecções e lesões teciduais, no entanto, a inflamação pode tornar-se prejudicial quando o processo é desregulado e exacerbado. Os fármacos comumente utilizados no tratamento de condições inflamatórias estão associados ao aparecimento de efeitos adversos graves como úlceras gastrointestinais, hemorragias e distúrbios renais. Nesse contexto, as plantas medicinais constituem uma fonte importante para estudos que visam à descoberta de novas substâncias com atividade farmacológica que tenham maior segurança, melhor eficácia e menos efeitos adversos. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar a atividade anti-inflamatória do extrato aquoso (EA) e da fração polissacarídica (PLS) da T. occidentalis Linn. em camundongos.  A atividade anti-inflamatória do AE e PLS da Thuja occidentalis L foi avaliada pela medição de edema de pata induzido por diferentes agentes inflamatórios, análise histopatológica e imuno-histoquímica. No modelo de peritonite, foi analisada a contagem total e diferencial de leucócitos, a atividade da mieloperoxidase (MPO), os níveis de citocinas (TNF-α e IL-6), a concentração de nitrito, os níveis da glutationa (GSH) e as concentrações de malondialdeído (MDA). Além disso, também foram avaliadas a permeabilidade vascular e a toxicidade gástrica. Todos estes testes foram realizados em camundongos Swiss. Como resultados, o pré-tratamento com AE e PLS (3, 10 e 30 mg/kg, i. p.) reduziu significativamente (P < 0,05) o edema da pata induzido pela carragenina, sulfato de dextrana (DEX), composto 48/80, serotonina (5-HT ), histamina (HIST), bradicinina (BK), e prostaglandina E2 (PGE2). Além disso, também inibiu o recrutamento de leucócitos e neutrófilos; reduziu a atividade da enzima MPO, os níveis do fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) e os níveis de interleucina-6 (IL-6), a permeabilidade vascular, as concentrações de nitrito, as concentrações de MDA e manteve os níveis de GSH no exsudado peritoneal. AE e PLS também reduziram a infiltração de polimorfonucleares, bem como o número de células marcadas para a COX-2 e iNOS no tecido da pata quatro horas após a administração de carragenina. Em adição, o tratamento com uma dose de cem vezes maior de AE e PLS (300 mg/kg) que a usada como melhor dose nos testes descritos anteriormente, não promoveu toxicidade gástrica. Em conclusão, estes dados mostram que AE e PLS reduzem a resposta inflamatória através da inibição de eventos vasculares e celulares, por modular a migração de neutrófilos, pela inibição da produção de citocinas pró-inflamatórias, e reduzir o estresse oxidativo.

  • NAIRA MOURA ALVES
  • Avaliação da atividade gastroprotetora do Mentofurano.

  • Orientador : MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS
  • Data: 02/09/2016
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  • O mentofurano (C10H14O) é um monoterpeno constituinte de diversos óleos essenciais derivados de espécies, tal como a Mentha piperita L., da família Lamiaceae (Labiatae), popularmente conhecida como hortelãzinho, hortelã de panela, hortelã de cheiro. Suas folhas e ramos são amplamente utilizados no Brasil, tendo indicação no tratamento de distúrbios gastrointestinais, verminoses (giardíase e amebíase) e problemas respiratórios, além de possuir uma boa atividade analgésica, anti-inflamatória, antifúngica, antisséptica e antiespasmódica. O objetivo deste trabalho então, foi investigar a atividade gastroprotetora do mentofurano em modelos agudos de lesão gástrica induzida por diferentes agentes ulcerogênicos, investigando seus possíveis mecanismos de ação. Em úlceras gástricas induzidas por etanol absoluto, os tratamentos com mentofurano nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, mas não de 12,5 mg/kg v.o, diminuíram significativamente (p< 0,05) a área de lesão gástrica. Em modelo de lesão gástrica provocada por indometacina, o mentofurano (12,5, 25, 50 e 100 mg/kg, v.o) produziu redução estatisticamente significativa (p< 0,05) no índice médio de lesões ulcerativas. No modelo de indução de úlcera por isquemia e reperfusão, o mentofurano (50 e 100 mg/kg, v.o) produziu redução estatisticamente significativa (p< 0,05) da área de lesão gástrica. Ao avaliar a atividade secretora pelo modelo de ligadura de piloro, o mentofurano (50 e 100 mg/kg, administrado por injeção intraduodenal) promoveu redução da acidez titulável e aumento do pH do suco gástrico e redução do conteúdo de muco. Contudo, não houve alteração do volume do suco gástrico e na atividade da catalase. Ademais, em modelo de úlceras gástricas induzidas por etanol, o mentofurano (50 mg/kg v.o) aumentou a concentração de grupos sulfidrílicos não protéicos, reduziu os níveis de mieloperoxidase e de malondialdeído na parede gástrica. O efeito gastroprotetor do mentofurano possivelmente envolve a redução da peroxidação lipídica e de processos inflamatórios na mucosa gástrica e diminuição da acidez do suco gástrico.

  • LUCAS RODRIGUES DE CARVALHO
  • EPIISOPILOTURINA, UM ALCALOIDE IMIDAZÓLICO EXTRAÍDO PILOCARPUS MICROPHYLLUS, REDUZ OS PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS E A PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA DURANTE A COLITE INDUZIDA POR TNBS.

  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 08/07/2016
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    A Doença de Crohn (DC) caracteriza-se por inflamação crônica de uma ou mais partes do tubo digestivo, acometendo geralmente o íleo e o cólon, mas pode acometer também outras regiões intestinais de forma descontinua. Um dos principais alcaloides extraídos do Pilocarpus microphyllus é a epiisopiloturina, e sua similaridade na estrutura química com a pilocarpina torna a epiisopiloturina um alcaloide promissor quanto as suas propriedades biologicamente ativas. Dessa forma, o presente estudo buscou investigar o efeito da epiisopiloturina sobre os parâmetros inflamatórios e deletérios da mucosa colônica durante a colite induzida por TNBS em ratos. Após o terceiro dia de indução da colite, a atividade anti-inflamatória e antioxidante da epiisopiloturina (0,1; 0,3 e 1 mg/kg via i.p)  foi avaliada. Os resultados demonstraram que a epiisopiloturina na dose 1,0 mg/kg (melhor dose) reduziu significativamente os escores macroscópicos, microscópicos e peso úmido dos cólons em relação ao grupo TNBS. O grupo epiisopiloturina foi capaz de reduzir a infiltração neutrofílica juntamente com a citocina pró-inflamatória IL-1β. A epiisopiloturina na dose 1,0 mg/kg aumentou os níveis de GSH concomitante diminuição dos níveis de MDA. O grupo epiisopiloturina demonstrou redução da imunomarcação para NF-kB quando comparada ao grupo TNBS, a imunomarcação para IL-1β e COX-2  no grupo epiisopiloturina teve reduzida marcação e redução na contagem de células por campo positivas para IL-1β e COX-2. O grupo tratado com a epiisopiloturina não conseguiu reduzir a expressão de NF-kB, porém reduziu a expressão da COX-2 e iNOS no colón quando comparada ao TNBS. Com isso, a epiisopiloturina demonstrou ter um efeito antiinflamatório e antioxidante no modelo experimental de colite induzida por TNBS.

  • DEYNA FRANCÉLIA ANDRADE PRÓSPERO
  • POTENCIAL ANTINOCICEPTIVO E ANTI-INFLAMATÓRIO DO ISOPULEGOL E POSSÍVEIS MECANISMOS DE AÇÃO EM ROEDORES

     

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 31/05/2016
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  • O isopulegol (ISO) (p-Menth-8-en-3-ol) é um monoterpeno álcool, presente em óleos essenciais de várias plantas aromáticas, como Corymbia citriodora H.; Zanthoxylum schinifolium L. e Melissa officinalis L., essas plantas são utilizadas na medicina popular como antiespasmódica, curativo cirúrgico para feridas, e sedativo/hipnótico, fortalecimento da memória e alívio da dor de cabeça induzida por estresse. Estudos anteriores mostraram que o isopulegol apresenta atividade ansiolítica, anticonvulsivante, gastroprotetora e antioxidante em roedores, mas até agora não existem estudos que comprovam atividade do isopulegol em modelos de nocicepção e na inflamação. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito antinociceptivo e anti-inflamatório do ISO, bem como possíveis mecanismos de ação envolvidos nos efeitos observados em roedores. Camundongos Swiss machos e fêmeas (20-35 g, n = 5-8) e ratos Wistar fêmeas (180-250 g, n = 5-8) foram utilizados nos testes sob autorização do Comitê de Ética Animal (CEEA/UFPI Nº 82/2014). Para avaliar a atividade antinociceptiva do ISO foram realizados os testes de nocicepção induzida por formalina, capsaicina e glutamato, no modelo de lambedura de pata, seguidos da investigação do envolvimento dos mecanismos opióides, canais de  , muscarínicos, L-arginina-óxido-nítrico e GMPc. Foi avaliado também a hiperalgesia induzida por carragenina e prostaglandina E2 usando o modelo de compressão da pata de ratas (Randall-Selitto). Na investigação da atividade anti-inflamatória foram estudados o efeito antiedematogênico do ISO sobre edema de pata induzido por carragenina, dextrana e PGE2, e sua ação sobre a migração de leucócitos no modelo de bolsa de ar e peritonite induzida por carragenina em roedores.  Nos modelos de nocicepção aguda, o ISO, por via oral, mostrou efeito antinociceptivo nos testes de formalina nas doses de 0,78 a 25 mg/kg na primeira fase e 1,56 a 25 mg/kg na segunda fase do teste; no teste de capsaicina nas doses de 1,56 a 12,5 mg/kg e glutamato nas doses de 3,12 a 6,25 mg/kg com efeito da dependente dose. A antinocicepção do isopulegol foi inibida na presença de naloxona (2 mg/kg, i.p.), glibenclamida (3 mg/kg, i.p.), pilocarpina (3mg/kg, i.p.),  L-arginina (600 mg/kg, i.p.) e azul de metileno (20mg/kg, i.p.). Estudos anteriores mostraram que nos testes de rota rod e campo aberto, o ISO nas doses 25 e 50 mg/kg, v.o. não apresentou atividade relaxante muscular ou efeito depressor central. Na dor inflamatória, o ISO (6,25 e 12,5 mg/kg, v.o.) reduziu a hiperalgesia em modelos de hipernocicepção aguda induzida por carragenina a 1%, quando avaliado no teste de Randall-Selitto. O ISO também possui ação anti-hiperalgésica quando administrado por via intraplantar (40 e 80μg/pata) na hiperalgesia induzida por carragenina e prostaglandina E2 (1 µg/mL). O ISO (12,5 mg/kg, v.o.) inibiu a formação de edema induzido por carragenina da 1ª a 6ª horas, e atenuou o edema de pata induzido por dextrana e prostaglandina E2 comparado ao controle. Na avaliação da migração leucocitária induzida por carragenina em bolsa de ar, o ISO (6,25 e 12,5 mg/kg, v.o.) reduziu significativamente (***p<0,001) a migração de leucócitos para o local da injúria, assim como no modelo de peritonite. O ISO reduz a atividade da enzima MPO no exsudado da bolsa de ar induzida por carragenina. Os resultados sugerem que a ação antinociceptiva aguda do ISO envolva o sistema opióide via canais de  , participação de receptores muscarínicos, inibição de óxido nítrico e GMPc. As ações, anti-inflamatória e anti-hiperalgésica, do ISO parecem estar relacionadas com a inibição da produção ou liberação de mediadores pró-inflamatórios e da migração de leucócitos.

  • BENEDITO PEREIRA DE SOUSA NETO
  • Atividade anti-inflamatória do derivado benzoiltriptaminico N-saliciloiltriptamina (NST), e possíveis mecanismos de ação

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 12/05/2016
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  • A inflamação é um fenômeno que envolve a participação de diversos mediadores, como histamina, serotonina, bradicinina, TNF-α, IL-1β, e as prostaglandinas. Estes mediadores induzem intensa migração de neutrófilos para os tecidos inflamados. Dentre os fármacos utilizados para o tratamento da inflamação incluem os anti-inflamatórios não-esteroidais (coxibes), e os corticoides, entretanto, possuem vários efeitos colaterais, especialmente quando utilizados cronicamente. Substâncias que possuem núcleo indólico têm sido utilizadas no tratamento de afecções inflamatórias apresentando boa efetividade e baixa toxicidade. O NST constituído por núcleo indólico apresentou atividades anti-inflamatória e antioxidante em diferentes modelos experimentais. O objetivo deste trabalho foi investigar a atividade e anti-inflamatória do derivado benzoiltriptaminicos N-saliciloiltriptamina (NST), e os possíveis mecanismos de ação. Foram utilizados camundongos Swiss (25-30 g) e ratos Wistar (150-210g), machos e fêmeas. Para avaliação da atividade antiedematogênica do NST foi utilizado o modelo de edema de pata induzido por carragenina em ratos. Em camundongos, a atividade antiedematogênica do (NST) foi avaliada diante dos seguintes agentes flogisticos: dextrana, composto 48/80, histamina, serotonina, capsaicina e prostaglandina. Em seguida, investigou-se o efeito do (NST) sobre a degranulação de mastócitos mesenteriais induzida pelo composto 48/80 (experimento ex vivo), em ratos. Utilizou-se também o modelo de peritonite induzida por carragenina para elucidação dos possíveis mecanismos de ação. Inicialmente foi realizada a contagem total e diferencial de leucócitos, análise da concentração de proteínas totais, atividade de mieloperoxidase (MPO), catalase, concentração de nitrito (NO2-) e espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). Avaliou-se também a incapacitação articular induzida por carragenina através do tempo de elevação da pata (TEP) em incapacitômetro. Por fim, avaliou-se a variação do edema, tempo de elevação da pata (TEP) e a migração de leucócitos no modelo de artrite gotosa induzida por cristais de ácido úrico em ratos tratados com (NST).  Todos os protocolos foram aprovados pelo Comitê de Ética Animal/UFPI, Nº. 82/2014. O (NST) 100 e 200  mg/kg. (i.p.) reduziu o edema de pata induzido por carragenina da 1ª à 5ª hora (*p< 0,05). De forma semelhante, o (NST) na dose de 100 mg/kg reduziu o edema induzido por dextrana, composto 48/80, histamina, serotonina, capsaicina e prostaglandina, durante o tempo de observação (*p< 0,05). Os grupos tratados com (NST) nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg inibiram a degranulação de mastócitos (*p<0.05) quando comparado ao grupo veículo. O NST nas doses de 100 e 200 mg/kg (i.p.) inibiu a migração de leucócitos no exsudato peritoneal, a atividade da mieloperoxidase e catalase; (*p< 0,05) e as concentrações de NO2- e TBARS. NST também reduziu significativamente (*p< 0,05) o (TEP) já na primeira hora após a indução da lesão articular. Por ultimo, o (NST) nas doses de 100 e 200 mg/kg inibiu tanto a variação do edema o (TEP) (***p<0.001)  e migração de leucócitos no modelo de artrite gotosa, durante o tempo de observação.  Conclui-se por tanto, que a substância em estudo exerce atividade anti-inflamatória através da inibição do edema de pata induzido por diferentes agentes flogisticos, por inibir a degranulação de mastócitos, diminuir a migração de leucócitos nos modelos testados e redução do estresse oxidativo.

  • ADRIANA CUNHA SOUZA
  • Platonia insignis Mart. ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E ANTIBACTERIANA DO EXTRATO ETANÓLICO E FRAÇÕES OBTIDAS DA CASCA DO CAULE.

  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 15/04/2016
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  • As leishmanioses são doenças parasitárias causadas por protozoários do gênero Leishmania. Amplamente distribuída em todo mundo, as leishmanioses afetam o homem e os animais, sendo no homem caracterizada por quatro formas clínicas principais: cutânea, mucocutânea, difusa e visceral. A quimioterapia das leishmanioses tem sido baseada no uso dos antimoniais pentavalentes como fármacos de primeira escolha, Pentamidina e Anfotericina B, são segunda escolha no tratamento, importantes na terapia de pacientes com coinfecções ou em casos de tratamento resistente aos antimoniais. O tratamento farmacológico apresenta potencial de desenvolver resistência, são limitados, caros, com administração parenteral dolorosa, de longa duração e alta toxicidade. Paralelamente a esse cenário temos, no campo da microbiologia, um aumento progressivo do desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos por diversos patógenos. Esse fenômeno impõe sérias limitações às opções para o tratamento de infecções bacterianas, representando uma ameaça para a saúde pública. Substâncias obtidas de espécies nativas do Brasil, que apresentem atividade antileishmania e/ou antibacteriana e que tenham baixa toxicidade, podem vir a ser uma alternativa para o tratamento de tais afecções. Diante do exposto esse trabalho tem como objetivo avaliar a atividade antileishmania e imunomoduladora do extrato etanólico (Ext-EtOH) e das frações hexânica (F-Hex), etérica (F-Eté) e acetato de etila (F-AcOEt) de Platonia insignis Mart. sobre Leishmania amazonensis, citotoxicidade sobre macrófagos e atividade bacteriostática e bactericida sobre bactérias gram-positivas e gram-negativas. O Ext-EtOH, F-Hex e F-Eté inibiu o crescimento de formas promastigotas de L. Amazonensis gerando uma IC50 de 174,24; 45,23 e 53,68 µg/mL, respectivamente, e sobre amastigotas IC50 de 40,58; 35,87 e 46,71 µg/mL, a F-AcOEt obteve IC para amastigotas de 1766,08 µg/mL e não apresentou ação sobre promastigotas. Os valores de CC50 para macrófagos ficaram em 341,95; 71,65; 232,29 e >800 µg/mL, respectivamente, superando os valores de CI50 para amastigotas. O Ext-EtOH, F-Hex e F-AcOEt, não estimularam a atividade lisossomal, fagocítica e não incrementaram a produção de óxido nítrico. A F-Eté, entretanto estimulou a atividade lisossomal sem, no entanto, alterar a produção de oxido nítrico.  Sobre bactérias, a única fração que mostrou efetividade foi a F-Hex, que apresentou ação bactericida como CBM de 50 µg/mL. Conclui-se que o Ext-EtOH, F-Hex e F-Eté tem atividade contra leishmania, com citotoxicidade aceitável para macrófagos murinos, podendo a F-Eté atuar através da ativação de macrófagos. A F-Hex apresentou ação bactericida.

  • FABIANA DE MOURA SOUZA
  • Efeito do extrato etanólico e da sua fração hidroalcóolica obtidos das partes aéreas de Sida santaremnensisH.Monteiro (Malvaceae) sobre o sistema cardiovascular de roedores

  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 04/04/2016
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  • A espécie Sida santaremnensis H. Monteiro (Malvaceae) é um arbusto conhecido como guaxuma ou vassourinha. Estudo anterior demonstrou efeito vasorrelaxante do extrato etanólico (Ssan-EtOH) obtidos das partes aéreas desta espécie em artéria mesentérica superior isolada de rato. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito do (Ssan-EtOH) e da fração hidroalcoólica (Ssan-HA) sobre o sistema cardiovascular de roedores. Foram utilizados ratos Wistar machos (250-300 g) camundongos Swiss (25-30 g) todos provenientes do Biotério do NPPM. Os animais foram eutanasiados (Resolução 2012/CFMV e CEEA-UFPI 008/2012) e a artéria mesentérica foi removida limpa de tecido adiposo e seccionada em anéis (2-4 mm) os anéis foram imersos em cubas para órgão isolado contendo solução de Tyrode (37ºC com 95% de O2 e 5% de CO2). Após estabilização por 1 hora os anéis pré-contraídos com fenilefrina (10µM) ou KCl 80mM e os registros de tensões isométrica foram obtidas através do software AQCAD 2.06. Na avaliação da atividade antioxidante foi utilizado homogenato de coração de camundongos. A atividade hipotensora foi verificada através de implantação de cateter de polietileno na arterial femoral e veia femoral esquerda através de procedimento cirúrgico sob anestesia. Os registros foram obtidos após 24 horas seguintes a este procedimento e foram obtidos através do sistema de aquisição (AQCAD 2.06).  Os resultados demonstram que a Ssan-HA (0,1 a 750 µg/mL) promove efeito vasorrelaxante em preparações com endotélio vascular (pD2=1,42± 0,04) pré-contraídas com fenilefrina. Este efeito foi atenuado após a remoção do endotélio (pD2=2,01±0,05, *p<0,05) e na presença de  L-NAME 100 μM (pD2=1,84 ± 0,06* ou TEA 3 mM pD2=2,18±0,05*, *p<0,05 versus controle). As concentrações crescentes (81, 243, 500 e 750 µg/mL) de Ssan-HA inibiram de maneira dependente de concentração as contrações induzida por adição cumulativa de fenilefrina (10-9 – 10-5 M), (Emáx=91,64±2,27%, Emáx=51,11±6,32%, Emáx=20,16±2,15%, Emáx= 7,22 ± 0,01%, respectivamente), resposta semelhante a obtida por KCl (20 – 120 mM).  Em anéis sem endotélio pré-contraídos com (KCl 80mM) Ssan-HA promoveu efeito vasorrelaxante (pD2=2,22±0,09) dependente de concentração. Em relação a atividade antioxidante nas dosagens de GSH, MDA e H2S, observou-se que Ssan-HA não promove depleção de grupos sulfidrilas enquanto que os níveis de MDA mostram uma diminuição significativa após tratamento por via intraperitoneal em todas as doses testadas. Ocorreu ainda um aumento dos níveis de H2S nas doses de 1, 10 e 20 mg/kg. Na avaliação dos parâmetros hemodinâmicos (PAM e FC) observou-se que o extrato etanólico Ssan-EtOH nas doses (0,5; 1; 5; 10; 20 e 30 mg.kg-1 i.v.) induziu hipotensão associada a bradicardia. Esse efeito não foi alterada na presença de L-NAME (20 mg/kg, i.v.), no entanto, foi alterado  na presença de atropina (2 mg/kg, i.v.). Conclui-se que a fração Ssan-HA induz vasorrelaxamento envolvendo a eNOS e canais de K+ além da inibição do influxo de cálcio. Adicionalmente a Ssan-HA induz alterações nos níveis de GSH, MDA e aumento do H2S. Esses efeitos contribuem para a ação do Ssan-EtOH sobre a PAM uma vez que a fração Ssan-HA foi obtida a partir do extrato supracitado.

  • DOUGLAS SOARES DA COSTA
  • ATIVIDADE ANTIDIARREICA DE UMA FRAÇÃO POLISSACARÍDICA SULFATADA EXTRAÍDA DE Gracilaria caudata (J Agardh) EM ROEDORES

  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 29/02/2016
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  • A diarreia é uma condição patológica de origem diversa caracterizada pelo aumento do número de evacuações diárias, com mudança na consistência das fezes, geralmente de pastosas a líquidas. Em todo mundo, principalmente nos países em desenvolvimento, milhões de pessoas são afetadas e o número de óbitos é crescente, sendo considerada um dos principais problemas de saúde pública a ser solucionado. Recentemente, a OMS e a UNICEF lançaram um relatório, o qual estimula as pesquisas com produtos de origem natural para o tratamento da diarreia, já que a mesma não possui um tratamento farmacológico específico. Dentre os produtos naturais mais promissores, destaca-se principalmente os oriundos de algas marinhas e entre as mais estudadas, a espécie Gracilaria caudata J Agardh (Filo Rodophyta) através de seus polissacarídeos sulfatados (PLS) exibe diversas atividades farmacológicas entre elas anti-inflamatória, antinociceptiva e gastroprotetora, no entanto os relatos sobre atividades no trato gastrointestinal inferior são escassos. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade antidiarreica do PLS da G. caudata em diferentes modelos. Inicialmente, a atividade antidiarreica do PLS foi avaliada no modelo de diarreia aguda e enteropooling induzido por óleo de rícino, onde ratos Wistar foram pré-tratados com PLS (10, 30 e 90 mg/kg, v.o.), e depois de 1 h receberam óleo de rícino (10 ml/kg, v.o.). Os animais foram então colocados em gaiolas forradas com papel absorvente e observados durante 3 h para a presença de diarreia e ao final do tempo, houve a contagem de escores de severidade diarreica. Em sequência, os animais foram eutanasiados, o intestino delgado do piloro ao ceco foi isolado e o volume do conteúdo intestinal foi medido em tubo graduado, com a análise da atividade das bombas Na+K+ATPase. Para avaliar o trânsito gastrointestinal, os camundongos receberam óleo de rícino e 1 h depois foram tratados com PLS (90 mg/kg, v.o.). Após 1 h, todos os animais receberam 0,2 ml de carvão ativado por via oral. Vinte minutos mais tarde, os animais foram eutanasiados e a distância percorrida pelo carvão no intestino a partir do piloro até o ceco foi medida. A participação opióide e/ou anticolinérgica no trânsito gastrointestinal foi também investigada usando naloxona (2 mg/kg, s.c.; antagonista opióide) e betanecol (3 mg/kg, i.p.; agonista colinérgico), respectivamente. Para estudo do esvaziamento gástrico, camundongos foram tratados com PLS (90 mg/kg, v.o.) e 1 h depois receberam uma solução glicosada (5%) contendo vermelho de fenol (0,75 mg/ml). Após 20 minutos os animais foram eutanasiados e o esvaziamento gástrico foi mensurado por espectrofotometria. Na diarreia induzida por PGE2, os animais foram pré-tratados com PLS (90 mg/kg, v.o.) e imediatamente após a administração, PGE2 foi administrada (100 µg/kg, v.o.). Após 30 minutos os amimais foram eutanasiados e o volume do conteúdo intestinal foi mensurado. Além disso, o efeito do PLS (90 mg/kg, v.o.) na diarreia secretora foi investigado utilizando o modelo de secreção de fluido em alças intestinais isoladas de camundongos vivos tratados com toxina da cólera. O PLS foi avaliado quanto à sua capacidade em absorver fluidos em alças intestinais isoladas e interagir com receptores GM1 utilizando ELISA. O PLS (10, 30 e 90 mg/kg, v.o.) mostrou significativo (p<0,05) efeito antidiarreico na diarreia induzida por óleo de rícino em ratos, inibindo a quantidade total de fezes e fezes diarreicas. A dose de 90 mg/kg do PLS exibiu os melhores resultados frente a severidade da diarreia (escores de diarreia) e o volume de secreção de fluido intestinal (enteropooling) no modelo induzido por óleo de rícino, sendo adotada como dose padrão para os testes seguintes. A dose de 90 mg/kg aumentou a atividade das bombas Na+K+ATPase e também reduziu o trânsito gastrointestinal, a partir de mecanismos anticolinérgicos, sem interferir no esvaziamento gástrico. O PLS não exerceu ação significativa no modelo de diarreia induzida por PGE2, no entanto, o mesmo obteve resultados significativos ao reduzir a geração de fluidos e perdas de íons Cl-, ao interagir diretamente com os receptores GM1 e a toxina da cólera no modelo de diarreia secretora. Diante dos resultados apresentados, comprova-se a atividade antidiarreica do PLS de G. caudata por meio de redução da motilidade gastrointestinal na diarreia aguda por meio de ação anticolinérgica e na diarreia induzida pela toxina da cólera, a partir da interação entre PLS-Toxina-GM1, reduzindo a perda de fluidos e íons para o lúmen intestinal, o que pode tornar o PLS um forte candidato à fármaco para tratamento de doenças diarreicas.

  • LUCAS MOREIRA BRITO
  • Screening da atividade antileishmania e antibacteriana do extrato etanólico, frações e constituinte majoritário obtidos da casca do caule de Mimosa caesalpiniifolia Benth.

  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 22/02/2016
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  • O uso de plantas medicinais para o tratamento de muitas doenças está associado à medicina popular de diferentes partes do mundo. Nesse contexto, extrato e frações de M. caesalpiniifolia, têm apresentado inúmeras atividades farmacológicas comprovadas experimentalmente, dentre elas, atividade antitumoral, antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana. No entanto, a maior parte dos constituintes químicos e atividades biológicas de M. caesalpiniifolia permanecem desconhecidas tornando-se necessário mais estudos para buscas de novos compostos bioativos. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antileishmania e antibacteriana do extrato etanólico e frações de M. caesalpiniifolia e do ácido betulínico; analisar a citotoxicidade sobre macrófagos peritoneais e investigar parâmetros de ativação de macrófagos como mecanismos de imunomodulação. A CI50 para as formas promastigotas e amastigotas de L. amazonensis, em 48 horas de exposição, do Ext-EtOH, F-Hex, F-DCM, F-AcOEt, F-Aquo e Ac-B, foram respectivamente, de 4,63; 3,15; 0,38; 55,20; 56,98 e 29,63 µg mL-1 para formas promastigotas e de 4,80; 8,90; 0,56; 26,54; 37,52 e 14,19 µg mL-1 para amastigotas. O Ext-EtOH, F-Hex, F-DCM e Ac-B apresentaram toxicidade nas maiores concentrações, obtendo os seguintes valores de CC50:79,67; 35,18; 14,22e 345,34 µg mL-1. Não foi observada citotoxicidade para as F-AcOEt e F-Aquo. Os ensaios de imunomodulação e antioxidante demonstraram uma boa ação para frações F-AcOEt e F-Aquo. A atividade antibacteriana foi observada pela F-DCM, apresentando CIM de 25; 25 e 12,5 µg mL-1 para o S. aureos; MRSA e S. epidermidis, com CBM de 100 µg mL-1 para este último. Também foi observado inibição bacteriana pela F-AcOET, com CIM de 100 µg mL-1. Os resultados obtidos demostram que o extrato e frações da casca do caule de M. caesalpiniifolia, assim como o ácido betulínico, apresentaram uma acentuada atividade antileishmania e antibacteriana, tornando-se necessário estudos mais aprofundados.

2015
Descrição
  • MARIANNE MORAIS VIEIRA
  • Efeito espasmolítico promovido por Platonia insignis Mart. Clusiaceae em traquéia isolada de rato.

  • Orientador : ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
  • Data: 30/09/2015
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  • A espécie Platonia insiginis Mart., é conhecida popularmente como bacurizeiro. Estudos prévios com esta espécie mostraram atividade antiulcerogênica, cicatrizante,  antinociceptiva e efeitos cardiovasculares (LIMA et. al., 2014; SOUSA et. al, 2013; MENDES et. al, 2013). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito espamolítico do extrato etanólico bruto (Pi-EtOH) e a sua fração acetato de etila (Pi-AcOEt), obtidos das cascas do caule de Platonia insignis Mart., em traquéia isolada de rato. Tanto o Pi-EtOH quanto Pi-AcOEt relaxaram os anéis de traquéia pré-contraídos por carbacol, de maneira dependente de concentração e epitélio funcional (pD2 = 2,71 ± 0,03 e 2,68 ± 0,05). Para os anéis sem epitélio funcional os valores de Emax foram: 9,9 ± 4,0 e 27,0 ± 1,0 %, respectivamente, sugerindo um papel determinante dos fatores relaxantes derivados do epitélio. Foi verificado, com a adição de L-NAME, um inibidor da óxido nítrico sintetase, uma inibição significativa do efeito relaxante de Pi-EtOH e Pi-AcOEt (Emax: 44,0 ± 2,8 e 60,3 ± 2,9, respectivamente). Na via de relaxamento que envolve o óxido nítrico, a enzima guanilato ciclase representa o receptor para o NO no músculo liso traqueal. Foi observado que na presença do ODQ, bloqueador desta enzima, a atenuação do efeito induzido pelo extrato e sua fração (Emax de 48,2 ± 3,5 e 56,0 ± 1,4 %.). A modulação positiva dos canais de potássio parece estar envolvida no efeito relaxante do extrato mas não de sua fração, visto que é descrito que drogas ativadoras de canais de K+ promovem um melhor efeito relaxante frente à moderados aumentos externos de K+ na contração do músculo. Foi verificado que o Pi-EtOH relaxou (pD2 = 2,83 ± 0,01 e 2,68 ± 0,04) os anéis de traquéia pré contraídos por KCl 18m M e KCl 60m M, respectivamente enquanto que sua fração, Pi-AcOEt ,relaxou de maneira equipotente estes anéis (pD2 = 2,88 ± 0,02 e 2,95 ± 0,02, respectivamente).. Para confirmar ou descartar uma possível participação dos canais de K+ na resposta relaxante, verificou-se que o efeito do Pi-EtOH e de Pi-AcOEt foram significantemente reduzidos (Emax= 23,7 ± 2,4;  58,9 ± 3,1 %, respectivamente) na presença de TEA 5 mM, que nesta concentração funciona como bloqueador inespecífico dos canais de K+. Assim, concluiu-se que o extrato Pi-EtOH e sua fração Pi-AcOEt possuem metabólitos com atividade relaxante em traquéia isolada de ratos, efeito este dependente dos fatores relaxantes derivados do epitélio e que a  enzima óxido nítrico sintetase e a guanilato ciclase bem como os canais de potássio parecem ser determinantes para tal efeito.

  • ELZA MAYARA ANTUNES DE MACEDO
  •  

    EFEITOSANTINOCICEPTIVO E ANTI-INFLAMATÓRIO DA ASSOCIAÇÃO DO TERPINOLENO COM DICLOFENACO OU CELECOXIBE NA HIPERALGESIA INFLAMATÓRIA


  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 10/08/2015
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  • O tratamento farmacológico da dor inflamatória é geralmente feito com agentes anti-inflamatórios não-esteroidal (AINEs) por possuirem boa eficácia, porém, causam reações adversas, principalmente lesões gastrintestinais. Então se busca alternativas farmacológicas, como a associação de fármacos aos produtos naturais que apresentem efeito analgésico sinérgico, com efeitos colaterais reduzidos. O monoterpenoterpinoleno (TPL) é um constituinte químico dos óleos essenciais presente em várias espécies de plantas que apresentam atividades farmacológicas, como analgésica e anti-inflamatória. O objetivo desse estudo foi investigar o efeito antinociceptivo e antiedematogênico da associação do TPL com diclofenaco (DCF) ou com celecoxibe (CLX), em modelos de dor inflamatória; assim como a toxicidade e os mecanismos envolvidos. Ratas Wistar (170-230 g/ n= 6-9) receberam 50 µL de adjuvante completo de Freund (ACF), na pata traseira direita (Comitê deÉtica Animal/UFPI, Nº. 82/2014). Após 24 horas, as ratas foram tratadas, por via oral, com TPL (3,125; 6,25; 12,5 e 25 mg/kg); DCF (1,25; 2,5 e 5 mg/kg); CLX 3; 10 e 30 mg/kg; associação de TPL (3,125 mg/kg) + DCF (1,25 mg/kg); TPL (3,125 mg/kg) + CLX (3 mg/kg) ou salina ( salina 0.9% em Tween 80 2%), seguido do teste de compressão mecânica (Randall Selitto) e avaliação do edema de pata (Pletismômetro) nos tempos (0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 horas), e na fase crônica (10 dias consecutivos). O TPL apresentou efeito antinociceptivo nas doses 6,25; 12,5 e 25 mg/kg; o DCF2,5 e 5 mg/kg e o CLX 10 e 30 mg/kg na fase aguda (***p<0,001). A associação das doses inefetivas do TPL + DCF e do TPL + CLX também mostraram efeito antinociceptivo (***p<0,001). Os grupos que apresentaram efeito antinociceptivo na fase aguda, mantiveram esse efeito na fase crônica. Na avaliação do edema de pata, nenhum grupo apresentou efeito antiedematogênico na fase aguda, porém na fase crônica, TPL, DCF, CLX e associações TPL + DCF e TPL + CLX reduziram significativamente o edema. Além disso, O TPL e o CLX reduziram macrófagos, o DCF reduziu macrófagos e linfócitos, TPL + DCF e TPL + CLX reduziram neutrófilos, macrófagos e linfócitos, após análise histológica das patas. Parâmetros bioquímicos (uréia, creatinina, AST e ALT), pesos corporal e ponderado de órgãos (coração, pulmão, fígado, rins e baço) foram avaliados após o tratamento crônico, não apresentaram alterações. E na análise de estômagos, apenas o DCF provocou lesões gástricas. Para os mecanismos de ação, os animais foram induzidos com ACF, e 24 horas após, pré-tratados com naloxona(3mg/kg, s.c., antagonista opióide), cetanserina (3 mg/kg, s.c., antagonista serotoninérgico 5-HT2A) ou salina, e administrado as associações e as sustâncias isoladas. A naloxona reverteu o efeito antinociceptivo do CLX 30 mg/kg e da associação TPL + CLX, mas não reveteu o do TPL 25 mg/kg. Ja a cetanserina reverteu totalmente o efeito antinociceptivo do TPL e da associação TPL + DCF. Também foi avaliado o efeito antinociceptivo das associações e compostos isolados no pós-tratamento e verificou-se que o efeito antinociceptivo foi mantido, mas a duração do efeito foi reduzida. Os resultados sugerem que as associações do TPL aos AINEsapresentram efeito antinociceptivo e anti-inflamatório sinérgico, que pode ter envolvimento do sistema opióide e serotoninérgico.

  • ILMARA CECÍLIA PINHEIRO DA SILVA MORAIS
  • Efeito do fitoestrógeno diosgenina sob a função cardiovascular em modelo de menopausa induzida por ovariectomia

  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 05/08/2015
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  • Os fitoestrógenos, substâncias derivadas de plantas que possuem estrutura análoga ao estrógeno, como a Diosgenina, surgem como uma alternativa a terapia de reposição hormonal (TRH) e menores efeitos colaterais. O presente estudo investigou o efeito do fitoestrogeno diosgenina sob a função cardiovascular em modelo de menopausa induzida por ovariectomia. Os protocolos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação com Animais (CEEA/UFPI 069/2014). Foram utilizadas 20 ratas Wistar com idade superior a 2 meses de vida, oriundos do Biotério Experimental Setorial do NPPM/UFPI, mantidos sob condições controle de temperatura (24±1ºC) e ciclo claro-escuro de 12h, com livre acesso à alimentação e água. Realizou-se a ovariectomia para indução da menopausa após anestesia com cetamina (100 mg/kg) e xilazina (14 mg/kg)  , via intraperitonial e administração posterior de Pencivet® ppu (0,1 mL/100g) intramuscular. Após 60 dias da cirurgia os grupos Sham, OVX + salina, OVX + diosgenina (25 mg/kg), OVX + diosgenina (50 mg/kg) e OVX + estradiol receberam as substâncias durante 28 , por gavagem oral. A aferição da pressão arterial sistólica foi realizada por um método indireto e não-invasivo com um manguito na cauda da rata e por meio do equipamento ADInstruments ML125 NIBP, 2 horas após a administração das substâncias nos intervalos de tempo 0, 7 e 28 dias após inicio do tratamento. Ao final de 28 dias de tratamento com as substâncias, realizou-se a coleta de sangue  e eutanásia com sobredose anestésica para dissecção de órgãos. A avaliação de toxicidade subcrônica ocorreu pelo desenvolvimento corporal e de órgãos e pelos parâmetros bioquímicos: Alanina transaminase, Aspartato aminotransferase, Ureia, Creatinina. Glicose, Triglicerides, Colesterol total, Colesterol – LDL, Colesterol – HDL. A avaliação da antioxidante foi realizada segundo as dosagens de Mieloperoxidase, Malondialdeído e Glutationa no tecido cardíaco e Superoxido dismutase e Nitrito no plasma. Este estudo demonstrou que administração subcrônica de diosgenina 50 mg/Kg não apresentou toxicidade, houve também a redução do desequilíbrio metabólico e risco cardiovascular, redução de peroxidação lipídica, elevação de enzimas antioxidantes e, esse resultados podem propiciar a redução da pressão arterial sistólica em todos os intervalos de tempo. O estudo pode surgir como alicerce para demais pesquisas a cerca da utilização desse fitoestrógeno como terapêutica de reposição hormonal alternativa na menopausa com a finalidade de melhorar a função cardiovascular .

  • RENATA FORTES SANTIAGO
  • "EFEITOS ANTI-INFLAMATÓRIO, ANTINOCICEPTIVOE ANTIOXIDANTEDARIPARINABEMCAMUNDONGOS"


  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 16/06/2015
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  • Isolada a partir do fruto-verde de Aniba riparia, a Riparina B (N-[2-(3,4 dimetóxi-fenil)-etil]-benzamida) (Rip B) é um alcaloide não-heterocíclico, mais especificamente, uma alcamida natural. Na literatura há poucos relatos acerca do efeito direto da Rip B sobre o processo inflamatório e nociceptivo em diferentes modelos animais. Com isso, o objetivo deste trabalho foi investigar o efeito anti inflamatório, antinociceptivo e antioxidante da Rip B em modelos experimentais. Foram utilizados camundongos Swiss machos e fêmeas (20-25 g) (Comitê de Ética Animal/UFPI, Nº. 068/2014). A atividade anti-inflamatória foi avaliada utilizando-se o edema de pata induzido por diversos mediadores inflamatórios, tais como: dextrana, composto 48/80, histamina, serotonina, bradicinina e PGE2; atividade da enzima mieloperoxidase (MPO) na pata, peritonite induzida por carragenina, níveis de citocinas pró-inflamatórias (IL-1β e TNF-α). Para investigação da atividade analgésica fora utilizados os testes de: contorções abdominas induzidas por ácido acético a 0,6%, formalina a 1,2% e placa quente. A atividade antioxidante foi avaliada através da investigação dos níveis de malondialdeído (MDA) e glutationa (GSH) no exsudato peritoneal. O pré-tratamento com Rip B (10 mg/kg, via intraperitoneal) reduziu significativamente o edema de pata induzido por carragenina, dextrana e composto 48/80. Além disso, também reduziu o edema de pata induzido pelos agentes flogísticos: histamina, serotonina, bradicinina e PGE2. Reduziu significativemente os níveis de enzima MPO no tecido plantar, no modelo de peritonite induzida por carragenina, a Rip B (10 mg/kg, via intraperitoneal) diminuiu a contagem total de leucócitos e diferencial de neutrófilos e as concentrações de IL-1β e TNF-α no exsudato peritoneal. Na atividade antinociceptiva verificou-se que nos grupos onde foi administrada a Rip B (10 mg/kg, via intraperitoneal) houve a redução estatisticamente significante do número de contorções abdominais e redução do número de lambidas de pata no teste da formalina. Todavia, os animais pré-tratados com Rip B (10 mg/kg, via intraperitoneal) não apresentaram um aumento na latência no modelo da placa quente, sugerindo que a ação desta alcamida é dependente de eventos inflamatórios periféricos, e não de um mecanismo de ação central. Além disso, a mesma dose de Rip B também foi capaz de reduzir a concentração de MDA e o aumento dos níveis de GSH no exsudato peritoneal. Estes achados sugerem que a ação anti-inflamatória, antinociceptiva e antioxidante da Rip B esteja relacionada com a inibição da produção ou liberação de mediadores pró-inflamatórios, da redução da MPO na pata, redução da migração de leucócitos e infiltração de neutrófilos, diminuição de citocinas pré-inflamatórios, bem como redução de um efeito antioxidante. Tais dados levantam a possibilidade de que a Rip B poderia ser utilizada para melhorar a resistência do tecido aos danos ocasionados durante o processo inflamatório, bem como durante os processos álgicos.

  • KAMILA LOPES DE LIRA
  • Avaliação da atividade gastroprotetora da fração acetato de etila de Neoglaziovia variegata (Arruda) Mez. (Bromeliaceae) em modelos animais

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 08/05/2015
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  • A espécie Neoglaziovia variegata (Arruda) Mez é conhecida popularmente como ”caroá”, no Brasil, se encontra amplamente distribuída na região da caatinga por todo o semiárido do Nordeste brasileiro e parte da região Sudeste. O perfil fitoquímico da espécie mostrou a presença de saponinas, taninos, flavonóides, esteróides e triterpenóides. O presente estudo tem como objetivo investigar a atividade gastroprotetora e os mecanismos citoprotetores da fração acetato de etila (Nv-AcOEt) obtida a partir das partes aéreas de Neoglaziovia variegata (Arruda) (Bromeliaceae), utilizando modelos de lesões gástricas agudos em ratos e camundongos. No modelo de lesão gástrica induzida por etanol absoluto (0,2 mL/animal), o pré-tratamento com o Nv-AcOEt (100, 200 e 400 mg/kg, v.o) diminuiu a área de lesão gástrica de maneira significativa (p<0.05). O mesmo foi observado para as lesões gástricas induzidas por etanol acidificado (0,2 mL/animal), Nv-AcOEt (100, 200 e 400 mg/kg, v.o) inibiu a área de lesão gástrica de maneira significativa (p<0,05). No modelo de úlcera por ibuprofeno (100 mg/kg, v.o.), o pré-tratamento com o Nv-AcOEt (100, 200 e 400 mg/kg) reduziu o número de úlceras de maneira significativa (p<0,05). Nv-AcOEt (100 e 200 mg/kg, v.o.) também foi eficaz em inibir as lesões induzidas por isquemia e reperfusão. Na avaliação da atividade antioxidante, Nv-AcOEt (100 mg/kg, v.o.) não impediu a degradação de GSH pela ação do etanol. Nv-AcOEt (100 mg/kg, i.d.) demonstrou um aumento na concentração de muco aderido à parede gástrica no modelo de ligadura de piloro em ratos. Na tentativa de elucidar outros possíveis mecanismos envolvidos na gastroproteção de Nv-AcOEt (100 mg/kg), os animais foram submetidos à indução de lesão gástrica por etanol após pré-tratamento com ibuprofeno, L-NG-nitro-arginina, e glibenclamida, demonstrando a participação das prostaglandinas, da sintase do óxido nítrico, e dos canais de potássio sensíveis ao ATP (KATP), respectivamente.

  • WILMARA DE CARVALHO SANTOS
  •   "Alfa-felandreno apresenta efeitos anti-inflamatório e antinociceptivo: Envolvimento de mecanismos antioxidantes, inibição da migração de neutrófilos e da liberação de TNF-alfa e IL-1beta".

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 07/05/2015
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  • Espécies vegetais aromáticas têm sido utilizadas como uma importante alternativa para o tratamento farmacológico de doenças inflamatórias agudas e crônicas. Os óleos essenciais presentes nessas plantas possuem propriedades farmacológicas tais como analgésica, espasmolítica e anti-inflamatória, e são compostos por vários metabólitos secundários, dentre eles destacam-se os monoterpenos. O α-Felandreno (α-Fel) é um monoterpeno presente no óleo essencial de plantas aromáticas, e, em estudos anteriores, demonstrou atividades anti-inflamatória, antinociceptiva e antioxidante. O objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antinociceptivo e anti-inflamatório do α-Fel em modelos experimentais de inflamação aguda e crônica. Foram utilizados camundongos Swiss machos (25-30 g), ratos Wistar machos (180-240 g) e fêmeas (170-230 g) (Comitê de Ética Animal / UFPI, Nº. 82/2014). O modelo classico de inflamação crônica induzida pela injeção de adjuvante completo de Freund (ACF) na pata traseira induz alodinia mecânica e hiperalgesia. Vinte e quatro horas após a injeção de ACF, utilizou-se os aparelhos von Frey digital, Randall Selitto e pletismômetro para avaliar alodinia, hiperalgesia e edema inflamatório, respectivamente. No teste de alodinia mecânica induzida por ACF (100 μL) os ratos receberam α-Fel (12,5, 25, 50 e 100 mg/kg), veículo (salina 0,9% em Tween 80 a 2%) ou dexametasona (DEXA - 0,5 mg/kg), por via oral e foram avaliados em diferentes intervalos de tempo (1, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 24 h) após o tratamento. O α-Fel em todas as doses testadas, reduziu a alodinia mecânica apresentando melhor resultado com a dose de 100 mg/kg, da 1º até a 24º hora. Para investigar os efeitos do tratamento crônico do α-Fel, os animais foram avaliados diariamente e tratados nos 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 9º e 10º dias. O α-Fel reduziu a alodinia durante todo o tratamento crônico sem apresentar tolerância. A hiperalgesia e o edema inflamatório foram induzidos por ACF (50 μL) em ratas tratadas por via oral com α-Fel (6,25, 12,5, 25, 50 e 100 mg/kg), veículo ou diclofenaco (5 mg/kg), avaliadas nos tempos de 1, 2, 3, 4, 5 e 6 h (fase aguda) e tratadas uma vez por dia durante 10 dias (fase crônica). O α-Fel reduziu a hiperalgesia inflamatória durante as duas fases do teste (***p<0,001), exceto na dose de 6,25 mg/kg. As doses testadas não reduziram o edema na fase aguda, já na fase crônica o α-Fel 100 mg/kg reduziu o edema a partir do 4º dia de tratamento, efeito semelhante foi apresentado pelas doses 25 e 50 mg/kg a partir do 7º dia de tratamento. O α-Fel (100 mg/kg, v.o.) não apresentou ação relaxante muscular (teste rota rod) nem efeito depressor central (teste campo aberto). Parâmetros bioquímicos (uréia, creatinina, AST e ALT) e pesos corporal e ponderado de órgãos (coração, pulmão, fígado, rins e baço) foram avaliados após o tratamento crônico, sem apresentar alterações. No modelo de migração leucocitária induzida por carragenina para a bolsa de ar, o α-Fel (100 mg/kg, v.o.) reduziu a infiltração de leucócitos totais (**p<0,01). O α-Fel (50 e 100 mg/kg) reduziu significativamente os níveis de TNF-α, IL-1β, nitrito e a atividade da enzima MPO, além de aumentar a atividade da enzima antioxidante SOD. Os resultados sugerem que a ação anti-inflamatória e antinociceptiva do α-Fel esteja relacionada com a inibição da produção ou liberação de mediadores pró-inflamatórios, a migração de leucócitos e um possível efeito antioxidante.

  • FRANCISCO VALMOR MACEDO CUNHA
  • Ferulato de etila apresenta atividade anti-inflamatória via mecanismos antioxidantes, inibição da migração de neutrófilos e da liberação de citocinas pró-inflamatórias TNFα e IL-1β

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 26/03/2015
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  •       A inflamação é uma resposta adaptativa fisiológica desencadeada por estímulos ou condições como infecção e lesão tecidual. A resolução depende de um complexo processo que envolve agentes humorais incluindo as prostaglandinas, interleucinas e produção de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio; e celulares como neutrófilos, leucócitos e mastócitos. Os fármacos utilizados para o tratamento de inflamação incluem os anti-inflamatórios não-esteroidais que podem ser nocivos ao trato gastrintestinal e os corticosteróides os quais possuem variados efeitos secundários, especialmente quando utilizados cronicamente. Nesse sentido, óleos essenciais, ricos em fenilpropanóis como o ácido ferúlico, têm sido utilizados no tratamento de afecções inflamatórias apresentando efetividade e baixa toxicidade. O ferulato de etila (FE) é um derivado do ácido ferúlico, um fenilpropanóide com atividades anti-inflamatória e antioxidante. O objetivo deste estudo foi investigar a atividade anti-inflamatória do FE em modelos experimentais de inflamação e os possíveis mecanismos de ação envolvidos na resposta. Para isso, foram utilizados ratos Wistar (150-210 g), machos e fêmeas. O modelo de edema de pata induzido por carragenina (1%; 0,1 mL) foi utilizado para avaliar a atividade anti-edematogênica do FE, seguido pela elucidação dos mecanismos de ação através da contagem total de leucócitos, atividade de mieloperoxidase (MPO), concentração do nitrito (NO2-), níveis de citocinas (TNF-α e IL-1β), avaliação da atividade da superóxido dismutase (SOD), catalase e concentração de tióis totais e espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) em modelo de bolsa de ar subcutânea ativada por carragenina. A avaliação da atividade anti-inflamatória aguda, induzida por carragenina, e crônica, induzida por adjuvante completo de Freund (ACF), do FE foram realizadas através de avaliações do edema articular e tempo de elevação da pata (TEP) em incapacitômetro. O registro radiográfico da articulação com monoartrite induzida por ACF foi coletado no dia da indução e após 7 e 14 dias. Ao fim dos 14 dias de protocolo, estômago, coração, rins e fígado foram retirados para acesso a sinais de gastrolesividade, e toxicidade cardíaca, hepática e renal. O FE 25, 50 e 100 mg/kg v.o reduziu o edema de pata (p<0,001) induzido por carragenina da 1ª a 5ª hora nas doses de 50 e 100 mg/kg v.o. FE 50 e 100 mg/kg v.o inibiu a migração de leucócitos em modelo de bolsa de ar (p<0,001) bem como diminuiu a atividade da mieloperoxidase (p<0,001), SOD, catalase; aumentou as concentrações de tióis totais e diminuiu as concentrações de TNF-α e IL-1β, NO e TBARS. Na monoartrite induzida por carragenina e ACF o FE 50 e 100 mg/kg, v.o reduziu significativamente o edema e o TEP já na segunda hora após a indução (p<0,001). FE apresentou-se como condroprotetor nos registros radiográficos nas doses de 50 e 100 mg/kg, v.o (p<0,001). Não houve indícios de gastrolesividade ou toxicidade renal hepática ou cardíaca aparente. Os dados obtidos sugerem que o ferulato de etila exerce atividade anti-inflamatória através da inibição da migração leucocitária, do estresse oxidativo e da inibição de citocinas pró-inflamatórias.

  • CAMILA ERNANDA SOUSA DE CARVALHO
  • DETERMINAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTILEISHMANIA, CITOTÓXICA E DE PARÂMETROS DE ATIVAÇÃO DE MACRÓFAGOS DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Myracrodruon urundeuva (Engl.) Fr. All

  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 27/02/2015
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  • A leishmaniose é uma miscelânea de doenças parasitárias causadas por protozoários do gênero Leishmania. Os fármacos utilizados no seu tratamento apresentam altos índices de desenvolvimento de resistência, regimes de tratamento com altas doses por longos períodos, administração parenteral e alta toxicidade renal e cardíaca, o que tornam sua administração limitada. Neste cenário, destacam-se os óleos essenciais, que são substâncias complexas constituídas por metabolitos secundários de plantas, que têm apresentado resultados surpreendentes em experimentos, em decorrência das inúmeros atividades farmacológicas e, dentre elas, atividade antileishmania. Assim, esse trabalho teve como objetivo determinar os principais constituintes do óleo essencial das folhas de Myracrodruon urundeuva (Engl.) Fr. All., investigar seu potencial antileishmania, bem como avaliar sua citotoxicidade e capacidade de ativação de macrófagos como possível mecanismos de ação antileishmania. Nossos resultados mostram que o óleo essencial de M. urundeuva possui três compostos principais sendo a classe mais abundante a de monoterpenos (95,4%), constituídos de dois mircenos isômeros, e o terceiro composto um sesquiterpeno, cariofileno (4,6%). O óleo inibiu o crescimento das formas promastigotas de Leishmania amazonensis com uma concentração inibitória média (CI50) de 205 µg/mL em 48 horas de exposição. Contra formas amastigotas axênicas apresentou uma CI50 de 104,5 µg/mL. Macrófagos infectados com L. amazonensis e tratado com o mesmo óleo revelou uma redução dependente de concentração, tanto no percentual de infecção como no número de amastigotas por macrófagos, com IC50 de 44,5 µg/mL. Os valores de concentrações citotóxicas média (CC50) obtidos para macrófagos foi de 550 µg/mL, superando os valores de CI50 para amastigotas. A citotoxicidade do óleo de M. urundeuva sobre eritrócitos humanos de tipo sanguíneo O+ foi baixa, apresentando 20% na maior concentração testada que foi de 800 µg/mL.  O óleo essencial incrementou a capacidade fagocítica, contudo não estimulou a atividade lisossomal. A produção de óxido nítrico foi reduzida nas maiores concentrações do óleo (800, 400 e 200 µg/mL), sugerindo que a atividade antileishmania não atua por essa via. Pode-se concluir que o óleo essencial de M. urundeuva apresenta atividade antileishmania significativa, com baixa citotoxicidade para células de mamífero.

  • GABRIELA DANTAS CARVALHO
  • EFEITO CARDIOVASCULAR DO EXTRATO ETANÓLICO DE Lippia

    origanoides H.B.K. (Verbenaceae) EM RATOS ENVOLVE A VIA DA

    NO-SINTETASE.

  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 23/02/2015
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  • Lippia origanoides H.B.K. conhecida como “orégano-del-monte”, utilizada na culinária como tempero e na medicina popular como antibacteriano. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do extrato etanólico das folhas de Lippia origanoides H.B.K. (EtOH-Lo) sobre o sistema cardiovascular em ratos normotensos. Utilizou-se ratos wistar (250-300g) que foram anestesiados com tiopental sódico (45 mg/kg, i.p.) para implantação de cateteres de polietileno (PE-10) na artéria e veia femoral esquerdas. A PA e a FC foram medidas através de um transdutor de pressão acoplado a um amplificador (AVS projetos/SP). Todos os procedimentos foram aprovados pelo CEEA-UFPI (015/2012). Os resultados foram expressos como (média±e.p.m). A administração venosa do EtOH-Lo (12,5; 25; 50 mg/kg i.v.) promoveu uma hipotensão seguida de taquicardia. O pré-tratamento o com L-NAME (20 mg/kg i.v.) ou propranolol (1,5 mg/kg i.v.) atenuaram a hipotensão e a taquicardia  com reversão da taquicardia na presença do propanolol. A administração por via intragástrica de EtOH-Lo (100 mg/kg v.o.),  reduziu a pressão arterial média (PAM) a partir dos 150 min., com tempo de duração do efeito de 3 h, sem alterar a frequência cardíaca de modo significativo. Nos estudos in vitro os anéis de artéria mesentérica (1-2 mm) com e sem endotélio, mantidos em solução de Tyrode a 37ºC a (95% O2 e 5% CO2) e submetidos à tensão de 0,75 g, foram fixados a transdutores de força acoplados a um sistema de aquisição (AVS projetos/SP) para registro das tensões isométricas. Após estabilização (60 min.) os anéis foram pré-contraídos com fenilefrina (10-5 M), e na fase tônica da contração administrou-se cumulativamente EtOH-Lo (0,1-243 µg/mL), que agiu promovendo efeito vasorrelaxante dependente e independente do endotélio vascular. Em preparações com endotélio vascular intacto, pré-tratadas com L-NAME (100 µM), ODQ (10 µM), KT5823 (1 µM), indometacina (10 µM) e atropina (1 nM), respectivamente, ocorreu uma atenuação do efeito vasorrelaxante. Em Anéis sem endotélio vascular pré-contraidos com S-(-) Bay K 8644 (10-5 M) ou com solução despolarizante KCl 80 mM, o EtOH-Lo promoveu vasorrelaxamento semelhante à preparações pré-contraidas com Fenilefrina. Em outra série de experimentos as preparações com e sem o endotélio vascular foram pré-incubadas com bloqueadores de canais de potássio: TEA (3 mM), Glibenclamida (10 µM), 4- aminopiridina (10 µM) e apamina (1 µM), nestas condições observou-se uma atenuação da resposta vasorrelaxante do EtOH-Lo. Conclui-se que o EtOH-Lo promove hipotensão e taquicardia envolvendo a NOS e receptores β-adrenérgicos. O EtHO-Lo promove vasorrelaxamento dependente envolvendo a via M3/NO/CGs/PKG/ PGI2, ativação de canais de canais de potássio (KV, KATP e SKCa2+). e o bloqueio de canais de cálcio.

2014
Descrição
  • LUCAS ANTONIO DUARTE NICOLAU
  • EFEITO PROTETOR DO CLORIDRATO DE

    EPIISOPILOTURINA, UM ALCALÓIDE IMIDAZÓLICO ISOLADO DE Pilocarpus

    microphyllus (Stapf ex Wardleworth), NA LESÃO GASTRINTESTINAL INDUZIDA

    POR NAPROXENO EM RATOS.

  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 19/12/2014
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  • Naproxeno, um representante da família dos AINEs é frequentemente recomendado

    clinicamente. No entanto, esta droga causa dano no trato gastrintestinal através de vários

    processos, incluindo a geração de espécies reativas de oxigênio, a inibição da síntese das

    prostaglandinas e peroxidação lipídica. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito protetor

    do cloridrato de epiisopiloturina, um alcalóide imidazólico encontrado nas folhas de Pilocarpus

    microphyllus. A atividade protetora do cloridrato de epiisopiloturina (EPI) foi avaliada usando o

    modelo de lesão gastrintestinal induzido por naproxeno em ratos Wistar. Tecidos do estômago e

    intestino foram obtidos para a avaliação histológica seguida de padrões previamente descritos

    na literatura. Além disso, amostras foram retiradas para determinar os níveis de glutationa

    (GSH), malondialdeído (MDA), atividade da mieloperoxidase (MPO) e os níveis do fator de

    necrose tumoral (TNF-α), interleucina (IL)-1β e interleucina (IL)-10. Para avaliar alterações

    fisiológicas, foram avaliados os parâmetros de muco aderido à parede gástrica, secreção e fluxo

    sanguíneo gástrico (FSG). O pre-tratamento com EPI reduziu a lesão macroscópica gástrica

    induzida por naproxeno com efeito máximo na dose de 10 mg/kg i.p. (68% de inibição de

    lesão). Além disso, EPI apresentou proteção significativa somente na dose de 10 mg/kg i.p.

    frente a lesão intestinal induzida por naproxeno. A análise histológica mostrou que o naproxeno

    apresentou lesão hemorrágica, edema, perda de células epiteliais e aumento infiltrado de células

    inflamatórias. Em contraste, o pretratamento com EPI diminuiu o infiltrado de células

    inflamatórias, formação de edema e perda de células epiteliais. Naproxeno aumentou os níveis

    de MPO e MDA (MPO: 10,9 ± 1,8 U/mg e 18,3 ± 1,5 U/mg de tecido gástrico e intestinal,

    respectivamente; MDA: 157,3 ± 18,1 nmol/g e 313,8 ± 33,3 nmol/g de tecido gástrico e

    intestinal, respectivamente) e reduziu os níveis de GSH (76,79 ± 11,70 mg/g e 93,1 ± 20 mg/g

    de tecido gástrico e intestinal, respectivamente). No entanto, EPI alterou os parâmetros gástricos

    bioquímicos, reduziu MPO (3,4 ± 0,3 U/mg de tecido), MDA (70,4 ± 8,3 mg/g de tecido) e

    GSH (246,2 ± 26,4 mg/g de tecido), enquanto mudou no tecido intestinal apenas GSH e MPO

    (189.5±27.2 mg/g and 11,39 ± 2,6 U/mg de tecido, respectivamente). Naproxeno diminuiu a

    quantidade de muco aderido (0,0224 ± 0,0057 μg/g de tecido) quando comparado ao grupo

    controle. Entretanto, o pré-tratamento com EPI não modificou esses efeitos fisiológicos quando

    comparados com o grupo controle (0,0262 ± 0.0061 μg/g de tecido, i.p. e 0,0258 ± 0.0041 μg/g

    de tecido, v.o.). Na secreção ácida gástrica, EPI não mostrou nenhuma alteração no volume, pH

    e total de acidez. Naproxeno aumentou os níveis do fator de necrose tumoral (TNF-α)

    (988.2±52.01 pg/mL) enquanto o pré-tratamento com EPI reduziu (700,5 ± 59,95 pg/mL). Por

    fim, no FSG, EPI i.p. aumentou o fluxo sanguíneo em 15% sugerindo importante fator de

    gastroproteção. Nossos resultados sugerem que EPI i.p. desempenha sobretudo papel

    gastroprotetor na lesão induzida por naproxeno através de mecanismos antioxidantes, redução

    de citocina inflamatória e aumento da taxa de FSG.

     

  • EMANUELLA FEITOSA DE CARVALHO
  • Efeito vasorrelaxante induzido por extrato e frações de Terminalia

    fagifolia Mart. & Zucc. em aorta isolada de rato.


  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 18/12/2014
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  •  

    Terminalia fagifolia Mart. & Zucc. (Combretaceae) é uma planta comum nas regiões

    do cerrado brasileiro, utilizada popularmente para tratamento de distúrbios

    gastrintestinais. Na literatura não existem relatos da utilização de T. fagifolia para o

    tratamento de afecções do sistema cardiovascular, porém plantas do mesmo gênero,

    como T. arjuna (Roxb.) Wight & Arn e T. superba Engler & Diels, apresentam efeito

    cardioprotetor, hipotensor e vasodilatador. Diante disto, o objetivo deste estudo foi

    investigar o efeito do extrato etanólico (EETf) e as frações aquosa (FAQ-Tf), solúvel

    em água (FSA-Tf), hexânica (FHEX-Tf), hidroalcoólica (FHA-Tf) e insolúvel em água

    (FIA-Tf) da casca do caule de Terminalia fagifolia Mart. & Zucc. em anéis de aorta

    torácica isolada de ratos. Utilizou-se ratos Wistar (250 a 300 g), provenientes do

    Biotério do NPPM/UFPI mantidos sob condições controle de temperatura (24±1 oC) e

    ciclo claro-escuro de 12 horas, tendo livre acesso à alimentação e água. Após

    eutanásia, a aorta foi retirada (CEEA 08/12) e livre de tecidos conectivo e adiposo, e

    seccionadas em anéis (3 a 4 mm). Para obtenção das respostas isométricas, os anéis

    foram suspensos individualmente por alças de aço inoxidável, em cubas de vidro

    contendo solução de Krebs Normal, mantidos a 37 oC, aerados com uma mistura

    carbogênica (95% O2 e 5% CO2) e suspensos por linhas de algodão fixadas a um

    transdutor de força acoplado a um sistema de aquisição (AECAD 1604, AQCAD 2.0.5,

    AVS Projetos, SP). Após o período de estabilização (1 h) (tensão de 1 gf), e

    verificação do endotélio vascular, os anéis de aorta foram pré-contraídos com

    Fenilefrina (Fen, 1 μM) e no componente tônico e sustentado da contração

    administrou-se cumulativamente extrato etanólico e frações de T. fagifolia (0,1 a 750

    μg/mL), em preparações individuais. A participação da via do NO/GCs/GMPc no efeito

    vasorrelaxante das frações FAQ-Tf e FSA-Tf foram avaliadas através do pré-

    tratamento com L-NAME, ODQ ou PTIO (preparações individuais) e observou-se que

    a curva de relaxamento das frações investigadas foi atenuada na presença das

    ferramentas farmacológicos. A avaliação da participação dos canais de K+

    vasorrelaxante das frações FAQ-Tf ou FSA-Tf foram realizados utilizando TEA, GLIB,

    4-AP, APM, ChTX ou IbTX (somente para FSA-Tf), em preparações individuais. O

    efeito vasorrelaxante da fração FAQ-Tf foi atenuado na presença do TEA, 4-AP e da

    APM. Já o efeito vasorrelaxante da fração FSA-Tf foi atenuado na presença dos

    seguintes bloqueadores TEA, GLIB, 4-AP e da IbTX. A atuação do fator

    hiperpolarizante derivado do endotélio (FHDE) no vasorrelaxamento induzindo pelas

    frações FAQ-Tf e FSA-Tf, foi avaliado através do pré-tratamento com L-NAME e TEA

    e observou-se que as curvas de vasorrelaxamento das frações FAQ-Tf e FSA-Tf

    foram atenuados na presença dos bloqueadores. Diante dos resultados, conclui-se

    que o EETf induziu ao vasorrelaxamento dependente de concentração e independente

    de endotélio, as frações FIA-Tf, FHA-Tf e FHEX-Tf apresentaram efeito vasorrelaxante

    dependente de concentração e independente de endotélio vascular, mas não

    obtiveram 100% de eficácia relaxante. As frações FAQ-Tf e FSA-Tf apresentaram

    efeito vasorrelaxante dependente de concentração e mais potente em anéis de aorta

    com endotélio vascular. O mecanismo de vasorrelaxamento induzido pela FAQ-Tf

    envolve a via do NO/GCs/GMPc, os canais de potássio do tipo Kv e o FHDE. Já o

    mecanismo vasorrelaxante induzido pela FSA-Tf envolve a via do eNOS/GCs/GMPc,

    canais de potássio do tipo BKCa e o FHDE.

     

     

  • KEYLLA DA CONCEIÇÃO MACHADO
  • AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DO FERULATO DE ISOPENTILA

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 06/11/2014
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  • O ferulato de isopentila é um éster derivado do ácido ferúlico obtido por meio de uma reação de esterificação. Contudo, ainda não há pesquisas quanto as propriedades farmacológicas e toxicológicas, principalmente sobre o Sistema Nervoso Central deste fenilpropanoíde. Diante disto, o objetivo geral deste estudo foi avaliar a toxicidade, investigar o potencial antioxidante e as propriedades farmacológicas. Para tanto, foi realizada uma prospecção tecnológica, seguida pela avaliação da toxicidade no teste de Artemia salina e o potencial antioxidante in vitro pelos métodos 2,2difenil-1-picrilhidrazil, ácido 2,2'-azinobis-3 etilbenzotiazolina-6-sulfónico, hidroxila e oxido nítrico. Além disto, foi verificada sua capacidade em inibir a peroxidação lipídica por meio da determinação das substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico, bem como o seu potencial redutor nas concentrações 2,36; 4,72; 7,08 e 14,16 mM. Os testes do campo aberto e do rota rod foram aplicados para avaliar o efeito sobre a atividade locomotora e coordenação motora em camundongos Swiss que foram tratados por via intraperitoneal (i.p.) com 25, 50, 75 ou 150 mg/kg do ferulato de isopentila, e para os grupos: grupo controle (salina, 10 mL/kg) e diazepam (1 mg/kg) (i.p., controle positivo nos testes comportamentais), flumazenil (2,5 mg/kg) e ácido ascórbico (250 mg/kg controle positivo testes antioxidantes). A atividade ansiolítica foi observada pelo teste de esconder esferas. Para avaliação da atividade antiepiléptica com as mesmas doses do ferulato de isopentila usadas no teste psicomotores, foram utilizados os modelos de epilepsia induzido por pilocarpina ou pentilenotetrazol. Para avaliar o potencial antioxidante ex vivo foi feita por meio da hemólise dos eritrócitos de ratos induzida por peróxido de hidrogênio e no hipocampo de camundongos submetidos ao teste de esconder esferas. Na realização da prospecção tecnológica foi encontrado apenas duas patentes relacionada ao ácido ferúlico e suas propriedades sobre o Sistema Nervoso Central. O ferulato de isopentila não demonstrou efeito tóxico frente a taxa de mortalidade sobre os microcrustáceos (p<0,05). Na avaliação antioxidante in vitro, em todos os testes, o ferulato apresentou alta capacidade antioxidante. No estudo comportamental, os grupos tratados com ferulato, no teste do campo aberto, não houve redução da atividade locomotora e no teste do rota rod não houve registro de déficit motor. O efeito ansiolítico pode ser mediado pelo sistema GABAérgico, uma vez que este efeito foi revertido pelo flumazenil. Por sua vez, na avaliação da atividade antiepiléptica, foi visto uma redução nas crises epilépticas, bem como um aumento na taxa de sobrevivência nos dois modelos de epilepsia. O ferulato inibiu a hemólise in vitro e reduziu o nível de peroxidação lipídica e conteúdo de nitrito. Além disso, aumentou a atividade das enzimas catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase no hipocampo de camundongos, sugerindo que seu papel antioxidante pode ser devido à modulação positiva destas enzimas. Os resultados sugerem que o ferulato de isopentila apresenta potencial para o desenvolvimento de estudos futuros que visam novas alternativas para o tratamento de doenças neuropsiquiátricas relacionadas ao estresse oxidativo.

  • NÁIGUEL CASTELO BRANCO SILVA
  • Investigação do efeito vasorelaxante do nerol em aorta isolada

    de rato.

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 29/08/2014
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  • No presente estudo investigou-se o efeito vasorelaxante do nerol em anéis de artéria

    aorta isolada de rato. Foram usados ratos Wistar (250-300 g), oriundos do Biotério do

    NPPM/UFPI, mantidos em temperatura de 24 ± 1°C e ciclo claro-escuro de 12 horas,

    com livre acesso a água e ração. Os protocolos (n=5-6/protocolo) foram aprovados pelo

    Comitê de Ética em Experimentação com Animais (CEEA/UFPI 008/2012). Os ratos

    foram anestesiados e após eutanásia a aorta foi retirada e os anéis (2-3 mm) foram

    suspensos por alças de aço inoxidável, em cubas de vidros de 6 mL contendo solução

    de Krebs Normal (pH 7,4), aerada com carbogênio (95% de O2 e 5% de CO2), mantidos

    a 37oC, e fixados individualmente por linhas de algodão a um transdutor de força

    acoplado a um sistema de aquisição (AECAD/AQCAD/AVS Projetos, SP/Brasil) para o

    registro das tensões isométricas. Após estabilização de 60 minutos sob tensão de 1 gf,

    verificou-se a presença ou ausência do endotélio vascular nos anéis de aorta por

    adição de acetilcolina (ACh,1μM) sobre o componente tônico da contração gerada pela

    adição de fenilefrina (FEN,1μM). Anéis com relaxamento maior que 50%, eram

    considerados com endotélio (E+) e anéis com relaxamento menor que 10%, sem

    endotélio funcional (E-). Durante a fase tônica de uma segunda contração induzida por

    FEN ou 80 mM de KCl, em preparações diferentes, com e sem endotélio funcional, nerol

    (0,1-750 μg/mL), foi adicionado às cubas cumulativamente. Anéis sem endotélio foram

    contraídos com concentrações cumulativas de KCl (10-100 mM), e a inibição da

    contração avaliada na presença de concentrações individuais de nerol (9, 27,81, 243 e

    750 μg/mL). Em outro momento, anéis sem endotélio foram pré-incubados com 5 mM

    de KCl e contraídos com Bay K8644 (10-7

    (CaV-L) e na fase tônica da contração administrou-se nerol de maneira cumulativa. A

    potência vasorelaxante do nerol foi avaliada através da comparação dos valores de pD2

    e Emáx obtidos nas preparações individuais. Para avaliar a participação da proteína

    cinase C (PKC) na resposta vasorelaxante do nerol, anéis de aorta sem endotélio foram

    pré-incubados com bisindolilmaleimida I (BIS-1, 10-7

    contraídos com FEN. Na fase tônica da contração, nerol foi adicionado cumulativamente

    à cuba. Os resultados foram expressos como média ± EPM. Para comparação entre as

    medias, foi usado o Teste t de student não pareado, com significância para valores de

    *p<0.05. Valores de pD2 foram obtidos por regressão não linear (GraphPad PrismTM). Os

    resultados mostram que nerol foi capaz de relaxar os anéis de aorta pré-contraidos com

    FEN dependente de concentração e equipotentes quando na presença (E+: pD2 = 1.78

    ± 0.02) e na ausência do endotélio (E-: pD2 = 1,74 ± 0,07). Nerol também promoveu

    efeito vasorelaxante dependente de concentração em anéis de aorta contraídos com 80

    mM (E-: pD2 = 1:46 ± 0.01), sem diferença estatística comparado com FEN sugerindo

    que o mesmo age pela mesma via de sinalização dos dois agentes contráteis. Nerol

    inibiu de maneira significativa a contração em anéis de aorta pela adição cumulativa de

    KCl, reduzindo o efeito máximo nas concentrações de 27 μg/mL: Emáx (%) =

    59,9±10,3*; 243 μg/mL, Emáx (%)= 11,8±2.60*; 750 μg/mL: Emáx (%) = 6.0±3.28*,

    comparados ao controle: Emax (%) = 91,8±8,16. Na presença do inibidor da PKC, nerol

    não foi diferente do controle. Conclui-se que nerol apresenta efeito relaxante

    dependente de concentração e independente do endotélio vascular em anéis de aorta, e

    esse efeito é sugestivo de bloqueio do influxo de Ca2+

    M), um ativador de canais de Ca2+

    do tipo L

    M), durante 20 minutos e

    pelos CaV-L, e independe da PKC.

  • GLEIZIANE SOUSA LIMA
  • AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIULCEROGÊNICA E CICATRIZANTE DA CASCA DO FRUTO DE Platonia insignis Mart

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 13/08/2014
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  • Avaliação das atividades antiulcerogênica e cicatrizante da casca do fruto de Platonia insignis Mart. Lima, G. S. Pós-Graduação em Farmacologia. Dissertação de Mestrado, NPPM/CCS/UFPI (2014).

     

    Platonia insignis Mart. é uma espécie da família Clusiaceae, conhecida popularmente como bacurizeiro, sendo espécie nativa da Amazônia e Nordeste do Brasil. Espécies da família Clusiaceae, são comumente utilizadas na Medicina para o tratamento de diversas afecções, dentre elas distúrbios gastrintestinais. O objetivo deste trabalho então, foi investigar a atividade gastroprotetora e cicatrizante do extrato etanólico (Pi-EtOH) e da fração acetato de etila (Pi-AcOEt) da casca do fruto de Platonia insignis Mart em modelos agudos e crônico de lesão gástrica em ratos e camundongos, investigando seus possíveis mecanismos. No modelo de lesão gástrica induzida por etanol absoluto (0,2 mL/animal) o pré-tratamento com Pi-EtOH (50, 100 e 200 mg/kg, v.o) e Pi-AcOEt (25, 50 e 100 mg/kg, v.o) diminuíram a área de lesão gástrica de maneira significativa (p< 0,05). No modelo de indução de úlcera por HCL/etanol (0,2 mL/animal), Pi-EtOH (50,100 e 200 mg/kg, v.o) e Pi-AcOEt (50 e 100 mg/kg, v.o) reduziram a área de lesão gástrica de maneira significativa (p< 0,05). No modelo de lesão gástrica provocada por isquemia e reperfusão, Pi-EtOH (50, 100 e 200 mg/kg, v.o) e Pi-AcOEt (25, 50 e 100 mg/kg, v.o) também foram capazes de inibir as lesões de maneira significativa (p <0,05).  Na avaliação da ação antioxidante, apenas Pi-AcOEt (50 mg/kg) foi capaz preservar os níveis de GSH, não tendo sido Pi-EtOH capaz de impedir a degradação de GSH neste protocolo. Na avaliação do efeito sobre a catalase, nem Pi-EtOH (50 mg/kg, v.o) nem Pi-AcOEt (50 mg/kg, v.o) foram capazes de elevar a atividade da catalase. No que tange a ação de Pi-EtOH (50 mg/kg, v.o) e Pi-AcOEt (50 mg/kg, v.o) sobre a peroxidação lipídica, ambos conseguiram diminuir tal processo. Ainda tentando elucidar os possíveis mecanismos de ação envolvidos na gastroproteção apresentada por Pi-EtOH (50 mg/kg, v.o) e Pi-AcOEt (50 mg/kg, v.o), camundongos foram submetidos a indução de lesão gástrica por etanol após pré-tratamento com L-NOARG, demonstrando a participação da sintase do óxido nítrico no seu efeito. Para avaliar a ação antiulcerogênica foi utilizado o modelo de úlcera induzida por ácido acético, neste modelo tanto Pi-EtOH (50 mg/kg, v.o) quanto Pi-AcOEt (50 mg/kg v.o) reduziram de forma significante o volume da lesão da úlcera após 7 dias de tratamento, sendo que os animais não apresentaram sinais de toxicidade. Para verificar a ação de Pi-EtOH e Pi-AcOEt sobre a viabilidade celular visando determinar o valor de IC50, foi realizado protocolo de MTT para determinação da IC50, não tendo sido encontrado o valor da IC50. Para elucidar os possíveis mecanismos de ação envolvidos no efeito cicatrizante, foram realizados protocolos de proliferação e migração celular, utilizando células de adenocarcinoma humano (AGS). Em todas as concentrações testadas (10 e 100 ng e 1 e 10 ug), Pi-EtOH e Pi-AcOEt estimularam a proliferação celular em ensaio com BrdU. No ensaio de migração celular Pi-EtOH e Pi-AcOEt não foram capazes de promover aumento da migração celular. Com base nesses resultados, pode-se concluir que a gastroproteção promovida por Pi-EtOH e Pi-AcOEt possivelmente se deve a propriedades antioxidantes e que a atividade antiulcerogênica e cicatrizanteparece envolver o incremento da proliferação celular.

  • EVERTON MORAES LOPES
  • Efeitos da Quercetina em modelos experimentais de nocicepção e possíveis mecanismos de ação envolvidos.

  • Orientador : SALETE MARIA DA ROCHA CIPRIANO BRITO
  • Data: 13/05/2014
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  • A quercetina (3,3`,4`,5,7-pentahidroxiflavona) é um flavonoide, amplamente encontrado na natureza, muito abundante em frutas e vegetais. Diversas pesquisas destacam o seu uso como cardioprotetor, anticarcinogênico, neuroprotetor, anti-inflamatórios, antidiabético, entre outros, mas a sua principal característica é a capacidade varredora de radicais livres. O objetivo desse trabalho foi delinear a ação antinociceptiva aguda e crônica, bem como elucidar os possíveis mecanismos de ação envolvidos. Camundongos Swiss machos (20-30 g; n=6-8) e ratos Wistar machos (170-250 g/ n=6-8), foram utilizados nos testes de nocicepção. Inicialmente foram detectados efeitos antinociceptivos e/ou protetores da quercetina (5, 10 e 15 mg/kg, i.p) em ratos submetidos à compressão parcial do nervo ciático (CPNC) e avaliados pela aplicação dos filamentos de von Frey na pata direita. Nesse modelo crônico de nocicepção, os ratos tratados com o flavonoide durante 7 dias apresentaram limiares de nocicepção mecânica semelhantes à aqueles tratados com  amitriptilina (10 mg/kg, i.p) e com ratos sham operados. Em outros experimentos, os ratos submetidos à CPNC foram tratados com quercetina (10 e 20 mg/kg, i.p) somente no oitavo dia após o procedimento cirúrgico, quando foi observado o aumento nos limiares de dor comparavéis aos resultados com a morfina  morfina (5 mg/kg, i.p).  Nesse protocolo, a dose de 10mg/kg apresentou ação na segunda e terceira hora após a administração, enquanto que a dose de 20mg/kg mostrou resultados semelhantes aos da morfina nas primeiras horas, mas sua ação antinociceptiva ainda foi evidente na terceira hora. Diante desses dados, os efeitos agudos da quercetina (10 e 15 mg/kg) foram investigados em outro modelo de dor crônica, ou seja, na neuropatia diabética, também avaliada por estímulo mecânico em ratos com diabetes induzido por estreptozotocina (STZ), O tratamento em dose única da quercetina (10 ou 15 mg/kg, i.p.) após 28 dias da indução do diabetes não foi efetivo para reestabelecer o limiar nociceptivo, uma vez que não atingiu o valor inicial desse grupo ou o valor do grupo controle ou não diabético. No terceiro modelo de dor, foi  empregado o teste do glutamato, um modelo de dor aguda, onde foi quantificado o tempo de lambedura, por 15 minutos da pata estimulada com glutamato (20 μL, 20 μmol/pata), após tratamento com quercetina (10 e 20 mg/kg, i.p), veículo ou morfina (5 mg/kg, i.p). As doses de 10 e 20 mg/kg tiveram resposta significativa sobre a nocicepção, assim como a morfina. A partir desses resultados foram investigados os possíveis mecanismos envolvidos no seu efeito antinociceptivo, no teste do glutamato. O tratamento com naloxona (2 mg/kg, i.p) e mecamilamina (2 mg/kg, i.p), 20 minutos antes da quercetina (10 mg/kg, i.p) não foi capaz de reverter o efeito do flavonoide. No entanto, o pré-tratamento com glibenclamida (3 mg/kg, i.p.), L-arginina (600 mg/kg, i.p.) e atropina ( 1 mg/kg, i.p) reverteram a ação do flavonoide. Com base no exposto, notamos um efeito antinociceptivo diante da neuropatia por injúria do nervo ciático e em modelo de dor aguda, sugerindo que a quercetina tem sua ação possivelmente mediada pelos canais para K+ATP, com participação da via L-arginina oxido nítrico e envolvimento dos receptores muscarinicos do sistema colinérgico.

     

     

  • JONAS MOURA DE ARAÚJO
  • ESTUDO COMPARATIVO DO EFEITO ANTINOCICEPTIVO DO NEROL E ACETATO DE NERILA EM MODELOS ANIMAIS

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 12/05/2014
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  • As plantas medicinais possuem um longo uso na medicina popular, ao lado dos seus óleos essenciais e alguns dos seus componentes, como os terpenos. Dentre estes destacam-se os monoterpenos como o maior grupo com atividades farmacológicas, incluindo a antinociceptiva. No entanto, muitos monoterpenos ainda carecem de estudos esclarecedores sobre suas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas. O acetato de nerolila (AcNerol), que adveio do nerol, é um congênere que ainda não possui propriedades farmacológicas descritas, e o nerol não possui ação antinociceptiva relatada até o momento. Desse modo, o objetivo desse estudo foi avaliar a atividade antinociceptiva destes monoterpenos, fazer uma possível comparação estrutura-atividade com o nerol, investigar os possíveis mecanismos de ação envolvidos, a toxicidade aguda do AcNerol e o efeito relaxante muscular ou depressor do Sistema Nervoso Central (SNC) desses compostos. Camundongos Swiss machos (20-30 g; n=6-9 animais/grupo) foram utilizados nos testes de toxicidade, nocicepção aguda e efeitos sobre o SNC, e ratos Wistar machos (180-240 g/ n=6 animais/grupo) na hipernocicepção inflamatória. No modelo da formalina o AcNerol reduziu de forma significativa o tempo de lambedura na primeira (0-5 min) e segunda (15-30 min) fases (25 e 50 mg/kg v.o.) em comparação ao controle (salina). AcNerol reduziu as contorções abdominais induzidas por ácido acético 0,6 % (3,125; 6,25 e 12,5 mg/kg v.o.) em comparação ao controle. No teste do glutamato (25 e 50 mg/kg/kg v.o.) e no modelo da capsaicina (3,125; 6,25;12,5 e 25 mg/kg v.o.), AcNerol mas não o nerol (12,5 e 25 mg/kg v.o), reduziu o tempo de lambedura da pata (15 e 5 min respectivamente) de modo significativo, em comparação ao controle. Na avaliação da hipernocicepção inflamatória, foi utilizado o teste de Randall e Selitto onde o AcNerol conseguiu aumentar o limiar da resposta nociceptiva após o estímulo inflamatório da carragenina somente na dose de 50 mg/kg v.o. na 4a hora. Na pesquisa dos mecanismos de ação envolvidos, utilizou-se o teste do glutamato, e os dados mostraram o possível envolvimento do sistema colinérgico muscarínico e da via L-Arginina/óxido nítrico. No teste da placa quente houve um aumento significativo no tempo de reação após o tratamento oral com AcNerol nos tempos de 30, 60 e 120 min. (12,5 e 25 mg/kg) comparado ao controle. Morfina (5 mg/kg s.c.) foi utilizada como controle positivo em todos os protocolos e apresentou o efeito esperado. Para avaliar a ação na atividade motora espontânea e sobre o Sistema Nervoso Central, foram utilizados os testes de campo aberto e rota Rod, onde em nenhum deles o AcNerol apresentou efeito significativo em comparação ao controle (12,5, 25 e 50 mg/kg v.o.). A partir dos dados obtidos, conclui-se que o AcNerol apresenta maior potência antinociceptiva e menor toxicidade aguda que o nerol nos vários protocolos empregados, tornando-se atraente a continuidade do estudo para o desenvolvimento de um fitomedicamento para uso em estudos clínicos.

  • ALYNE RODRIGUES DE ARAUJO
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA E ANTIBIOFILME DO EXTRATO ETANÓLICO DE Terminalia fagifolia Mart. (COMBRETACEAE)


  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 28/04/2014
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  • O Gênero Staphylococcus é compreendido por espécies de micro-organismos extremamente importantes, que causam um amplo espectro de enfermidades. A resistência a meticilina e a capacidade de formar biofilmes são fatores adicionais importantes na patogênese das bactérias pertencentes a esse gênero, assim, a pesquisa por novos agentes antimicrobianos, especialmente de plantas, tem sido intensificada. A família Combretaceae compreende 18 gêneros, sendo Combretum e Terminalia, os mais abundantes. Várias espécies de Terminalia e seus compostos isolados são alvo de pesquisas para diversas atividades farmacológicas, portanto, nesse estudo foi avaliada a atividade antibacteriana e antibiofilme do extrato etanólico (EET) da casca do caule de Terminalia fagifolia, bem como de suas frações aquosa (FAQ), hidroalcoólica (FHA) e fração solúvel em água (FSA). Para os testes foram utilizadas seis espécies bacterianas, todas Gram-positivas: Staphylococcus aureus ATCC 29213; Staphylococcus aureus - Col (meticilina resistente); Staphylococcus aureus WB69 (meticilina resistente), Staphylococcus epidermidis ATCC 12228, Staphylococcus epidermidis 70D e Staphylococcus epidermidis H111. Para tanto, determinou-se a Concentração Inibitória Mínima (CIM) de acordo com a CLSI em placas de microdiluição de 96 poços onde as linhagens (concentração de 5x105 UFC/mL) foram expostas a uma diluição seriada do extrato etanólico e frações, com concentrações do extrato e das frações variando de 400 a 12,5 µg/mL. Caldo Mueller-HInton foi usado como controle negativo e o caldo inoculado foi usado como controle positivo, antibióticos efetivos padrões contra as linhagens bacterianas também foram testados. Após a determinação da CIM, procedeu-se à determinação da Concentração Bactericida Mínima (CBM), semeando meio de cultura proveniente dos poços com resultados iguais ou maiores que a CIM em ágar Mueller-Hinton. Para testar a atividade antiaderente foi induzida a formação do biofilme na presença de concentrações equivalentes a 1/2, 1/4 e 1/8 da CIM do extrato ou fração testada. Observou-se efeito antibacteriano do EET e das frações FAQ, FHA e FSA frente a todas as linhagens testadas com CIM’s variando de 25 a 200 µg/mL. Em relação a atividade antiaderente, tanto o EET como as frações FAQ, FHA e FSA mostraram inibição da aderência do biofilme, principalmente na maior concentração utilizada (½ da CIM). O efeito antibacteriano demonstrado pelo EET e suas partições pode ser devido à composição química do extrato, que é rico em flavonoides, 1,3-diarilpropanos, triterpenos pentacíclicos glicosilados e não glicosilados. Os resultados obtidos exibem um potencial efeito antibacteriano e antibiofilme do extrato etanólico e frações de T. fagifolia.

  • MÁRCIO EDIVANDRO PEREIRA DOS SANTOS
  • Envolvimento dos canais de cálcio sensíveis a voltagem do tipo-L no efeito cardiovascular das inflorescências de Mimosa caesalpiniifolia Benth. (MIMOSACEAE) em ratos normotensos.

  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 10/04/2014
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  • A Mimosa caesalpiniifolia Benth (Mimosaceae) é uma planta

    arbórea que ocorre naturalmente na caatinga e no cerrado nordestino

    brasileiro. O uso medicinal dessa espécie consiste na utilização das flores pela

    população do semi-árido para o tratamento da hipertensão arterial. O objetivo

    deste estudo foi avaliar os efeitos do extrato etanólico (Mc-EtOH) e fração

    acetato de etila (Mc-AcOEt) das inflorescências sobre o sistema cardiovascular

    de ratos normotensos. A avaliação da citotoxicidade foi realizada através do

    teste do MTT para averiguar a viabilidade em células CMLV e HUVECs. Os

    resultados mostraram que a Mc-AcOEt não causa danos nos modelos de

    células estudadas. Utilizou-se ratos normotensos Wistar (250 - 350g) que

    foram anestesiados com tiopental sódico (45 mg/kg, i.p.) para implantação de

    cateteres de polietileno (PE -10) na artéria aorta e na veia cava inferior. A

    pressão arterial e a frequência cardíaca foram medidas através de um

    transdutor de pressão acoplado a um amplificador (AVS/Projetos). Os

    resultados foram expressos como (Média ± e.p.m). A administração

    administrado por via venosa nas doses (6,25; 12,5 e 25 mg/kg), promoveu uma

    hipotensão seguida de bradicardia nas maiores doses. O pré-tratamento com

    atropina (2 mg/kg, i.v.) aboliu tanto a hipotensão quanto a bradicardia enquanto

    que com o hexametônio (20 mg/kg, i.v) ocorreu uma reversão da hipotensão e

    uma acentuada atenuação da bradicardia, e quando administrado intragástrico

    o Mc-EtOH (100 mg/Kg, v.o), diminuiu a pressão a partir dos 90 min com

    tempo de duração de 2 horas, sem alterar a frequência de modo significativo.

    Nos estudos in vitro os anéis de artéria mesentérica (1-2 mm) com e sem

    endotélio, mantidos em solução de Tyrode a 37ºC a (95% O2 e 5% CO2) e

    submetidos à tensão de 0,75 g, foram fixados a transdutores de força

    acoplados a um sistema de aquisição (AVS/Projetos) para registro das tensões

    isométricas. Após estabilização (1h) os anéis foram pré-contraídos com

    fenilefrina (10-5 M), e no tônus da contração administrou-se cumulativamente

    Mc-EtOH ou Mc-AcOEt (0,1-1000 μg/mL). Nestas condições Mc-EtOH e Mc-
    AcOEt promoveram efeito vasorrelaxante independente do endotélio vascular.

    Efeito semelhante foi observado em preparações pré-contraídas com KCl 80

    mM tanto para Mc-EtOH quanto para Mc-AcOEt. Em contrações induzidas por

    adição cumulativa de FEN (10-9

    maiores concentrações de (9, 81, 243 e 500 µg/mL). As contrações induzidas

    por CaCl2 (10-6 – 3x10-2 M) em meio despolarizante nominalmente sem cálcio

    foram atenuadas na presença do Mc-EtOH e da Mc-AcOEt. O Mc-EtOH e a Mc-
    AcOEt relaxaram os anéis de mesentérica pré-contraídas por S(-)BayK 8644 –

    um ativador do Cav’s tipo-L- apresentando uma maior eficácia quando

    comparado com KCl 80 mM. A Mc-AcOEt diminuiu a concentração de cálcio

    intracelular por microscopia confocal através do uso da sonda Rhod 2-AM A

    participação dos canais para K+

    preparações com tetraetilamônio (TEA) 3 mM e observou-se que o

    relaxamento causado pelo Mc-EtOH e pela Mc-AcOEt não foi alterado. Conclui-
    se dessa forma que o extrato Mc-EtOH induz hipotensão e bradicardia

    provavelmente devido ação sobre receptores M2 cardíacos. O Mc-EtOH e a Mc-
    AcOEt causam vasorrelaxamento independente do endotélio, e que esse efeito

    pode ser devido a uma diminuição da resistência vascular com provável

    bloqueio do influxo de cálcio através dos CaVL. Mc-AcOEt não altera a

    viabilidade celular, mostrando ausência de toxicidade.

     

    foi avaliada através do pré-tratamento das

  • LUCIANO GOMES DE CASTRO OLIVEIRA
  • "AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTILEISHMANIA, CITOTÓXICA E PARÂMETROS DE ATIVAÇÃO DE MACRÓFAGOS DO TRITERPENO LUPEOL E DA NEOLIGNANA 2,3- DIHIDROBENZOFURANO"

  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 28/03/2014
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  • As plantas fornecem uma fonte potencial e alternativa de agentes terapêutica na busca de novos agentes e seletivos para o tratamento de doenças tropicais causadas por protozoários. O Brasil é conhecido pela exuberância e variedade da sua flora. Muitas destas plantas são utilizadas como medicamentos naturais pela população, visto isso e sabendo que o tratamento da leishmaniose é baseada principalmente em compostos de Antimónio Pentavalente ou  Anfotericina B, que são medicamentos caros, que são administrados a longo prazo e estão associados com efeitos secundários grave. , a busca por tratamentos alternativos eficazes é necessária. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivos: avaliar a atividade anti-Leishmania do triterpeno Lupeol (Sigma), Lupeol (Zanthoxylum rhoifolium Lam) e da neolignana 2,3-dihidrobenzofurano sobre formas promastigotas e amastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis; analisar a citotoxicidade destas substâncias sobre macrófagos peritoneais murinos e eritrócitos humanos; e investigar parâmetros de ativação de macrófagos como as atividades lisossomal, fagocítica e de indução da síntese de óxido nítrico, como mecanismos de ação da atividade anti-Leishmania , e também avaliar atividade antioxidante. O Lupeol (Sigma), Lupeol (Zanthoxylum rhoifolium Lam) e o 2,3-dihidrobenzofurano inibiram o crescimento das formas promastigotas, gerando uma CI50 de 15,4 ; 14,12 e 146,84 μg/mL, respectivamente, em 48 h de exposição. Macrófagos infectados com L. amazonensis e tratados com Lupeol e com 2,3-dihidrobenzofurano revelaram diminuição dependente de concentração, tanto no percentual de infecção, quanto no número de amastigotas por macrófagos, com CI50 de 76,14; 39 e 156,5 μg/mL para Lupeol (Sigma) Lupeol (Zanthoxylum rhoifolium Lam) 2,3-dihidrobenzofurano, respectivamente. Os valores de CC50 obtidos para macrófagos no teste do MTT foram de 200,77 μg/mL para lupeol o 2,3-dihidrobenzofurano não foi toxico. A citotoxicidade do Lupeol sobre eritrócitos humanos de tipo sanguíneo O+ foi na maior concentração testada (800 μg/mL), foi de 57,78% de hemólise, o 2,3 dihidrobenzofurano na maior concentração (1600 µg/mL) foi de 0,27 %, . O Lupeol e o 2,3-dihidrobenzofurano estimularam a atividade lisossomal e fagocítica , provocando incremento na produção de óxido nítrico, o que demonstra que sua promissora atividade anti-Leishmania  atua por esta via. Os resultados com o Lupeol e o 2,3-dihidrobenzofurano demonstraram que sua atividade anti-Leishmania pode atuar pelos três mecanismos estudados de ativação de macrófagos. Conclui-se, portanto, que o Lupeol e o 2,3-dihidrobenzofurano apresentam significativa atividade anti-Leishmania, podendo atuar pela ativação de macrófagos, com citotoxicidade aceitável para macrófagos murinos e eritrócitos humanos.

  • BRUNO DA SILVA GOMES
  • POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DO MIRTENOL EM MODELOS ANIMAIS.

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 21/03/2014
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  • Os medicamentos provenientes de plantas constituem uma via potencialmente importante que conduz a novos agentes terapêuticos para doenças inflamatórias agudas e crônicas. Muitos óleos essenciais possuem propriedades farmacológicas tais como analgésica, espasmolítica e anti-inflamatória. O mirtenol é um monoterpeno presente na composição química de óleos essenciais de várias espécies aromáticas utilizadas na medicina popular como agentes anti-inflamatórios. Este trabalho teve como objetivo investigar a atividade anti-inflamatória aguda e seus principais mecanismos de ação, a atividade anti-inflamatória crônica e potencial antioxidante do mirtenol em modelos animais. Foram utilizados camundongos Swiss (18-25 g) e ratos Wistar (150-200 g), machos e fêmeas. A DL50 (v.o.) do mirtenol consta na literatura como sendo de 2457mg (em machos), 632mg (em fêmeas). A avaliação da atividade anti-inflamatória do mirtenol foi investigada em modelos de indução de edema de pata por carragenina (1%; 0,1 mL), seguido pela elucidação dos mecanismos de ação através da contagem total e diferencial, níveis de MPO e interleucinas (TNF-α, IL-1β e IL-6) em modelo de peritonite induzida por carragenina, quimiotaxia in vitro e medição em tempo real de rolamento e adesão leucocitária por microscopia intravital. A avaliação da atividade anti-inflamatória crônica do mirtenol foi realizada através do modelo de monoartrite crônica induzida por ACF, seguida da avaliação do potencial antioxidante. No edema de pata induzido por carragenina o mirtenol (25 mg/kg) inibiu (**p<0,01) o edema elicitado por carragenina (1%) até a 5ª hora e a dose de 50 mg/kg inibiu o edema na 2ª hora. O mirtenol (12,5, 25, 50 mg/kg) diminuiu o número de leucócitos total e diferencial no lavado peritoneal. A dose de 25 mg/kg do mirtenol diminuiu os níveis de MPO, mas não os níveis de TNF-α, IL-1β e IL-6. A incubação dos neutrófilos com mirtenol (30 e 100 ng/mL) inibiu significativamente a quimioatração induzida por fMLP. O mirtenol (25 mg/kg, v.o.) produziu a redução do número de rolamento, bem como de leucócitos aderentes. No modelo de monoartrite induzida por ACF, o mirtenol (25 e 50 mg/kg) apresentou redução significativa do edema intra-articular até o 15º dia e além disso, o mirtenol (25 mg/kg) mostrou significativa diminuição no TEP nos 15 dias de observação frente a incapacitação articular induzida por ACF. O mirtenol demonstrou ainda significativo potencial antioxidante ao reduzir os níveis de TBARS e NO e aumentar os níveis de SOD. Os dados obtidos sugerem que a ação do mirtenol ocorre pela inibição da migração de células e diminuição do estresse oxidativo. Mais estudos devem ser realizados na tentativa de melhor  esclarecer os mecanismos de ação deste monoterpeno no processo inflamatório.

  • MOEMA SOUSA DE OLIVEIRA
  • Óleo essencial dos frutos da aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi) sobre parâmetros reprodutivos e toxicológicos em fêmeas de ratos e camundongos

  • Orientador : ROZEVERTER MORENO FERNANDES
  • Data: 10/03/2014
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  • Schinus terebinthifolius Raddi, conhecida popularmente como aroeira-vermelha, pertence à família Anacardiaceae. A aroeira-vermelha é uma planta que vai desde o estado de Pernambuco até o sul do País, nativa da região do sul do Brasil, Argentina, Uruguai , Paraguai, Chile, Peru e Bolívia. Sabe-se que esta espécie apresenta diversas atividades: cicatrizante, anti-inflamatória, antimicrobiana, contra vaginose bacteriana, ostíte alveolar, dentre outras. Dentro desta perspectiva, este trabalho tem por objetivo verificar possíveis efeitos do óleo essencial dos frutos da S. terebinthifolius Raddi (OE-St) sobre o sistema reprodutivo de fêmeas de rato e camundongos. Nos testes envolvendo o ciclo estral, os animais foram tratados diariamente durante 30 dias, observando-se a duração e número de ciclos. No teste para avaliação da atividade estrogênica e antiestrogênica os animais foram tratados durante sete dias com o OE-St nas doses 25, 50 e 100 mg/kg (v.o) e fez-se o ensaio uterotrófico. Já no estudo da toxicidade gestacional avaliou-se os períodos de pré-implante, onde os animais foram tratados do 1º ao 7º dia de  prenhez  e um outro tratamento no período de pós-implante  com tratamento do 8º ao 19º dia de prenhez (fêmeas de rato e camundongos) e um outro no período de pós-implante com tratamento do 8º ao desmame, avalaando-se o efeito do óleo na implantação, prenhez, lactação e desenvolvimento da progênie. Os resultados do teste no ciclo estral, não foram observados alterações do ciclo estral dos animais em nenhum das doses testadas. No ensaio uterotrófico demonstrou que o óleo apresenta atividade estrogênica na maior dose quando comparado com o estradiol e não apresenta efeito antiestrogênico. Na avaliação da toxicidade gestacional, verificou-se que o óleo no período de pré-implante  aumentou a massa do utero prenhe nas três doses testadas quando comparado com o controle (p<0,05). No período de pós-implantação  houve um aumento da massa absoluta do fígado nas três doses testadas em relaõa ao controle (p<0,05). No  período de lactação e desenvolvimento geral da progênie o óleo foi capaz de aumentar o período (dias) do deslocamento do conduto auditivo da progênie nas doses de 50  e 100mg/kg em relação ao controle (p<0,05), mas quanto ao número de filhotes nascidos não houve diferença significativa. Já no teste de padrões reprodutivos em camundongos, o óleo alterou a massa ponderal das progênies nas três doses testadas em relação ao controle (p<0,05), porém não houve alterações viscerais nos fetos. Nos índices reprodutivos ocorreu um aumento de perda pós-implatanteção e taxa de viabilidade fetal (p<0,05), assim como alterações esqueléticas dos fetos das progenitoras (camundongos) tratadas com o óleo. Desta forma,  o OE-St  deve ser usado com cautela, pois induziu uma perda de peso durante o período gestacional em camundongos, indicando uma possível toxicidade sistêmica, além de efeitos de ossificação incompleta no feto e redução da viabilidade fetal.

2013
Descrição
  • DEBORA CRISTINA AGOSTINHO
  • Determinação da toxicidade in vivo de Punica granatum L.

     

  • Orientador : AMILTON PAULO RAPOSO COSTA
  • Data: 06/12/2013
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  • Punica granatum L., pertencente a família Punicaceae, popularmente conhecida como romanzeira, romeira e granado é amplamente utilizada pela medicina popular e estudos científicos demostraram suas propriedades antiinflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas. O presente trabalho objetivou avaliar o potencial tóxico: agudo, subcrônico e reprodutivo do extrato etanólico das cascas do fruto de Punica granatum L., em roedores. A avaliação fitoquímica do EEPG foi realizada através de vários testes fitoquímicos que detectaram as classes de metabólitos secundários presentes nas casas do fruto P. granatum cultivada na cidade de Teresina- PI. Para o teste de toxicidade aguda, cinco grupos de camundongos Swiss fêmeas foram tratados por via oral (VO) com água destilada (controle) e com EEPG por VO, nas doses 1000, 2000, 3000 e 5000 mg/kg (n=5/grupo). O comportamento em geral e mortalidade dos animais foram observados por até 14 dias. Para investigar possível interferência do EEPG (150, 300 e 600 mg/kg), ratas Wistar, (n=8/grupo), foram submetidas à esfregaço vaginal diariamente para avaliação do ciclo estral durante trinta dias. Para o estudo de toxicidade gestacional, ratas Wistar gestantes (n= 7-8 /grupo) foram tratadas por VO do 1º ao 19º dia de gestação, nas doses de: 150, 300 e 600 mg/kg de EEPG. No 20º dia de gestação, os animais foram eutanaziados e laparotomizados para avaliação dos parâmetros reprodutivos. Contudo, os testes fitoquímicos do EEPG detectaram presença significativa de saponinas e taninos e quantidades intermediárias de alcaloides. A DL50 estimada após administração aguda, por via oral do EEPG foi de 3642 mg/kg de peso corporal. O EEPG não interferiu na duração das fases do ciclo estral de ratas Wistar e não alterou os parâmetros reprodutivos avaliados em ratas Wistar gestantes. Porém mais estudos são necessários, visando elucidar melhor esses efeitos.

  • LÚCIO FERNANDES PIRES
  • ESTUDO DAS PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DO ACETATO DE CARVACRILA SOBRE O SISTEMA NERVOSO CENTRAL DE CAMUNDONGOS



  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 11/10/2013
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  • A atribuição do estresse oxidativo na fisiopatologia de doenças neuropsiquiátricas tem crescido de forma considerável. Concomitantemente, vem aumentando o número estudos que visam novas alternativas para tratar essas moléstias, incluindo produtos naturais. O acetato de carvacrila (AC) começou a ser estudado recentemente, embora seu precursor - o carvacrol - já tenha sido objeto de pesquisas que apontam diversas propriedades terapêuticas. Diante do exposto, este trabalho objetivou estabelecer os potenciais ansiolítico-símile, antiepiléptico-símile e antioxidante do AC. A fim de ser testada a atividade ansiolítica-símile, camundongos Swiss foram tratados com 25; 50; 75 ou 100 mg/kg de AC e submetidos aos testes do compartimento claro-escuro, labirinto em cruz elevado e de esconder esferas. Para avaliação da atividade antiepiléptica-símile com as mesmas doses de AC, foram utilizados os modelos de epilepsia induzidos por Pilocarpina, Pentilenotetrazol e Picrotoxina, avaliada a ação sobre a atividade da Na+, K+-ATPase e da δ-aminolevulínico desidratase, bem como a capacidade de reequilibrar os níveis de glutamato, ácido -aminobutírico, aspartato e glutamina nos hipocampos de camundongos com epilepsia. Os testes do campo aberto e do Rota-rod foram aplicados para avaliar o efeito sobre a atividade psicomotora. Para atividade antioxidante, foram feitos testes in vitro com concentrações de 0,9; 1,8; 3,6; 5,4 e 7,2 g/mL de AC - para analisar a capacidade redutora do conteúdo de substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico (TBARS), de óxido nítrico e do radical hidroxila - bem como in vivo, com doses de 25; 50; 75 e 100 mg/kg de AC, em hipocampos de camundongos - mensuração da capacidade de reduzir os conteúdos de TBARS, nitrito, e aumentar os de Glutationa reduzida e a atividade da Glutationa peroxidase (GPx), da Superóxido dismutase e da Catalase. Em todos os testes de ansiedade, o AC, ao agir provavelmente de forma agonista sobre o sistema GABAérgico, demonstrou efeito ansiolítico-símile. Sua atividade antiepiléptica-símile teve menos efeitos adversos sobre a psicomotricidade quando comparado ao fármaco padrão. Houve também reequilíbrio dos níveis de aminoácidos e das atividades enzimáticas envolvidos nas crises epilépticas. O AC também demonstrou atividade antioxidante em todos os três parâmetros in vitro,com uma concentração necessária para inibir 50% da formação de TBARS, nitrito e hidroxila bem inferior à de Trolox, e um efeito antioxidante in vivo contra a peroxidação lipídica e o conteúdo de nitrito mais eficaz e mais potente do que o ácido ascórbico. O AC também aumentou a concentração de glutationa reduzida e a atividade da GPx e da catalase. Os resultados sugerem que o AC apresenta potencial para desenvolvimento de estudos futuros que visam novas alternativas para o tratamento de doenças neuropsiquiátricas e relacionadas ao estresse oxidativo.

     

  • MARLENE SIPAUBA DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA DO EXTRATO ETANÓLICO DAS imarouba versicolor SOBRE PARÂMETROS REPRODUTIVOS DE RATAS WISTAR:ESTUDO INVIVO E INVITRO.
  • Orientador : ROZEVERTER MORENO FERNANDES
  • Data: 30/08/2013
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  •  A Simarouba versicolor, conhecida popularmenrte por pau-paraíba, pertence à família simaroubaceae, encontra desde o Nordeste até o estado de São Paulo e em alguns pontos do estado do Pará e Mato Grosso do Sul. A escassez de estudos para a espécie e o conhecimento de que outras plantas do gênero apresentam atividades inseticidas, antiflamatória, antitumoral, anti-helmíntica, faz-se necessária a realização de pesquisas acerca de suas propriedades farmacológicas e segurança no seu uso. Nesse estudo, o extrato etanólico da casca do caule Simarouba versicolor (Sv-EtOH), foi avaliada quanto a toxicidades reprodutiva e fetal, além do seu efeito sobre o ciclo estral e das possíveis atividades estrogênicas e ou anti-estrogênicas, e sobre o perfil bioquímico  de ratas wistar nulíparas. Para a avaliação de toxidade na prenhez, os animais foram divididos em três  protocolos tratados diariamente com Sv-EtOH ; no 1º grupo, observou-se o efeito do extrato  sobre a evolução da prenhez , os do 1º ao 20º dia, e no segundo grupo , do 1º ao 7º dia, e do terceiro, 8º ao 21º dia. Verificou-se que o Sv-EtOH não alterou a massa dos órgãos (fígados, rins, ovários e útero), o ganho de peso aumentou com a dose de 10mg/kg comparada com o grupo controle das ratas tratadas no período getacional; no entanto, reduziu a massa corporal das ratas tratadas com 20 e 40mg/kg comparando com o controle, nos períodos de pré-implantação e pós-implantação; o número de filhotes nascidos e a viabilidade da prole, não diferiu em nenhum dos protocolos. A progênie oriunda dessas progenitoras apresentou evolução ponderal e desenvolvimento normal. Para avaliação do extrato no ciclo estral os animais expostos aos tratamentos de 10, 20 e 40 mg/kg durante 30 dias, verificou-se que o Sv-EtOH não alterou o ciclo estral das ratas. No ensaio de (anti) estrogenicidade, utilizaram-se ratas impúberes Wistar, tratadas por 7dias seguidos com: Sv-EtOH. (10, 20 e 40 mg/kg); estradiol (E, 5 μg/kg); E + Sv-EtOH (10, 20 e 40 mg/kg); tamoxifeno (T,  4mg/kg); e T + E, verificando-se que, em relação ao controle, o Sv-EtOH. (10, 20 e 40 mg/kg) não apresentou atividade estrogênica por diminuir a massa relativa (%) do útero das ratas e, apresentou anti-estrogênica, quando associado ao estradiol, quando comparada com o grupo de Estradiol e tamoxifeno; *p<0,05. As mensurações de TGP, TGO, uréia, colesterol total, triglicérides e proteína total para os grupos controles e tratados com o Sv-EtOH nas doses 10, 20, 40 mg/kg não mostraram diferenças significativas.A dosagem de creatinina nas doses de 10, 20, 40mg/kg demostrou significância comparando com o grupo controle. O conjunto dos resultados sugere que Sv-EtOH apresenta baixa toxicidade por via oral, não modificando a capacidade reprodutiva das ratas. Não altera de forma a significativa o desenvolvimento pós-natal da progênie, mas houve alterações significativas no ganho de massas das progenitoras expostas as maiores doses (20, 40 mg/kg) do Sv-EtOH e um aumento significativo da creatinina das ratas tratadas durante 30 dias  em todas as doses administradas.

  • GLAUBERT AIRES DE SOUSA
  • Avaliação da atividade gastroprotetora dos extratos etanólicos da casca do caule e das raízes de Pilosocereus gounellei (A. Weber ex K. Schum.) Bly. Ex Rowl (Cactaceae) em modelos animais

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 29/08/2013
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  • Pilosocereus gounellei (Cacataceae), conhecida como xique-xique, é
    utilizada popularmente no tratamento de inflamações da próstata e
    lesões na pele. O objetivo deste estudo foi avaliar, pela primeira
    vez, a atividade gastroprotetora dos extratos etanólicos obtidos das
    cascas do caule e das raízes de Pilosocereus gounellei(EECPG e EERPG,
    respectivamente), em modelos agudos de lesões gástricas em camundongos
    e ratos, investigando seus possíveis mecanismos (Comitê de Ética em
    Experimentação Animal/UFPI nº 077/11). Os animais tratados com EECPG
    ou EERPG não apresentaram sinais de toxicidade aguda até a dose de 2
    g/kg, v.o. No modelo de lesões induzidas por etanol absoluto (0,2
    mL/animal), o pré-tratamento com EECPG (100, 200 e 400 mg/kg, v.o.)
    atenuou significativamente as lesões gástricas em 30%, 56% e 77%,
    respectivamente (p<0,001). O EERPG (100, 200 e 400 mg/kg, v.o.) também
    reduziu significativamente as lesões gástricas em 13%, 74%, 69%,
    respectivamente (p<0,001). Usando o modelo de lesões gástricas por
    isquemia e reperfusão, o EECPG (100, 200 e 400 mg/kg, v.o.) inibiu a
    área de lesão gástrica em 20%, 70% e 63%, respectivamente (p<0,001).
    EERPG (100, 200 e 400 mg/kg, v.o.) inibiu as lesões gástricas de modo
    significativo em 82%, 87%, 85%, respectivamente (p<0,001). No modelo
    de lesões gástrica por estresse e retenção a frio o EECPG (100, 200 e
    400 mg/kg, v.o.) diminuiu significativamente as lesões gástricas em
    60%, 81% e 95,2%, respectivamente (p<0,001). EERPG (100, 200 e 400
    mg/kg, v.o.) também atenuou significativamente as lesões em 78%, 93%,
    95%, respectivamente (p<0,001). Na avaliação do EECPG e EERPG (100,
    200 e 400 mg/kg, i.d.) sobre a secreção ácida gástrica, utilizando o
    modelo de ligadura de piloro em ratos, não foi observado alteração no
    volume, no pH e na acidez total do suco gástrico. Na tentativa de
    elucidar os possíveis mecanismos envolvidos no efeito gastroprotetor
    do EECPG (200 mg/kg, v.o.) e do EERPG (200mg/kg, v.o.), os animais
    foram submetidos à indução de lesão gástrica por etanol após
    pré-tratamento com N-etilmaleimida,  ibuprofeno e
    NG-nitro-L-arginina-metil ester, demonstrando uma possível
    participação dos grupos sulfidrilas não-protéicos (GSH-NP), das
    prostaglandinas e da via da NO-sintase, respectivamente. Estes dados
    sugerem que o EECPG (200 mg/kg, v.o.) e o EERPG (200mg/kg, v.o.)
    apresentam atividade gastroprotetora, com participação dos grupos
    sulfidrilas não proteicos (GSH-NP), das prostaglandinas e da via
    NO-sintase.

  • RENATO DOUGLAS E SILVA SOUZA
  • Estudo da atividade antinociceptiva do extrato e frações da casca do fruto da Platonia insignis Mart. (Clusiaceae) em roedores. Souza, R.D.S. 

     
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 04/07/2013
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  • O fruto de Platonia insignis Mart. (Clusiaceae) é conhecido popularmente como bacuri, muito apreciado na forma de suco, creme, sorvete, doce e picolé dentre outros, utilizado na medicina popular como cicatrizante (sementes) em animais, e tratamento de eczemas, vírus da herpes e outros problemas de pele (látex amarelo). O objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antinociceptivo do extrato etanólico da casca do fruto desta espécie (EEtOH-Pi) e de suas frações de partição (Acetato de etila – FAcOET-Pi e Hexânica – FHE), em modelos de dor aguda e inflamatória, além de alguns dos possíveis mecanismos de ação envolvidos neste efeito. Camundongos Swiss machos e fêmeas (20-30 g; n=6-11 animais/grupo), foram utilizados na avaliação da toxicidade aguda e nos testes de nocicepção. Os animais não apresentaram toxicidade aguda ao receberem EEtOH-Pi (até 2 g/kg, v.o.), não sendo possível o cálculo da DL50. A nocicepção aguda foi avaliada pelo tempo de lambedura da pata estimulada durante 5 min (1ª. fase) e entre 15-30 min (2ª. fase) após injeção de formalina (2 %, 20 μL, i.pl.), durante 15 min após o glutamato (20 μmol/pata, i.pl.), e durante 5 min após a capsaicina (20 μL, 2 μg/pata). No teste da formalina, o EEtOH-Pi (200 e 400 mg/kg v.o., 60 min antes) foi efetivo em inibir, nas duas doses, apenas a segunda fase do teste. Morfina-MOR (5 mg/kg, s.c., 30 min antes) foi utilizada como controle positivo e inibiu as duas fases. Após 30 min do tratamento com EEtOH-Pi; FAcOET-Pi (100, 200 e 400 mg/kg, v.o; 50, 100 e 200 mg/kg, v.o.), salina e MK 801 (0,03 mg/kg, i.p.), a nocicepção induzida por glutamato foi reduzida apenas com a dose de 400 mg/kg do EEtOH-Pi e 100 mg/kg da FAcOET-Pi. No teste da capsaicina o EEtOH-Pi (100 e 200 mg/kg, v.o.) apresentou efeito antinociceptivo significativo apenas na dose de 200 mg/kg. No teste da hiperalgesia inflamatória (Randall-Selitto) induzida por carragenina 1% (100 µL/pata) em ratas, avaliou-se o índice de hipernocicepção (g) durante 6 h, antes e após o tratamento com FAcOET-Pi (100 e 200 mg/kg, v.o.) e FH-Pi (50, 100 e 200 mg/kg, vo) veículo ou indometacina (10 mg/kg, p.o.). FAcOET-Pi (200 mg/kg) promoveu aumento do limiar nociceptivo da 1ª. à 4ª. hora de observação, enquanto que a FH-Pi (100 e 200 mg/kg) apresentou efeito significativo da 2ª. à 5ª. hora. No estudo dos mecanismos envolvidos nos efeitos de FAcOET-Pi no método do glutamato, o tratamento com naloxona (2 mg/kg, i.p.), 20 min antes de FAcOET-Pi (100 mg/kg, p.o.), salina ou MOR (5 mg/kg, s.c.), reverteu o efeito da FAcOET-Pi; o mesmo ocorrendo após a glibenclamida (3 mg/kg, i.p.). EEtOH-Pi (100, 200 e 400 mg/kg, v.o.) e FAcOT-Pi (100 mg/kg, p.o.) não alteraram a locomoção dos animais no campo aberto, sugerindo inexistência de efeito depressor central. EEtOH-Pi, FAcOET-Pi e FH-Pi possuem ação antinociceptiva; FAcOET-Pi e FH-Pi reduzem a hipernocicepção inflamatória, e o efeito da FAcOET-Pi parece envolver o sistema opióide e a participação dos canais de K+ATP.

  • DOUGLAS DOS SANTOS LIMA
  • QUITOSANA E NANOPARTÍCULAS DE PRATA ESTABILIZADAS COM QUITOSANA: AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E CITOTOXICIDADE EM CÉLULAS DE MAMÍFEROS

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 03/07/2013
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  • .

    QUITOSANA E NANOPARTÍCULAS DE PRATA ESTABILIZADAS COMQUITOSANA: AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E CITOTOXICIDADE EM CÉLULAS DE MAMÍFEROS

  • MARCELO BEZERRA MENDES
  • EFEITO CARDIOVASCULAR DO EXTRATO ETANÓLICO E DA FRAÇÃO

    ACETATO DE ETILA DA CASCA DO FRUTO DE Platonia insignis MART.


  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 29/04/2013
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  • Objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do extrato etanólico (EtOH-Pi) e fração acetato de etila (AcOEt-Pi) da casca do fruto da Platonia insignis Mart., vulgarmente conhecido como bacuri, sobre o sistema cardiovascular em ratos, machos e normotensos. Em estudo in vivo doses de EtOH-Pi ou de AcOEt-Pi (12,5; 25 e 50 mg/kg) foram administrados intravenosamente, sendo que o EtOH-Pi induziu hipotensão (-11,56 ± 0,89; -7,43 ± 0,85; -17,56 ± 1,97 mmHg, respectivamente) acompanhada por bradicardia (-0,03 ± 3,03; -8,89 ±3,62; -15,79 ± 1,83 bpm, respectivamente) e a AcOEt-Pi na mesma dosagem induziuhipotensão mais intensa (-11,2 ± 1,03; -14,48 ± 1,13; -29,89 ± 2,67 mmHg), seguida portaquicardia nas doses de 12,5 e 25 mg/kg (15,64 ± 2,06; 19,31 ± 1,92 bpm) e bradicardia na dose de 50 mg/kg (-9,98 ± 7,33 bpm). O L-NAME, não atenuou o efeito hipotensor do EtOH-Pi ou da AcOEt-Pi. A resposta hipotensora da AcOEt-Pi (12,5, 25 e 50 mg/kg) também não foi atenuada quando utilizado o pré-tratamento com: carboxi-PTIO, verapamil, propranolol, hexametônio e a prazosina, porém ao utilizar ioimbina, um antagonista α2-adrenérgico, o efeito hipotensor da AcOEt-Pi foi inibida (-4,42 ± 1,28; -3,29 ± 0,99; 2,06 ± 1,18 mmHg, respectivamente). Em estudo in vitro o EtOH-Pi e a AcOEt-Pi apresentaram efeito vasorrelaxante independente do endotélio em artéria mesentérica pré-contraídas com fenilefrina (FEN). O EtOH-Pi ou a AcOEt-Pi (0,1 a 750 µg/mL) também atenuaram as contrações vasculares com FEN e KCl 80 mM. Na avaliação do efeito de concentrações isoladas do EtOH-Pi e da AcOEt-Pi (243, 500 e 750 µg/mL) sobre as contrações induzidas por FEN, o EtOH-Pi atenuou e a AcOEt-Pi não atenuou as contrações. Resultados semelhantes foram obtidos na contração induzida pela serotonina quando utilizado o EtOH-Pi e a AcOEt-Pi. O EtOH-Pi (243, 500 e 750 µg/mL) atenuou de maneira dependente de concentração (500 µg/ml; Emáx = 75,43  5,51% e 750 µg/ml; Emáx = 39,96  4,5%), as contrações induzidas por CaCl2. Resultados semelhantes não foram observados com AcOEt-Pi. Em preparações pré-contraídas com S(-)-Bay K 8644, o EtOH-Pi (Emáx = 51,24 ± 9,45%) induziu efeito vasorrelaxante dependente da concentração e a AcOEt-Pi não provocou vasorrelaxamento. Na verificação da participação da mobilização do Ca2+ dos estoques intracelulares sensíveis a IP3, o EtOH-Pi atenuou as contração provocada pela FEN. No entanto o EtOH-Pi potencializou o vasorrelaxamento na presença do tetraetilamonio (1mM), excluindo a participação dos canais de potássio. Conclui-se que os efeitos vasorrelaxante induzidos pelo EtOH-Pi parece ser ocasionado pelo bloqueio dos canais de CaV tipo L e o AcOEt-Pi parece estar atuando nos receptores α2-adrenérgicos do SNC.


  • ANA FLÁVIA SERAINE CUSTÓDIO VIANA
  • Atividade antiulcerogênica da fração hidroalcoólica do extrato etanólico das folhas de Cenostigma macrophyllum TUL. var. acuminata Teles Freire.”

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 26/04/2013
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  • Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata Teles Freire é uma planta pertencente a

    família Leguminosae (Fabaceae), conhecida popularmente como caneleiro, canela-de-

    velho, maraximbé ou fava-do-campo. As cascas, flores e folhas dessa espécie são

    usadas na medicina popular para tratar  doenças estomacais e intestinais. O extrato

    etanólico e a fração hidroalcoólica das folhas de C. macrophyllum Tul. var. acuminata

    Teles Freire (Cm-FHA) apresentam atividade gastroprotetora comprovada, em modelos

    agudos de lesão gástrica. No presente estudo avaliou-se a atividade antiulcerogênica da

    Cm-FHA sobre lesões gástricas induzidas por estresse de retenção e frio e sobre úlcera

    induzida por ácido acético, depois de sete ou quatorze dias de tratamento. Nesse

    ensaio, nos animais tratados durante sete dias, avaliou-se também a toxicidade da Cm-

    FHA através da verificação de alterações na massa corpórea, na massa dos órgãos e

    nos parâmetros bioquímicos de toxicidade sistêmica. No modelo de estresse por

    retenção e frio a Cm-FHA nas doses de 100 e 200 mg/kg reduziu significativamente as

    lesões gástricas em 63 e 76% respectivamente. No modelo de úlcera induzida por ácido

    acético, a Cm-FHA (100 mg/kg) reduziu 55% do volume da lesão gástrica depois de sete

    dias e 82% depois de quatorze dias de tratamento. Os animais tratados com Cm-FHA

    (100 mg/kg)  durante sete dias, não apresentaram sinais de toxicidade. Com a finalidade de elucidar os possíveis mecanismos de ação envolvidos no efeito cicatrizante da Cm-

    FHA foram realizados protocolos de proliferação e migração, com e sem hidroxiureia (5

    mM), utilizando  células de adenocarcinoma gástrico humano (AGS).  Nas menores

    concentrações (10, 100 e 1000 ng/mL) testadas a Cm-FHA estimulou a proliferação

    celular, em ensaio com MTT, confirmando o mesmo efeito em ensaio com BrdU,

    inclusive na concentração de 1 ng/mL.  Nas concentrações já citadas a Cm-FHA

    estimulou a migração celular tanto na presença como na ausência de hidroxiureia nos

    tempos de 6 e 24 horas de maneira dependente do tempo. Com base nesses dados,

    pode-se concluir que a atividade antiulcerogênica apresentada pela fração hidroalcoólica

    do extrato etanólico das folhas de Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata Teles

    Freire possivelmente está relacionada com seu  potencial cicatrizante associado a

    capacidade de estimular a migração e proliferação celular.


  • JAMYLLA MIRCK GUERRA DE OLIVEIRA
  •  

    Atividadeantioxidanteetoxicidade in vitro invivo doextratoetanólico das folhas de Myracrodruonurundeuva Allem.

  • Orientador : AMILTON PAULO RAPOSO COSTA
  • Data: 28/02/2013
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  • Plantas medicinais são assim chamadas por apresentarem propriedades curativas e/ou preventivas para determinadas doenças. Myracrodruon urundeuva (Engl.) Fr. All. (Anacardiaceae), pertencente a família Anacardiaceae, popularmente conhecida como aroeira-do-sertão, aroeira verdadeira ou urundeuva é amplamente utilizada pela medicina popular e estudos científicos demostraram suas propriedades antiinflamatórias, adstringentes, antialérgicas e cicatrizantes. O presente trabalho objetivou avaliar toxicicidade do extrato etanólico das folhas de Myracrodruon urundeuva (EEMU) in vitro e in vivo, investigar possível atividade (anti) estrogênica e toxicidade gestacional em roedores tratados com diferentes doses do extrato. Os testes antioxidantes foram realizados nas concentrações de 100 a 800 µg/mL EEMU e comparadas ao trolox 140 µg/mL (padrão antioxidante). A citotoxicidade do extrato em células foi avaliada pelo teste do brometo de 3-[4,5-dimetiltiazol-zil]-2,5-difeniltetrazolio (MTT). Para teste de toxicidade aguda, quatro grupos de seis camundongos Swiss machos foram tratados por via oral água destilada (controle) e com EEMU por vo, nas doses (500, 1000 e 2000 mg/kg). O comportamento em geral e mortalidade foram observados por até 14 dias. Para investigar possível atividade (anti)estrogênica do extrato em questão, ratas Wistar pré-púberes, provenientes de mães não expostas, foram submetidas ao teste uterotrófico. Para o estudo de toxicidade gestacional, grupos de quatro ratas fêmeas grávidas (n= 7-8 /grupo) foram tratadas por vo do 1º ao 19º de gestação, nas doses de: 125, 250 e 500 mg/kg de EEMU. No 21º dia de gestação, os animais foram eutanaziados e laparotomizados para avaliar parâmetros reprodutivos. O EEMU mostrou-se relativamente atóxico (in vitro e in vivo), apresentando modesta atividade antioxidante, além de ações estrogênica (125 mg/kg) e antiestrogênica (1000 mg/kg). Mostrou, também, relativa segurança no uso em animais gestantes, nas doses testadas.

  • KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
  • DETERMINAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTI-Leishmania amazonensis CITOTÓXICA E DE PARÂMETROS DE ATIVAÇÃO DE MACRÓFAGOS DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DAS FOLHAS DE Eugenia uniflora L. E Syzygium cumini (L.) Skeels

  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 21/02/2013
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  • Parasitos protozoários do gênero Leishmania são responsáveis por um espectro de doenças, coletivamente conhecidas como leishmanioses, que afetam a pele, membranas mucosas e órgãos internos em milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de sua importância epidemiológica, o tratamento ainda é feito com quimioterápicos que são de uso parenteral, requerem acompanhamento médico e são tóxicos. Uma nova abordagem na busca de agentes quimioterápicos mais baratos e menos tóxicos é o screening de plantas medicinais, consideradas a fonte principal de obtenção de novos medicamentos. Nesse contexto, os óleos essenciais, que são constituídos por uma mistura complexa de metabólitos secundários de plantas, têm apresentado inúmeras atividades farmacológicas e, dentre elas, atividade anti-Leishmania. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivos: avaliar a atividade anti-Leishmania dos óleos essenciais de Eugenia uniflora L. e Syzygium cumini (L.) Skeels sobre formas promastigotas e amastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis; analisar a citotoxicidade destes óleos sobre macrófagos peritoneais murinos e eritrócitos humanos; e investigar parâmetros de ativação de macrófagos como as atividades lisossomal, fagocítica e de indução da síntese de óxido nítrico, como mecanismos de ação da atividade anti-Leishmania. Os constituintes mais abundantes encontrados no óleo essencial de E. uniflora foram sesquiterpenos, com Curzereno (47,3%), γ-Elemeno (14,25) e trans-β-elemenona (10,4%) como os constituintes majoritários. Por outro lado, o óleo essencial de S. cumini demonstrou ser constituído, em sua maioria, por monoterpenos, tendo o α-Pineno (31,85%), (Z)-β-Ocimeno (28,98) e (E)-β-Ocimeno (11,71%) como os principais constituintes. Os óleos essenciais de E. uniflora e S. cumini inibiram o crescimento das formas promastigotas, gerando uma CI50 de 3,04 e 60,34 µg/mL, respectivamente, em 48 h de exposição. Macrófagos infectados com L. amazonensis e tratados com os óleos essenciais revelaram diminuição dependente de concentração, tanto no percentual de infecção, quanto no número de amastigotas por macrófagos, com CI50 de 1,92 e 32,8 µg/mL para E. uniflora e S. cumini, respectivamente. Os valores de CC50 obtidos para macrófagos no teste do MTT foram de 45,3 e 544,26 µg/mL para E. uniflora e S. cumini, respectivamente, superando os valores de CI50 para amastigotas. A citotoxicidade do óleo essencial de E. uniflora sobre eritrócitos humanos de tipo sanguíneo O+ foi alta na maior concentração testada (400 µg/mL), com 63,22% de hemólise, no entanto, o mesmo apresentou-se atóxico a partir da concentração de 50 µg/mL com CH50 de 85,3 µg/mL. A CH50 do óleo essencial de S. cumini não pôde ser calculada, pois o óleo essencial provocou apenas 11,3% de lise de eritrócitos na maior concentração testada (800 µg/mL). O óleo essencial de E. uniflora estimulou a atividade lisossomal e fagocítica sem, no entanto, incrementar a produção de óxido nítrico, o que demonstra que sua promissora atividade anti-Leishmania não atua por esta via. Os resultados com o óleo de S. cumini demonstraram que sua atividade anti-Leishmania pode atuar pelos três mecanismos estudados de ativação de macrófagos. Conclui-se, portanto, que os óleos essenciais de E. uniflora e S. cumini apresentam significativa atividade anti-Leishmania, podendo atuar pela ativação de macrófagos, com citotoxicidade aceitável para macrófagos murinos e eritrócitos humanos.

  • JOSÉ DAMASCENO NOGUEIRA NETO
  • Nerolidol: do potencial antioxidante aos ensaios pré-clínicos e farmacológicos

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 21/01/2013
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    Substâncias presentes em extratos de plantas mostram possuir grande atividade farmacológica, bem como capacidade de agir no sistema nervoso central (SNC). O presente estudo avaliou as propriedades antioxidantes in vitro por meio de testes antioxidantes: verificando a formação de nitrito, produção de TBARS, sequestro do radical hidroxila; e as propriedades ansiolíticasin vivo do nerolidol, em modelos (animal) experimentais de atividade locomotora e ansiedade: testes em campo aberto, labirinto em cruz elevado, claro-escuro e rota rod (avaliar possíveis efeitos miorrelaxantes). Os testes antioxidantes foram realizados nas concentrações de 0,9, 1,8, 3,6, 5,4 e 7,2 µg/mL de nerolidol. Na avaliação comportamental, os camundongos receberam tratamento via oral (v.o.) de nerolidol(25, 50, e 75 mg/Kg), salina (1mg/Kg) e diazepam (2mg/Kg) intraperitoneal (i.p.), fármaco ansiolítico usado como padrão. A maior dose do nerolidol mostrou uma diminuição em 66,87% na produção de nitrito, resultados semelhantes ao do trolox (redução de 70,66%) (análogo à vitamina C, padrão antioxidante); em relação à remoção do radical hidroxila, a maior dose usada, mostrou uma diminuição em 52,8% nesse parâmetro; já em relação à produção de TBARS houve diminuição de 73,25% em relação ao controle. Na avaliação comportamental foi visto nos grupos tratados com nerolidol, no teste do campo aberto, que houve redução no número de cruzamentos, groomings e de rearings; no teste do labirinto em cruz elevado houve um maior tempo de permanência nos braços abertos e no teste claro-escuro apresentou maior tempo de permanência no campo claro que os demais grupos. Os resultados obtidos neste estudo indicam possível atividade antioxidante e ansiolítica, sem, no entanto causar efeito relaxante muscular. Novos estudos são necessários para melhor elucidação dos potenciais terapêuticos do nerolidol.

     

     

     

     


2012
Descrição
  • HÁLMISSON D' ARLEY SANTOS SIQUEIRA
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO DO α-FELANDRENO EM MODELOS ANIMAIS

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 28/06/2012
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  • Os óleos essenciais são caracterizados pelo odor pungente e produzidos por plantas aromáticas. Muitos desses óleos possuem propriedades farmacológicas tais como analgésica, espasmolítica e anti-inflamatória. O  α-felandreno é um monoterpeno

    presente na composição química de óleos essenciais de várias espécies aromáticas utilizadas na medicina popular como agentes anti-inflamatórios. O objetivo foi

    investigar a atividade anti-inflamatória do α-felandreno em modelos animais. Foram

    utilizados camundongos Swiss (25-30 g) e ratos Wistar (150-210 g), machos e

    fêmeas. A DL50 do  α-felandreno consta na literatura como sendo de 5700 mg/kg

    (v.o., em ratos). A avaliação da atividade anti-inflamatória do  α-felandreno foi

    investigada em modelos de indução de edema de pata por carragenina (1%; 0,1 Ml) em ratos e histamina (1 mg/mL; 0,05 mL), prostaglandina (1 µg/mL; 0,05 mL) e

    substância P (30 nmol/20 µL) em camundongos. Na avaliação tópica do  α-

    felandreno foram utilizados os modelos de edema de orelha por óleo de cróton (5%;

    20 µL); TPA (2 µg/20 µL) e ácido araquidônico (0,1 mg/µL; 20 µL) em camundongos.

    Investigou-se ainda o efeito do α-felandreno sobre a desgranulação de mastócitos

    mesenteriais induzida por composto 48/80 (0,4 µg/mL; 100 µL) (experimento ex vivo)

    em ratos, e na migração de leucócitos nos modelos de peritonite em camundongos e

    inflamação da bolsa de ar em ratos, ambos induzidos por carragenina (1%; 0,1 mL).

    Os protocolos experimentais utilizados foram aprovados pelo Comitê de Ética em

    Experimentação com Animais da Universidade Federal  do Piauí (CEEA/UFPI,

    Parecer Nº 010/2011). No edema de pata induzido por carragenina o α-felandreno

    (100 e 200 mg/kg, v.o.) reduziu o volume da pata da 1ª à 6ª hora. O α-felandreno

    (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) inibiu o edema de pata  induzido por histamina (64,93±10,95; 51,83±8,11 e 49,80±6,09, respectivamente) comparado ao veículo

    (94,48±11,18) e, na dose de 200 mg/kg (v.o.) foi capaz de diminuir os edemas por

    prostaglandina  (13,88 ± 2,15) comparado ao veículo (36,16±7,09) e por substância

    P (26,76±3,56) comparado ao veículo (47,83±3,60). Na avaliação da atividade

    tópica, o α-felandreno reduziu (0,2 e 0,4 mg/orelha) o edema de orelha por óleo de

    cróton (5,45±0,57 e 4,81±0,44, respectivamente) comparado ao veículo (12,80±1,11)

    e inibiu (0,4 mg/orelha) os edemas de orelha por TPA (6,30±1,63) comparado ao

    veículo (16,14±0,92) e ácido araquidônico (0,58±0,08) comparado ao veículo

    (0,91±0,03). O α-felandreno (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) foi capaz ainda de reduzir  a

    desgranulação mastocitária (63,50±2,14; 27,35±1,81 e 21,56±1,66, respectivamente)

    comparado ao veículo (85,43±1,84) e preveniu (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) a

    migração de leucócitos totais (3690,0±273,1; 2050,0±259,8 e 1480,0±155,4,

    respectivamente) comparado ao veículo (4416,6±239,6) na cavidade peritoneal. No

    modelo de migração leucocitária induzida por carragenina para a bolsa de ar, o α-

    felandreno em todas as doses testadas (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) reduziu a

    infiltração de leucócitos totais (440,0±57,87; 980,0±153,78 e 560,0±57,87,

    respectivamente) comparado ao veículo (2237,50±42,69). Os dados obtidos

    sugerem um efeito anti-inflamatório do  α-felandreno, possivelmente interferindo na

    fase inicial da inflamação. Estudos devem ser realizados na tentativa de esclarecer o mecanismo de ação deste monoterpeno no processo inflamatório.

  • JEORGIO LEAO ARAUJO
  •  

     

    TRIAGEM FITOQUÍMICA AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA DO EXTRATO ETANÓLICO DE Copaiferaluetzelburgii Harms SOBRE SISTEMA REPRODUTIVO DE RATOS

     

     

  • Orientador : ROZEVERTER MORENO FERNANDES
  • Data: 25/06/2012
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  • JOSÉ RIBAMAR DE CASTRO JÚNIOR
  • ATIVIDADEANTINOCICEPTIVAEANTIALODÍNICADAParkiaplatycephalaBenthEMROEDORESEPOSSÍVEISMECANISMOSDEAÇÃOENVOLVIDOS

     

  • Orientador : SALETE MARIA DA ROCHA CIPRIANO BRITO
  • Data: 31/05/2012
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  • ParkiaplatycephalaBenth(Leguminosae)éconhecidapopularmentecomofaveiranonordestedoBrasil.EstudosanterioresdemonstraramqueespéciesdogêneroParkiapossuicomprovadaaçãoanalgésicaeanti-inflamatória.Oextratoetanólico(E.EtOH)dasfolhasdaP.platycephalaapresentouefeitosantinociceptivosemroedoreseafraçãoacetatodeetila(F.AcOEt)teveaçãoanalgésicaemummodeloexperiementaldeneuropatiadiabética.OobjetivodestetrabalhofoiampliaroestudodopotencialterapêuticocomodrogaanalgésicadaP.platycephalaemmodelosexperimentaisdenocicepção,bemcomoelucidarospossíveismecanismosenvolvidos.CamundongosSwissmachos(20-30g;n=6-9animais/grupo)eratosWistarmachos(180-240g;n=6animais/grupo),foramutilizadosnostestesdenocicepção.OsresultadosobtidosdemonstraramsignificativaaçãoantinociceptivadoE.EtOHemtriagemfeitanotestesdecontorçõesporácidoacético(0,75%,i.p.)nasdoses(50e100mg/kg,v.o.),veículoemorfina(MOR5mg/kg,s.c.)eaplicaçãodoestímulo60minapós(v.o.)e30minapós(s.c.).Ocorreureduçãosignificativadoparâmetroobservadodurante20minnasdosestestadas.Estemesmoestímulonociceptivofoiutilizadoparaampliaroestudodasfraçõeseparatantoforamrealizadospré-tratamentoscomasfraçõesF.Hex,F.AcOEteF.Aq,nadosede25mg/kg,v.o,veículo,MOR(5mg/kg,s.c.)eoestimulofoiaplicadocomodescritoanteriormente.Osresultadosobtidosdemonstramqueasfraçõesapresentaramefeitosantinociceptivos,sendoasmelhoresrespostasobtidascomF.AcOEteF.Aq.PelofatodaF.AcOEtpossuirestudospreliminarescomefeitoantinociceptivonaneuropatiadiabética,estafraçãofoiescolhidaparaacontinuidadedosestudos.Paratraçaracurvadose-respostadaF.AcOEtfoiescolhidootestedoglutamato(porserumaviaseletivaeexcitatória),ondefoiquantificadootempodelambeduradapata(15min)estimuladacomglutamato(20μL,20μmol/pata),apóstratamentocomF.AcOEt(12,5;25;50e100mg/kg,v.o.),veículoouMK801(0,03mg/kg,i.p.).Asdosesde12,5e100mg/Kgnãotiveramrespostasignificativasobreanocicepção,enquantoqueasdosesde25e50diminuíramdeformasignificativaarespostanociceptiva.Naaveriguaçãodaaçãoantialodínica,utilizou-seomodelodedorneuropáticaporcompressãoparcialdonervociático(CPC),nestemodeloapóscomprovaçãodainstalaçãodadorneuropáticaepré-tratamentoscomF.AcOEt(12,5;25e50mg/kg,v.o),veiculoeMOR(5mg/kg,s.c.),verificou-sequeadosede50mg/kgaumentousignificativamenteolimiarmecânicodenocicepçãoavaliadopelosfilamentosdevonFreynostemposde60,90e120minutos.NoestudodospossíveismecanismosenvolvidosnosefeitosdaF.AcOEt(testedoglutamato),otratamentocomnaloxona(2mg/kg,i.p.),20minantesdaF.AcOEt(25mg/kg,v.o.),veículoouMOR(5mg/kg,s.c.),reverteuoefeitodaF.AcOEt;omesmoocorreuapósopré-tratamentocomglibenclamida(3mg/kg,i.p.);L-arginina(600mg/kg,i.p.)eatropina(0,1mg/kgs.c.).OsdadosindicamqueaF.AcOEtpossuiefeitosantinociceptivospossivelmentemediadospelosistemaopióidecomparticipaçãodoscanaisparaK+ATP,alémdosmecanismosnitrérgicoecolinérgico.

     

     

  • RENATA XAVIER CHAVES
  • Efeito do peptídeo Dermaseptina 01 sobre Leishmania
    amazonensis e macrófagos peritoneais

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 31/05/2012
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  • As leishmanioses constituem um grupo de doenças parasitárias causadas por
    protozoários intracelulares do gênero Leishmania, cujo impacto na saúde pública
    mundial tem chamado a atenção devido ao difícil controle da doença. O tratamento
    convencional das leishmanioses é dificultado pelas reduzidas opções terapêuticas,
    com elevada toxicidade e resistência ao medicamento. Devido à importância da
    busca por novas substâncias com potencial antileishmania e de baixa toxicidade, o
    presente estudo avaliou efeito do peptídeo Dermaseptina 01 sobre Leishmania
    amazonensis e macrófagos peritoneais. Foram testadas diferentes concentrações do
    peptídeo, in vitro, para avaliar a citotoxicidade sobre macrófagos peritoneais, pelas
    técnicas de redução do MTT e aderência em lamínula. A ação antileishmania da DS
    01 foi avaliada sobre formas promastigotas e amastigotas de L. amazonensis.
    Também foi avaliada a influencia da DS 01 sobre a capacidade fagocitária de
    macrófagos utilizando a levedura Saccharomyces cerevisiae. A produção de
    peróxido de hidrogênio foi avaliada pela oxidação do vermelho fenol em presença de
    peroxidase. A produção de óxido nítrico foi avaliada pela reação de Griess. Os
    resultados mostraram que: citotoxicidade (MTT) – redução significativa dos níveis de
    função mitocondrial dos macrófagos na medida em que a concentração da DS 01 foi
    aumentada; citotoxicidade (aderência) - redução significativa no percentual de
    macrófagos aderidos em concentrações maiores que 16 µg/mL de DS 01 de forma
    concentração dependente; capacidade antileishmania (promastigota) - em cada um
    dos tempos analisados, foi observado que com o aumento da concentração da DS
    01 houve uma diminuição do número de promastigotas. Constatou-se que apenas as
    concentrações de 200 e 400 µg/mL mantiveram o efeito antileishmania sustentado
    nos três tempos observados; capacidade antileishmania (amastigota) - redução
    significativa da porcentagem de macrófagos infectados e do número de parasitos
    internalizados nas concentrações de 1, 8 e 16 µg/mL; capacidade fagocitária - houve
    um aumento significativo no número de leveduras fagocitadas por macrófagos nas
    concentrações de 1, 2 e 4 µg/mL. A proporção de macrófagos envolvidos na
    fagocitose aumentou nas concentrações de 0,5; 1; 2; 4 e 8 µg/mL, e diminuiu na
    concentração de 16 µg/mL; constatou-se também um aumento significativo do índice
    fagocitário nas concentrações de 0,5; 1; 2; 4 e 8 µg/mL, entretanto, houve redução
    do índice na concentração de 16 µg/mL; produção de peróxido de hidrogênio - a DS
    01 aumentou a produção de peróxido de hidrogênio, sendo esse resultado
    significativo nas concentrações de 4, 8 e 16 µg/mL.; produção de óxido nítrico - a DS
    01 ocasionou uma tendência de inibição na produção de NO, exceto na
    concentração de 0,5 µg/mL. Na concentração de 16 µg/mL essa diminuição foi
    significativa. Concluiu-se, portanto, que a DS 01 apresentou atividade citotóxica para
    macrófagos de forma dependente de concentração; ocasionou efeito antileishmania,
    sobre as formas amastigotas e promastigotas de L. amazonensis; estimulou a
    capacidade fagocitária de macrófagos; aumentou a produção de H2O2 nos
    macrófagos de forma dependente de concentração; não promoveu aumento
    significativo na produção de NO por macrófagos nas concentrações testadas.

  • PATRICK VERAS QUELEMES
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE
    NANOPARTÍCULAS DE PRATA ESTABILIZADAS COM GOMA DE
    CAJUEIRO (Anacardium occidentale L.)

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 30/04/2012
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  • Neste estudo,  foram avaliadas  as atividades antibacteriana e citotóxica de
    nanopartículas de prata estabilizadas com goma de cajueiro  (AgNPs).  Para  os
    ensaios antibacterianos foram utilizadas quatro  bactérias  Gram-positivas:
    Staphylococcus aureus  ATCC 29213;  Staphylococcus aureus  -  Col (meticilina
    resistente); Staphylococcus epidermidis ATCC 12228 e Enterococcus faecalis ATCC
    29212;  e quatro  Gram-negativas:  Escherichia coli  ATCC  25922;
    Escherichia coli
    ATCC 35218;  Pseudomonas aeruginosa  ATCC  27853  e  Klebsiella pneumoniae
    ATCC 700603.  Para tanto, foram determinadas as concentrações inibitórias e
    bactericidas mínimas  (CIM e CBM, respectivamente),  além da  observação de seu
    efeito antibacteriano sob um tempo de exposição de 1 e 3  horas.  Os resultados
    apontaram um maior efeito antibacteriano (bactericida) das AgNPs sobre
    bactérias
    Gram-negativas,  com CBM igual a  6,75 µgAg/mL.  Para a  Escherichia coli  ATCC
    25922,  o efeito bactericida foi constatado já na primeira hora de
    exposição.  Em
    relação às bactérias Gram-positivas,  também se observou atividade
    antibacteriana,
    com CIMs variando de 3,37 a 13,5 µgAg/mL. O efeito citotóxico foi
    avaliado sobre
    células VERO em placas de microdiluição de 96 poços, sendo observada a ação das
    AgNPs em um tempo de exposição de 48 horas. O corante azul de tripan
    foi utilizado
    para uma avaliação morfológica, na qual  foram coradas as células com
    alterações
    de membrana.   Posteriormente, aos poços das placas  foi aplicado o
    corante cristal
    violeta e, por meio de fotomicrografias das células  coradas aderidas
    ao fundo dos
    poços,  calculou-se o percentual de células viáveis após a exposição
    do agente. O
    ensaio sobre células VERO revelou  que, dentre as concentrações de AgNPs
    avaliadas,  a  de 27 µgAg/mL foi a que apresentou maior quantidade de células
    coradas pelo azul de tripan, além desta promover a redução da
    viabilidade celular
    para em torno de 25% em relação ao controle de crescimento, sendo a
    concentração
    que apresentou  o efeito citotóxico mais relevante.  Os resultados apontaram as
    AgNPs como um promissor agente antibacteriano, principalmente sobre bactérias
    Gram-negativas, em concentrações nas quais não foram observados efeitos
    citotóxicos. Constatou-se ainda que adequações em seu processo de síntese serão
    necessárias para que se possam produzir AgNPs com maior efeito antibacteriano e
    com reduzido efeito citotóxico.

  • JOELMA BARBOSA DE MOURA
  • “AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DO MONOTERPENO TERPINOLENO EM ROEDORES E POSSÍVEIS MECANISMOS DE AÇÃO ENVOLVIDOS”.

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 27/04/2012
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  • Os óleos essenciais  são  formados por metabólitos secundários característicos de 

    plantas aromáticas. O monoterpeno terpinoleno (TPL) é constituinte químico do óleo 

    essencial de muitas espécies vegetais  que apresentam várias atividades 

    e morfina (5 mg/kg, s.c.). Nas doses de 1,56 e 25 mg/kg o TPL não exibiu efeito 

     

    antinociceptivo. Ainda no modelo da capsaicina foi observado o efeito da 

    administração local de TPL (50; 100 e 200 µg/pata, 20 µL), e nenhuma das doses 

    apresentou atividade. No teste do glutamato, foi quantificado o tempo de lambedura 

    da pata estimulada (15 min), após tratamento com TPL (0,78; 1,56; 3,125; 6,25 e 

    12,5 mg/kg, p.o.), veículo ou MK801 (0,03 mg/Kg, i.p.). TPL mostrou resposta 

    antinociceptiva p<0,05 nas doses de 1,56; 3,125; e 6,25 mg/kg, enquanto que nas 

    doses de 0,78 e 12,5 mg/kg esse efeito não foi observado. No teste da hiperalgesia 

    inflamatória (von Frey digital) induzida por carragenina em ratos, avaliou-se o índice 

    de hipernocicepção (g), após o tratamento com TPL (12,5; 25 e 50 mg/kg, p.o.), 

    veículo ou indometacina (10 mg/kg, p.o.), nos tempos de 1; 2; 3; 4; 5; 6h e 24 h após 

    o estímulo. O TPL (50 mg/kg) promoveu p<0,05 nos tempos avaliados na 2ª; 3ª; 4ª e 

    5ª hora. Nas demais doses o TPL não  demonstrou  efeito. Na investigação dos 

    possíveis mecanismos envolvidos nos efeitos do TPL (teste do glutamato), o 

    tratamento com naloxona  (i.p.) 20 min antes do monoterpeno (3,125 mg/kg, p.o.), 

    veículo ou morfina (5 mg/kg, s.c.), não reverteu o efeito do TPL; o mesmo ocorreu 

    após o pré-tratamento com glibenclamida  (i.p.), L-arginina (i.p.),  atropina (s.c.) e 

    Ioimbina (i.p).  Porém,  o pré-tratamento com  paraclorofenilalanina  (PCPA)  (i.p.)  e 

    farmacológicas, dentre as quais, as atividades analgésica e anti-inflamatória. Com 

    base no pressuposto de que o TPL pode vir a apresentar potencial terapêutico como 

    droga analgésica, o objetivo deste trabalho foi investigar a atividade antinociceptiva 

    do  TPL  em modelos experimentais de nocicepção, bem como prováveis 

    mecanismos envolvidos.  Camundongos Swiss machos (20-30  g,  n = 6-9 

    animais/grupo) e ratos Wistar machos (180-200  g,  n  = 6-9 animais/grupo) foram 

    utilizados nos testes de nocicepção (Comitê de Ética Animal/UFPI, No

      05/2011). 

    Estudos anteriores relatam a dose letal, via oral, em camundongos e ratos (DL50 de 

    3800/3790 mg/kg).  No teste da formalina, quantificou-se o tempo que o animal 

    lambia a pata estimulada durante 0-5 min (1ª fase) e 15-30 min (2ª fase), após  o 

    tratamento com TPL (6,25 e 12,5 mg/kg, p.o.) e veículo (salina, p.o.), 60 min antes,  

    e morfina (5 mg/kg, s.c.) 30 min antes. O TPL (6,25 mg/kg) foi efetivo em inibir todas 

    as fases do teste, enquanto na dose de 12,5 mg/kg inibiu apenas a segunda fase. 

    No teste da capsaicina quantificou-se o tempo de lambedura da pata estimulada (5 

    cetanserina (i.p.) foi capaz de reverter totalmente o efeito antinociceptivo do TPL. O 

    mesmo  apresentou efeito depressor central (teste campo aberto) quando 

    administrado  a maior  dose efetiva encontrada  (50 mg/kg). O TPL possui efeito 

    antinociceptivo, o qual parece envolver o sistema serotoninérgico.

     

  • JOSEANA MARTINS S DE RODRIGUES LEITÃO
  • “Investigação do potencial tóxico, citotóxico, genotóxico e mutagênico de Zanthoxylum rhoifolium lam. em células eucarióticas.”

  • Orientador : FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
  • Data: 30/03/2012
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  • Zanthoxylum rhoifolium  Lam., popularmente conhecida como mamica de

    cadela,  árvore típica do cerrado piauiense com  atividade antileshmania

    comprovada, foi avaliada  neste trabalho quanto a sua possível  ação  tóxica,

    citotóxica, genotóxica e mutagênica em células eucarióticas através dos testes

    Allium cepa, ensaio cometa, micronúcleos e ação hemolítica, como também a

    presença de alterações numéricas e morfológicas  de DNA de formas

    promastigotas de  Leishmania  amazonenesis  em contato com o extrato

    etanólico (EEtOH) e fração  hexânica (F.HEX)  por espectrofotometria e

    citometria de fluxo preparados a partir da casca do caule da árvore, para os

    ensaios de atividade. Nos testes  A. cepa  e na  quantificação e análise

    morfológica de DNA de  L. amazonensis  foram utilizadas as concentrações

    7,96; 15,92 e 31,84 µg/mL tendo como base a CI50 e ± 2. Foi possível identificar

    ação tóxica e citotóxica, pela inibição do crescimento e do índice mitótico,  e

    ação mutagênica, pelo aumento das frequências  das  aberrações

    cromossômicas e  de micronúcleos,  nas maiores concentrações  utilizadas  do

    EEtOH (15,92 e 31,84  µg/mL), fato não  observado  para  a F. HEX.  Não foi

    observada intensa lise de hemácias humanas (< 10% na maior concentração

    testada, 400µg/mL) e em relação à citotoxicidade observada no  teste de  A.

    cepa, os dados corroboram com a ação citotóxica em células da medula óssea

    de camundongo, onde o EEtOH apresentou maior citotoxicidade que a F. HEX.

    Nossos resultados  sugerem que o extrato e a fração obtida de  Z.  rhoifolium

    Lam.  não exerce influência na divisão celular.  Observamos, também, que

    houve  maior índice de danos ao DNA em células de medula óssea de

    camundongos tratados com o EEtOH por 24 horas na dose de 100 mg/Kg

    quando comparado com células de sangue periférico de camundongos, sendo

    o maior valor encontrado para as fêmeas, uma vez que as células da medula 

    demonstraram-se mais sensíveis aos tratamentos, o mesmo não foi observado

    para a freqüência de  micronúcleos, indicando ausência de danos fixos ao

    material genético  para este teste, provavelmente  por  que os mecanismos de

    reparo foram suficientes para evitar a instabilidade genética nessas células. O

    DNA das formas promastigotas metacíclicas incubadas por 72h com o EEtOH e

    F. HEX quantificado espectrofotometricamente assim como análise morfológica

    por citometria de fluxo revelaram a intensa ação, em especial da F. HEX, frente

    a estas formas parasitárias sugerindo o  EEtOH e a F. HEX  de  Z.  rhoifolium

     

    Lam. como  candidatos em potencial a  fitoterápicos,  tendo a F. HEX

    apresentado baixa atividade tóxica, citotóxica, genotóxica e mutagênica quando

    comparado ao EEtOH.

  • FRANCILENE VIEIRA DA SILVA
  • “AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA E PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

    DO CARVACROL”

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 16/03/2012
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  • Este estudo avaliou a atividade antinociceptiva, anti-inflamatória e

    antiulcerogênica do carvacrol, um monoterpeno fenólico constituinte do óleo

    essencial produzido por numerosas plantas aromáticas e especiarias. A atividade

    antinociceptiva foi investigada em modelos de dor orofacial induzidos por formalina,

    capsaicina e glutamato em camundongos. Carvacrol reduziu o comportamento

    fricção da face dos animais em ambas as fases do teste de formalina nas doses de

    25, 50 e 100 mg/kg (fase 1- 56, 61, e 90%, respectivamente; fase 2- 52, 72 e 93%,

    respectivamente), efeito este que não foi revertido com o pré-tratamento com a

    naloxona. Carvacrol também produziu efeito antinociceptivo significativo em todas as

    doses nos testes da capsaicina (43, 66 e 88%, respectivamente) e glutamato (58, 83

    e 95%, respectivamente), e a morfina utilizada em todos os testes como controle

    positivo, também foi capaz de reduzir de maneira significativa o comportamento de

    fricção da face quando comparado ao grupo veículo. Na avaliação da atividade anti-

    inflamatória utilizou-se os modelos experimentais de edema de pata induzido por

    carragenina, histamina, dextrana e substância P. Na tentativa de elucidar os

    possíveis mecanismos envolvidos no efeito anti-inflamatório do carvacrol, utilizou-se

    os modelos de edema de orelha induzido por TPA e ácido araquidônico, além do

    modelo de peritonite induzida por carragenina para avaliação da migração

    leucocitária. Carvacrol (25, 50 e 100 mg/kg) inibiu o edema de pata induzido por

    carragenina (46; 55 e 71% respectivamente) após 3h do tratamento, enquanto que a

    indometacina produziu 65% de inibição. Nos modelos de edema de pata induzido

    por histamina e dextrana, carvacrol só foi efetivo na dose de 50 mg/kg (46 e 35%

    respectivamente) e nos dois modelos, a ciproheptadina reduziu os edemas (61 e

    43%) quando comparado ao grupo veículo. No edema induzido por substância P,

    carvacrol (100 mg/kg) e o vermelho de rutênio (3 mg/kg) reduziram a formação do

    edema em 46% e 40%, respectivamente. Carvacrol reduziu de maneira significativa

    os edemas de orelha induzidos por TPA e Ácido araquidônico, na dose de 0,1

    mg/orelha (43 e 33%), de maneira semelhante a indometacina nas doses de 0,5

    mg/orelha e 2 mg/orelha (55 e 57%). Carvacrol também reduziu a migração

    leucocitária em todas as doses testadas (63; 71 e 67%), enquanto a dexametasona

    (2 mg/kg, s.c) reduziu em 76% a migração de leucócito para a cavidade peritoneal.

    Na avaliação da atividade anti-úlcera foi realizado o modelo crônico de lesões

    gástricas induzidas por ácido acético que revelaram uma capacidade de cicatrização

    do carvacrol nas doses testadas (60, 91 e 81%), após 14 dias de tratamento. Nossos

    resultados sugerem que carvacrol pode representar importante ferramenta para o

    tratamento da dor orofacial, além de sugerir que os receptores opióides possam

    estar envolvidos neste processo, bem como parece interferir com a liberação ou

    síntese de mediadores inflamatórios, como os prostanóides sugerindo uma atividade

    anti-inflamatória, que favorece o processo de cicatrização das úlceras.

  • CARLA KELLY BARROSO SABINO
  • Estudo das atividades cardiovasculares do monoterpeno α-terpineol em ratos hipertensos L-name; abordagem in vivoe in vitro”.

  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 02/03/2012
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  • A hipertensão arterial é um problema de saúde pública e está associado com anomalias

    estruturais no sistema cardiovascular. Estudos com modelos de hipertensão em ratos têm se

    mostrado bastante úteis no entendimento e tratamento das doenças cardiovasculares. Nesse

    contexto o presente estudo visa avaliar a resposta vasorelaxante e anti-hipertensiva induzida

    pelo monoterpeno α-terpineol utilizando uma abordagem in vivo e in vitro. Ratos Wistar machos

    (250-300 g) foram tratados através da adição de NG-nitro-L-arginina-metil-éster (L-NAME 0,5

    mg/mL) à água para consumo durante 7 dias, tempo suficiente para produção da hipertensão

    arterial. Para a realização dos testes bioquímicos os animais normotensos e hipertensos foram

    tratados com salina (controle) ou α-terpineol (100 mg/kg, v.o) por 8 dias. No último dia de

    tratamento, os animais foram anestesiados e o sangue da artéria abdominal foi coletado para a

    realização dos testes bioquímicos; os órgãos (pulmão, coração, fígado e rins) foram retirados e

    pesados. Os testes bioquímicos não apresentaram diferença significativa em relação ao grupo

    controle, exceto para os testes de catalase e GSH, que se apresentaram aumentados nos

    grupos hipertensos tratados com o monoterpeno α-terpineol (0,68 ± 0,010***) e nos grupos

    hipertensos tratados com salina (0,76 ± 0,08*), respectivamente. Não houve diferença

    significativa entre o peso dos órgãos dos animais tratados e o controle. Nos testes in vivo, após a

    indução da hipertensão, os ratos passaram por um processo de cateterismo da artéria femoral

    para a avaliação da pressão arterial (PA) e freqüência cardíaca (FC). O α-terpineol apresentou

    significativa atividade anti-hipertensiva em todas as doses administradas (25, 50 e 100 mg/kg,

    v.o.) em relação ao grupo controle. Nos testes in vitro, os ratos foram eutanasiados, a artéria

    mesentérica superior foi removida através de uma incisão no abdome do animal e depois foram

    obtidos anéis do primeiro segmento da artéria (1 - 2 mm). Em seguida, os anéis foram colocados

    em uma cuba para órgão isolado, contendo 10 mL de solução nutritiva de Tyrode a 37º C e

    gaseificada com uma mistura de 95% O2 e 5% CO2 (carbogênio), e suspensos por linhas de

    algodão fixadas a um transdutor de força acoplado a um sistema de aquisição para o registro

    das tensões isométricas. Os resultados foram expressos como média ± erro padrão da média e

    foram considerados significativos os valores *p<0.05 (teste t Student). Nos testes in vitro, após

    1h de estabilização os anéis foram contraídos com fenilefrina (10-5 M). A adição cumulativa de α-terpineol (10-10 – 10-2 M) induziu um efeito vasodilatador dependente da concentração e

    independente do endotélio (pD2 = 3,68 ± 0,17, 3,63 ± 0,13 M, com e sem endotélio,

    respectivamente, n = 5 ). Um efeito similar foi obtido por pré-contração induzida com KCl 80 mM

    (pD2 = 3,55 ± 0,11; n=5). Além disso, o monoterpeno α-terpineol (10-4 – 10-2 M) inibiu as

    contrações induzidas pela adição cumulativa de fenilefrina (10-9 – 10-5 M) de uma maneira

    dependente da concentração (Emax: Controle = 100,00 ± 0,00; 10-4 M = 95,44 ± 3,18%; 3x10-4

    M= 90,40 ± 10,25%; 10-3 M = 80,41 ± 3,09%*; 3x10-3 M = 47,88 ± 0,19%* e 10-2 M = 1,66 ±

    0,16%*, n=5). O α-terpineol (10-4 – 3 x 10-3M) também inibiu as contrações induzidas por um acréscimo cumulativo de CaCl2 (10-6 – 3 x 10-2 M) em solução despolarizante de Tyrode KCl 60 mM nominalmente sem Ca2+, de maneira dependete de concentração (Emax: Controle = 100,00 ±0,00; 10-4 M = 92,44 ± 3,63%; 3x10-4 M = 90,59 ± 5,56%; 10-3 M = 74,29 ± 5,32%*; e 3x10-3 M =12,68 ± 3,05%*). Em preparações pré-contraída por S-(-) BayK 8644 (0,1 M), um ativador CaVL,o α-terpineol também induziu um efeito vasorelaxante (pD2 = 3,22 ± 0,08 M; n=5). Em preparação com bisindolilmaleimida (10-7), inibidor da PKC, e TEA 1 mM, bloqueado não seletivo de canais para potássio, não houve alteração no relaxamento promovido pelo α-terpineol (pD2 = 3,96 ± 0,1 e pD2 =5,5 ± 0,04, respectivamente). O envolvimento de canais de K+ foi avaliada em solução despolarizante de Tyrode KCl 20 mM em pré-contração induzida por fenilefrina (10-5 M),mas o vasorelaxamento induzido por α-terpineol não foi alterado (pD2 = 2,94 ± 0,06; n = 5). Sugere-se que o α-terpineol apresente efeito antioxidante, hipotensor, além de induzir vasorelaxamento de forma independente do endotélio, provavelmente devido ao bloqueio de canais para cálcio sensíveis à voltagem (CaVL).

     

  • FLÁVIA DANNIELE FROTA MACHADO
  • ATIVIDADE GASTROPROTETORA DE Neoglaziovia variegata Mez. (BROMELIACEAE) EM RATOS E CAMUNDONGOS

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 02/03/2012
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  • Neoglaziovia variegata  Mez. é  conhecida popularmente como ”caroá”, sendo

    distribuída por todo o semiárido do Nordeste brasileiro. O perfil fitoquímico da

    espécie mostrou a presença de saponinas, taninos, flavonóides, esteróides e

    triterpenóides. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade gastroprotetora do

    extrato etanólico (Nv-EtOH) e das frações hexânica (Nv-Hex) e clorofórmica (Nv

    CHCl3) obtidas das partes aéreas de N. variegata em modelos agudos e crônico de

    lesões gástricas em camundongos e ratos, investigando seus possíveis

    mecanismos. No modelo de lesão gástrica induzida por etanol absoluto (0,2

    mL/animal), o pré-tratamento com o Nv-EtOH (200 e 400 mg/kg, v.o), Nv-Hex e Nv

    CHCl3  (50 a 400 mg/kg, v.o.) diminuiram a área de lesão gástrica de maneira

    significativa (p<0.05). No modelo de úlcera por HCl/etanol (0,2 mL/animal), Nv-EtOH

    (200 e 400 mg/kg, v.o), Nv-Hex e Nv-CHCl3 (100 a 400 mg/kg, v.o.) inibiram a área

    de lesão gástrica de maneira significativa (p<0,05). No modelo de úlcera por

    ibuprofeno (100 mg/kg, v.o.), o pré-tratamento com o Nv-EtOH (100 a 400 mg/kg)

    reduziu o número de úlceras de maneira significativa (p<0,05). As frações Nv-Hex e

    Nv-CHCl  não foram capazes de reduzir a área de lesão neste protocolo. Nv-EtOH

    (200 e 400 mg/kg, v.o.), Nv-Hex e Nv-CHCl3 (100 a 400 mg/kg, v.o.) também foram

    eficazes em inibir as lesões induzidas por isquemia e reperfusão. Na avaliação da

    atividade antioxidante, Nv-EtOH (400 mg/kg, v.o.), Nv-Hex e Nv-CHCl3  (100 mg/kg,

    v.o.) aumentaram os níveis de NP-SH. Nv-EtOH elevou a atividade da catalase no

    modelo de lesão gástrica induzida por etanol. Além disso demonstrou-se um

    aumento na concentração de muco aderido à parede gástrica no modelo de ligadura

    de piloro em ratos tratados com Nv-EtOH (400 mg/kg, i.d.). Na tentativa de elucidar

    outros possíveis mecanismos envolvidos na gastroproteção de  Nv-EtOH (400

    mg/kg), Nv-Hex e Nv-CHCl3 (100 mg/kg) os animais foram submetidos à indução de

    lesão gástrica por etanol após pré-tratamento com, ibuprofeno, L-NG-nitro-arginina,

    e glibenclamida, demonstrando a participação das prostaglandinas, da sintase do

    óxido nítrico, e dos canais de potássio sensíveis ao ATP (KATP), respectivamente. Na

    avaliação da atividade anti-secretória, Nv-EtOH (400 mg/kg) e Nv-CHCl3 (100 mg/kg,

    i.d.) apresentaram redução na acidez titulável, mas não diminuíram volume de

    secreção gástrica e não elevaram o pH no modelo de ligadura de piloro em ratos.

    Nv-EtOH (400 mg/kg) reduziu a área de lesão gástrica no modelo crônico de úlcera

    induzida por ácido acético.

2011
Descrição
  • LUCIANE LIMA DA SILVA
  • EFEITOS ANTIPRURIGINOSO E ANTIEDEMATOGÊNICO
    DAS FOLHAS DE Lecythis pisonis Camb. (Lecythidaceae)

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
  • Data: 30/06/2011
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  • Lecythis pisonis  Camb. (Lecythidaceae)  é  popularmente  conhecida  como
    “Sapucaia”. Na medicina tradicional, suas folhas são utilizadas na
    forma de banho
    para o tratamento do  prurido.  O presente trabalho teve como objetivo
     avaliar o
    potencial antipruriginoso do extrato etanólico (EEtOH), frações
    hexânica (FH), etérea
    (FE), acetato de etila  (FAcOEt)  e  aquosa  (FA),  a mistura dos
    triterpenos  ácidos
    ursólico e oleanólico (MT),  e atividade antiedematogênica do EEtOH, FE e MT
    obtidos das folhas de Lecythis pisonis. Não se observou toxicidade
    oral do EEtOH
    até a dose de  2000 mg/kg.  EEtOH,  FH, FE e FAcOEt  (100 e 200 mg/kg,  v.o.)
    demonstraram (p<0,05) atenuação do prurido (45,88±10,74  e 31,13±6,44;
    26,12±1,89 e 19,23±1,59;  30,50±2,32  e  10,17±1,70; 35,20±2,60  e 27,83±3,10,
    respectivamente), induzido pelo Composto 48/80  (C48/80, 100μg/100μL).
    A FA (50,
    100 e 200  mg/kg,  v.o.), exibiu pronunciada atividade antipruriginosa (p<0,05)
    (38,67±4,34; 19,20±3,22 e 8,12±3,46, respectivamente). Da mesma forma a MT (25
    e 50 mg/kg,  v.o.), reduziu o prurido (37,80±3,77 e 24,0±4,51, respectivamente,
    p<0,001).  Na investigação da participação opióide no efeito
    antipruriginoso,  a
    naloxona (2 mg/kg, i.p.) foi capaz de  reverter  (p<0,05) o efeito do
    EEtOH  (200
    mg/kg)  (25,57±3,77 para 49,16±8,82), da  FE (200 mg/kg) (10,17±1,70 para
    42,80±2,80) e da MT  (50 mg/kg) (24,0±4,50 para 45,33±3,10). A morfina
    (5 mg/kg, s.c.) exibiu redução do  prurido (p<0,05) (3,22±1,64).  O
    pré-tratamento,  v.o.,  dos
    animais com  o EEtOH,  FE,  MT  ou cetotifeno (1  mg/kg)  reduziu (p<0,05) a
    degranulação dos mastócitos  por C48/80  (25,7±8,81;  41,82±4,18;
    36,33±1,40  e
    16,1±1,31%,  respectivamente).   No teste do campo aberto o EEtOH
    (50, 100, 200
    mg/kg) não interferiu na ambulação dos animais (36,0±2,86; 31,66±3,98 e
    32,57±6,43,  respectivamente).  Na avaliação da atividade antiedematogênica, o
    EEtOH  (100 e 200 mg/kg)  reduziu de forma significativa (p<0,05) o
    edema de pata
    por carragenina  até a  3ª  hora. A  FE  (50, 100 e 200 mg/kg)
    diminuiu  (p<0,05)  o
    edema em todas as horas avaliadas. No edema de pata induzido por histamina, FE
    (100 e 200 mg/kg)  promoveu inibição na 1ª hora (0,97±0,12 e 0,77±0,07,
    respectivamente,  p<0,001)  e  2ª hora (0,85±0,07,  p<0,01 e
    0,63±0,04,  p<0,001,
    respectivamente). FE (10 e 20 µg/µL) foram efetivas em inibir o edema
    de orelha por
    óleo de cróton (1,03±0,08, p<0,01 e 0,78±0,06, p<0,001,
    respectivamente) e MT (5 e
    10 µg/µL),  reduziram o edema de orelha  (1,08±0,07, p<0,01 e
    0,78±0,08, p<0,001,
    respectivamente).  Os resultados obtidos com  o  EEtOH,  FE e  MT  demonstraram
    ação antipruriginosa, sugerindo uma possível participação do sistema
    opióide e das
    células mastocitárias. Este é o primeiro estudo antipruriginoso e
    antiedematogênico
    com esta espécie, e fornece base científica para seu uso popular.

  • ELISANGELA FATIMA DA SILVA
  • IMUNOGENICIDADE DE NANOPARTÍCULAS DE ALBUMINA 
    SÉRICA BOVINA ASSOCIADAS AOS QUATRO SOROTIPOS DE 
    Dengue vírus INATIVADOS E POTENCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE IgG POR
  • Data: 27/06/2011
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  • O  Dengue vírus (DENV) é um vírus envelopado pertencente à família Flavivíridae com
    simétria icosaédrica e diâmetro de 40-50 nm. Possui quatro sorotipos denominados de DENV
    1,2,3 e 4. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se
    infectem anualmente. A maneira mais eficaz para reduzir estas enfermidades e mortes por 
    doenças infecciosas é vacinar as populações em risco. Infelizmente, não existem vacinas para
    um grande número de doenças e, além disso, algumas  das vacinas existentes não são 
    completamente protetoras. Neste estudo avaliou-se a resposta imune produzida por 
    nanopartículas (NPs) biodegradáveis de albumina sérica bovina, associadas aos quatro 
    sorotipos de DENV inativados, assim como o efeito adjuvante do extrato aquoso de Lawsoni
    inermis L.. A avaliação deste sistema carreador preparado  pelo método de coacervação 
    demonstrou estabilidade com valores de potencial zeta de -35,8 mV. As NPs de BSA 
    apresentaram uma liberação controlada de antígenos e quando inoculadas em camundongos 
    Swiss foram capazes de ativar o sistema imune e induzir a produção de anticorpos IgG anti-
    DENV (p = 0,0002).  Interessantemente, quando o extrato aquoso de  Lawsonia inermis  (1
    mg/mL)  é adicionado durante a preparação das nanopartículas, ocorre um efeito adjuvante 
    caracterizado por uma produção mais intensa de IgG anti-DENV. 
  • IRISDALVA SOUSA OLIVEIRA
  • POSSÍVEIS MECANISMOS ENVOLVIDOS NA AÇÃO GASTROPROTETORA DO CARVACROL.

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 11/04/2011
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  • Carvacrol  é um monoterpeno fenólico predominante em muitos óleos
    essenciais de espécies de plantas pertencentes às famílias Labiatae,
    Euphorbiaceae, Verbenaceae e Poaceae. Alguns terpenos fenólicos presentes
    em óleos essenciais têm demonstrado atividade inibitória sobre a ulceração
    gástrica induzida por diferentes agentes, por exemplo, o monoterpeno terpinen-
    4-ol e sesquiterpeno elemol.  Não há relatos sobre a atividade antiúlcera do
    carvacrol na literatura. Neste estudo avaliou-se o  efeito do carvacrol sobre
    lesões gástricas agudas induzidas por  etanol absoluto, etanol acidificado,
    ibuprofeno e isquemia seguida de reperfusão, além de investigar os possíveis
    mecanismos de ação envolvidos em sua ação  gastroprotetora.  Avaliou-se o
    percentual de inibição da área de lesão em relação ao controle. No modelo de
    lesões induzidas por etanol absoluto, carvacrol nas doses de  25 e 50 mg/kg
    reduziu as lesões em 48% e 41%, respectivamente. O mesmo foi observado
    para as lesões gástricas induzidas por etanol acidificado, com redução de 28%
    (12.5 mg/kg), de 70%  (25 mg/kg) e de 63%  (50 mg/kg). Nas  lesões  induzidas
    por  ibuprofeno, o percentual de inibição  foi de 66 % (25 mg/kg) e de 64% (50
    mg/kg).  O carvacrol também foi  eficaz em  inibir  as lesões induzidas por
    isquemia e reperfusão  em  51% e 38% para as doses de 25 e 50 mg/kg,
    respectivamente. Na tentativa de elucidar os possíveis mecanismos envolvidos
    no efeito gastroprotetor do carvacrol,  os animais  foram  submetidos à indução
    de lesão gástrica por etanol  após pré-tratamento  com N-etilmaleimida, L-NG-
    nitro-arginina, ibuprofeno e glibenclamida, demonstrando a participação dos
    grupos sulfidrilas, da sintase do óxido nítrico, das prostaglandinas e
    dos canais
    de potássio sensíveis ao ATP  (KATP), respectivamente.  Além disso,
    demonstrou-se o envolvimento da enzima catalase na gastroproteção
    evidenciada. Na avaliação do efeito do carvacrol na secreção ácida gástrica e
    na produção de muco, utilizando-se o modelo de ligadura de piloro, não foram
    observadas  alterações  no  volume,  no  pH e  na  acidez  total do
    suco gástrico,
    mas  houve um aumento significativo do muco.  Estes dados indicam que o
    carvacrol apresenta atividade gastroprotetora, com participação da  sintase do
    óxido nítrico,  das  prostaglandinas,  dos  canais KATP, do  sistema
    antioxidante
    (grupos sulfidrilas não protéicos  e catalase)  e do aumento na
    produção de muco.

2010
Descrição
  • MAURO FURTADO CAVALCANTI
  • Avaliação da Atividade Antinociceptiva e anti-inflamatória da fração hidroalcoólica e da fração rica em biflavonas das folhas de Cenostigma macrophyllum.

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 04/11/2010
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  • Avaliação da Atividade Antinociceptiva e anti-inflamatória da fração hidroalcoólica e da fração rica em biflavonas das folhas de Cenostigma macrophyllum.

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